Autor: Nala Zuri

  • Marginal Groove: Uma nova musicalidade e uma voz de resistência

    Marginal Groove: Uma nova musicalidade e uma voz de resistência

    Formada em 2019, a Marginal Groove surgiu com o propósito de acompanhar o rapper Dudu de Morro Agudo em sua apresentação no Rock In Rio. A banda, que inicialmente recriou roupagens para as músicas de Dudu, evoluiu para criar novas canções e uma sonoridade própria. Composta por Dudu de Morro Agudo, Rogério Sylp e Gustavo Baltar nos vocais, Ghille e Fábio Spycker nas guitarras, Dom Ramon no baixo, Rob na bateria e Dorgo como DJ, a banda é um coletivo de músicos talentosos e engajados.

    A sonoridade da Marginal Groove é uma fusão de influências diversas, refletindo as experiências musicais de seus integrantes. O resultado é uma mistura de rock, rap, funk, reggae e samba, com uma pegada que lembra bandas como Planet Hemp e Rage Against the Machine, mas vai além. Essa diversidade musical se manifesta em uma proposta única, marcada por letras politizadas e ácidas, abordando temas sociais e políticos com intensidade e autenticidade.

    O auge da trajetória da banda até o momento foi sua apresentação no Rock In Rio 2019, um marco para qualquer artista. Além disso, a Marginal Groove já se apresentou em locais icônicos como o Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói; o SESC Tijuca; a Praça de Morro Agudo; e o Quilombo Enraizados. Cada show reforça sua presença no cenário musical e seu compromisso com a arte e a sociedade.

    Apesar de ainda não terem lançado um álbum completo, a banda possui um vasto material disponível na internet, com registros ao vivo de suas apresentações. Os próximos passos incluem o lançamento de singles e videoclipes, , expandindo sua discografia e sua presença na cena musical, além da produção de um espetáculo especial para apresentar suas novas músicas, que promete ser uma experiência inesquecível para o público.

     

    A Marginal Groove é uma banda com uma forte inclinação política. Suas letras abordam temas como antirracismo, direitos das minorias e críticas à desigualdade social. A banda utiliza sua plataforma para expressar ideias e provocar reflexões, sempre com uma mensagem de resistência e empoderamento.
    Os shows da Marginal Groove são conhecidos por sua energia e interatividade. A banda não apenas toca suas músicas, mas também envolve o público em suas performances, criando uma atmosfera de diálogo e participação.

    Cada apresentação é uma experiência única, que vai além da música e se torna um ato de resistência e conexão.

    A recepção do público tem sido extremamente positiva. A participação ativa e o entusiasmo do público, mesmo com músicas ainda pouco conhecidas, demonstram o impacto que a banda tem nas pessoas. A Marginal Groove foi destaque no podcast “Ao Ponto”, do O Globo, onde o jornalista Bernardo Araújo a mencionou como uma das melhores apresentações do Espaço Favela, no Rock In Rio.

    A Marginal Groove mantém uma forte conexão com a comunidade de Morro Agudo e tem uma relação próxima com o Instituto Enraizados, uma organização de hip hop com 25 anos de atuação na região. Essa ligação com a comunidade se reflete na música da banda e em sua atuação social, reforçando seu compromisso com as causas sociais e culturais.

    Com uma proposta inovadora e uma voz potente, a Marginal Groove é mais do que uma banda; é um movimento que utiliza a música como ferramenta de transformação e resistência.

    SAIBA MAIS

    http://linktr.ee/marginalgroove

  • Curso Popular Enraizados: A Importância das Universidades Negras nos EUA, aula inédita com Dra. Gladys Mitchell-Walthour

    Curso Popular Enraizados: A Importância das Universidades Negras nos EUA, aula inédita com Dra. Gladys Mitchell-Walthour

    Na próxima sexta-feira, às 18 horas, o Curso Popular Enraizados terá o privilégio de receber a professora Dra. Gladys Mitchell-Walthour, da North Carolina Central University, para uma aula inédita.

