Tag: 2011

  • B2C – Música e Militância diretamente da Zona Norte.

    B2C – Música e Militância diretamente da Zona Norte.

    O B2C, ou “Bonde dos Cria”, como é conhecido, surgiu quando o rapper e militante do Hip-Hop K-Lot, decidiu reunir músicos, improvisadores e rimadores.
    Atualmente o grupo é formado por ele, ao lado de Pedrin e Eddi MC. Possuem repertório diferenciado, geralmente abordando a temática do dia-a-dia do subúrbio carioca, destacando a Zona Norte como reduto da Música Brasileira.

    K-Lot eEddi são uns dos pioneiros do Rap carioca. Há quase duas décadas se dedicam ao desenvolvimento conceitual da Cultura Hip-Hop.
    K-Lote também integrou o grupo Veredito  do Gueto, que entrou pra lista de umm dos CDs de rap mais apreciados, em 2000 e foi indicado ao Prêmio Hutuz, além de inúmeras matérias em sites e revistas, como a Raça Brasil.

    Eddi MC foi um dos vocalistasda Banda Nocaute, que concorreu ao Grammy latino, na categoria de melhor álbum de Rap, no Ano de 2002; além de ter trabalhado com Fernanda Abreu, Cidade Negra e Gabriel O Pensador.

    Pedrin, além de colaborar com rimas improvisadas, também toca violão, e auxilia o grupo na criação de uma identidade única, características próprias que  o grupo vem trazendo para os palcos em que passam.

    Toda essa versatilidade musical pode ser conferida na Mixtape do grupo, intitulada “K-Lot e e o Bonde dos  Cria”.

    Ouça a canção “Bonde dos Cria”:
    [soundcloud width=”100%” height=”81″ params=”” url=”http://api.soundcloud.com/tracks/22509104″]
     

    Enraizados
    O Bonde dos Cria, além de marcar presença no Portal Enraizados, também estará conosco no próximo programa de uma das nossas principais ferramentas de difusão, a Rádio Enraizados, na próxima sexta-feira, dia 9/09; e você poderá conferir ao vivo, acessando o link http://InRaiz.Com.Br/ ou clicando na guia “Rádio Web” no Painel do Portal.

    O grupo também se apresentará na Banca Enraizados, evento tradicional, que acontece no Espaço Enraizados e que reúne MCs para sessões de improviso, batalhas e pocket-shows. A próxima edição acontecerá no dia 17/09, e o Bonde dos Cria serão convidados dos rappers Diamante MC e Marcão Baixada, que  também se apresentarão durante o evento.

    SERVIÇO
    Banca da Freestyle Enraizados
    Pocket-shows de Diamante MC, Marcão Baixada e Bonde dos Cria.
    Quando: 17 de setembro de 2011
    Hora: A partir das 17h
    Onde: Espaço Enraizados
    Rua Thomaz Fonseca, 508 – Morro Agudo – Nova Iguaçu – RJ
    Entrada Gratuita
    Informações: (21)2768-2207

  • MN e a Junção lançam videoclipe de “Manda fogo”

    “Manda fogo” é o novo videoclipe de MN e a Junção e tem participação de Apolo, do grupo Pentágono. Confira:

    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=1SEUvfBkCgE’]

    Saiba mais sobre o MN e a Junção:
    http://www.mneajuncao.com.br

  • O Rap e o VMB

    O Rap e o VMB

    Em 2011, pudemos observar o investimento pesado que os MCs/grupos de Rap fizeram no Audiovisual.
    Muitos videoclipes sendo lançados, de Norte ao Sul do país, lançamentos, twitcams com os artistas sendo feitas para o lançamento, páginas exclusivas em redes sociais criadas para divulgação dos trabalhos. Formas criativas de empreendimento artístico foram desenvolvidas. Com o advento da internet, os artistas passaram a usar isso ao seu favor, e o rap não ficou de fora dessa.

