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  • GT-RJ representa e fortalece a cultura em Brasília

    GT-RJ representa e fortalece a cultura em Brasília

    Com rimas afiadas e ideias firmes, representantes do Hip Hop carioca mostram que a cultura Hip Hop é a ponte para a transformação social e política

    Nos dias 29 e 30 de novembro de 2024, Brasília respirou rima, ritmo e resistência com o Seminário Internacional da Construção Nacional do Hip Hop. Representando o Rio de Janeiro, oito vozes marcantes do movimento cultural mais revolucionário do planeta levaram suas histórias, perspectivas e desejos para o futuro do Hip Hop. O evento não foi só um marco, mas um grito de união, organizado para construir políticas públicas e fortalecer uma cultura que há 50 anos transforma vidas.

    As vozes do GT-RJ

    De Cabo Frio à Lapa, da CDD à Baixada Fluminense, do basquete de rua às batalhas de rima, os representantes do GT-RJ têm trajetórias que misturam arte, educação e transformação social. Conheça quem são algumas dessas lideranças e o que pensam sobre o impacto do seminário.

    Taz Mureb – MC e porta-voz da resistência do interior

    Primeira colocada no edital do Ministério da Cultura na região Sudeste, Taz Mureb, de Cabo Frio, é MC, produtora cultural e uma das vozes mais marcantes do GT-RJ. Para ela, o seminário é um divisor de águas para a cultura Hip Hop no Brasil.

    “O seminário é um marco. Estamos institucionalizando o Hip Hop como política pública cultural. É mais que música ou dança, é um movimento sociocultural e político. Aqui, a gente abre diálogo com órgãos do governo, empresas e até frentes internacionais. Sonho com o Hip Hop sendo ferramenta de promoção cultural no Brasil e no exterior. É o começo de algo muito maior.”

    Taz destacou também a importância de criar um legado para as próximas gerações: “Precisamos transformar iniciativas locais em políticas nacionais e mostrar que o Hip Hop pode mudar o Brasil. É isso que estamos construindo aqui.”

    DJ Drika – O coração pulsante da Baixada Fluminense

    Adriane Fernandes Freire, ou DJ Drika, carrega a Baixada Fluminense no peito. Fundadora da Roda Cultural do Centenário, ela e sua equipe levam os quatro elementos do Hip Hop para as favelas de Duque de Caxias há seis anos.
    “Estar aqui no seminário é histórico. É uma vitória da cultura periférica, uma chance de dialogar com o governo e fortalecer o que já fazemos nas comunidades. A cultura Hip Hop precisa de apoio contínuo, e eventos como este abrem caminhos para que nossas vozes sejam ouvidas.”

    Drika enfatizou que o Hip Hop não é só arte, mas também resistência: “Nosso movimento nasceu para transformar. Com a parceria do governo federal, podemos ir mais longe e impactar mais vidas.”

    MC Rafinha – A força da união

    Parceiro de Drika na Roda Cultural do Centenário, Rafael Alves, o MC Rafinha, é um mestre de cerimônias que acredita na força coletiva. Ele vê o seminário como uma plataforma para expandir o trabalho que já realiza com batalhas de rima, grafite e poesia na Baixada Fluminense.

    “Esse evento é sobre união. É a chance de estarmos juntos, trocando ideias e mostrando que o Hip Hop vai além das nossas rodas culturais. Aqui, colocamos nossa luta no mapa e mostramos que estamos prontos para construir juntos.”

    Para Rafinha, o seminário marca o início de um novo capítulo para o movimento. “O Hip Hop é a voz da periferia. Estar aqui é garantir que essa voz ecoe mais alto.”

    Erick CK – Conectando a cena em Niterói

    Com sete anos de atuação nas rodas culturais de Niterói, Erick Silva, o CK, sabe o peso de levar o Hip Hop para os palcos e ruas. No seminário, ele viu uma oportunidade de conectar as demandas dos artistas locais com políticas públicas mais amplas.

    “É muito importante estarmos aqui. Precisamos discutir os problemas reais do Hip Hop, como falta de patrocínio para DJs e grafiteiros, e a valorização dos produtores que estão sempre nos bastidores. O seminário abre essas portas.”

