Categoria: Especiais

  • Oportunidade Única: Estudantes de Licenciatura Podem Participar de Intercâmbio de 15 Dias na Universidade Pedagógica de Maputo, em Moçambique

    Oportunidade Única: Estudantes de Licenciatura Podem Participar de Intercâmbio de 15 Dias na Universidade Pedagógica de Maputo, em Moçambique

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR) anunciaram a abertura da primeira seleção do “Caminhos Amefricanos: Programa de Intercâmbios Sul-Sul”. Destinado a até 50 estudantes quilombolas ou autodeclarados pretos ou pardos, matriculados em licenciaturas a partir do 5° semestre e vinculados a Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas ou grupos correlatos, o programa oferece a oportunidade única de participar de um intercâmbio de 15 dias na Universidade Pedagógica de Maputo (UP – Maputo).

    As candidaturas estão abertas até às 17h de 4 de janeiro de 2024, pelo Sistema de Inscrições da CAPES (Sicapes). A iniciativa visa não apenas proporcionar uma experiência enriquecedora no exterior, mas também contribuir ativamente para o combate ao racismo e a promoção da igualdade racial no Brasil.

    Antes da viagem, os selecionados participarão de um curso online de 40 horas sobre História e Cultura Afro-brasileira e Moçambicana. Durante a estadia em Moçambique, os participantes deverão elaborar um relatório das atividades realizadas na UP – Maputo, apresentando também um artigo, evento acadêmico ou relato de experiência decorrente do programa.

    O apoio financeiro, de responsabilidade do MIR, inclui valores para diárias, passagens aéreas, auxílio seguro-saúde, emissão de passaporte e visto de entrada em Moçambique. Detalhes adicionais podem ser encontrados no Edital Conjunto nº 34/2023, disponível no Diário Oficial da União e no site da CAPES.

    O “Caminhos Amefricanos” visa estimular a troca de conhecimentos, experiências e políticas públicas, contribuindo para o combate ao racismo e para a educação das relações étnico-raciais. Além disso, a iniciativa fortalecerá a formação inicial e continuada de educadores na perspectiva da Educação das Relações Étnico-Raciais.

    Essa é uma oportunidade ímpar para os estudantes que desejam vivenciar uma experiência internacional enriquecedora e contribuir ativamente para a promoção da igualdade racial no Brasil.

    Para mais informações acesse: https://www.gov.br/capes/pt-br/assuntos/noticias/capes-abre-selecao-para-intercambio-em-mocambique

  • Racional e Enraizado: Caminhos para a Libertação através do Hip Hop Brasileiro

    Racional e Enraizado: Caminhos para a Libertação através do Hip Hop Brasileiro

    Nova Iguaçu, 2 de novembro de 2023 – O Hip Hop brasileiro tem desempenhado um papel crucial na promoção da liberdade e na amplificação das vozes das comunidades marginalizadas ao longo das últimas décadas. Para explorar esse fenômeno transformador, um painel especial intitulado Racional e Enraizado: Caminhos para a Libertação através do Hip Hop Brasileiro será realizado no Edifício da Sala de Aula 135, no Campus Leste da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, no dia 13 de novembro de 2023, das 11h45 às 13h.

    Organizado pela equipe de estudantes de pós-graduação e graduação da Bass Connections, este evento extraordinário destacará duas influentes entidades do cenário hip-hop brasileiro: os Racionais MCs, de São Paulo, e o Instituto Enraizados, uma organização comunitária na periferia urbana do Rio de Janeiro. Os Racionais MCs, recentemente apresentados em um documentário da Netflix, são pioneiros do movimento hip-hop no Brasil, enquanto o Instituto Enraizados tem sido um farol de esperança e conscientização para os jovens que enfrentam desafios como pobreza, racismo e estigmatização.

    O Instituto Enraizados, localizado na periferia do Rio de Janeiro, promove a conscientização racial, social e política em uma região de quatro milhões de habitantes, a maioria afrodescendentes e de classe baixa ou trabalhadora. Por meio de eventos regulares de slam poetry, teatro, uma biblioteca de leitura, instalações de produção de mídia e um curso preparatório para a faculdade, o instituto oferece suporte e educação, servindo como um exemplo inspirador de resistência e superação.

    Este evento é patrocinado pelo projeto “Hip Hop Pedagogies: Educação para a Cidadania no Brasil e nos Estados Unidos”, uma iniciativa da Bass Connections co-patrocinada pela Universidade de Duke e pela North Carolina Central University.

