Categoria: Especiais

  • Dudu de Morro Agudo participa do CopyFight

    Dudu de Morro Agudo participa do CopyFight

    Na noite do dia 30 de julho, o rapper Dudu de Morro Agudo foi um dos palestrantes do evento CopyFight, ao lado de Pablo Meijueiro, do Norte Comum, do Jaborandy Yandê, da Rede Índios Online e do Felipe Fonseca, da Rede Metareciclagem.

    Em sua fala, Dudu de Morro Agudo fez uma síntese sobre território, música, comunicação e sonhos, tudo a partir da perspectiva do trabalho em rede que o Movimento Enraizados executa com maestria a quase quinze anos.

     SOBRE O COPYFIGHT
    A crítica à propriedade intelectual é um tema chave para a compreensão dos processos contemporâneos que envolvem arte, cultura e sociedade. A partir de diferentes dispositivos jurídicos e institucionais (copyright, patentes e marcas) este conceito encontra-se presente em diferentes campos de nossa vida cotidiana. Sobre estes temas, o Copyfight aprofunda questões críticas através de diálogo entre convidados com diversificadas experiências em suas áreas e o público.

    O primeiro encontro foi realizado em 2010 no Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da UFRJ, durante um seminário, reunindo dezenas de artistas, pesquisadores e produtores para debater temas ligados à crítica da propriedade intelectual na sociedade contemporânea. No ano seguinte, o segundo encontro marcou o lançamento de trabalhos sobre os temas que deram origem ao livro “Copyfight – Pirataria e Cultura Livre”, publicado em 2012 pela editora Azougue.

    Quem estiver interessado em participar, é só colar na CAIXA Cultural, pois o evento vai rolar até o dia 01 de agosto e é gratuito.

    Serviço:
    Copyfight – Ciclo de Debates e Oficinas sobre Cultura Livre
    Data: de 29 de julho a 01 de agosto (de terça-feira a sexta-feira)
    Horário: Oficina – 14h :: Debate – 18h30
    Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Sala Margareth Margot e Sala de Cinema 2
    Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)
    Telefones: (21) 3980-3815
    Lotação: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)
    Entrada Franca – Retirada de senha 1h antes do evento por ordem de chegada
    Classificação etária: Livre
    Acesso para pessoas com deficiência

  • SoundCloud ou Youtube, qual a melhor plataforma para divulgar sua música?

    SoundCloud ou Youtube, qual a melhor plataforma para divulgar sua música?

    Quem faz música independente gosta de colocar sua música no máximo possível de lugares para que chegue a um maior número de pessoas, mas as vezes isso é uma grande ilusão, se não houver uma estratégia, talvez as coisas não funcionem do jeito que imaginemos.

    Quer saber qual das plataformas é melhor para colocar sua música? Eu dou dica de duas plataformas: SoundCloud e Youtube; e digo qual é a minha opinião sobre as duas. Assista o vídeo e anote os “bizus”.

  • Como vender suas músicas com o Pay Pal

    Como vender suas músicas com o Pay Pal

    Existem diversas formas de oferecer serviços pela internet, dezenas de lojas virtuais gratuitas para vender seus produtos, inclusive os produtos digitais como músicas e livros, porém o método mais fácil é utilizando as redes sociais e o Pay Pal.

    Atualmente 06 em cada 10 MCs também produz beats e os comercializa pela internet, ou pelo menos tenta comercializar. O problema agarra na hora de receber a grana, ainda mais se seu cliente estiver fora do país.

    Através das redes sociais você pode ter contato com 70% do seu público alvo, inclusive de outros países, o google translator facilita a comunicação e o Pay Pal arremata na hora de receber a grana. Pra distribuir o produto você pode utilizar o simples e eficiente email do GMail, dependendo o tamanho do arquivo, ou então serviços de disco virtual como o Mega, o 4Shared ou qualquer outro da sua preferência.

    Através do Pay Pal você pode enviar faturas, cobrar por email e receber em cartão de crédito e o seu cliente pode parcelar em até 12 vezes se quiser. Simples assim, dá uma olhada no vídeo que fiz!!!

  • Como fazer música no seu celular usando o APP IMaschine

    Como fazer música no seu celular usando o APP IMaschine

    Galera, espero que vocês curtam o vídeo de hoje. Deu trabalho pra fazer, mas acho que valeu a pena.

