Autor: Átomo

  • Nome aos bois

    Nome aos bois

    Não acredito que há alguém que possa resolver nossos problemas básicos como saúde, educação e saneamento por “simplesmente” ser eleito a um cargo público.

    Desde que me entendo por gente vejo esse tipo entrar e sair sem conseguir nenhum resultado efetivo, o pouco que conseguem é através de alianças escusas.

    Um amigo meu se candidatou a uma dessas vagas e pediu meu voto, apesar de eu saber da sua honestidade e acreditar na sua boa intenção, falei que ele não poderia fazer nada, e disse que só votaria nele, se eleito ele desse “nome aos bois” e revelasse quem integra essa “força contrária” que vive os impedindo de fazer isso ou aquilo.

    Senão continua essa velha ladainha, de que se quis fazer algo, mas houve resistência de alguém, quem? Parece até que se trata de algum fantasma.

  • 4ª edição do Baile Black Bom no SESC Nova Iguaçu

    4ª edição do Baile Black Bom no SESC Nova Iguaçu

    O BAILE BLACK BOM traz uma viagem no tempo da Black Music, com releituras dos maiores clássicos gênero, desde os anos 70 até os dias de hoje executados pela banda Consciência Tranquila. A essência do baile “BLACK BOM” é resgatar os bailes BLACK POWER num belo espetáculo com Banda, DJ, Beat Box, Rap e toda a variedade de expressões artísticas que a Black Music pode oferecer! Completando o time de atrativos, Feira de Afro-empreendedores e Distribuição de kits Literários.

    Nas pickups, agitando a pista, o DJ Flash (vinil / black antigo, funk 70, R & B e Charme)

    O evento será todo último sábado do mês no SESC Nova Iguaçu, que fica na Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá na altura do km 14,5 da Rodovia Presidente Dutra. Um ambiente classe A, amplo e agradável, do jeitinho que você, nosso convidado merece!! A entrada é gratuita, venha dançar ao som de Michael Jackson, Stevie wonder, Bruno Mars, Alicia Keys, Tim Maia e outros grandes nomes da Black Music.

    FEIRA DE AFRO-EMPREENDEDORES
    O Baile Black Bom tem como proposta fortalecer a Rede de afro-empreendedores e com isso trabalhar a Valorização da Identidade e Estética Afro-brasileira. Confira o melhor da mundo Black com as marcas:

    LITERATURA – Distribuição gratuita de kits Literários do Ceap Centro De Articulação de Populações Marginalizadas, que trará pro evento o Espaço do Conhecimento diversos temas sobre cultura afro-brasileira.

    Serviço
    26 de julho, 18 horas
    EVENTO GRATUITO!!!

    REALIZAÇÃO:
    SESC
    Botacara Produções

    APOIO:
    Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP
    Incubadora Afro-brasileira

  • Música proibida para menores

    Música proibida para menores

    Se um indivíduo maior de dezoito anos estiver interessado em consumir pornografia, ele deve ir a algum local destinado a esse fim, já que segundo a lei desse país é proibida a execução pública desses materiais.

    Então por que não há classificação etária para música?

    Não é difícil de presenciar crianças e adolescente ouvindo e dançando músicas pornográficas.
    Esse crime ocorre muitas vezes com o consentimento dos pais, o pior é que depois esses mesmos pais lamentam quando seus filhos contraem uma DST ou engravidam.

    E esse tipo de música [de qualidade questionável] é livremente difundido através dos meios de comunicação em massa. Mas recentemente a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou a lei nº 5.728, que proíbe o uso de aparelho de som sem fone de ouvido em transporte público. O infrator pode ser convidado a se retirar do coletivo e ainda pagar multa.

    Se as leis que preveem prisão não são aplicadas, você acha que essa será?


     Lei n.º 10/78/M

    de 8 de Julho
    VENDA, EXPOSIÇÃO E EXIBIÇÃO PÚBLICAS DE MATERIAL PORNOGRÁFICO E OBSCENO
    Artigo 1.º
    (Ilícito)

    É proibido afixar ou expor em montras, paredes ou em outros lugares públicos, pôr à venda ou vender, exibir, emitir ou por outra forma dar publicidade a cartazes, anúncios, avisos, programas, manuscritos, desenhos, gravuras, pinturas, estampas, emblemas, discos, fotografias, diapositivos, filmes, e em geral quaisquer impressos, instrumentos de reprodução mecânica e outros objectos ou formas de comunicação audiovisual de conteúdo pornográfico ou obsceno.

    Artigo 2.º
    (Conceito de pornografia)

    Para efeitos desta lei, são considerados pornográficos ou obscenos os objectos ou meios referidos no artigo anterior que contenham palavras, descrições ou imagens que ultrajem ou ofendam o pudor público ou a moral pública.

