Tag: Literatura

  • #Caleidoscópio

    #Caleidoscópio

    O Caleidoscópio é um evento temático que mescla arte e ativismo, reunindo expressões artísticas variadas como poesia, graffitti, rap, dança, capoeira, literatura, circo, entre outras, isto é, um encontro de diversos sujeitos em prol de um bem comum: a VALORIZAÇÃO DA VIDA.

    A quarta edição do evento traz como tema “A batalha mais criativa contra o Aedes Aegypti”, e terá como foco principal a cultura hip hop e os seus quatro elementos (rap, break, DJ e graffiti), contudo intervenções poéticas, exposições e outras atividades acontecerão paralelamente.

    O nome “Caleidoscópio” não é por acaso: assim como o aparelho formado por cacos de vidros coloridos que teoricamente não têm valor algum, mas quando juntos resultam em imagens incrivelmente lindas, este evento reúne vários artistas, principalmente os da Baixada Fluminense, que às vezes não têm seu valor reconhecido, mas juntos podem crair algo novo, maior, mais forte e mais bonito.

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    “A ideia sempre foi juntar os artistas – que são os grandes protagonistas do evento – com os moradores, as instituições parceiras, os comerciantes, todo mundo, para contribuírem cada um de sua forma, alterando a rotina do bairro e promovendo um dia de mudança de comportamento, deixando como legado o questionamento: O que eu posso fazer para melhor meu mundo?, explica Dudu de Morro Agudo, idealizador e produtor do evento.

    Dentre as atividades que compõem a “Agenda Caleidoscópio” estão a pintura de um grande painel temático com 32m², realizado pelos grafiteiros FML, Babu, Dante, É o bicho, JCS, Ice, Rafael Ram, Oxy, Tex e V-sion, para o projeto “Galeria 20­26”, que visa transformar o bairro de Morro Agudo em uma galeria a céu aberto; a “Passeata de Mobilização Contra a Dengue”, que será realizada nas ruas de Morro Agudo por alunos do CIEP 172 e jovens do Cisane; além de espetáculo de dança com a Cypher de Rua, batalha de MCs, exposições, gastronomia das ruas, moda, bibliteca.

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    Fazendo jus a variedade presente em seu line up, o evento traz o grupo Distrito Oeste; o casting de artistas do projeto #RapLAB; os grupos Carta na Manga, Kall Fator Baixada e Gustavo Baltar, semi-finalistas do campeonato mundial de hip hop Take Back The Mic, que estarão em Hollywood, Los Angeles, este ano; e pra fechar a noite com chave de ouro, shows com o grupo Kestão de Honra e com o rapper Ramonzin.

    Esta edição conta com a parceria da empresa norte americana AMP.it, promotora do campeonato Take Back The Mic. Outras edições do evento já aconteceram em parceria com a Anistia Internacional e com o Canal Futura, sempre apoiados pela Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu através da Secretaria de Cultura.

    Algumas atividades do evento fazem parte do projeto #RapLAB, patrocinado pelo edital Favela Criativa, do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

    SERVIÇO
    Caleidoscópio
    https://www.facebook.com/events/273314869672734
    Local: Praça de Morro Agudo [Mapa]
    Horário: A partir das 16 horas
    Interessados em contribuir com ações/intervenções podem entrar em contato:
    caleidoscopio@hullebrasil.com.br
    (21)9.6563-0554

  • GALERIA: Sarau Poetas Compulsivos #31

    GALERIA: Sarau Poetas Compulsivos #31

    Foi antológica a edição do último sábado do “Poetas compulsivos” com uma homenagem mais do que especial às mulheres que fazem a cena cultural mais reflexiva, bela e poética do nosso Estado.
    Gostaríamos de agradecer imensamente à poeta e pesquisadora Sandra Cruz, ao rap questionador e necessário das “Minas de Fatos”, que nos deixou extasiados com sua força e beleza, e à Fernanda Moraes, que com a parceria de Beto Rocha nos fez viajar através de canções extraordinárias!
     
    O sucesso desta edição nos deixa confiantes de que a nossa Baixada Fluminense é sem sombra de dúvidas, um dos maiores cenários de cultura de qualidade do nosso país.
     
    Obrigado e até a próxima edição!
     
