Tag: midia

  • O Rap e o Mainstream

    O Rap e o Mainstream

    O rap é preto, o rap é cultura marginal, isso é um fato, porém o rap vem se consolidando cada vez mais no mercado musical. Contratantes, gravadoras estão vendo a expansão do gênero como meio de lucro, pois o rap está sendo aceito nos meios de comunicação, em programas de televisão, novelas, etc.

    Com um público fiel e um possível novo público-alvo se torna interessante fazer parte do “jogo”. Mainstream, amigos, business.

    Porém entra um fator importante, boa parte desse público fiel se apega a raiz, as origens e acreditam que os rappers não devem estar na TV, pois seria sinal de que eles se venderam e não os representam mais.

    Muita das vezes entende-se erroneamente que a nova e a velha escola do rap não se misturam, cada um teve sua ideologia, mas ambos são uma só família, uma só cultura, por isso é de suma importância uma música como “Pragmático”, onde Dexter rima com CHS, Coruja BC1 e ADL, esse intercâmbio só fortalece os laços e mostra pra velha e nova geração de fãs o talento de ambas, assim, perpetuando o respeito pelos trabalhos dos artistas envolvidos.

    As vezes a galera apoia a ida aos meios midiáticos, desde que se mantenha a postura e não os censure, super concordo, se for pra estarmos presentes, que seja para representar tudo aquilo que pensamos (liberdade de expressão). Vocês realmente acreditam que o rap perdeu a essência porque ele vem ganhando o mundo? Vocês acreditam que o rap tem que ser um gênero sempre marginalizado?

    A questão mais que importante de tudo isso é que o rap tem que estar em todos os lugares, com as mais variadas vertentes, tenha seu público fiel e conquiste cada vez mais novos adeptos. Não veja a mídia como um inimigo, mas sim como um instrumento de propagação de trabalho.

  • DMA ministrou aula de ‘Redes Culturais e Tecnologias’, na UFRRJ de Nova Iguaçu

    DMA ministrou aula de ‘Redes Culturais e Tecnologias’, na UFRRJ de Nova Iguaçu

    Sexta-feira (02), Dudu de Morro Agudo, ao lado do professor Valter Filé, ministrou aulas de “Democracia, mídia e mobilização social” & “Redes culturais e tecnologias”, das 08 às 17 horas, a UFRRJ, Campus de Nova Iguaçu, para o curso de formação continuada para Conselheiros Municipais, uma ação que integra o Programa Universidade e Participação Social (PROEXT-MEC).

    O curso teve como objetivo subsidiar a atuação dos membros dos conselhos municipais gestores públicos e representantes de instituições da sociedade civil (sindicatos, organizações não governamentais e movimentos sociais); constituir um espaço permanente de debate, reflexão e troca de saberes relacionada à participação social e a democratização da gestão pública na Baixada Fluminense e seu desenvolvimento local e regional; incentivar a organização popular nos diversos segmentos e demandas distintas (juventudes, crianças, mulheres, idosos, LGBT, saúde, educação, segurança pública, segurança alimentar, direitos humanos); estimular a utilização dos equipamentos públicos disponíveis e promover o debate propositivo da agenda social e política de cada grupo.

    O público alvo foram docentes, discentes, conselheiros municipais, gestores públicos e representantes de instituições da sociedade civil (sindicatos, organizações não-governamentais e movimentos sociais).

    As inscrições para o curso terminaram no dia 04 de setembro, contudo os cursistas que cumpriram 75% de freqüência receberam um certificado do curso e demais atividades de formação, como o Fórum pelo Desenvolvimento da Baixada Fluminense.

  • Black… Tendência ou afirmação?

    Black… Tendência ou afirmação?

    Não, não me refiro à tática Black bloc, empregada em inúmeras manifestações urbanas ao redor do globo. Me refiro ao “Black Power”, ou melhor, penteado afro, que vem sido usado por vários jogadores da seleção brasileira; e quem vem sendo enfatizado pelos grandes veículos midiáticos.

    Pra quem não sabe, o termo “Black Power” refere-se ao movimento que se iniciou na década de  60, espalhando um “renascimento” cultural da comunidade negra dos EUA. Considerado por muitos como movimento de “consciência negra”, o Black Power estimulou a criação de instituições culturais e educacionais independentes para a comunidade negra que duraram até aos anos 70.
    Os penteados afro eram a marca de muitos representantes desse movimento, e o termo Black Power acabou que sendo associado ao estilo de penteado.

    A Copa das copas, está rolando aí, você sabe; e o que vejo são matérias de grandes tabloides e programas de TV enaltecendo os penteados afro, dos jogadores da seleção brasileira e de outras seleções. Mas parando pra pensar, não é comum vermos tantas pessoas adeptas do penteado afro sendo representadas e vistas nesses veículos de comunicação.

    O penteado afro ainda é visto com negatividade por boa parte da população, tendo em muitas das vezes, sua imagem vinculada à moradores de rua, usuários de drogas e bandidos.

    Quem não se lembra do caso do ator Vinícius Romão, que foi preso ao ser confundido com um ladrão que usava penteado afro? Quantos casos de preconceito com o penteado afro você já presenciou?

