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  • O Átomo e suas partículas

    O Átomo e suas partículas

    “O Átomo” é morador de Morro Agudo, em Nova Iguaçu (RJ), é rapper, e integra o grupo de rap cristão Ultimato à Salvação (U-Sal), além de desenvolver trabalhos solo. Recentemente, lançou seu primeiro compacto solo, intitulado “Nêutrons [Partícula N ° 1], que faz parte de uma triologia, que contará tambem com “Prótons[Partícula Nº2]” e “Elétrons[Partícula Nº3]”.

    O projeto tem o intuito de traduzir os sentimentos do rapper fazendo analogia ao Átomo. O disco conta com rimas e produções do próprio rapper; além de participação de outros artistas e scratches de DJ Orácio, um dos pseudônimos do rapper.

    Arte de “O Átomo”, desenvolvida pelo desenhista Luís Severino:

    Clique na arte da capa para fazer o download ou clique aqui.

     

    O disco foi disponibilizado para download pelo próprio rapper, mas você pode comprá-lo por apenas R$5 (oatomo@ymail.com). Valorize o artista.

    Ouça “Nêutrons”, faixa que dá nome ao disco:[soundcloud width=”100%” height=”81″ params=”” url=”http://api.soundcloud.com/tracks/20951013″]

    Tive a oportunidade de fazer uma rápida entrevista com o rapper, confira:

    Marcão: Como surgiu essa ideia de lançar “partículas”, uma triologia que faz analogias ao átomo?
    Átomo:
    Eu tinha muita letra escrita. Conforme eu ia produzindo ou algum parceiro me enviava alguma batida, eu ia gravando de forma desordenada. Depois de quase um ano eu tinha quase umas quarenta músicas prontas e como sou meio sistemático, arranjei uma forma de classificá-las; e a que achei mais interessante foi essa. Eu acho que tem haver com os nossos sentimentos, tipo: hoje eu tô feliz, triste, ou nenhum dos dois. Por isso nêutrons, prótons e elétrons.

    Como foi o processo de criação e produção do disco?
    O negócio de escrever e fazer batidas (principalmente escrever), é algo que sempre faço, independente de estar pensando num disco, ou não. Esse processo de criação e produção é constante. Depois que consegui comprar os equipamentos básicos para gravação, foi só acionar o “rec” e pronto.

    O disco conta com produções e rimas suas e de outros artistas. Quem mais colaborou?
    A faixa chamada “Narciso” foi produzida pelo grande Kapella, foi gravada em 2004, lá na casa dele. A outra é a “Analogias” que foi produzida pelo DJ Scooby, do Manuscritos, que na minha opinião é um dos maiores produtores do Brasil. E a “Anamorphosis” foi proeza do Cronista do Apocalipse (CDA), ele é lá de São Paulo, e é um dos que atualmente eu mais me identifico, principalmente pelo modo pouco convencional do seu trabalho. E pra fazer a música que dá nome ao disco eu tive a honra de ter rimando comigo, Slow… Eu acho que a primeira vez que eu o ouvi foi em 1998. No disco “Zoeira”, junto com o seu grupo, o Esquadrão Zona Norte. Eu tinha acabado de começar, e ele já rimava em alto nível, o que continua fazendo cada vez melhor.

    Quem ouve seus sons, nota referências literárias, de filmes e desenhos animados, como surgem essas referências em meio às suas composições?
    Eu procuro um meio de fazer com que a minha escrita fique interessante. Então pra que eu consiga levar minha mensagem ao maior número de pessoas possível, eu uso essas referências. Não é pra tentar agradar aos ouvintes, mas principalmente por serem coisas com as quais eu me identifico.

    Além das partículas, quais os outros projetos que você desenvolverá, futuramente?
    Estou colaborando para o EP do Marcão Baixada (eu, e DJ Orácio, com “O”). Depois finalizaremos o disco do “U-Sal”, pra ver se lançamos em dezembro ou em janeiro. O “Oxímoros”, que é um projeto que tenho com o Comuna, também tá em fase de finalização, assim como o projeto “Amálgama”, pelo Enraizados. Ano que vem sairá o CD do “Vocábuluz”; é um coletivo que conta com os grupos U-Sal e AMP (Associação Manuscritos de Poesia). Quem sabe mais alguma coisa do “Clube dos Cinco”… Esse coletivo é composto por DMA, Léo da XIII, Petter MC, Wilson Neném e eu. Acho que é só. Se Deus assim permitir.

