Autor: Marcão Baixada

  • O Polivalente Alessandro Buzo

    O Polivalente Alessandro Buzo

    Um dos principais representantes da literatura marginal no país. Autor de 7 livros, organizador do Sarau Suburbano, realizado em sua livraria, “Suburbano Convicto”, roteirista do Filme “Profissão MC”, que foi exibido dentro e fora do país, e foi premiado com a Medalha Galgo Alado, no Festival de Gramado. Apresentador do Quadro Suburbano Convicto, no programa “Manos e Minas”, da TV Cultura. Confira a entrevista com o polivalente Alessandro Buzo:

    Como foi seu envolvimento com a literatura?
    Alessandro Buzo: Com a literatura, deixei de ser apenas leitor e passei a ser escritor, quando lancei meu primeiro livro, 100% independente em dezembro de 2000. “O TREM – BASEADO EM FATOS REAIS” abriu as portas de um outro mundo na minha vida, novas perspectivas e oportunidades. Me orgulho de não ter deixado nenhuma delas passar batido e essa disposição de estar em vários lugares, fazendo várias coisas, está fazendo a diferença hoje.

    E como surgiu a ideia do livro ?
    Escrevi um texto chamado “Ferrovia Nua e Crua”. Muita gente leu no próprio trem que eu pegava todo dia pra ir trabalhar, eu mesmo distribui em xerox pra rapa. Depois começaram a dizer: – “Porque você não escreve o livro do trem?”
    Escrevi e publiquei, mesmo não tendo referência e tendo que aprender tudo sozinho.

    Você iniciou a edição do Fanzine “Boletim do Kaos”, qual a importância do fanzine?
    Lancei (junto com meu primo Magu), o Zine Boletim do Kaos, em 2001, pra divulgar meu primeiro livro. Foram (em 5, 6 anos…151 edições); e depois em 2009, virou jornal. Como jornal foram 9 edições (mensal), 10 mil exemplares, com distribuição gratuita, fez um grande barulho, mas com fim do apoio que tínhamos, deixamos de circular, mas ainda estamos correndo atrás de novos parceiros.

    Você promove o evento Favela Toma Conta, fale um pouco sobre o evento…
    Um dos eventos de rua (gratuitos), mas importante do país. Porque foram 23 edições desde 2004, sempre na rua, de graça. Com grandes nomes do Rap Nacional… Só pra citar 10 deles: Realidade Cruel, Dexter, Trilha Sonora do Gueto, DMN, Dudu de Morro Agudo, Thaíde, Expressão Ativa, Ndee Naldinho, MC Marechal e Sandrão (RZO). Só pra citar dez.

    Em 2011 você lançou “Hip-Hop – Dentro do Movimento”, pela coletânea Tramas Urbanas, que tem a curadoria da Heloísa Buarque de Holanda, como se deu o projeto?
    Fui no Fórum Social Mundial em janeiro de 2010 em Canoas-RS, estava na mesma mesa da Heloisa Buarque, falei pra ela do meu projeto, ela relutou um pouco, mas depois viu que era um livro inédito e apoiou.

    Você é um dos principais representates da literatura marginal no Brasil, como anda o gênero no país?
    Vai muito bem, obrigado. Na verdade, está bombando a cena, dezenas de SARAUS só na cidade de São Paulo, vários livros sendo publicados, alguns por editoras, outros independentes e ainda com dinheiro do VAI (PMSP), PROAC (Gov. do Est. SP), enfim… Cada um do seu jeito, fazendo a diferença.
    Pensavam que não sabíamos nem ler e estamos escrevendo nossos livros.

    Como surgiu a ideia do Filme Profissão MC e como está sendo o retorno?
    Eu tinha a idéia e passei um ano tentando convencer a DGT Filmes a entrar no projeto que não tinha captado nenhum real. Depois que o Toni Nogueira chegou e disse: – Eu e você vamos fazer esse filme. Passei a correr atrás do elenco e o filme ficou muito bom, sem nenhum dinheiro. O retorno é que faz mais de 1 ano que lançamos e o Profissão MC não para de ser exibido, em todo país. Ganhou a “Medalha Galgo Alado” no Festival de Gramado, chegou longe demais.

