Tag: Movimentos Sociais

  • Dia do Folclore: Troca de saberes e culturas entre a Duke University e o CIEP 172

    Dia do Folclore: Troca de saberes e culturas entre a Duke University e o CIEP 172

    No dia 15 de agosto, quinta-feira, o CIEP 172 – Nelson Rodrigues sediará um intercâmbio entre professores e estudantes da escola, alunos da Duke University, e artistas do Instituto Enraizados, como parte do projeto “Activism, Culture and Education for Citizenship in Brazil and the U.S.”.

    Este projeto busca unir acadêmicos, artistas e estudantes da Duke University, da North Carolina Central University (NCCU), do Instituto Enraizados, e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. O objetivo é explorar as principais formas de ativismo e organização cultural, abrangendo movimentos negros, feministas e LGBTQ+, a memorialização da escravidão, e as expressões religiosas e musicais locais. Além disso, a equipe do projeto examinará eleições e lutas urbanas e trabalhistas, especialmente entre professores de escolas públicas.

    Para este evento, eu, Dudu de Morro Agudo, juntamente com o educador e animador cultural Antônio Feitosa, e o grafiteiro e arte-educador FML, estamos organizando uma celebração em homenagem ao Folclore Brasileiro, que é dia 22 de agosto. Entre as atividades planejadas, teremos uma exposição fotográfica do projeto “Meu Bairro, Meu Ambiente” e um sarau de poesias com artistas do Instituto Enraizados.

    No dia 9 de agosto, o grafiteiro FML conduzirá uma oficina de pintura, onde os estudantes da escola criarão um painel em homenagem aos artistas locais Jota Rodrigues e João do Vale, que alcançaram expressão nacional, e que será exposto no dia 15. A proposta é que, durante as atividades culturais, tanto os estudantes do CIEP quanto os alunos da Duke University possam interagir, aprendendo e compartilhando sobre suas respectivas culturas.

    Jota Rodrigues e João do Vale

     

    Tanto Jota Rodrigues quanto João do Vale traziam fortemente o folclore brasileiro em suas criações. Suas obras foram profundamente enraizadas nas tradições populares do Nordeste do Brasil. Eles utilizava elementos do folclore em suas músicas, retratando a vida e os costumes do povo nordestino com grande autenticidade e sensibilidade.

    Lembrando que o Folclore Brasileiro é um conjunto de manifestações culturais populares que englobam tradições, lendas, danças, festas, músicas, crenças, e costumes transmitidos oralmente de geração em geração. Essas manifestações refletem a diversidade cultural do Brasil, resultante da mistura de influências indígenas, africanas, europeias, e outras culturas que compõem a sociedade brasileira.

    Por isso, este intercâmbio é uma oportunidade única para promover a troca cultural e educacional entre estudantes e artistas de diferentes contextos. Ao celebrar o mês do Folclore Brasileiro e honrar artistas locais, o evento não apenas enriquece o conhecimento dos participantes, mas também fortalece os laços comunitários e internacionais.

    A atividade será exclusiva para os estudantes da escola, com acesso restrito ao público externo, exceto para alguns artistas convidados da cidade de Nova Iguaçu.

    Jota Rodrigues

    Jota Rodrigues, nascido em Pernambuco, era caboclo, filho de um sertanejo e de uma mãe da etnia Fulni-ô. Ainda na década de 1970, migrou para o Rio de Janeiro com sua esposa e filhos, estabelecendo-se na Baixada Fluminense, no município de Nova Iguaçu. Reconhecido como poeta, Rodrigues publicou mais de 400 títulos de literatura de cordel e também produziu trabalhos em xilografia. Além disso, era um estudioso da flora medicinal, cultivando plantas em seu jardim para distribuir entre amigos e vizinhos.

    A influência de seu pai violeiro e de seu primeiro ofício – guiando um cego que memorizava versos e cantava de porta em porta – foi decisiva para a arte de Jota Rodrigues. Como ele próprio disse: “Aquilo foi me envenenando de uma tal maneira que o meu caminho era só aquele mesmo, não tinha outra coisa que me dominava”.