    [Leia aqui sobre a lei]

  • 21 polegadas

    21 polegadas

    No dia do jogo do Brasil contra o Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, eu tive um compromisso. Apesar de estar muito contrariado com esse evento aqui no Brasil, sou fã de futebol, e intentava voltar pra casa a tempo de assistir a partida.

    No entanto, a reunião demorou mais que o esperado e perdi o tempo regulamentar e a prorrogação.

    A caminho de casa vi um grupo de torcedores que estava em frente a uma lanchonete para assistir a disputa de pênaltis, e me uni a eles. O que me chamou atenção foi que nesse grupo havia todo tipo de gente: morador de rua, executivo, jovens, velhos, mulheres e até policiais militares.

    Naquele momento não havia nenhum tipo de discriminação, divisão ou preconceito, ninguém olhava para os lados, o foco era a pequena televisão de 21 polegadas que estava à frente.

    Todos tinham um único objetivo, torcer pela seleção brasileira. Gostaria que esse senso de comunidade, respeito e igualdade não se limitasse somente ao futebol.

  • Monopólio

    Monopólio

    Quase todo o conhecimento nasceu livre de regras, até esbarrar na ganância humana e se tornar um produto. Daí, quem não pode pagar por um diploma que ateste suas aptidões é considerado incapaz.

    A filosofia, por exemplo, acredito que se nasce ou não se nasce filósofo, que todo o indivíduo que pergunta o “por que” das coisas, que reflete a respeito é naturalmente um filósofo.

    A poesia também está nas gôndolas desse mercado, e é vendida como uma disciplina. Como se fosse possível ensinar alguém a ser poeta.

    Essa acepção é até “aceitável” entre os que não professam fé em Deus, entretanto, isso ocorre igualmente no meio eclesiástico. Organizam um método de ensino, e o sacerdócio é condicionado a um anel de bacharelado, a vocação de nada mais vale.

    Minha intenção não é descredibilizar o estudo dessas ciências, muito menos das que de fato carecem de base acadêmica. Ou alguém acha que eu faria uma cirurgia com um médico que tem apenas vocação? Amo o saber, acho que toda informação é válida. O que não tolero é a tentativa de vender o que é inato ao ser humano, o monopólio do saber.

  • Otimista, introspectivo e contemplativo. Assim defino “Prótons [Partícula Nº 2]” meu segundo álbum solo.

    Otimista, introspectivo e contemplativo. Assim defino “Prótons [Partícula Nº 2]” meu segundo álbum solo.

    Três anos após o lançamento do primeiro, dou sequência à trilogia, que começou com “Nêutrons [Partícula Nº1]”, e terá seu desfecho com “Elétrons [Partícula Nº 3]”.

    Neste volume eu exponho minha visão de vida, baseada no valor pelas coisas triviais que geralmente passam despercebidas, falo de como Deus interage conosco através delas se estivermos atentos.

    Produzido por mim, D’Raiz e DJ Reinaldo, tem ainda as participações de Naddo Ferreira, DMA, Wilson Neném e da minha filha Lai-Ca, que também fez o desenho da capa [representação da nossa família, segundo ela].

    Meu intuito é fazer com que os ouvintes possam ter uma nova perspectiva de vida, e ajudá-los a perceber que por pior que seja uma situação, sempre há algum motivo para estarmos gratos, ainda que seja “simplesmente” o de estar vivo.

    Como de costume, disponibilizei o álbum para download grátis.

    Façam bom proveito!

    20140628-01-atomo

    Baixe Grátis e compartilhe:

    http://www.mediafire.com/download/828v1z2v7ludssr/%C3%81tomo+-+Pr%C3%B3tons+%5BPart%C3%ADcula+N%C2%BA+2%5D+2014.rar

  • 3ª edição do Baile Black Bom, no SESC Nova Iguaçu

    3ª edição do Baile Black Bom, no SESC Nova Iguaçu

    Essa é para quem está cansado de se deslocar para outras regiões do Rio de Janeiro em busca de entretenimento.

    Todo o último sábado do mês acontece, no SESC de Nova Iguaçu, o evento “Baile Black Bom”. A ideia é resgatar os bailes Black Power num belo espetáculo com DJ, Beat Box, Rap e toda a variedade de expressões artísticas que a Black Music pode oferecer.

    Há ainda a releitura dos maiores clássicos do gênero, desde os anos 70 até os dias de hoje executados pela banda Consciência Tranquila, feira de Afro-empreendedores e Distribuição de kits Literários.

    Nas pickups, agitando a pista, o DJ Flash (vinil / Black antigo, Funk 70, R & B e Charme).

    FEIRA DE AFRO-EMPREENDEDORES
    O Baile Black Bom tem como proposta fortalecer a Rede de afro-empreendedores e com isso trabalhar a Valorização da Identidade e Estética Afro-brasileira.

    LITERATURA – Distribuição gratuita de kits Literários do Ceap – Centro De Articulação de Populações Marginalizadas – que trará para o evento o Espaço do Conhecimento com diversos temas sobre cultura afro-brasileira.

