Tag: morte

  • Jornalista Glória Maria, referência preta para toda uma geração, morre no Rio de Janeiro.

    Jornalista Glória Maria, referência preta para toda uma geração, morre no Rio de Janeiro.

    Hoje, dia 02 de fevereiro de 2023, uma das principais e mais importantes jornalistas brasileiras nos deixa. A jornalista Glória Maria morreu após uma longa luta contra um câncer que começou no pulmão, e depois, em decorrência de uma metástase, se espalhou para outras partes do corpo, como o seu cérebro.

    Sem dúvidas essa é uma nótícia triste e que impactou todo o país, mas a Glória Maria, para nós, pessoas negras, era muito mais que uma importante jornalista, ela era um referência, um símbolo, pois foi precursora em diversos momentos, foi a primeira mulher negra a ocupar muitos lugares importantes e parte dessa história vem se tornando pública agora com a sua morte.

    Recentemente, Glória foi entrevistada no podcast Mano a Mano, captaneado por Mano Brown, e nos mostrou um outro lado, que talvez muitos não conheciam, pois ela era, ao mesmo tempo uma mulher combatente, por motívos óbvios, pois quem chegou onde Glória Maria chegou, teve de enfrentar – e vencer – um leão a cada dia. Mas ela também se mostrou bem humorada, simples e conhecedora de muitos assuntos, ela não fugiu de nenhum, e ainda fez elogios ao Mano Brown que pareceram uma xavecada marota.

    Glória Maria é um símbolo pra nós porque entendemos que a mulher preta é a base da pirâmide social, a que mais sofre com o racismo, gênero e pobreza, que é impactada triplamente pelo que chamamos agora de interseccionalidade. E ela venceu. Utilizou suas táticas de luta, que muitas vezes foi o silêncio para que depois pudesse gritar, ou melhor, para que depois todos nós pudéssemos gritar.

    Glória Maria por muito tempo foi o único corpo preto que víamos na TV aberta, disputando também o nosso imaginário, disputando símbolos. Ver a Glória Maria na televisão, em tantos momentos vitoriosos, importantes e gloriosos, fez uma geração inteira ter orgulho de ser preto. Por isso hoje vimos centenas de manifestações pelas redes sociais, tanto de seus colegas jornalistas, como Heraldo Pereira e Anielle Franco, atual Ministra da Igualdade Racial, quanto atrizes como Zezé Motta prestaram suas homenagens.

    Um adeus a Glória Maria.

  • Efeito Morte

    Efeito Morte

    No dia em que Robson Gabiru faleceu, eu vi inúmeras mensagens homenageando-o no Facebook, dizendo o quanto ele era boa pessoa, o quanto ele era bom artista etc.

    Mas por qual motivo as mesmas pessoas não disseram isso antes?
    Eu mesmo respondo: – Esse é o “efeito morte”.

    Ou vocês ainda não perceberam que não morre gente ruim: “Era uma excelente pessoa!”, “Fará falta!” etc.

    Não estou afirmando que tais frases não são sempre insinceras, mas há de se convir que na maioria das vezes elas são no mínimo tardias.
    Como disse alguém: “Dê flores aos vivos!”.

  • O que você faria se só tivesse um mês de vida?

    O que você faria se só tivesse um mês de vida?

    Olá a todos e todas que acompanham minha coluna semanal aqui no Portal Enraizados.

    A minha coluna de hoje é uma provocação daquelas, mas tenho certeza que se você aceitar o desafio irá perceber que não dá tanto valor quanto deveria às sagradas 24 horas do seu dia.

    Os últimos meses estão me servindo de palco para uma análise profunda sobre minha existência. Quando eu era criança tinha muito medo de morrer – hoje não tenho tanto. Meu medo nem era de morrer, mas de não saber pra onde eu iria ou quem eu encontraria lá do outro lado. Eu nem sabia se havia um outro lado – e ainda não sei, mas espero que exista.

    No fundo eu acho que meu medo era de me afastar daqueles que eu amava e que estavam aqui. Eu não queria deixar meus amores aqui.

    Eu fui crescendo e esse meu pavor da morte foi se afastando de mim, me tornando um ser quase imortal. A morte já não me incomodava tanto. Apesar de toda hora morrer um ou outro assassinado aqui no bairro, ainda assim era algo distante de mim, até o dia que eu perdi uma pessoa que amo muito. Minha avó.

    A morte bateu aqui no portão e levou um bem precioso.

    Todos os meus fantasmas me assombraram novamente, mas dessa vez eles fizeram um upgrade e vieram mais potentes. Meu medo de morrer havia voltado, mas de uma forma diferente.

    Tantas coisas que eu queria ter dito pra minha avó e eu não disse, tive tantas oportunidades e não disse. Sempre achava que haveria uma nova oportunidade amanhã, até que um dia não houve amanhã.

    A partir daí eu comecei a valorizar mais as pessoas e os momentos, mas às vezes eu ainda me surpreendo como as responsabilidades do dia a dia me afastam daquilo que realmente importa.

    Nessa hora me faço a pergunta: O que eu faria se me restasse apenas um mês de vida?

    • Faço aquela música que está em Stand By à meses;
    • Ligo pra minha namorada, filha, mãe e digo o quanto as amo;
    • Faço aquela viagem que nunca dá;
    • Visito um amigo de infância.