    Alfabetizado apenas aos 8 anos, Rodrigues se transformou em um multiartista, destacando-se no cordel, na música e nas artes plásticas. Ao longo de sua vida, publicou mais de 400 folhetos de cordel, xilogravuras, fotografias, entrevistas gravadas em vídeo e áudio, discos, novelas e roteiros de filmes.

    Depois de passar por vários lugares, fixou-se no Rio de Janeiro. Tentou se estabelecer na Feira de São Cristóvão, um reduto de cordelistas, mas foi o encontro com especialistas em cultura popular que lhe abriu portas para outros universos, como escolas e universidades, onde passou a dar palestras.

    Ainda em vida, foi reconhecido pela importância cultural de sua obra, sendo homenageado pela Câmara Municipal de Nova Iguaçu e tornando-se patrono de diversas bibliotecas escolares e comunitárias na Baixada Fluminense, onde residia.

    Jota Rodrigues faleceu em 2018, aos 84 anos. Ele é lembrado como o primeiro artista a expor na SAP, quando esta foi inaugurada em 1983, e continua sendo homenageado por suas contribuições à cultura popular e à arte brasileira.

    João do Vale

    João Batista do Vale, mais conhecido como João do Vale, foi um cantor e compositor brasileiro que deixou uma marca indelével na música popular do país. Nascido em 11 de outubro de 1934, em Pedreiras, no Maranhão, João sempre teve uma forte conexão com a música, apesar de sua origem humilde.

    Ainda jovem, em 1947, mudou-se para São Luís, onde começou a compor músicas com um grupo de Bumba meu boi chamado Linda Noite. Aos 16 anos, em 1950, chegou ao Rio de Janeiro, onde trabalhou como ajudante de pedreiro e se apresentou na Rádio Nacional, ganhando reconhecimento como o “Poeta do Povo”.

    João do Vale é autor de clássicos como “Carcará”, interpretado por Maria Bethânia, “Pisa na Fulô” com Ernesto Pires e Silveira Júnior, e “Peba na Pimenta” com Adelino Rivera. Sua carreira inclui colaborações com grandes nomes da música brasileira, como Luiz Gonzaga, Marlene, Dolores Duran e Luís Vieira.

    Um fato pouco conhecido é que João do Vale morou por 27 anos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. De 1969 a 1996, ele residiu no conjunto habitacional Rosa dos Ventos, que mais tarde deu origem ao bairro homônimo. Durante a ditadura militar, após o sucesso de “Carcará”, João foi preso em uma manifestação camponesa e, após ser solto com a ajuda de José Sarney, retornou ao Rio de Janeiro e se estabeleceu em Nova Iguaçu com sua família. Ele permaneceu lá até sofrer um segundo derrame, após o qual voltou para sua cidade natal, Pedreiras, onde faleceu em 6 de dezembro de 1996, aos 62 anos.

    O legado de João do Vale é amplamente celebrado, incluindo homenagens em peças teatrais e a trilha sonora da novela “Cordel Encantado” da TV Globo, que contou com suas músicas “Carcará” e “Estrela Miúda”. Em 1995, o teatro no centro de São Luís foi batizado em sua homenagem.

    Toda a história de sua vida em Nova Iguaçu está documentada no livro “Rosa dos Ventos, a estrela miúda de João do Vale”, fruto da pesquisa acadêmica de Marize Conceição na Universidade Federal Fluminense (UFF). O livro, lançado no Centro de Convivência Nordestina no bairro da Luz, detalha como João do Vale foi morar no conjunto habitacional Rosa dos Ventos durante a ditadura militar e permaneceu ali até pouco antes de sua morte.

    SAIBA MAIS:

    Dia do Folclore – Intercâmbio Internacional
    15 de agosto de 2024 – Das 10:30 às 13:00
    No CIEP 172 – Nelson Rodrigues, em Morro Agudo

    Activism, Culture and Education for Citizenship in Brazil an the U.S. : https://sites.duke.edu/project_duke_baixada_project

     

  • O papel da educação clandestina na formação Política

    O papel da educação clandestina na formação Política

    Ao refletir sobre a ideia “Educação Clandestina”, penso sobre uma abordagem contrária ao ensino formal e oficial. Quando penso no currículo escolar atual, por exemplo, percebo que meu filho tem acesso aos livros adotados pela escola, nos quais ele aprende técnicas para codificar e decodificar símbolos a fim de se comunicar.