    CK ressaltou a relevância de manter o diálogo aberto para futuras edições: “Que este seja o primeiro de muitos eventos que fortaleçam o movimento em todo o Brasil.”

    Anderson Reef – Transformação social em Madureira

    Palestrante no painel “Retratos do Brasil: Narrativas Regionais e Potência Construtiva”, Reef é produtor cultural, responsável pela Batalha Marginow, evento semanal, que acontece todas as segundas e tem uma década de trabalho embaixo do Viaduto Madureira, zona norte do Rio. Ele usa o Hip Hop para revitalizar espaços e gerar economia criativa.

    “O Hip Hop salva vidas. Aqui em Brasília, mostramos ao governo que nosso movimento vai além da música. Trabalhamos com saúde, educação, teatro e dança. Precisamos de mais estrutura para continuar impactando nossas comunidades.”

    Para Reef, o seminário também é um espaço para pensar grande: “Quero ver o próximo evento num lugar maior, com mais gente. O Hip Hop merece ser tratado como prioridade nacional.”

    Anderson Reef

    Rafa Guze – Uma cineasta na linha de frente

    Educadora social e diretora do Instituto BR-55, Rafa Guze acredita no poder do Hip Hop para transformar vulnerabilidades sociais. Para ela, o seminário é uma chance de estruturar
    políticas que atendam as bases do movimento.

    “O Hip Hop é uma potência global, mas nossas comunidades ainda enfrentam muitas dificuldades. Este evento é sobre construir soluções, criar políticas que combatam fome, genocídio, feminicídio e outras desigualdades. É sobre usar nossa cultura para transformar realidades.”

    Rafa destacou a importância de trabalhar em parceria com o governo: “Sabemos como resolver os problemas. Só precisamos de apoio para fazer isso acontecer.”

    Lebron – Formando novas gerações

    Victor, ou Lebron, é um veterano do basquete de rua e do Hip Hop em Campos dos Goytacazes. Fundador de uma ONG que atua há 18 anos, ele vê o seminário como uma oportunidade de renovar o movimento.

    “O Hip Hop me ensinou tudo que sei. Agora, quero retribuir, formando novas gerações de artistas, DJs e produtores culturais. Precisamos de mais eventos assim, que conectem pessoas e ideias para planejar o futuro.”

    Para Lebron, o maior desafio é garantir que o movimento continue crescendo de forma sustentável: “Estamos retomando espaços e precisamos de articulação para avançar.”

    Bruno Rafael

    Bruno Rafael – Liderança que inspira

    Com 27 anos de trajetória, Bruno Rafael é uma figura central do Hip Hop carioca. Palestrante no painel “Retratos do Brasil: Narrativas Regionais e Potência Construtiva”, ele destacou o amadurecimento do movimento.

    “Esse seminário é fruto de trabalho coletivo. Mostramos que o Hip Hop está politizado e organizado. Hoje, conseguimos dialogar diretamente com ministros e secretários, algo que
    nunca foi possível antes.”

    Para Bruno, o evento é um reflexo da força do movimento: “O Hip Hop tem o poder de transformar vidas. Estamos só começando a mostrar do que somos capazes.”

    O impacto do seminário

    Entre as falas, há um consenso: o Hip Hop precisa ser reconhecido como política pública prioritária. Os representantes do GT-RJ destacaram que o movimento não é apenas arte, mas uma ferramenta para combater desigualdades, gerar renda e formar futuros líderes culturais. Para os representantes do GT-RJ, dois nomes de peso tiveram grande importância para a realização deste seminário: Claudia Maciel e Rafa Rafuagi.

    “A Claudia é pura visão estratégica”, disse Taz Mureb.

    Já Rafa Rafuagi, é a ponte que liga cultura e política: “Ele é aquele cara que transforma discurso em ação. Além de ser referência no rap do Sul, ele trouxe a ideia de que o Hip Hop pode e deve dialogar diretamente com o governo, sem perder nossa essência de resistência.”

    Para o grupo, Cláudia e Rafa não foram apenas organizadores, mas exemplos vivos de que o Hip Hop é articulação, união e transformação.

