O Festival João Rock acontece anualmente desde o ano de 2002 em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, é um festival voltado principalmente para o rock brasileiro, por isso se tornou um dos principais do país.
Em 2022, o evento acontecerá no Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto, com 14 horas de muita música distribuída entre suas 27 atrações já confirmadas em três palcos: João Rock, Brasil e Fortalecendo a Cena.
Para as bandas iniciantes ou que ainda não ascenderam aos holofotes do mercado, o festival lança o “Concurso de Bandas do João Rock“, para fortalecer a cena da música nacional, dando espaço para bandas independentes, destacando e promovendo novos projetos musicais. Para este podem se inscrever bandas ou artistas, com músicas autorais que se enquadrem na identidade artística do festival João Rock, que contempla o Rock e seus mais diversos subgêneros e ritmos parceiros.
As inscrições começaram no dia 19 de abril e vão até o dia 16 de maio, onde o público poderá votar nas bandas que desejam que tenham um espaço no festival, onde as 20 bandas mais votadas já estão pré-selecionadas para as semifinais, onde 02 serão escolhidas pela curadoria João Rock. No dia 04 de junho acontecerá a grande final, ao vivo, em Ribeirão Preto. As 2 (duas) bandas selecionadas nas finais se apresentarão e juízes irão escolher qual a banda vencedora, que fará parte do line up oficial do João Rock 2022, que conta com nomes como Pitty, Criolo, Emicida, Titãs… e poderão apresentará seu espetáculo no Palco João Rock, no dia 11 de junho, em Ribeirão Preto.
Uma das bandas que estão disputando essa vaga é a banda iguaçuana T-Remotto, que está na estrada desde 2003, trazendo letras poderosas e muita influência do rock 90.
A banda é formada por Rogério Sylp (Voz), Fábio Spycker e Ghile Arms (Guitarras), Rafa Bertozzi (Bateria) e Dom Ramon (Baixo), e se destaca pela energia ao vivo e solidez inerentes a experiência de anos de palco. O grupo entrega a cada faixa do novo EP Instinto Bélico uma mostra dessa evolução, Granada 2 – A Missão, Acende Lampião, Instinto Bélico e Cães de Terno, podem ser ouvidas nas principais plataformas digitais, assim como o novo single: Satélite Gatilho.
Os músicos apesar de jovens, são muito experientes, já estiveram transitando por diversos eventos e festivais de renome nacional ao lado de bandas como, O Rappa, Scracho e Camisa de Vênus, além de figurar na coletânea de bandas nacionais do underground Garagen’ Roll. Em 2019, participaram a convite do rapper Dudu de Morro Agudo, da equipe de músicos que apresentou o show Marginal Groove no Rock in Rio, mostrando toda a versatilidade na fusão rap/rock em um dos palcos do evento.
Para fazer frente no Festival João Rock, os músicos e seus fãs estão mobilizando toda a Baixada Fluminense, principalmente a cidade de Nova Iguaçu, batalhando voto a voto.
Quem quiser ajudar o T-Remotto a fazer um barulho em Ribeirão Preto, basta investir 5 minutinhos do seu tempo em uma votação online, clicando no link: https://www.joaorock.com.br/bandas/2019-t-remotto
Na última sexta-feria (01) uma tempestade colocou toda a Baixada Fluminense em estado de alerta, foram registradas enchentes em muitos bairros de Nova Iguaçu e Belford Roxo, inclusive em alguns lugares que nunca antes havia enchido.
Pedro Bonn, produtor executivo do grupo Yoùn, convocou uma galera pesada para fazer um show beneficente no próximo domingo (10), às 14 horas, em Nova Iguaçu, para arrecadar alimentos e dinheiro para as famílias que foram vitimadas por essa enchente nas cidades de Belford Roxo e Nova Iguaçu.
DJ Dorgo, cria de Morro Agudo, além de DJ, é poeta e MC. O jovem artista de 27 anos que vem se destacado na cena do hip hop e do SLAM, principalmente por ser um artista polivalente, é um dos grandes nomes dessa line de peso, que conta também com artistas como Black, De La Cruz, Ebony, King, Izrra, Zuleide, Kalebe, Big Jow e EOJ, além, é claro, do grupo YOÙN.
Tudo foi organizado de forma muito rápida, por isso quem quiser obter informações em primeira mão, é melhor ficar ligado no perfil do projeto BXD Fortalece, no Instagram (www.instagram.com/bxd_fortalece).
O ingresso para entrada no evento será em forma de donativos, então quem estiver interessado em curtir esses shows basta levar 2kg de alimentos não perecíveis ou 2 produtos de limpeza, é importante dizer também que além dos donativos, todo o lucro obtido com a venda de bebidas será destinado às vítimas.
