Tag: Racionais

  • O papel do Mc

    O papel do Mc

    Lembro-me bem quando eu tinha oito anos de idade e conheci a cultura hip hop, o gênero, os instrumentais e a ideologia de todo um movimento eram algo novo e que me encantaram de cara. Com o passar do tempo admirei a forma como os tais MC’s faziam parecer fácil usar rimas para expressar a sua mensagem.

    Ainda moleque, me arrisquei a fazer uns versos e fui me aprofundando nessa arte linda de manusear as palavras, fui bastante influenciado pelos raps de São Paulo, em que Realidade Cruel, Facção Central e Racionais gritavam a verdade das periferias não só do estado, mas de todo o Brasil.

    Fui percebendo a importância daquela figura periférica com o microfone na mão, a empatia do público com as palavras proferidas, sempre fluía uma sintonia mágica e eu admirava aquilo. Certa vez quando fui no show do Neto (Síntese), lembro que ele disse que o MC exerce uma influência muito grande para com os jovens que o cercam. Muita das vezes, o rapaz nem escuta a família e escuta o MC, portanto os artistas tem que se polir.

    O rap é música, o artista tem a liberdade de moldar as palavras a seu bel-prazer, mas antes de qualquer coisa, voltemos a essência do movimento e pensemos nos jovens que a cultura vem agregando a cada dia.

  • Rapper Mano Brown, do Racionais MCs, é preso em São Paulo

    Rapper Mano Brown, do Racionais MCs, é preso em São Paulo

    Mano Brown foi preso hoje em São Paulo, após ser parado em uma blitz e desacatar os policiais. Segundo informações, ao ser parado, o rapper disse se sentir perseguido pela polícia e após discussão, ofender os policiais.

    Segundo os policiais, o líder do grupo Racionais MCs estava com a habilitação e o documento do carro vencidos.

    A notícia foi veículada na Band, no telejornal Brasil Urgente.

     

  • Música nova do Racionais Mcs: Quanto vale o show?

    Música nova do Racionais Mcs: Quanto vale o show?

    Depois de sei lá quanto tempo os quatro pretos mais perigosos do Brasil lançam uma nova música, mas somente com o Mano Brown cantando (pra alegria de alguns e tristeza de outros), mas dá pra ver que o Brown teve trabalho pra escrever essa, pois está muito boa e a galera do Enraizados aprovou, então eu te pergunto: Quanto vale o show?

  • Os reggae man e os vida loka abrindo os caminhos

    Os reggae man e os vida loka abrindo os caminhos

    Quem já ouviu o disco novo do Edi Rock não vai se supreender com essa matéria, mas para os desavisados de plantão, que talvez seja o seu caso, lá vai uma música que certamente irá para o seu Ipod. Sente-se!!!

    Um dia, sabe-se lá por qual motivo e de quem foi a ideia, mas creio que foi do próprio Edi Rock, entraram no estúdio ninguém menos que Falcão (O Rappa), Alexandre (Natiruts) e o próprio Edi Rock (Racionais) e fizeram o som “Abrem-se os caminhos”, que eu chamo de “Os reggae man e os vida loka”. A música é de arrepiar e o refrão fica agarrado no subconsciente, te fazendo cantar até mesmo sem perceber.

    Edi Rock vem com um flow novo, bastante diferente do que nos acostumamos a ouvir nos discos do Racionais. A evolução musical do rapper é notável, tanto na maneira de cantar como em alguma letras do disco. Edi Rock um pouco antes também apresentou uma música em parceria com o Seu Jorge.

    LETRA

    Os reggae man e os vida loka,
    Juntos para todo mundo ver,
    Que a união é o que faz a força,
    Abrem-se os caminhos pra vencer. (2x)

    Desde os tempos do nosso tatatataravô,
    Que eles vem disseminando a discórdia entre os irmãos,
    Técnica avançada de colonizador,
    Colocar um contra o outro pra depois tocar o terror.
    É bom viver, Rocinha e o Morro do Alemão,
    Ceilândia e o Recanto, Itaquera e o Capão,
    Entenderem que matarem uns aos outros,NUNCA, será a solução.
    Mas tretas são tretas, cada qual vai resolver,
    Da forma e no tempo que bem entender.
    Só que talvez isso seja a melhor coisa, pro sistema que controla você.

