SERVIÇO
Autor: Marcão Baixada
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1ª Semana da Baixada Fluminense na UFRRJ/IM
Entre os dias 16 e 20 de maio, na UFFRJ/IM – Campus Nova Iguaçu, acontece a 1ª Semana da Baixada Fluminense, idealizada pelo grupo PET Conexões Baixada, grupo que dialoga e interage com múltiplas realidades da Baixada Fluminense.O objetivo do evento é viabilizar possibilidades de interação entre o saber acadêmico e o não-acadêmico, aproximar os atuantes na cultura da Baixada, do conhecimento científico. A abertura do evento será no dia 16, às 18h, seguida de mesa com o tema: “Baixada Fluminense: Espaço, histórias e entidades.No decorrer da semana haverão inúmeras atividades, como exibição de curtas, médias e longas metragens, caminhada ecológica, e apresentação de trabalhos de alunos e professores da universidade.Para encerrar o evento, o grupo PET propõe a Mostra Cultural, onde haverá apresentações de artistas da universidade, como o grupo de choro “Engole o Choro” e artistas da região. Artistas do Movimento Enraizados também se apresentarão, representando a cultura Hip-Hop da Baixada Fluminense.As Inscrições para apresentação cultural de artistas da Baixada na mostra cultural, estão abertas. Para inscrever-se, entre em contato através do e-mail: inscricaosemanabaixada@yahoo.com.brAcesse o blog do Grupo PET Conexões Baixada e saiba mais: http://petconexoesbaixada.blogspot.com/
SERVIÇO1ª Semana da Baixada FluminenseDe 16 a 20 de Maio.Local: UFRRJ/IM – Campus Nova IguaçuAvenida Roberto Silveira, s/n. Centro – Nova IguaçuEntrada Franca -
Na Locomotiva, com MC Loco
Ele integrou o Manuscritos, um dos grupos percussores do Rap gospel e underground no Rio de Janeiro. Juntamente com o grupo, lançaram o primeiro disco, que teve participação de Pregador Luo. Ele é um grande representante da cena do freestyle carioca, e em Outubro de 2010, lançou sua Mixtape, intitulada LOCO-MOTIVA, que vem trazendo boa repercussão. Confira a entrevista com o MC Loco:
Marcão: Como foi seu envolvimento com o rap?
Loco: Como muitos que conheço, foi através dos Racionais MC´s. Abri minha mente pra um som que em suas letras, retratava o meu cotidiano. Finalmente conseguia me ver identificado com uma ideologia.
E o Manuscritos? Como foi sua integração ao grupo?
Fiz parte do Manuscritos durante 4 anos, e ele surgiu em minha vida através das rodas de rima da Lapa. Em uma delas, em que eu estava participando com meus versos, eles chegaram pra rimar e a partir daí, foi Deus falando comigo pra voltar a segui-lo, uma vez que tenho criação evangélica, mas me encontrava desviado dos caminhos dele. Passei a acompanhá-los nos ensaios, me comunicar por telefone até que surgiu o convite. Pensei durante uns dois meses, pelo peso da responsabilidade, mas já estava firme na fé e pronto pra batalha espiritual que viria a enfrentar.
Vocês foram percussores do rap gospel no RJ, em algum momento você ou o grupo se sentiram com uma grande responsabilidade?
Pra falar a verdade, o peso dessa responsabilidade, eu sinto até hoje. Fomos percussores no underground porque grupos que faziam rap gospel, já existiam, como o R.E.P., por exemplo. Mas esse “peso” fica leve quando se tem a exata noção do seu papel nessa história: Quem aceita Jesus como salvador de sua vida sabe que está em segundo plano quando canta. A meta é semear a palavra de Deus.
Qual foi a importância para o grupo de colocar o trampo na rua, ao lançar o CD?
Principalmente levar a palavra de Deus a mais pessoas, chegar onde não chegávamos antes.
O Disco teve participação do Pregador Luo. Como foi trabalhar junto com ele?
Gratificante é a melhor palavra. Quem convive com o Luciano por uma única oportunidade, percebe que o cara é de Deus mesmo, aprendi bastante.
Você tambem é um dos principais nomes no Freestyle no RJ, e viajou para outros lugares para participar de batalhas, como foi essa experiência?
Desde que fui pela primeira vez a festa Zoeira Hip-Hop na Lapa, determinei que queria fazer improviso. O controle e segurança que os MC’s da época tinham pra rimar, me impressionaram. Falo de gente como Don Negrone, Marechal, Aori, Slow, Shackal, Shawlin, dentre vários outros. Me dediquei, botei a cara a tapa (e no princípio doeu), mas fui aprendendo e me envolvendo cada vez mais. Á partir daí era uma consequência que eu participasse dos eventos, porque eu sempre estava nos mesmos. Participei de muitas batalhas, muitas mesmo. Existia um circuito de batalhas em que trabalhávamos semanalmente, muitas casas noturnas se renderam ao freestyle (o filme “8 Mile” ajudou bastante). Por conta disso viajei bastante á trabalho: Belo Horizonte, São Paulo, Floripa, Guarda do Embáu (SC), Vitória, Volta Redonda, Baixada Fluminense, Niterói, São Gonçalo, interior do RJ, Juiz de Fora, Porto Alegre, Curitiba, a lista é bem grande… Doze anos depois de ver esses caras pela primeira vez quebrando tudo nos versos, eu tô aqui, falando sobre freestyle pra vocês do Portal Enraizados.
Você lançou a “Minitape Pré-Locomotiva” e a “Mixtape LOCOMOTIVA”, como foi o processo de desenvolvimento desse projeto?