    Além de fazer uso dessas formas criativas, os trabalhos lançados nesse ano apresentam grande qualidade e autonomia. Os artistas chegam a triplicar o alcance de sua música, quando estas, ganham registros audiovisuais. E conforme são apresentados trabalhos desse porte, a repercussão e reconhecimento vêm em seguida. Por isso, temos 5 MCs e um grupo de rap, indicados ao Video Music Brasil (VMB), premiação musical realizada pela MTV Brasil. Saiba quem são:


    Criolo
    O “Gênio sensível” -como a jornalista e grande amiga minha, Angelina Miranda, refere-se ao MC-, lidera as indicações. Criolo Doido, como também é conhecido, já tem mais de 20 anos de carreira, já havia lançado o disco “Ainda Há Tempo”, e se tornou referência ao criar a “Rinha dos MCs”. Em 2011, lança “Nó na Orelha”, com uma sonoridade bem diferente da que o público rap está acostumado, mas que rapidamente cativou á todos, principalmente pelo fato de resgatar e trazer muitas influências da música popular brasileira. Criolo está concorrendo a Artista do Ano, Clipe do Ano, Revelação, Melhor Música  e Melhor Disco.

    Emicida
    A primeira vez que Emicida participou do VMB, foi em 2009, com o videoclipe da canção “Triunfo”, que faz parte de sua primeira Mixtape lançada, “Pra quem já mordeu cachorro por comida, até que eu cheguei longe.” O MC, oriundo das batalhas de freestyle, ainda não lançou um álbum, mas lançou uma segunda-mixtape, um EP temático, e um EP em parceria com produtores internacionais, além de singles, participações e videoclipes. Em 2011, está concorrendo a Hit do Ano, Artista do Ano e Clipe do Ano.

    Karol Conká
    Karol é uma das principais mulheres na linha de frente do rap paranaense. O estado possui uma enorme safra de MCs, beatmakers e eventos de Hip-Hop. Karol não tem álbum lançado, mas lançou uma Promo, e um videoclipe da canção “Boa Noite”. Está em estúdio, gravando seu primeiro álbum, que tem previsão de lançamento para este ano ainda. Karol está concorrendo à categoria Aposta.

    Lurdez da Luz
    Pra quem já conhece o Mamelo Sound System, conhece sua voz e suas rimas afiadas. A MC já fez participações com Afrika Bambataa, Thaíde & DJ Hum, The Roots, entre outros. Em 2010 lançou seu primeiro trabalho solo, o EP, que leva o seu nome, lançado de forma independente. Lançou o videoclipe da música “Andei”, e está concorrendo a Videoclipe do Ano.


    Start
    Concorrendo à Aposta e Hit do Ano, está o grupo Start, formado por Stephan, filho de Marcelo D2, Faruck, Shock e DJ Alves. Com rimas inteligentes e descontraídas, trazendo influencias da música brasileira, o grupo lançou, em 2010 o videoclipe da canção “Que Vença o Melhor”, e em 2011, lançaram o EP “Porradão de 5”, além de divulgar seu trabalho pela internet e fazer shows pelo Brasil.

    Flora Matos
    Flora iniciou-se como MC no projeto Noções Unidas, em 2003. Em 2006, passou a fazer shows solo, e foi considerada a melhor cantora do ano, em Brasília. Trabalhou com os DJs Cia e KL Jay. Participou de uma mixtape dirigida por Ice Blue e Mano Brown. Fez uma turnê pela Europa, e em 2009 lançou seu disco de estreia “Flora Matos vs StereoDubs”. Tambem lançou o videoclipe da canção “Pretin”. Está concorrendo à Hit do Ano.

