Categoria: Especiais

  • Curso de fotografia GRÁTIS na Fundação Bradesco

    Curso de fotografia GRÁTIS na Fundação Bradesco

    A Escol@ Virtual é um portal de e-Learning dedicado a oferecer cursos a distância – via Internet e semipresenciais, que está à disposição de alunos e ex-alunos, educadores e colaboradores da Fundação Bradesco, além de pessoas da comunidade e desempregados que queiram obter uma nova especialização ou requalificação para o mercado de trabalho.

    Além do curso de fotografia, que está dividido em 04 módulos com duração de aproximadamente um mês, o portal oferece dezenas de outros cursos das áreas de Administração Financeira, Banco de Dados, Aperfeiçoamento/Comportamentais, Governança de TI, Segurança, Tecnologia da Informação e de formação continuada de profissionais da educaçãogratuitamente, basta se inscrever e participar, podendo ainda constituir comunidades de prática, favorecendo a formação contínua.

    A Escol@ Virtual iniciou suas atividades em 2001, com a proposta de propiciar um ambiente virtual e presencial de aprendizagem, no qual o aluno é o principal agente e condutor de seu aprendizado. O portal tem capacidade para atender até 150 mil alunos simultaneamente. Foi desenvolvido a partir de um conceito de mediação pedagógica que valoriza a interação e a colaboração dos alunos por meio de ferramentas síncronas e assíncronas, com gerenciamento de campus virtual, conferência, exercícios on-line, chat e fórum.

    Se inscreva aqui: http://www.ev.org.br

  • O Instituto Rio lança o Edital 2016

    O Instituto Rio lança o Edital 2016

    Todos os anos, o Instituto Rio abre um edital anual voltado para apoiar projetos socioculturais na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Desde o ano de 2003 até 2015 a instituição apoiou 244 projetos, investindo um total de R$ 2.017.656,00 (incluindo os prêmios das edições 2013 e 2015).

    Nos anos de 2014 e 2015, o Instituto Rio vem apoiando projetos voltados para fortalecer a Universidade Comunitária da Zona Oeste. Em 2016, também no contexto da Universidade Comunitária da Zona Oeste, serão doados R$ 264 mil reais para apoiar um total de 12 projetos com 22 mil reais para cada instituição/coletivo selecionado, que deverão ser executados no prazo de até um ano.

    Podem participar do processo seletivo instituições e grupos informais já apoiados em anos anteriores e outras organizações e coletivos da sociedade civil que atuam na Zona Oeste do Rio do Janeiro.

    As propostas encaminhadas devem contemplar a realização de dois tipos de atividades voltadas para atender:

    a) a Rede do Instituto Rio através da realização de atividades de formação continuada – oficinas, seminários, conferências, capacitações – eventos culturais, atividades de comunicação, etc. e:

    b) as comunidades locais de atuação nas seguintes linhas estratégicas: ações afirmativas: raça, gênero e protagonismo jovem; economia criativa e solidária; arte e cultura; geração de trabalho e renda; tecnologias sociais; desenvolvimento comunitário e institucional; direitos humanos, justiça social e cidadania; direitos sexuais e reprodutivos; comunicação comunitária e acesso às tecnologias digitais; educação afirmativa; desenvolvimento socioambiental; esporte e saúde.

    As inscrições estão abertas no período de 27/10/2015 até 25/01/2016 e as instituições poderão tirar dúvidas e fazer consultas durante o processo seletivo através do envio do e-mail para o endereço edital@institutorio.org.br

     

    Para obter mais informações e os links para baixar o edital e o formulário, acesse: http://www.institutorio.org.br/Edital2016

  • Fundação Carolina oferece 640 bolsas para estudar na Espanha

    Fundação Carolina oferece 640 bolsas para estudar na Espanha

    A Fundação Carolina está oferecendo bolsas de estudo para a Espanha. No edital de 2016/2017 são ofertadas 607 bolsas, com oportunidades nas mais diversas áreas, que incluem ciência e novas tecnologias; energia, ambiente, sustentabilidade e infra-estrutura; ciência da saúde; economia e finanças, negócios e desenvolvimento organizacional; ciências Sociais e Jurídicas; Artes, Humanidades e Comunicação.