    A Dra. Mitchell-Walthour abordará a história e a relevância das universidades historicamente negras nos Estados Unidos, destacando sua importância nos dias atuais. Essas universidades desempenham um papel crucial na educação e no empoderamento da população negra americana, oferecendo oportunidades acadêmicas e culturais que muitas vezes não estão disponíveis em outras instituições.

    Em sua apresentação, a Dra. Mitchell-Walthour também discutirá as diferenças nos sistemas de admissão universitária entre os Estados Unidos e o Brasil. Nos EUA, ao contrário do Brasil, a consideração de critérios raciais nas admissões universitárias enfrenta restrições constitucionais e legais significativas. Isso torna o papel dessas universidades ainda mais vital, pois elas continuam a ser um refúgio de inclusão e excelência acadêmica para estudantes negros, numa sociedade onde a equidade racial ainda é um desafio constante.

    Essa aula promete proporcionar uma reflexão sobre como as instituições de ensino podem influenciar a equidade racial e sobre o impacto das universidades negras no cenário educacional e social americano.

    Após a aula haverá o lançamento do filme Hip Hop Pedagogies, gravado na última visita da Dra Gladys Mitchell ao Quilombo Enraizados, em agosto de 2023.

    Gladys Mitchell-Walthour

    Gladys Mitchell-Walthour é uma renomada acadêmica em Ciência Política, ocupando a Cátedra Dan Blue na Universidade Central da Carolina do Norte. Especialista em política racial no Brasil, ela foca suas pesquisas na interseção entre bem-estar social, raça e gênero. Seus estudos revelam que a identidade de grupo entre os negros está positivamente associada ao voto em políticos negros e ao apoio às políticas de ação afirmativa.

    Seu livro “The Politics of Survival: The Political Opinions of Social Welfare Beneficiaries in Brazil and the USA”, explora como as mulheres negras beneficiárias de assistência social utilizam estratégias de sobrevivência, como o trabalho informal, para sustentar suas famílias e enfrentar discriminações múltiplas.

    Mitchell-Walthour é também autora de “The Politics of Blackness” (2018) e co-editora dos volumes “Knowledge Production” (2016) e “Nova Política Racial do Brasil” (2010). Ela já presidiu a Brazil Studies Association (BRASA) e atualmente é co-coordenadora nacional da Rede dos EUA para a Democracia no Brasil.

    Sua carreira inclui inúmeras honrarias, como a bolsa Fulbright (2022) e bolsas de pós-doutorado na Duke University e Johns Hopkins University. Ela também foi Lemann Visiting Scholar no David Rockefeller Center for Latin American Studies da Harvard University. Mitchell-Walthour possui doutorado em Ciência Política pela Universidade de Chicago, um MPP pela Universidade de Michigan-Ann Arbor e um bacharelado pela Duke University.

    Seus principais interesses de pesquisa incluem comportamento político afro-brasileiro, identidade racial negra, discriminação, ação afirmativa e o impacto do programa Bolsa Família.

    North Carolina Central University

    A Universidade Central da Carolina do Norte (NCCU), localizada em Durham, é uma universidade historicamente negra, fundada em 1909 por James E. Shepard. Originalmente iniciada como Escola Nacional de Treinamento Religioso e Chautauqua, a NCCU rapidamente se desenvolveu, tornando-se uma faculdade de artes liberais em 1923, a primeira apoiada pelo estado para estudantes negros nos EUA. Ao longo das décadas de 1930 e 1940, expandiu sua oferta acadêmica com programas de pós-graduação e profissionais, incluindo direito e biblioteconomia.

    Desde 1972, a NCCU faz parte do sistema da Universidade da Carolina do Norte, oferecendo uma ampla gama de programas de bacharelado, mestrado, doutorado e profissional. Seu campus, situado próximo ao centro de Durham e à Universidade de Duke, é notável por seus edifícios neogeorgianos históricos.

    A universidade é reconhecida pelo US News & World Report como uma das melhores instituições historicamente negras e a melhor universidade regional do Sul. A NCCU continua a honrar o legado de seu fundador, James E. Shepard, promovendo excelência acadêmica e formação de caráter entre seus alunos.

