Tag: Luiz Carlos Dumontt

  • Oração de MC, coração na BF e o pé na França

    Oração de MC, coração na BF e o pé na França

    Tenho muito orgulho dos meus amigos e parceiros de trabalho do Movimento Enraizados, no Brasil e no mundo. Já realizamos muitos sonhos juntos e agradeço sempre a todos que colaboraram para que alguma ideia louca que tive fosse levada adiante.

    O livro, o filme, os clipes… sempre dependi da ajuda de alguns muitos. A coordenação da “Escola de Hip Hop”. O dia a dia no Espaço Enraizados, ou melhor, o Espaço Enraizados. Os eventos, as reuniões, os aperrôs e as viagens.

    As viagens estão muito fortes em minha mente. Nossa ida para França desta vez foi simplesmente sensacional. Tenho certeza que muitos amigos e parceiros ficaram aqui torcendo por nós.

    A correria foi muito grande para que pudéssemos viajar. Eu particularmente corri muito escrevendo projeto para o edital de intercâmbio do Governo Federal, mas infelizmente desta fez ficamos na fila de espera. Então o Dumontt entrou na cena e conseguiu o recurso para que nós pudéssemos cumprir com os compromissos já assumidos em Nancy.

    O Marcão Baixada corria contra o tempo para conseguir o seu passaporte, para poder viajar a primeira vez de avião. Sua primeira vez para fora do país.

    Os objetivos de nossa viagem foram:

    1. Compartilhar com nossos parceiros a experiência da escola de hip hop Enraizados na Arte;
    2. Testar a eficiência universal do hip hop como ferramenta de complementação da educação formal e familiar;
    3. Criação de uma metodologia de aplicabilidade do hip hop como ferramenta de intercâmbio e experimentação cultural;
    4. Intercâmbio artístico do coletivo de rap #ComboIO com músicos franceses;
    5. Ampliar a rede de parceiros do Movimento Enraizados.

    Em Nancy, a Rute de Souza, da MJC (Maison des Jeunes et de la Culture – Casa de Juventude e da Cultura) – um de nossos parceiros na França – fez uma correria para conseguir uma hospedagem para nós cinco, eu (Dudu de Morro Agudo), Luiz Carlos Dumontt, Bruno Thomassin, Marcão Baixada e Léo da XIII.

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    Dumontt e DMA na varanda do apartamento do Haut Du Lievre

    Conseguiu um apartamento muito legal no bairro Haut Du Lievre, no décimo segundo andar do prédio 15 Bis. Na MJC organizamos oficinas de SLAM (rimas) e MAO (DJ) com alunos de uma escola local e gravamos uma música em parceria com rappers da comunidade, a experiência foi tão boa, que o MC, produtor e videomaker Uzy Down, liderança do local, sugeriu fazermos também um videoclipe, que foi gravado nas ruas do bairro, com a participação da juventude do Haut Du Lievre.

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    Enraizados com equipe da MJC
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    Enraizados com galerinha da oficina de rap @ MJC
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    Enraizados em oficina de DJ @ MJC
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    DMA na gravação do videoclipe.

    Nosso outro parceiro na França, a instituição L’ilo Aux Bombes organizou atividades quase que diárias, inclusive com seus parceiros. Realizamos encontros, que se desdobravam em bate-papos, shows e exibição de filmes, com crianças de quatro escolas (Jules Ferry, Pasteur, Geny e Paul Bert), além do Centro Social Jericho.

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    Enraizados na escola Jules Ferry.
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    Enraizados na escola Pasteur.
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    Enraizados na escola Geny
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    Enraizados na escola Paul Bert
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    Enraizados no Centro Social Jericho

    Organizaram ainda um festival de três dias intitulado L’ilo Aux Bombes Festival, dedicado a cultura brasileira, onde músicos franceses apresentaram músicas de diversos estilos brasileiros, como samba e MPB. Eu e Dumontt fizemos uma explanação, afim de explicar um pouco sobre o Movimento Enraizados para os presentes. Quem cuidou da tradução, sempre, foi o Bruno Thomassin. O coletivo de rap #ComboIO fez um show de uma hora apresentando as músicas do novo disco e fez algumas intervenções com grupos locais. Fizerem shows também nos evento anual Love Lay Festival e na casa de shows Le Quai’Son.

