Tag: Depressão

  • O rapper Pregador Luo apresenta o EP “Voe alto” em todas as plataformas digitais

    O rapper Pregador Luo apresenta o EP “Voe alto” em todas as plataformas digitais

    Chega hoje a todas as plataformas digitais o EP “Voe Alto”, do rapper Pregador Luo.

    O projeto conta com três músicas: a faixa-título, “Hoje Não” e “Gratidão”, esta última com a participação especial da cantora Raquel Santiago.

    “Esse EP é um dos prêmios que ganhei e agora divido com vocês! Eu passei por um longo período de depressão e tristeza, que me fizeram acreditar que eu não seria mais capaz de compor e produzir nada. Mas eu venci essa luta e o resultado é esse EP e tudo mais que está por vir após ele. Ele é só a ponta do iceberg”, disse o rapper.

    Pregador Luo também comentou sobre a escolha do repertório do EP: “A mensagem que estou passando nessas três primeiras músicas é direta e simples: Almeje mais, não se contente em ficar por baixo, VOE ALTO, mais alto que puder. Não se entregue aos problemas nem as coisas ruins que rondam sua casa, seu corpo e sua mente. Quando os problemas, as más tentações ou a morte espiritual ou das boas ideias vierem te assolar, diga: HOJE NÃO. E sejam gratos por tudo, pois a vida como um todo é um grande aprendizado”.

    Em dezembro passado, após mais de um ano de pausa na carreira por conta de uma depressão, o rapper apresentou a música “Girassol de Deus”. Na mesma data, o cantor também fez a estreia o videoclipe da faixa, dirigido por Lucas Martins.

    Também em dezembro, Pregador Luo fez o lançamento do álbum “Retransmissão (Ao Vivo)”.

     

  • Através de suas redes sociais, Pregador Luo  revela sofrer de depressão

    Através de suas redes sociais, Pregador Luo revela sofrer de depressão

    No sábado (23/06), o rapper Pregador Luo postou em suas contas no Facebook e no Instagram um texto e um vídeo revelando publicamente sobre o processo de depressão pelo qual está passando. Um dos motivos que desencadeou a doença foi durante a recuperação de uma cirurgia que o rapper fez na coluna, no final do ano passado.

    Milhares de fãs, seguidores e amigos apoiaram a iniciativa do rapper ao declarar publicamente a sua atual condição. Entre eles, o rapper Projota mandou uma mensagem ao amigo: “Mandando as mais positivas energias pra ti mestre! Você fez muito por mim e por todos nós aqui presentes. Conte comigo! Forte abraço”, disse o cantor.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicados em janeiro deste ano, 5,8% da população brasileira sofre de depressão. E entre os países da América Latina, o Brasil é o que possui maior número de pessoas nessa situação. Portanto, entendemos que essa atitude corajosa e transparente do Pregador Luo junto ao seu público, poderá ajudar muitas pessoas a enfrentarem esse problema de frente e superarem seus próprios desafios.

  • Jesséé Yatta e a cura da depressão

    Jesséé Yatta e a cura da depressão

    Era a terça-feira mais linda e ensolarada do ano, ele estava empregado, tinha uma casa enorme e era casado com a mulher dos sonhos, a amiga de infância que era sua alma gêmea. Tudo estava aparentemente bem, contudo Jesséé Yatta, um um jovem negro, de aproximadamente 1,85 de altura e um bom humor contagiante quase que diário, acordou e se deparou com um mundo cinza.

    A tristeza se fez presente e ganhou um espaço considerável em seu dia, a sua auto-estima foi  a zero. Ele estava visivelmente desanimado.

    Para a sua esposa, dias como esse, apesar de não serem comuns, não eram novidade, ela já havia participado de outros dias nebulosos ao lado do marido, que ficava extremamente irritado e desmotivado sem motivo aparente, não havia atividade que lhe trouxesse de volta ao mundo azul.

    Ela lembrou que certa vez, após um dia como o de hoje, o marido a orientou: – Pequena, caso eu fique assim novamente, ligue para Kashore Sadikifu. Ele saberá o que fazer.

    Enquanto o marido se dirigia para o banheiro, Jamila Harbuu, a jovem esposa, enviava um pedido de socorro via WhatsAssp para o amigo salvador da pátria.

    A mensagem dizia: – Caro Kashore, hoje Yatta acordou mal, precisamos de sua ajuda.

    Kashore tinha a mesma idade de Yatta, porém era muito mais baixo, tinha aproximadamente 1,65m de altura e nenhuma pessoa jamais o havia visto de mal humor. Entretanto as características da personalidade de Kashore iam bem além destas. O jovem era insuportavelmente animado a qualquer hora do dia ou da noite, e não sossegava enquanto não arrancava sorrisos dos amigos.

