Tag: Einstein NRC

  • Einstein NRC lança álbum, nesta pandemia, sobre reflexões sobre a vida diante a finitude humana intitulado “Memento Mori”

    Einstein NRC lança álbum, nesta pandemia, sobre reflexões sobre a vida diante a finitude humana intitulado “Memento Mori”

    No ano em que completa 10 anos de carreira, depois de trabalhos como “Prelúdio, Martírio e Êxito” e “Profissional na Postura, Coração de Amador”, Einstein NRC lança o seu mais novo álbum, intitulado “Memento Mori” (“Lembre –se da morte”).

    O rapper e produtor musical iguaçuano foi infectado pelo vírus da COVID–19 em meados de 2020 apresentando sintomas graves da doença com sequelas em seu sistema intestinal. Ao encarar a morte mais de perto, na mente inquieta do jovem artista surgiram questões sobre o sentido da vida e a finitude humana.

    Produzido pelo estúdio Nojo Musical, “Memento Mori” é um projeto de 10 faixas com participações de vários artistas da Baixada como LC, Pharrá, Dudu de Morro Agudo, Onni, Átomo e GB Montsho. Já estão disponíveis no canal do Einstein NRC no Youtube as primeiras 5 faixas, entre elas estão “CoronaLivros”, “Idioma do Tempo” e “Hora de Dormir”. Além das últimas 5 faixas que serão disponibilizadas no próximo dia 11, ainda está previsto o lançamento de um clipe.

    Ouça: https://www.youtube.com/watch?v=tOs8iVta9Z4

     

  • Juventude e Mobilidade Urbana: mais de 06 horas para ir de Nova Iguaçu à Duque de Caxias e voltar

    Juventude e Mobilidade Urbana: mais de 06 horas para ir de Nova Iguaçu à Duque de Caxias e voltar

    Olá leitores do Portal Enraizados!!!

    Estamos de volta com mais uma matéria falando sobre Mobilidade Urbana. Na primeira, eu (Dorgo) e Beatriz Dias, afim de respondermos algumas questões relacionadas com a juventude e a mobilidade urbana, decidimos acompanhar três outros jovens que cortaram cinco cidades, em uma trajetória de mais de 40 quilômetros, em busca de uma nova experiência cultural. <<leia aqui>>

    Beatriz Dias e Dorgo
    Beatriz Dias e Dorgo

    A matéria de hoje tem a mesma dinâmica, mas com uma missão diferente: curtir o Rap Free Jazz, em Duque de Caxias.

    O Rap Free Jazz é um evento no formato de Roda Cultural, realizado pelo Coletivo FALA há dois anos, com o intuito de ser itinerante e levar os acontecimentos da Baixada Fluminense para a própria Baixada, através das artes.

    Caso queira conhecer melhor, pode conferir na matéria que escrevemos sobre o projeto.

    No dia 21 de outubro, rolou a edição do Rap Free Jazz com seletiva para o Duelo Nacional de MC’s, de onde saiu um representante da Baixada Fluminense. O evento aconteceu na Praça do Galo, no Parque Fluminense, em Duque de Caxias, e teve seu início ás 18:30.

    Nossos personagens neste artigo são:

    • Albert Paula (Einstein NRC), 21 anos, Mc e Beatmaker.
    • Camila Lemos, 22 anos, Produtora e empreendedora.
    • Victor Carvalho, 22 anos, Produtor cultural e técnico em eletrônica.

    A ideia desse artigo, assim como no último, é responder algumas questões relacionadas com a mobilidade urbana sob a ótica da juventude periférica, como opções de transporte, valor das passagens, estado de conservação do coletivo e segurança.

    Para que você possa se situar, o Parque Fluminense é um bairro do município de Duque de Caxias, com cerca de 13 mil habitantes, que faz divisa com o município de Belford Roxo. A Praça do Galo se localiza próximo a estrada do China, uma das principais vias do bairro, que fica a 23,6 quilômetros de distância de Morro Agudo, bairro mais populoso da cidade de Nova Iguaçu, local de partida da nossa jornada.

