Categoria: Coluna

  • Entre o crime, o futebol e o hip hop

    Entre o crime, o futebol e o hip hop

    Se você vive ou viveu em alguma comunidade periférica, sabe o quanto é difícil não se envolver com a vida do crime quando se é jovem, mesmo que tenha uma família bem estruturada.

    Eu nasci e fui criado na comunidade Zumbi dos Palmares, que fica em Morro Agudo, Nova Iguaçu, e mesmo sendo de uma família com uma boa base, em diversos momentos passou pela minha cabeça me envolver de alguma forma, mas nunca me rendi a esses pensamentos, até porque minha meta era tirar os meus amigos dessa vida, e não eram poucos, muitos eu acabei perdendo, mas os que conseguiram sair, foi através da arte ou do esporte, mais especificamente do Hip Hop ou do futebol.

    Eu costumo dizer: o que quer que seja que tire o jovem dessa vida é valido.

    Acredito que ninguém sonha em portar um fuzil, ou vender droga, a nossa vivência molda nossos sonhos, mas quando você vive em um lugar onde nada te incentiva a correr atrás dos seus sonhos, onde você é obrigado a trabalhar pra ajudar a manter a casa e onde todos de fora te apontam e te julgam, principalmente se for um jovem negro, o dinheiro se torna seu sonho. Você percebe que basta ter dinheiro pra ter o que quiser, e pra ter dinheiro vivendo numa comunidade, só estudando e se dedicando muito, ou se envolvendo com o crime. Mas como eu explico pro ‘maluco’ que o crime é nada e a vida é tudo se no final do plantão ele tirou 1 barão de lucro?

    Essa é a parte onde entra o Hip Hop, ele te inspira a correr atrás dos seus sonhos, ele te mostra que o crime não é nada, te mostra que você pode ser o que quiser e que nada pode te parar. No meu caso ele mudou minha vida, me mostrou o meu sonho, quem eu sou e tudo que posso ser. Hoje faço parte desse movimento, sou DJ, e levo essa mensagem nas minhas sessions, pois quero que todos realizem seus sonhos.

    O futebol, apesar de ser injusto com muitos, também tem esse poder de salvar vidas, no futebol foi onde aprendi que as vezes você ganha e as vezes você perde, que esforço é igual a recompensa e que pra chegar onde a maioria não chega temos que fazer o que a maioria não faz. Não é só futebol. Conheço muitos jovens que sonham em ser jogadores profissionais e muitos treinadores de comunidade que sonham junto a esses jovens. Muitos amigos não conseguiram, outros ainda estão tentando, mas agarrados a esse sonho nunca foram pra vida do crime.

    No enraizados além de tudo que fazemos com o Hip Hop temos o Caleidoloucos, onde juntamos os artistas e moradores de Morro Agudo pra uma partida de futebol toda sexta feira, às 20:00, no Morro Agudo Futebol Clube, ao lado da estação. Amanhã é dia, se quiser da um confere é só chegar cedo!

  • A estória das pessoas: W.P

    A estória das pessoas: W.P

    Conheci WP numa ação onde fizemos um #RapLab na Zona Oeste carioca. Fizemos rapidamente amizade porque o cara é gente boa demais e num papo rápido ele me falou de “Questão de Honra”, mais um faixa do EP “Em Meio Ao Caos”. Acessei o Youtube e conferi o clipe que é uma produção 100% independente e vem carregada de muito peso. “Se falta dinheiro, sobra criatividade, vontade e determinação para superar as dificuldades e transformar seus sonhos em realidade”. Essa é a marca registrada de WP.

    A favela e seus problemas sociais são fonte maior de inspiração e WP “ faz sua arte brotar no caos, mostra que favela é potencia e rap instrumento de transformação”. O rap como elemento motriz é “o alimento que o abastece e que o motiva a seguir em frente”. Para WP é uma questão de honra. Confira o talento desse jovem cheio de gás e boas ações.

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  • Jesséé Yatta e a cura da depressão

    Jesséé Yatta e a cura da depressão

    Era a terça-feira mais linda e ensolarada do ano, ele estava empregado, tinha uma casa enorme e era casado com a mulher dos sonhos, a amiga de infância que era sua alma gêmea. Tudo estava aparentemente bem, contudo Jesséé Yatta, um um jovem negro, de aproximadamente 1,85 de altura e um bom humor contagiante quase que diário, acordou e se deparou com um mundo cinza.