    SERVIÇO

    Aula especial com professora Dra Gladys Mitchell-Walthour
    Quando: 21 de junho de 2024, às 18 horas
    Onde: Quilombo Enraizados – Rua Presidente Kennedy, 41, Morro Agudo Nova Iguaçu, RJ
    Retire seu ingresso gratuito aqui:
    https://www.sympla.com.br/evento/universidades-negras-e-equidade-racial/2518156

  • Educação e mobilidade social nos anos 50: Professor Dr John French ministrará aula especial no Quilombo Enraizados na próxima quarta-feira (19)

    Educação e mobilidade social nos anos 50: Professor Dr John French ministrará aula especial no Quilombo Enraizados na próxima quarta-feira (19)

    Na próxima quarta-feira (19), o historiador norte-americano John French, autor do livro “Lula e a Política da Astúcia: Do Metalúrgico a Presidente do Brasil”, estará no Quilombo Enraizados para ministrar a aula “A Família Silva e o Jovem Lula: Educação, Teimosia e Superação” no Curso Popular Enraizados. Ele nos ajudará a entender como a educação era vista como uma ferramenta fundamental para a mobilidade social na São Paulo industrial dos anos 1950 e 1960, especialmente para famílias de origem humilde.

    A aula de John French nos ajudará a compreender o papel central da educação na mobilidade social, analisar os desafios enfrentados por famílias da classe trabalhadora em São Paulo nas décadas de 1950 e 1960, e refletir sobre as aspirações educacionais das famílias trabalhadoras e sua importância na busca por oportunidades de ascensão social. A ideia é refletir junto com John sobre como esses desafios e perspectivas se comparam com as realidades enfrentadas por famílias de trabalhadores hoje.

    Para auxiliar na aula, John French disponibilizou um arquivo com trechos do livro, onde aborda a trajetória de Lula, enfatizando o papel central de sua mãe, Dona Lindu, na busca por oportunidades educacionais e profissionais para seus filhos. Dona Lindu, apesar de não ter instrução formal, dedicou-se intensamente para que seus filhos pudessem frequentar o Senai e adquirir uma formação técnica valorizada na São Paulo industrial dos anos 1950 e 1960. Ela acreditava firmemente que a educação era crucial para a mobilidade social de seus filhos.

    Além disso, o texto explora a percepção dos trabalhadores e suas famílias sobre as perspectivas de ascensão social através da educação e do trabalho técnico. Para muitos, como Dona Lindu, o objetivo era permitir que seus filhos escapassem do trabalho braçal não qualificado e alcançassem um status mais elevado na hierarquia industrial, como torneiros mecânicos, uma profissão altamente valorizada na época.

    Leitura em Português: Páginas 71-82, 88-105, 115-125 em John D. French, *Lula e a Política da Astúcia: De Metalúrgico a Presidente do Brasil* (São Paulo: Editora Expressão Popular e Fundação Perseu Abramo, 2022).
    Download gratuto do livro completo disponível em: https://fpabramo.org.br/publicacoes/estante/lula-e-a-politica-da-astucia-de-metalurgico-a-presidente-do-brasil/

    John French

    John French é um renomado professor de História na Duke University, especializado na história do Brasil e da América Latina, com foco particular no trabalho e na política. Ele possui um extenso currículo acadêmico, incluindo um bacharelado pelo Amherst College e um doutorado pela Yale, orientado pela historiadora brasileira Emília Viotti da Costa. Desde 1979, ele tem se dedicado ao estudo das questões de classe, raça e política na região.

    French é autor de diversas obras importantes, como “The Brazilian Workers ABC” e “Drowning in Laws: Labor Law and Brazilian Political Culture”. Seu livro mais recente, “Lula’s Politics of Cunning: From Trade Unionism to the Presidency in Brazil”, recebeu reconhecimento significativo, incluindo o Prêmio Sérgio Buarque de Holanda da Associação de Estudos Latino-Americanos e o Prêmio Memorial Warren Dean da Conferência sobre História Latino-Americana.

    Além de sua contribuição acadêmica através de artigos e capítulos de livros, French também desempenha papéis de liderança, como diretor do Duke’s Latin American Center e co-diretor da Duke Brazil Initiative. Seu compromisso com a educação inclui orientação de estudantes de doutorado em uma variedade de temas relacionados à América Latina, além de ensino em cursos como “História Moderna da América Latina” e “História e Cultura Afro-Brasileira”.