    As nossas opções de transporte eram:

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    1. Trem da Super Via, sentido Central do Brasil. Baldeação na estação Maracanã, novo trem sentido Gramacho e descer na estação Duque de Caxias e outra condução até a praça. Um trajeto total de 02:20 (duas horas e vinte minutos) de duração, com o custo de R$8,20 (oito reais e vinte centavos).
    2. Ônibus até a rodoviária de Nova Iguaçu. Ônibus da viação Flores “115-Duque de Caxias” até a Estrada do China e andar cerca de 05 minutos até a Praça do Galo, trajeto com 02:00 (duas horas) de duração e custa de R$7,80 (sete reais e oitenta centavos).
    3. Ônibus na Dutra (várias opções) até o “Posto 13”, com trajeto de cerca de 15 minutos. Ônibus da viação Flores “115-Duque de Caxias” ou o “116-Duque de Caxias”, também da viação Flores, até a estrada do China e andar cerca de 05 minutos até a Praça do Galo, num trajeto com 01:30 (uma hora e trinta minutos) de duração, com o total de 01:50 (uma hora e cinquenta minutos) custando R$8,60 (oito reais e sessenta centavos).[/padding]

    As principais metas desse rolé eram economizar e não chegar tarde no evento. Como a faixa de preço não diferenciava muito entre as opções, demos preferência ao tempo de viagem e fomos pela Dutra, por ser um trajeto mais curto e mais rápido.

    Saímos de Morro Agudo às 18:00 e esperamos cerca 40 minutos pelo ônibus, que demorou 25 minutos pra chegar ao Posto Treze, lá esperamos cerca de 01 hora pelo ônibus que nos levaria até o Parque Fluminense, num trajeto que durou cerca de 01:50 (uma hora e cinquenta minutos), tendo como tempo total da viagem 03:55 (três horas e cinquenta e cinco minutos), contrariando a estimativa de tempo apresentada pelas empresas de ônibus.

    O mesmo trajeto de carro leva em média 36 minutos de duração.

    O Einstein diz que “é muito complicado pra todo mundo circular, até mesmo dentro da Baixada Fluminense, pois muitas vezes temos que pegar 2, 3 e até 4 conduções pra chegarmos no local que desejamos. Se tiver sem dinheiro e precisar esperar um ônibus específico, pode ficar horas no ponto esperando”.

    Camila acrescenta a fala de Einstein dizendo que “não é uma experiência muito agradável, se você não tem dinheiro, perde o direito de ir e vir, que teoricamente seria um direito de todos”.

    Albert Paula (Einstein NRC), 21 anos, Mc e Beatmaker
    Albert Paula (Einstein NRC), 21 anos, Mc e Beatmaker

    Como já foi dito, escolhemos esse trajeto para poupar tempo, porém os atrasos e as estradas cheias de buracos tornam o percurso cada vez mais difícil e demorado.

    Quando perguntamos ao Victor sobre os obstáculos de transitar entre as cidades da Baixada Fluminense, ele comenta com humor “que tem vários obstáculos, literalmente”.

    “É muito complicado gastar cerca de R$20,00 com transporte estando desempregada, é uma situação muito difícil. O que culmina também na perda de muitas oportunidades de emprego, por conta das empresas darem preferência a pessoas que gastam menos passagem”, diz Camilla.

    A segurança é uma das maiores preocupações dos jovens que se aventuram para curtir eventos em outras cidades, o perigo que estávamos correndo com os equipamentos na rua acabou resultando na falta de dinâmica na hora de tirarmos algumas fotos, por mais que estivéssemos em grupo, o medo falava mais alto.

    Rap Free Jazz

    Para Einstein “o gasto não compensa, por que as ruas são muito danificadas, os transportes são de péssima qualidade, os horários são muito incertos e além de tudo isso, os passageiros sofrem com a falta de segurança”.
    “Não sei se mais policiamento nas ruas resolveria” comenta Camilla, em tom de descontração.

    Chegamos ao nosso destino com 01:55 (uma hora e cinquenta e cinco minutos) de atraso, já estava no segundo round da batalha de MC’s e mesmo assim valeu muito a pena. Vimos um representante da Baixada Fluminense levando a vaga para a seletiva do Duelo Nacional de MCs, além do show de Felipe Westt com a participação do Einstein.

    Victor Carvalho, 22 anos, Produtor cultural e técnico em eletrônica.
    Victor Carvalho, 22 anos, Produtor cultural e técnico em eletrônica.

    Próximo ao fim do evento, nos deslocamos um pouco e fomos até o fim da praça conversar sobre o tema abordado. Como ainda eram 03:30 da manhã conversamos com bastante calma, já que os ônibus só voltariam a circular às 05 horas da manhã.

    Camilla afirma que “os principais problemas de mobilidade são, além do valor alto das passagens, o perigo de transitar pelos lugares e a baixa rotatividade dos ônibus que, além de demorar, param de circular cedo muitas das vezes”.

