Estamos a algumas semanas da Copa do Mundo. Você já parou pra pensar o que ficará de legado pra você, seus filhos e irmãos, seu bairro e/ou sua cidade?
Você contou quantas desgraças aconteceram nos últimos 12 meses, enquanto o governo abria a torneira do real para a construção dos estádios mais caros do mundo?
Podemos fazer uma analogia, comparando o país da copa com uma simples casa. O anfitrião está maquiando a sala para receber a visita, enquanto a cozinha tá uma bagunça.
Quero que entendam o seguinte, eu amo futebol, assim como milhares de milhares de brasileiros, porém não posso me calar diante deste fato. Pra mim a prioridade não é futebol. Antes vem a educação, saúde, segurança, mobilidade, etc…
Antes de pensar no bem estar do meu vizinho, penso no bem estar da minha família.
O meu legado desta copa foi a inspiração para fazer a música “legado”.
Já ouviu? Ela diz mais sobre o que penso.
Se tem um assunto que atualmente não chega à uma conclusão no Brasil e que é tratado maior delicadeza no Rio de Janeiro e em São Paulo, é a descriminalização do consumo de drogas.
No dia 29 de Abril, participei de mais uma edição do Rio de Encontros 2014. O Rio de Encontros é um projeto que reúne pessoas, profissionais ou instituições que ocupam espaços diferenciados, mas que igualmente estão empenhados em buscar alternativas para a cidade.
Nos reunimos neste encontro para discutir sobre drogas, respostas alternativas e políticas públicas; onde tivemos a antropóloga Alessandra Oberling como mediadora; a socióloga Julita Lemgruber e a psicóloga Christiane Sampaio ficaram encarregadas das falas.
A Máquina tem que funcionar
Recomendo à quem ler esta coluna, que também faça a leitura do texto feito pelo amigo Jorge Soares para o blog do Rio de Encontros. Ele ele esclarece alguns tópicos pautados no debate do dia 29.
Ficou muito claro pra mim, pelo menos, que a descriminalização não pode ser feita à moda caralho, pois o assunto é complexo demais pra um país como o Brasil, onde boa parte da ação do Estado é falha e a roda parece não girar. Me entendam, esse não é um discurso anti-drogas, anti-legalização; mas como descriminalizar o consumo em um país em que a lei só se aplica quando é conveniente? Onde os pretos morrem na base do “atira e depois pergunta”? Onde a educação se mostra falha e nossos jovens chegam ao 3° ano do Ensino Médio ainda sendo analfabetos funcionais? Onde a gente fica horas na fila do posto de saúde do nosso bairro, pra agendar um atendimento pra daqui há um mês? Não dá pra discutir descriminalização/legalização do consumo e/ou venda de drogas sem pautar educação pública, saúde pública e segurança pública.
Soluções?
Carl Hart
Carl Hart é professor de neurociência da Universidade Columbia e está no Brasil divulgando seu livro, intitulado Um preço muito alto, onde o doutor defende a tese de que o problema não é a liberdade de consumir drogas, mas sim as condições sociais que levam muitos ao vício. Em encontro com pesquisadores e equipes de Saúde do Viva Rio, nesta quarta-feira, na sede da instituição, Hart afirma: “O Brasil não oferece alternativas para que as pessoas deixem de usar o crack”.
Marília Rocha, coordenadora do projeto Casa Viva, que acolhe jovens usuários de crack, afirmou: “As cenas de uso estão criando novos guetos dentro de guetos. São crianças que nem a comunidade quer. Os vínculos que antes eram negados aos usuários de maconha e cocaína, hoje são negados aos usuários de crack”.
Em Janeiro de 2014, uma ação coordenada pela Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo entrou em vigor. Chamada “Braços Abertos”, a ação visa realocar os moradores da Cracolândia em hotéis da região com a promessa de lhes oferecer, além da moradia, refeições, trabalho diário de quatro horas — eles farão limpeza urbana — e duas horas diárias de capacitação. Cada dia trabalhado renderá R$15 reais, que serão depositados semanalmente em uma conta bancária. […] O programa dura seis meses. Coincidentemente, vai até a grande final da Copa do Mundo no Brasil, no dia 13 de julho. (via VICE).
Foto feita pelos correspondentes da VICE, durante a desocupação da Cracolândia para o programa “Braços Abertos”
A intenção desse texto foi de levantar alguamas reflexões acerca do debate do qual participei. Mas esse assunto está longe de terminar; Talvez alguma ação à respeito do assunto seja tomada no decorrer dos próximos meses, semanas ou dias. Mas retornamos ao ponto que levantei anteriormente: Com a descriminalização, será que no Brasil, um “país de todos”, as leis e políticas públicas para drogas serão aplicadas corretamente, ou só quando forem convenientes para uma das partes?
