Autor: @PetterMC

  • Um mês sem curtir, e aí?

    Um mês sem curtir, e aí?

    Quem lembra da minha coluna do dia 3 de setembro? Na ocasião eu estava há dez dias sem apertar o botão “curtir” do Facebook e fiz a promessa de que ficaria um mês inteiro sem curtir nada na rede social do Zuckeberg. Em experimento bem ousado feat. vida loka.

    O objetivo era saber se algo mudaria no meu newsfeed ao optar por não curtir sequer um post dos meus amigos e das páginas que sigo.

    A motivação veio a partir da minha decepção, ao perceber que as novidades interessantes estavam “passando batidas”, enquanto imagens de pessoas e animais sendo torturados apareciam aos montes, mesmo que eu as denunciasse ou as ocultasse. Até agora não entendi bem a razão para tais publicações terem aparecido por tanto tempo em minha timeline.

    Não seria nada fácil ficar um mês sem curtir nada no Facebook. E as coisas superbacanas dos amigos ou das páginas que eu sigo?

    Criei a seguinte estratégia: interagir através de comentários nos posts mais legais e/ou interessantes. Além de ajudar aos algoritmos do Facebook no entendimento do que é ou não relevante para a minha pessoa. tornei a vida na rede social mais humana e menos mecânica.

    Um “curtir” aqui e outro ali, não expressa muita coisa, mesmo para um bom “entendededor” de meias palavras, ou melhor, de meios likes. Ao comentar e opinar sobre as publicações as quais eu julguei relevantes para myself (não confunda com selfie rs), as possibilidades do meu netwroking aumentaram.

    Mostrar-se interessado por um post pode fazer com que o autor demonstre interesse por seus posts. Pode render uma visita ao seu perfil. E o melhor, pode ensinar ao espertalhão – não tão esperto assim – do Facebook a identificar o que realmente te interessa naquela bagaça.

    Outra coisa importante que me ajudou neste processo: passei a enviar mais mensagens aos meus contatos. E não estou falando daquelas mensagens “acesse isso”, “curta aquilo”, “assista ao vídeo” etc. Falo de conversas mesmo, de aproximação, de humanização. E que fique claro mais um ponto:  aproximação e humanização, no meu caso,  não possuem nenhum relacionamento com autoajuda ou carência de atenção social “like “as pessoas que trocam likes e seguem de volta (SDV), ok?

    Os resultados? Surgiram a partir da segunda semana. Não mais gente mutilada. Não mais gatinhos sendo maltratados. Não mais acidentes fatais envolvendo motociclistas – o que me perturba muito!

    E o que de bom começou a aparecer na minha timeline ou newsfeed, como preferem alguns? Sabe as pessoas e páginas com as quais iniciei uma interação mais profunda? Então, suas publicações aparecem com mais frequência na minha tela. Podia ser melhor, mas tem a coisa dos anúncios de página e coisa e tal, porém, é assunto para uma outra coluna.

    Se a experiência daria certo com você? Quem é que sabe? Tu toparia arriscar? Me invista um bom dinheiro na casa dos seis dígitos e eu “trago a resposta amada em três meses”.

    Obrigado e até a próxima!

    Ah, me segue no Twitter? Não troco likes e nem sigo de volta. Só se eu gostar do teu perfil. 😉

    @PetterMC

  • BRASILEIRICES: sátiras do comportamento brasileiro

    BRASILEIRICES: sátiras do comportamento brasileiro

    Brasileirices é uma microssérie para a internet que objetiva teatralizar, em filmes de curtíssima duração, situações e comportamentos, ou melhor, “brasileirices” intrínsecas ao nosso cotidiano.

    A criação é do ator e diretor Luiz Carlos Dumont, que produzirá os episódios em parceria com a Agência #TudoNosso.

    O episódio de estréia iTudo que se lança, vende! é uma divertidíssima sátira ao consumismo desenfreado, presente no dia a dia de muitos brasileiros e brasileiras.

    Produção: Cristiane de Oliveira e Sônia Sodré.

    Figurino: Cristiane de Oliveira e Sônia Sodré.
    Maquiagem: Cristiane de Oliveira e Sônia Sodré.
    Fotografia/Direção de fotografia: Petter MC.
    Montagem/Edição: Petter MC.
    Roteiro: Luiz Carlos Dumont.
    Direção: Luiz Carlos Dumont.

