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  • DJ Dorgo se apresentará domingo (10), ao lado de grandes nomes do rap, em prol das vítimas das enchentes da Baixada Fluminense

    DJ Dorgo se apresentará domingo (10), ao lado de grandes nomes do rap, em prol das vítimas das enchentes da Baixada Fluminense

    Na última sexta-feria (01) uma tempestade colocou toda a Baixada Fluminense em estado de alerta, foram registradas enchentes em muitos bairros de Nova Iguaçu e Belford Roxo, inclusive em alguns lugares que nunca antes havia enchido.

    Pedro Bonn, produtor executivo do grupo Yoùn, convocou uma galera pesada para fazer um show beneficente no próximo domingo (10), às 14 horas, em Nova Iguaçu, para arrecadar alimentos e dinheiro para as famílias que foram vitimadas por essa enchente nas cidades de Belford Roxo e Nova Iguaçu.

    DJ Dorgo, cria de Morro Agudo, além de DJ, é poeta e MC. O jovem artista de 27 anos que vem se destacado na cena do hip hop e do SLAM, principalmente por ser um artista polivalente, é um dos grandes nomes dessa line de peso, que conta também com artistas como Black, De La Cruz, Ebony, King, Izrra, Zuleide, Kalebe, Big Jow e EOJ, além, é claro, do grupo YOÙN.

    Tudo foi organizado de forma muito rápida, por isso quem quiser obter informações em primeira mão, é melhor ficar ligado no perfil do projeto BXD Fortalece, no Instagram (www.instagram.com/bxd_fortalece).

    O ingresso para entrada no evento será em forma de donativos, então quem estiver interessado em curtir esses shows basta levar 2kg de alimentos não perecíveis ou 2 produtos de limpeza,  é importante dizer também que além dos donativos, todo o lucro obtido com a venda de bebidas será destinado às vítimas.

    DJ Dorgo

    DJ, produtor cultural, arte educador, poeta e mestre de cerimônia são as profissões exercidas por Dorgo, cria de Morro Agudo que carrega a Baixada em cada ato.

    Apesar de atuar em tantas frentes, Dorgo sempre foi DJ, foi como deu início a tudo que é hoje e a arte dos discos ainda é sua paixão.

    Siga: https://www.instagram.com/dorgodj

    SERVIÇO

    BXD Fortalece
    Quando: 10 de abril de 2022 às 14 horas
    Onde: Rua Ceará, 98 – Jardim da Viga, Nova Iguaçu, RJ
    Mais infos: https://www.instagram.com/bxd_fortalece

     

  • Petter MC faz vídeo comovente que mostra o depoimento de desabrigados de Nova Iguaçu

    Petter MC faz vídeo comovente que mostra o depoimento de desabrigados de Nova Iguaçu

    Pude acompanhar durante todo o dia as postagens de textos e fotografais do rapporter Petter MC, que esteve empenhado em mostrar para o mundo as condições que ficaram as ruas da cidade de Nova Iguaçu, mas precisamente o bairro de Morro Agudo, logo após o temporal.

    No final da noite Petter MC postou um video no youtube, e compartilhou nas redes sociais, mostrando o depoimentos de alguns moradores que perderam tudo durante a enchente e de outros moradores que não foram atingidos, mas que abriram suas casas com a finalidade de ajudar seus semelhantes.

    É um vídeo comovente!!!

    Leia uma das postagens de Petter MC no facebook:

    Na quarta-feira, 11/12/2013, a Baixada Fluminense foi atingida por fortes chuvas durante toda a madrugada, seguindo pela manhã. O resultado disso foi um número altíssimo de desabrigados, feridos e desabamentos por toda a região. Eu e Cristiane de Oliveira percorremos o bairro de Morro Agudo (Comendador Soares), em Nova Iguaçu e registramos alguns estragos causados pelas chuvas. Além disso, um grupo de pessoas se mobilizou para ajudar aos desabrigados, cedendo a casa e servindo refeições quentinhas.

    AS PESSOAS PRECISAM DA SUA AJUDA:
    São tantos os desabrigados que toda a ajuda possível é pouca. As pessoas precisam de quase tudo, desde comida a produtos de higiene pessoal. São crianças, mulheres, idosos, homens, deficientes.