    Átomo, gostaria que deixasse uma mensagem para os leitores do portal enraizados?
    “Maldito torcicolo, nos comparamos somente com quem tem mais. Mas além do nosso nariz há dois polos. E vários em condição bem pior lá atrás.” Para de se queixar, Deus é bom. Acredite.

    Saiba mais sobre seu trabalho:
    http://myspace.com/oatomo
    http://myspace.com/ultimatoasalvacao
    http://myspace.com/produsal

     

  • Grafiteiro carioca participa de atividades em Brasília

    Grafiteiro carioca participa de atividades em Brasília

    Paulo Vinicius, mais conhecido como “NexTwo”, grafiteiro, desenhista e arte-educador, já ministrou oficinas e desenvolveu diversas atividades na sede do Movimento Enraizados, em Morro Agudo, Nova Iguaçu (RJ).

    Em maio de 2011, NexTwo foi á Brasília (DF), ficou hospedado na casa de um amigo, o grafiteiro RDoze. “Agradeça a ele por mim, na matéria, o moleque é show.”

    Next circulou por várias cidades, onde deixou sua marca registrada em telas e muros. Passou pela Samambaia, Norte e Sul. Tambem visitou Goiás, e ministrou oficinas, juntamente com o RDoze.

    “Conheci mais amigos que fortaleceram lá, como Odrus Pena, Wow, Guga, Baigon e outros. Fiquei 15 dias, mas ainda foi pouco.” – afirma o grafiteiro, que participou de muitas atividades por lá.

    Participou de um Sarau no CCBB com Rdoze e Miah, com uma pintura ao vivo, e exposição, além de conceder entrevista para o jornal online da UNB. E também auxiliou nas filmagens de pinturas nas eliminatórias “Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, do “Red Bull BC One”.

    Nextwo diz que a cena é muito boa, e que os amigos da VT, da DF Zulu, da Colors e outros mais representam, e que além de gandes amigos, são ótimos pintores. “Agradeço a todos eles pelo rolé, foi muito bom. Tenho eles como uma nova família.”

    Saiba mais sobre o trabalho do Nextwo. Entre em contato com ele através do Facebook.

    Nextwo, tambem fez registros fotográficos do seu trabalho e do trabalho de seus amigos em Brasília e você pode conferir na galeria abaixo:

     

     

     

     

     

     

  • Da Zona Norte à Cuba! Entrevista com André Zovão

    Da Zona Norte à Cuba! Entrevista com André Zovão

    André Zovão, vocalista da banda de rapcore Antizona, e grande amigo do Enraizados, fala com exclusividade ao nosso Portal, sobre música, sobre a banda e sobre as viagens à Cuba, onde a banda participou do Festival Rotilla em 2010, e  do prêmio Puños Arriba, em 2011. Confira a entrevista:

    Como foi seu envolvimento com a música?
    Então, quando tinha uns 8 pra 9 anos, morava em Vaz lobo e tive a sorte de ter um DJ como vizinho… DJ Alex… que todas as tardes botava as caixas na janela dele e obrigava praticamente toda vizinhança a ouvir as mixagens dos funks olds; com o tempo comecei a dançar e a dança que mais me chamava atenção e que acabei praticando um bom tempo foi o break, influenciado pelo Michael Jackson na época. No programa dos trapalhões dancei menorzinho, num quadro da época que eles usavam uns casacos florescentes, ainda vou conseguir esse arquivo.


    Quais são suas influências?

    Os funks do final da década de 80 e início de 90 como: Buffy, College, Connie, Gigolo Tony, Gucci Grew, Hassan, Lay Zon, Shana, Trinere, Freestyle etc. Minha coroa me apresentou Barry White, Bezerra da Silva, Alcione, Tim Maia, muito Tim Maia…
    Aprendo muito com: Beatles, Sabotage, Bob Marley, Gabriel o Pensador, Black Rio, Black Alien, Augustos Pablo, Racionais, Chico Buarque, A Tribe Called Quest, Felá Kuti, Pixinguinha, Sepultura, Cartola, Estelle, Nação Zumbi, Prodigy, De Fala, Câmbio Negro, Faces do Subúrbio, Planet Hemp, Pavilhão 9, Serial Killer HC, Esquadrão Zona Norte, RATM. Vish, se deixar, vou até amanhã aqui (risos)…