     

     

  • Um mês sem ‘curtir’

    Um mês sem ‘curtir’

    Salve, salve!

    Primeiramente eu gostaria de pedir perdão pela ausência na semana passada, pois, eu estava em uma trip bem louca e com pouquíssimo acesso à rede. Em breve novidades super bacanas sobre minha visita a Santiago, no Chile.

    Entrando no assunto que realmente interessa… Há alguns meses eu tenho me aborrecido com um certo algoritmo do Facebook. É… Aquele mesmo que faz com que pouquíssimos de seus amigos visualizem os seus posts e, ao mesmo tempo, faz com que posts nada interessantes apareçam no seu feed.

    Esse código interpreta sozinho o que pode ser relevante para você, baseado em coisas que você curte, comenta, compartilha, e vai exibindo o que teoricamente se relaciona com o assunto. Os erros são muitos. Por exemplo: se você curte uma foto de gatinhos fofos, os códigos do Facebook vão começar a apresentar posts relacionados a gatinhos, mas sem separar gatinhos engraçados de gatinhos sendo judiados. Um horror, né?

    Revolts do jeito que sou, decidi realizar uma experiência a fim de tentar limpar o meu feed do FB. É o seguinte: a contar do dia 20 de agosto de 2014, passarei um mês inteiro sem apertar nenhum CURTIR no Facebook. Apenas deixarei comentários – em posts específicos.

    Na coluna do dia 24 de setembro eu pretendo contar a vocês o que realmente mudou depois da experiência. E se nada mudar, prometo que ficarei mais um mês sem curtir e sem comentar nada.

    Vai dar ruim ou vai dar bom? O que me diz? O que te incomoda no feed do Facebook?

    Obrigado e até a próxima!

     

  • Ebola no Zap Zap!

    Ebola no Zap Zap!

    Quantas vezes mais teremos que dizer para não acreditar e espalhar lorotas pela rede?! Aqui e em milhares de veículos, cansamos de passar o macete aos internautas, mas “geral” continua caindo nas mesmas estórias “caôzeiras”.

    A última, brotou hoje no meu “zap zap”: duas pessoas internadas com ebola no Rio de Janeiro. A corrente se espalhou mais rápido que o próprio vírus da doença e até alarmou a mídia brasileira, que foi atrás dos fatos e conseguiu desmentir as falácias através de notas oficiais, emitidas por órgãos públicos de saúde, como por exemplo, o Ministério do Trabalho, que lançou esta campanha para alertar os internautas: https://www.facebook.com/minsaude/photos/a.205936522758305.51623.175330465818911/837757906242827/?type=1&theater.

    “Casos de ebola na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Marechal e na UPA que eu trabalho em Botafogo”, diz um trecho da corrente do inimigo intriguento. Outra parte diz “a Secretaria de Saúde não vai divulgar e eu como funcionária não posso”.

    Bom, óbvio que uma secretaria de saúde adoraria abafar casos como esses, mas, no mundo real, isso não aconteceria. Não no Brasil. Com a infraestrutura que temos? Em nossos trens e metrôs abarrotados? Isso já teria dizimado pelo menos um terço da população das nossas metrópoles.

    Então, mais uma vez eu digo: antes de espalhar o “caô” e gerar histeria, dá uma pesquisadinha, uma apuradinha, uma conferidinha e não espalhe mentirinha! Pode jurar juradinho?

    E você, que não possui uma trouxa de roupa pra lavar ou um canavial de r… pra chupar, enfia tuas mentiras no orifício que você possui entre as nádegas e vai perturbar a p… que te pariu!

    Beijos carinhosos e volte sempre!

    😉

  • Produtivos ou distrativos?

    Produtivos ou distrativos?

    Quantas horas por semana você passa em frente ao computador? Quantas delas são produtivas ou distrativas? Há uma ferramenta que responde a estas e outras perguntas que afligem aos que passam dezenas de horas na frente de uma tela, seja no computador, tablet ou  smartphone.

    Estou há três semanas testando uma ferramenta chamada “Rescue Time” e tenho encontrado algumas respostas bacanas e outras nem tão bacanas assim. O que faz o Rescue Time? Você cria uma conta – e concorda com termos de privacidade bem mirabolantes – e faz login uma única vez. Pronto! É como se você estivesse sendo vigiado por um supervisor, só que, sem bronca, sem bafo no cangote, e sem encheção de saco.