A minitape é composta de 5 faixas que ficaram de fora da mixtape Loco-Motiva, que tem 17. Ambas foram totalmente produzidas pelo Dino T-Rex (Rapress), mixagem, produção dos beats e master, no estúdio U.V.U. Trabalhamos durante alguns meses no processo, que se resume assim: Eu ia no estúdio numa semana, ouvia a batida que o Dino tinha feito, levava pra casa e voltava na semana seguinte com a letra, pra gravarmos. O resultado tá fazendo barulho e eu insisto que é muito mais que isso: Loco-Motiva é um disco de injeção de auto-estima, força de vontade e perseverança, num mundo cada vez mais competitivo. Um disco temático que simula estações necessárias pra se chegar a última delas, a estação Glória. Participam da minitape o Ducon e o T-Rex e da mixtape, o T-Rex, Coral Soul Adorador, Jeferson Rocha e Cláudio Carvalho, com produção executiva de Orlando Filho, direção de arte do Ribah (U-Flow) e fotografia de Rodrigo Porogo (Revista Pense Skate).Confira o vídeo da canção “É Isso Mesmo”, do MC Loco:
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=qzfNvRkoaLE’]
Pra você, como está o cenário do Rap no Rio de Janeiro?
Em evolução contínua. Há muito, eu vejo o rap do rio como o mais criativo do país, mas não tínhamos a visão de trabalho. Quando reconhecemos que é importante fazer nosso disco, procurar os DJ’s e locutores de rádios, investir em nossa imagem e etc., estamos valorizando nosso ofício e é exatamente o que não fazíamos. Pra muitos a coisa só funciona, se existir alguém que faça e diga: “E possível”. Pois essas pessoas foram lá e mostraram que é. E a novíssima geração já tá chegando com essa influência. Enxergo o rap do RJ sob uma perspectiva super positiva e só não citarei nomes de realizadores e destaques pra não ser injusto com alguém que eu me esqueça. Máximo respeito a todos que além de passar sua mensagem, empreendem e administram com o rap.
Quais são os próximos projetos? Já tem algo para 2011?
Sim temos sim. Deus me deu muita coisa nesses anos. Uma das mais importantes é a Família Alabastro Music, o selo de gravação que faço parte há alguns meses já. Toda a estrutura necessária pra trabalhar, eu tenho agora, me preocupo basicamente em compor e gravar. Isso pra quem fazia “setecentas” coisas ao mesmo tempo é um alívio, né? Assim sendo, o projeto que eu esperava lançar em 2012 já está super adiantado. Estou falando do meu primeiro disco solo oficial. Lançamos uma das faixas dele como single, a “É Isso Mesmo”, que está tendo uma repercussão muito boa junto com o vídeo da mesma. Pra esse ano ainda, com grandes participações, beatmakers renomados e a produção musical de Tiago Cabral (Alabastro Music), “Loucos Como Eu” (nome provisório) estará nas ruas, aguardem!
Loco, muito obrigado pela entrevista, gostaria que deixasse uma mensagem aos leitores do Portal…
Muito obrigado mesmo pelo espaço, espero que vocês tenham curtido a entrevista e que em breve eu esteja por aqui de novo respondendo mais perguntas. Peço a Deus que abençoe a vida de cada um de vocês e que vocês mantenham nele a esperança por melhores dias, acreditem em vocês mesmos e nunca desistam de seus ideais. Um agradecimento muito especial a minha família, minha noiva e a minha segunda casa, o selo Alabastro Music, toda a equipe: Tiago Cabral, meu produtor, Mari Alves, (assessoria e marketing), Laila Cabral (design), Márcio Xavier (audiovisual) além de todos os artistas do selo. -
A Intuitiva Diva do Hip-Hop-Soul-R&B: Hannah Lima
Ela fez backing vocal para vários artistas como Sidney Magal, Fernanda Abreu e a banda BLITZ. Em 2000, lançou seu primeiro disco, intitulado “Intuitiva”. Disco esse que ganhou as rádios e pistas com as canções “Demorô”, “Periga eu te conquistar” e a canção que dá nome ao disco. Trabalhou em diversas parcerias e teve seu single “Alice no país das armadilhas” lançado nas rádios e tocado nas pistas, em 2004. Dividiu o palco com diversos artistas, dentre eles, o rapper Black Alien. Em 2008, foi a única artista brasileira a se apresentar no Festival “Tudo é Jazz”, em Ouro Preto, MG. Em 2009 lançou o disco “Neguinha”, e foi indicada a um prêmio, como melhor artista solo feminino, e em 2010 abriu o show do cantor Akon em Nova Iguaçu, RJ. Estou falando da intuitiva diva do Hip-Hop-Soul-R&B, rapper, cantora e compositora Hannah Lima. Confira a entrevista:
Marcão: Como foi seu envolvimento com a música?
Hannah: Vem desde o útero materno! Minha mãe tocava piano, minha avó tambem, o pai da minha avó, meu bizavô, que nem conheci, era negro e maestro lá na pequena cidade de Espera Feliz, interior de MG. A música vem passando de geração em geração na minha família. Então já nasci envolvida com música. Aprendi a falar cantando uma música que minha mãe compôs pra mim quando nasci, “Botão de Rosa”, e gravei essa musica no meu primeiro CD. Ela costumava tocar piano comigo ainda na barriga, e depois no carrinho e depois, já maiorzinha, e eu ficava do lado cantando e olhando o que ela fazia… Aprendi piano na infância de ouvido mesmo. Depois que minha mãe faleceu, eu ficava vendo minha avó tocar e depois, já na adolescência estudei um pouco de piano na escola de música Villa Lobos. Música é meu refúgio, minha fortaleza. Minha mãe, Maria Célia Lima, faleceu quando eu tinha apenas 5 anos, e a musica tornou minha infância suportável. Profissionalmente, comecei aos 18 anos fazendo backing vocal para o Sidney Magal.
E como foi fazer backing vocal para o Sidney Magal, e também para Fernanda Abreu e Blitz?