    Caminhos para o futuro

    O Seminário Internacional da Construção Nacional do Hip Hop foi mais do que um evento. Foi um passo firme em direção a um Brasil mais justo e diverso, onde a cultura Hip Hop ocupa o lugar que merece: o de protagonista na transformação social.

    Com vozes como as do GT-RJ, o futuro do Hip Hop promete ser brilhante – e revolucionário.

    No corre da favela e do asfalto, na batida da vida, todo mundo mandou o papo reto: “O Hip Hop salva vidas!”

  • Instituto Enraizados recebe o diploma Heloneida Studart de Cultura, na Sala Cecília Meireles

    Instituto Enraizados recebe o diploma Heloneida Studart de Cultura, na Sala Cecília Meireles

    Na noite do dia 19 de junho, uma segunda-feira calorosa, o Instituto Enraizados, representado por Dudu de Morro Agudo, Beatriz Dias, Cleber Gonçalves e Antônio Feitoza, recebeu, junto com outras 41 instituições e artistas, o diploma Heloneida Studart de Cultura, na Sala Cecília Meireles, na Lapa, Rio de Janeiro.

    O diploma, promovido pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), é um instrumento de reconhecimento e estímulo às boas práticas culturais, uma honraria que contempla pessoas físicas e jurídicas, organizações não governamentais e outras instituições que promovem a cultura no Estado.

    Ivone Landim (Falanas de tal) e Diego Tecknykko (Cypher de Rua), são outros representantes da Baixada Fluminense.

     

    O presidente da Comissão de Cultura, deputado Zaqueu Teixeira (PDT), comentou a importância do prêmio: – “É uma honra começar um novo processo para selecionar aqueles que receberão o Diploma, um instrumento que reconhece a importância dos que lutam e disseminam a Cultura no Rio”, declarou.

    O Deputado Estadual Eliomar Coelho (PSol), foi quem entregou o Diploma para o Instituto Enraizados, e segundo ele, produzir cultura é um ato cotidiano dos cidadãos e a seleção garante o reconhecimento dos que contribuem para a produção do estado. “Todos nós produzimos e consumimos cultura diariamente. Por isso, daremos destaque para cidadãos que têm contribuído para esse processo cultural, reconhecendo os fomentadores do nosso estado”.

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    A história do diploma

    Jovem Cerebral foi o mestre de cerimônias da noite

    Criado em 17 de dezembro de 2009 pela Resolução nº 874/2009, o diploma carrega o nome da escritora e também ex-deputada estadual Heloneida Studart. Ela se destacou por abordar pautas feministas na política e por suas produções literárias.

    Desde a criação do Diploma, diversos artistas e instituições voltados à promoção da cultura no estado já receberam a honraria. Entre eles, a atriz Letícia Sabatella, que, ao ganhar, pontuou a necessidade do fomento à cultura para o desenvolvimento do país. “A cultura abrange tantas coisas que contribuem para o desenvolvimento de um país, como a autoestima, a identidade e o modelo de desenvolvimento que se escolhe”, defendeu.

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    Biografia Heloneida Studart

    Heloneida Studart
    Heloneida Studart

    Nascida em Fortaleza, Heloneida veio para o Rio de Janeiro aos 16 anos e estreou como colunista no jornal O Nordeste. Na década de 1960, tornou-se presidente do Sindicato das Entidades Culturais (Senambra). Na Alerj, Studart presidiu a Casa de 1981 a 1982 e integrou comissões voltadas ao direito da mulher.

    Em 1978, elegeu-se deputada estadual pelo antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Em 1989 ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT). Também participou da fundação do Centro Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) e Centro da Mulher Brasileira, a primeira entidade feminista do Brasil.

    Na Alerj, presidiu as Comissões de Meio Ambiente e de Direitos Humanos. De 2002 a 2006, exerceu o mandato como a primeira mulher vice-presidente da Casa. Em 2007, foi nomeada diretora do Centro Cultural da Alerj e do Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro.

    Heloneida faleceu em Dezembro de 2007, aos 75.