DJ Dorgo
DJ, produtor cultural, arte educador, poeta e mestre de cerimônia são as profissões exercidas por Dorgo, cria de Morro Agudo que carrega a Baixada em cada ato.
Apesar de atuar em tantas frentes, Dorgo sempre foi DJ, foi como deu início a tudo que é hoje e a arte dos discos ainda é sua paixão.
BXD Fortalece
Quando: 10 de abril de 2022 às 14 horas
Onde: Rua Ceará, 98 – Jardim da Viga, Nova Iguaçu, RJ
Mais infos: https://www.instagram.com/bxd_fortalece
Pensando prioritariamente em garantir e democratizar o acesso ao ensino superior à partir de uma formação cidadã, ou seja, de um espaço de pensamento crítico e popular que contribua para uma educação feminista, inclusiva, democrática, antirracista e contra qualquer tipo de opressão e violência, integrantes do Instituto Enraizados, do Movimento Negro Perifa Zumbi e um quadro de professoras parceiras se uniram para criar o Curso Popular Mãe Beata de Iemanjá.
A escolha do nome de Mãe Beata de Iemanjá foi unanimidade entre os coordenadores e coordenadoras do curso, visto que a história da Ialorixá, que viveu na cidade de Nova Iguaçu desde o ano de 1961 até a sua morte, em 2017, nos deixa um legado de resistência e muito aprendizado. Foram mais de meio século de luta contra as injustiças sociais, sobretudo contra o racismo e a intolerância religiosa, além de ter realizado trabalhos em defesa do meio ambiente, dos direitos humanos e da educação.
O sociólogo e mestre em educação Adailton Moreira Costa, filho da mãe beata e herdeiro do Ilê Omiojuarô, em conversa com Dudu de Morro Agudo, um dos coordenadores do pré vestibular, se mostrou contente com a homenagem à sua mãe, e disse: – “Sou oriundo de pré vestibular comunitário, e foi por causa destes coletivos que hoje faço doutorado em Bioética na UFRJ, o crédito são destas iniciativas”.
O curso, que é gratuito e não cobra taxa de inscrição ou mensalidade, ainda busca voluntários para compor o quadro de discentes nas disciplinas de matemática e física.
As inscrições, tanto dos estudantes que buscam uma vaga no curso, quanto para os professores e voluntários de outras áreas, podem ser feitas pela internet no link https://linktr.ee/cpbeatadeiemanja.
As aulas irão ocorrer presencialmente na sede do Instituto Enraizados, localizado na Rua Presidente Kennedy, n° 41 – Morro Agudo, Nova Iguaçu. A aula inaugural será no dia 30 de abril, dia da Baixada Fluminense, no Quilombo Enraizados, em Morro Agudo, onde acontecerão também atividades artísticas de música e poesia.
Lançamento do filme que envolveu mais de 30 profissionais do audiovisual da Baixada Fluminense representa conquista para o cinema independente
Baixada Fluminense – Projeto de cineastas baixadenses repleto de memórias, significados e encontros, o documentário @predioposto13 – MEU NOME É UNIÃO, dirigido pela belforroxense Josy Antunes, está prestes a ganhar as telas.
Ícone da Baixada Fluminense, o edifício fora de uso há mais de 20 anos, pintado de rosa e azul e totalmente pichado, é o principal personagem do filme cuja narrativa tem como pano de fundo o resgate da relação afetiva do prédio com a população moradora das cidades de seu entorno. O filme chega a sua conclusão exatamente dois anos após as filmagens. E será lançado no sábado, 19 de março de 2022, às 19h, no Centro Cultural Donana, Piam, em Belford Roxo.
“Gravamos em março de 2020, poucos dias antes do início do período da quarentena decorrente da pandemia de Covid-19. De lá pra cá, além da crise global, cada pessoa da equipe enfrentou diferentes batalhas, muita coisa mudou na configuração de vida de cada um, pessoas partiram, inclusive dois dos entrevistados do longa”, explica Josy Antunes que considera que o lançamento de @predioposto13 representa uma vitória sobre todas as adversidades enfrentadas não só pela equipe desde a concepção da ideia do filme, mas no contexto geral do momento pelo qual atravessa o mundo.
“Essa estreia está sendo simbólica por diversos motivos. Ela vai acontecer no Centro Cultural Donana, local que abrigou as primeiras reuniões da equipe, e marca também a volta da Sessão Damana, cineclube idealizado por Josy Antunes, Daniele Ferreira, coordenadora de pesquisa, e Gaby Benvindo, assistente de produção de set. Mais em casa e em família seria impossível”, diz Higor Cabral, montador e produção de finalização do filme. “Estou muito animado pra ver como um filme que eu editei no escuro do meu quarto vai reverberar nas pessoas. Colocar esse filme no mundo tá sendo um processo bem intenso e de muita reflexão. Porque fazer um longa com uma equipe de 30 pessoas de forma independente é muito difícil. E agora entra uma nova etapa”, comemora.