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    Bruno Thomassin, Alias Poet, DMA, Dumontt e David Carabin, na abertura do festival L’ilo Aux Bombes Festival.
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    Show do #ComboIO no festival L’ilo Aux Bombes.
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    Final do festival L’ilo Aux Bombes
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    Show do #ComboIO no Quai’Son
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    Show do #ComboIO no evento Love Lay Festival

    Ainda aconteceram intervenções culturais, como no evento Kwafe Slam, no bar Le Royal, onde os rappers do #ComboIO participaram recitando letras de suas músicas. No evento Broc-N-Roll, com uma intervenção musical com o músico Alias Poet e em uma outra intervenção com uma orquestra de rua. E por último no evento Underground Rugissements, no TOTEM, que era uma antiga fabrica de cerveja que foi ocupada pela Cia de Teatro Matéria Prima, e cedida a eles oficialmente pela prefeitura.

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    DMA recitando sua letra.
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    Intervenção com a orquestra de rua, durante evento no Broc-N-Roll

    Além é claro, das festas, aperrôs, que nos foram oferecidas nas casas de nossos amigos Riojy Shirai, Alias Poet, David Carabin e David Fredembach.

    Nossa presença na França ainda nos rendeu um reportagem para a TV francesa FR France 3, e para o jornal L’Est Républicain.

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    DMA, Alias Poet e Leo da XIII gravando para a TV FR France 3.

    Como resultado de nossa viagem, produzimos:
    10 músicas;03 videoclipes;
    02 documentários;
    06 GB de fotografias;
    50 vídeos de diário de bordo;

  • #ComboIO e sua odisséia pela França

    #ComboIO e sua odisséia pela França

    Malas, passaportes, equipamentos e disposição; alguns dos ingredientes que o #ComboIO trouxe consigo para Nancy, comuna que fica na região de Lorraine, na França. 11 horas de vôo até Amsterdã, mais 40 minutos voando de Amsterdã para Luxemburgo, e cerca de 45 minutos de carro até Nancy e, por mais desgastante que fosse a viagem e suas rotinas, como passar pela Alfândega e pelo departamento de imigração de Amsterdã e uma revista ao chegar em Luxemburgo, e ir de carro até a França, a sensação foi de satisfação.

    Satisfação em colocar os pés em território francês e perceber que toda a correria que tivemos nos últimos meses para isso acontecer, valeu de verdade. DMA, Léo Da XIII e Dumontt, já vieram à França, e o Bruno Thomassin é o francês mais brasileiro que conheço, essa é minha primeira viagem internacional e a primeira vez em que viajo de avião. Dudu me avisou para vir com a mente aberta pra absorver tudo que parecer novo para mim. O choque cultural é muito interessante, culturas diferentes e semelhantes ao mesmo tempo. “Aqui o pão francês se chama pão e o pão francês que a gente come no Brasil, aqui se chama pão brasileiro”, concluiu o Bruno quando fomos à padaria e demos algumas risadas.

    Existe um costume bacana de se visitar as pessoas: “Ah, vou ali na casa do fulano só pra falar um oi, bater um papo e depois volto pra casa”. Estamos na casa do nosso amigo, o cantor e músico Alias Poet e sempre aparece alguem aqui pra visitar, e tambem rola o Aperrô (lê-se festa americana de francês, cada um traz algo pra preparar pra comer). E por falar em comida, comi um Kebab… vamos dizer que é um X-Tudo, só que com um pouco mais que tudo.

    DSC01093 06Nessa primeira semana aqui, fizemos bastante coisa, conhecemos o bar-restaurante Le Royal, e fomos convidados para participar de um encontro de Slam Poetry que acontece uma vez por mês e lembra como organizamos os saraus literários aqui no Brasil. Fomos na sede da MJC no Alto do Coelho, e conhecemos o Uzy Down, rapper, produtor e videomaker e já fechamos uma parceria musical que deve contar com um videoclipe tambem.

    A barreira do idioma não é tão presente quando as pessoas daqui tambem têm interesse de aprender nossa língua. Ontem, ministrei meu primeiro workshop como DJ para crianças e muitos deles no final perguntavam à tradutora como se agradecia em português e o mais legal não era ouvir “muito obrigado”, mas sim ver a molecada feliz por ter aprendido à falar.
    Quando se tem dificuldade a gente dá um jeito, ou pede ajuda ao Bruno, ou se vira nos 30. Anteontem, por exemplo, foi o dia em que mais quebrei a barreira de idiomas. Falei em inglês com um francês, falei português brasileiro com um português de Portugal que mora na França, e falei “inglêsinhol” com um espanhol descendente de portugueses que estava bêbado.