    A tristeza se fez presente e ganhou um espaço considerável em seu dia, a sua auto-estima foi  a zero. Ele estava visivelmente desanimado.

    Para a sua esposa, dias como esse, apesar de não serem comuns, não eram novidade, ela já havia participado de outros dias nebulosos ao lado do marido, que ficava extremamente irritado e desmotivado sem motivo aparente, não havia atividade que lhe trouxesse de volta ao mundo azul.

    Ela lembrou que certa vez, após um dia como o de hoje, o marido a orientou: – Pequena, caso eu fique assim novamente, ligue para Kashore Sadikifu. Ele saberá o que fazer.

    Enquanto o marido se dirigia para o banheiro, Jamila Harbuu, a jovem esposa, enviava um pedido de socorro via WhatsAssp para o amigo salvador da pátria.

    A mensagem dizia: – Caro Kashore, hoje Yatta acordou mal, precisamos de sua ajuda.

    Kashore tinha a mesma idade de Yatta, porém era muito mais baixo, tinha aproximadamente 1,65m de altura e nenhuma pessoa jamais o havia visto de mal humor. Entretanto as características da personalidade de Kashore iam bem além destas. O jovem era insuportavelmente animado a qualquer hora do dia ou da noite, e não sossegava enquanto não arrancava sorrisos dos amigos.

    Inacreditavelmente, cerca de 15 minutos após receber a mensagem, Kashore chegava à residência de Jamila e Yatta. Ele morava há 15 kilometros de distância.

    Enquanto isso, Jamila foi para o quarto das crianças e lá ficou, por uma hora. Quando saiu, o marido já não estava em casa. Havia saído com o amigo.

    Quando Yatta saiu do banheiro e ficou frente a frente com Kashore, sentiu raiva da esposa e uma vontade enorme de dar uma surra no amigo, simplesmente por causa do sorriso que ele carregava no canto da boca.

    Mas antes que Yatta pudesse demonstrar suas intenções, Kashore o colocou no carro e o levou para o campo de futebol, estava acontecendo a final do campeonato de várzea no bairro onde nasceram. Todos os amigos estariam lá.

    Contudo Yatta, apesar de não estar interessado em futebol ou qualquer outra prática esportiva, sabia que Kashore não desistiria, sendo assim acompanhou o amigo.

    Kashore disse: – Onde está sua chuteira Yatta?

    – Não vou jogar.

    – Porque não? Você é nosso zagueiro, nossa parede, nada passa por você, ainda mais com essa cara feia e mau humorada que você está hoje. 

    – Não vou jogar.

    – Então não joga. Vou fazer um gol pra você.

    Quando chegaram ao campo, muitos amigos já estavam bebendo cerveja, ouvindo música e comendo churrasco. Yatta não falou com ninguém. Para não ser mal educado, foi direto para a mesa ao lado do vestiário e sentou-se. Kashore pediu para dona Irene levar uma cerveja para Yatta, pois sabia que ele jamais a destrataria.

    Yatta, mesmo contra a vontade, bebeu um copo de cerveja e depois mais um. Aos poucos foi se aproximando dos amigos que estavam aos gritos, pendurados no alambrado. Derrepente Yatta já estava em campo, dando o sangue para vencer a partida, além de muita canelada nos adversários.

    O time do bairro venceu o campeonato, com muito esforço de todos os atletas e da torcida, mas com um gol inesquecível, do meio de campo, de bico, do zagueiro Yatta.

    Yatta saiu carregado pelos amigos, aos gritos de “É campeão”. Comemorou com os amigos até altas horas.

    Não lembra como chegou e nem a que horas chegou em casa.

    Acordou com uma dor de cabeça infernal, fruto da mistura de diversos tipos de bebidas alcoólicas. Yatta não bebia com frequência. Era a ressaca. Elas sempre eram cruéis.

    Yatta desce as escadas em direção à cozinha. Ele quer saber como chegou em casa e a única pessoa que pode lhe esclarecer esse mistério é sua esposa, que lhe recebe com um grande sorriso no rosto.

