Tag: cultura

  • Meu Depoimento pra Revista Européia

    Meu Depoimento pra Revista Européia

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    A Eurocom Magazine,  é uma edição especial da Objectif Grand Paris Nouveau Magazine, foi lançada na MIPIM 2014 (Le marché international des professionnels de l’immobilier), um evento de investidores do mercado imobiliário que acontece todo a ano e atrai empresários de todo o mundo. A Eurocom Magazine trouxe uma série de matérias especiais sobre as 25 maiores cidades do mundo, incluindo o Rio de Janeiro, onde eu dou um depoimento sobre a Cidade Maravilhosa na página 33. Apesar da revista ser bastante técnica, tem sempre um depoimento de algum morador que eles consideram interessante sobre a sua Cidade.

    Quem quiser curtir o documento original, que infelizmente não foi vendido no Brasil, clipei a parte do Rio de Janeiro no meu Blog (http://dumontt.com/clipping/), é só ir lá e conferir.

    Abaixo segue uma versão quase original em português:

    Grande abraço.

    —x—

    O Rio de Janeiro, continua sendo uma Cidade Maravilhosa, cidade que já foi descrita de várias formas, pra vários gostos distintos, retratada e escrita em versos e prosas, mas o que me chama mais atenção sobre essa bela cidade são suas contradições, e é disso que trata essas linhas.

    Terra de rara beleza, cartão postal do Brasil, capital cultural da América Latina, hoje também é a terra dos grandes eventos esportivos e das Manifestações Juvenis. Onde uma das maiores florestas urbanas do Mundo convive pacificamente com a Rocinha, a maior favela da América Latina.

    É hoje uma das Cidades mais caras para se viver, morar e passear, mas que também tem uma rede hoteleira com uma altíssima taxa de ocupação. Onde o Governo promove construções gigantescas para esconder as favelas que estão entre o Aeroporto Internacional do Galeão e o Centro da Cidade, Favelas essas ocupadas constantemente pelas Polícias Militar e Civil do Estado, umas das polícias mais letais do mundo, a PMERJ e a Civil, como são chamadas, por ano, matam mais do que o somatório de todas as polícias de todos os Estados dos USA juntas. Mas a maquiagem do Rio é boa e consegue passar uma imagem de segurança e tranqüilidade para os turistas, graças as Unidades de Polícia Pacificadoras, as chamadas UPPs que empurrou o tráfico de drogas para as periferias, dando ao Rio um ar de limpa e higienizada em relação a segurança pública, a ponto de transformar a favela em atração turística – hoje tem teleférico no Pão de Açucar e na Favela do Alemão, tem visita guiada no morro com direito a baile funk pra turistas.

    A Cidade do Rio de Janeiro consegue assumir um papel singular no imaginário e no coração de cada visitante, cada morador e de cada pessoa que interaja com ela, seja pelo motivo que for: trabalho, lazer, turismo, esporte; Onde o feio e o belo se misturam, com passeatas, ruas históricas e monumentos. Cidade da música, da boemia, do samba e da maior festa popular do mundo, o carnaval. Onde o maior reveillon do mundo é feito nas ruas, na praia, no encontro de todas as raças, todos os credos, todas as cores, todas as riquezas, todas as culturas que se aliam para formar uma outra cultura, uma cultura carioca, com swing e sotaques próprios, de fala chiada e gingado no corpo suado e avermelhado do sol.

    O Rio tem vocação para ser amada, com todas as suas contradições, pois consegue ser cosmopolita sem perder o que tem de mais local, ser grande, conservando as suas diversas culturas, seus grupos informais, seu ar de feriado, mesmo em dia de trabalho. Seu povo contente, risonho, barulhento e feliz, sim, feliz por morar em uma das mais belas cidades do mundo.

  • O Hip-Hop é hereditário

    O Hip-Hop é hereditário

    De geração em geração.

    O Hip-Hop me ensinou que você tem que saber e reconhecer quem veio e fez antes de você, porque muita gente que encontrou as portas fechadas, fizeram um grande esforço pra que hoje elas possam estar abertas.

    É algo que se aprende na marra. É a regra 0, dentro de uma cultura que se comunica de uma forma peculiar. Não falo tecnicamente, pois cada artista desenvolve sua técnica, sua forma de expressar, sua forma de abordagem, mas me refiro aos valores da nossa cultura, que são passados de geração em geração, através da fala, da escrita, do som e movimentos. É o respeito que falta a muitos, a ignorância do ‘não conhecer’ ou ‘não saber o porquê’ disso ou daquilo.