    Para saber como chegar no Enraizados clique neste link: http://www.enraizados.com.br/index.php/contato

    Outras matérias referentes a enchente em Nova Iguaçu

  • Locais que estão recebendo doações e amparando os desabrigados de Nova Iguaçu

    Locais que estão recebendo doações e amparando os desabrigados de Nova Iguaçu

    Estamos atualizando, a medida que vamos recebendo, uma lista com os locais que estão recebendo doações e amparando os desabrigados de Nova Iguaçu.

    MORRO AGUDO
    CIEP 113 Waldick Pereira (recebe doações e ampara desabrigados)
    Estr. Cambucas, 600, Comendador Soares, Nova Iguaçu
    Tel: 21 3103 3576

    Movimento Enraizados (recebe doações)
    Rua Thomaz Fonseca, 508, Comendador Soares, Nova Iguaçu
    Tel.: 21 2768 2207 ou (21)7854-8438

    Quadra do Morro Agudo Futebol Clube (recebe doações)
    Rua Lafaiete Pimenta, 203, Comendador Soares, Nova Iguaçu
    Tel.: não informado

    Borges Materiais de Limpeza (recebe doações)
    Rua São Luís, 65, Comendador Soares, Nova Iguaçu
    Tel.: não informado

    Associação de Moradores Zumbi e Creche do Zumbi (ampara desabrigados)
    Rua Chico Mendes, nº 250, na Comunidade Zumbi dos Palmares – Morro Agudo – Nova Iguaçu

    AUSTIN
    Escola Livre de Cinema
    Rua Cândido Lima, 13 – Austin, Nova Iguaçu
    Tel.: 21 2763 7570 / 7738 3035

    CENTRO
    Vila Olímpica de Nova Iguaçu (recebe doações)

    Galpão da Antiga Frigopesca (ampara desabrigados)
    Rua Manoel Bolsas, nº 47 – Centro – Nova Iguaçu

    Casa do Capelão (ampara desabrigados)
    Rua Marly Barcelos, nº 115 – Caioaba (próximo ao Campo do Carioquinha) – Nova Iguaçu

    Fontes: Petter MC e Janaina Tavares

    Para saber como chegar no Enraizados clique neste link: http://www.enraizados.com.br/index.php/contato

    Outras matérias referentes a enchente em Nova Iguaçu

  • Quem é o culpado pela enchente? Eu sei e digo!

    Quem é o culpado pela enchente? Eu sei e digo!

     

    Quem sou eu para apontar um dedo e dizer que o prefeito é o culpado por tanto sofrimento na cidade?
    Sou um cidadão, que paga seus impostos em dia e se sente no direito de apontar não só um dedo, mas todos o seus dez dedos da mão e mais seus dez dedos dos pés. Sim, dos pés, porque sou bom nos “paranauê”.

    Vamos fazer uma retrospectiva rápida?
    A menos de um mês uma chuva forte, veja bem, eu disse chuva forte e não disse temporal, deu um baita prejuízo a um monte de gente aqui no bairro onde moro, inclusive eu tive prejuízos por conta de uma infiltração no “Estúdio Enraizados”. Muitos equipamentos molharam e eu nem sei ainda o tamanho do meu prejuízo, pois não deu tempo de ligá-los pra saber o que queimou e o que não queimou. Em momento algum eu culpei o governo municipal, estadual ou federal, pois eles não tiveram culpa mesmo, se eu tivesse que culpar alguém, culparia a minha senhoria, que por “mãodevaquice” contratou o pedreiro e o fez usar material de terceira. Nesse caso ela seria a culpada.

    A chuva chegou fortemente e os rios do bairro “quase” transbordaram. O rio Botas, que é o principal rio da região, ficou de água pelas beirolas. Aí é que entra o governo municipal. Onde as autoridades estavam que não viram isso, porque não drenaram o rio, porque não prepararam uma equipe para fazer uma drenagem no momento da chuva como foi feito na Tijuca? (Eu nem sabia que isso era possível, vi isso no jornal). Quero dizer com isso o seguinte, alguma coisa deveria ter sido feita, se não previamente, durante o ocorrido ou logo depois, mas nada foi feito.