É, pelo jeito a cortina de fumaça foi liberada, seleção convocada, especulações rolando nas conversas, opiniões, enfim todo brasileiro é um técnico não é mesmo ? Euforia (ou não) à parte, o governo brasileiro através da Embratur resolveu se posicionar em relação a distribuição de algumas camisas oficiais da adidas que já tinham sido fabricadas em larga escala, e estavam disponíveis para o público em seus pontos de venda oficiais.
A questão é: Sem cerimônia, a adidas lançou camisetas com um cunho altamente apelativo, e com conotação explicitamente sexual, demonstrando seu profundo desrespeito ao povo brasileiro, enxergando-o como brinquedo puramente sexual e descartável.
Uma das camisas estampa a frase “I love Brazil” (Eu amo o Brasil). O “love”, no caso, estava em formato de um coração de cabeça para baixo, com um triângulo simulando um biquini, o que transformava a imagem numa bunda feminina.
Blusas da adidas
Na outra, em uma mulher de biquíni segura uma bola com frase: “Lookin´ to score in Brazil” (Buscando marcar gols no Brasil), numa suposta referência à conquista de mulheres.
Enquanto o país tenta mudar essa imagem lá fora, uma empresa do porte da adidas reforça essa imagem negativa desvalorizando nossas mulheres e mostrando-as como mercadorias, muitos realmente aportam em nosso país com a intenção de turismo sexual independente da ocasião, afinal sabemos que isso é prática comum, sem contar com os maníacos que residem por aqui, então percebe-se que o alerta vermelho está ligado e que nós, formadores de opinião necessitamos urgentemente instruir os que acham que tudo é festa e que vivemos no país da gozolândia, a sair do estado de letargia.
Podemos sim apontar caminhos, contribuir e denunciar, isso pode ser feito pelo disque denúncia 2253-1177 ou pelo disque 100, ou http://www.safernet.org.br/site/denunciar
No Brasil, a cada 26,7 quilômetros há um ponto vulnerável de exploração sexual infantil, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Há casos registrados de menores oferecendo os corpos por até R$ 2,00. Mais de 100 mil meninas são vítimas de exploração sexual no Brasil, apontam os dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Está mais do que na hora dessa galera respeitar nosso país, mulheres, jovens e crianças; ações punitivas exemplares precisam ser aplicadas, então fiquemos de olho, a favor da copa ou não, só sei que no jogo contra a impunidade, estamos perdendo de goleada.
Enquanto isso na sala de justiça…
… um número mínimo de párias chafurdam nos bilhões, (isso mesmo, com B) nos orçamentos e acordos astronômicos voltados à capital do RJ, onde uma orgia com o erário público ocorrerá de tal forma que faria Calígula ruborizar de vergonha. E aqui estamos nós nos confins de uma galáxia distante, (ou seja Nova Iguaçu, Baixada Fluminense), tentando se virar com as migalhas que sobram dos orçamentos e incentivos convivendo absurdos dignos de um roteiro kafkiano, mas nós somos resilientes, forjados no mais puro e resistente material, a esperança, pois se não fosse ela, não teríamos como encarar o cinza futuro que desponta no horizonte.
A quem as autoridades querem enganar?
O país chegou a um nível de violência generalizada e descontrolada, o governo não está conseguindo conter os criminosos, não consegue entender os manifestantes, não consegue punir os policiais, o governo não consegue, é um governo que não dá conta de suas competências…
O que a Zona Sul do Rio de Janeiro vive hoje, já é uma realidade de mais de 50 anos na Baixada Fluminense, onde os justiceiros são o poder ao lado de políticos e policiais, muitas vezes são os próprios políticos e/ou policiais.
Aqui as pessoas são assassinadas à luz do dia e são manchete de jornais sensacionalistas que vendem sangue, mas a morte desse lado de cá não choca, a vida aqui vale menos.
O rapaz que foi assassinado em Belford Roxo e viralizou nas redes sociais até ganhar destaque nos telejornais, e receber um pronunciamento do governador Sérgio Cabral, não foi o primeiro caso desse lado de cá, e certamente/infelizmente não será o último.
A grande questão é que a pobreza vazou, não somente a criminalidade, mas nossa pobreza chegou aos locais mais burgueses do Estado, e está insuportável para a classe média conviver conosco e todos os problemas sociais que já nos acostumamos.
Isso não é um “privilégio” do Rio de Janeiro. Recebemos notícias de cadeias superlotadas no Maranhão, onde os muros e as grades não seguraram a revolta. Chegaram as ruas e quem pagou foi o povo, que não sofreu calado. Os lençóis maranhenses sopraram as notícias para o resto do Brasil, causando um mal estar político para a família do Bigode Grosso.
Em Manaus temos a notícia de um prefeito Pedófilo. Em São Paulo 600 adolescentes vão dar um rolezinho nos shoppings, aterrorizando aqueles que não querem dividir o espaço e o ar condicionado conosco.
Eu estou ansioso para ver o que vai acontecer na Copa do Mundo, pois está mais do que provado que o país não consegue administrar suas diferenças e proteger seu povo. O Brasil não consegue mais esconder sua pobreza. Temo pela vida dos turístas.