    O site Partiu Intercâmbio separou todas as bolsas ofertadas por categorias.

    turismo-cervejeiro-na-espanhaConfira:

    – 349 bolsas na Espanha para pós-graduação: destinadas aos graduados da América Latina;
    – 50 bolsas para escola de verão da Universidade Complutense de Madrid: destinadas aos profissionais e graduados que têm interesse em expandir o conhecimento em áreas como artes, comunicação, direito, informática, meio ambiente, política, relações internacionais e outras áreas afins;
    – 5 bolsas de empreendedorismo: para cursos de mestrados combinados com curso de empreendedorismo ou estágio nas áreas de desenvolvimento de games, animação 3D, gastronomia, hotelaria e patrimônio público;
    – 140 bolsas para doutorado e pós-doutorado: essa bolsa é concedida em parceria com uma instituição educacional da América Latina para que seja mais fácil a obtenção de um diploma de doutorado na Espanha;
    – 29 bolsas de mobilidade para professores brasileiros: essa categoria permite estadia de pesquisa na Espanha para professores ou técnicos de universidades e pesquisadores de instituições públicas de pesquisa no Brasil;
    – 34 bolsas para estudos institucionais: destinadas aos oficiais superiores da América Latina para Estudos Estratégicos no Centro Ibero-Americano de Estudos Avançados de Defesa Nacional (CESEDEN).

    O prazo de solicitação da bolsa varia de acordo com a modalidade, sendo o período entre 10 de fevereiro e 7 de abril de 2016. Para mais informações basta acessar o site oficial da Fundação Carolina e conferir as perguntas mais frequentes dos candidatos.

    O processo de inscrição é feito online no próprio site e as aulas estão previstas para serem iniciadas entre julho e outubro de 2016.

    Esta matéria foi publicada originalmente no site PARTIU INTERCÂMBIO

  • Projeto reunirá artistas para residência na Maré e dará ajuda de custo de R$5 mil

    Projeto reunirá artistas para residência na Maré e dará ajuda de custo de R$5 mil

    “ComPosições Políticas, outras histórias do Rio de Janeiro” é um projeto de construção coletiva de memória visual do Rio de Janeiro por meio da reinterpretação de imagens de acontecimentos recentes que causaram impacto no imaginário carioca, isto é, artistas farão uma releitura, através da sua prática artística, de acontecimentos recentes dentro de favelas e/ou comunidades do Rio de Janeiro, que tiveram grande repercussão na mídia e/ou nas redes sociais.

    Os(as) selecionados(as) participarão de uma residência artística, durante o mês de março, na favela da Maré, e de um seminário. As obras resultantes da residência farão parte de uma exposição itinerante junto a outras obras que dialogam com a temática. Ao total, nove (09) artistas (de qualquer expressão: teatro, artes visuais, música, etc) serão selecionados e ganharão bolsa de R$5.000 cada (incluindo gastos de transporte e alimentação), mais gastos de acomodação na favela de Maré, pois os artistas deverão morar na comunidade durante o mês de imersão.

     

    As inscrições, que vão até o dia 24 de janeiro, serão analisadas por uma comissão de avaliação integrada por três pessoas. Os resultados serão comunicados por e-mail a todas as pessoas inscritas até o dia 31 de janeiro de 2016.

    Como se inscrever?

    Os(as) interessados(as) devem enviar um e-mail para composicoespoliticas@gmail.com com seus dados pessoais: nome e sobrenome, data e lugar de nascimento, endereço de residência e suas áreas de trabalho artístico; uma apresentação sobre você e seu trabalho (até 500 palavras), além de suas motivações para  participar da residência; informação sobre uma ou duas obras que você tenha realizado até a data, e que você ache que tem a ver com o perfil da residência (imagens e textos até 500 palavras e  10MB, incluindo links para vídeos, blogs, etc.); uma breve proposta do que você gostaria de desenvolver na residência (até 800 palavras).