    Nessa semana, faleceu Nino Rap, um dos frontmans da banda Nocaute, que fez história dentro do Rap, do Rock, da cena musical da Baixada Fluminense e do Rio de Janeiro. Nossa cultura perde um grande artista; e penso comigo: Quantos da minha geração ouviram falar da banda Nocaute? Quantos tiveram o interesse de saber quem eram os caras?
    Eles são os caras que encontraram as portas fechadas, numa época que não tinha espaço pra nossa cultura; mas botaram a cara a tapa e fizeram o nome deles. E hoje talvez muitos poussuem mérito dentro do Hip-Hop porque caras como Nino Rap fizeram algo em prol da arte deles e que, consequentemente fez com que outros levassem sua arte adiante tambem.

    Rest In Power, Nino Rap

  • Apenas mais uma Cristiane

    Apenas mais uma Cristiane

    Com a leveza de uma mãe, a sutileza de uma filha e a ferocidade de uma mulher.

    Aprendi a escrever muito cedo. Antes mesmo de ir à escola. Fui alfabetizada com menos de cinco anos de idade, na casa dos patrões da minha mãe, no bairro Catete, no Rio de Janeiro. Depois, já frequentando uma escola regular era quase sempre a “CDF” da turma. Aos nove, já me dava bem em pequenos textos e me destacava na prova de leitura.

    No inicio da adolescência cultuava uma pasta de pequenas riquezas transcritas. Poemas e até letras de música faziam parte do meu mini acervo pessoal. Lia poucos livros, mas muitos quadrinhos. Carlos Drumond de Andrade era o meu autor preferido. Participei do meu primeiro sarau aos doze anos e lembro como se fosse ontem o quanto a minha alma estava inflada de orgulho com minha mãe na platéia.

    Daí você pensa: essa sujeita deve ter alguns livros publicados, deve ser “fominha” de sarau, formada em letras, ser poetisa… Não. Nada disso. Aos quatorze anos eu fui mãe e isso, na década de 90, era um empecílio.

    Vivi toda a minha infância no eixo Baixada – casa dos familiares – e Zona Sul – casa dos patrões da minha mãe que por muitas vezes era a “nossa” casa. E apesar de muito politizada, muito bem informada, fui sucumbida pela gravidez na adolescência.

    O bacana é que, por incrível que pareça,  deu tempo de fazer muita coisa legal antes de ser mãe – não que ser mãe não seja uma coisa legal. Além dos pequenos feitos de infância, tive tempo de ser membro ativo por três anos consecutivos do grêmio estudantil em escolas municipais da Zona Sul do Rio, onde denunciamos tráfico e uso de drogas no recreio, assédio e descriminação contra alunos praticados por uma professora francesa, e conseguimos algumas mudanças no cardápio da escola. Fui ao Hollywood Rock ver o Kurt Cobain sair de quatro do palco da Apoteose. Pintei o rosto e me juntei aos jovens revolucionários em algumas passeatas do “Fora Collor”.

    Tudo isso me formou política e socialmente. Mas, nesse espaço eu pretendo ser o mais imparcial possível. Aqui, eu pretendo ser mãe, filha e principalmente mulher. Eu sei que inevitavelmente minhas colunas terão implícitas o meu posicionamento político-social. O que eu quero é que isso se dê com leveza, sem ter a obrigação de um posicionamento, imposto pelo modismo de ser “politico”, instaurado nas mídias sociais.

    Eu quero é que, mães – donas de casa ou não – se vejam e reflitam nos meus textos. Que mulheres que trabalhem fora ou dentro de suas casas, se percebam nessas linhas e nesses amontoados de palavras. Ou não somos mães, filhas e mulheres antes de qualquer coisa?

    Minha postura social não começa dentro de casa?! Meu posicionamento político não está no meu cotidiano?! Não. Não estou limitando minha coluna às mulheres. O que estou dizendo é que esse espaço vai ser pensado com sensibilidade feminina, com alma feminina, mas intencionada a todos os gêneros com muita liberdade e sem molduras.

    Então, vamos lá! A partir da próxima semana, toda quarta feira eu vou estar aqui falando sobre atualidades politicas, sociais e culturais, com a leveza de uma mãe, a sutileza de uma filha e a ferocidade de uma mulher.

    Sejamos todos bem vindos!

     

  • Construção de Parcerias

    Construção de Parcerias

    Em qualquer lugar, em todas as épocas, tudo que o ser humano produziu dependeu de parcerias, isso é de extrema importância falar porque as vezes, aquilo que parece óbvio, na verdade, esquecemos de fazer.