Foi aprendizado! Especialmente com o Magal, então, aprendi demais vivenciando momentos inéditos até então pra mim, já que foi meu primeiro trabalho. Nunca havia viajado para fazer shows, programas de TV e com ele, foi tipo tudo ao mesmo tempo! Muita TV, Faustão, Gugu, Xuxa, Fantástico, Angélica… e vários outros! Nossa, todos os programas de TV, a gente fazia além, muitos shows e eu ainda crua né!? (Risos). Depois veio a Fernanda Abreu e sua banda que é show de bola, e depois a Blitz, onde entrei pra gravar um CD ao vivo e ficar 6 meses, mas a tour virou e eu fiquei 3 anos! A Blitz é pura magia! O público faz o show cantando tudo! E lá eu tinha uma liberdade criativa total! Desde cantar e dançar á falar com multidões, tocávamos pra 100 mil pessoas muitas vezes, e chegamos a tocar pra 4 milhões de pessoas no réveillon do Rio em Copacabana! Tinha cenários que se moviam, cantei em cima da Lua, com carro entrando no palco, rede de futevôlei, capoeiristas, baleias infláveis caindo do teto, bolas gigantescas que a gente chutava para a plateia! (Risos). Muitos figurinos e mil coisas que aconteciam no palco! A parte cênica e teatral da Blitz era demais! Foi uma escola fundamental para que eu depois estreasse em carreira solo como uma veterana! No meu primeiro CD, o palco já não era nenhuma novidade pra mim !
Você lançou o disco “Intuitiva”, e se tornou uma das principais representantes da fusão entre Rap e R&B. Qual a importância dessa fusão?
Me lembro até hoje a emoção que eu senti quando escutei a “DEMORO” no rádio pela primeira vez! Quando peguei o CD “INTUITIVA” na mão, também me lembro! A sensação de estar com meu sonho nas mãos… e depois escutar tocando… Pulei , ri , gritei e depois chorei bastante de alegria, mas também pelo esforço, pela luta, enfim, por tudo afinal, depois de 10 anos trabalhando com outros artistas, eu havia conseguido gravar e prensar o meu primeiro CD com uma boa distribuição! Mas não foi fácil trabalhar um CD autoral nesse estilo. Ninguém na época fazia R&B e ainda mais misturando com rap! Nossa não foi fácil mesmo. A gravadora me enquadrava no pop-rock, pois não havia seguimento Rap, nem Black lá… E a galera do rap mais raíz ainda não interagia nada, nada… Muitos curtiam meu som, mas havia ainda, certo receio… Duvidavam que era eu quem escrevia minhas musicas… Sei lá viu… Foi bem difícil. Me lembro de situações inúmeras onde viam meu pôster e não levavam fé. Achavam que era produto fabricado! Até nas rádios aonde eu chegava me olhavam com descrença e só depois que eu cantava é que ai a coisa mudava de figura!Tive um retorno bacana pelo fato de tocar em rádio, mas na época, eu era um “produto solitário”, e segundo a gravadora, por isso difícil de trabalhar. Eles achavam que meu CD estava 10 anos adiantado! Eu ficava irritada quando escutava isso deles, pois no fundo, era uma desculpa para não investirem em divulgação. E era mesmo! Mas por outro lado, hoje em dia vejo que fazia sim, algum sentido o que eles diziam, embora não justificasse a incompetência deles na divulgação do “INTUITIVA”. O R&B, o Soul e Funk são a raíz do Rap, então é claro que a mistura é algo natural. Porém não foi fácil, já que no Brasil naquela época uma mulher gravar R&B misturado com rap, compondo por si só e não tendo sido parte de grupo de rap masculino era algo nem sempre visto com bons olhos.
Você se sentiu com uma grande responsabilidade, sendo a única artista brasileira a se apresentar no “Festival Tudo é Jazz”?
Na verdade, eu só soube disso exatamente quando já estava lá em Ouro Preto. Soube bem em cima da hora, então nem deu muito pra sentir a responsa, mas foi muito gratificante tocar e ver os artistas que se apresentariam depois de mim me assistindo e curtindo, mesmo sem entender o que eu cantava. Depois de mim, neste palco, subiram mais 4 artistas, todos de New Orleans!
Você dividiu palco ao lado de artistas, como Black Alien, Nando Reis, Zezé di Camargo e Luciano… Grande parte dos rappers, e as pessoas que escutam rap, ainda enxergam uma espécie de barreira entre os demais gêneros musicais; mas pra você, qual a importância dessa aproximação?Olha, eu entendo que existam sim, barreiras, mas elas na verdade existem mais é dentro da cabeça das pessoas. O rap encontra dificuldades por ser música falada e sofre sim preconceito, mas o preconceito existe também entre outros estilos. É roqueiro que não curte Axé, é MPB que detesta Sertanejo, enfim… Mas na minha opinião, o rap é mais afetado por absorver e interiorizar o preconceito que sofre. O Rap deve saber se sentir, se reconhecer e se entender como música! E tomar posse mesmo! Tipo, eu sou um rapper e sou músico! Acho importante também para aqueles que querem viver de música que encontrem um diferencial. Eu, por exemplo, peguei meus primeiros trabalhos em bandas de artistas Pop, não só por que eu cantava, mas sim por que cantava e dançava muito bem! Meu diferencial foi fundamental para que eu me destacasse e fosse escolhida entre dezenas de candidatas para trabalhos onde a dança era fundamental! Então acho importante que a pessoa aprenda outras funções como tocar um instrumento, cantar, dançar… Porque ai você pode ir abrindo mais espaços, pode interagir mais também. Interagir e se aproximar de diferentes estilos musicais é importantíssimo não só para ampliar os horizontes e possibilidades de trabalho, mas também para o aprendizado. Com música a gente aprende sempre especialmente experimentando estilos que não são exatamente os que a gente faz, ou faria num trabalho próprio e autoral!Confira o videoclipe da canção “Demorô”, de Hannah Lima:
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=XR8T3z7Qvnw’]Em 2009, você lançou “Neguinha”, e foi indicada a um prêmio, como melhor artista solo feminino da História do Hip-Hop Brasileiro. Qual foi a reação ao saber da indicação?
