Edd Wheeler, de Frente com as Mulheres do Hip-Hop Nacional…

Ela faz parte da Primeira Escola do Hip-Hop Carioca, que revelou para o mundo nomes importantes como MV Bill, Gabriel O Pensador, Big Richard e Marcelo D2. Sua experiência de liderança vem com as “Damas do Rap”, grupo de Rap feminino originário do Movimento Charme, que em 1992 veio a integrar-se à ATCON – Associação Atitude Consciente, entidade formada pelos artistas de Hip-Hop da época. Aliás, foi na própria ATCON que ela deu seus primeiros passos em direção à militância no Movimento, assumindo a condição de coordenadora, pouco depois da saída de “Big Richard”, que deixara a organização para residir em São Paulo. Hoje, além de rapper, ela é advogada formada e continua em defesa do Hip-Hop, só que por uma causa mais específica, a Inclusão da Mulher no Movimento. E baseada na sua experiência no Hip-Hop como artista e militante Edwiges Tomaz, mais conhecida como “Edd Wheeler”, fundou com o apoio de outras militantes a “Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop – FNMH2”… Saiba mais sobre os motivos que conduziram mulheres do Hip-Hop Nacional a assumirem essa notável postura nesta entrevista exclusive com Edd Wheeler…

DJ TR.

DJ TR – Nos dias 13 e 14 de março de 2010 as mulheres do Hip-Hop Brasileiro, representando seus estados, se reuniram na “Aldeia de Carapicuíba”, em Carapicuíba, São Paulo, no “1° Encontro do Fórum Estadual Mulheres no Hip-Hop”, para discutirem temas pertinentes à condição da Mulher na sociedade e no Hip-Hop. Dentre as muitas propostas definidas em pauta está a “Criação da Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop”, que já se encontra em prática, inclusive aqui no Rio. Neste caso qual a real importância da FNMH2 junto as Mulheres do Movimento?

Edd Wheeler – A FNMH2 está reunindo e unindo todos os coletivos, grupos, associações, mulheres que diretamente ou indiretamente estão contribuindo de alguma forma com a Cultura Hip-Hop no Brasil e quem sabe, a longo prazo, no exterior. Nossa proposta é enraizar definitivamente a presença da mulher nesta cultura que move todas as jovens afro-descendentes, indígenas e ribeirinhas. Precisamos de referência, de um caminho, de dialogar e interagir com temas que são o nosso cotidiano, são reflexões, idéias e atitudes espalhadas por todos os cantos do Brasil. Precisamos de uma porta-voz que as entenda, que seja ela mesma no sentido de personalidade, que esteja à FRENTE… É isso! É o nosso espelho, a nossa sinergia, o nosso conteúdo; que fala com as nossas palavras, e recebe a nossa compreensão.

DJ TR – Pelo que se pode analisar, a criação da

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“FNMH2” reforça a evidência de que o machismo é um mal presente, não só na sociedade em que vivemos, mas no próprio Movimento Cultural Hip-Hop, certo?

Edd Wheeler – Não nos referimos a um “mal presente”, agora, o que demonstramos é que temos mulheres ativas, inteligentes, profissionais que podem falar em nosso nome, não precisamos de porta-vozes masculinos. A DILMA é o marco do que estou falando, seremos representadas por ela no maior cargo proposto pelo mundo todo: A PRESIDÊNCIA DO BRASIL e a pouco tempo, no Rio de Janeiro, vimos a primeira mulher ocupando um cargo de chefia no departamento da Polícia Civil, a Dra. MARTA ROCHA. A Cultura Hip-Hop deve chegar a esse nível, não se pode mais negar nossa

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presença marcante na cultura e com total expressão. Temos idéias, estratégias, domínio de comunicação e total clareza que esta Cultura pode fazer para as mulheres também. Da mesma maneira que ela tira os rapazes da marginalidade, constrói cidadãs, mães e mulheres com respeito e dignidade. Somos fruto de evoluções claras dentro da Cultura Hip-Hop, e essas histórias não estão sendo contadas por ninguém e nem por nós mesmas, fico triste pro isso…

DJ TR – Por falar nisso, geralmente nos eventos de Hip-Hop a predominância do sexo masculino é bem maior do que o feminino, tanto no quesito artístico, quanto na formação de público. A quem exatamente você atribui essa baixa adesão de mulheres na participação ativa do Movimento?

