Autor: Átomo

  • Efeito Morte

    Efeito Morte

    No dia em que Robson Gabiru faleceu, eu vi inúmeras mensagens homenageando-o no Facebook, dizendo o quanto ele era boa pessoa, o quanto ele era bom artista etc.

    Mas por qual motivo as mesmas pessoas não disseram isso antes?
    Eu mesmo respondo: – Esse é o “efeito morte”.

    Ou vocês ainda não perceberam que não morre gente ruim: “Era uma excelente pessoa!”, “Fará falta!” etc.

    Não estou afirmando que tais frases não são sempre insinceras, mas há de se convir que na maioria das vezes elas são no mínimo tardias.
    Como disse alguém: “Dê flores aos vivos!”.

  • Num Intendi

    Num Intendi

    É sabido, não só pelos ativistas dos direitos dos pretos que o acesso dos tais às universidades é dificultado por uma série de fatores [tanto que foi preciso a criação de cotas].

    E por qual motivo se luta para a nossa inserção nesse meio?
    Porque também é sabido que os que não têm formação superior são tratados como um indivíduo de “menos importância”.

    Alguém poderia me responder então, por qual motivo que os promotores de eventos relacionados a essa temática só convidam palestrantes com nível universitário para comporem suas mesas? Não seria essa a mesma discriminação que os pretos sofrem por parte dos brancos racistas?

  • Seres Sexuais

    Seres Sexuais

    O problema em torno da sexualidade alheia, no “nosso tempo”, teve início na “Revolução sexual”, quando os indivíduos começaram a expor suas intimidades.

    Daí em diante, o que era “liberdade” fortaleceu ainda mais a discriminação, pois a todas as distinções que já existiam, somou-se mais uma.  Dona Maria, por exemplo, agora também é identificada como hetero ou homossexual, além de ser mulher, parda, nordestina.

    O que ganhamos com isso?

    Tenho certeza de que se todo o indivíduo se visse, e fosse visto “simplesmente” como um ser humano, e não também como um ser sexual, teríamos menos conflitos.

  • Agravantes

    Agravantes

    Um menor de idade ou um deficiente mental são considerados “menos consequentes”, por esse motivo são tratados com um rigor menor pela justiça caso cometam um delito.
    A lei brasileira aplica pena maior ou menor para um crime baseada em certos agravantes, um desses agravantes é a “premeditação”, outro é, a “formação de quadrilha”, por exemplo.
    Faço então uma pergunta: Quem tem mais capacidade para premeditar ou organizar uma quadrilha, o indivíduo mais ou menos instruído?
    Subentende-se que um indivíduo com formação acadêmica superior tem mais aptidões intelectuais para realizar uma ação criminosa. Levando em conta a lógica de: “Mais discernimento”, “mais responsabilidade”, por que alguém com curso superior tem direito à cela especial? Não deveria ser o contrário?
    Enfim, creio que o fato de um criminoso ter um diploma de curso superior, deveria ser contado como um agravante, e não como algo que lhe rende um benefício.
  • Vladislauro, o Peregrino

    Vladislauro, o Peregrino

    Numa cinza tarde de outono o caramujo Vladislauro, ou simplesmente Vlad, fartou-se de sua vazia existência e decidiu deixar o brejo onde habitava.

    Encheu sua concha de dúvidas, sobretudo de esperanças, e aguardou sua amiga Aza Léia, uma marreca que de vez em quando o visitava. Vlad foi seduzido pelas magníficas histórias que essa ave migratória lhe contava a respeito de pessoas e lugares que conheceu, mas interessou-se principalmente por certo fenômeno chamado amor, que segundo Aza Léia, era a única coisa que podia encher o vazio existencial. E lá se foi agarrado no dorso de Aza Léia em busca daquilo que poderia torná-lo pleno.