    SERVIÇO
    AULA “A Família Silva e o Jovem Lula: Educação, Teimosia e Superação”
    QUANDO: 19 de junho de 2024, às 18:00
    ONDE: QUILOMBO ENRAIZADOS – Rua Presidente Kennedy, 41, Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ

  • “O Dever Me Chama”: Show de Dudu de Morro Agudo & Marginal Groove no Quilombo Enraizados

    “O Dever Me Chama”: Show de Dudu de Morro Agudo & Marginal Groove no Quilombo Enraizados

    No próximo dia 15 de junho, a partir das 19 horas, o Quilombo Enraizados em Morro Agudo será o palco de um evento ímpar: o show “O Dever Me Chama” do rapper Dudu de Morro Agudo, acompanhado pela banda Marginal Groove.

    Este evento, apresentado pelo Governo Federal, pelo Ministério da Cultura, pelo Estado do Rio de Janeiro e pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Paulo Gustavo promete uma noite de rap reflexivo, que une música e consciência política. O espetáculo visa proporcionar uma experiência única, onde o entretenimento se mescla com uma forte mensagem de mudança social e união comunitária.

    O repertório do show será baseado no álbum “O Dever Me Chama” e incluirá novas faixas como “Reflexões que ainda me tiram o sono” e “Quanto vale?”. A cenografia, cuidadosamente elaborada para representar a Baixada Fluminense, e a iluminação envolvente garantem uma experiência visual única, intensificando a mensagem das músicas.

    A banda Marginal Groove é composta por DJ Dorgo, Rogério Sylp, Dom Ramon, Fábio Spycker, Gustavo Baltar, Rob, Ghille, além do próprio Dudu de Morro Agudo. Os músicos se reuniram em 2019 para acompanhar Dudu de Morro Agudo no Rock In Rio, numa fusão entre a equipe do rapper e a banda T-Remotto, também de Nova Iguaçu.

    No seu último disco, intitulado “O Dever Me Chama”, Dudu de Morro Agudo mesclou o boombap com o funk carioca e o trap, sempre com letras ácidas e o sarcasmo que é sua marca registrada. Agora, com o Marginal Groove, ele traz uma sonoridade ainda mais diversificada, misturando o rap com estilos como rock, reggae, samba rock e samba.

    O show é gratuito e acessível a todos, com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer os laços comunitários. É uma oportunidade imperdível para fãs de rap, ativistas sociais e a comunidade local se reunirem e refletirem sobre questões relevantes da nossa sociedade.

    Os ingressos são gratuitos, mas limitados, para garantir uma experiência de qualidade ao público. Interessados devem retirar seus ingressos na plataforma Sympla através do link: Sympla – Show “O Dever Me Chama”. Os cinquenta primeiros inscritos receberão um presente especial da produção do evento.

    Serviço:
    Data: 15 de junho de 2024
    Horário: A partir das 19h
    Local: Quilombo Enraizados, Rua Presidente Kennedy, 41, Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ
    Entrada: Gratuita

    Para mais informações e agendamento de entrevistas, entre em contato com Fernanda Rocha, produtora responsável pela logística e organização do evento no número (211)9.6566-8219.

  • Histórias de Amor e Dor: Cayuma lança EP com show gratuito no Quilombo Enraizados

    Histórias de Amor e Dor: Cayuma lança EP com show gratuito no Quilombo Enraizados

    No próximo dia 25 de maio, a partir das 18:30, o Quilombo Enraizados, em Nova Iguaçu, será palco de um evento especial: o show de lançamento e comemoração do EP ‘AMORES&DORES’ de Cayuma. Este projeto, que promete emocionar o público, é patrocinado com recursos da Lei Paulo Gustavo, através da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

    Cayuma, morador da Baixada Fluminense, é um artista multifacetado, multi-instrumentista e dono de uma voz ímpar. Ele já deixou sua marca em grandes eventos, como o show do rapper Dudu de Morro Agudo no Rock In Rio, em 2019. Agora, ele traz para o público seu novo trabalho, onde revela sua personalidade através das aventuras amorosas que viveu.