    Para votar e saber quem são os demais artistas indicados ao VMB, de outro gêneros musicais, acesse o site: http://vmb.mtv.uol.com.br/

     

  • Nyl MC: Focado e caminhando

    Nyl MC: Focado e caminhando

    Ele se iniciou no rap, sendo backing vocal do rapper Fydell, logo após, integrou o BDO MCs, grupo que em pouquíssimo tempo, chamou a atenção do “Hip-Hop Rio”. Se apresentaram na antiga LIBBRA, Hutúz e TV Futura. Hoje, em carreira solo, focado e caminhando, integra o selo “Front Urbano” e prepara o EP intitulado “Escuta Essa Parada”. Lançou uma mini-tape, para divulgar seus singles já lançados, e recentemente, lançou o videoclipe da música “Vamo Q Vamo”. Confira a entrevista com Nyl MC, muita ideia, flow e balanço:

    Marcão: Você era fã de hardcore, como se deu o envolvimento com a Cultura Hip-Hop?
    Nyl MC:
    Foi por volta de 2006. Eu ia aos eventos, conhecia bandas da área e internacionais também. Acho a filosofia do HC a síntese da cultura de rua: Faça você mesmo. Mas apesar da filosofia, faltava uma identificação maior nas letras pra mim. Na época, os amigos mais próximos estavam ouvindo bastante rap nacional e fui me interessando pelas músicas do MV Bill, Sabotage e Racionais. Passei a me ver mais nas letras que eles faziam do que com as de outras bandas, como Paura, Confronto e Dead Kennedys, por exemplo. Daí comecei a ir em algumas festas como o Ressaca Hip Hop e Hutúz. E quando me vi, já ouvia Rap todo dia! (risos). Ainda gosto e respeito muita coisa do Rock nacional e internacional, mas confesso que não ouço tanto como antes.

     

     

    Você, junto com amigos, formou o BDO MCs, em 2007, que chamou bastante atenção no RJ nos anos seguintes. Como foi pra você, integrar um grupo que gerou grande repercussão no cenáro?
    Foi sem dúvida um grande aprendizado de vida, de música e de como as coisas funcionam no meio. O meu irmão Léo, que na época era mais conhecido como Pancinha, começou com a ideia. Ele chegou a comentar com o Lennon e o Raul e eles toparam. De primeira eu não queria participar. Por mais que eu gostasse e quisesse, eu não me sentia confiante de estar num palco com o mic na mão e rimando diante das pessoas. Mas ele acreditou no meu potencial, me lembrou que num projeto de banda que tivemos eu tinha feito umas letras. Ter participado como rapper de apoio do Fydell foi um ótimo aprendizado também, principalmente por ter sido antes de eu começar a fazer shows com o BDO. Bons tempos que deixam saudades…

    Em 2 anos de caminhada, o BDO MCs se apresentou na TV Brasil, na Liga Brasileira de Basquete de Rua, no Hutúz Rap Festival, Festival Palco Livre, matéria pra TV Futura e destaques em diversos sites. Nos programas de TV, rolou dificuldade de interagir diante das câmeras?
    Foi engraçado ver essas coisas acontecerem nos meus 18 anos. Na primeira vez eu estava meio tímido. Estava focado mais em rimar ao vivo do que em falar com o público pela câmera. Como o outro trabalho pra TV foi matéria, então foi mais tranquilo. Até porque, já tínhamos passado por essa experiência.

    Quando o grupo encerrou suas atividades, você pensou, em algum momento, em parar, ou já tinha em mente em dar continuidade à sua carreira com o trabalho solo?
    Eu não queria que o grupo encerrasse, mas ficou complicado fazer os corres e conciliar com os compromissos dos integrantes. Ainda mais desfalcado, já que o Léo tinha saído pra se dedicar ao Rap Gospel. Vi que pra continuar, teria que ser sozinho e precisei captar forças pra isso. Por mais que eu pensasse em fazer um trabalho solo, seria paralelo ao grupo e não principal. Precisei ter forças pra seguir, ainda mais que o grupo estava começando e tinha acabado de lançar um EP. Amo fazer música e ainda tenho muita coisa pra mostrar e muito mais pra realizar.


    E quais são suas influências musicais?
    O Rap me ensinou a valorizar ainda mais a música brasileira que eu já escutava em casa, devido a minha família. Meu pai gosta muito de Soul, Disco Music e Charme. Minha mãe já vai mais pro Samba, Pagode e MPB. Dos meus 13 aos 15 anos eu caí mais pro Rock. Quando era mais novo, ouvi muito Claudinho e Buchecha e o Funk daquela época. Cheguei a ir a uns bailes também quando tinha 16 anos. No Rap admiro a caminhada e os trabalhos do MV Bill, Gabriel, o Pensador e Kamau.