Claro que eu achei bacana, afinal pelo fato de por muitos anos, só existir a categoria Demo Feminina, eu nunca havia concorrido, pois não faço demo e meu primeiro cd é do ano 2000 e na época por ser R&B, e a premiação ser mais fechada no Rap, lógico que nem se lembraram de mim… Depois nos anos seguintes, acabaram com as categorias melhor CD feminino e melhor artista feminino, e acredito que por isso, eu nunca havia concorrido. Por simples falta de categoria, devido ao fato das mulheres não lançarem CDs . Mas sempre contribui com o prêmio, como jurada, torcendo por uma maior visibilidade para as mulheres, porém, sem categorias femininas ficava muito complicado. Então em 2009, eu curti a indicação, mas confesso que não gostei da sensação de estar lá concorrendo! (Risos). Sei lá, me acostumei a ir lá todos os anos torcer pelos amigos e tal, então achei meio desconfortável, embora eu saiba que foi importante, a minha contribuição para a cena feminina especialmente por eu não fazer o rap tradicional puro, e sim ser também e originalmente uma cantora de R&B.
Atualmente, no Brasil, como está o protaganismo feminino no Rap/R&B?
Existem muitas rappers com um trabalho de qualidade tanto da antiga, como da nova geração e cantoras de R&B também! Edd Wheller, Livre Ameaça, Rúbia (RPW), Flora Matos, Nicole, Cindy, Quelinah,Negra Li,Lurdes da Luz,Tábata Alves, Nathy Mc,K-milla CDD, Carol Konká, Nega Gizza ,Mc Gra, Poetiza, Lívia Cruz… Entre outras tantas que me perdoem não terem sido citadas aqui e é claro, a eterna Dina Di, sempre! Já no R&B indico escutarem Cidália Castro! Uma diva! Canta muito e compõe lindamente! E também a Izzy Gordon, que tem uma voz fantástica e seu trabalho mistura influências da MPB, Jazz e Soul Music! Só não entendo por que o sucesso das mulheres dentro do Hip-Hop fica sempre limitado, e até hoje tão poucas conseguiram uma maior projeção, e mesmo estas nunca são igualmente respeitadas e valorizadas como os homens que também atingem um maior público.Foi importante para divulgação do meu trabalho, importante por ter sido resultado da aceitação pública da minha música “Por Ser Amor”, lançada pela FM O DIA, importante porque tive a aprovação do Akon, para que a abertura acontecesse. Foi muito bacana, mas abrir um show desse porte é muito complicado, pois o público de um artista como Akon é um público que curte a música da moda, e que está lá impaciente, e exclusivamente para ver o show dele. Foi preciso muita garra e jogo de cintura para segurar, e, na verdade, “ganhar o público” literalmente. Numa situação como essa, um vacilo ou a falta de atitude e da palavra certa num momento crítico, pode colocar tudo a perder! Graças a Deus e a minha experiência profissional deu tudo certíssimo! O público adorou, o pessoal da Rádio FM O Dia também curtiu, e foi bacana demais cantar para a Baixada Fluminense, no estacionamento da Rio Sampa, num evento daquela magnitude. Foi lindo! Mas sinceramente não sei se recomendo que um artista iniciante se coloque nesta situação. É preciso muita experiência de palco pra segurar!Muitos! Em 2011 estou compondo e gravando aos poucos, novas músicas para um novo cd, viajando em tour com o Nando Reis, já que agora eu também sou uma “Infernal”, agitando uma temporada de shows com a minha banda e convidados, no tempo mínimo que sobra na agenda. Também devo participar de alguns CDs e projetos pioneiros, que amigos e personalidades que eu amo e respeito muito!
Hannah, muito obrigado pela entrevista, gostaria que deixasse uma mensagem aos leitores do Portal Enraizados…
É sempre muito bom ser entrevistada por esse site que eu adoro, admiro e respeito demais! Muito obrigada! E uma mensagem final seria: “Acreditem no sonho de vocês e trabalhem, lutem , coloquem-se em movimento com humildade, determinação, entusiasmo e muito amor pelo ofício! Não se imponham limites, pois eles não existem! Não interiorizem um preconceito sofrido assim como também não sejam preconceituosos com os diferentes! Não duvidem de suas metas e sonhos! Façam sem buscar os fins, pois fins não existem e sim o que existem são somente os caminhos, a caminhada! Acreditem sempre pois o impossível é somente mais, uma opinião! Muito Amor, Paz, Saúde, Verdade , Senso de Justiça e Prosperidade a todos!”Saiba mais sobre Hannah Lima em: http://www.hannahlima.com/
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Pra Frente, com MC Gra
Nascida e criada em São José do Rio Preto, MC Gra, formava a dupla Poetizas, que teve uma de suas demos, indicadas a um prêmio, na categoria de melhor demo feminina, em 2005. Dividiu palco com diversos artistas, como Thaíde, RZO, Xis, entre outros. Se mudou pra Florianópolis, em 2006. Criou e integrou alguns Sound Systems. Suas rimas ganharam os beats de Dancehall, Dub, entre outros ritmos. Em 2009 e 2010 retornou aos trabalhos solo. Em fevereiro de 2011 lançou a canção “Pra Frente”, que tem produção de KLJay e ganhou um videoclipe. A canção fará parte de seu primeiro disco, intitulado “Só Acaba Quando Termina”. Confira a entrevista com a MC:
Marcão: Como foi seu envolvimento com a música?
MC Gra: A música sempre fez parte da minha vida, como quimica que bate, sempre amei a música! Até um ponto de querer fazer música!
Quais são suas influências ?
Elis Regina, Jovelina Pérola Negra, Tim Maia, Clara Nunes, Cartola, Rage Against the Machine, Sex Pistols, Legião Urbana, Nirvana, Bad Religion, The Doors, Abusus, Planet Hemp, Public Enemy, Dr. Dre & Snoop Dogg, toda familia WU-TANG CLAN, inclusive seus trabalhos solos como Method Man, Genius e Killarmy (São Vários), Cypress Hill, Racionais Mc´s, RZO, Ed Rock, Mentes Alienadas (+ ou – 2000), Busta Rhymes, Missy Elliot, Ludacris, Rhadiga, Z’África Brasil, Rappin Hood, Bob Marley, Damian e Kimany Marley, Elephant Man, Buju, Sizzla e muitos outros! Impossível listar todos! Delícia relembrar!