    Sei que tem muito APP de caô por aí, mas esse é a vera, abaixo disponibilizo dois tracks pra vocês, um é beat, produzi para a matéria, fiz em 15 minutos pra provar que se você se esforçar um pouco pode tirar bons resultados desse aplicativo. O outro é um som que gravei no disco DMÁtomo, fiz todo no celular e depois exportei para o Reaper para poder gravar a voz.

     

  • 05 ferramentas gratuitas para PRODUZIR, GRAVAR, DISTRIBUIR E DIVULGAR sua música.

    05 ferramentas gratuitas para PRODUZIR, GRAVAR, DISTRIBUIR E DIVULGAR sua música.

    Olá amigos e amigas, leitores assíduos das minhas loucas colunas aqui no Portal Enraizados.

    Hoje vou falar de algo que gosto muito: música e tecnologia. Pra quem não tá sabendo, logo logo terei um programa no canal da Hulle Brasil falando sobre música, tecnologia e empreendedorismo, mas enquanto o programa não sai, resolvi tratar disso aqui.

    Então vamos lá!!!

    Esse post será objetivo, todas as ferramentas que cito são ferramentas que uso no meu dia a dia e se você quiser que eu aprofunde mais os detalhes coloque suas dúvidas nos comentários.

    Sempre quando pensamos em música eletrônica, ou música parcialmente eletrônica – quando mesclamos com instrumentos orgânicos – pensamos em como conseguir samples bons, por isso pra começar a nossa brincadeira, apresento a vocês um super site chamado ccMixer.

     

    01 – ccMixer – Quando eu entro nesse site, clico direto na aba “Samples” e depois na aba “Browser” e começo a viajar. Sei que existem dezenas de sites bons com samples maravilhosos espalhados pela net, mas esse site em particular me chama a atenção por causa da organização, nele você pode procurar os samples pelos estilos e pelo BPM, baixa os arquivos de todo o projeto de uma só vez e usa o que quer, da forma que quer, pois os arquivos são CopyLeft. Pra galera que já tá com uns beats prontos e quer ver se fica legal com alguém cantando em cima, pode clicar na aba “A Cappella” e escolher também pelo estilo e pelo BPM. O único ponto que enfraquece é que o site é todo em inglês.


    Depois que você está com os samples, drums, loops, etc, você precisa montar tudo, gravar a voz, mixar… Mas você não tem grana pra comprar o programa caro que todo mundo usa? A solução é baixar o “Reaper” e ser muito feliz.

     

    02 – Reaper – Este software se assemelha a todos os outros Estúdios Virtuais como o Cubase, Protools, Reason, etc, e está ganhando popularidade e cada vez ganhando mais adeptos. Ele trabalha com os plugins VSTs, é levíssimo, de graça e está disponível para MAC, Windows e Linux. Quer mais motivos pra aderir?


    Agora que sua música está pronta, você precisa distribui-la para o mundo, e a maneira mais interessante de se fazer isso é através da plataforma “ONErpm”, a primeira e maior distribuidora global de música digital da América Latina, isto é, com alguns cliques você joga sua música pro mundo todo e ainda pode ganhar uma grana com isso.

     

    03 – ONErpm – Eu uso a plataforma, conheci através de um amigo rapper aqui do Rio de Janeiro chamado Nyl MC, quando pesquisei vi que todo mundo estava usando, inclusive pessoas que admiro, como BNegão. A parada é bem simples, você faz o login, segue um passo a passo, sobe a música e escolhe as lojas que deseja distribuí-las. Os serviços de distribuição gratuita são para as ferramentas/lojas: rdio, GrooveShark e Deezer. Além disso a ONErpm tem sua própria loja, onde disponibiliza sua música/álbum gratuitamente. Lhe oferece gratuitamente uma loja no facebook e monitora sua música no youtube. Lindo né?? Mas se você tiver uma prata sobrando, pode contratar algumas distribuições pagas, que incluem o ITunes e até o envio de suas músicas para rádios em todo o Brasil.


    Como havia dito acima, a ONErpm monitora o youtube para saber se sua música está sendo executada em algum lugar no mundo. Porque não facilitar a vida deles e colocar você mesmo sua música no maior serviço de música do mundo?