    Você lançou uma mini-tape, que contém singles seus lançados até agora, e que estarão presentes no seu EP. O que podemos esperar desse trabalho?
    A Mini-Tape é um aperitivo para o que ainda está por vir, que é o EP “Escuta essa Parada”. Foi a maneira que encontrei pra divulgar junto os singles já lançados, Fome de Gol e Monumental com o último Vamo Q Vamo. A MiniTape está sendo vendida nos shows e também está disponível pra download. O EP deve estar saindo no início do ano que vem e serve pra marcar o começo dessa caminhada, uma afirmação como artista independente e principalmente mostrar novas opções de Rap pra quem já conhece e pra quem não conhece também. Procuro carregar muita ideia, flow e balanço. São elementos essenciais num Rap pra mim. E quero mostrar o meu jeito de fazer isso, meu olhar sobre o mundo e a vida. Só aguardar que logo, logo vocês poderão escutar essa parada. (risos)

    E paralelo aos seus projetos solo, você faz parte do “Projeto Br.Inde”… Fale um pouco desse projeto.
    O Projeto Br.Inde é uma iniciativa do grande DJ Row G. A ideia basicamente é juntar uma galera nova, lançar o single de cada um e promover a imagem e o trabalho do grupo/MC. Já teve gente boa sendo lançada e ainda vem muito mais por ai. Row G tem procurado diferenciar no trabalho e fico feliz de fazer parte desse time.

    O Projeto “Br.Inde” abriu o show do Emicida, no Viaduto de Madureira, um dos maiores redutos da Black Music e da cultura Hip-Hop no Brasil. Como foi essa experiência?
    Sempre é bom poder participar de um evento desse porte em um baile tradicional como é o Viaduto. Curto o trabalho do Emicida também, e ter essa oportunidade de dividir o mesmo palco foi ótimo. Só deu vontade de mostrar mais músicas, mas o cronograma tem que ser respeitado. O mais importante é que estamos trabalhando e a consequência desse trabalho tem acontecido gradativamente..

    Recentemente você lançou o videoclipe da canção “Vamo Q Vamo”. Como foi o processo de gravação e quais são as expectativas?
    Pra mim, cada trabalho me mostra um ensinamento. Seja sobre música,audiovisual ou até sobre a vida mesmo. E o clip não foi diferente. O trabalho foi realizado pela 7 Filmes, produtora que apoia e acredita no meu trabalho. As filmagens aconteceram em Irajá, Lapa e Santa Tereza. São lugares que combinam com a pegada da música. O clipe é simples e direto como a mensagem da música: estamos focados e caminhando. E a aceitação está sendo muito boa também. Chegamos em 500 visualizações em 1 semana. Pro meu trabalho solo que tem 1 ano acho muito bom. Mas o Hip Hop me ensinou que devemos evoluir diariamente, então quando vir outro trabalho ele terá que ser melhor e com alcance maior.

    Assista ao videoclipe da canção “Vamo Q Vamo”:
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=OBFgGA2R4IU’]

    E quais serão os próximos passos, planos e metas?
    Terminar a gravação do EP, elaborar outros trabalhos com a 7 Filmes, tem umas colaborações maneiras pra gravar também que devem sair esse ano ainda e principalmente fazer muitos shows pra poder mostrar o meu som ao vivo e na rua que é a essência da cultura.