    […] interessou-se principalmente por certo fenômeno chamado amor […]

    Ao sobrevoarem a cidade ele ouviu ao longe alguém cantando: “Eu te amo, meu amor, eu te amo, meu amoooooor…”. Vladislauro então pediu a Aza Léia que fizesse uma escala num imenso pé de Jerivá que ficava bem em frente a janela do apartamento onde um papagaio com o tornozelo preso a uma corrente fazia estripulias vocais. Vlad exultante falou: – Poxa… Foi mais fácil que imaginei alcançar meu objetivo, pois com certeza o “loro” sabe do assunto!

    No entanto, foi interrompido por um esquilo que estava num galho acima: Balela, balela, ele só está repetindo um hit que toca diariamente no rádio, na realidade ele é um ingrato que belisca o dedo de quem vem lhe alimentar!

    Frustrado, Vlad perguntou ao tal esquilo se ele conhecia alguém que pudesse lhe ajudar, ele respondeu que seu primo de terceiro grau vivia falando que no Sul havia um coelho chamado Formoso, e que ele era expert na arte do amor. Vladislauro animou-se novamente e pediu a Aza Léia que continuassem a viagem, no entanto ela desculpou-se e disse que não poderia levá-lo, pois naquela época não havia comida por lá, e que ele teria de fazer uma conexão. Nesse exato momento veio um macaco pulando de galho em galho cantando: – “Vou pra Porto Alegre, tchau…”.
    Sem que o símio percebesse Vlad enrolou-se em sua cauda e seguiu sua jornada.

    […] o Sul havia um coelho chamado Formoso, e que ele era expert na arte do amor […]

    Chegando lá, foi logo ter com Formoso, um coelho que fazia grande sucesso entre as fêmeas de sua espécie, antes que Vladislauro dissesse algo ele foi logo falando: Já sei, és mais um que veio aprender a arte do amor, certo? Tome nota: – O amor se manifesta sempre na minha toca quando copulo, He, he! Já fiz mais de oitenta filhotes, haja amor, não é mesmo?

    Vlad discordou, não acreditou que um fenômeno tão especial se resumia somente em sexo.

    Irritadíssimo, Formoso esbravejou: – Quem és tu caramujo para discutires comigo? Tá parecendo aquele gambá metido… É, aquele pândego chamado Quincas, que pensa que entende mais da matéria do que eu, dá licença, voltarei para minha toca para continuar amando!

    Desapontado Vlad sentou-se num canto, até que surgiu uma cobra e perguntou-lhe o motivo da tristeza, depois de Vlad explicar toda a história o réptil em questão compadeceu-se e disse-lhe que conhecia alguém que poderia ajudá-lo e faria essa conexão. E sobre aquele áspero couro, Vladislauro deu sequência a sua peregrinação.

    Chegando ao tal logradouro, Vladislauro ouviu música alta e risadas, de cara veio em sua direção um gambá cambaleante, após a cobra lhes apresentar, Vlad foi direto ao ponto: – Podes explicar-me o que é o amor?

    […] – Podes explicar-me o que é o amor? […]

     

    Com a língua meio enrolada Quincas respondeu: – Olhe ao seu redor e veja quanto amor, quantos amigos, sempre que faço festas eles estão comigo… Antes de completar sua “elucidação” Quincas caiu de tão bêbado, seus “amigos” caíram na gargalhada e não lhe prestaram socorro, novamente Vlad não conseguiu associar o tal fenômeno esplêndido aquela situação.

    A menos embriagada da festa era uma porca que estava de canto e o abordou: – Oh caramujo, estás procurando o mesmo que eu, parei aqui só para beber algo, mas já estou de saída, que tal irmos juntos? Conheci alguém, que conheceu alguém, que conheceu um cão lá das bandas do Leste, seu nome é Amadeu, e esse sim entende de amor.

    Com o animo renovado o obstinado Vlad fez outra conexão, agora a bordo da tal porca.