    O proponente deve incluir a imagem, ou as imagens, a partir das quais gostaria de trabalhar, explicando brevemente o porquê da escolha e as possibilidades que vê nelas.  As imagens devem ser de acontecimentos recentes, 2014 e 2015, que causaram impacto no imaginário carioca. Tenha em conta que o que você vai enviar é unicamente uma proposta e que, durante a residência, você poderá alterar ou mudar o projeto inicial caso sinta a necessidade.

     Por último precisa enviar uma declaração de disponibilidade para trabalhar durante o período integral da residência nos horários estipulados (de segunda à sábado, das 10 às 17 horas), e uma declaração do seu interesse em morar na Maré durante o mês de março de 2016.

    Para mais informações:

    http://composicoespolitic.wix.com/historiasrj

    Baixe o edital

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  • Batalha de rap entre Chaves e Chris chega a 4 milhões de views no youtube

    Batalha de rap entre Chaves e Chris chega a 4 milhões de views no youtube

    Se você quer se divertir um pouco, vale a pena ver essa batalha de rap onde os MCs são ninguém mais ninguém menos que os personagens Chaves e o Chris, da série “Todo mundo odeia o Chris”. Muita gente já viu, então deve ser bom né?

  • Artistas do hip hop se organizam para participar na 7ª Conferência de Cultura, em Nova Iguaçu

    Artistas do hip hop se organizam para participar na 7ª Conferência de Cultura, em Nova Iguaçu

    Jovens do hip hop de Nova Iguaçu querem um representante no conselho municipal da cidade, por isso estão se organizando através das redes sociais. MCs, grafiteiros, DJs e BBoys, de diversos bairros da cidade, estão confirmando presença. Alguns participam pela primeira vez de uma conferência de cultura, por isso estão sendo orientados por uma galera mais experiente.

    O fato de o evento acontecer durante a semana e logo após o ano novo, causou algumas críticas, porque pode esvaziar a conferência.

    O objetivo desta Conferência será eleger os representantes da Sociedade Civil para o Conselho Municipal de Política Cultural de Nova Iguaçu.

    Flyer-Conferência
    Flyer da Conferência Municipal de Cultura

    INSCRIÇÕES:
    Para participar do processo eleitoral os representantes da sociedade civil organizada e das categorias profissionais da área cultural, deverão apresentar no ato da inscrição os seguintes documentos comprobatórios:

    I – das entidades:
    a) Manifestação formal do representante legal da instituição, através de ofício endereçado a Subsecretaria dos Conselhos Municipais;
    b) Ficha de inscrição devidamente preenchida;
    c) Cópia do CNPJ atualizado;
    d) Cópia do estatuto devidamente registrado em cartório;
    e) Cópia da ata de legitimidade da diretoria em exercício.

    II – das categorias profissionais da área cultural:
    a) Cópia dos documentos pessoais (RG e CPF), comprovante de residência (morador de Nova Iguaçu).
    b) Documentos que comprovem atuação nas áreas da cultura, tais como: músico, atores, pintores, artistas plásticos, escultores, profissionais do cinema, profissionais da dança, produtores, representantes da cultura étnica, agentes culturais, historiadores, arqueólogos, museólogos, escritores, bibliotecários e demais representantes da área cultural.

    III – A inscrição será realizada…
    …no período das 17h às 20h, no Teatro Sylvio Monteiro
    Complexo Cultural Nova Iguaçu
    Rua Getúlio Vargas, 51, Centro – Nova Iguaçu.

  • Dudu de Morro Agudo mediou o “Diálogos Palmares com a Cultura Afro-Brasileira”

    Dudu de Morro Agudo mediou o “Diálogos Palmares com a Cultura Afro-Brasileira”

    Nesta última quinta-feira (29), a Fundação Cultural Palmares realizou uma roda de conversa sobre cultura afro-brasileira na sala Cândido Portinari, do edifício Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, 16 – Centro), no Rio de Janeiro.

    O encontro contou com a presença e participação do Ministro da Cultura, Juca Ferreira; da presidenta da Fundação Palmares, Cida Abreu; do chefe do Ministério da Cultura | Representação Regional RJ ES, Adair Rocha; do secretário de cultura da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Calero; da secretária de cultura do estado do Rio de Janeiro, Eva Doris; do secretário de cultura de Niterói, Arthur Maia; e do presidente da Funarte, Francisco Bosco.