Edd Wheeler – Ao grupo que faz a produção dos eventos cabe relacionar e ter contatos com as mulheres que estão com seu trabalho pronto. Entendo que a maior dificuldade é saber se tal grupo está ou não na ativa… Se está, cadê seu portifólio? Podemos falar com quem para contratar? Estamos na ativa e não recebemos convites, não ensaiamos… E aí? Vai se apresentar sem ensaiar??? Você tem condições de mostrar um trabalho de qualidade??? Veja, uma coisa está ligada à outra. A FNMH2 quer ser este link de banco de dado e incentivo para todas que participam no Hip-Hop, de sempre atualizar seu portfólio conosco. Não se trata de vender shows, mas será uma maneira de poder inserir-nos, pelo menos 50% do trabalho feminino em shows, workshops, seminários… Porque, ao longo do tempo tive o desprazer de vivenciar talentos desperdiçados por falta de espaço, falta de credibilidade do trabalho mostrado, falta de respeito e falta de oportunidade.

DJ TR – Recentemente, no dia 09 de janeiro, a “FNMH2” se reuniu no Centro Cultural São Paulo, no bairro de Vergueiro, em São Paulo, para se definir documentalmente o quanto entidade representante das mulheres do Hip-Hop. A cada reunião, o que você tem percebido de interessante entre as participantes? Além disso, tem crescido o número de adeptas dessa causa?

Edd Wheeler – É fato que ao longo dos anos aprendemos a lidar com articulações que transcendem simplesmente a vontade de mudar o mundo, a paixão pelo Hip-Hop e o amadorismo de adolescente. Hoje, mulheres e com uma visão muito grande de mercado, de tomada de decisões, de articulações políticas e caminhando ao conhecimento sobre políticas publicas, vemos o atual cenário da FNMH2 enquanto uma Associação construída de direitos e não somente de fatos. Não corremos mais á procura de pessoas influentes para nos representar, podemos nos tornar essas pessoas: representáveis.

Quem deve fazer o meu “angu” sou eu mesma!!!No início não sabemos os ingredientes, vamos deixar “empelotar”,vai queimar, mas depois ,você aprende a “consistência”, “o macete”, começa a colocar a sua “manha” e de repente já modifica a receita, porque agora é a sua maneira de fazer o seu “angu”.

Adesões concretas e com o volume que esperamos se dará à medida que construirmos a “verdadeira cara” da FRENTE NACIONAL. Infelizmente já vimos esse filme diversas vezes, sem sair do blá blá blá….então é colocar a mão na massa e fazer com que TODAS vejam que o sonho será real e que isso somente acontecerá com INTEGRAÇÃO. Somos juntas peças dessa engrenagem, uma precisa da outra, mas de forma transparente. A fatia desse bolo é a conquista de todas e pode ser repartida, sem problemas.

DJ TR – Você veio de uma época em que o quantitativo de mulheres era infinitamente menor no Hip-Hop e por conta disto teve de batalhar muito para fazer valer a sua voz no meio. Como você compara hoje esta luta, agora com a criação da “FNMH2”?