    ‘AMORES&DORES’ é um EP que mistura histórias felizes e tristes, refletindo a complexidade das experiências humanas.

    A abertura da noite ficará por conta da talentosa cantora Dayo, conhecida por sua voz marcante e musicalidade única. Dayo certamente abrilhantará ainda mais este evento, preparando o terreno para uma noite inesquecível. Além disso, após a apresentação, haverá um microfone aberto, proporcionando um espaço para outros talentos se expressarem.

    O show será realizado no Quilombo Enraizados, localizado na Rua Presidente Kennedy, 41, Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ. A entrada é franca, garantindo o acesso de todos a uma noite repleta de boa música e emoção.

    Não perca esta oportunidade de vivenciar a música de Cayuma e celebrar junto com ele o lançamento de ‘AMORES&DORES’.

    Serviço:
    Evento: Show de Lançamento do EP ‘AMORES&DORES’ de Cayuma
    Data: 25 de maio de 2024
    Horário: A partir das 18:30
    Local: Quilombo Enraizados, Rua Presidente Kennedy, 41, Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ
    Entrada: Franca

    Para mais informações, acesse: https://www.instagram.com/cayumamusic/

  • Alunos da UFRJ destacam Dudu de Morro Agudo e Instituto Enraizados em Semana de Iniciação Científica.

    Alunos da UFRJ destacam Dudu de Morro Agudo e Instituto Enraizados em Semana de Iniciação Científica.

    Na última segunda-feira (08), durante a Semana de Iniciação Científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os estudantes orientandos da professora Dra. Adriana Facina surpreenderam ao elegerem Dudu de Morro Agudo e o Instituto Enraizados como temas centrais de suas apresentações.

    Essa escolha revelou uma abordagem inovadora e relevante, destacando iniciativas locais e personalidades que frequentemente não recebem o devido reconhecimento acadêmico.

    A professora Facina destacou o profundo envolvimento dos alunos com o tema após uma entrevista com Dudu de Morro Agudo, que, segundo ela, “os tocou profundamente”. Essa conexão pessoal certamente se refletiu na qualidade e paixão evidente em suas apresentações.

    Ana Laura e Matheus

    Entre os estudantes envolvidos estão Matheus, graduando em História da Arte na UFRJ, seminarista na Baixada Fluminense, e que tem uma história profundamente enraizada em questões sociais e religiosas. Originário de Caxias, desde cedo esteve envolvido com os movimentos de base da igreja e a teologia da libertação; e Ana Laura, moradora de Copacabana e que traz uma experiência como dançarina urbana de break dance.

    O envolvimento de Matheus e Ana Laura ilustra a diversidade de perspectivas que contribuem para uma compreensão mais completa e inclusiva das iniciativas artísticas e comunitárias lideradas por Dudu de Morro Agudo e o Instituto Enraizados. Essa variedade de vozes é fundamental para a construção de narrativas autênticas e representativas das complexidades sociais e culturais do Rio de Janeiro e além.

    A apresentação dos alunos sublinha a importância do engajamento comunitário e da valorização da cultura local como pilares fundamentais para a transformação social. Ao destacar esses aspectos, os estudantes não só reconhecem o impacto positivo dessas iniciativas na comunidade, mas também ressaltam a necessidade de fortalecer e apoiar atividades que promovam o empoderamento e a inclusão social.

    Essa reflexão ampliada sobre a apresentação dos alunos nos leva a considerar não apenas a importância do reconhecimento e apoio a iniciativas como estas, mas também nos instiga a pensar em como podemos todos contribuir para fortalecer e ampliar essas redes de engajamento comunitário e valorização da cultura local em prol de uma sociedade mais justa e inclusiva.