Longa-metragem terá agenda de exibição em circuito independente
Segundo Josy Antunes, a expectativa é que o filme @predioposto13 – MEU NOME É UNIÃO seja levado de forma independente, circulando inclusive por cineclubes e espaços públicos, especialmente para os 13 municípios que englobam a Baixada Fluminense. E o ponto de partida das exibições será justamente na cidade onde está localizado o edifício. Além do lançamento de @predioposto13 no Centro Cultural Donana, em Belford Roxo, o filme será apresentado em uma sessão seguida de debate no SESC Nova Iguaçu, no dia 31 de março, dentro da programação “O Cinema Feminino da BF”.
“O filme é um retrato de um local, que se tornou personagem, que carrega memórias e afetos coletivos. Ele pertence a todo mundo que acreditou e incentivou essa produção. E por isso precisa ser visto, debatido e suscitar novas conversas e trocas. E o espaço do cineclube proporciona exatamente isso. Assistir em conjunto e bater papo na sequência. O filme continua produzindo novos significados para o prédio à medida que cada nova pessoa assiste”, comenta Josy.
Nesta ocasião o público assistirá ainda “Lina” filme da diretora Melise Fremiot, que também atuou na equipe do filme @predioposto13 como produtora.
“Acho importante que o começo das exibições seja assim, de dentro pra fora. Porque tudo que envolve o filme vem de um lugar de muita afetividade. O filme fala de um ícone bem específico de um local, mas ao mesmo tempo, ele traz a ideia de como em todo lugar existe um Prédio Posto 13. Em todo lugar temos alguma construção importante que divide opiniões, e aquilo afeta a todos, mas pode afetar de formas diferentes. Porque são muitas memórias produzidas ali. Acredito que quando o filme começar a ser mostrado às pessoas que nunca ouviram falar no prédio vão conseguir se conectar com as ideias e reflexões que ele passa. A ideia é tentar fazer o máximo de exibições possíveis em cineclubes e eventos. Queremos que 2022 seja o ano do filme”, afirma Cabral.
Caminho para romper barreiras e chegar mais longe
Dispostos a romper barreiras para a exibição do longa-metragem @predioposto13 – MEU NOME É UNIÃO, a equipe está em permanente diálogo para agendar outras sessões na Baixada Fluminense e realizando inscrições em festivais de cinema. No entanto, outra solução deverá ampliar o alcance e democratizar ainda mais o acesso a este filme que conversa de diferentes modos com as ruas. Para isso, serão distribuídos pela Baixada Fluminense adesivos com um QR code que direciona para o link de acesso ao filme.
“Este é um filme que dialoga com todo mundo que se relaciona de alguma forma com arte e ocupação da cidade. Estão presentes nele o debate sobre pixação e sobre uma estrutura tão grande estar tanto tempo em desuso, enquanto muitas pessoas e ações seguem desabrigadas. São temas presentes em toda parte do mundo, inerentes ao sistema capitalista. Por isso eu acho que a discussão não se limita a Nova Iguaçu. Para além disso, o @predioposto13 tem um caráter muito humano, ele se debruça para ouvir pessoas, independente da relevância das narrativas enquanto fatos”, completa Josy.
Serviço: @predioposto13 – MEU NOME É UNIÃO
Lançamento
Onde: Centro Cultural Donana (R. Aguapeí, 197 – Areia Branca, Belford Roxo – RJ)
Dia: 19 de Março de 2022
Horário: 19h
Entrada Gratuita
Cine debate – “O Cinema Feminino da BF”
Exibição de @predioposto13 (Josy Antunes) e Lina (Melise Fremiot)
Onde: SESC Nova Iguaçu (Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá, Nova Iguaçu – RJ)
Dia: 31 de Março de 2022
Informações de horário em: https://www.sescrio.org.br/
Decidimos escrever esta carta para marcar o início de um novo ciclo em nossa trajetória, como um documento que aponta pro futuro.
O Instituto Enraizados é uma organização com 22 anos de existência, atuando principalmente com a juventude de periferia, fisicamente em Morro Agudo e dentro dos limites da Baixada Fluminense, mas com tentáculos que tocam diversas partes do mundo, afinal fomos campeões mundiais de hip hop nos Estados Unidos, fizemos turnê pela Europa e América do Sul, e artistas de diversas partes do mundo pisam anualmente em Morro Agudo para nos visitar.
Nesses 22 anos é sabido que tivemos altos e baixos, muitas conquistas, mas também muitas provações que nos forçaram a desenvolver habilidades que nos permitiram crescer mesmo nas adversidades.