  • “A Nova Cena”, por Kauã Vasconcelos

    “A Nova Cena”, por Kauã Vasconcelos

    Kauã Vasconcelos é estudante de Ciências Sociais da PUC-Rio e membro fundador da Mondé Produções, produtora multicultural fundada no Rio de Janeiro que tem como enfoque principal trabalhos com música, cinema e design; e escreveu esse texto sobre sua experiência na festa TropikAll Vibez, realizada no dia 3 de Abril de 2015. Crédito das imagens: Deu Zebraa.

    Confira o artigo:

    A noite da última Sexta-feira, dia 03 de Abril, foi especial para a cena musical da cidade do Rio de Janeiro, mesmo que grande parte da cidade não tenha ideia disso. No La Paz, casa noturna do bairro da Lapa, um Line Up de quatro shows seguidos superou todas as expectativas que poderia haver sobre a festa TropikAll Vibez. Em nenhum cenário possível, mesmo conhecendo o talento da maioria dos artistas que se apresentaram, poderia vislumbrar a força e a contundência que os shows deixaram no ar.

    Depois de uma interessante, porém crua apresentação do grupo Afrofunk, comandadas no mic pela sempre enérgica Negra Rê, que se seguiu pela morosidade de um dos DJs residentes, o público ficou anestesiado e com a certeza de que seria só mais uma noite comum na repetição da liquidez da noite carioca. Ledo engano.

    tropkallvibes_deuzebraa_lucassa-222A apresentação do grupo Antiéticos, formado por Flávio Santa Rua, Thiago Ultra e o DJ Will-ow, foi a ponta da navalha na curva dos acontecimentos da noite. Donos de um discurso incisivo e hostil, deixando sangrar a questão racial sem pena. Os beats estourando na mente de todos na plateia, a galera mais próxima batendo cabeça e os desavisados frequentadores da casa espantados com o tom agudo da crítica. Flávio intercalava as músicas com discursos contundentes que levaram parte da plateia aos gritos e outros as vaias. Em um ponto do show o MC fez uma crítica direta a dois “estandartes” da música brasileira, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, desqualificando os dois e o movimento da Bossa-Nova. Foi seguido de vaias pelo público que não comprou a ideia do grupo, onde criticar figuras como Vinicius e Tom é uma maneira de expressar algo de forma performática para chocar. Para os que já apontavam um discurso de ódio por parte do grupo, ao fim do show os mesmos ofereceram seus CDs ao público em troca de um abraço. Jogada de mestre, desmontando todos que estavam ali. Coisa de artista.

    Logo em seguida, dando continuidade aos acontecimentos improváveis daquela noite, o grupo d’Os Descolados entrou em cena. Seu vocalista, Espanhol, já começou seguindo a pegada dos discursos pró juventude negra em manifesto contra os acontecimentos recentes no Complexo do Alemão (crítica já iniciada no show dos Antiéticos). Depois o que se seguiu foi pura festa, com os dançarinos Salsa e Kipula convocando o público pra dançar. “Vai” e “Festa na Favela” colocaram a casa a baixo e depois se seguiu um coro com a plateia no ritmo do batidão do funk.

    O duo de rap Carta na Manga veio logo em seguida, e o clima no ar já era o de êxtase. Com a batida cravando nos ouvidos, Mau e MG convocaram o público já no começo para o coro de “Rio Pra Quem?”. Com muita energia e seu som de crônica da cidade, o Carta na Manga colocou a galera pra pular, cantar e dançar. Destaque para a participação de Marcão Baixada na pedrada “Rolezinho”, da dançante e hipnótica “Sandália” e do final eufórico ao som de “Calor no Baile”, celebrando a desobediência com todos os artistas presentes em uma desordem coletiva de alegria. Nesse momento, a galera de fora já tava de cara querendo saber de onde vinha aquela musicalidade nova e que força era aquela, querendo participar também da festa. Já era o sinal da consolidação de uma noite importantíssima para os rumos da música na cidade.