    Ao ser questionado sobre a experiência de se deslocar de Morro Agudo até o Parque Fluminense (local onde aconteceu o evento) Victor diz: “Pô, a gente tem que gastar uma grana boa e ainda ficar no mínimo duas horas em condução, se eu tivesse carro, com certeza iria preferir transitar de carro, tudo bem que tem os problemas de trânsito e etc, mas o custo-benefício acaba compensando mais.

    Após cerca de uma hora de conversa fomos andando até o ponto de ônibus, e na saída da Praça encontramos uma menina que perguntou se estávamos indo para o ponto de ônibus, e ao afirmarmos ela perguntou se podia nos acompanhar, pois estava sozinha e com medo, fato que infelizmente já faz parte de nossas rotinas, ainda mais quando se é mulher.

    Chegamos no ponto de ônibus, mas dessa vez não esperamos muito, em menos de 10 minutos passou o primeiro ônibus para Nova Iguaçu, embarcamos e durante o trajeto, a cena cotidiana se repetiu, Beatriz foi assediada dentro do transporte público.

    Camila Lemos, 22 anos, Produtora e empreendedora
    Camila Lemos, 22 anos, Produtora e empreendedora

    Ao chegarmos em Nova Iguaçu, aproximadamente às 06:20 da manhã, esperamos mais uns 20 minutos até pegarmos o ônibus para Morro Agudo. Chegamos às 07:10 em casa.

    O rolé teve 13 horas e 10 minutos de duração, desde a hora que saímos de casa até a hora que chegamos, porém 06 horas e 15 minutos foram destinados ao deslocamento, o que é um absurdo se tratando de um trajeto que pode ser feito em menos de uma hora de carro.

    No final das conversas com cada um, os questionei sobre algumas soluções que segundo eles poderiam ser tomadas para melhorar o transporte público.

    Einstein acha que “a principal melhoria a ser realizada é a manutenção dos ônibus, que são precários e obviamente a passagem, que já ultrapassou o absurdo, porém o poder público deveria intervir nisso, fazendo algum tipo de fiscalização quanto ao serviço oferecido pelas empresas de transporte público”.

    Na opinião de Camilla “só aumentar a rotatividade dos ônibus já resolveria bastante coisa”.

    Para Victor as empresas deveriam disponibilizar mais linhas de ônibus, uma grade de horários melhor e seguida à risca”. Ele diz também que as empresas deveriam fazer alguma espécie de plataforma onde os passageiros pudessem acompanhar os ônibus, para saber o horário exato em que ele chegará ao ponto, evitando transtornos ao esperar os coletivos por muito tempo”.

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    Licença Creative Commons
    O trabalho Juventude e Mobilidade Urbana: mais de 06 horas para ir de Nova Iguaçu à Duque de Caxias e voltar. de Marlon Gonçalves, Beatriz Dias e Flávio de Assis, faz parte de uma série de reportagens sobre Mobilidade Urbana da 1ª Chamada Pública do Fundo Casa Fluminense e está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.

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  • Entrevista com Camila Guimarães e Higor Cabral da Pitanga Audiovisual

    Entrevista com Camila Guimarães e Higor Cabral da Pitanga Audiovisual

    Camila Guimarães e Higor Cabral são casados, pais de uma linda menina chamada Maria Flor e sócios em uma produtora chamada Pitanga Audiovisual, onde além de garantir o ganha pão, permite que coloquem em prática muitas ideias legais.

    Durante os últimos anos eles produziram muitos clipes de rap, principalmente dos MCs da Baixada Fluminense, onde destacam-se Marcão Baixada, Léo da XIII e Einstein. Em março eles ministrarão no Espaço Enraizados um curso totalmente experimental de audiovisual, com ênfase na produção de videoclipes.

    Aproveitando a oportunidade que tivemos, nós, da Hulle Brasil, fizemos uma entrevista pra lá de exclusiva com eles. Esperamos de todos e todas curtam muito!!!

    Hulle Brasil – O que é a Pitanga Audiovisual?

    Pitanga Audiovisual – É uma produtora criada por nós para que pudéssemos colocar pra fora tudo o que ficávamos pensando quando não tínhamos condição de ter uma câmera. Tudo mesmo.
    Buscamos sempre captar as imagens de forma artística, porém orgânica e visceral ao mesmo tempo. Gostamos de deixar fluir, sem muita firula. Prezamos pelo real até quando estamos fazendo algo mais controlado como um clipe. São nesses pilares que a Pitanga se apoia.
    Mas não se engane, no fim somos apenas um casal que adora fazer vídeos (risos).