    Como exercício podemos fazer uma dinâmica simples, para isso você vai precisar de um livro e seguir as seguintes instruções:

    1) Feche os olhos;

    2) Pegue o livro;

    3) Abra-o em uma página qualquer;

    4) Encoste a página que você abriu do livro na ponta do seu nariz;

    5) Abra os olhos;

    6) Tente lêr;

    7) Tente por uns 30 segundos;

    8) Agora afaste gradativamente o livro do seu rosto, até o ponto em que fique confortável ler;

    9) Pronto, leia um trecho qualquer do livro.

    10) Agora faste ainda mais o livro até o ponto que você não consiga mais ler o livro.

    10) Pronto. Feche o livro.

    Responda as seguintes perguntas?

    a) Quando você abriu os olhos com o livro encostado na ponta do nariz você conseguiu ler muito, pouco ou nada?

    b) Na medida em que você afastou o livro a sua visão foi se ajustando ao livro, foi ficando mais confortável?

    c) Porque isso acontece?

    A conclusão desa dinâmica é simples: “Quando uma coisa está muito na nossa cara, não conseguimos enxergar com nitidez, é preciso ter uma dose de afastamento para vermos o óbvio, mas, se por outro lado, nos afastamos demais, também não enxergamos”.

    Então, não se aborreça se alguém te falar aquilo que as vezes nos parece óbvio demais, porque todas as informações podem nos ser úteis de alguma forma. Imagine que já fazemos essa coisa, mas nem sempre estamos atentos o suficiente para fazer isso o tempo todo, ou todo o dia, pelo menos, logo, se alguém nos lembra disso, pode ser de grande utilidade.

    Voltemos ao assunto. Construir parcerias é de extrema importância, esse é o próximo passo. Verifique entre os seus contatos por onde você deve começar a sua rede. Enumere as pessoas com seus devidos contatos e em que ela poderá ser útil na sua rede. Catalogue elas por gráu de importância tais como: principal, segundária, terciário ou ouro, prata e bronze e assim por diante.

    Estimule as trocas, se disponha a estar nos lugares onde essas pessoas estarão, auxilie e peça auxílio sempre que necessitar, mas sem exageros, lembre-se, de não ficar sugando os outros e nem de importuná-las, pois ninguém gosta de ser sugado. Fique atento para as solicitações da sua rede, mas lembre-se de priorizar os contatos, pois quem mais pode ajudar, geralmente é quem menos lhe pede ajuda, mas seja solícito. Amplie os seus contatos, conheça mais pessoas e agregue valor sempre. Seja simpático e não grude em ninguém para não incomodar.

    lembre-se de não fazer as coisas aleatoriamente, tenha um objetivo definido. Trabalhe por uma ideologia, isso ajuda a construir redes e fazer coisas interesantes, legais e na captação de adesão, aumentando a rede por ela mesmo.

    Ter uma rede pode ser de grande utilidade para fazer e realizar coisas com pouco ou nenhum recurso financeiro.

    Na próxima semana falaremos um pouco sobre:

    – Porque é importante ter foco;

    – Como e por que construirmos objetivos e estratégias com escala;

     Paz e sucesso, sempre.

  • Entre o Fazer o Que Gosta e o Gostar do Que Faz

    Entre o Fazer o Que Gosta e o Gostar do Que Faz

    Tudo o que você deseja fazer, em tese, pode gerar dinheiro, basta que pra isso você encontre uma forma ideal, ou seja, dentro daquilo que você gosta de fazer, encontrar uma necessidade de clientes potenciais.

    Como assim?

    Explico: Isso é um processo conciliatório entre o que você gosta de fazer e aquilo que você faz e gosta.

    Ou melhor: Você precisa encontrar um meio termo entre o FAZER O QUE GOSTA e o GOSTAR DO QUE FAZ.

    FAZER O QUE GOSTA seria, em minha opinião, fazer aquilo que te dá prazer e pronto, independentemente se dá ou não dinheiro. Já o GOSTAR DO QUE FAZ significaria, nessa linha de raciocínio, estar emocionalmente envolvido com o que fazemos de tal forma que sentimos prazer em realizar determinadas tarefas.

    Isso é muito diferente de fazer o que não gosta e detestar o que fazemos, como a grande maioria das pessoas fazem no seu dia a dia, simplesmente porque põe o dinheiro em primeiro lugar na hora de decidir a sua ocupação ou na busca por emprego.

    O que na maioria das vezes acontece é que as pessoas procuram primeiro uma ocupação qualquer para ganhar algum dinheiro e depois que conseguem, não ficam felizes nem com a ocupação e nem com o dinheiro gerado por ela, e começam a haver desarranjos não somente no trabalho, no descumprimento de tarefas, mas também em outros campos da vida humana como na família, por exemplo.