Algumas e alguns de vocês devem lembrar que inauguramos um novo espaço no Quilombo Enraizados chamado “Café com Livros” pouco antes do início da pandemia e foi justamente nessa época que fizemos a última edição do Sarau Poetas Compulsivos, era março de 2020 quando nos percebemos novamente sem chão.
O mundo parou
Tínhamos a opção de parar junto com o mundo ou tentar nos manter em movimento, nos reinventar em meio ao caos que estava se formando.
Decidimos começar a correr, e então o nosso espaço “Café com Livros” se transformou em um depósito de cestas básicas, itens de higiene e limpeza, roupas, brinquedos e kits para as crianças, graças a parcerias com instituições como o Instituto Ekloos, o Banco da Providência e o Instituto Phi(que formam o coletivo Rio Contra Corona), a Ação da Cidadania, o CISANE(Centro de Integração Social Amigos de Nova Era), o JICs(Grupo de estudos e pesquisas com Juventudes, Infâncias e Cotidianos), a Fiocruz(Fundação Oswaldo Cruz), além de diversas pessoas que nos ajudaram de diferentes formas.
Muitas pessoas que não eram tão próximas de nós começaram a se aproximar, atuando como voluntários numa missão coletiva: levar alimentos para as famílias da Baixada Fluminense que estavam passando por dificuldades. Muitas dessas famílias eram formadas por artistas que não estavam podendo trabalhar por causa da pandemia.
Foram muitas as famílias que conseguimos ajudar nesses dois anos de pandemia, inclusive as nossas próprias famílias. Conhecemos Morro Agudo que não conhecíamos, uma realidade de pobreza extrema que estava ao nosso lado o tempo todo, mas que nós não enxergávamos.
Foram momentos difíceis, mas não deixamos de praticar nossa arte.
Seguimos criando e nos reinventando
Migramos nossas atividades do presencial para o virtual durante a pandemia.
Em parceria com o NAV(Núcleo de Atenção à Violência) realizamos mais de 150 encontros do RapLab virtualmente, no projeto Oficina de Palavra, com jovens de diversas partes do Brasil, gravando dezenas de músicas, além de encaminhar alguns jovens para tratamentos psicológicos gratuitos; realizamos duas edições virtuais do Festival Caleidoscópio, uma delas patrocinada pelo Oi Futuro e pela British Council, onde pudemos fazer um intercâmbio com o rapper Mohammed Yahya, do Reino Unido; a outra patrocinada pela SECEC(Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro), através da Lei Aldir Blanc, onde pudemos fazer circular o recursos financeiros principalmente nas mãos de artistas e profissionais pretos, mulheres e LGBTQIA+; realizamos também o “Baixada Rap Festival” com recursos da Lei Aldir Blanc através dos editais da Secretaria de Cultura do Município de Nova Iguaçu.
Auxiliamos centenas de artistas da Baixada Fluminense, presencialmente e através das lives “Periferia Bem Maior”, onde contamos com o apoio de professores da UFRRJ(Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e do IFRJ (Instituto Federal Fluminense), para que os artistas da região conseguissem acessar os recursos da lei em seus municípios.
Criamos o “Acampamento Musical”, atividade que reúne jovens para a prática do rap, e realizamos diversos encontros no Quilombo Enraizados; demos vida ao nosso calendário externo e recebemos atividades de nossos parceiros, como um encontro de lideranças organizado pela Casa Fluminense; integramos o juri global do The Mic Africa, um reality show de rap realizado com artistas de dez países do continente africano (Etiópia, Gana, Quênia, Ilhas Maurício, Marrocos, Nigéria, Ruanda, Senegal, África do Sul e Tanzânia); realizamos o tradicional encontro de artistas chamado Dia da Rima; e por fim estabelecemos parcerias com algumas empresas, onde conseguimos “empregar” alguns dos nossos, e mesmo em meio a tanta adversidade conseguimos fazer algum dinheiro circular entre nós.
Essas são algumas das nossas realizações durante a pandemia. Consideramos necessário contar essas coisas boas porque foram muitas as coisas ruins que aconteceram durante esse período, e as coisas ruins costumam ter mais visibilidade e às vezes um peso maior. Sofremos com a perda de pessoas próximas, mas temos a certeza que ajudamos a salvar muitas vidas, e tornamos mais leves as vidas de muitos, isso porque atuamos juntos!
Novo ciclo
Acreditamos que 2022 será um ano onde se iniciará um novo ciclo, um ano de rompimentos significativos, um ano de renovação.
E estamos aqui para falar das nossas intenções para essa nova fase e convidar vocês a fazerem parte desse nosso novo momento, com novas conexões e vôos ainda mais altos, mas sem tirar os pés do chão, sem deixar de lado a nossa essência e os nossos valores.