    Ele, ao ver o sorriso da esposa, lhe retribui com um outro sorriso e senta-se à mesa.

    “Nunca mais eu bebo”, diz Yatta.

    E a esposa responde: – “Você sempre diz isso”.

    E ele completa: – “Mas nunca deixe de chamar o Kashore, apesar de ele ser um baixinho insuportável, ele é a cura da minha depressão”.

    Ela conclui: – “Os amigos são”.

  • Resistência e empoderamento negro contra o racismo estrutural

    Resistência e empoderamento negro contra o racismo estrutural

    Há uma enorme crescente de debates sobre discriminação racial visto que por meio da internet os negros sofrem ainda mais preconceito e, graças a mesma, se unem, resistem e empoderam para que sejam feitas denúncias e os responsáveis pelos atos criminosos sejam devidamente punidos.

    No último ano houveram inúmeros acontecimentos que viralizaram com pessoas de diferentes classes, idades e nacionalidades. O que mostra que o racismo não é exclusivo de um povo ou de um só lugar, e sim historicamente do ser humano. Existem diversos casos conhecidos de segregação racial como o apartheid, nazismo e até mesmo a colonização do Brasil. Com isso conclui-se que está impregnado na sociedade a ponto das pessoas os encararem como um ato normal, decorrente do dia-a-dia.

    Pesquisas apontam que no Brasil, aproximadamente, 82 jovens são mortos diariamente, entre eles 77% são negros periféricos. Mesmo que ONG’s e Instituições busquem formas de mudar tais estatísticas, o jovem negro continua sendo vítima do genocídio que acontece nas favelas.
    É comum percebê-los sendo ligados à prática de bandidagem, pobreza, de forma pejorativa e com ar de inferioridade. No geral ainda há um espanto ao vê-los em meio a classe dominante como presidentes, protagonistas e de forma heroica.

    Por isso, apesar da notória evolução na conscientização humana, ainda há uma forte discriminação racial e a melhor forma de disseminá-la é acabando com a segregação socioespacial, política e cultural socialmente existentes, proporcionando protagonismo a fim de levar representatividade aos negros de todos os lugares.

     

  • O curso de produção do Enraizados iniciou na UFRRJ com a sala lotada

    O curso de produção do Enraizados iniciou na UFRRJ com a sala lotada

    Cada edição do CPPEC é uma experiência extremamente nova.

    Eu estava muito ansioso para encontrar os participantes dessa nova turma, por isso no último sábado acordei bem cedo para dar um jeitinho nos últimos detalhes.

    Por volta das 08 horas da manhã levantei e fui dar um tapa no visual, logo depois participei de uma reunião sobre o GVV6, projeto de graffiti do Enraizados, com os grafiteiros Babu e FML, em seguida fui comprar uns equipamentos e pronto, já eram 12 horas e certamente não daria tempo de eu almoçar.

    Era um sábado quente, não sei se porque a temperatura estava elevada ou porque o meu grau de ansiedade estava aquecendo meu corpo de forma anormal. Cheguei na UFRRJ por volta das 13 horas e fui pra sala 209 pra testar os equipamentos antes que a turma chegasse, por mais que eu não fosse utilizar nenhum dos equipamentos na primeira aula.

    Dudu de Morro Agudo em aula
    Dudu de Morro Agudo em aula

    Os alunos foram chegando um a um, numa diversidade já esperada, pois na seleção priorizamos essa diferença entre os participantes. São alunos de todas as idades, de oito cidades, contendo a mesma quantidade de homens e mulheres. Mas eu não sabia nada sobre as habilidades de cada um e nem a ‘profissão’ deles, isto é, o que cada um fazia para sobreviver. Só sabia que seis pessoas eram alunos da UFRRJ e uns dez já faziam parte do Instituto Enraizados, mas os outros 14 eu não tinha ideia de quem eram e estava pronto para ser surpreendido. E fui

    Muitas pessoas com discursos bem politizados, outros declararam amor pela Baixada Fluminense, alguns com projetos já em andamentos e outros com projetos bem legais na cabeça. É justamente o que eu preciso para transformar uma simples aula em algo pra lá de especial, com pessoas especiais.