    Centenas de pessoas ligadas a cultura afro-brasileira estiveram presentes no encontro, cada um dos 40 inscritos tiveram em média 03 minutos para explanar suas demandas individuais e coletivas para o Ministro – e a mesa – que ouviu a todos e todas atentamente e depois fez uma fala motivadora, propondo alguns caminhos para integrar definitivamente toda a região metropolitana do Rio de Janeiro, expandindo as possibilidades exclusivas da cidade do Rio para que os pretos e pretas fazedores de cultura possam transitar por todo o território do estado, assim como captar parte do recurso que pára no Centro.

    Quem mediou o debate foi o rapper Dudu de Morro Agudo, fundador do Movimento Enraizados.

    Essa certamente foi uma das minhas maiores responsabilidades até hoje. (Dudu de Morro Agudo)

    A mediação do debate ficou por conta do rapper e um dos fundadores do Movimento Enraizados, Dudu de Morro Agudo.

    GALERIA

    Com os “Diálogos Palmares com a cultura afro-brasileira”, a Fundação pretende construir um amplo debate que possibilite formular diretrizes e criar o Fórum Nacional de Culturas Afro-brasileiras.

    Ainda este ano, serão visitadas outras 12 cidades de todas as regiões do Brasil.

    SAIBA MAIS

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    http://bit.ly/DiálogosPalmares

  • DMA ministrou aula de ‘Redes Culturais e Tecnologias’, na UFRRJ de Nova Iguaçu

    DMA ministrou aula de ‘Redes Culturais e Tecnologias’, na UFRRJ de Nova Iguaçu

    Sexta-feira (02), Dudu de Morro Agudo, ao lado do professor Valter Filé, ministrou aulas de “Democracia, mídia e mobilização social” & “Redes culturais e tecnologias”, das 08 às 17 horas, a UFRRJ, Campus de Nova Iguaçu, para o curso de formação continuada para Conselheiros Municipais, uma ação que integra o Programa Universidade e Participação Social (PROEXT-MEC).

    O curso teve como objetivo subsidiar a atuação dos membros dos conselhos municipais gestores públicos e representantes de instituições da sociedade civil (sindicatos, organizações não governamentais e movimentos sociais); constituir um espaço permanente de debate, reflexão e troca de saberes relacionada à participação social e a democratização da gestão pública na Baixada Fluminense e seu desenvolvimento local e regional; incentivar a organização popular nos diversos segmentos e demandas distintas (juventudes, crianças, mulheres, idosos, LGBT, saúde, educação, segurança pública, segurança alimentar, direitos humanos); estimular a utilização dos equipamentos públicos disponíveis e promover o debate propositivo da agenda social e política de cada grupo.

    O público alvo foram docentes, discentes, conselheiros municipais, gestores públicos e representantes de instituições da sociedade civil (sindicatos, organizações não-governamentais e movimentos sociais).

    As inscrições para o curso terminaram no dia 04 de setembro, contudo os cursistas que cumpriram 75% de freqüência receberam um certificado do curso e demais atividades de formação, como o Fórum pelo Desenvolvimento da Baixada Fluminense.

  • O laboratório de rap retorna à Pavuna

    O laboratório de rap retorna à Pavuna

    O #RapLAB, a oficina de rap mais solicitada do Rio de Janeiro, estará de volta na Arena Jovelina Pérola Negra.

    Dudu de Morro Agudo, Léo da XIII e Marcão Baixada estão ministrando semanalmente uma oficina de rap na Arena Jovelina Pérola Negra, todas as quartas-feiras, à partir de 18:30.

    A oficina utiliza a metodologia #RapLAB, criada pelo próprio Dudu de Morro Agudo para utilizar o rap como ferramenta para discutir assuntos relevantes do cotidiano da juventude. As atividades são compostas por discussão do tema, composição coletiva, muito ensaio e gravação utilizando estúdio móvel com equipamentos profissionais de áudio.