    Outro dia eu estava no supermercado, contando as moedas para comprar somente o necessário, economizando de tudo o que é lado, quando me deparei com uma caixa de bombom e me deu vontade de levar para minha filha, minha mãe e minha namorada. Não tinha dinheiro, mas e daí?

    Talvez não houvesse outro dia.

    E você, o que faria se só te restasse um mês de vida?

  • Champignon, ex-baixista da banda Charlie Brown Jr., é encontrado morto

    Champignon, ex-baixista da banda Charlie Brown Jr., é encontrado morto

    Triste o fato de perdermos dois caras tãos bons, de uma mesma banda, em apenas um ano, mas é verdade.
    Luiz Carlos Leão Duarte Junior, 35 anos, o “Champignon”, foi encontrado morto em seu apartamento hoje, por volta das 00:30, após os vizinhos ouvirem um barulho de tiro.

    Ele morava no Morumbi com a esposa, que estava no apartamento na hora da morte. Ela que está com cinco meses de gravidez, estava em estado de choque e gritava muito.

  • Sobre as mortes do cantor Chorão e do garoto Kevin

    Sobre as mortes do cantor Chorão e do garoto Kevin

    Aproveitando o clima mórbido que se instalou neste dia de Sábado, vamos falar um pouco sobre duas mortes bem diferentes: O cantor Chorão do Charlie Brown Jr e o garoto boliviano Kevin Espada.

    O delegado, declarou pro portal G1 que a morte do chorão foi fatalidade. Eu pensei então, como assim? Então fui perguntar ao oráculo, pai dos burros, o nosso famoso e “desconhecido” [se é que me entendem!] Dicionário.

    Vejamos, segundo o Dicionário Micaelis, fatalidade significa 1 Qualidade do que é fatal” [é… realmente ele morreu, ou seja, foi fatal pra ele assim como foi pra todos os outros que morreram de overdose também!]2 Acontecimento funesto, imprevisível, inevitável, marcado pelo destino ou fado [caraca o delegado acertou denovo, mas até agora ele só falou o óbvio!]3 Sucesso desastroso; desgraça. [merda! se era pra eu saber isso sobre a morte do  Chorão, não precisava perguntar ao delegado, isso qualquer um sabe!]

    É realmente impressionante a capacidade das autoriades de abrir a boca, falar um quilo e não dizer 10 gramas. Ele só falou o óbvio, pra que eu quero saber o que eu já sei? só porque foi um delegado que disse? É o que,… pra eu ter certeza de que eu não estava enganado? [que matéria bosta,essa do G1!]

    Agora, cá entre nós, vem um monte de gente (parentes e amigos) falar que o chorão se sentia muito só, que era depressivo, vivia triste e tal. Outra coisa óbvia pra se falar do cara, ora bolas, por isso que o nome dele é Chorão e não Alegre, Divertido, Clean e outros sinónimos de felicidade. O cara adotou um nome artístico desses justamente porque era assim que ele se sentia, agora vem uma pá de gente me falar que o cára estava depressivo e triste! Então porque ele não mudou o nome dele pra Depressivão ou Tristão e tal?

    Uma coisa eu tenho como certa: O vitimismo é uma praga que quando gruda em alguém é difícil de largar, quem é assim, acha que tudo está ruim e vai piorar e que a culpa é sempre dos outros.

    Se liga aê ô povo meia boca de uma figa, faça como disse o Gonzaguinha naquela música, “viva sem vergonha…” ou algo parecido!

    Agora vamos para outra fatalidade, dessa vez envolvendo o Corintians e a família Espada [tinha que ser o São Paulo e a família Espada – se é que me entende!]. Eu acho legal e tal várias pessoas se envolverem no caso, estão até levantando uma grana pra família do garoto. Ops! Péraí, tem dinheiro na parada? ah tá! Então está esplicado porque tem tanto tubarão envolvido. O tubarão é capaz de sentir o cheiro de sangue na água numa proporção de uma parte de sanque para um milhão de partes de água [Os tubarões do futebol sentem o cheiro do dinheiro de longe!]. E quem são os tubarões do futebol de quem estou me referindo?

    Está lá no portal Terra assim:

    “Nesta manhã de sábado, em encontro em hotel na cidade de Santa Cruz de la Sierra, José Maria Marin (presidente da CBF), Marco Polo Del Nero (vice e presidente da Federação Paulista), Nicolás Leóz (presidente da Conmebol) e Vicente Cândido, entre outros dirigentes, se reuniram para tratar do tema.”

    E de quanto nós estamos falando? cerca de R$ 2 milhões do Coríntins e R$ 400 mil da Conmebol, só pra começar…

    Perái!

    E os torcedores que morrem no Brasil e na Bolívia o tempo todo com brigas e acidentes causados pelas torcidas e mal organização dos eventos?

    Como já dizia o personagem do Chico Anysio, Justo Veríssimo: “… Que se exploda!”

    É,… realmente o futebol é uma caixinha de surpresas!

    Pra quem que ver as notícias, segue os links abaixo:

    http://g1.globo.com/sao-paulo/musica/noticia/2013/04/um-mes-da-morte-de-chorao-policia-deve-concluir-caso-como-fatalidade.html

    http://esportes.terra.com.br/futebol/libertadores/deputados-negociam-e-doacoes-a-familia-de-kevin-devem-alcancar-r-25-mi,1612d584b10ed310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html