    Vocês já produziram muitos clipes de rap, como começou essa correria na cena?

    Um belo dia fizemos um trabalho em um evento do Dia da Baixada. Foi um show com vários MCs no SESC Nova Iguaçu. Ali entrevistamos Marcão Baixada, Slow da BF, Dudu de Morro Agudo e muitos outros.

    A partir daí foi totalmente natural entrarmos nesse mundo. Além de começarmos a curtir de verdade o trabalho do pessoal, fomos aos poucos conhecendo mais a fundo cada um. Conhecemos o Enraizados e passamos a acompanhar a produção cultural da Baixada, coisa que a gente, morando aqui desde sempre, não conhecia.

    Ficamos muito próximos do Marcão Baixada e propomos a ele fazer um clipe. Porque como dissemos numa pergunta anterior, queríamos fazer, colocar pra fora. E estávamos curtindo de verdade o trabalho da galera. Ele aceitou e fizemos “Baixada em Cena” na guerrilha total, do jeito que a gente sempre faz, pois quase sempre a nossa condição e a do artista não permite uma produção maior. A partir daí muitas pessoas vieram perguntar sobre o nosso trabalho. Já fizemos outras coisas com outros estilos musicais, mas o rap predomina totalmente, pois já estamos inseridos na cena.

    A gente conhecia bem pouco sobre rap e fomos aprendendo enquanto fomos trabalhando dentro da cena. Isso foi incrível porque hoje o que mais toca em casa é rap.

    Quantos videoclipes vocês já fizeram?

    Nunca contamos, mas deve estar em torno de 10. Tem muita coisa já gravada que em breve estará na rua.

    É só rap? Porque?

    90% sim. Não nos limitamos. Mas por estarmos inseridos na cena acaba que rola muita indicação de um artista para o outro.

    Como surgiu a ideia de fazer esse curso de audiovisual com ênfase em videoclipe?

    A gente sempre pensou em fazer algo assim. Principalmente focando na produção em condições precárias, na guerrilha. Porque não adianta nada ensinar a trabalhar com equipamentos incríveis e numa produção que dificilmente as pessoas conseguirão participar no começo.

    Estamos há 4 anos nessa e fizemos pouquíssimas produções maiores como quando produzimos junto da Leila, do Eu Amo Baile Funk, e do pessoal do Apavoramento o clipe “Paradinha”, do MC Duduzinho. Não participamos da parte audiovisual do clipe em si, fizemos o vídeo de making of e a produção executiva e de set.

    E a ênfase em videoclipe é porque é a coisa que mais estamos fazendo nos últimos tempos, sem contar os trabalhos com casamento. Já temos uma boa bagagem em produzir algo sem muita estrutura e conseguir um resultado legal.

    Higor Cabral
    Higor Cabral

    Vocês são donos de uma produtora, não é contraditório formar pessoas que podem ser seus concorrentes?

    Não mesmo! Inicialmente pode parecer, mas além de podermos ter pessoas para poder trabalhar conosco futuramente, “formar concorrentes” é ótimo para aumentarmos a diversidade de coisas produzidas.

    Tem muita gente que gosta de esconder o jogo, não dizer como faz isso ou aquilo. Como conseguiu tal coisa. Não temos problema nenhum com isso. Estamos sempre trocando informações valiosíssimas com todos.

    Acho essa troca essencial para a evolução da cena audiovisual na Baixada. Tem muita coisa pra fazer em relação a vídeo. E outra coisa que pensamos muito é: – “Só 3 produtoras vão fazer todos os clipes de todos os artistas?”
    Não faz sentido algum, pois cada um tem uma estética e originalidade a oferecer.

    Como esse curso vai funcionar na prática? Tipo dias e horários, conteúdo e como serão as aulas?

    Vai acontecer do dia 15 ao dia 19 de março, das 16h às 20h. Cada dia será totalmente diferente do outro. No primeiro dia falaremos sobre a nossa forma de trabalho e viajaremos entre referências e nossos trabalhos antigos.

    No segundo dia conversaremos com Léo da XIII e Dudu de Morro Agudo sobre a música e veremos todo o norte para a produção do clipe de uma forma totalmente livre, nós não pensaremos nada sobre o clipe até o curso.

    Essa urgência será um diferencial para o curso também, teremos pouco tempo para resolver tudo. No terceiro dia definiremos tudo de roteiro e produção. A partir do quarto dia já estaremos filmando, editando e colorizando.