E como foi sua iniciação como rapper?
Foi por volta de 2000, o capricho nas composições de rap me encantaram. Sempre gostei de poesia e de música, e o Rap pra mim, misturava esses dois elementos à uma luta. Não era só um som pra dançar, chorar ou curtir, sempre trazia uma mensagem: o Rap pra mim foi uma escola.
Como surgiu o “Poetizas”?
Surgiu daí, há 10 anos atrás. O Rap trazia esse sentimento de grupo, os maiores grupos eram formados por mais de um Mc, por diferentes visões do mundo em um só som, foi de onde surgiu a ideia de criar o Poetizas.
Você se mudou para Florianópolis e lá participou de diversos projetos e desenvolveu parcerias, fale sobre esses projetos…
O louco de sair de um extremo e ir para outro é aprender os costumes e realidades diferentes de cada lugar. Em Floripa, o som que mais tocava na rua, rua mesmo, ou em festas com valores acessíveis pra comunidade era o Reggae e suas vertentes, foi onde me empolguei pra aprender mais e usar a arte de improvisar que aprendi sendo Mc. Pegava os versos dos meus raps e improvisava melodias no reggae, assim a mensagem entrava e quem se identificava, ia abrindo portas para novas oportunidades de som. Nós apresentavamos no formato Sound Systems. Um selecta e o singer!
Quem ouve suas músicas, percebe que você viaja por diversas vertentes. Isso veio de suas influências musicais, ou pela necessidade de alcançar mais pessoas com o seu som?
Com certeza veio muito mais das influências. Quando crio uma música penso muito pouco em agradar ou impressionar, acredito muito mais na emoção e no poder do som, com algo positivo a passar.
Atualmente, no Brasil, como está o protagonismo feminino no Rap?
Tá andando né, vejo várias guerreiras na luta, vivendo mesmo o rap e deixando de esperar que alguém dê espaço, elas perceberam que espaços têm que ser conquistados. Aí quem ganha é quem curte o bom rap, né!? Não deixar de fazer seu som pelas condições, cada um tem um ritmo e um tempo para viver e realizar…
Você lançou o som “Pra Frente”, que tem a produção de KLJay, e tambem lançou o videoclipe desse som, que está sendo muito comentado, como surgiu a ideia do clipe e como está sendo o retorno desse trabalho?
Sempre tive esse sonho, de fazer vídeo e quero fazer muitos ainda. Na minha última viagem à São Paulo conheci o grupo Caixa do Lixo (Mario 77 e Guga Calazans). Foi assim que surgiu a ideia de fazer um vídeo. Mas não é fácil, fazer um vídeo é mó corre, que só foi possível graças a um time de profissionais que acreditaram no trabalho e somaram 100% comigo, pessoas como Ricardo Palamartchuk (Direção Executiva), Bya Nova (Maquiagens e cabelos), Markone Tatoo Graf (Grafittes e body paint), José Renato (Fogscreen), Lua, Poetiza e Pump (Figuração), Moika (LayLow e Leds Tatoo), XXL (Figurinos), Paulo e Idalice Rillo e a boa vontade de várias outras pessoas. O retorno está sendo ótimo, as pessoas tem ressaltado muito a mensagem do letra e a qualidade do vídeo que me deixa muito feliz dentre todos os outros comentários positivos.
Confira o videoclipe da música “Pra Frente”, de MC Gra:
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“Pra Frente” fará parte do seu primeiro disco. Como está sendo o processo de produção do disco?
Outra batalha, né, mas é uma luta que a gente trava com alegria, suor e muito prazer, por que eu amo muito fazer som… O CD vai contar com um time bolado na produção, e MC GRA na voz: Kl Jay (Pra frente), MPC DigitalDubs (Simples-mente), Nelson Viana (Maloqueiro do bem), DJ LX (A pegada), Dj Gug, Luiz Café, Poty e Peri Valencio, Buguinha Dub na Master, e minha irmãzinha Lua nos back-vocals. Te digo mais, sempre que respondo essa pergunta e vejo esse grupo de pessoas e artistas, me emociono, e agradeço muito a Deus e a cada um deles pois sou fã do trabalho de cada um e hoje tenho a oportunidade de trabalhar junto, do lado aprendendo, aprendendo e aprendendo!
Gra, muito obrigado pela entrevista, gostaria que deixasse uma mensagem aos leitores do Portal…
Mensagem aos leitores: As dificuldades sempre vão existir, sempre! Independente de sua cor, raça, credo, condição social! A diferença é como cada um encara o muro, uns gritam, choram e se desesperam e outros encaram, sorriem e se divertem ao ver a sua frente outro obstáculo pra escalar. Pra Frente meu povo!
Saiba mais sobre o trabalho de MC Gra:
MySpace: http://www.myspace.com/poetizagra
Twitter: http://twitter.com/MCGRA1 -
Um brinde com Renan Inquérito
Eles receberam o prêmio de melhor música do ano com a canção “Dia dos pais” no RJ e o prêmio de grupo revelação no Festival Hip-Hop Top SP, em 2006, com o álbum de estréia, “Mais Loco que u barato! (Lançado em 2005). Circularam o Brasil em shows, eventos, oficinas e palestras, e em 2008, lançaram o disco “Um Segundo é Pouco”, que ganhou o prêmio COOPERIFA.
Em 2009, ganharam o prêmio de Grupo Revelação do Século. O clipe “Mr. M” é um dos clipes do rap nacional, mais acessados na internet. Com nova formação, o grupo Inquérito, agora formado por Renan, DJ Rodrigo e Pop Black, lançou em 2010 o disco “Mudança”, e no dia 18 de janeiro, lançou de forma independente, o clipe da canção “Um Brinde”, que se tornou campanha contra o álcool pelo Brasil e pelo exterior. Confira a entrevista com Renan, MC e compositor do grupo:
Marcão: Renan, como se deu a nova formação do grupo?