    [Equipe Sarau Poetas Compulsivos]
     
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  • Sandra Cruz, Minas de Fatos e Fernanda Morais são as convidadas do Sarau Poetas Compulsivos de março

    Sandra Cruz, Minas de Fatos e Fernanda Morais são as convidadas do Sarau Poetas Compulsivos de março

    O Sarau Poetas Compulsivos retorna ao Buteco da Juliana neste ano de 2016 com uma edição especialíssima sobre o Dia Internacional da Mulher.

    E nada mais especial para homenagear as nossas rainhas do que lhes oferecer uma noite com muita poesia, música e carinho.

    Sandra Cruz
    Sandra Cruz

    Sandra Cruz, Minas de Fatos e Fernanda Morais são nossas elegantérrimas convidadas deste mês de março, que irão nos brindar com sua arte poética e musical. São guerreiras reconhecidas e envolvidas com a cultura na Baixada Fluminense e que fazem a diferença com suas qualidades artísticas e sensibilidade.

    Sandra Cruz é professora de história, especialista na questão racial, poeta e militante sindical. Integra os Coletivos Fulanas de Tal e Pó de Poesia, na Baixada Fluminense.

    Fernanda Morais é uma cantora singular, com brilho e voz únicos, que renderam à cantora muitas premiações e elogios de ícones da música brasileira como Wagner Tiso, Braguinha, Cauby Peixoto, Ivan Lins, Herivelton Martins, etc.

    As MCs ThaiFlow e McTabé – Minas de Fatos – não permitem que o dia-a-dia passe despercebido, elas escrevem o que vivem, influenciadas por diversas vertentes, principalmente o hip hop, mas tudo relatado a partir da ótica feminina.

    A apresentação do evento fica por conta da rapper Lisa Castro, liderança feminina da Baixada, e as intervenções ficam por conta do rapper Átomo. DMT atacará de DJ e VJ simultâneamente.

    SERVIÇO:
    Onde: Buteco da Juliana
    Rua Angelo Gregório, 45, Centro de Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ
    Quando: 05 de março de 2016 – Horário: 19 horas – Entrada Gratuita

    Confirme presença no facebook: https://www.facebook.com/events/1757308477839199
    Participe do nosso grupo: https://www.facebook.com/groups/PoetasCompulsivos

  • GALERIA: Sarau Rua #14

    GALERIA: Sarau Rua #14

    A edição 14 do Sarau rua foi o aço, a programação estava perfeita, misturando debates, audio, vídeo, música e muita poesia. É claro que a Hulle Brasil foi lá pra registrar e eternziar esse momento.

  • A estória das pessoas: Luiz Coelho Medina

    A estória das pessoas: Luiz Coelho Medina

    Conheci Luiz Coelho Medina quando fui ao primeiro sarau de contos da minha vida. Nunca imaginei um lugar tão mágico como o “Catando contos” na casa que posteriormente adotamos como “lar da cultura de Morro Agudo” ou simplesmente o nosso “Baixo morreba”, o Buteco da Juliana.

    As palavras para elogiar o “MC” do “Catando contos” faltariam no dicionário. Medina simplesmente é o autor que muitos de nós temos em nossas cabeceiras; um poeta moderno, conectado e interativo que tem o maior prazer em conversar e expor seus maravilhosos textos na rede mundial de computadores, principalmente no Facebook.

    Além de estar em nossos computadores e smartphones, Medina está presente com os seus livros físicos, “Alados” lançado este ano, “Morador de lua” e “Pavio D’esperança”, despejando ótimas poesias de humor, sobre os relacionamentos, males da vida moderna e claro, muito amor.

    O poeta transita por todos os saraus da Baixada Fluminense e muitos da capital, sempre levando a bandeira da cultura e apresentando outros poetas da região em que reside. Recentemente tive o prazer de estar com ele na “Pelada poética do Leme” onde varamos a noite na presença de quase duas dúzias de outros maravilhosos poetas, cervejas e experiências inesquecíveis.