    tropkallvibes_deuzebraa_lucassa-299Por fim, o sempre carismático e imagético Marcão Baixada colocou o que sobrou da casa no chão. Com sua levada única, Marcão estourou o som da Baixada no ouvido dos que sobreviveram ao fim da noite no La Paz, que não eram poucos. Seus beats enérgicos fizeram até os transeuntes descompromissados (aquela galerinha que perdeu a história acontecendo na cara deles e tava na casa só de rolé ou ouvindo DJ no primeiro andar) pararem para entender o que era aquilo… “Esse neguinho de cabelo loiro e blusão estampado está realmente cantando em cima dessa batida?”. É ele tava sim. E ao som de “Bang Bang” e do já clássico “Danny Glover” chamou o bonde firme pra cantar e pular. Antes de fechar a noite, Marcão colocou em palavras, sabiamente, o que tava rolando no local. Esse espaço não podia mais ser negado àqueles artistas, pois eles haviam acabado de conquista-lo. Não há motivos para repetir atrações e virar as costas para tanto talento. Não dá pra calar a reação do público com o que esses artistas fizeram nessa última noite de sexta, numa despretensiosa balada de feriado na Lapa. Eles foram além, eles fizeram muito mais que cumprir o combinado, superando todas as expectativas. Eles fizeram a nova cena acontecer*.

    *Kauã também é autor dos artigos “Desdobrando a Distopia” e “Do rolezinho ao isoporzinho: A apropriação invertida“.

  • Aori está de volta ao jogo com o EP “ANAGA”

    Aori está de volta ao jogo com o EP “ANAGA”

    Aori Sauthon, aka MC Lapa lançou na última segunda (2), seu mais novo EP. Intitulado “Anaga”, o disco foi gravado e mixado no Estúdio Garimpo, por Bernardo Pauleira e DJ Babz, um oferecimento Apavoro Brutal.

    O EP contou com a colaboração de produtores MCs e cantores, unindo velha-escola e nova-escola para formar um bonde pesado que deu vida ao trabalho.

    DJ Martins, DJ Nuts (Marcelo D2), Ibrahem (Chicago) e o próprio Bernardo Pauleira compõem o time de produtores que trouxeram versatilidade à sonoridade do EP que vão desde o ‘Jazzy Hip-Hop’ de A Tribe e Slum Village ao ‘Break-Beat’ do Lords Of The Underground. Maomé (ConeCrewDiretoria), Old Dirty Bacon, Marcão Baixada (Este que vos fala) e Milla formam o time de vozes que participaram de algumas das faixas; e não poderia esquecer de DJ Babz, parceiro fiel ao lado de Aori no duo Inumanos, que assinou os scratches e colagens, em 4 das 7 faixas do EP. O Nuts também assina os scratches no hino B-boy “Disciplina”.

    A última pincelada dessa obra, foi a arte de capa, desenvolvida pelo Hayala Garcia, dono do blog Moro na rua.

    Streaming — Aori – Anaga (EP) [2015]

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  • [19JAN] SambaRap

    [19JAN] SambaRap

    O SambaRap vai receber no dia 19 de Janeiro, artistas de Samba e Rap prometendo diversão e tranquilidade com música de primeira.

    O evento acontecerá no Instituto Palmares de Direitos Humanos, na Lapa e contará com apresentações de DJ Júlio Moska, Grupo Levada do Samba, Meninas do Rio, Mamão do Trombone, e RAPadura Xique-Chico.

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    A apresentação do evento fica por conta de Tekinho G-Rap.

    SambaRap
    19 de Janeiro de 2014 à partir das 19h
    IPDH – Av. Mem de Sá, 39 – Lapa/RJ (Ao Lado da FEBARJ)
    Entrada Franca
    Mais informações: http://on.fb.me/1CqrSiv

  • [26DEZ] #ComboIO fará o último show do ano na Lapa

    [26DEZ] #ComboIO fará o último show do ano na Lapa

    Os loucos da Baixada não descansam, um dia após o Natal eles se apresentarão na FEBARJ, no baile de rap mais antigo do Rio de Janeiro, comandado pelo DJ Marcelinho MG.

    O #ComboIO, formado pelos MCs Dudu de Morro Agudo, Léo da XIII, Marcão Baixada e DJ Léo Ribeiro, retrata em suas músicas o cotidiano das periferias brasileiras.