    Por enquanto estamos na casa do Poet, pra fazermos parceria e ficar mais próximo aos locais dos eventos que iremos participar, mas tem um apartamento disponível para nós no Alto do Coelho, gentilmente cedido pela MJC, onde poderemos ficar quando acontecerem atividades constantes por aquela área. Gravamos junto com o Poet uma reportagem para o canal fr France 3, e tiramos uma foto para o Jornal Est Republican, para divulgar nossa estadia aqui e divulgar o nosso primeiro show aqui na França, num evento realizado pela L’^le aux bombes, produtora francesa que realiza eventos e promove artistas.

    923275_504190386303043_703478819_nConheci o T.O.T.E.M, que é um centro de referência em cultura urbana da região, é um espaço cultural que ocupa as instalações de uma antiga fábrica de cerveja e reúne pessoas do teatro e de diversos gêneros musicais e manifestações artísticas; lá eu conhecemos o Julian, que tem um trailer repleto de instrumentos musicais feitos com materiais reciclados e fizemos um barulho por lá. Tenho registrado tudo o que tenho visto de legal na cultura de Nancy, como graffiti, lifestyle, música e arte em geral; quem me acompanha pelas redes sociais vai poder conferir todos esses registros.
    à bientôt

    @marcaobaixada

  • Sobre a prisão das redes sociais.

    Sobre a prisão das redes sociais.

    O que fazer quando o youtube para?!!!… A nossa sociedade AINDA não tem resposta a essa questão.

    Algumas ferramentas de internet (principalmente as redes sociais) se tornaram tão presentes na nossa vida que as vezes se confundem, na nossa cabeça, com a própria internet, e fica difícil viver sem ela, pelo menos é o que se imagina; até que falha e somos obrigados a vasculhar o universo da web em busca de altenrativas.

    Estou falando isso porque hoje (04/06/13) fui assistir a um vídeo que o Dudu de Morro Agudo postou ontem sobre a nossa turnê que estamos fazendo aqui na França e para a minha surpresa eu não consegui assitir no Youtube; Então DMA me mandou a letra, abre em outro browser, abri no Safari e não consegui mesmo assim, só então eu me dei conta de que o gigante Google, pode ter um calcanhar de Aquiles. Sim é possível que todo esse aparato de tecnologias que se multiplica sobre o comando de seus criadores Sergey Brin e Larry Page não consiga dar conta dos seus milhões de usuários que postam miríades de terabites de vídeos em seus possantes servidores de vídeo.

    É difícil, mas as vezes acontece, e de vez enquando ficamos sem Facebook, Gmail, Youtube e outras superverdades absolutas que nos impõe os poderosos da internet.

    Preparem-se para de vez enquando ficarmos sem esse tipo de serviço, por isso devemos, como bons usuários que somos, buscar sempre novas ferramentas que nos possibilite avançarmos cada vez mais no uso da internet, pois a mesma arma que derruba ditaduras, também aprisiona.

    Por isso, busque sempre alternativas no uso da web.

    LIBERTE-SE, pare de se Googlar nesse mundo Facebookiano de Twittolices e outras redes prisionais. Não transforme a sua vida em uma INFernet.

    Esse é o vídeo que tentei ver, tenta aí, vai que o servidor já destravou:  http://www.youtube.com/watch?v=LMVrelTOKe8

  • Sobre o bolsa família e a queda da Globo (G1)

    Sobre o bolsa família e a queda da Globo (G1)

    Neste domingo (19) eu passei em frente a agência da Caixa Econômica de Morro Agudo, onde tinha uma pá de gente lotando os caixas automáticos e a rua. Em uma rápida vasculhada de olhar levantei diversas hipóteses:

    Hipótese 1: Assaltaram a agência: Descartei essa hipótese porque percebi que as pessoas que lá estavam não tinham aquele olhar de curiosidade, nem ficavam comentando a meia boca como se fosse alguma espécie de segredo, que é o padrão de comportamento utilizado por nós quando acontece uma merda federal daquelas que queremos falar, mas, ainda temos aquele medinho herdado dos nossos pais, por causa da ditadura, de falar alguma coisa que envolve o governo e os poderosos locais [político, polícia, matador, bandido, juíz etc].