    A bronca vem nos finais de período. Há relatórios diários, semanais e mensais. Eu gosto dos semanais. Sinceramente, eu tenho recebido boas surpresas ao ler os relatórios. Maior parte do meu tempo está sendo produtivo, embora eu tenha perdido mais tempo que deveria em tarefas fúteis.

    Prós:

    – Avalia todo o tempo de atividade no computador, tablet ou smartphone, seja na internet ou não.
    – Detalha o tempo gasto em cada site ou aplicativo.
    – Te propõe metas diárias de produtividade.
    – Tem um recurso bem bacana que bloqueia páginas pré-definidas por você durante a execução de uma tarefa importante, mas só na versão paga.

    Contras:

    – Entende qualquer rede social como tempo muito distrativo e inútil, mesmo que você seja um social media manager e precise trabalhar no Facebook, por exemplo. Cabe a você interpretar aquele tempo como produtivo ou não.
     Se você possuir um site e trabalhar nele, esse tempo não será categorizado. É considerado neutro pela ferramenta.
    – Não há versão em português.

    Abaixo, os screenshots do meu relatório semanal para você ter uma ideia. Para saber mais, acesse o link www.rescuetime.com.

    Até a próxima – e vê se não perde tempo no “feice”!

    cats

    produtivity pulse

    design social network uncategorized

  • Série de videoclipes dará visibilidade a artistas e videomakers de Nova Iguaçu

    Série de videoclipes dará visibilidade a artistas e videomakers de Nova Iguaçu

    Salve, galera! Tudo bem? Estamos nós, aqui, em mais uma humilde coluna. Esta semana eu venho falar de algo que tenho idealizado junto à Cristiane de Oliveira, na Agência #TudoNosso. Tem tudo a ver com a coluna, que mescla comunicação e tecnologia.

    No próximo sábado, 9 de agosto, a Agência #TudoNosso lançará o #SmartClipe, projeto audiovisual que prevê uma série de videoclipes musicais gravados a partir de câmeras de smartphones, sob o olhar colaborativo de videomakers e aspirantes à produção de vídeo.

    Na primeira temporada, serão dez videoclipes, dez artistas/grupos e até 30 videomakers de Nova Iguaçu, selecionados entre os dias 9 de agosto e 15 de setembro. O processo será democrático e permitirá que músicos independentes se inscrevam gratuitamente para concorrer a um #SmartClipe de sua música de trabalho.

    O episódio “00” é o piloto e inspirador vídeo da música “Us Muleki é Zika”, captado no ano passado, sem maiores pretensões, no estúdio da Ibotirama Records, em São Paulo-SP. Conta com a participação dos rappers João Bazilio, Xando Official, Petter MC e Leonardo Barreto (Léo da XIII). As imagens foram captadas por WF Martins e Lii Oliveira. Direção de Petter Oliveira. A música foi gravada no “Dia da Rima 2013” e pode ser escutada no link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=9cKaGvsOZKE&list=UUYHSK7GUfqYzbXFH1WN571w

    O projeto também pretende dar aquele “empurrãozinho” aos fãs de audiovisual, que nunca produziram vídeos para a internet e são desencorajados pela escassez de “ferramentas adequadas” ou pouca habilidade para lidar com elas . Serão selecionados até três videomakers por #SmartClipe. Todos os candidatos passarão por um processo seletivo e se comprometerão com o seminário de formação e treinamento.

    A linguagem deverá ser livre, abrindo brechas à criatividade e ao imaginário artístico dos participantes. Não haverá roteiro. Tudo precisa ser captado da maneira mais espontânea possível, definindo apenas locais, horários e datas de gravação. Mas claro, as equipes de videomakers definirão entre si uma narrativa para o clipe, com base na música e/ou locação.

    A edição receberá um toque bem pessoal, com prevalência de corte seco e pouco – ou nenhum – efeito de pós produção nas imagens. O objetivo é fazer com que a pouca qualidade técnica da captação com smartphones seja conceitual, poética, e não um erro.

    Te interessou? Quer ficar por dentro de todos os detalhes? Acesse o link do evento de lançamento no Facebook e não perca uma vírgula sobre: https://www.facebook.com/events/754866661237730/?ref=ts&fref=ts

  • Regeneração Brasil – Isso a Globo Mostra!

    Regeneração Brasil – Isso a Globo Mostra!

    Ontem (22/07) foi ao ar uma cena sensacional da novela Geração Brasil, da TV Globo. Eu não assisti ao capítulo, mas o burburinho foi tanto nas timelines que eu fui ao site gshow.com só para conferir o que gerava o buzz.