     

    04 – Youtube – Não tenho muito o que falar do youtube, somente que é o maior serviço de música da internet, onde circula 40% do tráfego de música na internet. Isto é, se tua música bomba lá, certamente cairá uma prata na tua conta, isso a ONErpm garante.


    Pra terminar nossa lista, destaco um programa que permitirá que você diga para seus amigos, fãs e contatos em geral onde sua música está. Pois não adianta você comprar um telefone novo e não passar o número pra ninguém, desta forma ninguém te ligará. Com a música funciona da mesma forma, se fez um som novo tem que avisar pro povo. Sendo assim, que tal montar uma lista com o email da galera e mandar um informativo lindo, extremamente profissional, personalizado. Então faça logo sua conta no “MailChimp”.

     

    05 – MailChimp – Pra começar tenho que dizer que o MailChimp é uma ferramenta sensacional para envio de informativos. Nele você pode criar um formulário no seu site ou na sua página do facebook onde seus amigos e fãs podem se inscrever para receber emails com suas últimas informações. Você pode administrar esse banco de dados criando listas de contato. Ele te oferece um variado número de templates/modelos de informativos que você pode alterar da maneira que quiser ou pode simplesmente criar um do zero. Você envia o email para seus amigos e pode utilizar os dados dele no corpo do email, como por exemplo: – Boa tarde <<nome_do_amigo>>, lancei uma música nova e gostaria que você ouvisse. Depois disso você pode ver nas estatísticas quem foi que abriu seu email e quem clicou. Ele divulga automaticamente nas suas redes sociais e mais um monte de coisas que você só vai descobrir se começar a fuçar agora. É em inglês :(.


    Espero que tenham curtido esta minha coluna, qualquer dúvida chama no comentário.

     

     

  • Revolta na timeline. Mais apuração, #pfvr!

    Revolta na timeline. Mais apuração, #pfvr!

    Tenha cautela ao compartilhar conteúdos de terceiros nas suas redes sociais. Há muita desinformação se passando por notícia e muita falácia se passando por verdade.

    Na minha primeira coluna por aqui, há duas semanas atrás (leia aqui), falei do poder que temos ao portarmos equipamentos conectados, disparando informação aos quatro cantos em questão de segundos. Na ocasião, destaquei que não utilizamos essas ferramentas da melhor forma que poderíamos.

    Muito bem. Nas últimas semanas, principalmente nos últimos dias, há uma enfervescente  e gravíssima onda de desinformações na internet. Em um dos casos, a imprudência de quem legitimou – compartilhando nas redes sociais – uma informação falsa, aliada à falta de civilidade – ou falta de humanidade  – de um grupo de indivíduos ensandecidos, foi responsável pela morte brutal de uma mulher inocente.

    A vítima foi a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, 33 anos, que morreu no dia 5 deste mês, no litoral de São Paulo, dois dias após ser brutalmente espancada, depois que uma página do Facebook compartilhou o retrato falado de uma mulher que, supostamente, realizava rituais de magia negra com crianças sequestradas. O retrato teria sido divulgado pela polícia do Rio de Janeiro em 2012, mas uma página de notícias de Guarujá, fez o desserviço de compartilhar como notícia factual, e pior, fez com que milhares de seguidores replicassem a imagem, posteriormente relacionada à vítima. Uma mãe de família foi assassinada – diretamente – por dezenas, mas podemos acrescentar ao processo, outros milhares de homicidas culposos pelo ocorrido, a saber: todos os que compartilharam a imagem.

    Outro caso – ainda sem desfechos trágicos – é a tal TV Revolta, que dissemina ódio seletivo e políticas reacionárias de direita, disfarçadas entre imagens sobre animais, filosofia, amor e outras coisas bonitinhas de se ver e compartilhar na timeline.

    Em sua página no Facebook, o canal conta com 3,5 milhões de seguidores, boa parte deles conquistados na última semana. Um crescimento maior do que a página da Fifa ou até mesmo a do jogador celebridade Neymar Jr, segundo análise da ferramenta SocialBakers.

    Mas, o que há de errado com a TV Revolta? Eu não sou fã do termo ERRADO. É muita arrogância minha dizer que algo está certo ou errado. Mas é o seguinte… Na minha opinião, a TV Revolta tem prestado um desserviço à sociedade por compartilhar, muitas vezes, informações inverídicas, principalmente no que diz respeito a assuntos políticos. Entretanto, eu nem pretendo percorrer por esse caminho. Se você quiser entrar no mérito político, fique à vontade nos comentários.