    Por isso é preciso pensar bem antes de arrumar um emprego qualquer ou fazer uma coisa qualquer só para se ter um dinheiro qualquer. Eu ouço muitas pessoas me pedirem emprego, e um dos elementos que mais me chamam a atenção é quando eu pergunto o que elas fazem, elas geralmente me respondem assim: _Eu faço qualquer coisa / estou aceitando de tudo / comigo não tem tempo ruim / eu não escolho serviço / o importante é trabalhar!

    Quando a pessoa é muito amiga eu pergunto novamente de outro jeito: _O que você gosta de fazer? mas geralmente eu vou embora e digo: _Infelizmente não tenho colocação pra você / quem sabe um dia / pode ser que… / se pintar algo eu te falo!

    Ja cometi o erro de contratar pessoas só porque precisavam, e na hora que eu contratei elas deixaram de precisar e tudo começou a ruir, simplesmente porque ela odiava o que fazia e não fazia direito, ou simplesmente não fazia sem que ninguém vigiasse.

    Então não cometa erros parecidos, simplesmente, antes de empreender a si mesmo ou a alguma empresa, pergunte-se a você mesmo: _ O que eu gosto de fazer? O que eu gostaria de fazer? Como eu gostaria de fazer? Porque fazer? Como o que eu gosto de fazer pode ajudar a outras pessoas? Quem me pagaria para eu fazer o que eu gosto?

    Esse tópico, eu acredito ser um pouco mais complicado, por isso vamos falar disso com mais precisão, vamos desvendar um pouco o pensamento comum ou corriqueiro e comparar com a mente empreendedora e trabalhar de forma a construir uma base sólida para empreendermos cultura de forma inteligente, criativa e principalmente, lucrativa para todos. O cerne da questão está em responder perguntas como essas.

    Grande abraço.

    Até breve.

  • Entre o Real Querer e a Vontade Transitória

    Entre o Real Querer e a Vontade Transitória

    “Somente as lições dos séculos poderão proporcionar ou aquilatar o real querer da juventude, pois somente esta, com sua força empregada na construção da sociedade, poderão traçar o destino do porvir.”

    Me lembro como se fosse hoje da minha primeira greve geral, eu estava na primeira série do segundo gráu, quando entrou em sala uma senhora da coordenação da Escola Técnica João Luis do Nascimento em Nova Iguaçu, onde eu estudava (década de 80 – não me lembro bem a data). Com uma cara brava e um jeito completamente autoritário ela nos olhou de cima para baixo e com toda a arrogância que era peculiar daquela época aos chamados professores, decretou: _ A partir de agora não serão permitidos as meninas virem de saias curtas para a escola.

    Eu nem me lembro mais se ela proibiu de vez a saia ou se não podia vir apenas de saias curtas, mas sinceramente, não me interessava se as meninas viriam de saias curtas ou não, o problema era o autoritarismo predominante, isso era irritante. Eu que sempre fui tímido e reprimido até então, não consegui me conter, mandei a pergunta: _ E as professoras, poderão vir de saia?

    Nem sequer me preocupei com a professora que estava dando aula, eu me lembro bem dela (uma professora que tinha o desprezo geral da turma, mas eu gostava dela). A resposta foi tão seca e autoritária quanto a ordem anterior: _ As professoras poderão vir do jeito que elas quiserem, afinal elas já se formaram, vocês é quem precisam se submeter às nossas regras.

    A segunda pergunta então surgiu tão automática quanto a primeira: Quer dizer que a gente não pode mais ver as perninhas bonitinhas das meninas, mas somos obrigados a ver as pernas feias e cheias de varizes das professoras?

    Então a mulher autoritária deu um sorriso contido no canto da boca e disse: _ Sim, é isso mesmo, amanhã serão barrados todos os alunos que vierem sem o uniforme completo e as meninas que vierem de saia curta também!

    Logo que ela acabou de falar o que quis, nos deu as costas e foi embora, impondo-nos a sua marcha de marechal. Naquele momento, cresceu uma revolta no meu peito tão grande que eu não consegui me conter, uma revolta que não tinha nada a ver com saias e calças, mas com um autoritarismo repugnante. Levantei a voz e comecei a falar contra aquela atitude, logo, logo, outros alunos me seguiram e começamos um motim que começou nas turmas de primeiro ano e contaminou a escola toda.