    Encontrei uma cena linda, com roteiro, técnica e interpretação impecáveis. De um lado, Brian Benson (Lázaro Ramos) e do outro, Matias (Danilo Santos Ferreira). Matias é o primeiro participante de um reality chamado “Geração Nem-nem” sobre jovens que nem estudam e nem trabalham. O jovem passa por uma espécie de reprogramação cerebral, dirigida pelo guru Brian.

    Aí é que a coisa fica interessante e faz com que a Globo ganhe mais pontos agora do que com o revolucionário beijo gay de Félix e “Carneirinho” na novela “Amor à Vida”. Desta vez, a abordagem é sobre racismo, educação e preconceito.

    O jovem Matias acreditava ser “burro”, inútil. Disse ao guru do “Regenera” que tinha medo de errar a resposta todas as vezes em que a professora perguntava algo, ainda no primário escolar. E pior, acreditava que a sua falta de capacidade intelectual estava relacionada ao fato de ser negro e por ser perseguido por isso.

    Brian intervém e diz que isso é um problema social, uma ferida na sociedade, um erro da história. E completa dizendo que nem o fato do presidente dos Estados Unidos ser negro acabou com o preconceito, que é uma luta sem fim.

    “Não há nada de errado com você!”

    “Brancos geniais também são exceção!”

    Dentro da conversa com Brian, Matias descobre que possui um QI de 128 – a partir de 115 é considerado inteligência superior – e que é capaz de muitas realizações. Só não encontrou o foco, ainda. Enfim. Contei apenas metade da cena para não perder a graça. No final há um editorial muito interessante do programa “Geração Nem-nem”. Assista em http://globotv.globo.com/rede-globo/geracao-brasil/t/cenas/v/brian-comeca-a-reprogramacao-de-matias/3515051/

    Para finalizar, eu gostaria de dizer que, assim como Matias, existem milhares de jovens brasileiros nas estatísticas dos “nem, nem”, mas que possuem grande potencial intelectual e artístico e que, parte deles, estão, sim, realizando algo importante. E por que razão isso não vem à tona? Ainda procuro por uma resposta plausível para a questão. O meu ponto de vista fica na letra de rap a seguir, uma composição minha e da Cristiane de Oliveira, também colunista deste portal.

     

    “Nem, nem”

    Nem me deram chance de me explicar direito
    Perguntaram errado, respondi de qualquer jeito
    Papo de preconceito, não conhecem a real / Especificidade
    de um mercado informal

    Nem os artistas, nem comerciantes
    Nem malabaristas, nem os ambulantes
    Nem todos traficam porque estão longe da escola
    Nem todos enricam porque sabem jogar bola

    Nem todo nordestino é garçom, frentista
    Sou paraibano e escolhi ser jornalista
    Rapper, repórter, MC
    Sem carteira assinada eu já estava por aí

    Arrumando uns trocos improvisadamente
    Vendi bala no sinal, mas não virei delinquente
    De repente estava dando oficina “pros menó”
    De rap, hip-hop, e fui ficando melhor
    Ainda assim

    Dizem que eu não quero nada
    Não quero ser padeiro
    Nem pedreiro, faxineiro
    Meu pai disse pra mim
    Quer é melhor ser engenheiro
    Acham que sou nem
    Nem, nem, nem, nem, nem

    Alguma coisa está errada
    Para de caô
    Eu quero ser doutor
    Jamais entregador
    Carregador, nem de favor, nem
    Nem, nem, nem, nem, nem

    Nem me deram chance de me explicar direito
    Perguntaram errado, respondi de qualquer jeito
    Bato no peito por não ser formalizada
    Nem sou faxineira, nem sou empregada

    Nem tô desocupada, francamente
    Só quero uma oportunidade decente
    Curso de atendente ou camareira?
    Oferece lá pra “paty” que foi rica a vida inteira

    Sem brincadeira, hein, esse curso de operária
    Manda pro Leblon, inscreve as milionárias
    Serei advogada diante de um júri
    E a madame da Delfim, a minha manicure

    Nem adianta tentar me convencer
    Salário mínimo? Deixa pra você
    Faça sua regra, mas seguirei a minha
    Pra fazer reclamação, aguarde na linha

    Pois não, senhor? Não, senhor.
    Aqui não é o setor de pesquisas, senhor.
    Não, senhor. O senhor foi transferido para o setor realidade.
    Não, senhor. Infelizmente não há como atender à sua solicitação.
    Eu vou estar transferindo novamente o senhor para o setor de pesquisas, para que juntos, os senhores possam verdadeiramente atender às nossas demandas.
    Por favor, aguarde na linha.