Renan: A nova formação do grupo se deu de maneira natural. É um processo de mudança e evolução. Hoje somos eu (Renan Inquérito – MC e Compositor), Pop Black (Mc e Backing vocal) e Dj Rodrigo (toca-discos).O novo disco atingiu grande repercussão no cenário musical, por trazer um conteúdo bem diversificado. Gostaria que você definisse a mensagem a respeito da “Mudança”, contida no disco?
Nesse terceiro disco procuramos fazer uma síntese dos outros dois, mostrar evolução musical, e continuarmos com o rap que sabemos fazer e que não tem definição, não é gangsta, não é underground, não é bate-cabeça, é INQUÉRITO. Nós fazemos o estilo Inquérito de ser e passamos por várias vertentes dentro da música, inclusive.
A mensagem começa em 2010, quando gravamos Mister M, em seguida gravamos o clipe e a música deu uma força ainda maior, mudando a nossa forma de pensar, de agir. Mudaram os integrantes, o produtor e o nome veio a calhar, deu uma força para isso, acredito que estamos fazendo MUDANÇA, mostrando a revolução e a evolução também só com a força das palavras.O amadurecimento musical do grupo é notável em “Mudança”, como foi o processo do disco, que teve mais de um ano de preparo?
Nós já anunciávamos que “um segundo é pouco” e realmente foi. Tanto que, naquela época, muitas músicas ficaram de fora do disco e no Mudança também. O disco veio com 20 faixas, mas já temos outras músicas prontas e que não pudemos encaixar… Sempre fazemos mais músicas do que caberia num CD. Um exemplo é a “Mister M”, que era para ter entrado no segundo disco e ficou de fora, a “Meu super herói” estaria no primeiro e ficou de fora, então, a música quando é boa, atravessa época, geração, enfim. Já temos coisas guardadas para o próximo disco e eu nem sei como vai chamar, ou quando sairá, mas sempre tem alguma coisa do cotidiano, porque as viagens, os shows, enfim, tudo isso nos inspira e estamos sempre escrevendo, elaborando boas ideias e podem esperar coisas boas do Inquérito SEMPRE.
“Mudança” traz uma variedade de vertentes musicais existentes no rap. Foi intencional, ou aconteceu naturalmente durante o processo de composição?
Como eu disse, nosso rap não tem rótulo. É o estilo Inquérito de ser e nesse processo de produção e composição, contamos com o Marcelo Guerche, que é produtor da RimaCruz e também Dj do grupo Shekinah Rap, do interior de São Paulo, da cidade de Votuporanga. Em estúdio, as coisas foram fluindo e ele soube explorar as condições que tínhamos e passear pelo que o rap tem de melhor, musicalmente falando. Ficamos felizes com o resultado e esperamos que o público também tenha ficado, afinal, demos o nosso melhor para fazer um CD bem completo.O disco teve participação de Emicida, RAPadura, Dexter, DBS, entre outros, todos muito importantes para o nosso rap. As parcerias ocorreram naturalmente, ou vocês pensaram nas pessoas que poderiam se identificar e colaborar com a proposta do disco?
Alguns eram meus amigos de longa data, como Ca.Ge.Bê, que é da minha quebrada natal, que é o Jardim Peri, na zona norte de São Paulo. O Emicida eu trombei no metrô, trocamos uma ideia com ele e depois ficamos nos falando pela internet, telefone, eu já curtia o som dele e acabou rolando natural. O Realidade Cruel é da nossa quebrada, já gravamos várias músicas juntas. O DBS já era para ter participado do “Um Segundo É Pouco”, mas acabou não rolando. O RAPadura é parceiro, o Dexter também, ou seja, todos são parceiros, tem uma admiração recíproca pelos trabalhos e foi bem natural.
Qual foi a reação do grupo ao saber que foi publicada uma matéria no RedeTVi, falando, sobre a canção “Um Brinde”, e exibindo o Making Of do clipe?
Foi bem positivo, e isso é só parte da Mudança. Queremos alcançar outros públicos e mostrar nosso trabalho. Chegar até lá foi bom, mas ainda é pouco. Veja bem, criamos uma campanha mundial contra o alcoolismo e de maneira muito natural, então chegar um portal, a uma emissora de alcance nacional faz parte desse processo. Estamos, enfim, passando a mensagem para todos os públicos e o objetivo é esse mesmo.
O lançamento e a confecção dos DVDs para distribuição do clipe teve o apoio da Câmara Municipal, da prefeitura e do empresariado de Poços de Caldas, MG. Fale sobre a importância desse apoio.
Fundamental, né?! Acho que estão reconhecendo nosso trabalho no rap, no hip-hop como algo mais do que entretenimento. Claro, fazemos música e de qualidade, mas fazemos também com compromisso social. Somos muito gratos a cidade de Poços de Caldas que nos ajudou, tanto através da prefeitura, da Câmara Municipal e do empresariado como do público, que nos acolheu e da TV regional,a TV PLAN, que abraçou a campanha e continua veiculando o clipe na programação.Confira o videoclipe “Um Brinde”, do Grupo Inquérito:
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=ZAaQlpwRgeo’]Em menos de duas semanas de lançamento, o clipe já tem mais de 13000 visitas no Youtube, clipe esse que foi feito de forma independente, com muito profissionalismo, e tornou-se campanha contra o álcool, foi exibido em diversos pontos do país e no exterior… Como está sendo o retorno desse projeto?
O retorno ainda é tímido perto da dimensão que a campanha tomou, mas é bastante positivo. O que nos alegra é ver que o clipe mexe com as pessoas. Esse é o melhor retorno. Durante as exibições, as pessoas relatam experiências, se comovem, pensam sobre o problema, propõe mudança, enfrentamento e isso sim, faz valer a pena ter investido tanto tempo num projeto como esse. Graças a Deus conseguimos alcançar nosso objetivo, que é fazer mudança com o rap do Inquérito.
