Tag: prefeito

  • De quem é o problema mesmo?

    De quem é o problema mesmo?

    Nessa época de campanha eleitoral, muitas vezes me pego me questionando sobre muitas perguntas que só me vem à cabeça nessa hora fatídica.

    Uma delas é sobre o comportamento viciado de muitos dos políticos que estão disputando as eleições. Vejamos alguns desses vícios:

    1. Uso da máquina pública para fazer campanha – é uma das coisas mais desonrosas e desonestas que eu vejo os políticos fazerem, nesse época eles inauguram coisas, colocam placas de obras em locais onde nunca existiu canteiro de obras algum, além de, é claro, daquilo que eles chamam de ação social e cadastramentos que na verdade são fachadas para a safadeza generalizada de usar a máquina pública em favor próprio. Um outro mecanismo muito comum, em épocas fora de período eleitoral, é o prefeito sitiar determinadas áreas e setores da cidade para os seus apoiadores, é o caso de hospitais, escolas e postos de saúde que você só consegue atendimento decente ou vagas se falar com fulano ou cicrano, seja ele vereador ou não. Esses são os crimes mais comuns dessas pessoas. Não se enganem, quem faz isso não é bonzinho, na verdade eles estão a serviço do mau. São criminosos políticos e o fato deles sempre escaparem ilesos é porque eles pagam enormes propinas para policiais, juízes e desembargadores desse sistema viciado e corrupto que se chama democracia brasileira.

    2. O abuso do poder financeiro – Não se engane, um político que faz uma campanha milionária, pra ganhar um cargo público cujo somatório dos salários dele durante todo o seu mandato não vai pagar a sua campanha, com certeza não está agindo honestamente com o seu eleitor. Ele, no mínimo, não vai representar o seu eleitor em coisa alguma, ele deve estar a serviço de outra pessoa ou grupo com interesses muito escusos para que não apareçam e digam para quem quiser que são eles os reais donos dessa candidatura. Muito cuidado com esse tipo de crápula, ele esconde uma sombra malígina que se apropria de sua imagem e da sua habilidade de movimentar as multidões. Com certeza ele não está sendo usado injustamente, ou inocentemente. Ele também é um crápula tanto quanto o é o seu patrão maldito.

    3. O descompromisso com o eleitor – Muitos desses farsantes que se escondem em um mandato, simplesmente te repudiam, e não conversariam contigo se te encontrasse, por exemplo, na rua, até mesmo porque eles não andam nas ruas que o cidadão costumam andar, será por pura coincidência que eles só aparecem em época de campanha política? Se liga. Se o candidato já teve um mandato e nunca se preocupou em prestar contas de eu mandato, é porque ele não tem o menor respeito e consideração pelo seu eleitor, seja ele quem for. Um político que se prese, deveria ao menos ir as sessões da casa legislativa a que ganhou o seu mandato e no mínimo prestar contas de TUDO o que realizou com o seu voto. Isso mesmo, com o seu voto, porque ele te representa porque você dá a ele o seu voto que serve como um talão de cheques em branco para que ele faça a gestão dos recursos públicos que é propriedade de todos nós. Acontece que alguns malandros usam esses cheques em benefício próprio. Tenha muito cuidado com quem foi lá, mamou nas tetas do poder por 4 anos e não fez nada ou não se preocupou em prestar contas de nada. Esse cara, no mínimo, continuará fazendo mal uso desse benefício se você o der a ele novamente.

    4. Isolamento do povo – Ninguém consegue ficar longe de quem ama. Muitos políticos dizem amar o povo, sua gente, ou seus eleitores, mas de fato não demonstram isso de verdade na prática. Eles se isolam depois que ganham as eleições e só retornam a falar com o povo novamente na próxima campanha eleitoral. Preste muita antenção nesses covardes. Imagene se você tem um parente que só te visita quando precisa de alguma coisa de você, o que você faria com ele? Você deveria fazer a mesma coisa com esses tipos de políticos que só procuram o povo quando precisam de voto.

    Não se esqueça de que o seu voto interferem na minha vida.

    “O problrema é seu. O mundo é nosso. Então o que nós vai fazer sócio?” (Costa a Costa)

    Se você escolhe mal o seu candidato, com certeza, eu também sofrerei as conseqüências dessa sua má escolha.

    Pense nisso.

  • Por quem tu dobras os joelhos?

    Por quem tu dobras os joelhos?

    Eis que estamos mais uma vez prestes a iniciar mais um mundial da Fifa em Terras Brasilis, pois bem, apesar do sorriso amarelo (literalmente), a coisa parece que embarcou mesmo no cenário nacional.

    As ruas da classe média estão enfeitadas, o comércio está escoando os materiais com as cores do evento, os restaurantes estão tendo que reservar lugar para os jogos, já vi na rua até um cachorro, coitado, pintado de verde e amarelo.