  • Uh, demorô! O ICQ voltou!

    Uh, demorô! O ICQ voltou!

    Quem nasceu a partir de 1989 sabe do que estou falando e até deve ter tirado uma casquinha do ICQ, antes dele perder feio pro MSN.

    Acontece que, o mensageiro criado pela israelense Mirabilis em 1996 e comprado pela AOL em 1998, agora pertence à companhia russa Digital Sky Technologies e ressurgiu como aplicativo móvel para IOS, Android e Windows Phone. A plataforma oferece recursos “batidos” que as concorrentes já oferecem, mas tem a pretensão de brigar com o WhatsApp, atraindo principalmente os usuários nostálgicos dos anos 90.

    Em países como Alemanha, Israel, Rússia e República Tcheca, o programa possui forte adesão, principalmente pelo fato de ter investido em versões nos idiomas locais.

    O novidade mesmo é que a ferramenta permite enviar mensagem instantânea gratuita para qualquer telefone móvel, mesmo que ele não possua um número ICQ. A mensagem é entregue ao usuário não cadastrado como uma SMS gratuita.

    Você conheceu a versão 90’s do ICQ? O que achava dela? Já baixou a nova?

    Vou testar melhor os recursos do novo ICQ e depois te conto as minhas impressões.

    Até a próxima!

    @PetterMC

  • Germany x Brazil – The Zuêra Never Ends

    Germany x Brazil – The Zuêra Never Ends

    O maior vexame de todas as Copas do Mundo parecia trágico, mas transformou-se em trampolim para o melhor show do humor digital brasileiro.

    Ontem (08/07) a seleção brasileira sofreu a maior goleada de sua história em uma Copa do Mundo. Milhões de torcedores esperavam por um grande espetáculo, mas no palco, estádio Mineirão, em Belo Horizonte, houve apenas um ensaio like a peça infantil na escola feat. quadrilha junina/julina. E nesse ensaio pitoresco, o roteiro nos aponta que a Alemanha vencerá o Brasil por 7×1 na disputa pela vaga na final da Copa do Mundo 2014.

    Enredo de ficção? Sonho? Pegadinha do Malandro? Ninguém quis jogar em solidariedade ao Neymar? Possibilidades exploradas por espectadores no mundo inteiro, na busca por uma “explicação que explique o inexplicável”, não é mesmo Júlio César?

    É aí que, entre beberrões briguentos, torcedores chorões, políticos de timeline, técnicos de botequim e artilheiros de sofá, as mídias digitais são bombardeadas com uma das melhores características do brasileiro: tomar na tarraqueta sorrindo, fazendo graça.

    O que temos a seguir são duas frases e algumas imagens que me fizeram rir e até gargalhar, durante e após o tragi-cômico episódio de ontem.

    Ah, antes que eu me esqueça: enquanto você lia esta coluna, a Alemanha fez três gols, e continuará fazendo se você não compartilhar o link com os amigos. Até a próxima! Divirta-se:

    Quem mandou a gente arrumar xabu com a fifa? Se não tivessem desmascarado o esquema dos cambistas, domingo tinha mais churrasco, po!”, Diego Dias.

    Nem a fábrica da Wolks faz 05 Gols em 30 minutos!!!! #puxado”, Kizzy Bortolo.

  • A morte do Orkut e suas condolências

    A morte do Orkut e suas condolências

    Google anuncia a morte programada do Orkut e causa reboliço nas redes sociais.

     

    É, meu Brasil… Está na hora de preparar o velório. No dia 30 de setembro deste ano o Orkut estará oficialmente morto, segundo anúncio que o Google fez na última segunda-feira (30/06). A notícia gerou um reboliço danado no próprio Orkut – que ainda possui comunidades de nichos muito movimentadas, acredite – e nas outras redes sociais, como Facebook e Twitter.

    Sinceramente, eu nem lembrava mais do Orkut. Não por ingratidão a ele ou por desprezo aos seus áureos tempos no Brasil, mas sim pelo simples fato de que as coisas estão se transformando tão de pressa, que uma revolução – digital – ofusca a outra. E foi isso mesmo que aconteceu, quando o Orkut foi desbancado pelo Facebook, em 2011, perdendo o posto de mais popular rede social no Brasil.