    A mesma oficina já foi ministrada em escolas e instituições do norte da França como Vandoeuvre, MJC Haut du Lievre e Jules Ferry, ; na British School, na Urca, Rio de Janeiro; na Biblioteca Municipal de Santa Tereza; no CIEP 172, em Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ; no Cisane, em Jardim Nova Era, em Nova Iguaçu, RJ; e em diversos outros lugares.

    Dudu de Morro Agudo, e seus parceiros do grupo #ComboIO: Marcão Baixada e Léo da XIII, ganharam no ano de 2015 a última edição do Take Back The Mic – considerado a copa do mundo do hip hop, em Miami.

    Serviço:
    Todas as quartas-feiras, a partir de 18:30.
    Arena Carioca Jovelina Pérola Negra
    Rua Ênio, s/n – Pavuna, Rio de Janeiro, RJ
    Whatsapp: (21) 9.6408-1913

  • Roda de Conversa da Caravana da Cultura

    Roda de Conversa da Caravana da Cultura

    Fazendo parte do projeto “Caravana da Cultura”, o dia 05 de agosto de 2015 foi marcado por um diálogo com o Ministro da Cultura Juca Ferreira.

    O evento teve presença significante, constituída de uma variedade imensa de representantes do movimento cultural, que na realidade atuam como movimento social na Baixada Fluminense. Constata-se esse fato pelas falas dos presentes quando colocaram na pauta estigmas sociais da região; Igor Barradas do Mate com Angu, expressou essa situação muito bem contando que: “Quando eu era moleque as pessoas tinham vergonha de dizer que eram de Caxias… eu lembro que quando a gente falou que ia fazer um cineclube em Caxias na época, há 14 anos atrás, as pessoas falavam: ‘fazer cineclube em Caxias?! Isso não vai dá certo, isso não vai rolar’”.

    Depois Barradas fez uma provocação ao falar da falta de fé na cidade. Provocou ainda mais o debate quando reivindicou editais para patrocínio de ficção e documentários de médio e grande porte. E afirmou: “A gente pode fazer”.

    Outro momento emblemático na retratação do estigma social da Baixada foi quando Padre Bruno, responsável pela Paróquia São Simão em Belford Roxo, apresenta-se afirmando estar ali representando um município famoso pela violência. O Padre acredita que pela cultura é possível resgatar a juventude e complementa suas ideias no seguinte discurso: “Eu sou padre para defender e valorizar a vida”, diante dessa narrativa há aplausos do público.

    Padre Bruno conclui falando da importância de valorização da cultura produzida pelas crianças e adolescentes, que ela pode ser um mecanismo de expressão dos bons sentimentos; segundo ele, a Paróquia São Simão, situada no bairro Lote XV, junto à outras pessoas de boa fé, está criando um movimento em Belford Roxo pela Paz através da cultura.

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    Engrossando o caldo dentro desse contexto, o músico Marcelo Peregrino, da Pirão Discos, canta a pedra: “esse estigma de quem mora na Baixada não mora, se esconde. Aqui ninguém te vê”. E acrescenta falando que cultura é uma maneira eficaz de combater a violência. São vidas humanas que estão em jogo e sendo tratadas.

    O espaço estava ocupado literalmente pelo movimento cultural desse grande Território Baixada. Porém, é importante não esquecer que em julho, o Terreiro das Ideias encerrou um de seus projetos, o Território Baixada.

    Rogério Haesbaert, professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense, afirma que o território nasce sob duas conotações, material e simbólica, pois etimologicamente está associada as palavras “terra e terror”, e sendo assim está estritamente ligado ao conceito de poder. Haesbaert (2005, p. 6774) descreve: “Ele diz respeito tanto ao poder no sentido mais concreto, de dominação, quanto ao poder no sentido mais simbólico, de apropriação”.

    No dia 15 de julho, a Secretária de Cidadania e Diversidade, Ivana Bentes, esteve na Biblioteca Governador Leonel de Moura Brizola, na culminância de um projeto que vem acontecendo anualmente, o Território Baixada. A secretária possibilitou o desdobramento da vinda de Juca Ferreira e uma equipe de profissionais da área cultural.