    Hipótese 2: Mataram alguém na agência: Desistí dessa hipótese também quando percebi que não tinha aquela correria e aquela cara de “deu merda geral” de curiosos, típicos de quando acontece alguma coisa envolvendo morte, tragédia, tsuname, cataclismos etc. [desculpe, estou tentando não escrever palavrão no post, mas, as vezes não fica bom, foi o caso deste parágrafo, se preferir onde eu escrevi “deu merda geral”, substitua por um palavrão que você achar mais adequado, use a criatividade que o post fica mais interessante]

    Hipótese 3: Estão dando uma festa na agência: Essa é a hipótese mais, digamos, “bacana” [gíria de velho!], que eu pensei, ou alguém invadiu a agência pra dar uma festinha lá dentro, o que eu não duvido, pois em se tratando de Nova Iguaçu e das coisas que acontecem aqui, só pra você ter uma idéia aqui as calçadas não foram feitas para os pedestres se planta jardim, se estacionam carros, fazem extensões de casas e comércios – enfim tudo de ruim, os pedestres disputam as ruas com os carros; o governo chegou a ficar quase um mês sem pegar lixo na cidade; tem carro de som na rua até por volta de meia noite até de políticos, mesmo depois das eleições; enfim é uma sucessão de absurdos que se eu fosse ficar falando aqui, não caberia nessa coluna. Portanto essa hipótese não é tão alucinada assim, mas eu descartei-a também, pois não havia um som bem alto como é de costume aqui em tudo que é tipo de festa de rua.

    Hipótese 4: Coincidência: Na falta de uma hipótese apropriada fiquei com essa mesmo, afinal as pessoas vão ao banco na hora que querem, vai que em um domingo de frio todos resolveram sair de debaixo de seus cobertores em casa para irem até a agência da Caixa sacarem um dinheirinho! Me pareceu que das hipóteses que eu levantei, essa era a mais apropriada.

    Para a minha desilusão me deparei com a notícia de que as pessoas foram até a Caixa porque alguém ou melhor, um grupo político qualquer, espalhou a falsa notícia de que o Programa Bolsa família iria acabar e que o último dia de saques seria nesse domingo. Quanta maldade pode caber no coração de um político que em troca de tentar ferrar com o governo espalha uma notícia dessas para uma população que é manipulada o tempo todo por tudo que é grupo poderoso do nosso País. A chamada Mídia faz esse povo comprar, votar, xingar, amar em quem, o que e no que, os donos das emissoras de TV querem. Os políticos cagam e andam pra essa gente, dão o peixe e não ensinam o povo a pescar pra continuarem a merce de um bolsa isso e aquilo, um leite, um alimento ou uma benece qualquer de um governo que está lá para nos favorecer: pode ser uma vaga pra escola dos filhos, uma consulta médica, um saco de cimento, um churrasco na esquina e até mesmo pra continuar se “sentindo seguro” – Resumindo: Aqui tudo se troca por votos!

    Enfim, depois de eu saber a verdadeira razão pela qual a população de Morro Agudo estava lotando uma agência da Caixa Econômica em pleno domingão, eu fui buscar notícias a respeito na internet [porque eu não assisto esse lixo de televisão que tentam nos empurrar guela abaixo, quando eu quero ver alguma coisa na TV eu mesmo procuro na Internet], e fui surpreendido novamente quando percebi que a página do Portal G1 – da Rede Globo, pelo que tudo indica CAIU, ou seja, foi raqueado e desviada para uma página de administração de projetos (http://pagesinxt.com/), eu não sabia se ria ou se chorava da situação, afinal, estamos falando de um dos grupos políticos mais poderosos do Brasil [se é que me entendem].

    Finalizando o nosso papo, como dizia a minha vovó: “Quem tem a unha maior que suba na parede!” – Ou seja: Em briga de cachorro grande, tentar apartar ou torcer pra um lado, pode ser perigoso!

    Paz, sempre!