    Para mais informações sobre o projeto, visite o site oficial: https://bassconnections.duke.edu/project-teams/hip-hop-pedagogies-education-citizenship-brazil-and-united-states-2023-2024

    Para consultas adicionais ou entrevistas, entre em contato com:

    John Doe
    Email: jdfrench@duke.edu
    Telefone: (123) 456-7890

    Courtney Crumpler
    Email: courtney.crumpler@duke.edu
    Telefone: (123) 789-0123

    Gladys Martinez
    Email: gladysm@uchicago.edu
    Telefone: (321) 654-9876

    Junte-se a nós para uma exploração envolvente e inspiradora do poder do Hip Hop como veículo para a liberdade e a mudança social. Juntos, podemos continuar a fortalecer as vozes daqueles que buscam a libertação e a igualdade no Brasil e em todo o mundo.

     

  • Rap e educação: quando aprender faz sentido [Dudu de Morro Agudo]

    Rap e educação: quando aprender faz sentido [Dudu de Morro Agudo]

    O presente artigo é composto pela narrativa de uma série de encontros que aconteceram dentro de um CIEP, em Morro Agudo, Nova Iguaçu, onde percebemos o educando como produtor do conhecimento por oposição ao papel de repositório que por vezes lhe é imposto. Nesse sentido buscamos compreender os motivos que fizeram com que estudantes, que supostamente tinham defasagem na aprendizagem, se desenvolvessem e mudassem seu comportamento após a participação em atividades culturais dentro da escola, sendo mais específico, experienciando a prática do #RapLAB, um laboratório de rap que mescla rodas de conversa, composição e gravação de música.

     

    CITAÇÃO
    Dudu de Morro Agudo & Reist, Stephanie. (2019). O rap e a educação: quando aprender faz sentido. Políticas Culturais em Revista. 11. 58. 10.9771/pcr.v11i2.28684.

    DOWNLOAD

  • FAN Baixada 2023: Festival Audiovisual Negritude celebra 5 anos de luta e resistência

    FAN Baixada 2023: Festival Audiovisual Negritude celebra 5 anos de luta e resistência

    O IDMJRACIAL, Instituto de Desenvolvimento da Juventude Negra da Baixada Fluminense, está completando cinco anos de existência, repletos de lutas e afirmação da existência negra. Em comemoração a essa marca significativa, ao longo de todo o ano de 2023, eles prepararam uma série de atividades, produtos e ações coletivas.

    A primeira atividade para celebrar essa meia década de existência é o lançamento da terceira edição do FAN Baixada – Festival Audiovisual Negritude da Baixada Fluminense, que ocorrerá no Quilombo Enraizados, em Nova Iguaçu, no final de julho.

    O tema central deste ano é “Violência Policial e Memórias de Resistência”, abordando uma questão urgente e crucial na nossa sociedade. O festival contará com quatro categorias de prêmios: Fotografia, Podcast, Melhor Filme Temática Livre e Melhor Filme “Violência Policial e Memórias de Resistência”.

    Os vencedores receberão prêmios em dinheiro: R$800 para a Melhor Fotografia, R$800 para o Melhor Podcast, R$1.000 para o Melhor Filme Temática Livre e R$1.000 para o Melhor Filme “Violência Policial e Memórias de Resistência”.

    As inscrições estão abertas e podem ser feitas através do site dmjracial.com. Acesse o edital para obter mais informações sobre o processo de inscrição, seleção e premiação.

    Não perca a oportunidade de participar desse importante evento que celebra a cultura, a resistência e a arte negra na Baixada Fluminense. Junte-se a nós no FAN Baixada 2023 e faça parte dessa história de transformação!

  • Curso Popular Enraizados: Inscrições abertas para o pré-vestibular gratuito

    Curso Popular Enraizados: Inscrições abertas para o pré-vestibular gratuito

    O Curso Popular Enraizados é um curso voltado para a educação crítica e preparação para a vida universitária.

    A iniciativa nasce com a proposta de proporcionar um ambiente de troca para a formação política e cidadã para jovens e adultos da Baixada Fluminense que desejam adentrar no universo universitário, contudo os coordenadores e coordenadoras do curso salientam que entrar na universidade não é o objetivo central do curso, a ideia principal é a formação política. Porém, as estudantes e os estudantes que entrarem na universidade poderão continuar fazendo parte da rede do curso, e terão um acompanhamento durante todo o percurso universitário.

    Além do acesso ao conteúdo para “disputar” o ENEM, os estudantes também serão incentivados a particiaparem de atividades culturais que acontecem no Quilombo Enraizados (sede do Instituto Enraizados), e também a passeios por outros espaços culturais e educacionais do Rio de Janeiro.

    O curso é gratuito e as aulas acontecem de segunda à quinta, das 18:30 às 21 horas.