O Quilombo Enraizados tem sido percebido em todo o Estado do Rio de Janeiro como um lugar de potência, de união, de afeto e acolhimento, prova disso são os cinqüenta e seis pedidos que recebemos solicitando autorização para a realização de atividades no nosso quintal durante este ano de 2022. São 56 pedidos que vieram não somente da Baixada Fluminense, mas de artistas e grupos culturais de diversas partes do Estado do Rio de Janeiro.
Entendemos então a importância do Quilombo Enraizados como um necessário equipamento cultural do Estado do Rio de Janeiro, parte por nossa atuação nesses 22 anos, mas também pela escassez de espaços para práticas culturais em diversas periferias do Estado. Entendemos o Quilombo Enraizados também como um importante espaço de educação não formal.
Por isso, uma das nossas metas para 2022 é avançar em variadas frentes. Iniciamos as obras para construir o nosso tão sonhado estúdio, uma das solicitações mais frequentes dos jovens artistas da cidade, apostando que esse estúdio será um divisor de águas, não somente para nossas produções artísticas, mas para toda a cena musical independente da região metropolitana do Rio de Janeiro.
Estávamos nos preparando para anunciar a volta do Sarau Poetas Compulsivos em março deste ano, mas com essa alta no número de casos de COVID-19, a gente recuou e decidiu deixar pra dar essa notícia mais pra frente, mas temos outras notícias tão significativas quanto.
Estamos iniciando também outras pequenas obras no Quilombo Enraizados, uma delas é de uma sala onde serão as aulas do nosso CURSO POPULAR MÃE BEATA DE IEMANJÁ, um projeto que está sendo desenhado numa parceria inédita entre nós do Instituto Enraizados, o PerifaZumbi e um grupo de professoras parceiras. As aulas do curso estão programadas para iniciar no primeiro semestre deste ano.
O nosso espaço híbrido Café com Livros(biblioteca, loja, doceria, bar e office services) será reinaugurado em breve; continuaremos com os encontros mensais do Acampamento Musical; voltaremos com o Cine Tela Preta às quartas; com o Sarau Poetas Compulsivos no primeiro sábado de cada mês (assim que possível); oficinas de hip hop e teatro; cursos de produção cultural e audiovisual; rodas de conversa.
Todas essas atividades fazem parte dessa nossa nova fase e estão conectadas a um sonho antigo, um sonho de tornar o Quilombo Enraizados um espaço autosustentável, um espaço capaz de desenvolver estratégias que busquem promover a inovação sociocultural e difundir a cultura cultura urbana como promotora de conexões e relações sociais capazes de ampliar o alcance dessas inovações.
Nossas experiências nesses dois anos de pandemia nos comprova que esse ecossistema sociocultural já existe de forma orgânica, e nos propomos a sistematizá-lo afim de potencializar nossas ações num conjunto dinâmico de relações, serviços mútuos e interdependências que ampliam nossa probabilidade de sobrevivência enquanto artistas periféricos.
O grande desafio de todo espaço cultural, como o nosso, é a dificuldade de captar recursos para honrar os compromissos diários, visto que contas como as de energia, internet, telefone, água etc, chegam religiosamente todos os meses, além de tarifa bancária, taxas, contador, entre outras. Por isso, a gestão dos recursos costuma ser um verdadeiro malabarismo.
Uma das principais formas de captarmos recursos para manter nossas atividades é através dos editais públicos, contudo é nítido que nos últimos anos os editais ficaram cada vez mais escassos, principalmente os federais, visto que o Ministério da Cultura se transformou em um secretaria sem recursos, nos fundos do Ministério do Turismo.
Para enfrentar esse grande desafio apostamos nas atividades culturais que iremos promover no Quilombo Enraizados nesse ano de 2022 , por isso convidamos cada uma e cada um de vocês para, assim que a pandemia nos der uma trégua, participar de nossas ações, adquirir nossos produtos, visitar nossa sede sempre que possível e participar do “Dia do Pix”, uma ação mensal onde todos podem colaborar com o Enraizados com quantias a partir de um real.
Vocês são o combustível dessa nave cultural.
Estamos nos preparando para os próximos 22 anos e gostaríamos de ter você mais perto, pois há lugar para “quase” todos no Enraizados, como diz um provérbio africano: – “Somos como uma floresta, quando você está do lado de fora acredita que somos densos, quando está dentro, vê que cada árvore tem seu lugar”.
Uma festa formada por 80% de negros, 56% de mulheres e 25% de LGBTQI+, prepara o gingado porque neste final de semana acontecerá o Festival Caleidoscópio.
A pista de dança será na sua casa e a programação está bem recheada, contando com Batalhas de MCs, sarau de poesias, shows de rap e samba, tudo isso estará disponível na sua sala, através do Youtube. Sexta, sábado e domingo o encontro está marcado às 19h. O festival foi gravado no início de maio, seguindo todos os protocolos contra a COVID-19.