    [box type=”success” align=”alignright” class=”” width=”200″]30 participantes de 08 cidades[/box]

    A turma estava bem conectada, já estavam se organizando pelo grupo que criei no WhatsApp. Lá eles falam de tudo, é um grupo bem descontraído, mas o mais interessante foi o encontro que marcaram para chegar no curso antes do horário marcado. E chegaram.

    Utilizei a primeira aula para que nos conhececemos, apresentei o Enraizados e o curso, além de pedir para que cada participante se apresentasse, cada apresentação foi uma aula à parte, foi incrível. Falamos sobre o ‘conceito’ do Festival Caleidoscópio e começamos a preparar o ‘briefing’.

    Turma do CPPEC na UFFRJ, em Nova Iguaçu
    Turma do CPPEC na UFFRJ, em Nova Iguaçu

    A ideia é que no próximo sábado a gente já comece a falar sobre a identidade visual, curadoria, visita técnica, orçamento, parcerias e captação de recursos. E como as aulas são práticas, trabalharemos com documentos reais do Festival Caleidoscópio, que serão sempre disponibilizados na página do grupo no facebook para será utilizado como uma espécie de repositório.

    Um outro fato bem legal é que um dos participantes, o Chante, já sugeriu, via Whatsapp, um tema para o festival, tema este que já vem acoplado com uma campanha. Achei bem interessante e já estou fazendo planos.

    Sinceramente espero que todos e todas possam estar presentes novamente na próxima semana, pois temos muito trabalho pela frente.

     

  • O Altruísmo do Contra

    O Altruísmo do Contra

    Tenho notado um novo tipo de altruísmo, o qual batizei de, o “Altruísmo do Contra”. Esta modalidade é motivada pelo desejo [talvez inconsciente] de se buscar equidade entre todos, mas somente quando se reivindica direitos para os pretos.

    Quem nunca viu nas redes sociais a tal frase: “Não precisamos de um dia da consciência negra, mas sim de um dia da consciência humana!”? O curioso é que esse amor pela humanidade é manifesto somente nas proximidades do dia da Consciência Negra.

    Outra, basta alguém se mostrar favorável às cotas raciais que os tais filantropos aparecem com seus corações cheios de empatia para com pobres, nordestinos etc. Dizendo que se deve dividir as cotas com estes.

    A última que ouvi foi relacionada ao fato de os pretos reivindicarem para si a invenção da filosofia. Disseram-me que a mesma filosofia é uma faculdade inerente a todo o ser humano, ué, ela não era grega?

  • Coitada da minha filha

    Coitada da minha filha

    Vejo muitos embates a respeito da “solidão da mulher preta”. Não seriam estes alguns dos motivos para tal?

    01 – Homens pretos [tais quais as mulheres] crescem sem referencial, e geralmente preferem relacionar-se afetivamente com mulheres brancas.
    o2 – Homens brancos não querem compromisso com mulheres pretas.
    03 – Segundo dados do IBGE de 2014 existem 6,3 milhões de mulheres a mais do que homens.
    04 – Segundo a CPI do senado sobre o assassinato de jovens de 2016, morrem 63 jovens pretos por dia no Brasil [entre 15 e 29 anos].
    05 – Segundo o documentário “Olhos Azuis”, da professora e socióloga norte americana Jane Elliot, homens pretos morrem por várias doenças decorrentes do estresse traumático ocasionado pelo racismo.
    06 – Segundo dados do IBGE de 2013 a expectativa de vida das mulheres brasileiras é 7,3 anos maior que a dos homens.

    Ou seja:
    · Nascem mais mulheres que homens e ainda vivem mais.
    · Os efeitos do racismo nos leva a predileção por brancos [as].
    · Além das “mortes naturais” do homem preto causadas pelo racismo, morrem anualmente mais 23.100 assassinados [apenas jovens].

    Daqui a 20 anos haverá 462.000 homens pretos a menos

    Isto explicaria [em parte] a “solidão da mulher preta”, ou não?
    Matematicamente, posso afirmar que daqui a 20 anos [se nada mudar] haverá em média 462.000 homens pretos a menos disponível para um relacionamento.
    Coitada da minha filha que estará com 26 anos!

    Agradecimento as irmãs pretas que opinarão quando eu estava construindo esse texto.