    Nyl, muito obrigado pela entrevista, gostaria que deixasse uma mensagem aos leitores do Portal.
    Só tenho a agradecer a todos que gostam, apoiam, se identificam, escutam, assistem e baixam o trabalho. Sempre quis ter uma banda, mas não aprendi a tocar nenhum instrumento. O Rap me mostrou que eu poderia fazer música e aprender música mesmo sem tocar um instrumento. Amo essa parada! Agradeço também a família Enraizados, que sempre me recebeu muito bem. Evolução diária é a nossa luta. E vamo que vamo que o mundo temos que ganhar né? (risos)

     

  • Doncesão lança videoclipe de “Bilheteria”

    Doncesão lança videoclipe de “Bilheteria”

    Já foi publicada no #PortalEnraizados uma resenha sobre o “Bem Vindo Ao Circo”, mais recente trabalho do rapper Doncesão. “Bem Vindo Ao Circo” (lançado para download gratuito no dia 1° de Abril), narra histórias de personagens circenses e todas suas 16 faixas se relacionam. Histórias narradas por Célio Costa, com roteiro criado pelo próprio rapper.

    Mais que uma história circense, em “Bem Vindo Ao Circo”, Doncesão narra o espetáculo da vida

    Hoje, ás 16:20, o rapper lançou o videoclipe da canção “Bilheteria”. Confira:

    Bilheteria…
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=KeejajUbw54′]

    Saiba mais sobre o trabalho de Doncesão:
    http://doncesao.tumblr.com
    @doncesao

  • O Átomo e suas partículas

    O Átomo e suas partículas

    “O Átomo” é morador de Morro Agudo, em Nova Iguaçu (RJ), é rapper, e integra o grupo de rap cristão Ultimato à Salvação (U-Sal), além de desenvolver trabalhos solo. Recentemente, lançou seu primeiro compacto solo, intitulado “Nêutrons [Partícula N ° 1], que faz parte de uma triologia, que contará tambem com “Prótons[Partícula Nº2]” e “Elétrons[Partícula Nº3]”.

    O projeto tem o intuito de traduzir os sentimentos do rapper fazendo analogia ao Átomo. O disco conta com rimas e produções do próprio rapper; além de participação de outros artistas e scratches de DJ Orácio, um dos pseudônimos do rapper.

    Arte de “O Átomo”, desenvolvida pelo desenhista Luís Severino:

    Clique na arte da capa para fazer o download ou clique aqui.

     

    O disco foi disponibilizado para download pelo próprio rapper, mas você pode comprá-lo por apenas R$5 (oatomo@ymail.com). Valorize o artista.

    Ouça “Nêutrons”, faixa que dá nome ao disco:[soundcloud width=”100%” height=”81″ params=”” url=”http://api.soundcloud.com/tracks/20951013″]

    Tive a oportunidade de fazer uma rápida entrevista com o rapper, confira:

    Marcão: Como surgiu essa ideia de lançar “partículas”, uma triologia que faz analogias ao átomo?
    Átomo:
    Eu tinha muita letra escrita. Conforme eu ia produzindo ou algum parceiro me enviava alguma batida, eu ia gravando de forma desordenada. Depois de quase um ano eu tinha quase umas quarenta músicas prontas e como sou meio sistemático, arranjei uma forma de classificá-las; e a que achei mais interessante foi essa. Eu acho que tem haver com os nossos sentimentos, tipo: hoje eu tô feliz, triste, ou nenhum dos dois. Por isso nêutrons, prótons e elétrons.

    Como foi o processo de criação e produção do disco?
    O negócio de escrever e fazer batidas (principalmente escrever), é algo que sempre faço, independente de estar pensando num disco, ou não. Esse processo de criação e produção é constante. Depois que consegui comprar os equipamentos básicos para gravação, foi só acionar o “rec” e pronto.

    O disco conta com produções e rimas suas e de outros artistas. Quem mais colaborou?
    A faixa chamada “Narciso” foi produzida pelo grande Kapella, foi gravada em 2004, lá na casa dele. A outra é a “Analogias” que foi produzida pelo DJ Scooby, do Manuscritos, que na minha opinião é um dos maiores produtores do Brasil. E a “Anamorphosis” foi proeza do Cronista do Apocalipse (CDA), ele é lá de São Paulo, e é um dos que atualmente eu mais me identifico, principalmente pelo modo pouco convencional do seu trabalho. E pra fazer a música que dá nome ao disco eu tive a honra de ter rimando comigo, Slow… Eu acho que a primeira vez que eu o ouvi foi em 1998. No disco “Zoeira”, junto com o seu grupo, o Esquadrão Zona Norte. Eu tinha acabado de começar, e ele já rimava em alto nível, o que continua fazendo cada vez melhor.