    Variando entre protestos rascantes e músicas festivas, e misturando instrumentais eletrônicos tradicionais do hip hop com instrumentos orgânicos, através da participação de músicos como Felipe Ribeiro e o francês Alias Poet, o quarteto consegue agradar gerações de diferentes estilos musicais, transformando fãs de seus trabalhos solos já consolidados em admiradores do trabalho coletivo experimental.

    Na madrugada do dia 26 de dezembro eles farão um pocket show, tocando as músicas linha de frente do disco de nome homônimo ao grupo, como Os Pretos, O que será que acontece? e #ComboIO.


    FÚRIA HIP HOP

    O baile mais antigo de rap da cidade, onde toca todas as vertentes dessa música, o underground e o mainstream, como também o R&B do subúrbio e BlimBlim da Zona Sul. Democrático e imprevisível, onde se vai para dançar e ouvir música boa e diferente dos outros lugares da cidade. Antes de começar o baile, já uma surpresa: Uma banda de afro se apresenta, a banda Afro ORUNMILA, com os seus tambores já anunciam que ali vira uma noite de puro embalo e alegria.
    A FÚRIA  é um local onde tem que ir sem preconceitos e aberto para o novo, por isso o sucesso dessa festa dura tanto tempo, tendo os seus 11 anos de LAPA.
    DJ MARCELINHO MG

    Carioca, nascido e criado no subúrbio do Rio de Janeiro, começou a se interessar pela música desde cedo nos bailes “Black” da região. Teve início no comando das pick up`s em bailes e festas de amigos. Sempre se identificando com a música negra tal como soul, reagge, funk, R&B, rap, etc. Suas influências musicais foram o samba e a black music, de grupos como “Soul Sonic Force”, “África Bambata”, “Naught By Nature” e outros que fizeram parte da sua trajetória como DJ.

    É fundador do baile que tornou-se referência do Rap no Rio de Janeiro, o “FURIA HIP HOP”, que resiste bravamente há 11 anos na FEBARJ – Lapa/RJ. Este evento semanal veio a transformar-se, na época, na primeira equipe de Hip Hop da cidade. Devido ao sucesso do evento, o “Fúria Hip Hop” ganhou espaço na Rádio Escola da Fundição Progresso – RJ e por quatro anos consecutivos realizou, em pleno carnaval, um projeto onde mesclou o Samba de Raiz, Charme e Rap dentro do “Terreirão do Samba”, mais precisamente na barraca do ORUNMILA.

    SERVIÇO

    Dia 26 de dezembro
    FEBARJ: Rua Men de Sá, 37, Lapa, Rio de Janeiro
    Horário: A partir das 22 horas
    Preço: Até às 00:00 de graça. Após às 00:00 homem paga R$10 e mulher R$5.

    Mais sobre o #ComboIO: https://www.onerpm.com/disco/album&album_number=782152499

    Mais sobre o Fúria Hip Hop: http://furiahiphop.com.br/

    Mais sobre Marcelinho MG: http://www.djmarcelinhomg.blogspot.com.br

  • Nectar Gang abre a boca do boeiro e dropa o videoclipe “Pedra”

    Nectar Gang abre a boca do boeiro e dropa o videoclipe “Pedra”

    Os manos da Nectar Gang seguem na sombra à milhão! Diretamente do Catete, a Glória e a Lapa do Rio de Janeiro a.k.a. KGL, o grupo acaba de lançar seu terceiro videoclipe da carreira que foi dirigido por EL LIF e B.K. O bonde já deixa avisado que sua 1ª mixtape em breve vai estar na pista.

    #fede

  • Veja como foi o show do De La Soul no Rio

    Veja como foi o show do De La Soul no Rio

    O Queremos! Plataforma de crowndfounding de shows publicou hoje em seu canal no YouTube o vídeo da apresentação do De La Soul no Rio de Janeiro, realizada no dia 27 de Julho, no Circo Voador.