    A grande mídia e as classes mais altas querem falar da cultura dos pretos quando é conveniente pra elas falar; para que as classes mais baixas que servem de mão-de-obra e consomem seus produtos possam se sentir representadas e lhes render audiência e homenagem.

    Estilo? Beleza? Tendência? Isso é muito bacana, é muito legal ter seu estilo representado.

    Mas muito mais que tendência, o penteado afro é uma afirmação. Os cabelos duros, crespos, cacheados, encaracolados, não são bombril, não são ‘ruins’. E enquanto pretos, que lutam contra o racismo, precisamos assumir essa postura e dizer isso ao mundo. Nós não queremos apenas mostrar o quanto somos belos, o quanto nosso cabelo é style, mas queremos sim que igualdade entre as etnias seja real, nas práticas diárias e não algo que apareça nas TVs e nos jornais pra nos satisfazer por um período de tempo e, depois, tudo voltar a ser como era antes.

    Boa sexta,

    @marcaobaixada

  • Entrevista com vândalo” estreia dia 18/6 no Sérgio Porto

    Entrevista com vândalo” estreia dia 18/6 no Sérgio Porto

    Uma escritora reúne um coletivo para criar um espetáculo de teatro sobre as manifestações, um jovem “black bloc” e um policial infiltrado participam dessa experiência e um inesperado triângulo amoroso se forma. É assim que “Entrevista com Vândalo”, peça de Luiz Eduardo Soares dirigida por Marcus Vinícius Faustini pretende abordar os protestos que aconteceram em junho do ano passado. Com estreia no dia 18 de junho, a montagem ficará em cartaz noEspaço Cultural Sérgio Porto até 10 de julho, a preços populares.

    Certo de que o teatro também pode deixar sua contribuição na discussão dos acontecimentos de junho de 2013, quando manifestantes foram, em massa, às ruas protestar por melhorias no país,Marcus Vinícius Faustini propôs a Luiz Eduardo Soares que ele escrevesse um texto para ser montado no “aniversário” de um ano das manifestações. O resultado é uma peça que busca  mostrar o choque de comportamento dos personagens envolvidos por meio de um encontro entre um policial e um “black bloc”. No elenco estão os atores Márcio Vito interpretando um policial e o Governador, Ian Capillé como um manifestante e um coronel da polícia, e Valquíria Oliveira, vivendo uma atriz e a secretária do Governador.

    O texto de Luiz Eduardo Soares foi escrito a partir  do corpo a corpo das ruas, dos conflitos que testemunhou e viveu, em diálogo com a memória de sua geração. “A peça é uma visita à ‘casa de máquinas’ que movem os afetos e a imaginação dos sujeitos que somos tantos de nós, depois de junho de 2013, indo para as ruas e assumindo novo protagonismo político e existencial. Tenho 60 anos e estou começando a aprender a falar”, diz o autor.

    Para contar essa história no palco, Faustini optou por usar poucos elementos cênicos, priorizando os atores e os diálogos. “A intenção é lançar luz sobre os personagens. Estive presente nas manifestações e pude observar cada um deles. Minha ideia é ‘dar corpo’ a essas pessoas que estão por trás dos títulos de policial e manifestante”, explica. “Entrevista com vândalo” marca a volta de Faustini à direção teatral em um palco convencional. Em 2003 ele quando dirigiu “O Inimigo do Povo”, também no Sergio Porto, e em 2012 dirigiu cenas no Festival Home Theatre,  que apresenta peças em residências.

     

    Sobre Luiz Eduardo Soares:
    Formado em Literatura pela PUC-RJ, construiu sua trajetória combinando produção literária e dramatúrgica com docência, obras acadêmicas e gestão pública. Escreveu, com Domingos de Oliveira e Márcia Zanelato, a peça Confronto e a adaptação para o teatro de seu livro, Tudo ou Nada, que será encenada com direção de Marcus Faustini. É mestre em Antropologia, doutor em ciência política com pós-doutorado em filosofia política. Foi secretário nacional de segurança pública. Tem vinte livros publicados, entre eles o romance Experimento de Avelar, premiado pela Associação de Críticos Brasileiros em 1996, Elite da Tropa e Elite da Tropa 2, e Meu Casaco de General, finalista do Prêmio Jabuti em 2000. Foi professor da Unicamp e o Iuperj, além devisiting scholar em Harvard, University of Virginia, University of Pittsburgh e Columbia University. É professor da Uerj.