Carol Dall Farra e MC Martina
No primeiro dia, Gustavo Baltar conduzirá a batalha de MCs, relembrando os tempos da “Batalha de Morreba”, evento tradicional em Morro Agudo, Nova Iguaçu. No duelo entre os MCs mais promissores do Rio, o prêmio será de R$ 1 mil e só haverá um vencedor ou vencedora. Para complementar a festa haverá shows com os rappers Quasar e GB Montsho, além de um set incrível com o DJ TK.
No segundo dia de festival haverá uma edição especial do tradicional Sarau Poetas Compulsivos, capitaneado por Lisa Castro, que receberá MC Martina, Carol Dall Farra, Dudu Neves e Sabrina Azevedo. Para abrilhantar a noite musicalmente haverá shows com Simone Costa, Thalilua e Yas Werneck. Arrastem os sofás para o lado porque quem vai fazer tudo tremer é a DJ Jacquelone, num set brabo de 30 minutos de muito som.
Para finalizar o festival com chave de ouro, haverá um baile de rap com shows de Rudi, Lis MC e Marcão Baixada, em uma noite emocionante marcada pelo Prêmio Caleidoscópio, onde a produtora Imperatriz homenageará Samuca Azevedo, atual presidente do Instituto Enraizados, por sua contribuição na última década para o crescimento da instituição. E quem agitará a noite é o excelentíssimo DJ Deluna.
PROGRAMAÇÃO
28 de maio (Sexta-feira): Batalha de MCs; Shows com Quasar e GB Montsho; Set com DJ TK; Apresentação Gustavo Baltar.
29 de maio (Sábado): Sarau Poetas Compulsivos (Dudu Neves, Sabrina Azevedo, MC Martina e Carol Dall Farra)
Show com Thalilua, Simone Costa e Yas Werneck; Set com DJ Jacquelone; Apresentação Lisa Castro.
30 de maio (Domingo): Prêmio Caleidoscópio; Shows com Rudi, Lis MC e Marcão Baixada; Set com DJ Deluna; Apresentação Cassoma.
SOBRE O FESTIVAL CALEIDOSCÓPIO
O Caleidoscópio é um festival colaborativo e multicultural que mescla arte e ativismo, cujo objetivo é gerar uma reflexão na sociedade sobre as desigualdades sociais que assolam o país, promovendo espaços para encontros e expressões de jovens artistas negros de regiões tidas como marginalizadas. O festival sempre aconteceu em bairros periféricos da Baixada Fluminense, tendo como seu principal palco a Praça Armando Pires, em Morro Agudo, Nova Iguaçu, com o intuito de reverenciando a arte, questionando o estigma violento do local.
Simone Costa
Em suas edições anteriores, o festival levantou bandeiras importantes, lutando contra o “Extermínio da juventude negra; o mosquito Aedes aegypti; fez campanha pedindo PAZ na Baixada Fluminense; e chamou a sociedade para refletir sobre a importância da Qualidade de Vida na região, convidando jovens para aderirem a práticas esportivas”.
Nesta edição o tema foi representatividade, onde buscaram representar a mesma porcentagem de negros, mulheres e LGBTQI+ da sociedade brasileira nos palcos do festival, e ao final foram 80% de negros, 56% de mulheres e 25% de LGBTQI+.
SERVIÇO
O Festival Caleidoscópio ocorre nos dias 28, 29 e 30 de maio, às 19 horas, no Canal do Instituto Enraizados no YouTube (www.youtube.com/InstitutoEnraizados).
Nessa época de pandemia, uma coisa é certa, precisamos salvar os humanos, e cuidar da natureza não é salvar a natureza, mas salvar os humanos, a natureza sem humanos se recuperará, se reinventará. É importante ouvir Ailton Krenak, principalmente quando ele diz que “[…] a natureza segue. O vírus não mata pássaros, ursos, nenhum outro ser, apenas humanos. Quem está em pânico são os povos humanos e seu mundo artificial, seu modo de funcionamento que entrou em crise”.
Nós do Instituto Enraizados estamos praticando a empatia, agora mais do que nunca, desde março de 2020 fomos pra linha de frente ajudar as famílias mais próximas que estavam em vulnerabilidade social, mas fomos crescendo e nossos tentáculos chegaram em diversas casas da Baixada Fluminense, distribuindo um total de mais de 10.000 cestas básicas.
Mas precisamos prosseguir e para prosseguir precisamos juntar forças com as pessoas que desejam transformar o mundo num lugar melhor, menos desigual, e foi por isso que nos unimos aos amigos ambientalistas do Instituto EAE, que nos mostraram o quanto é fundamental, pra nós humanos, preservar a natureza, e neste momento que é necessário cuidarmos uns dos outros, é simbólico cuidarmos da natureza, porque como já dissemos antes aqui, cuidar da natureza é cuidar de nós mesmos, senão, citando novamente Krenak, num futuro próximo, “[…] se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos – ou os netos de nossos tataranetos – vão poder passear para ver como era a Terra no passado”.