    Como aconteceu sua integração ao Antizona?
    Com 15 anos, morando no Lins, conheci a nata da vagabundagem do Méier, a galera do skate, tatoo, som, etc. Tudo era novidade, até que conheci um louco chamado Taz (ex-baixista do AZ), me convidou pra fazer uma participação no show da banda dele que ia rolar no extinto Garage, na Rua Ceará e tal, só que até então, eu nunca havia subido no palco na vida e a primeira vez que subi foi pra cantar “Killing in The Name” do Rage Against The Machine, no Garage e a banda era o ANTIZONA. Depois da participação os caras me convidaram na hora pra ser vocal da banda e assim comecei.

    André, juntamente com o Antizona, você participou de muitos festivais, e abriu um show do Planet Hemp. Nesses momentos, se sentiu com uma grande responsabilidade?
    Aumenta um pouco a adrenalina, claro, mas isso é bom, pois te motiva a se superar. O AZ sempre foi e sempre será, uma grande responsabilidade, independente do show, gravina etc. Procuramos trabalhar sempre com muito foco e amor.

    O Antizona passou a circular em espaços de movimento social, pra você, como foi essa experiência, de alcançar outro público?
    Bom, quanto mais público nos ouvindo, melhor, então, com certeza foi muito favorável pra nós… Tocamos em eventos importantes como o 11° aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente e eventos do MST, nos arcos da Lapa; Nossas letras na época eram muito mais radicais e por isso muitos ativistas se identificavam… Nosso DJ, Fabio ACM,  já trabalha com projetos sociais há muitos anos e não tinha como ficarmos de fora dessa, foi quando rolou a gravação do disco do projeto “Hip Hop pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, o AZ contou com a participação de vários MCs ( DMA, Léo da XIII, Slow, Airá, Poetas de Ébano, MR Bocca, Eddy MC, WF, eu, Cacau Amaral e Opanijé). O AZ assina a produção musical desse disco que não tem finalidade comercial e sim educacional.

    Nessa caminhada do Antizona, foram lançadas muitas Demos, mas como foi gravar o 1° disco oficial?
    Depois de 6 demos, gravar o primeiro disco deu uma sensação de alívio, foi muito satisfatório ouvir nosso som bem gravado, mixado, masterizado e prensado. Você passa a existir de verdade quando lança um disco à vera.

    Você visitou Cuba duas vezes, Foram muitas realizações, em 2010, o Antizona tocou no Rotilla, gravou videoclipe; em 2011, foram convidados pra premiação de Hip-Hop Puños Arriba, como foi essa experiência?
    Foi incrível ver como o Hip Hop é forte em Cuba, em 2010, quando tocamos no festival Rottila, ficamos de cara quando vimos praticamente 10 mil pessoas cantando todos os raps dos Los Aldeanos (principal grupo de rap cubano). Esse ano o Puños Arriba nos apresentou um leque de talentos no rap cubano, como o grafiteiro Lazaro, que só pinta com spray, quando recebe doações de grafiteiros de outros países, pois em Cuba não existe spray, então ele pinta com pincel, rolo e as artes dele são de altíssima qualidade. No Rap, Doble Filo (ganhou 5 prêmios), Kausa Justa, Esquadron Patriota, a grande premiada da noite, Danay Suarez, El Discípulo, Carlito Mucha Rima e o maior produtor e MC cubano, Papa Humbertico. A banda que juntamente com os DJs, fizeram vários arranjos na linha do The Roots para os MCs rimarem. Outra coisa que nos chamou atenção na premiação foi a categoria: “Melhor Introdução”, e toda organização do evento, o  Matraka Produções, que foi impecável na organização.