    No entanto, transformar essa alfabetização em letramento é uma área na qual a educação brasileira tem falhado se olharmos para as escolas de periferia. Por outro lado, os movimentos sociais estão reunindo uma variedade de conhecimentos, de autores que não estão presentes nessas instituições formais. Esses conhecimentos não se limitam apenas a livros, mas também incluem filmes, podcasts e até encontros entre pessoas, promovendo uma troca que desafia os interesses das elites que controlam o sistema educacional.

    A transformação da alfabetização em letramento envolve não apenas aprender a ler e escrever, mas também compreender criticamente o mundo ao seu redor, questionar as estruturas de poder e desenvolver habilidades para participar ativamente na sociedade. Isso é algo que muitas vezes é negligenciado no ensino formal, pois pode ameaçar o status quo e os privilégios de determinados grupos.

    A “Educação Clandestina” tem o potencial de despertar o sujeito para a realidade concreta. Quando não encontramos autores como Abdias do Nascimento e Clóvis Moura nas escolas, é porque são escritores que abordam questões relacionadas à realidade de pessoas que estão na base da pirâmide social. Se todas essas pessoas se indignarem, o Brasil entra em colapso. Por isso essas pessoas precisam estar anestesiadas, para a roda continuar girando, para que a engrenagem da desigualdade continue funcionando.

    Nossa realidade é tão dura na luta pela sobrevivência, que muitas pessoas entram num processo automático. As pessoas estão vendendo a força de trabalho delas por tão pouco dinheiro, que muitas vezes elas sentem culpa por separar um tempo para pensar sobre a vida. Porque fomos ensinados que a ociosidade, que pensar, que refletir sobre a vida, é “estar à toa”, e ao invés de estarmos à toa, poderíamos estar trabalhando.

    A Educação Clandestina, de forma objetiva, representa o momento central da formação política, que é o da ação, onde as pessoas trocam e se libertam, conforme nos lembra Paulo Freire no livro “Pedagogia do Oprimido”. Algumas pessoas com as quais eu converso dizem que tenho manias de persegiução, que isso parece “teoria da conspiração”.

    Eu respondo que não, pois é a realidade que vivo e vejo. Percebo que algumas pessoas estão presas em um ciclo de repetição. Elas reproduzem o que ouvem sem refletir sobre isso para que possam criar uma nova narrativa, um novo discurso. Estão presas em um processo de espelhamento, o que é perigoso, pois às vezes propagam as ideias do opressor.

    Esses são aspectos que ressaltam a importância da educação clandestina, que vai além do ensino formal e busca capacitar as pessoas para que elas questionem, reflitam e ajam em prol de mudanças sociais. Essa forma de educação permite que as pessoas se identifiquem com as experiências compartilhadas, despertando uma consciência crítica sobre a realidade em que vivem.

    É um processo de formação política continuada, que envolve não apenas absorver conhecimento, mas também agir e influenciar outros ao seu redor. Essa educação clandestina é essencial para romper com a repetição de discursos e padrões estabelecidos, permitindo que as pessoas ocupem espaços de protagonismo e se tornem agentes de transformação na sociedade.

    Alguns conceitos, quando falamos de educação clandestina, ficam abarcados nela, pois a formação política ocorre em camadas. A primeira camada é a do despertar. Em algum momento, por algum motivo, algumas pessoas saem desse estado de anestesia, e o próximo passo, após o despertar, é o de se indignar.

    As pessoas começam a questionar, por exemplo, por que tudo é tão desigual? Por que as coisas estão do jeito que estão? Porque me tratam diferente de outras pessoas?

    Jacques Rancière, no livro “O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual”, acredita que todos têm a capacidade de se emancipar, porque todos têm igual inteligência, reconhecendo que todos têm a capacidade de pensar e contribuir para mudanças sociais. Contudo, algumas pessoas não conseguem acessar espaços para desenvolverem essa inteligência. Estão imersas numa rotina tão profunda e anestésica da realidade que não conseguem participar de movimentos que as levem a esse despertar.