    Na outra semana faremos a conclusão do curso com uma festinha e exibição do clipe pronto.

    Porque a música O AÇO, do Léo da XIII?

    Já fizemos o clipe da música Novos Planos” do Léo da XIII e sempre fica aquele gostinho de quero mais. Um dia ele veio falar sobre fazer um clipe dessa música. E naquela mesma semana nós estávamos falando sobre finalmente colocar algo como um curso em prática. Aí juntamos tudo. Falei com o Léo que falaria com o Dudu sobre isso e aí a gente aproveitava e usava o clipe como um produto do curso. E já temos o artista para o próximo curso, será uma música ainda não escolhida do Marcelo Peregrino.

    Camila Guimarães
    Camila Guimarães

    Todo o processo de produção e concepção do videoclipe será coletivo, isso me parece complexo, pois serão muitas cabeças pensando coisas diferentes tanto para roteirizar, gravar e editar. Têm certeza que isso vai dar certo?

    Então, vai ser totalmente experimental. Na verdade vai ser como um exercício de criatividade. Com muitas cabeças pensando, tudo pode ser ótimo e horrível ao mesmo tempo. Mas acho que o mais legal do curso vai ser isso.

    Ver como podemos nos perder, pensar mil coisas impossíveis e depois colocar os pés no chão. Já que o curso tem a premissa de ser uma produção de custo quase zero. Penso nas pessoas saindo desse curso com a mente aberta e a certeza de que podem fazer tudo que quiserem.

    Vai ser um experiência completa pois teremos o clipe pronto no final. Isso é um diferencial sensacional para as pessoas verem que fizeram a diferença naquele projeto. Porque é assim mesmo que acontece, a pessoa que não é a roteirista do projeto dá a melhor ideia para o roteiro, o próprio artista dá a melhor ideia de direção, alguém do elenco acaba pegando a câmera e filmando.

    Aconteceu isso em “Psico” do Marcão, não conseguiríamos subir numa laje para filmar de cima, daí um dos caras do elenco filmou pra gente.

    O Espaço Enraizados ainda não está pronto, mas mesmo assim vocês decidiram fazer o curso no quintal, no chão de terra. Qual o motivo?

    Já estávamos com essa vontade a muito tempo. então queríamos fazer logo (risos).
    E um curso de audiovisual num quintal, embaixo de uma árvore, pisando no chão de terra, me parece uma belíssima ideia. Vai ser um ambiente informal e com uma produção feita na raça; Exataamente o que o curso propõe.

    Em breve a sede do Enraizados estará totalmente reformada e nós vamos usufruir de todo conforto e estrutura. Mas nunca podemos esquecer dos momentos difíceis, pois é exatamente nesses momentos que mora a genialidade e a criatividade de fazer algo único.

    Depois de 4 anos estamos com condição de alugar uma câmera melhor para os clipes, mas nem sempre foi assim. Precisamos saber fazer acontecer com tudo e com nada.

    Pitanga Audiovisual em ação
    Pitanga Audiovisual em ação

    Qual resultado vocês esperam com esse curso?

    Não esperamos um resultado imediato ou algo que mude totalmente quem participar.
    O que esperamos é mostrar uma perspectiva que talvez eles ainda não tenham enxergado sobre a produção audiovisual. As vezes a gente pensa que tudo acontece de uma forma mágica, mas no curso vão ver a quantidade de erros, problemas e gambiarras que precisamos fazer para tudo dar certo no final.

    Só assistir ao clipe não traz toda essa noção dos bastidores. É só assistir algum making of de um filme milionário de Hollywood que você percebe o quão complicado é, mesmo com milhões disponíveis.
    Então a ideia é o pessoal sair desse curso com uma ideia mais desconstruída do que é fazer um vídeo.

    E pro futuro, pretendem fazer outros?

    Com certeza! Temos várias outras ideias que em breve colocaremos em prática. A ideia vai ser sempre plantar uma sementinha que aos poucos vai brotar na cabeça da galera. De que dá pra fazer muito com pouco, de que é possível fazer as paradas acontecerem e no fim de tudo, poder conseguir algum dinheiro com isso.

    Se esperássemos ter algum dinheiro antes de fazer algo, não existiria 90% da classe artística aqui na Baixada. Temos que arrumar um jeito de fazermos antes pra conseguir algo depois. E as vezes isso pode ser bem depois.
    Inclusive esse curso de videoclipe já tem até outra edição, só não sabemos quando, mas vai ter.

    SAIBA MAIS

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