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    Luiz Coelho Medina Click By Camila Senna

    Nessa pequena entrevista que fiz com esse grande amigo tive o prazer de saber um pouco mais sobre como começou o seu interesse pela poesia e descobri que esse incorrigível romantismo bem humorado começou cedo: – “Comecei a ter interesse pela poesia quando me apaixonei pela primeira vez, aos 4 anos de idade, quando frequentava o primeiro ano do antigo primário e rabisquei um poema para a garota que eu (só eu) (!) considerava como namorada”, confessa o poeta.

    Apoiador da causa cultural, Luiz Medina sempre está presente também nas escolas para falar do seu trabalho e mostrar aos jovens que seus sonhos são importantes. Sempre que convidado por mim ou por Antônio Feitoza, de quem falei aqui na última coluna, esteve presente trocando ideias com a galera mais jovem, distribuindo livros, carinho e autógrafos aos alunos das escolas públicas em que trabalhamos e também nas escolas de outros amigos.

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    Luiz Coelho Medina e Léo da XIII, durante o evento Caleidoscópio, em Morro Agudo.

    Tudo feito com muito amor e dedicação à causa, já que o poeta tem outras ocupações e horários a cumprir. Com muito conhecimento de causa, tendo mais de três décadas militando pela cultura, ele acredita que “além de estarem resgatando os jovens para a cultura, afastando-os da violência”, os importantes movimentos culturais na Baixada “também estão mostrando outras possibilidades de vida” não só aos mais jovens, mas também aos mais “experientes”.

    Esperançoso, Medina completa a conversa de maneira muito positiva: – “Minha perspectiva é que nos próximos anos venhamos a conhecer novos talentos da região e que aqueles que partirem, deixem suas marcas e experiências servindo de alicerce e raiz para frutos que espero cada vez mais saborosos e próximos ao verdadeiro significado do que chamamos “alimento das almas””.

    Vida eterna ao poeta que tanto amamos!

    Viva Luiz Coelho Medina!

    Saiba mais:
    Perfil de Luiz Coelho Medina no Facebook: https://www.facebook.com/luiz.coelhomedina

  • Poesia e Ritmo em Morro Agudo neste sábado

    Poesia e Ritmo em Morro Agudo neste sábado

    Sarau Poetas Compulsivos agitará o Buteco da Juliana neste sábado, 05 de setembro

    Mais um sábado de poesias em Morro Agudo. É no Buteco da Juliana que as palavras se encontrarão formando vida.

    Os compulsivos estão a postos, esperando o momento certo pra trocar energias positivas, desengavetar suas almas e emocionar o mundo.

    Nesta edição do Sarau Poetas Compulsivos receberemos Evellyn Alves, Rainha de Bateria do Cacique de Ramos e a mais nova jornalista do pedaço, que nos encantará com sua energia através de sua presença e suas poesias.
    O pocket show fica por conta do MC Guimba, rapper que está inflando na cena local e imbicando rumo ao Centro.

    Pros amantes de uma boa batalha, Lu Bastos comandará o Slam Compulsivos, com direito a prêmio para o primeiro lugar.

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    Confirme presença no facebook:
    https://www.facebook.com/events/929335950446311

    Chama geraaaaaaaaaal!!!!

  • Próximo sábado (06) tem Sarau Poetas Compulsivos no Buteco da Juliana

    Próximo sábado (06) tem Sarau Poetas Compulsivos no Buteco da Juliana

    Os saraus ganharam toda a Baixada Fluminense, isso é fato. Somente no Buteco da Juliana, em Morro Agudo, acontecem três saraus: Catando Contos, às primeiras segundas-feiras de cada mês; o Sarau do Meio-Dia, que acontece todos os domingos; e o Sarau Poetas Compulsivos, que acontece sempre aos primeiros sábados de cada mês.

    Cada sarau tem características que os diferenciam dos outros. O Poetas Compulsivos, por exemplo, se propõe inserir as pessoas no mundo da poesia, é um sarau de experimentação, por isso eles mantêm um grupo no facebook, atualmente com 2.126 membros, onde publicam suas poesias durante o mês, e estas são distribuídas durante o evento, para os convidados. Quem recitar a poesia ganha um brinde.

    No geral sempre há música e poetas recitando.

    Nesta edição os convidados são os poetas Victor Escobar, Lu Bastos e Anderson Leite Lima. A música fica por conta da talentosa Taísa Mannon, com seu som cheio de estilo.