    Na última Semana, o Sarau Suburbano, realizado na Livraria Suburbano Convicto, completou 1 ano, como foi a comemoração?
    Uma noite mágica… Quem viveu ta ligado. O Sarau Suburbano tem uma trajetória meteórica em 1 ano, além de estar acontecendo 2 vezes por mês na Livraria Suburbano Convicto do Bixiga, participou de eventos como a Virada Cultural, Circuito SESC de Artes, SESC Na Rua, Feira do Livro de Canoas-RS. Tudo isso em 1 ano, foda.

    Quais são os projetos para 2011?
    Seguir fazendo o Sarau no Bixiga, duas vezes por mês. Lançar mais 2 livros: “Do Conto a Poesia” e “Pelas Periferias do Brasil – VOL 5”… Viabilizar “Profissão MC II”; Seguir apresentando o meu quadro no Programa Manos e Minas, da TV Cultura. Enfim… Já é coisa demais. Mas podem pintar outras coisas.

    Buzo, muito obrigado pela entrevista, gostaria que deixasse uma mensagem aos leitores do Portal Enraizados.
    Amigos, vamos ler. Conhecimento é poder.

    Alessandro Buzo será uma das atrações da próxima edição do Mixtureba Enraizados, que acontecerá dia 23, no Espaço Cultural Sérgio Porto, que fica na Rua Humaitá, 163 – Humaitá Rio de Janeiro – RJ.

    Saiba mais sobre seu trabalho:
    http://www.buzo.com.br/
    www.buzo10.blogspot.com
    /
    Twitter: @Alessandrobuzo

  • “Ter 20 de carreira, faz a diferença”. Entrevista com Japão (Viela 17)

    “Ter 20 de carreira, faz a diferença”. Entrevista com Japão (Viela 17)

    “Ter 20 de carreira, faz a diferença”. Essa é a frase com a qual o rapper Japão (Viela 17), inicia a canção “AH TAH”, prévia do seu novo disco. Confira a entrevista com um dos linhas de frente do Rap nacional, que acompanhou e fez parte da consolidação do rap em Brasília:

    Marcão: Você acompanhou a consolidação da cultura Hip-Hop em Brasília, como foi ver a cena se firmando, e como ela está atualmente?
    Japão:
    Brasília sempre foi um pólo importante para o Hip Hop desde a metade dos anos 80, onde apontou alguns grupos de rap, DJs de baile e Crew de Break, sou desta geração e acompanhei muitas mudanças, atualmente os elementos do Hip Hop estão ainda mais fortes, muitos grupos brasilienses freqüentaram a cena do Hip-Hop paulista, carioca, sulista e nordestino, facilitando assim a expansão do nosso movimento e cultura.

    Brasília está sempre na mídia, por ser palco de escândalos políticos, apesar disso, a cidade possui uma cena cultural muito forte, e que luta pra mostrar esse lado da cidade que nem todos conhecem. Qual a importância disso?
    Se preocupar com a cena política é dever de todos os brasileiros, eu particularmente já estou descrente há anos, vejo na cultura que pratico um modo de disfarçar tal descontentamento e mudar o rumo da estória agindo culturalmente, Ceilândia, por exemplo é conhecida pelo rap que faz e não pelos escândalos políticos, o Plano Piloto e Guará são conhecidas pelas bandas de rock e reggae que se espalharam para todo Brasil, Sobradinho e outras cidades, pelos esportistas e tal, e por ai vai, a cultura brasiliense é mais forte do que toda esta cachorrada política que está ai.

    Junto com o Viela 17, você cantou no aniversário da cidade, para um pouco mais de 1,3 milhões de pessoas. Em algum momento antes ou durante a apresentação, se sentiu com uma grande responsabilidade?
    Sempre sinto um frio na barriga de tocar na cidade em que moro e represento, fui convidado por Daniela Mercury pessoalmente para representar o rap no aniversário de 50 anos da capital que vivia em meio a escândalos políticos, mas cumpri minha missão de uma forma digna e respeitosa a toda população, a responsabilidades sempre pesa mais a partir de quando tocamos em casa.