    No dia seguinte ninguém entrou, fizemos um piquete na frente da escola, mas a coisa já tinha saído do meu controle, parece que existia alguma força política exterior que tinha organizado aquilo tudo, eu servi apenas para acender o pavio, então me retirei e me isolei. Quando acalmou tudo eu escrevi o manifesto acima, baseado em um texto que eu li não me lembro onde. Depois disso me chamaram diversas vezes para vários partidos na minha adolescência, mas apesar da Diretora da Escola me chamar descaradamente de petista, o que pra ela significava o mesmo que baderneiro, eu nunca havia me filiado a partido algum até então.

    O episódio passou, mas a vontade de mudar o mundo nunca saiu do meu coração e aquela revolta deu origem a uma reação em cadeia que me levou a estar aqui hoje escrevendo essas linhas, formou o meu caráter e minha personalidade acida e tácita, me fez trilhar caminhos diferentes da maioria das pessoas que eu conheci, até que eu consegui, finalmente conciliar o meu verdadeiro querer com a minha real vocação, acalmando o meu coração com reflexos em toda a minha vida (Ocupação, Religião e Família) – depois falaremos mais sobre essa base tripartite.

    Quanto ao manifesto da minha adolescência, trago-a a tona hoje para identificar duas coisas distintas, mas que para algumas pessoas parecem a mesma coisa. O “real querer” e a “vontade transitória”.

    Antes de iniciar qualquer empreendimento, sugiro a você que está acompanhando essa série sobre empreendedorismo cultural a buscar em seu mais íntimo querer, o que realmente você deseja. Pergunte a si mesmo, faça-se um interrogatório e demore o tempo que precisar, mas descubra o que realmente te inspira. Comece, investigando o que você mais gosta de fazer e tente associar isso ao mercado de trabalho, busque o que tem a ver com a sua área de interesse. Lembre-se, tudo o que fazemos com amor e inspiração, fazemos melhor, e se fazemos bem, podemos ganhar dinheiro com isso.

    Esse é o primeiro exercício para você que acompanha essa coluna, acredita em mim e tem verdadeiro interesse em montar o seu próprio negócio. Não comece o seu negócio pelo o que dá mais dinheiro, esse é um erro fatal que te levará diretamente ao tédio, ao enfado e ao desinteresse do seu próprio negócio, culminando em muitas das vezes com a falência, ou quando nada, a uma vida infeliz e sem realizações que te engrandeça. Comece o seu negócio, investigando a si mesmo, buscando o seu verdadeiro interesse nas coisas, capacite-se nisso, seja o melhor que você conhece na realização disso e o dinheiro virá naturalmente a medida em que você se auto-realizar naquilo que faz de melhor e se sente plenamente feliz e capaz.

    Vou terminar a explanação de hoje com uma coletânea de frases de internet sobre esse seu primeiro passo. Isso pode servir de inspiração e te ajudar a começar uma nova trajetória. Lembrando que o objetivo dessa colagem é apenas servir como fonte de inspiração e não ser um compêndio ou algo parecido que sirva de referência de coisa alguma, portanto eu não saí conferindo se as referências estão corretas e nem me preocupei de colocar links pra nenhum lugar, pois o objetivo aqui passa longe da investigação.

    Como eu creio que a fé é essencial para uma vida plena, fico com a frase do pastor Luther King das que eu elegí pra hoje, escolha a sua também.

    Continuamos na próxima semana.

    Paz e sucesso, sempre!

    Frases retiradas da Inernet.

    – Se você acredita que pode, você tem razão. Se você acredita que não pode, também tem razão. (by Henry Ford).

    – Tente Mover o Mundo. O primeiro passo será mover a si mesmo. (By Platão).

    – O primeiro passo para atingir o sucesso é acreditar que ele é possível (by Evandro Almeida).

    – Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer (by Mahatma Gandhi).

    – Acreditar que pode acontecer é o primeiro passo para algo ser realizado (sem referência de autoria).

    – Não espere o incentivo dos outros, o primeiro a acreditar no seu sonho tem que ser você! (sem referência de autoria).

    – Parei de esperar que deem o primeiro passo em minha direção, se quero, vou eu de encontro ao desejo (by Cristina Deutsch).

    – Não fique contando as prováveis dificuldades que vai encontrar, pois é possível que desista antes mesmo de começar… (sem referência de autor).

    – O primeiro passo para chegar em algum lugar é decidir que você não quer ficar mais onde está (sem referência de autora).

    – Quando o caminho a sua frente parecer longo e difícil, lembre-se: As mais longas trajetórias começam com um primeiro passo (sem referência de autoria).

    – Acreditar é o primeiro passo para fazer acontecer (sem referência de autoria).

    – Dê o primeiro passo na fé. Você não precisa ver a escada inteira. Apenas dê o primeiro passo. (by Martin Luther King Jr.).

    – O primeiro paso é sempre o mais difícil ( sem referência de autoria).