    O comando do sarau está com Átomo, enquanto o rapper Dudu de Morro Agudo se aventura pela primeira vez como o VJ da festa e a Fernanda Rocha garante uma incrível sessão de fotos.
    Como de costume muitos livros serão sorteados, haverá a feirinha da Hulle Brasil, e o microfone estará aberto em vários momento, para alegria dos poetas presentes, pois como afirmam os produtores do evento, a única regra é se divertir e conhecer gente nova.

    SERVIÇO:
    Buteco da Juliana – Rua Ângelo Gregório, 145, Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ
    Dia 06 de junho de 2015, a partir das 19 horas.
    ENTRADA GRATUITA
    + Infos: (21)9.6408-1913
    Facebook: https://www.facebook.com/events/1590366711226763

  • Vladislauro, o Peregrino

    Vladislauro, o Peregrino

    Numa cinza tarde de outono o caramujo Vladislauro, ou simplesmente Vlad, fartou-se de sua vazia existência e decidiu deixar o brejo onde habitava.

    Encheu sua concha de dúvidas, sobretudo de esperanças, e aguardou sua amiga Aza Léia, uma marreca que de vez em quando o visitava. Vlad foi seduzido pelas magníficas histórias que essa ave migratória lhe contava a respeito de pessoas e lugares que conheceu, mas interessou-se principalmente por certo fenômeno chamado amor, que segundo Aza Léia, era a única coisa que podia encher o vazio existencial. E lá se foi agarrado no dorso de Aza Léia em busca daquilo que poderia torná-lo pleno.

    […] interessou-se principalmente por certo fenômeno chamado amor […]

    Ao sobrevoarem a cidade ele ouviu ao longe alguém cantando: “Eu te amo, meu amor, eu te amo, meu amoooooor…”. Vladislauro então pediu a Aza Léia que fizesse uma escala num imenso pé de Jerivá que ficava bem em frente a janela do apartamento onde um papagaio com o tornozelo preso a uma corrente fazia estripulias vocais. Vlad exultante falou: – Poxa… Foi mais fácil que imaginei alcançar meu objetivo, pois com certeza o “loro” sabe do assunto!

    No entanto, foi interrompido por um esquilo que estava num galho acima: Balela, balela, ele só está repetindo um hit que toca diariamente no rádio, na realidade ele é um ingrato que belisca o dedo de quem vem lhe alimentar!

    Frustrado, Vlad perguntou ao tal esquilo se ele conhecia alguém que pudesse lhe ajudar, ele respondeu que seu primo de terceiro grau vivia falando que no Sul havia um coelho chamado Formoso, e que ele era expert na arte do amor. Vladislauro animou-se novamente e pediu a Aza Léia que continuassem a viagem, no entanto ela desculpou-se e disse que não poderia levá-lo, pois naquela época não havia comida por lá, e que ele teria de fazer uma conexão. Nesse exato momento veio um macaco pulando de galho em galho cantando: – “Vou pra Porto Alegre, tchau…”.
    Sem que o símio percebesse Vlad enrolou-se em sua cauda e seguiu sua jornada.

    […] o Sul havia um coelho chamado Formoso, e que ele era expert na arte do amor […]

    Chegando lá, foi logo ter com Formoso, um coelho que fazia grande sucesso entre as fêmeas de sua espécie, antes que Vladislauro dissesse algo ele foi logo falando: Já sei, és mais um que veio aprender a arte do amor, certo? Tome nota: – O amor se manifesta sempre na minha toca quando copulo, He, he! Já fiz mais de oitenta filhotes, haja amor, não é mesmo?

    Vlad discordou, não acreditou que um fenômeno tão especial se resumia somente em sexo.

    Irritadíssimo, Formoso esbravejou: – Quem és tu caramujo para discutires comigo? Tá parecendo aquele gambá metido… É, aquele pândego chamado Quincas, que pensa que entende mais da matéria do que eu, dá licença, voltarei para minha toca para continuar amando!

    Desapontado Vlad sentou-se num canto, até que surgiu uma cobra e perguntou-lhe o motivo da tristeza, depois de Vlad explicar toda a história o réptil em questão compadeceu-se e disse-lhe que conhecia alguém que poderia ajudá-lo e faria essa conexão. E sobre aquele áspero couro, Vladislauro deu sequência a sua peregrinação.