    Você trabalhou ao lado de GOG e DJ Raffa, que são duas pessoas que representam e contribuem muito para com o Hip-Hop. Como é trabalhar com os dois?
    O Gog e o Raffa sempre foram parceiros musicais, cada um em sua função, é claro. Com o Raffa foi o ponto de partida para minha inserção ao mundo da cultura Hip-Hop, foi através dele que conheci o rap e me profissionalizei musicalmente, o Raffa também me apresentou o Gog e então ingressei ao grupo onde aprendi muitas coisas e também ajudei a concretizar o grupo como um dos linhas de frente do Rap Nacional montando o alicerce de minha carreira.

    O Viela 17 possui muitas canções que mesclam outros gêneros musicais como samba, funk, reggae, entre outros. Qual a importância dessa mesclagem?
    Sou um cara que sempre fui fiel ao Funk Groove dos anos 70, mas gosto muito de misturar todas as tendências musicais que são ouvidas em comunidade, gosto de mudar, fazer algo diferente e de inovação, algo que o rap sempre precisa para se manter vivo.

    Você lançará seu primeiro disco solo, como está sendo o processo de criação?
    O CD está sendo produzido e dirigido com muita calma, não tenho pressa para terminá-lo com urgência, este CD é muito importante, tenho ele como um marco importantíssimo para minha vida e carreira, na qual farei usando tudo que sempre sonhei, e fazer geral dançar e entreter.

    Como surgiu a ideia do videoclipe “AH TAH”?
    O vídeo surgiu a partir de uma parceria com uma empresa e a vontade de lançar algo inicial para mostrar como será o CD que lançarei até outubro de 2011, o vídeo faz alusão ao aniversário de 40 anos de Ceilândia, minha comunidade, a comemoração dos meus 20 anos de carreira e a vontade de fazer algo em prol do meu filho que não para de me falar “AH TAH”, em tudo que peço pra ele fazer, ou quando não concorda com algo que falo… (Risos).

    Confira o videoclipe “AH TAH”, do rapper Japão:
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=o0g-jpFzYjY’]

    Como está sendo o retorno do projeto?
    Este ano estou feliz com tudo que está acontecendo, precisava amadurecer muito as ideias profissionais e pessoais, o retorno como sempre no rap nacional é lento, mas satisfatório.

    Além do disco, quais são os projetos pra 2011?
    Estou neste ano de 2011, com o projeto do CD, a gravação do meu 1º DVD e alguns projetos sociais tais como: Roda de Rap que será feito nas unidades prisionais juvenis e a caravana Hip-Hop contra o Crack que será um mesclado de apresentações artísticas, palestras e discotecagem em todas as cidades satélites do DF.

    Japão, valeu mesmo pela entrevista, deixe sua mensagem aos leitores do Portal…
    “Não se pode ter tudo quando seu pensamento foge do ato de amar o próximo! Para todos que apóiam o Rap Nacional: VIDA, para os que reprovam: AH TAH!”

    Confira o trabalho do rapper japão em seu site: http://japaoviela17.com.br/

  • DeDeus MC lança clipe e marca mês dos trabalhadores

    DeDeus MC lança clipe e marca mês dos trabalhadores

    Lançado hoje, o primeiro videoclipe da DeDeus MC faz alusão à condição do trabalhador brasileiro e desafia o machismo do rap.

    Destino. Foi assim, sentindo o próprio, que DeDeus MC pensou em fazer a música e o videoclipe que chega hoje às ruas.

    Com direção de Mel Duarte, o material audiovisual marca o primeiro ano de carreira da MC que tem três sons gravados e conquista pelo diferencial de uma voz marcante e uma música crítica.

    Em alusão ao Dia do Trabalhador – comemorado em 1º de maio – o videoclipe traz a batalha do dia-a-dia dos trabalhadores brasileiros, a situação política do país e como o refrão diz: “Medo de falar? Não!”

    Filmado durante seis dias por vários cantos de São Paulo, como o centro da cidade, o Ibirapuera e o Beco da Saudade, na zona norte, o clipe destaca tema e imagens fortes, que mostram a DeDeus MC pronta para arriscar e passar a mensagem.

    Quem aprova e comenta o trabalho é Julia Rocha, que na sexta-feira (29) foi de Campinas para São Paulo apenas para assistir ao pré-lançamento do clipe na Rinha dos MCs. “Acho muito bom ver o trabalho dela, que é mulher, fazendo isso, dando a cara a tapa, sem medo”, diz.