     

  • Reclamando de Barriga Cheia

    Reclamando de Barriga Cheia

    O Rio de Janeiro continua lindo, apesar dos pesares, apesar dos políticos, apesar da corrupção, apesar dos bandidos que migraram pra Baixada Fluminense com seus fuzis e suas drogas pesadas, apesar da Copa do Mundo que ninguém está comemorando nas ruas porque estamos PT da vida com os gastos abusivos do Governo, apesar da polícia que extorque o cidadão na rua, apesar do pensamento hegemônico estar se organizando ainda mais pra enfiar goela abaixo alguns formatos de vida via Leis Federais com a ajuda da Igreja… apesar de… apesar de… apesar…

    Mas, como eu nunca me propus a ficar reclamando da vida sem lutar, então, eu resolvi falar de um assunto novo, pelo menos pra mim, vamos deixar a política um pouco de lado pra falar a respeito de um mercado que vem crescendo a passos largos no Brasil, o mercado de Coaching.

    Coaching é um processo definido com um acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente) para atingir a um objetivo desejado pelo cliente.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Coaching).

    Em outras palavras, se você resolveu empreender a você ou a seu negócio, e deseja alcançar mais rapidamente o sucesso, provavelmente você precisará de um profissional especializado que lhe oriente e lhe diga o que fazer para o seu negócio dar certo.

    Atualmente eu estou muito envolvido com isso e estou testando vários processos, alguns estão dando frutos bem interessantes, o que tem aumentado ainda mais o meu interesse no assunto, principalmente porque esse assunto quase não é falado em relação ao mercado cultural.

    Nunca ouvi falar de profissionais que dão suporte ao empreendedor cultural. Existem algumas assessorias especializadas em capitação de recursos e/ou execução de projetos e prestação de contas, mas, não passa disso.

    Particularmente, estou preparando uma série de perguntas a ser levantadas que vão me ajudar a desvendar alguns mistérios nesse campo, e estou disposto a compartilhar com tod@s que tenham interesse nesse assunto, aqui pelo canal do Enraizados. Algumas coisas eu já publiquei no Jornal Extra uma vez e pretendo fazer mais ainda.

    Pra começar, vou fazer algumas perguntas sobre:

    – Como estruturar o seu negócio cultural: Como abrir a sua empresa, grupo cultural, associação, Instituto, ONG, Oscip, OS. Quais são os formatos a serem adotados, onde buscar esse conhecimento;

    – Como pensar o seu negócio, como realizar o seu sonho;

    – Quem são os possíveis apoiadores, onde tem esse conhecimento;

    – Como fazer um projeto, captar por editais e prestação de contas;

    – Quais são as empresas mais tchan do mercado para você se capacitar pro seu empreendimento;

    – Que tipo de profissional você deve buscar e porque;

    Talvez não seja novidade esses tópicos para muitos de vocês, mas com certeza, se você estiver começando o seu negócio, vai precisar de alguns toques importantes de alguém que já penou bastante a procura desse conhecimento que ninguém dá de graça.

    Depois a gente volta a falar da política e da cretinice do sistema, mas agora, cuidemos um pouco mais das nossas necessidades básicas, para que não morramos de inanição e sede por não conseguirmos o sustento de cada dia pra nossas casas e nossos projetos.

    Um grande abraço.

    Paz.

  • 5 Pointz, um dos espaços mais representativos do Graffiti mundial, é pintado de branco

    5 Pointz, um dos espaços mais representativos do Graffiti mundial, é pintado de branco

    O Graffiti mundial está de luto. O 5 Pointz, situado em Nova York, considerado a “Meca” internacional do graffiti, teve suas paredes pintadas de branco e deve ser demolido em breve. A ordem de pintura do prédio, partiu dos propretários.

    A 5 Pointz se situa no bairro do Queens e sedia uma seleção de pinturas feitas por uma curadoria de arte; O lugar atraía fãs de todo o mundo e era uma das vistas mais marcantes para os passageiros do famoso metrô de NY, enquanto os trens trafegam pela região de Long Island. Era um “pico” bem organizado, onde era permitido grafitar, mas pra isso a curadoria da 5Pointz era contactada para poder permitir que os grafiteiros colaborassem, o que não era muito difícil.

    O prédio foi pintado de branco na madrugada do dia 18 pro dia 19. Na calada da noite, como se fosse algo “proibido”, como grafitar sem permissão; e contou com a escolta da polícia. Um twitter que representa a 5 Pointz (@5PointzNYC) disse na última terça-feira: “5 Pointz se foi. Pintada de branco durante a noite, o proprietário (do prédio)… com proteção policial”.