    Em um dos vídeos compartilhados pela página, por exemplo, a legenda diz  que “pastor ensina como roubar fiéis”, mas na real, o pastor que aparece nas imagens está criticando um modo de evangelização – com ênfase no sucesso financeiro – utilizado por igrejas evangélicas que não a dele. A maioria dos que replicaram o conteúdo, tenho absoluta certeza, não assistiu ao vídeo, mas o compartilhou porque o título é convincente e a personagem em questão representa um estereótipo bem debatido nos meios sociais. O sujeito do vídeo, na minha concepção análoga ao que ocorreu no Guarujá, é uma potencial vítima de grupos ignorantes e violentos.

    Em entrevista ao site Youpix, o criador da TV Revolta, conhecido como “João Revolta”, diz que a página faz campanha contra Dilma e que é apoiada por 99,9% dos seus seguidores. Diz ainda que não conta com apoio de outros partidos e que não recebe nenhum centavo pela administração da página. Por outro lado, confessa que os conteúdos não são “totalmente baseados em fatos reais”. Ou seja… Conclua você mesmo, queridx leitorx.

    Abaixo, cito algumas novidades polêmicas das timelines. Não possuo total opinião formada sobre nenhum dos tais. Peço que pesquise-os e, quem sabe, me dê um feedback aqui nos comentários. Muitas pessoas já compartilham e enaltecem seus conteúdos. Fique ligado.

    No Facebook, contrapondo a TV Revolta, surgiu a TV Relexa, “o canal da camomila”, como diz a descrição da página. Apesar do título e descrição “camomilados”, há várias indiretas ácidas em relação à TV Revolta. Se alguma postagem aparecer na sua timeline, leia, pesquise, apure e, só então, compartilhe.

    No Twitter, surgiram três perfis satíricos para tratar de assuntos como homofobia, racismo e xenofobia. São eles:

    1. @aminhaempregada tem a seguinte descrição: A chibatada é serventia da casa. (contém ironia e tristeza na batalha contra o preconceito).
    2. @NaoSouHomofobico tem como descrição: Não sou homofóbico, tenho até amigos gays, mas…
    3. @NaoSouRacista possui a descrição: #NãoSomosRacistas mas até temos amigos que são. (RT não é endosso).

    O que você acha disso tudo? Compartilha conteúdos sem apurar a fonte? Alguma coisa vai mudar no seu comportamento nas redes sociais depois deste artigo? Ou seria eu apenas um babaca arrogante fazendo uma coluna pro #PortalEnraizados?
    #FazBarulho nos comentários, aliás, #FazBarulho é a campanha do meu videoclipe. Já assistiu? Tem tudo a ver como a temática de mídias digitais. Olha só:

  • O cenário de produção instrumental no Brasil

    O cenário de produção instrumental no Brasil

    Nos últimos anos, os beatmakers e produtores vêm se destacando em suas parcerias com rappers e coletivos; e o “beat”, o instrumental que serve de base para o MC rimar, tem sido admirado por boa parte do público do Hip-Hop. Os equipamentos e técnicas estão bem mais acessíveis do que há 10 anos atrás, então hoje, quem se interessa, encontra alguma forma de produzir algo. Seja com MPC, Fruity Loops, Ableton Live, controlador MIDI, Notebook, e por aí vai…
    Hoje as pessoas curtem ouvir apenas o instrumental dessa ou aquela música. Isso fez uma cena muito interessante surgir no Brasil, onde se destacam festas de música eletrônica e até mesmo batalhas de beat.

    Como assim, batalha?

    As batalhas de freestyle entre 2 MCs são muito populares, né? Mas tambem existem batalhas de beats entre 2 beatmakers. As regras costumam variar de uma batalha pra outra, mas é basicamente similar às batalhas de MCs, os produtores soltam suas bases por um determinado período, tendo o direito de resposta do seu adversário. No final da batalha, o público elege o vencedor, e em alguns casos, há um juiz para determinar.