  • Mais uma parceria entre a IFRJ e o Enraizados

    Mais uma parceria entre a IFRJ e o Enraizados

    Hoje, 20 de março de 2013, os alunos do curso de Produção Cultural do “Instituto Federal do Rio de Janeiro” (IFRJ – Campus Nilópolis) vieram ao Espaço Enraizados, sede do Movimento Enraizados, em Morro Agudo, para propor mais uma parceria, desta vez é para o projeto de de extensão “Cultura Popular, Educação e Cidadania na Baixada Fluminense – Mapeamento Musical e Protagonismo Social”, coordenado pelo professor e camarada Álvaro Simões Corrêa Neder.

    A idéia é discutir discutir “a música” da Baixada Fluminense sob a perspectiva dos agentes locais e o Espaço Enraizados será palco para as discussões, além do Centro Cultural Donana e outras organizações da Região. Participaram da conversa Dudu de Morro Agudo, Luiz Carlos Dumontt, Samuca Azevedo, Léo da XIII e MC CS.

    Sendo assim, artistas e interessados pela música produzida na Baixada Fluminense, fiquem espertos que logo logo tem novidades.

  • A Cidade e O Cidadão (Parte 2: Eleições do Barulho)

    A Cidade e O Cidadão (Parte 2: Eleições do Barulho)

    Começo essas linhas fazendo uma simples pergunta:
    _ Por que eu sou obrigado a ouvir as musicas das campanhas eleitorais o tempo todo, mesmo quando eu quero simplesmente descansar?

    É impressionante a falta de compromisso com o cidadão desses políticos sem senso de coletividade, quando em uma Cidade já barulhenta, se coloca essas músicas horríveis de campanhas eleitorais na altura que bem entendem e no horário que querem (de acordo com a tal da Lei 9.504 e blá, blá, blá…).

    Eu moro no segundo andar de um prédio que fica de frente pra rua em um pequeno centro comercial e não consigo dormir antes das 22h, porque sempre tem um carro de som que passa, quando muito no volume que eles consideram baixo, ou seja, aquele volume que você não chegaria a usar em uma festa na sua casa.

    Não sei porque o TRE se cala diante de tamanha violação de direitos, vejamos o que diz a Constituição do Brasil de 1988.

    Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

    I – a soberania;

    II – a cidadania;

    III – a dignidade da pessoa humana;

    Logo “de cara” aqui já se têm subsídios suficientes pro TRE proibir sumariamente os carros de sons.

    Pergunto aos juízes do TRE:
    1)    Que dignidade tem um ser humano que não consegue ter silêncio em sua própria casa, se ele não consegue ouvir uma música, escutar um filme, conversar sem ter que gritar ou simplesmente não poder dormir devido ao BARULHO?

    2)    Por acaso é digno alguém que você não conhece te obrigar a ouvir uma música horrenda de autopromoção simplesmente porque ele pensa que se você não parar de pensar nele, você lhe dará o seu voto?

    Pior do que ter de ouvir incessantemente essas musiquinhas chatas de campanhas eleitoreiras é o silêncio de depois das 22:00h, é nessa hora que o pior vem, porque você ouviu tantas vezes aquela música chata e inoportuna que ela fica martelando na sua cabeça mesmo quando você não está ouvindo!

    Sendo assim, vamos continuar explorando a CF88 (A Constituição de 1988), diz a Lei:

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, (…) nos termos seguintes:(…)

    III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
    PERGUNTA: [Será que não é torturante viver, ou melhor, sobreviver nessas condições BARULHENTAS descritas acima?] (…)

    X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
    PERGUNTA: [Ouvir dingos de campanhas políticas o tempo todo “naquelas alturas” quando o que eu queria era ouvir a minha musica favorita, não constitui violação da minha INTIMIDADE e da minha VIDA PRIVADA?]

    XI – a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
    PERGUNTA: [O político não entra na minha casa, mas as idéias dele sim, o barulho dele sim, a falácia dele sim, a demagogia dele sim, e não adianta eu ficar irritado, porque eles continuarão invadindo a minha casa com o seu barulho ensurdecedor sem que o TRE faça nada para defender os interesses do ELEITOR?] (…)

    XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; [Aquelas do artigo 1o– deixa prá lá!] (…)

    Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
    PERGUNTA: [Que saúde pode ter alguém que é privado da liberdade do bem estar se segundo a Organização Mundial da Saúde – Saúde é um estado de completo bem-estar físico, MENTAL e social e não somente ausência de afecções e enfermidades? Não poder estar em sua própria casa sem ser violentado por esse BARULHÃO, não sair às ruas sem ouvir o BARULHÃO, e principalmente não trabalhar sem esse BARULHÃO – Esse BARULHÃO irritante que promove um MAL ESTAR não só em mim, mas em muita gente!]