    Confira o videoclipe da canção “Siga Seus Passos”, gravado em Havana, Cuba:
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=QoznKzKQxio’]

    Ainda em Cuba, o Antizona, juntamente com Slow da BF, Papá Humbertico, El Discípulo e Carlito Mucha Rima, gravou a canção “Ponha a Mão Pra Cima“, como foi essa experiência, de fazer um som com MCs cantando em outro idioma?
    Slow é um grande MC, irmão, aliado nosso e merece todo respeito, esse som não foi o primeiro, nem será o último que gravaremos com as rimas dele, se Jah quiser. Nós assistimos o ensaio da premiação um dia antes no teatro América em Havana e assim que encerrou o ensaio dos caras, Passamos no posto, compramos umas Bucaneros (cerveja) e partimos pro home estúdio Real 70, do Papa Humbertico em Havana. Chegando lá, ele mostrou uns 10 beats diferentes, escolhemos o do DJ Maro King, de Barcelona e começamos a ouvir, ouvir.. até que tive uma idéia pro refrão, mostrei, aprovaram, aí o El Discípulo já concluiu o refrão comigo e cada um escreveu sua estrofe na hora, “como manda o figurino” (risos). A gravação começou umas 2:30 e terminou 8 da matina. Na saída, pra chegar até a estrada pra conseguir condução, tivemos que andar uns 3 KM, geral viradão, mas valeu a pena, Os Caras são muito criativos.

    Quais são as ideias e os projetos pra 2011?
    No momento estamos ensaiando com o novo baterista Wagner Nascimento e estamos aproveitando para rearranjar algumas músicas, preparando um show mais compacto; pré- produzindo nosso próximo disco, estamos compondo, fazendo shows, divulgando o som “Ponha a Mão Pra Cima”, de todas as maneiras virtuais possíveis, o som “Buscando” e “Tatoo” que conta com a participação do Fábio Broa (RZN), já estão disponíveis pra download na internet e estarão no nosso próximo disco que deve ser lançado no início de 2012 com muitas novidades e participações. Tudo que rolou em Cuba esse ano foi filmado e fotografado,  em breve vai rolar um documentário pra vocês.


    Zovão, valeu pela entrevista, gostaria que deixasse uma mensagem para os leitores do Portal Enraizados…
    Rapeize do Enraizados, antes de mais nada gostaria de parabenizar todos vocês pelo trabalho educacional e cultural que vocês realizam aí no Enraizados. É uma honra poder oferecer um pouco da nossa história e da experiência vivida em Cuba.  Gostaria também de agradecer aos meus irmãos do AZ que tão fechados comigo sempre: DJ e Percursionista Fabio ACM, guitarrista Fabinho Teixeira, baixista Renato Horácio, baterista Wagner Nascimento, ao coletivo onde o AZ surgiu, que é a ZN Máfia e a todos que tiveram paciência pra ler a entrevista, muito obrigado e quem quiser saber mais sobre o Antizona é só ir em www.bandaantizona.com ou www.reverbnation.com/antizona Que o enraizados seja eterno!

    O Antizona será uma das atrações da 3ª edição do Mixtureba Enraizados, que acontecerá dia 27, no Espaço Cultural Sérgio Porto, que fica na Rua Humaitá, 163 – Humaitá Rio de Janeiro – RJ.

    Faça contato com o Antizona. Contato para shows: contato.antizona@gmail.com ou 9103-3570  (Fábio ACM).

  • A Fórmula Mágica, com Duda Break

    A Fórmula Mágica, com Duda Break

    Ainda adolescente, se envolveu com a cultura Hip-Hop. Entrou numa roda de break, sem ao menos saber um movimento. Hoje, é Bboy, arte-educador, membro da Zulu Nation. Lidera a Baixada Break Boys Hip-Hop (B3H2) Crew, integra o Grupo de Break Consciente da Rocinha (GBCR), organiza eventos e é um dos principais representantes da cultura hip-hop, na Baixada Fluminense. Confira a entrevista com o Bboy Duda:

    Marcão: Como foi seu envolvimento com a cultura hip-hop?
    Duda:
    Começou curtindo Bailes Funk e Soul, dos 13 aos 16 anos. Comecei a ter inspiração vendo vídeos de rap, como Vanilla Ice e Will Smith. Primeiramente, foi através da música. E depois, com 17 anos, que eu fui freqüentar um baile, perto de casa, eu estava vendo uns caras dançando e perguntaram se eu sabia dançar, e eu disse: “Sei, sei”. E o cara me empurrou pra roda, e disse “Então Vai!” (Risos). Aí eu inventei algumas doideiras, tipo se contorcer todo. Nisso, comecei a dançar. Com 17 pra 18 anos, comecei a freqüentar a Fundição Progresso, onde fiz contato com os Bboys Faísca e Fumaça. Foi o primeiro contato que tive com eles. Onde eu conheci, o Manu, Edu, galera do Fator 4, o Luck, do GBCR, Lúcio Pedra, Aval, do GBCR tambem. E assim passei a ter contato direto com o break, através dessa galera, entre 97/98.