Edd Wheeler – Nossa!!! Nem posso comparar… O quadro atual é magnífico: você pode subir no palco vestida como bem entende, falar o que bem quer e não ser simplesmente a mulher de nenhum MC, grafiteiro, DJ, B. Boy ou sei lá quem… Nossa presença era tímida em shows e seminários porque sempre íamos como a mulher do fulano… O respeito construído com a DAMAS DO RAP me fez chegar de cabeça erguida nos lugares e ter o respeito de ser vista como: quem está chegando é a Edd Wheeler!!! Isso me fez crescer enquanto ser humano, independente de ser mulher, negra e de ser rapper… E com a criação da FNMH2 esse respeito será visto de forma ampla e clara. A valorização definitiva de um trabalho de qualidade e de resposta para todas as mulheres que contribuem para o crescimento da Cultura Hip-Hop.

DJ TR – A “FNMH2” é uma organização feminista?

Edd Wheeler – Não, e ponto! Todos os conceitos e pensamentos sobre organização feminista, organização partidária e etc, deverão ser discutidas com TODAS que estão envolvidas na FRENTE. Não há lado, vertentes ou quaisquer outras coisas que possam engessar nossas articulações.

Após uma discussão mais madura sobre estes tipos de assunto, com certeza, sairá um comunicado, em nome da FRENTE sobre nossa posição sobre estes temas.

DJ TR – Ainda na questão da adesão feminina no Hip-Hop, a Dança tem sido o elemento de maior acolhimento de mulheres que os demais. Qual é a razão para isto estar acontecendo?

Edd Wheeler – Engraçado… Não vejo por este lado, tenho notado que o crescimento de grafiteiras tem expressão marcante na atualidade. Com certeza a adesão é menor no ramo de DJs devido ao custo desembolsado com aparelhos e treinamentos. Estamos equilibradas na dança e na adesão a ser rapper. Na verdade vejo que em todos os elementos há a participação da mulher. Inclusive com as escritoras e na parte de vídeos clipes… É Fantástico o horizonte de domínio de áreas que poderemos alcançar!!!

DJ TR – Como as interessadas devem fazer para entrar em contato com a “FNMH2”?

Edd Wheeler – Tudo está disponível no site www.mulheresnohiphop.com.br… Ficha de associadas, nosso estatuo, seminários, palestras, shows, entrevistas, workshops… Enfim, todo o cronograma de reuniões e participações da FRENTE NACIONAL está lá… Será um prazer ter todas associadas a este projeto gigante que estamos construindo.

DJ TR – Qual conselho você daria a mulher que deseja ingressar na carreira do Hip-Hop?

Edd Wheeler – Se você realmente visualiza o Hip-Hop como CARREIRA, lembre-se que isso é um INVESTIMENTO: você se especializa, se recicla, é um aprendizado contínuo, é evolução na informação, há de se colocar um preço neste trabalho, é a apresentação de qualidade do produto que você está vendendo… Você acredita no que é capaz e o que pode oferecer, você negocia valores e faz o seu marketing e chega a um momento que você faz escolhas (isso eu participo, isso eu não participo, isso eu faço sem receber, isso eu não faço se não tiver cachê porque não há ganho nenhum – em nenhum aspecto). Se essas palavras fazem algum sentido para você, é porque você está evoluindo no grande papel que assumiu enquanto mulher na Cultura Hip-Hop – utilizar nossos maiores meios de comunicação (música e a escrita) para em tempo hábil tocar à todas as pessoas que fazem parte deste Planeta!!! Educação e Conhecimento alimentam a alma e faz revoluções de modo consciente. Hoje eu posso dizer que : eu estou aonde os meus sonhos mostraram-me que posso estar!!!

Sobre DJ TR

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3 comentários

  1. Parabéns pela entrevista!!!
    A Edd é realmente um exemplo de mulher guerreira.

  2. Entrevista maneira! Edd Wheeler é fechamento! Trabalhamos juntos em 2 discos que abordam os temas de gênero e ela com a sua experiência e inteligência foi uma grande parceira durante todo o processo. Salve Edd Wheeler.

  3. Continuando. Só pra constar!
    Prevenção – Edd Wheeler, WF e Jamille (prod. DJ Fábio ACM RMX)
    Pra ouvir e pra baixar: http://tramavirtual.uol.com.br/musica/tocar/98155/

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