    Já o rapper Mamuti elogia a postura da MC após ter visto o clipe também no pré-lançamento. “É bem loco. Como diz o poeta: é um tapa na cara da sociedade, porque o rap é um movimento machista e acaba sendo racista às vezes e ela chega metendo o pé na porta, dizendo que não tem medo de nada. Pode vir, que estamos pro que vier”, define.

    Confira o videoclipe “Destino”, da DeDeus MC:
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=xT0s40Zi2WM’]

    Exibições

    Além do lançamento oficial pela internet, o clipe será exibido hoje no Cineclube Luz, Câmera e Reflexão da Cia. Bella de Artes em Poços de Caldas. Isso acontece porque o ciclo envolve documentários e o primeiro deles é o “Favela Rising” que trata justamente do cotidiano na periferia, assim como o clipe.

    Já no próximo dia 10 de maio o clipe será lançado no Sarau Suburbano Convicto, promovido por Alessandro Buzo e que nesta próxima edição inova com o projeto Super Tela, que deve acontecer uma vez por mês para exibir curtas, documentários, filmes e clipes.

    Links:
    Depoimentos do pré-lançamento: http://youtu.be/TTO_xEs0YWA?hd=1
    Teaser do clipe: http://youtu.be/-l7MYS_QOpo?hd=1
    Blog: http://dedeusmc.blogspot.com/
    Mypace: www.myspace.com/dedeusoficial
    Twitter: @DeDeusMC

  • Clipes de Rap são exibidos em ciclo de documentários

    Clipes de Rap são exibidos em ciclo de documentários

    Os clipes “Um Brinde” e “Destino” são exibidos junto com documentário Favela Rising em ciclo que discute produção cultural da periferia.

    Em maio serão exibidos documentários no cineclube Luz, Câmera, Reflexão do ICCBA (Instituto Cultural Cia Bella de Artes). O primeiro, nesta terça, (3) será Favela Rising, que será comentado antes da exibição pela jornalista Jéssica Balbino, que também exibirá os videoclipes Um Brinde, do grupo Inquérito, com direção de Vras77 que fala sobre a indústria do álcool e o clipe Destino, da DeDeus MC , com direção de Mel Duarte, lançado nacionalmente hoje, que fala sobre o Dia do Trabalhor. A jornalista discutirá também a respeito da cultura produzida nas periferias do país. Dirigido por Jeff Zimbalist e Matt Mochary, Favela Rising é uma produção norte-americana filmada no Rio de Janeiro em 2005. O documentário mostra a luta de Anderson Sá para estabelecer o movimento cultural AfroReggae para levar cultura e justiça social às favelas cariocas. Sá é um ex-criminoso que perdeu a

    migos e familiares na chacina de Vigário Geral e que resolveu, portanto, levar oficinas de arte e reciclagem àquele local, abandonado pelo poder público, com o intuito promover inclusão social. As sessões do cineclube têm entrada franca e às terças-feiras, às 20 horas, no Teatro Nicionelly Carvalho, no Instituto Cultural Cia Bella de Artes. A curadoria é do professor Lucas Marciano e do jornalista Daniel Souza Luz.

    SERVIÇO
    Instituto Cultural Cia Bella de Artes fica à Rua Prefeito Chagas, 305, Pilotis, Centro Empresarial Manhattan, Poços de Caldas – MG
    Mais informações: (31) 3715-5563.

    Depoimentos sobre o clipe Destino: http://migre.me/4pUZ6
    Videoclipe Um Brinde: http://youtu.be/ZAaQlpwRgeo?hd=1
    Teaser do clipe Destino: http://youtu.be/-l7MYS_QOpo?hd=1

  • Mixtureba? Enraizaaaaaaaados!”

    Mixtureba? Enraizaaaaaaaados!”

    A primeira edição do Mixtureba Enraizados aconteceu na última segunda-feira (25), no Espaço Cultural Sérgio Porto, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro. O evento, que foi apresentado pelos rappers Dudu de Morro Agudo, Slow da BF e a atriz Gil Torres, trata-se de um evento multicultural de mostra articulação do Movimento Enraizados com outras organizações e artistas.