    “É super desrespeitoso, porque na 5 Pointz só são feitas pinturas legalizadas”, disse a voluntária Rebekah Kennedy ao jornal The Guardian. “Alguém chegar e apagar tudo, isso sim é vandalismo.”

    Os voluntários estavam tentando arranjar algum modo de preservar a arte, transformando o prédio num ponto turístico.

    Brazucas no 5Pointz

    IMG_2708Brasileiros tambem já passaram pelo 5 Pointz. Panmela Castro aka Anarkia Boladona, já pintou por lá. Se você acha que só grafiteiros passaram por lá, está enganado. O Rapper Xis esteve lá e postou a respeito do 5 Pointz no seu Facebook: “Tive a oportunidade e a sorte de colar no 5 Pointz. Uma pena que este simbolo da cultura urbana mundial esteja todo pintado de branco hoje, muito triste tudo isso”.
    O rapper JP, da Crente Crew, tambem esteve em NYC e marcou presença no 5 Pointz, veja a foto ao lado.

    O proprietário do prédio Jerry Wolkoff disse à emissora NBC que a medida de pintar as paredes foi tomada para evitar a “tortura” de demolir “pedacinho por pedacinho”. Ele comparou o ato a forçar uma criança a tomar remédio.

    De acordo com ele, um dos prédios que serão construídos no local terá uma parede de 18 metros dedicada ao grafite. Os Wolkoff decidiram acabar com a 5 Pointz em 2010, para criar no lugar dela duas torres residenciais de luxo.

    GALERIA.

    Selecionamos algumas fotos do 5 Pointz, pra que fique guardado na memória de todas as pessoas que passaram por lá, e pras que não passaram, pra saber da importância desse espaço para o Hip-Hop.
    D.E.P. 5 POINTZ

  • #ComboIO e sua odisséia pela França

    #ComboIO e sua odisséia pela França

    Malas, passaportes, equipamentos e disposição; alguns dos ingredientes que o #ComboIO trouxe consigo para Nancy, comuna que fica na região de Lorraine, na França. 11 horas de vôo até Amsterdã, mais 40 minutos voando de Amsterdã para Luxemburgo, e cerca de 45 minutos de carro até Nancy e, por mais desgastante que fosse a viagem e suas rotinas, como passar pela Alfândega e pelo departamento de imigração de Amsterdã e uma revista ao chegar em Luxemburgo, e ir de carro até a França, a sensação foi de satisfação.

    Satisfação em colocar os pés em território francês e perceber que toda a correria que tivemos nos últimos meses para isso acontecer, valeu de verdade. DMA, Léo Da XIII e Dumontt, já vieram à França, e o Bruno Thomassin é o francês mais brasileiro que conheço, essa é minha primeira viagem internacional e a primeira vez em que viajo de avião. Dudu me avisou para vir com a mente aberta pra absorver tudo que parecer novo para mim. O choque cultural é muito interessante, culturas diferentes e semelhantes ao mesmo tempo. “Aqui o pão francês se chama pão e o pão francês que a gente come no Brasil, aqui se chama pão brasileiro”, concluiu o Bruno quando fomos à padaria e demos algumas risadas.

    Existe um costume bacana de se visitar as pessoas: “Ah, vou ali na casa do fulano só pra falar um oi, bater um papo e depois volto pra casa”. Estamos na casa do nosso amigo, o cantor e músico Alias Poet e sempre aparece alguem aqui pra visitar, e tambem rola o Aperrô (lê-se festa americana de francês, cada um traz algo pra preparar pra comer). E por falar em comida, comi um Kebab… vamos dizer que é um X-Tudo, só que com um pouco mais que tudo.

    DSC01093 06Nessa primeira semana aqui, fizemos bastante coisa, conhecemos o bar-restaurante Le Royal, e fomos convidados para participar de um encontro de Slam Poetry que acontece uma vez por mês e lembra como organizamos os saraus literários aqui no Brasil. Fomos na sede da MJC no Alto do Coelho, e conhecemos o Uzy Down, rapper, produtor e videomaker e já fechamos uma parceria musical que deve contar com um videoclipe tambem.

    A barreira do idioma não é tão presente quando as pessoas daqui tambem têm interesse de aprender nossa língua. Ontem, ministrei meu primeiro workshop como DJ para crianças e muitos deles no final perguntavam à tradutora como se agradecia em português e o mais legal não era ouvir “muito obrigado”, mas sim ver a molecada feliz por ter aprendido à falar.
    Quando se tem dificuldade a gente dá um jeito, ou pede ajuda ao Bruno, ou se vira nos 30. Anteontem, por exemplo, foi o dia em que mais quebrei a barreira de idiomas. Falei em inglês com um francês, falei português brasileiro com um português de Portugal que mora na França, e falei “inglêsinhol” com um espanhol descendente de portugueses que estava bêbado.