    Quem ouve seus sons, nota referências literárias, de filmes e desenhos animados, como surgem essas referências em meio às suas composições?
    Eu procuro um meio de fazer com que a minha escrita fique interessante. Então pra que eu consiga levar minha mensagem ao maior número de pessoas possível, eu uso essas referências. Não é pra tentar agradar aos ouvintes, mas principalmente por serem coisas com as quais eu me identifico.

    Além das partículas, quais os outros projetos que você desenvolverá, futuramente?
    Estou colaborando para o EP do Marcão Baixada (eu, e DJ Orácio, com “O”). Depois finalizaremos o disco do “U-Sal”, pra ver se lançamos em dezembro ou em janeiro. O “Oxímoros”, que é um projeto que tenho com o Comuna, também tá em fase de finalização, assim como o projeto “Amálgama”, pelo Enraizados. Ano que vem sairá o CD do “Vocábuluz”; é um coletivo que conta com os grupos U-Sal e AMP (Associação Manuscritos de Poesia). Quem sabe mais alguma coisa do “Clube dos Cinco”… Esse coletivo é composto por DMA, Léo da XIII, Petter MC, Wilson Neném e eu. Acho que é só. Se Deus assim permitir.

    Átomo, gostaria que deixasse uma mensagem para os leitores do portal enraizados?
    “Maldito torcicolo, nos comparamos somente com quem tem mais. Mas além do nosso nariz há dois polos. E vários em condição bem pior lá atrás.” Para de se queixar, Deus é bom. Acredite.

    Saiba mais sobre seu trabalho:
    http://myspace.com/oatomo
    http://myspace.com/ultimatoasalvacao
    http://myspace.com/produsal

     

  • Parteum lança videoclipe de “A Bagunça das Gavetas”

    Parteum lança videoclipe de “A Bagunça das Gavetas”

    “Eu só preciso de um sonho e uma caneta.”

    O rapper e produtor Parteum lançou o videoclipe da canção “A Bagunça das Gavetas”. A música faz parte do seu último EP, intitulado “A Autoridade da Razão“.
    Dirigido e editado por Cassio Bossert e Jardel Giúdice, o videoclipe foi rodado no formato “Super 8”, para que combinasse com o título da música. As imagens foram feitas em diversos pontos de São Paulo, por lugares que remetem a infância e juventude do rapper, e onde andou de skate, durante a década de 90 (Parteum já foi skatista profissional).

    Em poucas horas de divulgação do videoclipe, diversos internautas e artistas, publicaram suas opiniões a respeito do mais recente lançamento do rapper, pelo twitter:

    “Ordem em meio ao Caos. Meu mano Parteum mostrou qualidade na bagunça mais uma vez… Por isso sou seu fã.” – Kamau

    “São coisas assim que me emocionam, outro nível!” – Adriano Felix

    “WTT é bacana, mas pra mim essa foi a noticia da semana… (desculpa, sou Rap nacional no baguio rs…)” – Emicida, falando sobre o recente trabalho colaborativo entre Jay-Z e Kanye West, mas valorizando o trabalho de Parteum.

    “Gênio!” – Pablo Duca

    Sem mais delongas… “A Bagunça das Gavetas”

    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=N8sSl7Wy79s’]

    http://parteum.com

  • Grafiteiro carioca participa de atividades em Brasília

    Grafiteiro carioca participa de atividades em Brasília

    Paulo Vinicius, mais conhecido como “NexTwo”, grafiteiro, desenhista e arte-educador, já ministrou oficinas e desenvolveu diversas atividades na sede do Movimento Enraizados, em Morro Agudo, Nova Iguaçu (RJ).