    Ao chegarem ao destino, Vladislauro viu um cão sendo surrado por seu dono, acertadamente, deduziu ser o tal Amadeu. Quando o agressor retirou-se, aproximaram-se do cão e Vlad perguntou: Quem é este desalmado? Com os olhos ainda úmidos e a voz embargada Amadeu respondeu-lhe: Ele é o meu amigo!

    Amigo? Indagou Vlad. Continuou Amadeu: – Amar apenas quem lhe faz bem é fácil, até o pior dos seres é capaz de fazer isso. O amor não é baseado em sentimentos, sim em práticas. Quando eu estava apanhando intentei mordê-lo, mas jamais farei isso, pois sou o melhor amigo do homem!

    Vladislauro então abriu um sorriso de contentamento e teve a certeza de ter achado a resposta que tanto procurou, e entendeu que havia chegado a metade da sua peregrinação, metade? Sim!

    Pois ele retornaria ao seu habitat refazendo todas as conexões que lhe levaram até ali, para explicar a cada um deles o real significado desse fenômeno chamado amor.

    Átomo – 03.05.15 – Tema “Conexão”

  • Pretérito

    Pretérito

    Geralmente começamos a nos conscientizar a respeito de nossa raça através dos livros. Que mal há nisso? Nenhum! Muito pelo contrário. Queria eu que tivéssemos mais interesse e acesso a nossa história.

    Porem há uma ressalva, apesar de estudarmos a fundo a vida dos grandes líderes e revolucionários, somos quase que totalmente ignorantes quando se trata da história de nossos pais e avós.

    Minha mãe, por exemplo: Mulher, preta, nordestina, solteira e com baixa escolaridade. Criou três filhos tendo de arcar com aluguel e todos os demais itens básicos para a nossa subsistência. Certamente ela sofreu muito preconceito e descriminação, mas conseguiu passar pelo pior sem ter que apelar para nenhum “ato indigno”.

    Qual valor damos a essas histórias? Quando a contamos? Quando nos influenciamos por elas?

    Os feitos de Zumbi dos Palmares são indiscutivelmente relevantes, mas temos histórias tão relevantes quanto essas, levando em conta o contexto da época que elas se deram, e para acessá-las, não precisamos comprar livros, ingressos e nem assistir palestras, precisamos apenas olhar para trás.

  • Linchem o Ed Motta!

    Linchem o Ed Motta!

    Dizem não serem influenciados, porque não assistem a Globo, não leem a Veja, etc.

    No entanto, “curtem”, “comentam” e “compartilham” toda a informação desencontrada do Facebook.

    Lembro quando o IPEA divulgou uma pesquisa afirmando que 65% dos homens brasileiros concordavam que mulheres que usavam roupas sensuais mereciam ser estupradas. De cara discordei, pois não podia admitir que quase sete em cada dez dos meus parentes e amigos são potenciais estupradores. Ao expor minha discordância fui taxado de machista, ingênuo, etc. Até que o IPEA assumiu que estava errado e o percentual correto era de 26%.

    Nos últimos dias estão acusando o José júnior e o Ed Motta, baseando-se em afirmações deles usadas fora de contexto. Seguem a mesma mecânica de “curtir”, “comentar” e “compartilhar” sem pesquisar o assunto em questão. Parece que eles não percebem que coincidentemente essas acusações sempre pairam sobre os pretos, como ocorreu com o Wilson Simonal que foi acusado de trabalhar para a ditadura delatando os outros, detalhe, isso nunca foi provado, mas acabou com a carreira do mesmo.

    Artur da Távola deixou uma frase que sintetiza isso: “tomam o indício como sintoma, o sintoma como fato, o fato como julgamento, o julgamento como condenação e a condenação como linchamento”.

  • Reconstrução

    Reconstrução

    Pasmem! Políticos e policiais não são extraterrestres. São pessoas como eu e você, ou seja, são o reflexo duma nação de corruptos.