    Para se inscrever, acesse o link: INSCREVA-SE AQUI

    SAIBA MAIS:

    Quem tiver dúvidas sobre o curso, favor entrar em contato via whatsapp (21)9.6566-8216 ou por email cp.enraizados@gmail.com

  • Qual o impacto dos mais de 2 milhões de novos títulos de eleitor dos adolescentes nas eleições de 2022?

    Qual o impacto dos mais de 2 milhões de novos títulos de eleitor dos adolescentes nas eleições de 2022?

    Em março de 2022, o número de adolescentes com título de eleitor era o menor da história, apenas 13% dos adolescentes havia tirado o título. Alguns especialistas, como por exemplo o cientista político Diogo Cruvinel, analista do Tribunal Superior Eleitoral, acreditam ser esse um movimento natural, visto que nos últimos dez anos o número de jovens tirando títulos vem decrescendo por causa da inversão da pirâmide demográfica, ou seja, o número de jovens vem diminuindo em toda a sociedade brasileira.

    A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), fez uma enquete que mostrou que 09 em cada 10 jovens afirmaram que o voto tem poder para transformar a realidade, o que mostra que o jovem brasileiro não é despolitizado. Por que então um número tão pequeno de jovens com título de eleitor?

    Tentando sanar essa defasagem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou uma ação para incentivar que jovens de 16 e 17 anos – faixa etária que não tem obrigação de votar, tirassem o título eleitoral para votarem pela primeira vez nas eleições deste ano, a ação foi adotada por artistas como a Anitta, que postou em suas redes sociais que só daria autógrafo mediante a apresentação do título de eleitor.

    A repercussão foi grande, e logo muitos artistas e influenciadores abraçaram a ideia e começaram a incentivar os jovens a tirarem seus títulos e participarem da vida democrática do país, dentre eles a ex-BBB Juliette, Luísa Sonza, Whindersson Nunes, Larissa Manoela, Pablo Vittar e até nosso queridão Zeca Pagodinho.

    Logo depois a rede Burger King Brasil lançou uma promoção chamada “Fome de Democracia” para quem apresentar seu documento ou comprovante do requerimento de regularização.

    A bagulho ficou sério quando a campanha ultrapassou as fronteiras brasileiras e os atores Mark Ruffalo, que interpreta o Hulk nos filmes dos estúdios Marvel, e Leonardo DiCaprio, também abraçaram a ideia e fizeram um apelo aos jovens brasileiros.

    A partir daí os próprios adolescentes começaram um movimento para ajudar outros adolescentes a tirarem o título pelo Brasil a fora, como foi o caso da estudante Dayane Coelho, 16 anos, de Teresina (PI): – “Percebi então que alguns jovens daqui não tinham acesso à internet ou tinham dificuldades no processo. Foi aí que senti que eu poderia ajudar essas pessoas”, disse aos jornalistas do Tribunal Superior Eleitoral.

    Essa mobilização do TSE, de artistas nacionais e internacionais, influenciadores digitais e empresas deu super certo, os números comprovam isso.

    Em uma matéria publicada pela Folha de São Paulo em 05 de maio, o Supremo Tribunal Eleitoral comemorou a superação de todos os recordes já registrados pela justiça eleitoral, principalmente o fato de que, entre janeiro e abril, o país havia ganho 2.042.817 novos eleitores com idades entre 16 e 18 anos, um aumento de quase 50% comparado com 2018.

    Eleitores da esquerda acreditam que esses jovens ajudarão a tirar o Bolsonaro da presidência da república, como relato de um jovem a uma repórter da Rede Globo, quando foi perguntado o motivo de ele tirar o título. Entretanto parece que os bolsonaristas também estão confiantes e apostando nos votos da juventude de extrema direita.

    Fato é que, apesar de estar tudo muito nebuloso e incerto, existem mais de 5 milhões de novos títulos na rua, sendo 2 milhões apensas de adolescentes.

    O quanto esses eleitores podem impactar nas eleições presidenciais?

    O rapper e pesquisador Dudu de Morro Agudo, que realiza encontros com jovens utilizando a metodologia RapLab, que permite a um grupo de pessoas, compor um rap de forma colaborativa a partir de uma roda de conversas, fará um encontro virtual na próxima quarta-feira (25), às 19 horas, para discutir e pensar sobre esse fenômeno, e tentar entender os impactos nas eleições de 2022.

    Quer participar do encontro?