    A ideia é levar o público das periferias para interagir com universidades, agentes culturais e a população local. Nesta 1ª edição rolou a gravação de um programa piloto de auditório, programa este que tem direção de Bruno Thomassin (La Casa Loka Produções) e apoio da Corte Seco Filmes.
    Como prometido, abaixo está a música “O Zé foi fuder” do Gabiru, disponível para download
    [soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/14679200″]
    DJ Fábio ACM e Dudu de Morro Agudo

    O evento recebeu o poeta Moduan Matus e o músico e compositor Gabiru. O GBCR – Grupo de Break Consciente da Rocinha – pioneiro do break no Rio de Janeiro também marcou presença, representando a cultura Hip-Hop. Além de música, poesia e dança, o teatro também se fez presente através da CTI – Comunidade Teatral de Irajá.

    A discotecagem do evento ficou por conta do DJ da banda de rapcore “Antizona”, Fábio ACM, que trouxe seu set e falou um pouco sobre a profissão de DJ, que é um dos elementos da cultura Hip-Hop. Também houve exibição de curta-metragens, videorreportagens e de videoclipes como “Ah Tah”, do rapper Japão (DF), “Um Brinde”, do grupo Inquérito (SP) e “Verbo dos Menó”, dos Enraizadinhos (RJ).

    Por se tratar de um programa de auditório, a idéia era sempre interagir com o público, e para isso foram criados quadros interativos como o “Fala Tu”, onde pessoas da platéia podiam expressar suas opiniões a respeito de qualquer tema; no “Momento Jabá” o público divulgava o seu trabalho ou evento; o “Calouro, dá seu jeito” é um quadro “Open Mic” (Microfone aberto) onde a platéia podia mostrar seu talento, em qualquer tipo de manifestação artística; e o “Desafio do Dia”, que consistiu num desafio entre duas pessoas da platéia, no qual o público decidiu quem venceu.
    Casamento é isso aí!
    O Mixtureba Enraizados encerrou com agradecimento dos apresentadores e dos artistas aos apoiadores e parceiros, entre os quais Dudu de Morro Agudo destacou a Rádio Roquette Pinto (94.1 FM) e o Espaço Cultural Sérgio Porto, e em seguida rolou uma grande roda de break, para celebrar a união.
    O evento, que recebeu muitas pessoas, já deixou um gostinho de quero mais. “Vai Bombar Legal”, afirmou o poeta Moduan Matus. Então agora nos resta esperar o próximo mês para nos “Mixturarmos” novamente.
    GALERIA
    Para ver todas as fotografias do evento acesse: www.Inraiz.com.br
  • Criolo lança “Nó Na Orelha”

    Criolo lança “Nó Na Orelha”

    Considerado por muitos, o álbum mais esperado do ano, “Nó na Orelha”, do rapper Criolo Doido (que agora assina apenas como Criolo) foi lançado virtualmente hoje.
    Produzido por Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, o disco não se limita ao rap, e se mescla a outros gêneros, ressaltando a importância de saber que rap é música.
    O disco será lançado fisicamente em CD e Vinil, em Maio.

  • Portal Enraizados entrevista Lívia Cruz

    Portal Enraizados entrevista Lívia Cruz

    Aos 14 anos, Lívia Cruz, já participava de grupos de rap iniciantes, em Recife, sua cidade natal.
    Ainda adolescente, mudou-se para o RJ e com a Brutal Crew, gravou seu primeiro som, “Viúva Rainha”, produzido por DJ Babão, e foi indicada a um prêmio, em 2003. Em 2007 e 2009, foi indicada novamente, desta vez com a canção “Mel e Dendê”, onde foi premiada na edição de 2009. Participou da Mixtape Rotação 33, lançada em CD e DVD em 2008, pelo DJ KL Jay. Mudou-se para Brasília, para a produção do seu disco solo. Lançou a canção “A Cartomante”, e com o videoclipe da canção, concorreu ao bloco “Garagem do Faustão”, com grande aceitação do público. Atualmente reside em São Paulo, ao lado de seu companheiro, Max B.O, e juntos gravaram a canção “Vem pra perto de mim”, que será lançada dia 2 de maio, fará parte do seu disco e também terá um videoclipe, que será lançado em breve. Confira a entrevista com Lívia:

    Marcão: Como foi seu envolvimento com a música?
    Lívia Cruz: Cresci em um lar muito musical, meu pai é baixista profissional e minha mãe sempre cantou em festas e reuniões de amigos. Meu trabalho como cantora começou com a composição, com a poesia, antes de pensar em cantar eu já escrevia e ainda hoje é isso que pauta minha caminhada, valorizo muito a mensagem que uma canção passa e é o meu foco principal na hora de cantar e escrever.