    Como foi sua iniciação nos campeonatos e batalhas?
    Foi no “boca a boca”, a galera falava: “Vai ter evento tal!” E a gente ia. Eram batalhas que rolavam no SESC de Madureira, no SESC de Meriti, Nova Iguaçu. Ás vezes nem conhecia, mas participava, pra conhecer a galera, e saber mais sobre o que era a competição, “conhecer o terreno”.

    Como Surgiu a B3H2 Crew?
    Quando eu estava me iniciando no break, em uma festa de colégio, conheci um grupo de Street que tinha 2 Bboys e 2 Bgirls e  houve uma apresentação em que eu dancei junto com eles. E tentei fechar com eles, era mais perto e viável. Nisso a gente combinou de ir pra uma festa de rua, abrimos uma roda de break, as pessoas começaram a ver e gostaram. E ficamos nessa brincadeira, uns dois anos, organizando rodas em festas. E nisso o apresentador de uma das festas, nos intitulou como “Saga dos Bboys”. Foi a primeira formação que tínhamos como um grupo, pois éramos vistos como um grupo. Depois desse tempo, ficamos mais um ano ou dois, onde através dos “irmãos Schneider’s”, conheci o Slow da BF. Me apresentaram a ele, para poder participar, de batalhas e eventos, e ficamos nessa por mais 2 anos, participando de batalhas e eventos. Depois disso, o Slow, teve a ideia de colocar o nome do grupo de Baixada Break Boys Hip-Hop. A fórmula do Hip-Hop (B3H2). O Slow falava que “Baixada-Break” é a fórmula da cultura hip-hop. E através do nome, ficamos conhecidos pelos grupos mais antigos e fizemos parcerias com eles, grupos como BR Break, Elemento Surpresa, GBCR, Grupo New Boys, Republic Rap e Posse 471, e outros grupos antigos, de Caxias, e os amigos, que sempre estavam juntos conosco, o Wagner Bio, e Bia Popping.

    Como aconteceu sua integração a Zulu Nation?
    Desde que o Slow apadrinhou o grupo de B3H2 Crew, eu acredito que a Crew é parte da Zulu, como falei da fórmula do Hip-Hop “B3”, isso causa impacto. Mesmo o grupo como um todo, não tendo o certificado, nós levávamos a mensagem da Zulu. Lembrei de uma coisa que o Afrika Bambaataa costuma dizer, de que você não precisa ser DJ, grafiteiro, Bboy e nem rapper. Só de conhecer a cultura hip-hop e estar presente nos eventos, você já faz parte da cultura hip-hop, através do 5° elemento, que é a consciência, o conhecimento.

    Em São João de Meriti, você é um dos organizadores da Cypher Meriti, o que são as Cyphers?
    Cypher, na minha concepção é um encontro, onde se reúnem todos os elementos da cultura hip-hop, com a comunidade, e com o local em que acontecem. É como se fosse um movimento de protesto, dizendo que precisamos de diversão, e não temos um espaço pra diversão. Não adianta ter uma praça, uma lona, se não existirem eventos que possam reunir a comunidade com as pessoas que praticam atividades culturais.

    Pra você, como anda a cena do Break na Baixada Fluminense?
    Em alguns municípios da Baixada, tem grupos que estão crescendo, e outros que estão no anonimato. Eu não vejo muita integração entre os municípios, geralmente, as pessoas se reúnem apenas quando tem batalhas. Junto com a B3H2, temos o objetivo de nos reunir com outros grupos e organizar cyphers em outros municípios.

    Você tambem é arte-educador, ministra oficinas em vários projetos. Como é compartilhar isso com outras pessoas?
    É sestressante, mas se torna uma coisa prazerosa (Risos). Porque no começo, você ensina a uma pessoa que não teve envolvimento com nenhum tipo de dança, mas com o tempo, a pessoa consegue seguir aquilo. Como educador, é legal, porque do mesmo modo que você aprendeu, você passa pra outras pessoas, e começa a lidar com o ser humano, conhecer o estilo, cabeça, pensamento de cada um, e mesmo você não fazendo curso, mesmo não querendo, você acaba entrando na área pedagógica.