    A próxima camada é o agir, é se misturar com outras pessoas, e ao se misturar com outras pessoas, é onde inicia-se o processo da “educação clandestina”.
    A obviedade da clandestinidade dessa formação reside no fato de que as pessoas percebem que tudo aquilo a que tiveram acesso por vias oficiais até o momento não as fez despertar para a realidade. O despertar, com certeza, foi provocado por alguma atividade que se enquadra no conceito que estamos abordando de educação clandestina, que é essencialmente a ação.

    Portanto, o agir individual e coletivo pode envolver, por exemplo, a produção de uma batalha de rimas na comunidade, a realização de encontros para práticas teatrais, rodas de conversa, pré-vestibulares comunitários, ingresso em universidades, disputa por cargos políticos, até mesmo o próprio RapLab, entre outros.
    Paulo Freire diferencia a tomada de consciência, que é o despertar para a realidade, da conscientização, que envolve a ação concreta para transformar essa realidade. A conscientização é o processo de agir de forma crítica e reflexiva, engajando-se em atividades que promovam mudanças sociais e políticas.

    Essas ações podem variar desde atividades culturais como batalhas de rimas e teatro até engajamento político e acadêmico. Esse processo de conscientização é fundamental para a formação política, pois permite que os indivíduos não apenas reconheçam as injustiças, mas também atuem para combatê-las.

    A formação política é um processo contínuo, por isso acredito que o Rap Lab seja um espaço importante para essa formação, pois reúne pessoas com diferentes experiências e níveis de consciência política. Ao mesmo tempo que há indivíduos que ainda não despertaram, existem outros que estão mais avançados nesse processo. Mas, como nos ensina Jacques Rancière, todos têm o poder da igual inteligência, e, portanto, todos podem se desenvolver coletivamente.

    Quando afirmamos que no RapLab não há certo e errado, queremos dizer que cada pessoa pode participar a partir de sua vivência, da forma como enxerga o mundo. Ela terá que disputar e defender esse ponto de vista dentro da atividade. É um espaço onde o debate é incentivado e a diversidade de perspectivas é valorizada, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento de todos os participantes.

    Eu acreditava que durante a pandemia os encontros do RapLab poderiam não acontecer, devido à necessidade de serem realizados online e de forma contínua. Além de não conseguirmos realizar a fase de gravação da música, não tínhamos ideia de como incentivar os participantes a estarem conosco duas vezes por semana. Como coordenador, eu não conseguia antecipadamente pensar em 156 temas para discutir, já que não dominava tantos assuntos.

    No entanto, ao dividirmos as responsabilidades com os participantes, escolhendo os temas no momento da atividade, as coisas foram acontecendo de forma natural e os encontros ficando mais interessantes para a maioria dos participantes.

    Quando um participante propõe um tema, ele está nos propondo falar sobre aquilo que o afeta naquele momento, e entendendo a realidade dos jovens que estavam inscritos no projeto, acredito que por isso discutimos tantos temas relacionados à “luta de classes”.

    Quando um outro jovem propõe algo relacionado com a questão racial, certamente está enfrentando algum problema relacionado ao tema, e discutir sobre essa questão pode, além de ser importante pra quem propôs, afetar também outras pessoas de forma diferente, gerando grandes debates e produzindo conhecimentos.

    Mas também houve momentos em que não queríamos discutir nada disso, porque já estávamos cansados, e debater esses temas demandava muita energia. Então, optávamos por falar sobre coisas mais leves como “gírias” ou “desenhos animados”, por exemplo.

    Em suma, a reflexão sobre a “Educação Clandestina” revela a necessidade premente de repensar e ampliar os horizontes do sistema educacional tradicional. Ao destacar a importância da conscientização política, da ação crítica e do empoderamento social, esse conceito nos convida a questionar as estruturas de poder e a buscar alternativas que promovam uma educação mais inclusiva, diversa e transformadora. Através da educação clandestina, podemos despertar consciências, ampliar perspectivas e capacitar indivíduos a se tornarem agentes ativos na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. É imperativo reconhecer o potencial dessa abordagem não convencional e investir em iniciativas que fortaleçam sua prática, permitindo que todos tenham acesso a uma educação que vá além do ensino formal e estimule o pensamento crítico, a criatividade e o engajamento.