    A equipe que o Ministro Juca Ferreira trouxe para o Ponto de Cultura Lira de Ouro foi composta por secretários da ArticulaMinc; Vinícius Wu, da Cidadania e Diversidade; Ivana Bentes, de Fomento e Incentivo à Cultura; Carlos Paiva, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura; Pola Ribeiro, a presidenta da Fundação Cultural Palmares; Cida Abreu e a diretora substituta da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Suzete Nunes.

    Com a presença do Minc (Ministério da Cultura), de artista, produtores e gestores da Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, teve início, pontualmente às 14h, a Roda de Conversa.

    Dentro dessa perspectiva acredita-se que o poder público possa incrementar políticas públicas para esse imenso território precário de equipamentos culturais públicos, mas, sobretudo, de políticas públicas que gerem maior incentivo para a fomentação das atividades artístico-culturais, com implementação de um Plano de Cultura e financiamento que possibilite contemplar a todos que promovem cultura na Baixada Fluminense. Segundo a Lei nº13.018, em seu Art. 2º, inciso I, o objetivo da Política Nacional de Cultura Viva é: “garantir o pleno exercício dos direitos culturais aos cidadãos brasileiros, dispondo os meios e insumos necessários para produzir, registrar, gerir e difundir iniciativas culturais”.

    05.08.2015 Roda de Conversa1

    O Ministro Juca, iniciando sua fala, trouxe ao conhecimento de todos uma polêmica que muitos criaram, a presença dele no Ponto de Cultura Lira de Ouro e não em um espaço maior como, por exemplo, um teatro. Afirmou estar ali por ter sido convidado, não por sua escolha e que ele vai onde é convidado, pois isso faz parte de um processo de diálogo. Pontuou a importância de ter estado pela manhã na câmara de São João do Meriti com os prefeitos e secretários de cultura e à tarde com os produtores culturais. Foi no mínimo interessante ouvir o ministro dizer que quando morou no Rio, na época que esteve clandestino devido a Ditadura Militar, vinha para a Baixada.

    Segundo ele: “era meu lugar de segurança”. Poderíamos dizer que esse é o paradoxo dos paradoxos.

    Ele lembrou a importância desse território que outrora recebeu gente de todo o Brasil, trabalhadores do campo por causa da seca, por falta de Reforma Agrária migraram, e disse que aqui “é um pouco o retrato do Brasil”, sendo assim expôs uma verdade ao dizer que “essas pessoas trouxeram suas raízes culturais”. Seu discurso em relação ao seu conhecimento da Baixada estava repleto de memória, como ele mesmo afirmou. Comparou a Baixada Fluminense ao Uruguai para falar de sua relevância no que diz respeito ao contingente populacional, do qual a região abriga um número maior do que o país hermano. Em seguida mencionou a desigualdade em comparação a cidade do Rio de Janeiro.

    Falou que na época da abertura do processo democrático, a Baixada Fluminense estava dando uma aula de cidadania: “Foi aqui na Baixada que começou um movimento de reconhecimento dos direitos da infância e juventude no Brasil” e lembrou dois nomes importante nesse debate, Volnei e João Carlos. Dentro desse quadro, enfatizou que a Baixada não é lugar só de precariedade, mas, e sobretudo, uma região de construção de cidadania.

    Afirma que é obrigação do poder público nas três esferas (municipal, estadual e federal) apoiar os processos culturais para que todos tenham acesso pleno à cultura. Sendo o Estado responsável pela precariedade cultural do país, pela desigualdade, portanto, de acesso à cultura.

    O Ministro Juca Ferreira finaliza sua intervenção na Roda de Conversa trazendo uma proposta pós-encontro, uma reunião com Ministério da Cultura, Secretária Estadual de Cultura, Secretarias Municipais de Cultura da Baixada Fluminense e o Fórum de Cultura dos produtores culturais da Baixada para a elaboração de um programa, retomar um programa da época que ele foi Ministro, e diz: “vamos desdobrar essas possibilidades”.