    Eu lembro de ter feito o meu cadastro em 2004 a convite de uma amiga. Achei bacana e convidei dois ou três amigos. Quem é da época lembra: só era possível participar quem fosse convidado por outro membro. E cada membro possuía um número de convites limitados. Então, era um privilégio enorme participar do Orkut. Eu arrisco dizer que ser convidado a participar da rede era um jogo político de muita articulação.

    O grande diferencial – que nenhuma outra rede social superou até hoje – é a forma como os tópicos se organizam nas inúmeras comunidades, que vão dos assuntos mais fúteis até tópicos de importância e interesse público, por exemplo:  Vai toma no c*… seu otario!!! e Dicas de Saúde Natural.

    A boa notícia aos fãs de comunidades é que elas ainda podem se visualizadas publicamente, mesmo após a “aposentadoria” do Orkut. A comunidade do Flamengo, por exemplo, possui mais de 2 milhões de membros e atividade diária em seus milhares de tópicos. Acho incrível isso acontecer em plena era do Facebook e das redes sociais segmentadas.

    Ainda sobre o tal reboliço: uma galera indignada com a decisão do Google, criou uma petição online na rede Avaaz, pedindo que a gigante do Vale do Silício volte atrás. Um trecho do documento – assinado por 68.444 pessoas até a publicação desta coluna – diz:
    “Solicitamos ao Google que não encerre o Orkut e se isso não for possível solicitamos à empresa que ao menos preserve a principal característica que mantém essa rede social viva até hoje: o modelo de organização de fóruns em comunidades. Algo que não existe no Google Plus, cujas as comunidades que existem se assemelham aos grupos do Facebook. Se o Orkut ainda teve algum movimento foi graças ao atual modelo de comunidades.”

    E por falar em Google Plus… “Gúgâu” diz que o sucesso da rede é um dos motivos pelo qual o Orkut está sendo descontinuado. No entanto, há controvérsias. E como há! Eu mesmo estou lá só para dizer que estou e, além do mais, quem tem um canal no YouTube, um Blogger, entre outros serviços “Googlianos”, possui automaticamente um perfil no G+ – mesmo que não saiba. O que não significa dizer que a maioria dos usuários esteja ativa na plataforma. Pelo menos eu e a minha rede de contatos não é ativa. Você é ativo(a) no G+?

    Sinceramente, eu acredito que a maioria das pessoas que prestam condolências ao Orkut, nem lembravam dele até a semana passada. Não me refiro aos usuários realmente ativos na plataforma. Estou dizendo que tudo não passa de um oba oba em que as pessoas resolvem encher a timeline do Facebook com fotografias antigas, tiradas com suas então sensacionais câmeras de 4MP de resolução.

    E digo mais: a maioria pode estar sendo inconscientemente usada para uma boa e obscura campanha de marketing. Se os dados não serão apagados, se as comunidades públicas continuaram com seus conteúdos no ar (sem edição, claro), se os perfis continuaram salvos nos servidores do Google, podendo ser acessados e “backupeados” a qualquer momento, eu não chamaria isso de morte, nem de aposentadoria. Fique ligado, “parcêro”.

     

    Olha o que algumas pessoas da minha rede acham do assunto:  

    Isso prova q tudo passa ou q vivemos em função da modinha!!!”, FML Graffiti (via Facebook)

    Eu tinha desfeito meu perfil semana passada!!! Já está na hora de desativarem!!!!”, Vivian Oliveira (via Facebook)

    O que falar sobre essa morte que eu mal conheço e já considero pakas?”, Rafael Caliari (via Facebook)

    Uma pena,mas infelizmente a vida e a tecnologia são assim…”, Leonardo de Oliveira (via Facebook)

    natural né; as coisas vão mudando com o tempo… Já era, acho que ninguém usa mais e não é algo útil, que esteja servindo pra algo”, @doischamps (via Twitter)

    Confesso que eu gostava bastante, fico feliz em saber que algumas pessoas ainda usam, eu mesmo as vezes abro o meu. Lá havia mais afinidade e proximidade do que a forma “sugerida” pelo Fêicibug que seleciona por conta própria as coisas”, @raullsantiago (via Twitter)

     

    Para finalizar, divirta-se com este álbum de pérolas do Orkut :