    Por enquanto estamos na casa do Poet, pra fazermos parceria e ficar mais próximo aos locais dos eventos que iremos participar, mas tem um apartamento disponível para nós no Alto do Coelho, gentilmente cedido pela MJC, onde poderemos ficar quando acontecerem atividades constantes por aquela área. Gravamos junto com o Poet uma reportagem para o canal fr France 3, e tiramos uma foto para o Jornal Est Republican, para divulgar nossa estadia aqui e divulgar o nosso primeiro show aqui na França, num evento realizado pela L’^le aux bombes, produtora francesa que realiza eventos e promove artistas.

    923275_504190386303043_703478819_nConheci o T.O.T.E.M, que é um centro de referência em cultura urbana da região, é um espaço cultural que ocupa as instalações de uma antiga fábrica de cerveja e reúne pessoas do teatro e de diversos gêneros musicais e manifestações artísticas; lá eu conhecemos o Julian, que tem um trailer repleto de instrumentos musicais feitos com materiais reciclados e fizemos um barulho por lá. Tenho registrado tudo o que tenho visto de legal na cultura de Nancy, como graffiti, lifestyle, música e arte em geral; quem me acompanha pelas redes sociais vai poder conferir todos esses registros.
    à bientôt

    @marcaobaixada

  • O Corre Corre Cotidiano

    O ritmo de trabalho aqui no Enraizados, quando pensamos que está grande, fica ainda mais corrido. Só pra vocês terem uma idéia, antes de ontem (31/05) fui a uma reunião a convite do nosso amigo Egeu Laus pra resolver umas questões referentes a Rio+20, tudo indica que vai rolar umas parcerias maneiras entre várias instituições para veiculação de uma WebTV na Cúpula dos Povos, as discusses estão em processo, quando ficar pronto vamos divulgar pra geral. Logo depois, tive que vir correndo pra Nova Iguaçu, pois o nosso pessoal já estava na UFRRJ – Campus Nova Iguçu para fazermos uma dinâmica de Rap com alunos e professores que estão em greve por melhores condições de trabalho e por uma educação mais digna e igualitária.

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    Ontem (01/06) rolou a primeira Banca de Freestyle fora da Sede do Enraizados, foi na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra por ocasião do 1o Festival Arena da Palavra logo depois da aula de Rap do Slow da BF. Uma experiência muito gratificante! Nessa o Ualax MC levou o troféu de 1o Lugar e foi comemorar com @s amig@s, é claro. A surpresa da noite ficou por conta de Diamante MC, que apesar de ter apenas 13 anos de idade, levou o 2o Lugar e mais R$ 100,00, deixando várias minas enlouquecidas. Logo depois já começamos as conversas para o próximo Mixtureba Enraizados, eu, Dudu de Morro Agudo e Anderson Barnabé (administrador da Arena) chegamos finalmente a uma data, acertamos o próximo Mixtureba Enraizados para Julho e já temos uma Banda Convidada. Vamos divulgar em breve para que tod@s possam comparecer. Enquanto isso, quem quiser conhecer um pouco mais sobre o hip hop militante pode colar lá nas aulas do Slow da BF que acontecem toda semana na Arena, é bem legal e ví pessoas de todas as idades, tem até umas tiazinhas fazendo rimas junto com os adolescentes. Fantástico!

    Banca de Freestyle na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra
    Batalha de Freestyle

    Sempre que eu entro na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra fico muito feliz, porque o equipamento é de alto nível, confortável e muito bem cuidado, e o mais importante de tudo, fica na Pavuna, periferia da Cidade do Rio de Janeiro, bem próximo a nossa periferia aqui.

    Aula da Rap do Slow da BF
    Aula de Rap do Slow da BF

    Quero terminar essas linhas agradecendo a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro através da Secretaria de Cultura, a Administração da Arena Carioca Jovelina Pérola Negra e a população local, que deu o maior apoio a atividade. A equipe do Barnabé está fazendo um excelente trabalho na localidade e os moradores se sentem a vontade para participarem das atividades, é muito gratificante ver aquela molecadinha toda e seus pais invadindo o espaço e tomando conta do equipamento.

    Também quero parabenizar ao Leo da XIII que idealizou a Banca de Freestyle, ao Dudu de Morro Agudo e a sua Tropa de Elite que consegue se equilibrar entre a militância e a arte com maestria.

    Estamos juntos.

    visite o meu site: dumontt.com