    Inacreditavelmente, cerca de 15 minutos após receber a mensagem, Kashore chegava à residência de Jamila e Yatta. Ele morava há 15 kilometros de distância.

    Enquanto isso, Jamila foi para o quarto das crianças e lá ficou, por uma hora. Quando saiu, o marido já não estava em casa. Havia saído com o amigo.

    Quando Yatta saiu do banheiro e ficou frente a frente com Kashore, sentiu raiva da esposa e uma vontade enorme de dar uma surra no amigo, simplesmente por causa do sorriso que ele carregava no canto da boca.

    Mas antes que Yatta pudesse demonstrar suas intenções, Kashore o colocou no carro e o levou para o campo de futebol, estava acontecendo a final do campeonato de várzea no bairro onde nasceram. Todos os amigos estariam lá.

    Contudo Yatta, apesar de não estar interessado em futebol ou qualquer outra prática esportiva, sabia que Kashore não desistiria, sendo assim acompanhou o amigo.

    Kashore disse: – Onde está sua chuteira Yatta?

    – Não vou jogar.

    – Porque não? Você é nosso zagueiro, nossa parede, nada passa por você, ainda mais com essa cara feia e mau humorada que você está hoje. 

    – Não vou jogar.

    – Então não joga. Vou fazer um gol pra você.

    Quando chegaram ao campo, muitos amigos já estavam bebendo cerveja, ouvindo música e comendo churrasco. Yatta não falou com ninguém. Para não ser mal educado, foi direto para a mesa ao lado do vestiário e sentou-se. Kashore pediu para dona Irene levar uma cerveja para Yatta, pois sabia que ele jamais a destrataria.

    Yatta, mesmo contra a vontade, bebeu um copo de cerveja e depois mais um. Aos poucos foi se aproximando dos amigos que estavam aos gritos, pendurados no alambrado. Derrepente Yatta já estava em campo, dando o sangue para vencer a partida, além de muita canelada nos adversários.

    O time do bairro venceu o campeonato, com muito esforço de todos os atletas e da torcida, mas com um gol inesquecível, do meio de campo, de bico, do zagueiro Yatta.

    Yatta saiu carregado pelos amigos, aos gritos de “É campeão”. Comemorou com os amigos até altas horas.

    Não lembra como chegou e nem a que horas chegou em casa.

    Acordou com uma dor de cabeça infernal, fruto da mistura de diversos tipos de bebidas alcoólicas. Yatta não bebia com frequência. Era a ressaca. Elas sempre eram cruéis.

    Yatta desce as escadas em direção à cozinha. Ele quer saber como chegou em casa e a única pessoa que pode lhe esclarecer esse mistério é sua esposa, que lhe recebe com um grande sorriso no rosto.

    Ele, ao ver o sorriso da esposa, lhe retribui com um outro sorriso e senta-se à mesa.

    “Nunca mais eu bebo”, diz Yatta.

    E a esposa responde: – “Você sempre diz isso”.

    E ele completa: – “Mas nunca deixe de chamar o Kashore, apesar de ele ser um baixinho insuportável, ele é a cura da minha depressão”.

    Ela conclui: – “Os amigos são”.

  • A Clássica Depressão em Transportes Públicos

    A Clássica Depressão em Transportes Públicos

    De segunda a sexta (ou de domingo a domingo para muitos) a rotina de acordar cedo, café rápido e correr pro ponto de ônibus é uma constante.

    Para driblar o tempo de viagem, que com o trânsito complicadíssimo se convertem em horas parados, existem as clássicas leitura de livro ou jornal, papo sobre meteorologia ou futebol com quem tá ao lado, celular com internet e fone de ouvido perto do volume máximo para se afastar ao máximo dessa realidade (essa ultima muito usada por mim). Mas mesmo com todos esses apetrechos tecnológicos ou sociais, as viagens de ônibus, metrô ou trem são uma espécie de sofrimento contínuo em que você ainda paga muito caro por ele.

    Vejo uma tortura, para além da social, a rotina nos transportes coletivos da grande rio. Vejo nos olhos dos passageiros uma melancolia que se confunde com cansaço que me entristece muito. As longas viagens são resultados de várias coisas que não funcionam. A vida não funciona bem. Tem que tomar o remédio, hérnia de disco, cortar o glútem.
    A pausa para a subida do deficiente físico causa a reflexão. Não consigo emprego, sou velho demais. Não consigo emprego, sou jovem não tenho experiência.

    Pense bem em quem votar! É simplista colocar a “culpa” (a la católica) em poder público, mas sempre pense bem em quem vai votar ou não votar.

    Mesmo com toda essa depressão, você sabe que num dia “x” do mês a sua conta bancária vai sorrir pra ti. Você dirá que tá tudo bem, que valeu a pena e que o trabalho dignifica o homem.