“Quem Planta, Muda” é uma campanha que visa a conscientização a respeito do amor ao próximo, do amor ao planeta, pois além de ajudar no reflorestamento da Serra de Madureira, também pretendemos ajudar famílias em vulnerabilidade social. Durante o Festival Caleidoscópio (07, 08 e 09 de maio, das 10 às 17 horas) quem quiser visitar o Quilombo Enraizados e ter acesso a feira criativa, a exposição de arte, aos murais de graffiti e etc… deverá levar um quilo de alimento não perecível, que será doado para o Lar Dona Eunice, que cuida de crianças e adolescente nos arredores do KM34, em Nova Iguaçu. Poderão então ser tutores de uma muda de árvore nativa da Mata Atlântica, cuidar da plantinha até o dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, e então subir a serra conosco e ajudar no reflorestamento do local. ⠀
⠀ Legal né??⠀
Mas se você quiser ajudar as famílias, mas não puder ir no Quilombo e/ou nem subir a serra conosco, poderá fazer um pix na conta do Instituto Enraizados, o nosso pix é o número do CNPJ (24.174.754/0001-26).⠀
⠀ Qualquer dúvida entre em contato conosco
Telefone: (21)4123-0102
Email: enraizados@gmail.com
Whatsapp: (21)9.6566-8219
O 8º Festival Caleidoscópio fará esta semana algumas das atividades mais importantes desta edição (que conta com dois meses de programação).
Nos dias 07, 08 e 09 de maio, o Quilombo Enraizados, em Morro Agudo (bairro periférico de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense), fará uma intervenção semipresencial, das 10h às 17h. Nos três dias, os participantes poderão comprar itens da feira criativa, observar a composição do mural de grafite, que será produzido ao vivo; fazer fotografias (selfies) nas artes do local; ser tutor de uma muda originária da mata atlântica que será plantada na Serra do Vulcão, entre outros. A entrada será um quilo de alimento não perecível que será doado para pessoas em vulnerabilidade social no município.
A temática principal do festival é a diversidade, e isso reflete nos números: Cerca de 60% de mulheres como convidadas e membros da equipe, 81% de negros, e 26% de LGBTI+. Na entrada do evento, que seguirá todos os protocolos de segurança contra a Covid-19, os visitantes terão à disposição álcool em gel, terão suas temperaturas aferidas e o uso de máscara é obrigatório. A feira contará com número limitado de pessoas e o tempo máximo que cada um poderá permanecer no espaço – para dar espaço para outros.
Feira, meio ambiente e solidariedade
A feira criativa será comandada pelo Brechó Antimoda, que colocará em exposição peças garimpadas especialmente para o público do Festival Caleidoscópio, a preços acessíveis, pra todo mundo sair com pelo menos uma peça. Todas as pessoas que forem no Festival Caleidoscópio e levarem um quilo de alimento não perecível poderão levar uma muda de árvore para casa, uma parceria do Instituto Enraizados com Instituto EAE irá realizar a campanha “Quem Planta, muda!”.
Os alimentos arrecadados serão doados para o Lar Dona Eunice, no KM34, em Nova Iguaçu, instituição que cuida de crianças e adolescentes. As pessoas que levarem as mudas, poderão cuidar delas por um mês, e no dia 05 de junho, dia Mundial do Meio Ambiente, se assim desejarem, poderão subir a Serra de Madureira, em Nova Iguaçu, para participar do reflorestamento, atividade coordenada pelo Instituto EAE.
Exposição
Uma série de artistas convidados irão mostrar suas artes a quem comparecer ao Festival Caleidoscópio. Em 2019, a mesma exposição ocupou a loja da Nextel em Nova Iguaçu, com a obra de cinco grafiteiros negros da Baixada Fluminense. Desta vez as obras de arte serão expostas no Quilombo Enraizados, e serão, além de telas, obras audiovisuais, instalações, fotografias, artes efêmeras e muito mais. Será uma verdadeira experiência sensorial que contará com as obras de IGo, Átomo, FML, Imperatriz, Moonjay, Tomas, Dudu de Morro Agudo, FML, Ops, Oxy, KWES, Suzy Brasil, Beatrix, entre outros.
Painel de Grafite
Durante o festival, os grafiteiros FML, Ops, Suzy Brasil, Bruna e KWES produzirão um mural grafitado de 21 metros quadrados dentro do Quilombo Enraizados, cujo o tema será “afrofuturismo”.