  • Ritmo e Resistência: Colégio Ypiranga abraça projeto de Hip Hop em Salvador

    Ritmo e Resistência: Colégio Ypiranga abraça projeto de Hip Hop em Salvador

    Salvador, BA – 11 de março de 2024

    Em uma vibrante iniciativa que promete deixar uma marca duradoura na cena cultural de Salvador, o Colégio Estadual Ypiranga, situado no bairro Dois de Julho, será o epicentro de um projeto notável que busca transformar vidas através do Hip Hop. No dia 16 de março de 2024, das 14h30 às 16h, trinta crianças e adolescentes terão a oportunidade de mergulhar nas múltiplas facetas da Cultura Hip Hop, graças a um evento financiado pela Bolsa Estímulo Escola Criativa Boca de Brasa.

    Workshops Pioneiros

    Este projeto, que busca romper barreiras e inspirar a juventude local, contará com workshops simultâneos liderados por renomados artistas e educadores da cena Hip Hop. França Mahin, poeta, dançarino, MC e arte educador, conduzirá o workshop “O que é Hip Hop”, explorando as ferramentas de transformação e os elementos fundamentais de ritmo e poesia. O tema central, “Protagonismo e Resistência”, destaca a importância do indivíduo na moldagem da transformação social.

    Ao mesmo tempo, Barbara Mello, também conhecida como Felina, integrante do Coletivo Pixa e graduanda em Artes Visuais na UFBA, guiará o workshop de Grafite, explorando a liberdade e a expressão informativa através dessa forma única de arte urbana.

    Os entusiastas do Breakdance terão a chance de aprender com Marcola, estudioso desde 2009, que compartilhará sua experiência autodidata em diversas técnicas, como hip hop, house e danças afro urbanas, durante o workshop de BreakDance. Sua trajetória reflete um compromisso constante com a diversidade e excelência na formação artística.

    Evento Final Imperdível

    No dia seguinte, 17 de março, das 15h às 17h, o Coreto Largo Dois de Julho será o palco para apresentações fascinantes. Os participantes dos workshops exibirão o resultado de seus esforços, incluindo uma Batalha de Rima, recital poético, breakdance e a criação de um mural de grafite no espaço público. O evento é aberto ao público, oferecendo à comunidade a oportunidade de vivenciar a expressão artística desses jovens talentosos e celebrar a Cultura Hip Hop.

    Oportunidade de Engajamento Comunitário

    A comunidade local é convidada a se envolver nas atividades do projeto, proporcionando uma alternativa construtiva para lidar com questões sociais. Além disso, a iniciativa prevê a produção de um mini documentário, registrando todo o processo criativo, garantindo que as contribuições individuais e coletivas sejam eternizadas.

    Expansão do Impacto

    O projeto inovador, viabilizado pela Bolsa Estímulo Escola Criativa Boca de Brasa, não se limita ao Colégio Ypiranga. A equipe organizadora já planeja estender essa experiência enriquecedora para outros alunos da instituição e para diferentes instituições educacionais, buscando ampliar o alcance e promover a Cultura Hip Hop em diversas comunidades.

    Acesse para Saber Mais

    Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdccOX8hhCmDzYHf14pWGMUGbhsVfq5jLljfV6sFyHyEZrpAA/viewform

    Siga: https://www.instagram.com/caju.ba

  • Matuê reinventa o jogo: Entre os 50 rappers mais ouvidos do mundo no Spotify

    Matuê reinventa o jogo: Entre os 50 rappers mais ouvidos do mundo no Spotify

    O rapper brasileiro Matuê continua a trilhar um caminho de sucesso e conquistas na cena musical internacional. Imerso em estúdio, preparando seu aguardado novo álbum, o artista acaba de alcançar mais uma marca significativa: está entre os 50 rappers mais seguidos do mundo no Spotify, ocupando a posição 47 e ultrapassando nomes renomados como Playboi Carti.

    Matuê, conhecido por ser o rapper brasileiro que mais coleciona recordes na música, reafirma sua posição com números impressionantes. Com quatro faixas que atingiram o Top 1 do Spotify Brasil, mais de 3 bilhões de streams na plataforma e mais de 20 músicas ultrapassando a marca dos 100 milhões de reproduções, o músico se destaca como um fenômeno global.