    Um dos principais movimentos é a Battle Beats Brasil, que acontece em São Paulo, e que já teve produtores do Rio de Janeiro participando:

    A fuckin’ party

    No Rio de Janeiro festas como a DOOM, Wobble e BREAKZ, vem popularizando gêneros como Bass, Trap, Dubstep, Future Beats, e afins; além de levar outros gêneros conhecidos como Drum ‘N’ Bass, Garage, Footwork, Jungle, House, o Funk carioca (e o ostentação); e o bom Rap para os ouvidos do seu público.
    As festas rolam em casas noturnas com direito a edições gratuitas na rua (No caso do Wobble). Já a Breakz é uma festa que rola totalmente de graça, na rua, de forma itinerante e totalmente coletiva. E é normal ver a galera que frequenta uma das festas na outra festa, já que os gostos são muito similares e/ou todo mundo se conhece.  Esse movimento tem atraído público de todos os cantos da cidade do Rio de Janeiro, inclusive da Baixada Fluminense.

    Assista Sants, um dos destaques dessa cena tocando na BREAKZ:

    Sants, ao lado de CSERV, comanda a Beatwise Recordings, selo musical fundado em São Paulo. O selo já lançou nomes como Soul One, MJP, Sono, Cybass e Bento (RJ), além das faixas dos próprios Sants e CESRV; e vem propagando o  Future Beats no país se mesclando com o Rap e outros gêneros da música eletrônica.

    Esse cenário chamou a atenção até do Boiler Room projeto criado em Londres, onde DJs são convidados à tocar para poucas pessoas, sempre ao vivo pela internet (LiveStream). Os video são salvos, arquivados e publicados para livre acesso certo tempo depois da transmissão ao vivo. O Boiler Room vem promovendo ações no Brasil, através de parceiros como a Rio Music Conference e a Skol Beats.

    Curtiu? Em breve volto com mais algumas desses papos sonoros.

  • ‘Os Bico Vão Fazer Barulho’ – Música de Apologia

    ‘Os Bico Vão Fazer Barulho’ – Música de Apologia

    Em defesa do armamento pesado nas mãos da periferia.

    Na semana passada, eu escrevi sobre o poder dos gadgets– bicos -e a fluidez com que conseguimos consumir e/ou produzir mídia – fazer barulho – com eles. Pois bem. Há cerca de três semanas, tivemos a morte do Douglas Rafael, ou DG, como era conhecido. No Esquenta! tive a felicidade de trabalhar perto dele. Quem não está ligado no assunto, dê um Google rápido, para eu não alongar o texto explicando. Enfim.

    Um colunista de uma revista, escreveu um artigo insinuando coisas do tipo: DG não era santo nem nada, blá blá blá blá, que o jovem lamentava a morte de bandidos no seu Facebook, blá blá blá blá, que gírias de origem popular têm significados relacionados ao crime, que são falas de criminosos, bla blá blá blá.

    Com base no artigo, escrevi uma cartaresposta que repercutiu e foi lida por dezenas de milhares de pessoas no mundo inteiro. Muitas pessoas, principalmente as de origem popular, identificaram-se com o meu texto e, fiquei feliz por ter alcançado tanta gente direto de um home office de 1,2m², na Baixada Fluminense.

    Mas não foi o bastante. Nem todas as pessoas gostam de ler um texto tão grande quanto o que eu escrevi. Então compus uma música como forma de complemento. “Os Bico Vão Fazer Barulho” tem a missão de falar para a sociedade que as pessoas comuns, principalmente as de origem popular, agora têm expressão na mídia. Aliás, todos – ou quase todos – podem ser “a mídia”.

    O videoclipe surgiu como um surto na madrugada de quatro dias atrás e já está em fase de finalização. A obra terá a participação colaborativa de pessoas de diversas partes do Brasil e até do exterior. Entre jornalistas, ativistas, cineastas e artistas confirmados até o momento, destaco: Wesley Brasil (publicitário), Léo da XIII (rapper e produtor musical), Dudu de Morro Agudo (líder do Movimento Enraizados), Rene Silva (jornalista), Denise Cassiane (jornalista), Bruno Thomassin (cineasta), Yuri Henderson (jornalista), Michel Silva (jornalista), Ph Hebrom (rapper), JB (rapper), Carlos Eduardo (fotógrafo), Nyl MC (rapper), UR Clau (rapper e produtor musical), Rodrigo Caetano (músico e produtor cultural), Luiz Cláudio (produtor audiovisual).