É um festival colaborativo e multicultural que mescla arte e ativismo, cujo objetivo é gerar uma reflexão na sociedade sobre as desigualdades sociais que assolam o país, promovendo espaços para encontros e expressões de jovens artistas negros de regiões tidas como marginalizadas. O festival sempre aconteceu em bairros periféricos da Baixada Fluminense, tendo como seu principal palco a Praça Armando Pires, em Morro Agudo, Nova Iguaçu, com o intuito de questionar o estigma violento atribuído ao local, reverenciando a arte.
Em suas edições anteriores, o festival levantou bandeiras importantes, lutando contra o “Extermínio da juventude negra; o mosquito Aedes aegypti; fez campanha pedindo PAZ na Baixada Fluminense; e chamou a sociedade para refletir sobre a importância da Qualidade de Vida na região, convidando jovens para aderirem a práticas esportivas”.
SERVIÇO
As atividades semipresenciais acontecerão nos dias 07, 08 e 09 de maio, das 10 às 17 horas.
A entrada simbólica é: Um Quilo de Alimento não perecível.
O Festival Caleidoscópio irá até 05 de junho.
Confira a programação completa em: festivalcaleidoscopio.com.br.
No ano em que completa 10 anos de carreira, depois de trabalhos como “Prelúdio, Martírio e Êxito” e “Profissional na Postura, Coração de Amador”, Einstein NRC lança o seu mais novo álbum, intitulado “Memento Mori”(“Lembre –se da morte”).
O rapper e produtor musical iguaçuano foi infectado pelo vírus da COVID–19 em meados de 2020 apresentando sintomas graves da doença com sequelas em seu sistema intestinal. Ao encarar a morte mais de perto, na mente inquieta do jovem artista surgiram questões sobre o sentido da vida e a finitude humana.
Produzido pelo estúdio Nojo Musical, “Memento Mori” é um projeto de 10 faixas com participações de vários artistas da Baixada como LC, Pharrá, Dudu de Morro Agudo, Onni, Átomo e GB Montsho. Já estão disponíveis no canal do Einstein NRC no Youtube as primeiras 5 faixas, entre elas estão “CoronaLivros”, “Idioma do Tempo” e “Hora de Dormir”. Além das últimas 5 faixas que serão disponibilizadas no próximo dia 11, ainda está previsto o lançamento de um clipe.
Conhecido por suas rimas “reflexivas”, sua voz forte, marcante e com seu estilo gangster, o rapper paranaense Mano Fler vem conquistando fãs por todas as favelas e periferias do Brasil.
Muitos estão conhecendo seu corre só agora, mas Mano Fler esta no game faz um tempo, com 25 anos de carreira tem diversos trabalhos lançados ao longo dos anos, já lançou trabalhos com grandes nomes da cena nacional e 2 álbuns com seu grupo “Família IML”, grupo muito respeitando no cenário “gangsta rap”.
Este ano, em meio a pandemia ao caos social e politico que estamos vivendo, Mano Fler decidiu lançar seu primeiro CD solo, desde junho de 2020 vem trabalhando com o selo independente de SP “LSF – Lado Sujo da Frequência”, já estavam preparando o cenário para esse lançamento. No período de 8 meses Mano Fler lançou 14 videoclipes + 1 Cd Família IML. Totalizando 4 milhões de players em todas plataformas.
“A Arte de Não Agradar Ninguém” é um álbum que promete te levar de volta ao velho hábito de colocar um álbum pra tocar e ouvir do inicio ao fim, porque cada musica te leva a uma nova reflexão, sempre em coerência com a cultura Hip Hop.
Homem simples, rimas simples, que tocam o coração e alma de quem sofre as dificuldades nas periferias do pais. Mano Fler nos oferta, na certeza do que quer pra si e no que tem de melhor para se manter na caminhada, com estilo “gangsta rap” tem em suas letras, conteúdos que objetivam o nítido propósito de aconselhar, ensinamento moral e uma experiência de vida e arrependimentos, outras vezes, atêm-se a histórias do cotidiano e de sua vida corriqueira de periferia e da cadeia.
Com sua musica sentimos que Mano Fler transforma a realidade do excluído, faz um Rap alternativo, transformando esta exclusão social e marginalizada em protagonismo da cena urbana tornando-se referência. Com uma “voz entoada e forte” no expressar a dor e a angústia que o acompanha e manifesta sua a vontade de mudar a vida de muitos dos seus.
Álbum “Arte de Não Agradar Ninguém” foi lançado no dia 26 de março de 2021, já esta com 100,00 mil players no spotify, 700,00 mil players no youtube, o álbum conta com participação que vão do mainstream ao underground com nomes como Xamã, Cris SNJ, Vietnã, Eko Urso Branco [Atentado Napalm], Cabeça SNJ, Marrom, Melk, Kako, Elvs, Havena e Tiankris, as produção ficaram por conta do Mortão VMG, DJ Samu aka Suguiura.