    Basta se inscrever gratuitamente www.linktr.ee/ProjetoRapLab

     

     

     

  • O Curso Popular Mãe Beata de Iemanjá abre inscrições para moradores da Baixada Fluminense que desejam ingressar no ensino superior

    O Curso Popular Mãe Beata de Iemanjá abre inscrições para moradores da Baixada Fluminense que desejam ingressar no ensino superior

    Pensando prioritariamente em garantir e democratizar o acesso ao ensino superior à partir de uma formação cidadã, ou seja, de um espaço de pensamento crítico e popular que contribua para uma educação feminista, inclusiva, democrática, antirracista e contra qualquer tipo de opressão e violência, integrantes do Instituto Enraizados, do Movimento Negro Perifa Zumbi e um quadro de professoras parceiras se uniram para criar o Curso Popular Mãe Beata de Iemanjá.

    A escolha do nome de Mãe Beata de Iemanjá foi unanimidade entre os coordenadores e coordenadoras do curso, visto que a história da Ialorixá, que viveu na cidade de Nova Iguaçu desde o ano de 1961 até a sua morte, em 2017, nos deixa um legado de resistência e muito aprendizado. Foram mais de meio século de luta contra as injustiças sociais, sobretudo contra o racismo e a intolerância religiosa, além de ter realizado trabalhos em defesa do meio ambiente, dos direitos humanos e da educação.

    O sociólogo e mestre em educação Adailton Moreira Costa, filho da mãe beata e herdeiro do Ilê Omiojuarô, em conversa com Dudu de Morro Agudo, um dos coordenadores do pré vestibular, se mostrou contente com a homenagem à sua mãe, e disse: – “Sou oriundo de pré vestibular comunitário, e foi por causa destes coletivos que hoje faço doutorado em Bioética na UFRJ, o crédito são destas iniciativas”.

    O curso, que é gratuito e não cobra taxa de inscrição ou mensalidade, ainda busca voluntários para compor o quadro de discentes nas disciplinas de matemática e física.

    As inscrições, tanto dos estudantes que buscam uma vaga no curso, quanto para os professores e voluntários de outras áreas, podem ser feitas pela internet no link https://linktr.ee/cpbeatadeiemanja.

    As aulas irão ocorrer presencialmente na sede do Instituto Enraizados, localizado na Rua Presidente Kennedy, n° 41 – Morro Agudo, Nova Iguaçu. A aula inaugural será no dia 30 de abril, dia da Baixada Fluminense, no Quilombo Enraizados, em Morro Agudo, onde acontecerão também atividades artísticas de música e poesia.

    Serviço:

    Inscrições: https://linktr.ee/cpbeatadeiemanja

    A aula inaugural será no dia 30 de abril, na sede do Instituto Enraizados, localizado na Rua Presidente Kennedy, n° 41 – Morro Agudo, Nova Iguaçu.

    E-mail: cpbeatadeiemanja@gmail.com
    Site: https://linktr.ee/cpbeatadeiemanja
    Instagram: https://www.instagram.com/cpmaebeatadeiemanja/

  • RapLab: rappers se reúnem para discutir o Racismo Estrutural virtualmente

    RapLab: rappers se reúnem para discutir o Racismo Estrutural virtualmente

    O RapLab é uma atividade que permite que um grupo de pessoas componha um rap coletivamente a partir de um debate de um tema em uma roda de conversas. A atividade proporciona a experimentação do rap para além do entretenimento, como algo que provoca a produção de conhecimento em rede, valorizando a sabedoria e a vivência de cada participante, que não necessariamente tem envolvimento com o rap em si.

    Normalmente esta atividade é realizada de forma presencial com adolescentes e jovens estudantes de escolas públicas, entretanto com a chegada da pandemia, a partir da consciência da impossibilidade de aglomerações a atividade migrou para uma plataforma online, onde Dudu de Morro Agudo se reúne semanalmente, às terças e quintas, com adolescentes de todo o Rio de Janeiro para conversar sobre tema diversos e após a conversa compor um rap.

    Esses encontros fazem parte do projeto Oficina de Palavras, as inscrições são gratuitas e estão abertas durante todo o ano, basta preencher o formulário no link: http://bit.ly/RapLab2021.

    Contudo no próximo dia (21), às 19 horas, acontecerá uma edição especial do RapLab, onde Dudu de Morro Agudo se reunirá com os rappers GB Montsho, Passarinho e PS Raio Negro, três jovens negros das periferias do Rio de Janeiro, afim de falar sobre o racismo estrutural e seus impactos diretos na vida da juventude preta. Ao final do bate papo, os rappers vão compor ao vivo um rap sobre o tema e quem estiver assistindo de casa também pode participar.

