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  • Secret: Novo app para fofoqueiros(as) está causando na internet

    Secret: Novo app para fofoqueiros(as) está causando na internet

    Apesar de eu ser um cara super antenado nas novas tecnologias, fiquei me sentindo mal quando ouvir falar, apenas ontem, dia 10 de agosto, do mais novo fenômeno da internet: o APP Secret.

    Me senti mal porque o aplicativo foi lançado no Brasil em maio e até então eu nunca tinha ouvido falar nele. Mas se você leitor também nunca ouviu falar, isso me conforta e faz a minha coluna de hoje ter um pouco de sentido.

    O Secret é um aplicativo gratuito para smartphones que traz como proposta que você “compartilhe com seus amigos, secretamente”, resumindo, permite que você faça fofoca sem ser identificado(a).

    Confesso que já tenho meu perfil lá. Baixei ontem assim que ouvi um burburinho a respeito.

    Instalei na máquina e comecei a ler as postagens.

    Eram algumas coisas sem sentido, postei coisas sem sentido também, até que aprendi a ver as coisas que meus “amigos” virtuais mais próximos estavam postando. Aí é que o bicho pegou e eu entendi a gravidade desse APP. Tinha gente dizendo que “comeria” fulana de tal se ela desse mole, mas tinha gente que diz já ter comido e contando detalhes, mas o pior é que a galera postava a foto da mina, que por sua vez não tinha como identificar quem havia postado, afinal essa é a finalidade do aplicativo, garantir o anonimato.

    Depois li coisas a respeito de pessoas ainda mais próximas, amigos de trampo, indiretas que eu imaginava quem havia escrito, até que li coisas a respeito do Movimento Enraizados, porém nada muito sério, mas o nosso nome já está circulando por lá.

    A partir daí comecei a ler artigos sobre o APP para poder me situar melhor e li no site da revista Capricho (não vale zoar, é pesquisa) que o aplicativo não é tão seguro assim como todos pensam.

    secret-app-whisper-social-network“Primeiro, porque você não está 100% protegido pelo anonimato. Em segundo lugar, de acordo com os termos de uso (que quase ninguém lê), o usuário é completamente responsável pelo que posta, sendo que a empresa Secret Inc. detém todos os seus dados e, caso alguém te denuncie por se sentir ofendido com a postagem, promete revelar rapidinho seu anonimato para Justiça. É preciso ficar ligado, principalmente porque alguns segredos podem acabar facilmente entregando a sua identidade.”

    Tem gente destilando o seu veneno sem dó, se garantindo no tal anonimato. Tem gente brincando. Contudo tem uma galera pegando pesaaaaaaado, como foi o caso que trouxe como vítima o consultor de marketing Bruno Machado, de 25 anos, que descobriu que havia sido alvo de três dessas publicações, que traziam fotos dele nu, dizendo que ele era portador do vírus HIV e participava de orgias com seus amigos.

    Seus advogados entraram com um ação civil na Justiça para bloquear o app no Brasil por acreditarem que ele viola a Constituição Federal, o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet.

    Então galera muito cuidado porque o que parece brincadeira hoje, pode causar muita dor em outras pessoas, e quem é o caçador, pode virar a caça.

  • Como fazer música no seu celular usando o APP IMaschine

    Como fazer música no seu celular usando o APP IMaschine

    Galera, espero que vocês curtam o vídeo de hoje. Deu trabalho pra fazer, mas acho que valeu a pena.

    Sei que tem muito APP de caô por aí, mas esse é a vera, abaixo disponibilizo dois tracks pra vocês, um é beat, produzi para a matéria, fiz em 15 minutos pra provar que se você se esforçar um pouco pode tirar bons resultados desse aplicativo. O outro é um som que gravei no disco DMÁtomo, fiz todo no celular e depois exportei para o Reaper para poder gravar a voz.

     

  • As peça tão na mão, agora é mirar e largar o dedo

    As peça tão na mão, agora é mirar e largar o dedo

    Nesta nova coluna no Portal Enraizados, eu gostaria de iniciar batendo mais uma vez na tecla que tenho espancado aos montes: comunicação e cultura.

    Pois bem. Aqui na Baixada Fluminense, eu e outros milhares, somos poucos contemplados pelos meios de comunicação convencionais. Quer ver?

    Jornais: nos põe em suas capas para falar de chacinas e festas de grandes casas nos seus “cadernos culturais”.
    Revistas: sequer falam de nós!
    Rádios: empurram hits por nossa goela abaixo e enfatizam eventos de grandes produtoras.
    Televisão: vem aqui quase todos os dias, mas, na maioria das vezes, busca por narrativas que envolvem crimes violentos ou buracos na rua.

    E o nosso posicionamento sobre essa situação? Parte de nós sofre. Outra parte reclama, reclama e reclama. Outra pequeníssima parte mobiliza uma galera para mudar o quadro, porém, não fecha com fulano, porque fulano fecha com ciclano, que por sua vez, é uma intriga ideológica. Aí o bonde desanda.

    É possível fazer uma analogia com o que está acontecendo no Grande Rio: os policiais estão tomando e dando tiro, os traficantes estão tomando e dando tiro, e os jovens, pais e mães de família de territórios populares estão tomando tiro sem atirar em ninguém. Conclusão? Todos estão fodidos nessa porra, socorridos na mesma ambulância – se não forem arrastados, claro – e enterrados no mesmo cemitério. E o inimigo, de “bouas”, tomando uísque escocês na Vieira Souto. Ou no helicóptero do governo.

    Então é isso. Na guerra de egos da nossa comunicação cultural, está todo mundo armado – com smartphones, notebooks e câmeras – e disparando tiros em tudo e todos. Posso estar no meio do tiroteio agora mesmo. Escrever este texto é atirar no “mulão” e esperar que muitos sejam atingidos.

    Parceiro, saiba: nós temos WordPress, Facebook, Twitter, YouTube, Tumblr, Google+, etc. São ambientes que alcançam milhões de pessoas no mundo inteiro, mas que também alcançam milhares e milhares de outras pessoas aqui na nossa própria região.

    O que precisamos? Formação? Mira (Foco)? Engajamento? Sinceramente, eu gostaria de trocar ideias e encontrar as respostas junto com vocês. Será que estamos perdendo tempo reclamando das mídias de massa? Será que o caminho da afirmação faria melhor efeito que o caminho da negação?

    O que consigo dizer é que temos um arsenal pesado em nossas mãos e que precisamos usá-lo com muita responsabilidade. Mesmo. E que estamos do mesmo lado, portanto, nada de intrigas com os coleguinhas. Vamos dialogar e fazer acontecer, morô?

    Só irei sossegar quando a comunicação cultural da Baixada Fluminense alcançar a massa de habitantes e se tornar referência em toda a metrópole, ou melhor, em todo o país. Fecha comigo?

    Peço perdão pela subjetividade do texto e pela confusão – proposital – que ele pode ter te causado´. Já é? Seria muito importante conhecer a tua opinião sobre o tema, por isso, a área de comentários está livre para explanações, ok? Nos vemos na próxima quarta.

    Forte abraço!