Você esteve em Brasília recentemente, para participar da gravação do DVD do Atitude Feminina, como foi essa experiência?
Nossa, foi muito bacana estar em Brasília, primeiro pelo convite para fazer parte do trabalho das meninas e ter podido gravar com elas, fazer uma música sobre mulheres, que era uma vontade que eu já tinha, depois porque pude estar mais próximos de ícones do hip-hop no Brasil, como o Dj Raffa que tem toda uma história dentro da cultura e que nos ensinou muito. Aproveitamos a ida também para gravar algumas cenas do nosso próximo videoclipe, que será da música Miséria, além disso, fizemos a exibição do clipe no Sarau Samambaia, enfim, foi um período muito importante e de muita evolução.
Para finalizar, quais são os planos para o futuro, o grupo já tem algum projeto em mente?
Queremos divulgar e fazer Mudança, com shows por todo país, divulgação do projeto Um Brinde, realização de outras filmagens para videoclipes. Neste ano de 2011 é o que pretendemos fazer: Nos dedicarmos a MUDANÇA.
Muito obrigado pela entrevista, Renan, gostaria que deixasse uma mensagem aos leitores do Portal Enraizados…
Agradeço a todos que integram essa família do Portal Enraizados e que vem fazendo um trabalho excelente em todo país no que diz respeito à comunicação dentro do hip-hop. Valeu pela entrevista e pelo espaço que sempre é aberto para as ações do Inquérito, com certeza vocês são parte da geração da MUDANÇA ! Valeu, um brinde e “se a história é nossa deixa que nóis escreve.” -
Revolta Feminina na Rádio Enraizados
Na última sexta-feira (11), a Rádio Enraizados firme e forte na missão, comandada por DMA (@dudumorroagudo), Kokaum, Diamante MC (@diamantemc), Léo da XIII (@LeodaXIII), Marcão Baixada (@marcaobxd) e Samuca Azevedo (@samukaazevedo), recebeu e entrevistou Janaína Oliveira, conhecida como Re.Fem.
Re.Fem (que siginifica REvolta FEMinina), é MC, cineasta, produtora e publicitária. Ela contou sobre seu envolvimento com a cultura Hip-Hop, que se deu pelo fato de não ver mulheres atuando na cultura na Baixada Fluminense. Falou sobre a direção do filme “Rap de Saia”, onde conheceu outras mulheres na Baixada que atuam na Cultura Hip-Hop, e tambem contou sobre sua viagem a Burkina Faso, na África, onde foi a convite do cineasta Zózimo Bulbul, para participar da 22° edição do Fespaco – Festival Internacional de Cinema Africano e Diáspora.A interatividade com os ouvintes através das redes sociais se fez presente e muitos fizeram perguntas que foram respondidas ao vivo pela entrevistada.
Confira a entrevista através do Podcast:Nessa edição do programa da Rádio Enraizados, o rapper e apresentador Dudu de Morro Agudo, fez filmagens sobre o programa para a “Enraizados TiVi”, canal de comunicação audiovisual do Movimento Enraizados.Confra a videoreportagem:
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=Pz0jV0S9nuk’]Além da entrevista, rolou o “Rap da Hora” com Kokaum, o “Notícias Bizarras” com Diamante MC.
Eu, Marcão Baixada, com “O Que que tá rolando!?” e o quadro “Frases do Dia” onde todos os locutores participam.Confira algumas das fotos, você pode conferir a galeria completa, acessando: http://www.InRaiz.com.brDMA colhendo imagens para o vídeo acima DMA na técnica Equipe da Rádio Enraizados trabalhando a todo vapor DMA entrevistando Re.Fem Dudu de Morro Agudo Janaina Oliveira (Re.Fem) Serviço:
Envie sua música para : radio.enraizados@gmail.com
Ouça a Rádio Enraizados WEB 24hs no ar em http://www.InRaiz.com.br.
Todas as sextas-feiras, das 14h as 16h programa ao vivo com entrevistas, debates, enquetes, notícias da cena cultural, rap nacional e muito mais. -
P,10 grava videoclipe em homenagem às mulheres
Amanhã, 10 de março, o Coletivo Anti Cinema e a Canela Fina Produções convocam a todos e todas a estarem presentes, a partir das 19h, na Áudio Rebel, em Botafogo, para a gravação do Clipe “Nega do Balacobaco”, do Rapper P,10.P,10 é de Caxias e vem se destacando não apenas como rapper, mas também como produtor do evento “P,10 Convida”, que tem trazido ao Rio de Janeiro grandes nomes do Rap nacional.“Nega do Balacobaco” é uma canção em homenagem às mulheres e fará parte do álbum do rapper, intitulado “Manual Prático de Malandragem”, que está em fase de produção. O Clipe terá direção de Márcio Graffiti, do coletivo Anti Cinema.
SERVIÇO
Quinta, dia 10 de Março de 2011 – 19hEntrada gratuitaLocal: Áudio Rebel – Rua Visconde Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro/ RJContato:hiphopmalandro@hotmail.com -
Rapper e Beatmaker, Lisa Castro é destaque na Rádio Enraizados
O mês de Março chegou, e com ele o Dia Internacional da Mulher. Embora a equipe da Rádio Enraizados saiba que todos os dias são das mulheres, decidimos nesse mês convidar apenas mulheres para serem entrevistadas.Além das entrevistas, as playlists do programa serão recheadas por raps cantados por elas.
Na última sexta-feira (04), a Rádio, comandada por DMA (@dudumorroagudo) e pelos manos Kokaum, Diamante MC (@diamantemc), Léo da XIII (@LeodaXIII), Marcão Baixada (@marcaobxd), Petter MC (@pettermc) Samuca Azevedo (@samukaazevedo) e Dumontt (@lcdumontt), receberam a primeira ilustre convidada: Lisa Castro.
Lisa Castro em entrevista Lisa é MC e beatmaker, moradora de Morro Agudo e juntamente com seu marido Átomo formam o grupo U-SAL (Sigla de Ultimato à Salvação).