    Quais são suas influências?
    Na hora de escrever, sou influenciada por tudo a minha volta, estou sempre refletindo sobre o que vi ou vivi. Na hora de cantar me inspiro nas grandes divas, Jill Scott da gringa, Marisa Monte daqui, entre tantas outras. A minha maior influência no RAP do Brasil que marcou uma época e mudou minha vida foi a Brutal Crew.

    Ainda adolescente, você se iniciou em grupos de rap, em Recife. Como foi essa experiência, e como era a cena do rap na cidade, nessa época?
    Foi uma experiência muito valida, o que aprendi lá naquela época foi decisivo em toda minha trajetória, nossos trabalhos eram muito originais, porque as referências eram muito poucas, então criamos uma maneira muito peculiar pro nosso RAP e nossa cultura Hip-Hop, em geral. Recife já tinha uma cena sólida com grupos como Faces do Subúrbio, Spider e Incógnita RAP, Víruz e etc… O que acho mais interessante desse período, é que a cena Underground era quase que um único corpo, todas as tribos se encontravam nas manifestações culturais populares, Recife é uma cidade muito artística e musical, do meio pro fim dos anos 90 era o auge do movimento mangue beat e naturalmente o RAP-PE é muito carregado dessas influências ao mesmo tempo em que também influenciou muito esses movimentos paralelos.

    Você se mudou para o Rio de Janeiro, e nos trabalhos com a Brutal Crew, lançou “Viúva Rainha” em 2003, e foi indicada a um prêmio, e em 2007 e 2009, foi indicada novamente com a canção “Mel e Dendê”, tendo sida premiada em 2009. Como foi a sua reação ao saber dessas indicações e da premiação?
    A primeira indicação foi muito inesperada por ter sido minha primeira gravacão, na época eu não fazia ideia desse potencial. Foi maravilhoso, porque pra mim era um sonho assistir a cerimônia, sonhava em descolar um convite e ver meus ídolos, ser indicada foi muito além naquela época. Comecei a sonhar mais alto e consegui realizar. Ganhei o premio em 2009. Foi um dos momentos mais felizes da minha carreira.

    Você participou da Rotação 33 Fita Mixada, como foi trabalhar com KL Jay?
    Foi um grande divisor de águas.  Ele é uma pessoa que eu gostaria de manter sempre em minha vida profissional, pelo seu poder de transformação e ousadia, sem contar o incontestável talento. Trabalhar com ele me fez encarar o RAP de outra forma e mudar minha postura, isso refletiu para os outros e reverberou, sou grata pra sempre.

    “A Cartomante” concorreu ao bloco Garagem do Faustão, que teve boa aceitação do público. Como foi o retorno e qual a importância disso?
    O retorno foi legal, dei entrevistas pra jornais de Brasília, onde eu residia na época, abriu os horizontes para um publico diferente. Entendi que a música brasileira esta precisando de renovação, está precisando urgente se reinventar, especialmente a música independente, o RAP precisa se profissionalizar, temos um potencial pop muito grande, acho que a transformação social que o RAP/ HIP-HOP promove poderia ser ampliada se a gente ocupar mais espaços de destaque e tiver mais contato com o grande público.

    Como está a produção do seu disco?
    Estou fazendo uma grande renovação, disponibilizei 7 faixas de um promo gravado em 2009/10 e vou trazer um disco totalmente novo. Vocês vão poder conferir os primeiros singles em breve.

    Como é a relação com o Max na música? Vocês costumam compor juntos?
    Nós fizemos uma composição juntos, “Vem pra perto de mim”, produzida por Damien Seth, que vamos lançar o single com videoclipe em breve. Gravei em “Luz da Rua”, para o disco dele e devem surgir novas parcerias, mas acredito que num processo natural, nossos trabalhos vinham caminhando independentes até agora, nossa união influencia nosso trabalho, mas temos foco nos nossos projetos pessoais.