    Dias depois veio a segunda chuva. Porradão. Inundou a cidade. Um monte de amigos, parentes e pessoas que eu não conheço, perderam móveis e eletrodomésticos que compraram em 12 vezes nas Casas Bahia, resultado do suor de muito trabalho. Pessoas estavam com água na cintura. Tentando salvar o que dava.

    Eu olhava aquela aguaceira pela janela da cozinha da minha casa e imaginava o desespero das pessoas que estavam na rua. Lembrei da minha infância, a casa onde moro hoje ficava quase submersa. Lembrei de uma enchente macabra em Jacarepaguá, eu tinha uns cinco anos de idade, lembro da minha familia desesperada tentando salvar suas vidas, porque a água minava pela parede e saia pelos buracos das tomadas.

    Eu imaginava as pessoas que estavam olhando a água invadir suas casas sem poder fazer nada. Eu comecei a orar por essas pessoas. Eu nem sou religioso, mas foi o que deu pra fazer na hora.

    Minha namorada ligou pra casa dela, onde sua mãe estava só. Minha sogra sem ter o que fazer, estava lá observando a água ultrapassar a barreira de tijolos que ela mandou um pedreiro fazer, prevendo as chuvas de verão. Ela previu, mas o prefeito não.

    Ela estava preocupada com a máquina de lavar roupas, recém comprada com muito sacrifício, e que ainda estava pagando a quarta parcela. Assim como refrigerador, o sofá e o fogão, comprados depois de muitos anos de planejamento. A solução foi pedir ajuda aos vizinhos e tentar colocar alguns móveis em locais teoricamente seguros.

    No dia seguinte ninguém foi ao trabalho, todos em mutirão tentando limpar o estrago feito pela chuva que trouxe lama com lixo e restos de animais. Foi um dia inteiro de limpeza dura.

    Tudo isso se passou e eu não fiz nenhum comentário nas redes sociais, não acusei ninguém, apesar de saber quem eram os culpados. Mas, eu, na minha quase ausente inocência, acreditei que algo estava sendo feito para evitar uma terceira enchente, pois a mãe natureza estava avisando em alto e bom som que da próxima vez rolaria até mesmo umas tragédias.

    Eis que em menos de uma semana depois tudo se repete. A cidade estava novamente despreparada para a chuva. As pessoas perderam tudo novamente. Passaram pelo mesmo desespero de dias atrás acreditando que daqui a alguns dias passarão pela mesma situação.

    Desta vez a água na casa da minha sogra estava na altura dos joelhos. Uso a casa dela como referência porque, além de ser uma das casas mais altas da rua, ainda tem uma barreira de tijolo, como eu já havia citado antes. Agora imagem vocês as outras casas em situação menos favorecida.

    A professora de Muay Thay do Enraizados me ligou hoje, novamente, dizendo que não poderia ir dar aula porque a casa dela encheu novamente. Eu só pude dizer aquela frase pronta: – Se precisar de alguma coisa me liga.
    Mesmo sabendo que ela precisava de tudo e de que eu nada podia fazer.

    Eu estava preocupado com o gerente do Espaço Enraizados que ainda não havia chegado, então liguei pra ele, que não me atendeu e me deixou ainda mais preocupado. Cerca de meia hora depois ele me liga, dizendo que havia acabado de chegar em Morro Agudo e que estava tudo alagado em Miguel Couto, bairro em que ele mora.

    As redes sociais foi o local onde o povo iguaçuano encontrou espaço para uniu suas forças para protestar contra esse governo omisso e elitista. Foi através das redes sociais que nós compartilhamos nosso sofrimento e tentamos ajudar os que mais necessitam através de campanhas de arrecadação de alimentos e roupas para os desabrigados.

    Eu aponto todos os meus dedos e digo que isso tudo é culpa do governo, culpa do prefeito que é o líder, o prefeito que não dá a atenção necessária a esta situação. Situação esta que vai continuar se repetindo se nada for feito. Quero que alguém me prove que estou errado, que minha acusação é sem fundamento. Não estou aqui para apontar secretarias A ou B, eu coloco todos no mesmo caldeirão, farinha do mesmo saco, pois o governo é um só e deve governar “com” e “para” o povo.

    Obs: Janeiro está chegando!

    Outras matérias referentes a enchente em Nova Iguaçu