     

    Não creio que o TRE vá a essa altura do campeonato proibir os políticos imundos de zunirem os nossos tímpanos com o seu BARULHÃO do inferno, já que a Lei das Eleições – Lei no 9.504 de 30 de Setembro de 1997 é clara em seu Artigo 37 § 9°: Até as vinte e duas horas do dia que antecede a eleição, serão permitidos distribuição de material gráfico, caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos. (fonte: Site do Tribunal Superior Eleitoral –  http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/lei-das-eleicoes/lei-das-eleicoes-lei-nb0-9.504-de-30-de-setembro-de-1997#art36-41)

    Já que teremos que conviver com esse BARULHÃO então pelo menos poderíamos fazer um outro barulhão dessa vez de indignação se mandarmos muitos twitters pro TSE com a hastag:

    #EleiçãoSemBarulho

    #ForaCarroDeSom.

    Pra quem desejar entrar nessa campanha louca o twitter do TSE é @TSEjusbr e do TRE do Rio é @TRERJ

     

     

  • O Corre Corre Cotidiano

    O ritmo de trabalho aqui no Enraizados, quando pensamos que está grande, fica ainda mais corrido. Só pra vocês terem uma idéia, antes de ontem (31/05) fui a uma reunião a convite do nosso amigo Egeu Laus pra resolver umas questões referentes a Rio+20, tudo indica que vai rolar umas parcerias maneiras entre várias instituições para veiculação de uma WebTV na Cúpula dos Povos, as discusses estão em processo, quando ficar pronto vamos divulgar pra geral. Logo depois, tive que vir correndo pra Nova Iguaçu, pois o nosso pessoal já estava na UFRRJ – Campus Nova Iguçu para fazermos uma dinâmica de Rap com alunos e professores que estão em greve por melhores condições de trabalho e por uma educação mais digna e igualitária.

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    Ontem (01/06) rolou a primeira Banca de Freestyle fora da Sede do Enraizados, foi na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra por ocasião do 1o Festival Arena da Palavra logo depois da aula de Rap do Slow da BF. Uma experiência muito gratificante! Nessa o Ualax MC levou o troféu de 1o Lugar e foi comemorar com @s amig@s, é claro. A surpresa da noite ficou por conta de Diamante MC, que apesar de ter apenas 13 anos de idade, levou o 2o Lugar e mais R$ 100,00, deixando várias minas enlouquecidas. Logo depois já começamos as conversas para o próximo Mixtureba Enraizados, eu, Dudu de Morro Agudo e Anderson Barnabé (administrador da Arena) chegamos finalmente a uma data, acertamos o próximo Mixtureba Enraizados para Julho e já temos uma Banda Convidada. Vamos divulgar em breve para que tod@s possam comparecer. Enquanto isso, quem quiser conhecer um pouco mais sobre o hip hop militante pode colar lá nas aulas do Slow da BF que acontecem toda semana na Arena, é bem legal e ví pessoas de todas as idades, tem até umas tiazinhas fazendo rimas junto com os adolescentes. Fantástico!

    Banca de Freestyle na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra
    Batalha de Freestyle

    Sempre que eu entro na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra fico muito feliz, porque o equipamento é de alto nível, confortável e muito bem cuidado, e o mais importante de tudo, fica na Pavuna, periferia da Cidade do Rio de Janeiro, bem próximo a nossa periferia aqui.

    Aula da Rap do Slow da BF
    Aula de Rap do Slow da BF

    Quero terminar essas linhas agradecendo a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro através da Secretaria de Cultura, a Administração da Arena Carioca Jovelina Pérola Negra e a população local, que deu o maior apoio a atividade. A equipe do Barnabé está fazendo um excelente trabalho na localidade e os moradores se sentem a vontade para participarem das atividades, é muito gratificante ver aquela molecadinha toda e seus pais invadindo o espaço e tomando conta do equipamento.

    Também quero parabenizar ao Leo da XIII que idealizou a Banca de Freestyle, ao Dudu de Morro Agudo e a sua Tropa de Elite que consegue se equilibrar entre a militância e a arte com maestria.

    Estamos juntos.

    visite o meu site: dumontt.com