    Em maio de 2011, NexTwo foi á Brasília (DF), ficou hospedado na casa de um amigo, o grafiteiro RDoze. “Agradeça a ele por mim, na matéria, o moleque é show.”

    Next circulou por várias cidades, onde deixou sua marca registrada em telas e muros. Passou pela Samambaia, Norte e Sul. Tambem visitou Goiás, e ministrou oficinas, juntamente com o RDoze.

    “Conheci mais amigos que fortaleceram lá, como Odrus Pena, Wow, Guga, Baigon e outros. Fiquei 15 dias, mas ainda foi pouco.” – afirma o grafiteiro, que participou de muitas atividades por lá.

    Participou de um Sarau no CCBB com Rdoze e Miah, com uma pintura ao vivo, e exposição, além de conceder entrevista para o jornal online da UNB. E também auxiliou nas filmagens de pinturas nas eliminatórias “Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, do “Red Bull BC One”.

    Nextwo diz que a cena é muito boa, e que os amigos da VT, da DF Zulu, da Colors e outros mais representam, e que além de gandes amigos, são ótimos pintores. “Agradeço a todos eles pelo rolé, foi muito bom. Tenho eles como uma nova família.”

    Saiba mais sobre o trabalho do Nextwo. Entre em contato com ele através do Facebook.

    Nextwo, tambem fez registros fotográficos do seu trabalho e do trabalho de seus amigos em Brasília e você pode conferir na galeria abaixo:

     

     

     

     

     

     

  • Conheça o som de Jensy Elsah

    Conheça o som de Jensy Elsah

    Nascida em Goiás, Jensy Elsah, foi para França quando ainda era um bebê. Envolveu-se com a música muito jovem. “Eu sentia a necessidade de fazer minhas próprias canções e já gostava de escrever. A composição musical também me intrigou, eu quis saber como era feita a música.” Afirma a rapper, de 26 anos de idade.

    Anos depois, ela conheceu betamkers e compositores, com quem pode trabalhar e fazer o que queria há muito tempo. Influenciada por diversos gêneros musicais, ela cita a música tradicional francesa, brasileira, indiana, africana, Dub Step, Drum and Bass, Hard Rock e Trip Hop, como algumas de suas influências.

    Perguntei a ela como é a cena do Hip-Hop na França. Ela respondeu que há eventos bons, mas prefere os eventos de hip-hop em outros países.

    Em suas letras, ela fala sobre o que a perturba, o que a amedronta, e ressalta o gosto pela escrita. “É minha terapia e talvez o que me permite seguir em frente.” Afirma.

    Ouça a “Le Black Mix”, que reúne trabalhos da rapper, entre 2005 e 2010.
    [soundcloud width=”100%” height=”81″ params=”” url=”http://api.soundcloud.com/tracks/9750481″]
    “Nunca voltei ao Brasil; gostaria muito. Está nos meus objetivos”, afirma. Disse a ela que muitos aqui no Brasil escutam suas músicas…
    “Obrigado às pessoas que fazem esforço para escutar minha música, apesar da barreira de idioma, é muito bom saber que ouvem meu trabalho no Brasil.”

    Saiba mais sobre Jensy Elsah: http://jensyelsah.bandcamp.com

  • Terra Preta lança o EP 1987

    Terra Preta lança o EP 1987

    Em 17 de Julho de 1987, nascia Arithon Felipe, mais conhecido como Terra Preta. Quem acompanha o #PortalEnraizados, já deve ter conferido a entrevista com ele, que foi feita aqui.
    Além de comemorar seu aniversário, Terra lançou o EP “1987”, com o objetivo de reviver a éopoca em que a cultura Hip-Hop chega ao Brasil, o auge da música black, com as equipes de som e bailes nas periferias, e o surgimento do movimento na São Bento. O projeto possui 7 faixas trazendo a sonoridade e temática da época.
    Confira o vídeo em que Terra Preta fala a respeito do projeto:
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=kgnyBsjnbqY’]
    O EP está disponível para download e você pode acessar através do site oficial do cantor, rapper e produtor: http://terrapretafiga.com/