    Confira o teaser do videoclipe da canção “Vem pra perto de Mim”:
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=TvQ9D1vPbGY’]
    Atualmente, no Brasil, como está o protagonismo feminino no Rap?
    Fico feliz de ver muitas mulheres produzindo e colocando seus trampos na rua. Vou ficar mais feliz de ver a mulherada chegando nos outros seguimentos, quero dizer, fortalecendo a cena em todas as profissões, como videomaker, produção artística, musical, produção de eventos, técnicas, etc.

    Lívia, muito obrigado pela entrevista, gostaria que deixasse uma mensagem aos leitores do Portal…
    Salve geral que tá na conexão, muito obrigada pelo carinho do Portal, continuem acompanhando a nossa trajetória. Enraizados e eu TAMO JUNTO!

    Saiba mais sobre o trabalho de Lívia no MySpace: http://www.myspace.com/LiviaCruzOficial

  • DeDeus MC – Destino

    DeDeus MC – Destino

    Para marcar seu primeiro ano de carreira, a DeDeus MC lançará o videoclipe do single “Destino”, no próximo mês. Tendo apenas três sons gravados, a MC não tem medo de arriscar e se mostra pronta para passar sua mensagem através do rap. Apesar do nome artístico, “DeDeus” não faz som gospel, embora ela dispense rótulos.

    Filmado durante seis dias por vários cantos de São Paulo, como o centro da cidade, o Ibirapuera e o Beco da Saudade, na Zona Norte, o videoclipe, com temas e imagem forte, é dirigido por Mel Duarte. “Destino é a música que semrpe quis compor… Forte, boas rimas e mensagem… O clipe já foi todo filmado e agora estamos editando! Tá lindo demais”, afirma a MC, que pretende, a curto prazo, lançar uma mixtape e a longo prazo, um disco.

    Confira o teaser do videoclipe “Destino”, de DeDeus MC:
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=-l7MYS_QOpo’]

    Saiba mais sobre DeDeus MC no Myspace: www.myspace.com/dedeusoficial

  • Entre quadrinhos e Hip-Hop, com Alexandre de Maio

    Entre quadrinhos e Hip-Hop, com Alexandre de Maio

    Ele é um polivalente nato, consegue aliar jornalismo, quadrinhos, Hip-Hop e Design. Iniciou sua carreira publicando a revista “Rap Brasil”, com um misto de matérias sobre cultura hip-hop e Histórias em Quadrinhos. Lançou os quadrinhos “Os inimigos não mandam flores”, com texto do escritor Ferréz. Desenvolveu diversos trabalhos como capas de discos, livros, sites e videoclipes. Ministrou oficinas de quadrinhos. Fez videorreportagens para o portal online da Folha de São Paulo. Em parceria com o Itaú Cultural e ao lado de Alessandro Buzo, lançou o Jornal Boletim do Caos. Ministrou oficinas de videorreportagem no Pontão de Cultura Preto Ghóez, executado pelo Movimento Enraizados. Atualmente trabalha no site “Catraca Livre”, Revista Raça e no projeto Jovens Alconscientes em Heliópolis, SP. Saiba mais sobre Alexandre de Maio, acompanhando a entrevista:

    Marcão: Como surgiu o interesse por desenho e HQs?
    Alexandre: Foi de forma natural, desde pequeno saía da escola e ia para minha casa ou para casa de algum amigo para passar a tarde desenhando. Com 10 anos já fazia algumas HQs sobre o pessoal da classe.

    E o envolvimento com a cultura Hip-Hop? Como se deu a criação da Revista Rap Brasil? E como era feita a distribuição?
    Eu já ouvia Racionais, mas o envolvimento maior foi quando eu comecei a fazer HQ de letras de RAP. Mandei pros Racionais sem conhecê-los e o Ice Blue me ligou, me convidou para ir na sua casa. Daí em diante botei fé que poderia fazer uma HQ com algumas paginas de matérias com grupos de RAP. O projeto se desenvolveu e assim, nasceu a revista RAP Brasil em 1999. A revista era distribuída em bancas como todas as revistas para o país inteiro.