    Se não fosse B-Boy, que carreira iria seguir?
    Trabalharia na área do telemarketing ou administração. Mas mesmo assim, conheço executivos que dançam, então, mesmo trabalhando em outra área, não deixaria o break de lado.

    E quais são as ideias, objetivos e projetos pra 2011?
    Esse ano tá rolando o Projeto “Cultura em Ação”, executado pela Subsecretaria de Cultura e Educação de São João de Meriti, que é um projeto, em que ocorrem várias ações, cinema, teatro, poesia, hip-hop, artesanato. São 6 meses de duração, e além de ter oficinas tem o chamado “Prata da Casa”, onde se executa um trabalho, e desse trabalho, artistas são selecionados para um dia de show, onde se apresentam. E tambem os festivais. O Cultura em Ação é dividido em Oficinas, Pratas da Casa e Festivais. Esse ano eu vou desenvolver um festival de dança através do projeto. Tambem vamos organizar as Cyphers e Workshops.

    Duda, valeu pela entrevista, gostaria que deixasse uma mensagem para os leitores do Portal…
    Gostaria de mandar um Salve pra toda a galera, dos 13 municípios. E a galera que estiver a fim de trabalhar conosco, que estiver interessada em saber mais sobre a Cypher Meriti, é só entrar em contato ou pesquisar nas redes sociais.

    Saiba mais sobre a B3H2 Crew e a Cypher Meriti:
    cyphermeriti@hotmail.com

  • DeDeus MC lança clipe e marca mês dos trabalhadores

    DeDeus MC lança clipe e marca mês dos trabalhadores

    Lançado hoje, o primeiro videoclipe da DeDeus MC faz alusão à condição do trabalhador brasileiro e desafia o machismo do rap.

    Destino. Foi assim, sentindo o próprio, que DeDeus MC pensou em fazer a música e o videoclipe que chega hoje às ruas.

    Com direção de Mel Duarte, o material audiovisual marca o primeiro ano de carreira da MC que tem três sons gravados e conquista pelo diferencial de uma voz marcante e uma música crítica.

    Em alusão ao Dia do Trabalhador – comemorado em 1º de maio – o videoclipe traz a batalha do dia-a-dia dos trabalhadores brasileiros, a situação política do país e como o refrão diz: “Medo de falar? Não!”

    Filmado durante seis dias por vários cantos de São Paulo, como o centro da cidade, o Ibirapuera e o Beco da Saudade, na zona norte, o clipe destaca tema e imagens fortes, que mostram a DeDeus MC pronta para arriscar e passar a mensagem.

    Quem aprova e comenta o trabalho é Julia Rocha, que na sexta-feira (29) foi de Campinas para São Paulo apenas para assistir ao pré-lançamento do clipe na Rinha dos MCs. “Acho muito bom ver o trabalho dela, que é mulher, fazendo isso, dando a cara a tapa, sem medo”, diz.

    Já o rapper Mamuti elogia a postura da MC após ter visto o clipe também no pré-lançamento. “É bem loco. Como diz o poeta: é um tapa na cara da sociedade, porque o rap é um movimento machista e acaba sendo racista às vezes e ela chega metendo o pé na porta, dizendo que não tem medo de nada. Pode vir, que estamos pro que vier”, define.

    Confira o videoclipe “Destino”, da DeDeus MC:
    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=xT0s40Zi2WM’]

    Exibições

    Além do lançamento oficial pela internet, o clipe será exibido hoje no Cineclube Luz, Câmera e Reflexão da Cia. Bella de Artes em Poços de Caldas. Isso acontece porque o ciclo envolve documentários e o primeiro deles é o “Favela Rising” que trata justamente do cotidiano na periferia, assim como o clipe.

    Já no próximo dia 10 de maio o clipe será lançado no Sarau Suburbano Convicto, promovido por Alessandro Buzo e que nesta próxima edição inova com o projeto Super Tela, que deve acontecer uma vez por mês para exibir curtas, documentários, filmes e clipes.