    Chegando ao tal logradouro, Vladislauro ouviu música alta e risadas, de cara veio em sua direção um gambá cambaleante, após a cobra lhes apresentar, Vlad foi direto ao ponto: – Podes explicar-me o que é o amor?

    […] – Podes explicar-me o que é o amor? […]

     

    Com a língua meio enrolada Quincas respondeu: – Olhe ao seu redor e veja quanto amor, quantos amigos, sempre que faço festas eles estão comigo… Antes de completar sua “elucidação” Quincas caiu de tão bêbado, seus “amigos” caíram na gargalhada e não lhe prestaram socorro, novamente Vlad não conseguiu associar o tal fenômeno esplêndido aquela situação.

    A menos embriagada da festa era uma porca que estava de canto e o abordou: – Oh caramujo, estás procurando o mesmo que eu, parei aqui só para beber algo, mas já estou de saída, que tal irmos juntos? Conheci alguém, que conheceu alguém, que conheceu um cão lá das bandas do Leste, seu nome é Amadeu, e esse sim entende de amor.

    Com o animo renovado o obstinado Vlad fez outra conexão, agora a bordo da tal porca.

    Ao chegarem ao destino, Vladislauro viu um cão sendo surrado por seu dono, acertadamente, deduziu ser o tal Amadeu. Quando o agressor retirou-se, aproximaram-se do cão e Vlad perguntou: Quem é este desalmado? Com os olhos ainda úmidos e a voz embargada Amadeu respondeu-lhe: Ele é o meu amigo!

    Amigo? Indagou Vlad. Continuou Amadeu: – Amar apenas quem lhe faz bem é fácil, até o pior dos seres é capaz de fazer isso. O amor não é baseado em sentimentos, sim em práticas. Quando eu estava apanhando intentei mordê-lo, mas jamais farei isso, pois sou o melhor amigo do homem!

    Vladislauro então abriu um sorriso de contentamento e teve a certeza de ter achado a resposta que tanto procurou, e entendeu que havia chegado a metade da sua peregrinação, metade? Sim!

    Pois ele retornaria ao seu habitat refazendo todas as conexões que lhe levaram até ali, para explicar a cada um deles o real significado desse fenômeno chamado amor.

    Átomo – 03.05.15 – Tema “Conexão”

  • [04-ABR] Sarau Poetas Compulsivos

    [04-ABR] Sarau Poetas Compulsivos

    O Sarau Poetas Compulsivos está de volta, mais uma edição cheia de surpresas. Neste haverá o lançamento do livro “Por Onde a Poesia Passa”, que traz a poesia de representantes de diversos saraus da região.

    Como o mês de abril é o mês da Baixada Fluminense, também exibiremos alguns videoclipes de artistas da Baixada.

    APRESENTAÇÃO: Átomo e Dudu de Morro Agudo
    POCKET SHOWS: Slow da BF e Einstein NRC.

    O fundamento do sarau é a integração de gerações, por isso traga sua família e suas poesias, porque teremos “Open Mic”, e é a hora que o bicho pega.

    Mais (+)
    * Distribuição de Poesias;
    ** Distribuição de Livros;
    *** Discotecagem;
    **** Exibição de videoclipes.

    É mutcho mais!!!

    O Sarau acontecerá no Buteco da Juliana, que fica situado na rua Angelo Gregório, 145, em Morro Agudo.

    MAIS INFOS:
    Confirme presença no facebook: https://www.facebook.com/events/1419395695032709
    hullebrasil@gmail.com
    (21)9.6563-0554

  • Céu de Plânctons

    Céu de Plânctons

    No planeta Éris, localizado nos confins do sistema solar, havia um reino chamado Anthurium. Seu monarca era o estimável Mirabilis Hemera, que governava em paz junto a sua bela esposa, a rainha Cattleya e de seu filho, o príncipe Átis. Porem, a população de Anthurium dobrou num período muito curto, o que causou a escassez do seu principal alimento, as estrelas. Daí surgiu um impasse, pois necessitavam comê-las, tanto quanto necessitavam de sua luz, para não serem atacados novamente pela horda das trevas, os plectranthus.