    O exército tomando conta e mantendo a “ordem”, para a alegria dessa mesma classe média que tirava fotos perto dos caveirões, fazendo pose e postando nas redes sociais como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas esses blindados estavam ali para reprimir as manifestações que agora em Junho completam 1 ano.

    Bem, passado esse tempo, a hegemonia da Fifa se estabeleceu, as manifestações se esvaziaram e tudo parece seguir seu curso normal, pelo menos nas regiões onde a renda per capta é bem alta, porque fazendo um comparativo com nossa longínqua Baixada Fluminense parece que faltava aquela última gota d’água para fazer a represa transbordar, e nessa mesma região, tudo de ruim parece ter sido teletransportado para cá, na fronteira com o inferno onde todos os índices de violência deram um salto, a merda é que isso não aparece nos meios oficiais de comunicação.

    Enquanto isso, nosso gestor, o prefeito de Nova Iguaçu, que mora na Barra da Tijuca, certamente estará assistindo as partidas em algum restaurante caro, curtindo com a nossa cara.

    Uma pesquisa mostrou que 55% dos brasileiros são contra a realização da copa nas condições que foram feitas , não contra o esporte, isso demonstra que mais da metade da nação não quer festa, mais sim resolução de problemas básicos, porque temos cidades que parecem estar no século XV, só para ter uma ideia, aqui estão alguns números dos 10 principais gastos:

    1. Estádio do Mineirão: 678 milhões;
    2. Estádio Fonte Nova 689 milhões;
    3. Estádio Itaquerão 820 milhões;
    4. Estádio Maracanã 1,07 bilhões;
    5. Estádio Mané Garrincha 1,4 bilhões;
    6. Transcarioca 1,7 bilhões;
    7. Aeroporto de Brasília 1,10 bilhões;
    8. Aeroporto de Campinas 1,18 bilhões;
    9. Aeroporto de Guarulhos 2,1 bilhões;
    10. VLT Cuiabá 1,5 bilhões.

    Façam as contas amigos, e ainda o Ministério do Turismo faz o papel ridículo de receber os gringos com tapete vermelho, adereços, fazendo a maior presepada. E essa é para quem vai ao estádio do Maraca ver as partidas, saiba que foi construída uma passarela exclusiva para os VIPS, que não precisarão se misturar ao povão, em qual categoria você se enquadra?

    Mas muitos também não estão nem aí, o negócio é festejar e comemorar, e se o oponente se mostrar difícil, vale a pena até colocar os joelhos no chão e fazer uma prece pela vitória, né não?

  • Como o Rio de Janeiro vai votar?

    Como o Rio de Janeiro vai votar?

    Esse foi o tema discutido no Rio de Encontros, na última terça-feira (27). A equipe conseguiu reunir três convidados distintos para discutir com os jovens sobre “Como o Rio vota? Política, representação e redes sociais”. Como provocadores do debate, o cientista político José Eisenberg, o antropólogo Cláudio Gama, diretor do Instituto Mapear, e o jornalista político Alexandre Rodrigues, do jornal O Globo foram essenciais para esquentar essa troca de ideias numa terça-feira fria.

    A princípio de conversa, cá entre nós, me diga quantos jovens estão realmente interessados em falar sobre política neste atual momento que o Brasil passa? Estamos prestes à completar 1 ano dos protestos de Junho de 2013, um fenômeno que ainda não consegue ser entendido por boa parte dos cientistas sociais; e, às vésperas da Copa do Mundo, grande evento que acontecerá em nosso país, com ou sem protestos, onde os olhos de todo o mundo estão voltados para cá.

    Curtindo e compartilhando

    Alexandre Rodrigues abriu o bate-papo falando sobre a necessidade da sociedade em se comunicar com os candidatos, incentivar a participação e a interação; e que redes sociais como o Facebook são são ótimas para tal coisa, mas fica claro de que ainda existe a falta de entendimento de boa parte dos políticos para com essa questão.

    “As pessoas confiam no amigo do Facebook, o que abre a possibilidade de credibilidade. Por outro lado, há o risco da informação errada compartilhada desordenadamente”, afirma.

    Um bom exemplo dessa informação errada e ‘desordenada’ é o fato de muitas vezes, os políticos terem uma equipe que fica responsável por suas publicações nas redes e por falta de conhecimento de determinada coisa, acabam reduzindo essa credibilidade à zero. Isso me faz lembrar de uma foto compartilhada na página do Senador Lindberg Farias, em comemoração ao dia da Baixada Fluminense (30 de Abril), sendo que a foto em questão, tinha a igreja da Penha como plano de fundo… What a fuck? Após algumas pessoas que acompanham a página do Senador terem informado sobre o erro, o post foi deletado, mas você pode vê-lo clicando aqui, porque a zoeira não tem limites.