    Sobre Marcus Vinícius Faustini:
    Criado na comunidade Cesarão, em Santa Cruz, formou-se em direção teatral pela Escola Martins Pena e destaca-se na cena cultural desde 1998. Diretor de espetáculos reconhecidos como: “Capitu”, “Eles Não Usam Black Tie”, “A Luta Secreta de Maria da Encarnação”, “O Inimigo do Povo”, Faustini atuou também dirigindo documentários como: “Chão de Estrelas”, “Carnaval, bexiga, funk e sombrinha” e “Cante um funk para um Filme”. Em 2009, escreveu o livro “Guia Afetivo da Periferia” – que narra a trajetória de um jovem estudante de teatro pela cidade do Rio de Janeiro. O romance recebeu críticas positivas do Jornal O Globo, Revista LER (Portugal), Jornal do Brasil, Revista BRAVO, entre outros. No início de 2011, Faustini criou a Agência de Redes para Juventude, programa que capacita jovens de comunidades para produzirem seus próprios projetos em prol do lugar onde vivem. Em 2012, a metodologia da Agência foi premiada e escolhida pela Fundação Calouste Gulbenkian para ser implantada em Londres e Manchester, na Inglaterra, em parceria com People’s Palace Project (PPP), Battersea Art Centre (BAC) e Contact Theatre. No mesmo ano lançou o Festival Home Theatre, projeto que tem como proposta levar o teatro para dentro da casa das pessoas, vencedor do Prêmio Shell. Faustini é colunista do Jornal O Globo e está à frente do programa 0800 – Cultura Urbana Livre, da Rádio Beat 98.

    FICHA TÉCNICA:
    Texto: Luiz Eduardo Soares
    Direção e Cenografia: Marcus Vinicius Faustini
    Assistente de Direção: Francisco Salgado
    Elenco: Márcio Vito, Valquiria Oliveira, Ian Capillé
    Direção de Produção: Marta Vieira
    Produção Executiva: Igor Veloso
    Iluminação: Lara Cunha e Fernando Mantovani
    Figurinos: Nívea Faso
    Programação Visual: Marina Moreira
    Assessoria de Imprensa: RPM Comunicação

    SERVIÇO:
    Entrevista com vândalo
    De 18 de junho a 10 de julho – Quartas e quintas, às 20h
    Local: Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto
    Endereço: Rua Humaitá 163, fundos
    Tel: (21) 2535-3846
    Ingressos: R$10,00 inteira e R$5,00 meia e lista amiga
    Classificação etária: 14 anos
    Duração: 60 minutos
    Capacidade: 45 lugares

    ASSESSORIA DE IMPRENSA:
    RPM Comunicação
    Érica Avelar – erica@rpmcom.com.br – (21) 3478-7437 // 98272-2337
    Marina Avellar – marina@rpmcom.com.br – (21) 3478-7414 // 98272-2335

  • Sepe apoia participação dos Black Blocks nas manifestações

    Sepe apoia participação dos Black Blocks nas manifestações

    Uma matéria interessante que assisti no Terra TV que trago aqui hoje para a nossa reflexão diz respeito à criminalização dos Black Bloc nas manifestações do Rio de Janeiro. De forma geral, tanto o Estado, através de seu aparelho repressor, neste caso, a polícia, vem vandalizando os grupos e coletivos de manifestantes, quanto alguns agentes da imprensa.

    No caso da POLÍCIA: São usados ARMAS que eles consideram não letais contra pessoas civis desarmadas e nesse âmbito, o que os Black Block fazem é jogar de volta as bombas, jogar pedra em quem atira neles com as chamadas balas de borrachas e sprays de pimenta. Os policiais que sempre estão de armadura e capacete contra-atacam com mais tiros, bambas, cacetetes e outros equipamentos de repressão de massas organizadas e os manifestantes ainda foram proibidos, pelo judiciário, até mesmo de usarem máscaras de protesto no rosto que não protegem eles contra os tiros e os sprays da polícia.

    No caso da IMPRENSA: A maioria da nossa imprensa marrom, vandaliza os manifestantes jogando a opinião pública contra eles dizendo que eles promovem quebra-quebra, quando na verdade, já estamos cansados de saber que existem vários policiais disfarçados de manifestantes fazendo esse trabalho, os chamados P2 que de vez enquando são identificados pelos próprios manifestantes e entregues ao vivo via Midia Ninja e outros narradores independentes que acompanham esses eventos e transmitem ao vivo pela Internet; Internet esta que, aliás, têm mostrado uma programação infinitamente superior à da TV enganadora, repressora e manipuladora da opinião pública. Uma boa alternativa pra quem não quer ficar nas mãos desses farçantes!

    Os professores estão gratos pela ajuda recebida dos Black Blocks e reconhecem a legitimidade de seus atos, apesar de não aprovarem a depredação de patrimônios como forma de protestos, mas, a fala dos mestres oprimidos no sentido de fazerem uma frente de defesa dos professores nas próximas manifestações me faz pensar o seguinte:

    _ Será que teremos a criação de um Teacher Block ou Black Teacher?

    Pena que os filhos do Paes e do Cabral não estudam nas escolas públicas, senão eles rapidamente se preocupariam em resolverem mais esse problema da nossa educação.

    Por último, mas não menos importante, quero fazer uma proposta: Os políticos, de forma geral, deveriam ser obrigados por Lei a usarem todos os serviços públicos, sem excessão, inclusive os colégios e os hospitais públicos e não usarem planos de saúde e escolas particulares. Dessa forma, creio que teríamos menos problemas nessas e em outras áreas, além de refrescar bastante o orçamento dos 3 poderes.

    Até breve.