  • [15-Jan] DMA participará do Pizzarau, na Lapa

    [15-Jan] DMA participará do Pizzarau, na Lapa

    PIZZARAU é o sarau de sabores da Lapa e tem como ingredientes fixos Letícia Brito, Max Medeiros, Slow da BF e Su Noguchi. A divisão de sabores mais pedida é meio Arte e meio Poesia. Em rodízio, artistas, escritores e poetas convidarão a plateia para saborear pizzas e poemas, provar gostos e sons. No momento à francesa, a diversão é partilhada por todos que se inscreverem para o “microfone aberto”!

    O rapper Dudu de Morro Agudo participará cantando seus raps e recitando algumas poesias, representando o Sarau Poetas Compulsivos. A galera do Enraizados estará vendendo CDs do ComboIO e Blusas Enraizados a preços especiais.

    Na programação:

    Poetas Residentes:
    Letícia Brito (https://www.facebook.com/livrodalele)
    Max Medeiros (https://www.facebook.com/maxmedeiros)
    Slow da BF (https://www.facebook.com/SlowDaBF.Zulu.Nation)
    Su Noguchi (https://www.facebook.com/pages/Nouvelle-Fanzine/427719683983020)

    Ritmo e Poesia:
    Mc Macarrão (https://www.facebook.com/pages/macarrao-o-cronista/278567572215241?fref=ts)
    Mc Snoopy Crioulo (https://www.facebook.com/snoopycrioulo?fref=ts)
    Mc Oz (https://www.facebook.com/McOzOficial?fref=ts)
    Dudu Morro Agudo e Movimento Enraizados (https://www.facebook.com/fanpageDMA)
    Mc Slow da BF (https://www.facebook.com/SlowDaBF.Zulu.Nation?fref=ts)

    Música e Poesia:
    Felipe Rey (Sararau Criolo) (https://www.facebook.com/FelipeRRRey?fref=ts)

    Poesia:
    Monique Nix (https://www.facebook.com/moniquevieir?fref=ts)
    Marco Sá (http://marcosa.wordpress.com/)
    Zuza Zapata (https://www.facebook.com/zuzazapataoficial)

    Lançamento de Livro:
    Palavra Projétil, de Paulo Emílio Azevedo (http://lefucoh.bandcamp.com/album/palavra-proj-til-poesias-al-m-da-escrita)

    Filmes:
    Heraldo HB – Cineclube Mate com Angu (http://matecomangu.org/site/)

    Exposição:
    Palavras Desenhadas em Guardanapos Poéticos – Eu me chamo Antônio (http://instagram.com/eumechamoantonio /–/ https://www.facebook.com/eumechamoantonio?fref=ts)

    Fotografia:
    Oficina de Pinhole – Ana Hortides (https://www.facebook.com/ana.hortides?fref=ts)

    Venha se deliciar conosco! Poesia, música, fotografia e projeção de filmes estão no menu.
    *Pizzas e bebidas especiais do restaurante La Carmelita complementam esta noite de experiência de sentidos.

    SERVIÇO
    Pizzarau no Facebook
    Rua do Rezende, 14, Lapa
    A partir das 19 horas.
    Entrada grátis.
    Discos do #ComboIO e Blusa Enraizados aqui

     

  • Sarau Pizzarau receberá o rapper DMA no próximo dia 15 de janeiro

    Sarau Pizzarau receberá o rapper DMA no próximo dia 15 de janeiro

    A poetiza Leticia Brito, uma das organizadoras do Sarau Pizzarau, convidou o rapper DMA (Dudu de Morro Agudo) para participar do sarau que acontecerá no dia 15 de janeiro, na Lapa. O convite rolou durante o evento Dia da Rima, que aconteceu no dia 27 de dezembro, na sede do Movimento Enraizados.

    Segundo a Leticia, a participação do rapper não se resumirá em recitar poesias, sendo assim basta esperar para ver o que ele vai apresentar. DMA não deu nenhuma pista, só disse que levará algumas poesias do grupo Poetas Compulsivos para recitar, discos do #ComboIO e Blusas do Enraizados para vender a preços especiais.

    SAIBA MAIS:
    Sarau Pizzarau dia 15 de janeiro.
    Rua do Rezende, 14 – LAPA
    A partir de 19h