  • Acidente Cósmico

    Acidente Cósmico

    Creio que assim como aconteceu com o samba (outrora marginalizado) o rap, um dia, também terá um “lugar de respeito” na música brasileira. Por enquanto, conta-se nos dedos quem consegue viver integralmente dessa arte.

    Nem os que se enquadram no padrão mercadológico recém-criado do rap garantem visibilidade, o que dizer de um artista como eu que tem uma abordagem menos popular?

    Sendo assim, sei que estou à margem da margem, mas não digo isso como quem se lamenta (de verdade!), pois estou muito satisfeito com minha obra profícua, que já soma (fora coletâneas e participações com outros artistas), dez discos, feitos sob a minha vontade, e não da de terceiros.

    A cada dia firma-se a certeza de que pra eu conseguir viver da minha arte, só mesmo por conta dum acidente cósmico.

  • A estória das pessoas: Marcão Baixada

    A estória das pessoas: Marcão Baixada

    Nosso colunista Cleber Gonçalves fez um verdadeiro bate-bola no estilo raio-x com o rapper Marcão Baixada, aquele que é considerado por muitos a grande revelação do rap carioca. Trocaram ideia sobre literatura, filmes e suas referências, de forma rápida e objetiva.

    Confira!!!

    Cleber Gonçalves: Visão atual

    Marcão Baixada: Hoje eu vejo o Hip-Hop caminhando verdadeiramente pra se tornar um grande mercado, deixando de ser apenas um nicho; e defendo a ideia de que nós enquanto artistas, devemos estar cada vez mais preparados pra essa transição, para que a apropriação cultural não nos afete e acabe nos deixando de fora do mercado da nossa própria arte.

    Leituras

    Um dos livros que mais gosto é o “Enraizados: Os Híbridos Glocais”, do Dudu de Morro Agudo; e isso nem se dá ao fato de eu estar envolvido com o Instituto Enraizados, mas pelos detalhes, pela história de vida pessoal e profissional do Dudu. É muito legal saber a história da organização e ver o quanto foi trilhado pra ela ser o que é hoje.

    Outro livro que indico é o “Behind The Beat” do Rafael Rashid, que é um livro de fotografias que mostra um pouco da rotina nos home studios de grandes produtores de Hip-Hop, como J Dilla, DJ Premier e Madlib.

    Filmes

    O audiovisual sempre for muito marcante na minha formação artística e tenho um fascínio muito grande por documentários, dos nacionais, destaco o “Palavra (En)cantada” da Helena Solberg, que narra a forte relação entre poesia e música. E tem 2 norte-americanos que curto muito, que são o “Style Wars”, que apesar de focar no Graffiti ele dá um panorama geral do surgimento da cultura Hip Hop na cidade de Nova York e o outro é um documentário mais recente, o “Fresh Dressed” do Sacha Jenkins, que mostra a evolução do Hip Hop através da moda.
    Outro filme (de ficção) que indico é o “DOPE – Um deslize perigoso”, que eu considero um filme muito representativo pro atual momento que os jovens negros vivem com a ascensão econômica global das classes mais baixas e como o mundo desses jovens interage com a velocidade (absurda) em que absorvemos informação através da Internet.

    Referência

    Uma das (muitas) referências que tenho é o Kanye West, admiro muito seu processo criativo e a forma como ele está envolvido com a indústria como um todo, além de ser rapper é produtor, desenha uma linha de roupas e de certa forma fez/faz parte da evolução estética e sonora do Rap mundial nos últimos 10 anos.

    Sonho

    E acredito que tô no caminho do sonho, que é poder realmente viver da música que faço e torná-la cada vez acessível e presente na vida das pessoas.

    SAIBA MAIS:
    Ouça a nova música ‘Filho da Madrigada’:

    Facebook: https://www.facebook.com/marcaobaixada
    Soundcloud: https://soundcloud.com/marcaobaixada

  • Incorrigíveis

    Incorrigíveis

    Várias mulheres reclamam com razão dos homens. Entre elas há as que nos consideram incorrigíveis. Ora, se somos de fato, pra que tanto esforço pra tentar desconstruir o nosso machismo?

    Creio que chegou a hora de conscientizar os meninos para que a geração vindoura seja diferente.
    Para isso é preciso fazê-los participar dos seminários e fóruns femininos, pois a presença deles nesses ambientes é incomum.