    Os plectranthus descendiam de Plectranthu Nix, irmão bastardo do rei Mirabilis, que tentou sem sucesso tomar o trono, e por conta disso foi exilado juntamente com os seus na Colina Claryon, onde a incidência de luz estrelar era maior, o que os enfraquecia. O problema da falta de estrelas foi sanado quando o príncipe Átis, achou debaixo do sacórfago do seu trisavô um antigo livro alquímico onde havia a fórmula para produzi-las. Essa notícia só não agradou a Rhododendron, seu tio, irmão de Cattleya.

    Rhododendron era um ganancioso comerciante de estrelas, o único que tinha a tecnologia e parafernálias para extraí-las do céu, e por isso as vendia por um preço exorbitante, o que sempre causava um mal estar entre ele e seu cunhado, o justo rei Mirabilis. Quando Rhododendron soube que Átis achara o livro, anteviu o risco de seu negócio acabar, e urdiu um plano para afaná-lo. Rhododendron então fez uma visita surpresa a sua irmã Cattleya, alegando saudades. Durante uma conversa aparentemente despretensiosa, ele descobriu onde o livro ficava guardado, e o surrupiou, sem que Cattleya notasse.

    Sua ideia era usá-lo somente quando todas as estrelas findassem, para assim valer-se da “lei da oferta e da procura”, e lucrar bem mais. Quando o cenário era o esperado, Rhododendron decidiu executar seu plano, mas ele esqueceu-se de que esse cenário também era bom para os plectranthus, que revigoraram suas forças com a escuridão que Rhododendron ajudou causar, e assim fugiram da já não tão iluminada Colina Claryon. Com os anthurianos esquálidos, inclusive a guarda real, não foi difícil para os pllectranthus tomarem o poder.

    A primeira medida deles foi acorrentar o príncipe Átis numa espécie de âncora, e arremessá-lo de Éris em direção a um planeta bem distante das estrelas para que ele morresse de inanição, assim extinguiriam a descendência dos Hemeras de uma vez por todas. Átis caiu no mar dum “inóspito” planeta chamado Terra. Mirabilis e Cattleya seus pais, foram encarcerados. Os plectranthus apossaram-se do estoque de estrelas de Rhododendron, e distribuíam diariamente apenas uma mísera porção para cada anthuriano, o suficiente para que eles conseguissem realizar o trabalho escravo imposto por eles. Mas da janela da prisão, Mirabilis e Cattleya jogavam uma parte de suas estrelas na mesma direção que Átis fora lançado. O povo do planeta Terra ao vir àquelas estrelas precipitando-se, deu-lhe o nome de estrelas-cadentes.

    Na Terra, Átis Hemera vivia escondido numa gruta na praia onde ele caiu, e lá ficava aguardando as estrelas-cadentes para comê-las. Ao caírem no mar ele mergulhava e as apanhava. Átis aprendeu a se comunicar e assim fez amizade com muitas espécies marinhas, especialmente com uma lontra, [animal que se alimenta de estrelas do mar], a tal lontra dividia o que conseguia com Átis, que a princípio estranhou o sabor daquele tipo de estrela. No entanto, por serem mais nutritivas do que as cadentes, o fortaleceram sobremaneira, daí ele maquinou um plano para voltar a Éris: Pediu aos peixes-voadores que lhes levassem até lá, armou-se com um peixe-espada embebido em veneno de baiacu [o segundo vertebrado mais venenoso do mundo], e também levou consigo uma sacola cheia de plânctons.

    Ele retornou sem ser notado, por conta da total escuridão que assolava Anthurium. Ao pousá-lo, seus amigos peixes-voadores levaram o saco de plânctons para cima e os espalharam, iluminando assim todo o reino como fossem estrelas, amedrontados, os Plectranthus bateram em retirada, mas Átis perseguiu o rei deles e cravou o peixe-espada envenenado em sua jugular e o feriu de morte, depois disso capturou Rhododendron e o enclausurou na masmorra, recuperou o livro, e por fim libertou seus pais, reestabelecendo assim a prosperidade e a paz em Anthurium.

    Até hoje no longínquo planeta terra, conta-se a lenda do “comedor de estrelas-cadentes”.