    Mudança de perfis

    Cláudio Gama se preocupa com o vazio dentro das discussões políticas entre a classe média que reside na Zona Sul, e ressalta que ainda não há interesse em saber o que está sendo feito e o que não está; mas na hora de criticar algo, há apenas uma retórica em criticar por criticar. Cláudio afirma com convicção de que essa ideia de que ‘formador de opinião’ é um grupo formado apenas por intelectuais de classes mais altas já foi por água abaixo. A prova viva é que os jovens que participam do Rio de Encontros, são formadores de opinião e, em sua grande maioria, são moradores da periferia do Rio de Janeiro.

    Papo reto

    Se tinha alguém dormindo durante o debate, tenho certeza de que acordou ao escutar José Eisenberg falar. Foi um choque de realidade em todos que participavam do encontro. Fazendo menção à Junho de 2013, José deixa claro, que o perfil das pessoas que participaram daquelas manifestações é formado por jovens universitários, em sua maioria; ficou claro que hoje o ensino superior está muito mais acessível do que há anos atrás para as classes não altas; mas no Brasil, maior grau de escolaridade ainda não é sinônimo de aumento de renda:
    “O prêmio salarial vem caindo e o acesso à educação não leva à mobilidade social através do mercado de trabalho Assim, de um lado, há a expectativa frustrada dos pais. Do outro, a frustração dos filhos”, afirma o cientista político.


    Beijinho no ombro

    José ainda afirma que o “Rio é recalcado”; e trás consigo um sentimento de que foi ‘abandonado’ quando deixou de ser a capital do país; e que não há uma ‘grande maioria’ que gosta de partidos no Rio, as pessoas se identificam com este ou aquele candidato; e José também ressalta as manifestações pelas ruas. Será que elas têm a função de distanciar a sociedade da política ou de distanciar a sociedade do modelo político vigente? Fica essa dúvida no ar.

    riodeencontros
    Eu tirando uma fotinho da hora pra postar no Insta.

    Mas e a Baixada?

    Senti que o debate focou muito no município do Rio; e a Baixada Fluminense traz consigo uma forte expressão eleitoral; e que na maioria das vezes é uma das regiões, que decide boa parte das eleições. Tive a oportunidade de falar e afirmei que existe sim uma política de comabate ao tráfico de drogas nas comunidades, mas não existe uma pauta de políticas de segurança pública para o combate às milícias.
    Hoje milícias atuam em diversas regiões da Baixada Fluminense, trazendo consigo o retorno do ‘voto de cabresto’ e que, infelizmente o Estado parece não se preocupar e/ou não se importar; a não ser quando começa a doer no calo de alguém que esteja no poder, ponto.

    Em minha humilde opinião o debate foi esclarecedor e de extrema importância para refletir acerca do meu exercício de cidadania; além de me ajudar a pensar em quem irei votar.

    Concorda, discorda, ou disconcorda? Não deixe de comentar!

    Boa sexta,

    @marcaobaixada

  • Sobre os Estados Unidos e o Zé Maria

    Sobre os Estados Unidos e o Zé Maria

    O Zé Maria [ou Papa Difunto – nome popular atribuído ao personagem da morte] baixou nos Estados Unidos de mala e cúia. Depois do atentado na maratona de Boston, agora uma fábrica de fertilizantes resolve explodir também. O pior é que com essa onda de intolerância a isso e aquilo [processo iniciado pelo nosso “queridíssimo” ex-presidente Bush] que no Brasil está pegando as crenças, as cores, as opiniões, as escolhas e as diferenças [porque somos brasileiros e não desistimos nunca – nada é ruim o suficiente que não possamos piorar ainda mais], e por isso começamos a atacar os gays, os medigos, as prostitutas, os pretos, os brancos, os ateus, os crentes, os pobre e os etcs, agora vejo que está perto de acontecer a intolerância aos intolerantes, eu mesmo estou nessa! Não tolero mais intolerante perto de mim! [pronto, falei!]

    A explosão foi violentíssima e não faltou adjetivos e exageros de todos os lados, o prefeito da Cidade de West [onde aconteceu o fato] comparou a explosão a uma bomba atômica e o xerife, fez alusão a uma guerra pelo tamanho dos destroços. Estão falando até em abalo sísmico por causa da explosão! O fato é que a chapa esquentou e muito; pegou fogo em vários prédios e até em um asilo.

    Acidente como esse eu só ouvi falar que aconteceu em Portugal. Dizem que um helicóptero caiu em um cemitério e uma emissora de TV portuguesa estava fazendo a cobertura do caso. Então o reporter anunciou: “Uma catástrofe aconteceu essa noite, por volta da meia noite, aqui em Lisboa, um helicóptero caiu no cemitério. Só para vocês terem uma idéia da gravidade do acidente, os bombeiros já retiraram 250 corpos e ainda continuam aparencendo mortos”.

    Muito mais do que desejar que o Zé Maria deixe os Estados Unidos, eu desejo que ele não venha pra cá depois que acabar o serviço lá.

    Confira: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/sobe-para-14-o-numero-de-mortos-em-explosao-no-texas.html

    Paz.