    Seguindo a conversa, Heraldo HB, vice-presidente do Ponto de Cultura Lira de Ouro, conta um pouco da história do ponto de cultura que foi fundado pelo sr. Acácio de Araújo em 1957, passando depois por um período de ocupação de milicianos e nos anos 2000, através da movimentação de pessoas engajadas na cultura, retorna à sua função original. Segundo Santos (2001, p. 69): “… função está diretamente relacionado com sua forma; portanto, a função é a atividade elementar de que a forma se reveste”.

    Heraldo apresenta uma lista grande da presença de instituições que passa pela educação e cultura, religião, patrimônio histórico e arquitetônico e muito bem representado pela galera que está na ponta produzindo cultura na/da Baixada Fluminense. A lista estava imensa.

    A ativista e produtora cultural do Terreiro das Ideias, que abriu os trabalhos do diálogo com o Minc foi Dani Francisco que apresenta de forma quantitativa a Baixada e diz: “Dentro de uma região com 13 municípios e 4 milhões de habitantes, todo equipamento é pouco, o que existe hoje é muito pouco”. Buscando se aprofundar no assunto, faz um questionamento sobre as políticas públicas existentes nos espaços culturais institucionalizados da região e cita como exemplo o teatro Raul Cortez. Acrescenta dizendo que é necessário pensar as políticas de ocupação desses espaços que já existem. Ao finalizar sua fala, pergunta quais são os incentivos para a produção cultural que é crescente e que incrementa a economia da região.

    Seguindo no diálogo da Roda de Conversa esteve presente o cineclubista Diego Bion do Buraco do Getúlio, cineclube com atuação em Nova Iguaçu. Em seguida foi a vez do grupo de teatro Cosmo de Japeri, município que tem o pior IDH da região. Houve também a representação de gestores e artista que estão lutando pelo projeto “Minha Sede Minha Vida” como, por exemplo, na intervenção do artista plástico Dida Nascimento do Centro Cultural Donana de Belford Roxo.

    E assim as pautas e questionamentos foram sendo colocadas no microfone aberto. O Voz da Baixada foi representada pelo jovem Jerffeson Barbosa; Segundo ele: “A cultura na Baixada Fluminense é a salvação para a nossa juventude”. E cita dois exemplos de coletivos culturais nesse processo, o cineclube Mate com Angu, em Caxias e o Movimento Enraizados, de Hip Hop, em Nova Iguaçu. Pôs para reflexão a existência de uma grande dicotomia: “quem são os secretários de cultura na Baixada Fluminense? Eles moram na Baixada Fluminense? Eles conhecem de verdade a Baixada Fluminense? A fala desse jovem vai além e coloca na pauta um conceito, a Baixada Fluminense é uma macro favela”.

    Se analisarmos o conceito de favela, seu processo histórico, densidade populacional, ocupação desordenada, falta de saneamento, problema de infraestrutura urbana, IDH, renda, índices de violência, entre outros aspectos, e compararmos esses dados na Baixada, respeitando proporção e escala, talvez poderemos chegar à conclusão que a formação do espaço geográfico da Baixada Fluminense pode ter como conceito o que Jerffeson aponta como uma hipótese na sua fala: “a Baixada Fluminense é uma macro favela”.

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    Ministro da Cultura Juca Ferreira

    De fato, se formos buscar o conceito de favela na sua história, podemos observar que este tem sido na verdade ‘escondido’ ou ‘escamoteado’ por uma série de representações, imagens e estigmas. Estes, na maioria das vezes impedem a visão do desenvolvimento das áreas faveladas como parte da urbanização brasileira. Ou melhor, da urbanização dos grandes centros urbanos brasileiros. (Silva, 2009, p.30)

    Giordana Moreira, do Roque Pense, contou uma história de Nova Iguaçu que não está nos livros didáticos; A vanguarda da cidade dentro de um contexto do Rock n’ Roll, mais precisamente de uma atividade que roqueiros gostam de praticar. Revelou que a primeira pista de skate na América Latina foi construída em Nova Iguaçu. “Em 76 os surfistas da Zona Sul vieram aprender andar de skate aqui na Baixada, em Nova Iguaçu”, afirma Giordana. Ao final, lembra que o Festival Roque Pense é construído por mulheres e é um dos mais importantes festivais do país que circula pela Baixada Fluminense. Endossa sua fala dizendo que a galera do rock é marginalizada, principalmente porque é constituída, em sua maioria, por jovens que não são levados a sério quando o assunto é política pública.