Na entrevista, Lisa falou sobre seu envolvimento com o rap, suas influências e sobre o protagonismo feminino no hip-hop. Acompanhe a entrevista pelo Podcast, você poderá conferir o trabalho do U-Sal, através do Myspace: http://www.myspace.com/ultimatoasalvacao
OUÇA O PODCAST DO ÚLTIMO PROGRAMA:
Além da entrevista, tivemos o tradicional quadro “Rap da Hora” com Kokaum, lançando seu single, intitulado Jaba Man. Dumontt firme e forte na missão “Defendendo o Nosso Ganha Pão”, dando dicas para a galera que trabalha com cultura; Diamante provocando muitas risadas com o “Notícias Bizarras”.
Também rolou o tradiconal “Frases do dia” e eu, Marcão Baixada, informei à galera sobre os eventos do momento no quadro “O Que que tá rolando!?”.
A rádio também tocou os grupos que enviaram suas músicas para avaliação: radio.enraizados@gmail.com.Também recebemos o jovem Romário Régis (@romarioregis), que é “Parceiro Do RJ” em São Gonçalo e esteve presente com sua câmera, recolhendo registros para o seu canal no Youtube, onde fez esse vídeo da hora, que fica como brinde para você: http://www.youtube.com/romarioregistv[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=StBRzEY40r4′]Ouça a Rádio Enraizados WEB 24hs no ar em http://www.InRaiz.com.br.
Todas as sextas-feiras, das 14h as 16h programa ao vivo com entrevistas, debates, enquetes, notícias da cena cultural, rap nacional e muito mais.Confira algumas das fotos, você pode conferir a galeria completa, acessando: http://www.InRaiz.com.br
Léo da XIII no comando A equipe da Rádio Enraizados (Marcão Baixada, Léo da XIII, Diamante, Kokaum e Petter MC)) Lisa Castro Lisa Castro em entrevista Marcão Baixada e Dudu de Morro Agudo A rapper e beatmaker Lisa Castro -
Rádio Enraizados recebe o Bboy Luke.
Na sexta-feira (25), foi ao ar o programa ao vivo da “Rádio Enraizados Web”, na contenção, DMA (@dudumorroagudo), Kokaum, Diamante MC (@diamantemc), Léo da XIII (@LeodaXIII) e Samuca (@samukaazevedo). O entrevistado do dia foi o Bboy Luke, fundador do GBCR (Grupo de Break Consciente da Rocinha).
Luke contou como a cena do Break e de toda a Cultura Hip-Hop surgiu e foi se firmando no Rio de Janeiro, falou sobre os grupos que surgiram na época, e sobre as iniciativas e pessoas que na prática foram importantes para o firmamento da cena, ele mencionou que boa parte da galera que começou na cena, na época, praticava todos os elementos da cultura: Break, DJ, MC e Graffiti. Também falou sobre sua transição da Baixada para a Rocinha, onde criou o GBCR, grupo pioneiro no Break do Rio de Janeiro. Você pode conferir a entrevista na íntegra através do Podcast abaixo.
Na tradicional troca de ideias da Rádio Enraizados os locutores comentaram sobre o show de Slow da BF, DMA e Léo da XIII, no Espaço de Produção Cultural Setor BF, em Mesquita. O programa tambem teve o quadro “Frases do Dia”, o tradicional “Rap da Hora”, com Kokaum, com direito à vinheta nova, em grande estilo, reclamando sobre um serviço de internet que não está sendo devidamente prestado a ele. Diamante MC chegou quebrando tudo nas “Notícias Bizarras”. E claro, não podia faltar o momento do “Salve”.
A rádio também tocou os grupos que enviaram suas músicas para o e-mail da Rádio. Envie seu trabalho para avaliação: radio.enraizados@gmail.com
OUÇA O PODCAST DO ÚLTIMO PROGRAMA:
Ouça a Rádio Enraizados WEB 24hs no ar em www.InRaiz.com.br .
Todas as sextas-feiras, das 14h as 16h programa ao vivo com entrevistas, debates, enquetes, notícias da cena cultural, rap nacional e muito mais.
Confira algumas das fotos, você pode conferir a galeria completa, acessando: http://www.InRaiz.com.br/
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Música, Câmeras, e Cinerock!
O Cinerock é uma mostra independente, que em um só espaço, compreende diferentes vertentes no campo da arte: Cinema, música, fotografia e artes plásticas.
A ideia do projeto Cinerock nasceu entre 2008 e 2009, durante um encontro do Pública Alternativa, que na época era um grupo de debate e hoje, é um coletivo produtor do cenário independente, que promove eventos e produções audiovisuais na Baxada Fluminense.
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=en5eqAMkOAA’]
“Como não existiam muitas oportunidades para apresentações de bandas da Baixada Fluminense, o Pública Alternativa decidiu criar uma cena propícia pra visibilidade dessas bandas. Nascia daí o Festival Cinerock, que acabou agregando debates, projeção de curtas e exposições (com a mesma ideia de dar visibilidade a quem não tinha e promover debates sobre essas questões)”, diz Josy Antunes, produtora audiovisual do Pública Alternativa.
A terceira edição do Cinerock vai acontecer no dia 26 de fevereiro, na unidade de Nova Iguaçu do SESC.
Durante a semana, até o dia do evento, serão disponibilizados teasers na internet, com os temas: Bandas, exposição, filmes, e “não perca”; e você pode acompanhar toda a programação do evento no site: http://www.cinerock.com.br/
A divulgação através das redes sociais também está a mil por hora. E você pode acompanhar toda a correria através do twitter (@eventocinerock).
SERVIÇO
3° Cinerock
Sábado, dia 26 de fevereiro de 2011 – 16h às 22h
Ingressos:
Inteira – R$4
Estudantes e idosos – R$2
Comerciários – R$1
Local: SESC – Nova Iguçu – Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá
contato@cinerock.com.brhttp://www.cinerock.com.br/
http://eventocinerock.blogspot.com/
http://twitter.com/eventocinerock