FML: As histórias do hip hop da Baixada Fluminense

Eu me chamo Fagner Medeiros de Lima, e no graffiti eu assino FML, porque na época eu estava pensando em criar um nome [artístico] pro graffiti.

Eu comecei no graffiti em 1998. É a data que eu marco, pois não tenho uma data precisa. Marco de 98 pra 99 porque eu não sou bom nessa coisa de data.

Nessa época eu conheci eu conheci a pixação na escola, só que eu não fiquei muito tempo nesse movimento da pixação, eu tava procurando uma coisa a mais e foi nesse momento eu conheci o graffiti.

Quando conheci o graffiti eu precisava de um nome, eu precisava ter uma marca, e aí eu pensei em FML por que além de ser as iniciais do meu nome, acaba sendo uma coisa pra mim que significa família.

E isso acabava incluindo as duas famílias, tanto da parte do meu pai quanto da parte da minha mãe, e mais as famílias que a gente consegue na rua, que vieram através do hip hop.

Esse sim é o real significado de eu assinar FML.

Eu não conhecia muita gente que fazia graffiti, a maioria tinha uma marca mesmo. Dificilmente a gente vê pessoas com três letras assim no graffiti, os únicos da época, que eu lembre, era o [Fábio] Ema e o [Marcelo] Eco. Eram as duas pessoas que eu via que tinha três letras, pois geralmente era de quatro pra cima. Então eu resolvi adotar essa tag FML justamente por isso, é bem a mais do que somente as iniciais do meu nome, pra mim significa família, mas não somente aquela família de sangue, é de ultrapassar essas barreiras.

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