    Os reggae man e os vida loka,
    Juntos para todo mundo ver,
    Que a união é o que faz a força,
    Abrem-se os caminhos pra vencer.(2x)

    Edi Rock:
    A rima rapaz é o reggae de man,
    É o canto da vida que é loka tambem,
    “Antiga” visão, não troca a missão,
    Chama a mulher pra dançar vem também.
    Descanse as armas nós somos iguais,
    Chega de sangue em capa de jornais,
    Chega de kilo, chega de grama,
    Chega no bang e gangues rivais.
    Bandeira estiada, paz na quebrada
    Quem mata é policia, isso é outra pegada
    Quem é do povo, quem é da massa
    Sabe quem é, e quem vive na raça
    A bala que traça de nunca pro outro,
    Estoura a vidraça, estilhaça o povo
    Mano ta osso, pera um pouco,
    Deixa passar essa brisa de louco…

    Falcão:
    Reggae man e os vida loka,
    Abrindo a cabeça dos cabeça oca,
    E qualquer reclamação pro povo hoje é pouca,
    Aqui tiozinho ninguem dorme de touca.
    Viro as costas, fez humilde doente os viciados,
    Defende os seus interesses de todos os lados,
    Interesse do seu lado eu entendo talvez,
    E pra mim e pro povão bandido o que você fez,
    Do engenho novo até o capão, com certeza ‘pru’ meus irmãos,”terrión”.
    Sim, respeita nossa estrada Natiruts, Edi Rock e O Rappa…ahh aaai.. Aumenta o som.
    Deixe quem fale que bate, deixa quem ja bateu, um dia de frente ‘prum’ bonde, e ai perdeu. (3x) ah ah ah ah uh
    Deixe quem fale que bate, deixa quem fala que ja bateu, um dia de frente pro bonde, ai perdeu.

    Reggae Man e os Vida Loka na moral…
    É tudo, é tudo racional..
    Vida loka uns tem tão pouco…o reggae…
    O bagulho aqui é doido…
    Reggae man…
    Reggae man…
    Vida Loka…
    Vida Loka…
    Vivo pra você ver, a união é o que faz a força, reggae man, reggae man, vida loka.

    Os reggae man e os vida loka,
    Juntos para todo mundo ver,
    Que a união é o que faz a força,
    Abrem-se os caminhos pra vencer.

    Que a rima rapaz, é o reggae de man,
    Que a vida é bandida, que é loka também.

    Eis ai o R-O-C-K em ação,chegando junto, na pista na missão.
    Alexandre DF, RJ Falcão,mais uma união,
    Representando o asfato e o morro na situação negão.

  • DMA entrevista Dexter, o oitavo anjo.

    DMA entrevista Dexter, o oitavo anjo.

    Uma das grandes referências do rap brasileiro, após ficar privado de sua liberdade por cerca de 13 anos e 03 meses, está nas ruas a um ano e meio, e nos cedeu uma entrevista exclusiva, onde fala da filosofia do hip hop, da nova geração, de tatuagem, de união, de teatro, cinema e muitas outras coisas, o que mostra que Dexter carrega em si a polivalência do artista contemporâneo… Ops, como ele mesmo diz, “artista não”!!!

    Dudu de Morro Agudo – Você acredita que o hip hop está ligado diretamente aos projetos sociais, ou seja, que os artistas precisam de alguma forma ajudar a sociedade mais carente?

    Dexter – A filosofia do hip hop é exatamente essa, pelo menos foi o ensinamento que eu recebi. Estou fazendo a minha parte. Hoje em dia muitas coisas estão diferentes, porém eu continuo fazendo a minha lição de casa.

    Depois que você ganhou sua liberdade, continuou com um projeto dentro da cadeia, conte-nos um pouco sobre o objetivo desse projeto.

    Dexter – O objetivo do projeto “Como vai o seu Mundo” é acender a chama da esperança para quem se encontra privado da liberdade. É conversar com os irmãos e irmãs que lá se encontram e apontar novas perspectivas, eliminando assim o possível regresso ao sistema prisional. É incentivar a realização de sonhos, pois quem não sonha já morreu. É mostrar o valor da vida, a família e ao trabalho.

    Tanto nos seus shows, quanto no seu disco, tem música de outros artistas, você acha que os artistas do rap deveriam cantar mais as músicas uns dos outros?

    Dexter – O que faço nos discos é convidar outros rappers para que possamos dividir pensamentos. Quando convido alguém dou total liberdade para que o convidado faça a sua parte na construção da letra e até mesmo do som. Acho importante valorizar o talento de cada um. Mas isso não significa, pelo menos por enquanto, que eu já tenha gravado músicas de outros artistas. Já nos shows, faço questão de cantar músicas de outros rappers, assim como de outros estilos. Essa junção, no meu ponto de vista, é muito importante e só nos faz crescer. Isso mostra união e respeito. O samba, o sertanejo, a MPB e outros estilos musicais sempre fazem isso, porque não fazer no rap também? Gosto muito de fazer, outros rappers também poderiam fazer essa junção, porém cada um é cada um.