    Links:
    Depoimentos do pré-lançamento: http://youtu.be/TTO_xEs0YWA?hd=1
    Teaser do clipe: http://youtu.be/-l7MYS_QOpo?hd=1
    Blog: http://dedeusmc.blogspot.com/
    Mypace: www.myspace.com/dedeusoficial
    Twitter: @DeDeusMC

  • Rádio Enraizados WEB – Primeiro programa de 2011 é um sucesso

    Rádio Enraizados WEB – Primeiro programa de 2011 é um sucesso

    A Rádio Enraizados WEB fez um grande sucesso no ano de 2010 e promete repetir a dose em 2011. Com um grande toque de evolução, claro. Hoje, dia 07 de Janeiro, tudo parecia estar dando errado por conta da nossa conexão com a internet. Contudo, a equipe é muito eficaz e rapidamente encontrou uma solução.

    Os equipamentos foram transferidos para outro estúdio, o de produção e gravação de músicas. Chegando lá aproveitaram a internet Wi Fi do Espaço Enraizados e, assim foi possível realizar na íntegra o primeiro programa ao vivo de 2011.

    O ano começou com novidades: o programa traz uma nova estrutura de apresentação e quadros novos como o “Notícias Bizarras” que replica fatos inusitados que acontecem pelo mundo a fora publicados em outros veículos de comunicação da WEB.

    O quadro de apresentadores permanece o mesmo com DMA (@dudumorroagudo), Petter MC (@PetterMC), Léo Da XIII (@LeoDaXIII), Marcão Baixada (@marcaobxd), Diamante MC (@diamantemc) e Kokaum.

    Quem não teve a oportunidade de ouvir o programa ao vivo, na sexta-feira, poderá, toda semana ouvir o podcast da gravação no Portal Enraizados. Além de ter acesso as fotografias tiradas dentro do estúdio com – e por – membros da equipe.

    OUÇA O PODCAST DO ÚLTIMO PROGRAMA:


    Ouça a Rádio Enraizados WEB 24hs no ar em www.InRaiz.com.br .

    Todas as sextas-feiras, das 14h as 16h programa ao vivo com entrevistas, debates, enquetes, notícias da cena cultural, rap nacional e muito mais.

    VEJA AS FOTOS:

  • Rádio Enraizados WEB: 1º programa de Dezembro

    Rádio Enraizados WEB: 1º programa de Dezembro

    A Rádio Enraizados WEB, apesar dos contratempos, foi um grande sucesso em sua primeira edição no mês de Dezembro. Estamos fechando o ano, e são muitas as expectativas pro ano de 2011.

    No início, tudo parecia estar dando errado, com a instabilidade da conexão com a rede, o que fez o nosso streaming ser interrompido por duas vezes. Entretanto, a equipe foi hábil e ágil para resolver o problema e não deixar os ouvintes na mão, afinal, são centenas e mais centenas espalhados pelo mundo ouvindo a programação ao vivo, todas as sextas.

    Não tivemos entrevistado, porém, tivemos a visita da Rafaela (GESAC) que veio conhecer de perto o trabalho na Rádio Enraizados. Ela brincou e perguntou até se tinha vaga para trabalhar conosco. Saiu de lá maravilhada com a nossa tecnologia e maneira underground de fazer um programa de rádio, sem deixar a desejar na qualidade.

    Kokaum, trouxe mais uma de suas músicas engraçadas e tirou risos de todos no recinto e ouvintes em casa. Ele afirmou ter recebido uma cura milagrosa e estava bem feliz, cantando e comemorando ao vivo na rádio. Estava tão quente que o ar condicionado não estava atendendo a demanda, daí, o pessoal teve que se refrescar bebendo um bom refrigerante bem gelado e continuar mandando “V” no programa.

    Rádio Enraizados WEB, não há distância que nos separe!

    Acesse e ouça agora mesmo: www.inraiz.com.br

    GALERIA:

  • De Ponta a Ponta: Produto feito InRaiz

    De Ponta a Ponta: Produto feito InRaiz

    por Petter MC e Marcão MC

    Na última sexta-feira, dia 08 de Outubro, o estúdio  Enraizados recebeu os MC’s Petter, Marcão  e Léo da XIII, para realizar a gravação do rap tema do Pontão Preto Ghóez Juventide Digital. O Pontão é executado pelo Movimento Enraizados e oferece suporte aos pontos de cultura do Rio de Janeiro, capacitando-os a trabalharem com software livre nas áreas de produção de áudio, audiovisual, edição gráfica, videorreportagem, programação de WEB e metarreciclagem.

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