    Jornalismo, Hip-Hop e Quadrinhos… Qual a importância dessa junção?
    Hoje faço no site Catraca Livre, o Jornalismo em Quadrinhos, para fazer matérias sobre cultura. As 3, são linguagens que juntas se potencializam, e tem mais força.

    Confira a matéria intitulada HQ da Periferia com Alexandre de Mayo e Marcelo d Salete:
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=3eWvT0sLq3Q’]

    Como surgiu o Boletim do Kaos?
    Eu tinha uma ideia de fazer uma revista sobre Literatura Periférica por ter visto nascer a Cooperifa, O Buzo, e o Ferréz. Aí, me juntei com Buzo, que conseguiu um patrocínio da Itaú Cultural e resgatamos o nome do Fanzine que ele fazia. Mas infelizmente o patrocínio acabou e tivemos que parar com a publicação.

    Você é um polivalente nato, como é trabalhar ao lado de outro polivalente, como Alessandro Buzo?
    Além da gente trabalhar junto somos vizinhos tambem, mas com essa polivalentia nossa  as vezes ficamos meses sem se ver.
    Mas semana passada fizemos um churras nervoso.

    Fale um pouco sobre seus trabalhos na Folha, Catraca Livre e Revista Raça…
    No Catraca Livre e Folha faço videorreportagem sobre o que tem de gratuito ou a preço popular na cidade de são paulo, incluindo mais a parte de cultura. No Catraca também desenvolvo o Jornalismo em Quadrinhos. Na revista Raça Brasil, faço pautas ligadas a arte urbana, educação e hip hop.

    O que é o Projeto Jovens Alconscientes?
    É um projeto que faço a coordenação pedagógica em Heliópolis, a maior favela de Sâo Paulo.
    A ideia do projeto e levar ao jovem informação sobre o álcool. Desenvolvemos varias atividades e pesquisas sérias já comprovaram que estamos mudando a consciência dos jovens da comunidade. A Atividade mais famosa é Balada Black, uma festa que toca funk, rap e eletrônico, e tem um publico de mais 800 pessoas e não entra álcool, mostrando pros jovens que é possível se divertir sem beber.

    Como é a experiência de compartilhar o que você faz, ministrando oficinas?
    É bem legal, apesar de não ser uma especialidade minha, mas pra mim sempre foi natural compartilhar o que sei.

    Alexandre, valeu mesmo pela entrevista, tamo junto sempre, gostaria que deixasse uma mensagem aos leitores do Portal Enraizados…
    Salve os leitores do Portal Enraizados, um dos grandes disseminadores de informação do Rio de Janeiro. Vida a longa a esse projeto que vem capacitando muitos jovens a utilizar as ferramentas de comunicação. “O crescimento do nosso Brasil passa pelo domínio dos jovens dos meios de comunicação. Para poder se expressar, se divertir e reivindicar o que é nosso por direito.”

  • O espetáculo da vida, por Doncesão

    O espetáculo da vida, por Doncesão

    Bem Vindo ao Circo, é assim que se chama o segundo álbum de Doncesão, frase com a qual o rapper terminava o seu disco de estréia, chamado PrimeiraMente.
    “Bem Vindo Ao Circo” (lançado para download gratuito no dia 1° de Abril), narra histórias de personagens circenses e todas suas 16 faixas se relacionam. Histórias narradas por Célio Costa, com roteiro criado pelo próprio rapper.

    Mais que uma história circense, em “Bem Vindo Ao Circo”, Doncesão narra o espetáculo da vida. Fala em como buscamos o equilíbrio, como fazemos mágica e malabares, e em como o circo pega fogo.

    O disco traz participações de peso de Lurdes da Luz, na faixa “Malabares”; Elo da Corrente em “Cego, Surdo, Mudo”; Shawlin em “Atirador de Facas”; Mi, da banda Glória, Pizzol e Dr.Caligari em “Homem Bala”. Elliot, também da Glória, em “Ilusionista”; E finaliza o disco com participação de Ogi e Rodrigo Brandão, em “O Show Já Terminou”. A produção é de DJ Caíque (360° Records), mais uma vez se destacando, no que se trata de produção musical no rap nacional.

    Confira o vídeo de Malabares (part. Lurdes da Luz):
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    Saiba mais sobre Doncesão. Acesse: http://doncesao.tumblr.com/