    O último lançamento de Matuê, “Conexões de Máfia”, uma colaboração com o rapper norte-americano Rich the Kid, não só alcançou o Top 1 do Spotify Brasil, permanecendo nessa posição por doze dias, mas também conquistou o 37º lugar na parada global. Este feito histórico para o trap e a música brasileira solidificou Matuê como a maior estreia de um artista brasileiro no Spotify. A faixa já acumula mais de 200 milhões de streams combinados no YouTube e Spotify em menos de um ano desde seu lançamento.

    Além disso, Matuê foi reconhecido internacionalmente ao receber o prêmio de Melhor Artista Brasileiro no MTV EMA 2023. No início deste ano, o rapper cearense destacou-se entre os cinco artistas que mais se apresentaram em festivais de música em 2023, ocupando a 5ª posição.

    Vale ressaltar que em 2020, Matuê lançou seu primeiro álbum de estúdio, “Máquina do Tempo”, que revolucionou a cena do trap e rap no Brasil. O álbum continua a acumular sucesso, ultrapassando 1,4 bilhão de streams na soma de performance de áudios e vídeos, garantindo ao artista a certificação de Diamante.

    Com uma carreira em ascensão e um novo álbum em gestação, Matuê promete continuar surpreendendo o público e consolidando seu nome entre os grandes nomes do rap internacional. Os fãs podem esperar por mais recordes e conquistas do artista que continua a elevar o patamar da música brasileira no cenário global.

  • Xamuel, o Príncipe do Freestyle, brilha na Batalha do Forte 2024 e conquista o título em Cabo Frio

    Xamuel, o Príncipe do Freestyle, brilha na Batalha do Forte 2024 e conquista o título em Cabo Frio

    Cabo Frio, Rio de Janeiro – No último fim de semana, a cidade de Cabo Frio foi palco da primeira edição da Batalha do Forte 2024, um evento que reuniu 16 MCs de todo o país para uma intensa competição de rimas. O destaque indiscutível do evento foi Xamuel, o fenômeno do freestyle, que sagrou-se o grande vencedor, reafirmando seu título de Príncipe do Freestyle.

    Com um histórico impressionante desde os seus 11 anos de idade, quando ingressou no mundo das batalhas de rima, Xamuel provou mais uma vez sua maestria no microfone. Originário de Viamão, o jovem gaúcho trilhou um caminho árduo até o reconhecimento, vendendo sacos de lixo com o pai e o irmão mais velho para custear sua participação em competições regionais.

    A ascensão meteórica de Xamuel não passou despercebida nas redes sociais. Atualmente, o artista conta com uma legião de fãs, somando quase 1,5 milhão de seguidores no Instagram e 3,5 milhões no TikTok. Seus vídeos de batalhas de rimas viralizaram, catapultando-o para o estrelato digital.

    Em setembro do ano passado, Xamuel deu um passo importante em sua carreira ao lançar o single “Alguém Conseguiu Entender?”, consolidando sua presença no cenário musical brasileiro. Seu talento não passou despercebido pelas grandes gravadoras, e no final de 2023, o jovem talento gaúcho assinou contrato com a Universal Music Brasil.

    A parceria com a Universal Music Brasil promete ser um novo capítulo na carreira de Xamuel, proporcionando-lhe oportunidades de crescimento e exposição. A gravadora, reconhecida por seu papel no desenvolvimento de grandes artistas, está empenhada em ampliar o alcance e o reconhecimento do Príncipe do Freestyle.

    Em breve, os fãs podem esperar novidades da parceria, pois Xamuel já está preparando lançamentos com grandes nomes da música brasileira para os próximos meses. Com uma carreira promissora e um talento inegável, Xamuel continua a trilhar seu caminho de sucesso, deixando uma marca indelével no cenário do freestyle nacional. O título conquistado na Batalha do Forte 2024 é apenas o começo de uma jornada que promete ser repleta de conquistas e reconhecimento para o jovem MC.

  • Ninja e “Nuvem Ent” celebram o lançamento de “Bloco”, em parceria com Rico Mesquita

    Ninja e “Nuvem Ent” celebram o lançamento de “Bloco”, em parceria com Rico Mesquita

    No vasto universo musical, descobrir novos talentos é uma jornada que se assemelha a garimpar ouro. No entanto, quando dois artistas notáveis como Ninja e Rico Mesquita se encontram em uma encruzilhada de batalhas musicais, o resultado transcende as expectativas, dando início a uma colaboração única que promete marcar época.