    É aquela velha história de roubar energia elétrica, água, de furar fila, etc. A diferença entre nós, cidadãos comuns, e essas duas classes, é a combinação quase sempre fatal de poder e corruptíveis. Por conta dessa nossa hipocrisia, escrevi essa letra em 2009:

    Construção, Construção.
    Não deixar pedra sobre pedra é praxe? Pergunto.
    Não quero por uma sobre o assunto,
    Mas podemos levantar paredes já que estamos com quatro nas mãos.

    Queria ser uma pedra no sapato, estorvo.
    Naquele estágio, ave de mau presságio…O corvo,
    Redator do “O Povo”, Alfabeto de sangue, cada letra um pingo.
    Quis o verso mais ácido, firme como um tom de Plácido… Domingos,
    Jingle criminal.
    A palavra dura, abalar as estruturas…Tremor de nove graus,
    Caos? Matéria-prima.
    Otimismo desabrigado, olhei pro meu legado… Só havia ruínas.

    Em meio aos escombros, ergui quatro paredes, bati a laje.
    Pro clichê dei de ombros, mudei o tema da mensagem,
    Viagem fatídica, crítica que destrói.
    Nem todos são corruptos na política, assim como nem todos são honestos entre nós,
    Oscilando entre contras e prós, me contradisse, eu sei.
    Aqui não é o país maravilhoso de Alice,
    Mas desfilamos nas ruas de barro nossos tênis Made In USA.
    Não é se contentar com migalhas, mas agente só malha, nunca alivia.
    Mau agouro em coro, ritmo e poesia.

    Não sou advogado do diabo, ele é feio como se pinta.
    Mas nem todo hospital é macabro, na polícia ainda há gente distinta.
    Mas não! Tudo bom e nada presta, motivo pra festa não há.
    O mesmo que assim contesta, fim de semana desembesta, de bar em bar.
    Mas se a esperança é a última que morre, quando passar o porre, talvez a distinga.
    Quando tiver a palavra, quem sabe ela não escorre por tua língua.
    A mão que bate também afaga, a boca crítica rasga elogios, da sugestões.
    No canteiro de obras há vagas, sim, aponte os erros, mas também traga, soluções.

  • Céu de Plânctons

    Céu de Plânctons

    No planeta Éris, localizado nos confins do sistema solar, havia um reino chamado Anthurium. Seu monarca era o estimável Mirabilis Hemera, que governava em paz junto a sua bela esposa, a rainha Cattleya e de seu filho, o príncipe Átis. Porem, a população de Anthurium dobrou num período muito curto, o que causou a escassez do seu principal alimento, as estrelas. Daí surgiu um impasse, pois necessitavam comê-las, tanto quanto necessitavam de sua luz, para não serem atacados novamente pela horda das trevas, os plectranthus.

    Os plectranthus descendiam de Plectranthu Nix, irmão bastardo do rei Mirabilis, que tentou sem sucesso tomar o trono, e por conta disso foi exilado juntamente com os seus na Colina Claryon, onde a incidência de luz estrelar era maior, o que os enfraquecia. O problema da falta de estrelas foi sanado quando o príncipe Átis, achou debaixo do sacórfago do seu trisavô um antigo livro alquímico onde havia a fórmula para produzi-las. Essa notícia só não agradou a Rhododendron, seu tio, irmão de Cattleya.

    Rhododendron era um ganancioso comerciante de estrelas, o único que tinha a tecnologia e parafernálias para extraí-las do céu, e por isso as vendia por um preço exorbitante, o que sempre causava um mal estar entre ele e seu cunhado, o justo rei Mirabilis. Quando Rhododendron soube que Átis achara o livro, anteviu o risco de seu negócio acabar, e urdiu um plano para afaná-lo. Rhododendron então fez uma visita surpresa a sua irmã Cattleya, alegando saudades. Durante uma conversa aparentemente despretensiosa, ele descobriu onde o livro ficava guardado, e o surrupiou, sem que Cattleya notasse.