    A terceira edição será no dia 28 de junho, das 16:00 às 22:00.

    O SESC Nova Iguaçu, que fica na Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá na altura do km 14,5 da Rodovia Presidente Dutra.

    A ENTRADA É FRANCA!

    REALIZAÇÃO:
    SESC
    Botacara Produções

    APOIO:
    Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP
    Incubadora Afro-brasileira

  • Movimento de Rotação

    Movimento de Rotação

    Em 1997, após ouvir o clássico álbum dos Racionais MC’s, “Sobrevivendo No Inferno”, enfim caiu a ficha, e comecei a me preocupar com questões políticas, sociais e raciais.

    Até então, mesmo morando em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, região conhecida por sua violência e carência em praticamente todas as áreas, nunca havia recebido a visita dos militantes dos movimentos sociais cariocas.

    Cresci presenciando nossas mulheres sendo violentadas de várias formas, e lhes pergunto: Onde estava o movimento feminista? E vocês Panteras Negras de meia-pataca? Também cresci presenciando e sendo vítima de racismo, e nunca recebi nenhum auxílio de vocês.

    Se não fosse o Hip Hop, especificamente o Rap, eu ainda não teria aberto os olhos.

    Por isso afirmo categoricamente que não lhes devo nada, e também nada espero de vocês. Segue a minha revolução, ora solitária, ora com os meus conterrâneos. De vossa parte tenho o olhar excludente, exatamente igual ao dos dominadores que vocês criticam.

    O movimento que realizam é o de rotação, em torno de vocês mesmos.

  • Forasteiro

    Forasteiro

    Lembro-me da minha infância afetada pelos resquícios de ditadura, quando tínhamos que cantar o hino nacional antes de irmos para a sala de aula, e ai de quem não o soubesse de cor.

    O hino vinha impresso na contracapa dos cadernos e livros, livros esses, que até hoje, adulteram e omitem pontos cruciais da nossa história. Nesse momento de patriotismo exacerbado me posiciono dessa forma:

    Não! Não me orgulho de ser brasileiro, e não me faltam motivos para isso.

    Não me orgulho da desigualdade, corrupção, violência, covardia, impunidade, fome, miséria. Não me orgulho da nossa falta de brios, das mulatas sambando com poucas roupas, do incentivo ao turismo sexual. Não me gabo da hospitalidade dedicada somente aos de fora, enquanto entre nós não há o mínimo de respeito e educação.

    Não ostento o FUTEBOL, nem nossas belezas naturais, afinal de contas, em que ponto isso torna a vida de alguém melhor? Tenho nojo do “jeitinho brasileiro”, da “malandragem”, do pacifismo barato, da hipocrisia, da ignorância e da estupidez.

    Afirmo, infelizmente, sem pesar no coração, que se o Brasil entrasse em guerra, certamente eu desertaria. Afinal de contas, na condição de afro-brasileiro, não me vejo obrigado a lutar por uma nação que nunca me reconheceu de fato como um filho.

    Lembro-me dos versos de Renato Russo em “Meninos e Meninas”: Tenho quase certeza que eu não sou daqui…

  • Uma resposta à mediocridade

    Uma resposta à mediocridade

    Hoje entrevisto um ilustre iguaçuano, Marcello Comuna, que além de poeta e músico, é designer, e está prestes a lançar uma marca de roupas e acessórios chamada “Subverta”. Com essa gama enorme de talentos, não faltaria assunto para o nosso bate-papo, entretanto irei me ater somente ao lançamento da marca, em outra oportunidade falaremos das suas outras aptidões artísticas.

    Átomo – Defina a Subverta.

    Comuna – Uma resposta à mediocridade. Uma alternativa aos inconformados.

    Além dos motivos óbvios pelos quais são criadas marcas de roupas e acessórios, quais são os outros propósitos da Subverta?

    Subverter, provocar e instigar através das artes desenvolvidas pela marca.

    Levando em conta todos os aspectos que definem a marca, como se dá o desenvolvimento das peças?

    À partir de um observar do contexto contemporâneo e histórico da sociedade como um todo. Temos quatro linhas temáticas que são: Espiritualidade, causas sociais, artes em geral e sustentabilidade. Existe um clima de conscientização coletiva dando uma resposta à essa alienação que vemos durante anos. O parto da Subverta se dá agora, mas ela já vem sendo gerada nos nossos corações a quatro anos.

    Quando será lançada?

    A marca será lançada oficialmente dia 09/06/2014. A partir dessa data, qualquer pessoa poderá adquirir nossa subversão em forma de camisas. Futuramente, ampliaremos os produtos comercializados.

    Onde será vendido?

    O nosso negócio é um e-commerce.
    Nossos produtos podem ser adquiridos através do www.subverta.com.br.
    Também estamos nas redes sociais, onde interagimos com nossos amigos clientes.
    Também é possível fazer pedidos pelo Facebook: www.facebook.com/subverta.