  • Projeto “Hip Hop Pedagogies Brazil-USA” traz intercâmbio cultural ao Quilombo Enraizados

    Projeto “Hip Hop Pedagogies Brazil-USA” traz intercâmbio cultural ao Quilombo Enraizados

    A partir da próxima semana, o Instituto Enraizados dará início a uma série de atividades educacionais e culturais em parceria com a UFRRJ-IM, a Duke University e a North Carolina Central University, no projeto “Hip Hop Pedagogies Brazil-USA”. O projeto tem como objetivo sistematizar e explorar experiências de ação sociocultural desenvolvidas pelo Instituto Enraizados, buscando aplicá-las em contextos escolares no Brasil e nos Estados Unidos.

    A abertura do evento ocorrerá na segunda-feira, 31 de julho, a partir das 14 horas, no Auditório da Pós-Graduação do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ. Essa atividade será aberta à participação de toda a comunidade acadêmica da UFRRJ e de movimentos sociais interessados em conhecer mais sobre o projeto “Hip Hop Pedagogies Brazil-USA” e contribuir com suas experiências para o planejamento das próximas etapas.

    Na terça-feira, 1º de agosto, duas atividades exclusivas para os integrantes do Instituto Enraizados serão realizadas. A primeira delas é a “Imersão Cultural e Institucional: Descobrindo o Quilombo Enraizados”, na qual os membros do Instituto apresentarão o Quilombo Enraizados, suas instalações e principais projetos, além de oferecerem uma série de apresentações artísticas. A segunda atividade é o “Diálogo Transcultural: Explorando as Rimas e Reflexões de Dudu de Morro Agudo”, uma oportunidade para Lucas Lopes, aluno da Duke University, e as alunas da professora Gladys Mitchell, da North Carolina Central University, compartilharem suas indagações a partir dos textos do rapper Dudu de Morro Agudo, cujas traduções foram utilizadas em uma atividade na Duke University no ano de 2022.

    John French, Dudu de Morro Agudo e Lucas Lopes, na Duke University
    John French, Dudu de Morro Agudo e Lucas Lopes, na Duke University

    Na mesma noite, das 18h às 21h, a professora Gladys Mitchell, da North Carolina Central University, ministrará uma aula especial no Curso Popular Enraizados. A aula, com o tema “Identidade Coletiva Negra e Hip Hop no Brasil”, é gratuita e aberta ao público, sendo necessário realizar inscrição prévia através de um formulário disponível no link: https://bit.ly/H2PEDAGOGIES-BRUSA.

    A programação continua na quarta-feira, 2 de agosto, com a atividade “RapLab: Explorando a Arte, Pesquisa e Intercâmbio Linguístico”. O rapper Dudu de Morro Agudo apresentará sua pesquisa de mestrado e doutorado, ensinará a metodologia do RapLab e conduzirá uma sessão em conjunto com Courtney Allen, aluna da Duke University, e DJ Dorgo, produtor cultural e arte educador. O objetivo é produzir coletivamente um rap com rimas em inglês e português, promovendo a interculturalidade entre os participantes. Para participar dessa atividade, é necessário fazer uma inscrição prévia, e a lotação é limitada a 20 pessoas. O link para inscrição está disponível em: https://bit.ly/H2PEDAGOGIES-BRUSA.

    Na quinta-feira, 3 de agosto, a atividade “Trilha Sonora: Descobrindo a Natureza e a Cultura da Serra do Vulcão” será realizada. Integrantes do Instituto Enraizados guiarão a delegação da Duke University e da NCCU em uma trilha na Serra do Vulcão, com acompanhamento de ambientalistas do Instituto EAE. O passeio tem início às 8h30 da manhã, com uma subida até a Cabana do Vulcão, um espaço de Eco Turismo no topo da Serra. Lá, haverá um bate-papo com a proprietária, Suelen Sathler, e com os ambientalistas do Instituto EAE sobre as questões das frequentes queimadas. Durante o almoço na Cabana do Vulcão, os presentes poderão curtir o som do DJ Dorgo, em seguida o grupo descerá pela estrada principal da Serra do Vulcão para apreciar o pôr do sol e a vista da cidade de Nova Iguaçu.