    Abaixo, uma versão ainda não finalizada da música. A produção instrumental é de Léo da XIII. Ouça, comente, compartilhe. Se quiser conversar sobre o assunto, estou mais que à disposição nos comentários.

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  • As peça tão na mão, agora é mirar e largar o dedo

    As peça tão na mão, agora é mirar e largar o dedo

    Nesta nova coluna no Portal Enraizados, eu gostaria de iniciar batendo mais uma vez na tecla que tenho espancado aos montes: comunicação e cultura.

    Pois bem. Aqui na Baixada Fluminense, eu e outros milhares, somos poucos contemplados pelos meios de comunicação convencionais. Quer ver?

    Jornais: nos põe em suas capas para falar de chacinas e festas de grandes casas nos seus “cadernos culturais”.
    Revistas: sequer falam de nós!
    Rádios: empurram hits por nossa goela abaixo e enfatizam eventos de grandes produtoras.
    Televisão: vem aqui quase todos os dias, mas, na maioria das vezes, busca por narrativas que envolvem crimes violentos ou buracos na rua.

    E o nosso posicionamento sobre essa situação? Parte de nós sofre. Outra parte reclama, reclama e reclama. Outra pequeníssima parte mobiliza uma galera para mudar o quadro, porém, não fecha com fulano, porque fulano fecha com ciclano, que por sua vez, é uma intriga ideológica. Aí o bonde desanda.

    É possível fazer uma analogia com o que está acontecendo no Grande Rio: os policiais estão tomando e dando tiro, os traficantes estão tomando e dando tiro, e os jovens, pais e mães de família de territórios populares estão tomando tiro sem atirar em ninguém. Conclusão? Todos estão fodidos nessa porra, socorridos na mesma ambulância – se não forem arrastados, claro – e enterrados no mesmo cemitério. E o inimigo, de “bouas”, tomando uísque escocês na Vieira Souto. Ou no helicóptero do governo.

    Então é isso. Na guerra de egos da nossa comunicação cultural, está todo mundo armado – com smartphones, notebooks e câmeras – e disparando tiros em tudo e todos. Posso estar no meio do tiroteio agora mesmo. Escrever este texto é atirar no “mulão” e esperar que muitos sejam atingidos.

    Parceiro, saiba: nós temos WordPress, Facebook, Twitter, YouTube, Tumblr, Google+, etc. São ambientes que alcançam milhões de pessoas no mundo inteiro, mas que também alcançam milhares e milhares de outras pessoas aqui na nossa própria região.

    O que precisamos? Formação? Mira (Foco)? Engajamento? Sinceramente, eu gostaria de trocar ideias e encontrar as respostas junto com vocês. Será que estamos perdendo tempo reclamando das mídias de massa? Será que o caminho da afirmação faria melhor efeito que o caminho da negação?

    O que consigo dizer é que temos um arsenal pesado em nossas mãos e que precisamos usá-lo com muita responsabilidade. Mesmo. E que estamos do mesmo lado, portanto, nada de intrigas com os coleguinhas. Vamos dialogar e fazer acontecer, morô?

    Só irei sossegar quando a comunicação cultural da Baixada Fluminense alcançar a massa de habitantes e se tornar referência em toda a metrópole, ou melhor, em todo o país. Fecha comigo?

    Peço perdão pela subjetividade do texto e pela confusão – proposital – que ele pode ter te causado´. Já é? Seria muito importante conhecer a tua opinião sobre o tema, por isso, a área de comentários está livre para explanações, ok? Nos vemos na próxima quarta.

    Forte abraço!

  • Aplicativo permite a usuário ter um extrato da sua vida no facebook

    Aplicativo permite a usuário ter um extrato da sua vida no facebook

    O banco HSBC inovou ao criar um aplicativo que permite que qualquer usuário do facebook (não apenas seus clientes) consigam criar um extrato de sua vida, a partir das informações disponibilizadas na rede social, e compartilhar com seus amigos.

    O aplicativo analisa informações como em quantos lugares vocês já esteve, quantidade de fotografias que você já postou, sua interação na rede social com outros membros da familia, sua popularidade, quantos amigos você conhece ao redor do mundo, etc; e categoriza em níveis como nômade, paparazzi, ovelha negra, ex-participante de reality show e diplomata, respectivamente.

    É bem legal e é de graça!!!

    Ficou curioso? Acesse aqui o aplicativo.