Quinta-feira vai rolar a final do SLAM SP, que tá valendo vaga para a Copa do Mundo de SLAM, na França.
Pra terminar em grande estilo, ainda vai rolar pocket shows com MC Tati Botelho, MC gugu e MC Sombra com o DJ Ajamu.
SERVIÇO
No SESC Ipiranga, às 20h
Rua Bom Pastor, 822
(11)3340-2000
Quer dizer que a FIFA colocour a disposição do zé povinho uma nova remessa de 230 mil ingressos para os jogos da Copa do Mundo de 2014?!
Comemorou? Então segura essa besteirinha aê:
A venda será feita na Internet;
Os compradores serão selecionados por ordem do pedido;
Não estarão disponíveis: entradas para o jogo de abertura em São Paulo, para a final no Maracanã, para os três jogos da seleção brasileira na fase de grupos, para o jogo das oitavas de final em Belo Horizonte e para as duas semifinais, em Belo Horizonte e São Paulo.
Porrrr que 🙁 ?
Devido à alta demanda de procura de bilhetes na fase inicial de vendas. Na primeira fase foram comercializados 889.035 ingressos para a Copa do Mundo de 2014 , sendo que 71,5% desses bilhetes foram adquiridos por brasileiros. No total, 6,2 milhões bilhetes foram solicitados, o que levou a entidade a realizar um sorteio.
Os brasileiros estão comprando até bosta enrolada no papel alumínio, quissá ingressos para jogos de futebol. Neste contexto dá pra entender a célebre frase do Ronaldinho: “Não se faz copa do mundo com hospitais”. Quem precisa de políticas públicas? Precisamos é de PÃO E CIRCO e muita televisão aberta pra educar os nossos filhos. [êêêêêêêêêêhhhhhhhhhh!!!!!!!…… aplausos justinbeabinianos!]
E já que quem é do mar não enjoa, é sempre bom lembrar que LULA também é animal MARINHO e que uma coisa leva a outra…. [se é que me entende!]
Dia 15 de junho de 2010 foi um dia muito esperado por alguns, pois era o dia do jogo de estreia da seleção brasileira na copa do mundo e o dia do aniversário do amigo cineasta francês Bruno Thomassin.
A uma semana atrás, em uma das reuniões do Movimento Enraizados, os presentes já faziam planos de fazer um churrasco no dia do jogo e o Bruno planejava comemorar seu aniversário com a rapaziada.
Eu particularmente não fiz muito alarde. Acordei cedo, às 07 da manhã, levei minha filha para escola e mesmo com uma dor que muito me incomodava fui para academia com minha namorada. As ruas estavam verdes e amarelas. Blusas com as cores do Brasil preenchiam corpos de crianças a idosos.
Por outro lado a Simone e a Eliza comandavam de maneira eufórica a produção da festa. Outras pessoas também estavam envolvidas, como Léo da XIII, Ivan, Samuel, Ricardo e para minha surpresa lá estava o Dumontt, com bandeiras do Brasil, e duas cornetas, inclusive me presenteou com uma.
Fui pra casa almoçar porque não sou muito fã de churrasco, mas cheguei no Enraizados a tempo de ver os jogadores entrando em campo e me deparei com o Ivan na churrasqueira – o churrasco que ele faz é bom e até eu que não gosto, me esbaldo. Alguns estavam tensos, outros não estavam nem aí. Minha filha estava devidamente fantasiada para torcer pelo Brasil.
Como diria o Galvão Bueno: – Comééééééééééééça o jogo.
E como diriam os torcedores: – CALA A BOCA GALVÃO!!!
A gente até que começou a ver o jogo, mas a partida não esquentava, então começamos a direcionar nossa energia para a zoação. O Dumontt comandava com sua corneta que emitia um som muito alto e um cheiro insuportavel de gás. O Bruno com sua cornetinha aparentemente humilde, dava uma sopradinha que deixava a do Dumontt no chinelo. O Fabricio e o Léo da XIII comandavam a vuvuzela, mas não conseguiram incomodar ninguém.
Mesmo após muitos PÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕs, o jogo da seleção não nos dava nenhuma emoção e derrepente acaba, para nossa alegria – e preocupação – um 02×01 vergonhoso em cima da Coréia.
Mas a festa já tava formada no Espaço Enraizados e automaticamente começa a festa do Bruno.
Cantamos parabéns daquele jeito: A ha, U hu… A chuva cai, a rua inunda…
O aniversariante assume o som e lança seu primeiro set encabeçado por James Brown o que deixa os presentes descontrolados. Eu mesmo, esqueci da dor que sentia e parti pra dança e quando olhei para o lado estavam todos dançando. DJ Bruno mandou também muito samba da antiga e foi substituído pela DJ Simone que lançou Tim Maia na caixa amplificada e depois muito rap nacional.
Festa pro Brasil, festa pra França e festa pros Enraizados!!!