    A trajetória dessa aliança musical começou no final do ano passado, quando Ninja se deparou com o talento notável de Rico Mesquita em uma batalhas de MCs. O brilho inegável do Rico chamou a atenção do Ninja, um entusiasta da música eletrônica desde o início de sua carreira. Esse encontro promissor marcou o ponto de partida para uma colaboração que se revelaria extraordinária.

    Rico Mesquita, com sua energia característica do trap – entre outros estilos, apresentou ao Ninja uma versão de uma música em desenvolvimento, fruto de sua parceria com o talentoso Passarinho. O que poderia ter sido uma fusão comum de estilos tomou um rumo surpreendente quando Ninja, inspirado por sua paixão pela música eletrônica, viu a oportunidade de explorar uma convergência única de gêneros.

    A música, inicialmente moldada pela pegada trap de Rico e Passarinho, desencadeou uma reviravolta emocionante ao se aventurar por territórios mais eletrônicos. Essa transição não apenas prometia uma experiência auditiva singular, mas também mergulhava nas raízes musicais profundas do próprio Ninja. Enquanto Rico Mesquita se aventurava em um terreno inexplorado, sua energia contribuía para um contexto sonoro completamente novo.

    O processo de produção instrumental expandiu-se para incluir talentos como “AJ Beatmaker” e “Bino”. Durante uma sessão criativa, a ideia de adicionar uma guitarra surgiu organicamente, adicionando camadas emocionais à música. A colaboração entre os artistas e produtores revelou-se vital na criação de uma peça musical rica e envolvente, proporcionando uma experiência sonora única.

    Quando o foco se voltou para o videoclipe, a criatividade dos envolvidos brilhou intensamente durante a gravação da voz em estúdio. A proposta de um clipe em preto e branco, com o refrão mais próximo e os versos mais abertos, ganhou vida graças à visão única de Ninja, Rico e Passarinho. Mesmo diante das limitações de espaço, a aplicação do chroma key ofereceu uma solução inovadora, transformando a ideia inicial em uma experiência visual intrigante.

    O envolvimento direto dos artistas na produção do videoclipe, especialmente de Rico, trouxe uma dinâmica única ao projeto. Adaptando-se às circunstâncias, a colaboração estreita resultou em um videoclipe envolvente que complementa perfeitamente a atmosfera da música, proporcionando uma experiência audiovisual completa.

    Essa colaboração entre Ninja, Rico, AJ Beatmaker e Bino não apenas transcendeu fronteiras de estilos musicais, mas também destacou a magia que ocorre quando mentes criativas se unem. Desde a descoberta do talento nas batalhas até a criação de uma obra única, essa jornada é um testemunho da riqueza que surge quando a música se torna uma verdadeira colaboração artística.

     

    A Nuvem Ent e o Futuro Artístico na Baixada

    Por trás desse projeto inovador está a “Nuvem Ent”, muito mais do que uma gravadora – é um verdadeiro hub artístico, conforme descrito por Ninja. Seu propósito vai além do convencional, visando fornecer suporte a cada artista, independentemente da forma de expressão artística, permitindo que eles se concentrem exclusivamente em criar sua arte com excelência.

    Questionado sobre o objetivo do novo projeto de gravações, Ninja enfatizou a missão de expandir a presença da Nuvem em toda a Baixada. “A meta é alcançar todas as pessoas próximas, incluindo aquelas que ainda não conhecem a Nuvem, e estabelecer a produtora como uma referência abrangente na região”.

    Ao olhar para o futuro, a visão da “Nuvem Ent” é ambiciosa: realizar diversos projetos em várias áreas, consolidando ainda mais sua presença e influência nas expressões artísticas da região. A colaboração musical entre Ninja e Rico Mesquita é apenas o começo de uma jornada promissora, onde a “Nuvem Ent” busca não apenas descobrir talentos, mas também elevar a cena artística local a novos patamares de criatividade e expressão.

    https://open.spotify.com/intl-pt/track/12HDhRLZ1i8wMq0EXuq8Gg