    Você tem um estilo próprio de cantar e fazer as suas correrias, o que você acha da nova geração de MCs?

    Dexter – Prefiro ver essa juventude com um microfone na mão ao invés de armas, drogas e sangue. Mas por um outro lado, é necessário entender que o hip hop é compromisso, é luta, é resistência, é revolução. Por todos esses motivos, ainda estou me adaptando, mas não sei se vou conseguir.

    O que significa a tatuagem para você? Tem algum tatuador predileto?

    Dexter – Significa a liberdade de se fazer o que se quer e de transgedir essa maneira padronizada a qual o sistema nos impõe. Fazer uma tatuagem significa ser diferenciado, ou seja, não aceitar imposições e se sentir bem consigo mesmo, o que para mim é o mais importante. Em relação ao tatuador, gosto muito dos trabalhos do Markone e Joey Tattoo, mas certamente existem outros mestres.

    Como rolou o convite para ser protagonista do filme Profissão MC II?

    Dexter – Eu e o Alessandro Buzo somos muito amigos e acredito que ele deve ter se apegado na minha história de vida, que é mais ou menos parecida com o personagem do filme. Me sinto lisonjeado com o convite e espero superar as expectativas.

    Sua imagem é uma constante nos novos videoclipes dos Racionais MCs, primeiro no Mariguela e agora no Thats My Way, como funciona essa parceria?

    Dexter – Somos amigos há 22 anos e ao contrário do que os invejosos pensam, eu não vivo na aba dos Racionais.
    Eu sou o Racionais, assim como sou Gog, MV Bill, Realidade Cruel, DMN e tantos outros rappers. Até porque eles também são o Dexter. E mais, mesmo tendo ficado treze anos e três meses no exílio, eu consegui mostrar que vim para conquistar e não para curvar. Referente aos convites, foram recebidos com muita satisfação, amor e carinho. Espero ter representado.

    Circula na internet a informação que você está participando de uma peça teatral, conte um pouco sobre a peça e me diga se é seu foco iniciar uma carreira de ator?

    Dexter – Adoro novos desafios, o que tiver que ser, será! A peça “O Mundo Mágico de Ooohs!” é uma criação da minha irmã, Creusa Borges. Sempre conversamos a respeito de trabalharmos juntos, unindo a arte da representação com a música. A partir daí, começamos a trabalhar no projeto e o sonho se realizou. A peça está em cartaz até o dia 18 de novembro, no Teatro APCD, em São Paulo. E a ideia é viajar com o espetáculo por todo o Brasil. A peça retrata as mazelas do cotidiano vivido nos centros urbanos e faz uma crítica a atual sociedade. A estreia ocorreu no último final de semana (20 de outubro) e a resposta do público foi bem positiva.

    Nota-se que você faz bastante show no nordeste do Brasil, na sua opnião como está o cenário nacional do rap?

    Dexter – Tenho realizado muitos shows no nordeste do país e tenho a impressão que essa região está vivendo hoje o que São Paulo viveu nos anos 90. Ou seja, a cena é muito forte. A dedicação dos MCs se destaca. Agora, em relação ao cenário nacional do rap, vejo outras regiões na mesma caminhada. Vejo essa mesma força no sul do país, por exemplo.
    Acredito que o rap sempre vai estar embutido em todos os cantos do Brasil, afinal de contas, não se vive a pobreza, o crime e outras mazelas só em São Paulo.

    Quais os próximos projetos do Dexter?

    Dexter – Em dezembro deve sair o DVD Dexter e Convidados II, gravado em Diadema. Temos a peça e o filme, que não deixam de ser novos projetos. Já em 2013, sai o novo CD, intitulado “Flor de Lótus”. Em relação aos shows, é uma constante. A ideia é cantar em muitos outros lugares que ainda não pude estar. Na verdade, voltei para as ruas há um ano e seis meses e acredito ser pouco tempo. Isso significa que ainda temos muito tempo para fazer muitas coisas. O tempo é rei!

    Deixe uma mensagem para os seus leitores no Portal Enraizados.

    Dexter – Valorizem o hip hop e mantenham-se vivos. Um forte abraços, paz a todos e até a próxima.

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