    Sua ideia era usá-lo somente quando todas as estrelas findassem, para assim valer-se da “lei da oferta e da procura”, e lucrar bem mais. Quando o cenário era o esperado, Rhododendron decidiu executar seu plano, mas ele esqueceu-se de que esse cenário também era bom para os plectranthus, que revigoraram suas forças com a escuridão que Rhododendron ajudou causar, e assim fugiram da já não tão iluminada Colina Claryon. Com os anthurianos esquálidos, inclusive a guarda real, não foi difícil para os pllectranthus tomarem o poder.

    A primeira medida deles foi acorrentar o príncipe Átis numa espécie de âncora, e arremessá-lo de Éris em direção a um planeta bem distante das estrelas para que ele morresse de inanição, assim extinguiriam a descendência dos Hemeras de uma vez por todas. Átis caiu no mar dum “inóspito” planeta chamado Terra. Mirabilis e Cattleya seus pais, foram encarcerados. Os plectranthus apossaram-se do estoque de estrelas de Rhododendron, e distribuíam diariamente apenas uma mísera porção para cada anthuriano, o suficiente para que eles conseguissem realizar o trabalho escravo imposto por eles. Mas da janela da prisão, Mirabilis e Cattleya jogavam uma parte de suas estrelas na mesma direção que Átis fora lançado. O povo do planeta Terra ao vir àquelas estrelas precipitando-se, deu-lhe o nome de estrelas-cadentes.

    Na Terra, Átis Hemera vivia escondido numa gruta na praia onde ele caiu, e lá ficava aguardando as estrelas-cadentes para comê-las. Ao caírem no mar ele mergulhava e as apanhava. Átis aprendeu a se comunicar e assim fez amizade com muitas espécies marinhas, especialmente com uma lontra, [animal que se alimenta de estrelas do mar], a tal lontra dividia o que conseguia com Átis, que a princípio estranhou o sabor daquele tipo de estrela. No entanto, por serem mais nutritivas do que as cadentes, o fortaleceram sobremaneira, daí ele maquinou um plano para voltar a Éris: Pediu aos peixes-voadores que lhes levassem até lá, armou-se com um peixe-espada embebido em veneno de baiacu [o segundo vertebrado mais venenoso do mundo], e também levou consigo uma sacola cheia de plânctons.

    Ele retornou sem ser notado, por conta da total escuridão que assolava Anthurium. Ao pousá-lo, seus amigos peixes-voadores levaram o saco de plânctons para cima e os espalharam, iluminando assim todo o reino como fossem estrelas, amedrontados, os Plectranthus bateram em retirada, mas Átis perseguiu o rei deles e cravou o peixe-espada envenenado em sua jugular e o feriu de morte, depois disso capturou Rhododendron e o enclausurou na masmorra, recuperou o livro, e por fim libertou seus pais, reestabelecendo assim a prosperidade e a paz em Anthurium.

    Até hoje no longínquo planeta terra, conta-se a lenda do “comedor de estrelas-cadentes”.

  • Novo álbum de ImpOOne: Desviado

    Novo álbum de ImpOOne: Desviado

    ImpOOne “A Mula Falante” foi apresentada ao público no álbum “Figuras de Linguagem”, do Oximoros em 2011. Sarcástica e debochada, lançou o seu primeiro álbum, intitulado “Dando o Ar da Graça…” em 2013.

    Agora, ela volta mais “polêmica” do que nunca em “Desviado”.

    Polêmica? É o que dizem!

    20150221-01-atomo

     

    Desde quando polemizar é denunciar as mentiras ou meias-verdades? Em suma, ImpOOne é apenas o efeito colateral do sistema dominador, opressor, hipócrita e explorador, que hoje chamam de igreja [é óbvio que há exceções], mas… “Desviado”, foi produzido por Átomo, que também fez as ilustrações e a capa, tem a estréia de Azah [Alter ego de Dudu de Morro Agudo], participando da faixa “Endemoninhado”, scratches de DJ Orácio com “O” e ainda as intervenções idiotas do irmão Cajado.

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