    Quer saber como funciona o RapLab na prática, veja o vídeo abaixo:

    [fvplayer id=”3″]

    ___ ___ ___

    Os objetivos deste encontro são vários, pois o RapLab permite experimentar, sob um olhar respeitoso e afetivo, o conhecimento intrínseco da população que vive em setores subalternos da sociedade, e que muito tem a contribuir sobre as possibilidades de criação de uma sociedade mais justa e igualitária.

    “Entendo que discutir e combater o racismo é algo fundamental para o fim da desigualdade social brasileira, mas é necessário também entender que o racismo vai além da ofensa individual entre pessoas, o racismo é algo maior, é a forma como a sociedade brasileira está organizada”, diz Dudu de Morro Agudo, idealizador do projeto.

    Quem desejar participar bastar entrar no grupo do RapLab no facebook: https://web.facebook.com/projetoraplab

    SERVIÇO

    O que: RapLab – edição especial sobre “racismo estrutural”
    Quando: 21 de fevereiro, às 19 horas
    Onde: https://web.facebook.com/projetoraplab
    Quanto: Gratuito

    Inscrições para outras atividade do RapLab: http://bit.ly/RapLab2021.

     

     

  • Caminhos do Graffiti: FML disponibiliza curso gratuito de graffiti para iniciantes

    Caminhos do Graffiti: FML disponibiliza curso gratuito de graffiti para iniciantes

    O grafiteiro FML, conhecido pelo seu trabalho na área da saúde mental, vai disponibilizar gratuitamente seu curso de graffiti. São seis vídeo aulas onde o grafiteiro de Nova Iguaçu explica os primeiros passos para quem deseja mergulhar no mundo do graffiti, mas que nunca teve contato com a arte do spray.

    FML, cujo o nome e batismo é Fagner Medeiros de Lima, é um dos grafiteiros mais requisitados da Baixada Fluminense e tem, além de uma obra extensa, um conjunto de diverso de atividades, entre as mais importantes está a curadoria do evento Expo Urban Art, que transformou a loja da Nextel, em Nova Iguaçu, numa galeria de arte. No Instituto Enraizados lidera o projeto “Galeria 2026”, cujo o objetivo é criar paineis de graffiti no bairro, transformando-o assim em um bairro turístico a partir das artes visuais, como em Wynwood, nos Estados Unidos.

    [fvplayer id=”2″]

    ___ ___ ___

    Os interessados e interessadas em se inscrever no curso, basta preencher o formulário disponível neste link: http://bit.ly/CaminhosDoGraffiti

    SERVIÇO

    O que: Curso de Graffiti “Caminhos do Graffiti”
    Quando: 22 à 27 de fevereiro, às 14 horas
    Onde: Na página do projeto no facebook, mas para ter acesso precisa de inscrever.
    Quanto? De graça.

    O projeto CAMINHOS DO GRAFFITI é financiado com recursos oriundos do Fundo Nacional de Cultura nos termos da Lei Federal No 14.017 e realizado na cidade de Nova Iguaçu.
  • FML: As histórias do hip hop da Baixada Fluminense

    FML: As histórias do hip hop da Baixada Fluminense

    Eu me chamo Fagner Medeiros de Lima, e no graffiti eu assino FML, porque na época eu estava pensando em criar um nome [artístico] pro graffiti.

    Eu comecei no graffiti em 1998. É a data que eu marco, pois não tenho uma data precisa. Marco de 98 pra 99 porque eu não sou bom nessa coisa de data.

    Nessa época eu conheci eu conheci a pixação na escola, só que eu não fiquei muito tempo nesse movimento da pixação, eu tava procurando uma coisa a mais e foi nesse momento eu conheci o graffiti.

    Quando conheci o graffiti eu precisava de um nome, eu precisava ter uma marca, e aí eu pensei em FML por que além de ser as iniciais do meu nome, acaba sendo uma coisa pra mim que significa família.

    E isso acabava incluindo as duas famílias, tanto da parte do meu pai quanto da parte da minha mãe, e mais as famílias que a gente consegue na rua, que vieram através do hip hop.

    Esse sim é o real significado de eu assinar FML.

    Eu não conhecia muita gente que fazia graffiti, a maioria tinha uma marca mesmo. Dificilmente a gente vê pessoas com três letras assim no graffiti, os únicos da época, que eu lembre, era o [Fábio] Ema e o [Marcelo] Eco. Eram as duas pessoas que eu via que tinha três letras, pois geralmente era de quatro pra cima. Então eu resolvi adotar essa tag FML justamente por isso, é bem a mais do que somente as iniciais do meu nome, pra mim significa família, mas não somente aquela família de sangue, é de ultrapassar essas barreiras.