    Este passeio é aberto ao público, sem limite de participantes, mas é necessário realizar inscrição para organização do evento. Os interessados podem se inscrever preenchendo o formulário disponível no link:https://bit.ly/H2PEDAGOGIES-BRUSA. É importante destacar que é necessário ir com roupas confortáveis, tênis e levar água, já que a caminhada tem duração de cerca de 60 minutos.

    Contamos com a participação de todos e todas para enriquecer esse projeto tão importante para o Instituto Enraizados. Em caso de dúvidas, estamos disponíveis pelo Whatsapp (21) 9.6566-8219.

    HIP HOP PEDAGOGIES

    Não perca essa oportunidade única de vivenciar e compartilhar conhecimentos e experiências entre a cultura hip hop, educação e interculturalidade!

    SAIBA MAIS

    INSCRIÇÕES:
    https://bit.ly/H2PEDAGOGIES-BRUSA

    INFOS WHATSAPP:
    (21)9.6566-8219

    QUILOMBO ENRAIZDOS
    Rua Presidente Kennedy, 41, Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ

    UFRRJ.IM
    Avenida Governador Roberto Silveira, S/N, Posse, Nova Iguaçu, RJ

     

  • Marcos Feliciano continua…

    Marcos Feliciano continua…

    Acabei de Compartilhar uma postagem do Célio Turino sobre a situação do Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos da Câmara “da Putada”. Fiquei de bobeira…

    Estão vendo só?

    Enquanto nós, a plebe, ficamos discutindo isso e aquilo (é crente falando mau de ateu, preto e gay e vice e versa), eles ficam enxendo a burra de dinheiro.

    Célio Turino não é qualquer um, veja a biografia dele:

    “Nascido em Indaiatuba e crescido em Campinas. Atua há mais de 30 anos junto à movimentos sociais e culturais como os Movimentos estudantil (no final da ditadura), sindical (nos anos 80, tendo sido fundador do primeiro sindicato de servidores públicos do Brasil, em 1988), participou do movimento contra a Carestia, em Defesa da Amazônia, a Anistia, as Diretas Já!, entre tantos. Célio Turino foi Secretário Municipal de Cultura de Campinas de 1990 a 1992, Diretor do Departamento de Programas de Lazer na Secretaria de Esportes, na gestão de Marta Suplicy, e Secretário na Secretaria da Cidadania Cultural do Ministério da Cultura entre 2004 e 2010, período em que criou o Programa Cultura Viva, política do Ministério da Cultura que marca uma mudança de paradigma na elaboração de políticas públicas para a Cultura no Brasil O Programa Cultura Viva viabilizou a criação de mais de 2000 Pontos de Cultura espalhados em mais de mil municípios do Brasil, beneficiando mais de 8 milhões de pessoas e criando 30.000 postos de trabalho.”
    fonte: ttp://www.celioturino.com.br

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    Eu já falei antes e continuo a falar:

    Vamos parar com essa palhaçada de intolerância a isso e aquilo antes que seja tarde demais e começarmos a jogar bombas um no outro. O Feliciano fez declarações absurdas e tal, não deveria estar lá, e tal – Se eu não concordasse com isso, eu não lutaria por dias melhores nesse país. Mas daí a achar que isso tudo aconteceu do nada? Que ele simplesmente apareceu lá e o Governo Federal não tem culpa no cartório? Aí é nos tirar como otários! Enquanto discutimos Marcos Feliciano, eles gastam o nosso dinheiro em outra comissão.

    O Célio Turino tem razão! Veja o post do Célio Turino

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    Isso me fez lembrar de uma piada

    Você sabe o que é comissão?
    “Alguém bate na porta e pergunta:_É aqui que é a comissão? A pessoa que abriu a porta diz: _É aqui sim, pode entrar! Ela entra e é violentada. Depois da “comissão” toda, a pessoa violentada lamenta:_Eu fui enganada, me disseram que aqui era a comissão!… O presidente da comissão vendo aquilo, grita em voz alta, interrompendo-a: _Atenção controle de qualidade, tem alguém insatisfeito aqui, entram mais de vinte homens e “comem” a pessoa novamente, só que dessa vez, com requintes de crueldade, se é que me entende!

    Agora você já sabe o que é comissão, então não reclama depois, senão…! Você já sabe.

    dumontt.com