    A srª Silvia de Mendonça, representante dos Movimentos Afrodescendentes, da classe de Mulheres artistas, “nascida e criada nessa Terra”, que atuou como subsecretária de cultura da cidade de Caxias em 2004, já chega saudando os mais velhos que fazem parte da sua ancestralidade. Comunica ao srº Ministro que há, no Parque Fluminense, um Terreiro de Candomblé em processo de tombamento. E apresenta sua família, presente na Roda de Conversa.

    Antônio Carlos, diretor da Biblioteca Municipal Leonel de Mora Brizola, dirige-se ao ministro dizendo:

    “Duque de Caxias é uma das cidades com maior força das Bibliotecas Comunitárias da Baixada Fluminense e do Rio de Janeiro. Eu sou fundador da Biblioteca Comunitária Solano Trindade, e venho te cobrar, Juca, desde 2008 quando houve o ano do centenário, a gente te cobrou lá em Mesquita. Você falou: ‘o centenário passou em branco do Solano e a gente tem uma dívida’. Então a dívida continua. Caxias luta através do seu legado, da sua história. Com a própria história do Solano, tentar resgatar um pouco dessa dívida. A Biblioteca Comunitária Solano Trindade junto com outras bibliotecas comunitárias vem batalhando pra tentar levar a literatura cada vez mais à espaços onde o acervo não chega, onde a elite não consegue entender que se faz literatura. A gente tem trabalhado aqui para abrir espaços informais, não convencionais que se faz literatura”.

    Antônio Carlos reivindica que as bibliotecas sejam reconhecidas, não só as públicas, mas as comunitárias que vêm trabalhando para levar literatura, leitura e fomento à lugares que nunca chegou esse tipo de trabalho. Após sua reivindicação, deixa registrado que o Ministério da Cultura foi a primeira entidade a reconhecer a Biblioteca Comunitária Solano Trindade no Cangulo. Finaliza sua participação lembrando do protagonismo da Baixada Fluminense nesse processo. Para complementar a polêmica dentro das políticas públicas do livro, leitura e literatura, foi fundamental a narrativa emocionada de dona Maria Chocolate, de Saracuruna.

    Como citado anteriormente, a lista é enorme dos representantes que estavam presentes. O encontro foi uma verdadeira aula de cidadania novamente para os representantes do Governo Federal, mas também para o Governo Estadual e Municipal que estiveram presentes na Roda de Conversa, construída pela sociedade civil organizada, onde houve uma participação expressiva de alguns municípios, mas infelizmente, de acordo com a presença confirmada aos organizadores, não havia representantes dos 13 municípios.

    Para que esse texto não fique deveras cansativo ao leitor, acredito ser melhor conclui-lo. Porém, é possível que os relatos aqui expostos possibilitem no imaginário do leitor a magnitude dessa Roda de Conversa na Baixada Fluminense. Esse é um trabalho que muitos ativistas culturais da região já vêm realizando há muito tempo na prática, com ações nos pontos de cultura, centros culturais, terreiros, escolas de samba ou nas Ruas. Mesmo assim, ao que tudo indica, o processo de diálogo está apenas reiniciando.

    Para finalizar lembro que a construção para recepcionar os representantes do Minc foi colaborativa, feita através de reuniões abertas no Ponto de Cultura Lira de Ouro e o evento teve transmissão ao vivo, via internet, pela equipe do Dunas Filmes.

    Referências Bibliográfica:
    BRASIL, Lei nº 13.018, 22 de julho de 2014. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13018.htm>. Acesso em: 06 de agosto de 2015.
    HAESBAERT, Rogério. Da Desterritorialização à Multiterritorialização. In: Encontro de Geógrafos da América Latina, 10., 2005, São Paulo. Anais… São Paulo: USP, 2005.
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    SILVA, Maria Lais Pereira da. O QUE É FAVELA, AFINAL? Org. Jailson de Souza e Silva – Rio de janeiro: Observatório de Favelas, 2009.