Quintas no Cinema é uma ação que aproxima ainda mais o público do cinema brasileiro através de sessões com exibição de um curta e um longa-metragem semanalmente.
A cada mês um tema diferente guia a escolha dos filmes exibidos, que são definidos por uma comissão de curadoria e programação formada por agentes da sociedade civil envolvidos e atuantes em diferentes etapas e processos da cadeia produtiva audiovisual.
Nesse mês de março tem Mulheres na Linha de Frente como tema e a proposta de exibir apenas filmes brasileiros dirigidos e protagonizados por mulheres, apostando na pluralidade de representações e representatividades com uma seleção recheada com sucessos de público e crítica.
Excepcionalmente nesta quinta-feira a sessão terá início às 20h.
Dá uma olhada no que vai rolar essa semana:
Echarpe Noir, de Barbara Fuentes – 16′ – 14 anos
Em meio ao caos urbano, Martha e Thiago encontram um no outro apoio para enfrentar o que é ser jovem negro e viver numa cidade como o Rio de Janeiro. Porém, Thiago consegue uma bolsa de intercambio e fica um ano longe de Martha.
Praça Paris, de Lúcia Murat – 110′ – 14 anos
Camila é uma terapeuta portuguesa que trabalha na UERJ, onde atende Glória, ascensorista da universidade. Ao longo das sessões Camila se depara com uma realidade bastante violenta, já que Glória foi estuprada pelo próprio pai quando criança e seu irmão, Jonas, é um perigoso bandido que está na prisão. Cada vez mais assustada com os relatos que ouve, ela se sente ameaçada ao mesmo tempo em que Glória passa a vê-la como alguém essencial em sua vida.
Todas as sessões são gratuitas e acontecem no Teatro Sylvio Monteiro, equipamento que compõem o Complexo Cultural de Nova Iguaçu, localizado na região central da cidade de Nova Iguaçu.
Para participar do Workshop de Produção Musical com o DJ Raffa, que virá diretamente do Distrito Federal para compartilhar conosco sua experiência e vivência de mais de 30 anos na cultura hip hop, você precisa preencher o formulário abaixo.
O workshop, que é gratuito, faz parte do conjunto de atividades do “Festival Caleidoscópio” e acontecerá no dia 30 de maio, às 18 horas, na Casa de Cultura de Nova Iguaçu.
A Casa de Cultura fica na Rua Getúlio Vargas, 51 – Centro, Nova Iguaçu – RJ, 26255-060.
[box type=”info” align=”aligncenter” class=”” width=”200″]”O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.”[/box]
No próximo dia 30 de maio a Casa de Cultura de Nova Iguaçu receberá uma das pílulas da “Agenda Caleidoscópio”. A partir das 18 horas, acontecerá uma roda cultural que se inicia com uma palestra do premiado produtor musical “DJ Raffa Santoro”, que virá diretamente do Distrito Federal para compartilhar conosco sua experiência e vivência de mais de 30 anos na cultura hip hop, e seu conhecimento em produção musical, ministrando um workshop gratuito.
Logo após, o quintal da Casa de Cultura se transformará num lounge com DJs, mcs, feirinha cultural e barzinho, pra todo mundo poder trocar uma ideia numa boa.
A trajetória de Cláudio Raffaello Serzedello Corrêa Santoro, o Raffa, começa em 1982 como B. Boy nas ruas do Distrito Federal. Nos anos que se seguiram, foi dono de equipe de som, DJ em casas noturas e bailes, e técnico de gravação, até que se formou Engenheiro de Som no “Recording Workshop”, em Ohio, nos Estados Unidos, em 1989, ano em que lança o disco DJ Raffa e os Magrellos, pela Kaskatas.
De lá pra cá foram mais de 100 discos produzidos para os principais grupos de rap do Brasil, entre eles Dina Di, GOG, Câmbio Negro, Consciência Humana, Atitude Feminina, MV Bill, Viela 17, entre outros, e quatro de seus discos ganharam disco de ouro, vendendo mais de 100.000 cópias.
DJ Raffa em Berlim
DJ Raffa coleciona prêmios importantes, ganhou três vezes o “Prêmio Hutuz” como melhor produtor musical, e o último foi como melhor produtor musical da década, em 2009; ganhou o “Prêmio Profissionais da Música” como melhor técnico de masterização, em 2015; e o “Prêmio Hip Hop FAC”, pelo conjunto da obra, agora em 2017.
Toda essa trajetória de sucesso dentro do hip hop do Distrito Federal e do Brasil foi narrada no livro “A trajetória de um Guerreiro”, escrito pelo próprio DJ Raffa em 2007 e publicado pela editora Aeroplano.
Certamente, mais de 30 anos dedicados exclusivamente à cultura hip hop proporciona colecionar histórias únicas e incríveis que não cabem em outro lugar que não seja na memória de quem a viveu, contudo parte dessa memória será dividida com o público que assistirá sua palestra e o workshop de produção musical.
[box type=”info” align=”aligncenter” class=”” width=”200″]”O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.”[/box]
Os “negos chatos”Dudu de Morro Agudo, Marcão Baixada e Léo da XIII estão de volta e desta vez mostraram um show completo do grupo #ComboIO, de cerca de 40 minutos, no Festival MPB – Música Popular da Baixada.
O novo show do grupo trauxe músicas inéditas e fez uma viajem do tradicional “gangsta rap” ao contemporâneo “trap”, fazendo um passeio inesquecível pelo funk carioca, tudo de forma ascendente, terminando num grande baile com direito a projeções audiovisuais elaboradas pelo VJ Paulo China.
A noite foi filmada pelo casal Higor Cabral e Camila Guimarães, da Pitanga Audiovisual, que farão um breve filme sobre os bastidores do #ComboIO no festival e trechos da apresentação. Outra novidade desta noite foi a participação do DJ Dorgo e dos rappers Gustavo Baltar e GB, integrantes do #RapLAB Arena.
O Festival MPB
O Festival surgiu com uma proposta de apresentar um panorama diversificado da produção musical autoral mais recente da Baixada Fluminense, dando visibilidade aos novos artistas, sem distinção de gênero musical. Buscando, também, esmiuçar mais profundamente a produção local.
Tendo por objetivo registrar o atual cenário musical da Baixada, o projeto resultará, ainda, na coletânea virtual intitulada “Festival MPB – Música Popular da Baixada 2016”, a ser lançada pelo Coletivo/Selo musical Pirão Discos, até o final do ano.
Um festival organizado por jovens da Baixada Fluminense reuniu mais de 2000 pessoas para ouvir música durante nove horas em uma rua de Nova Iguaçu. Simples assim!!!
Não tenho como não falar do B_eco Festival em minha coluna, pois três dias já se passaram, mas a emoção não.
Quando ouvi falar a primeira vez a respeito do festival foi há cerca de um mês, logo após saber da festa que o meu mano – e parceiro musical – Marcão Baixada estava planejando, a “Bang Bang”. Dias depois comecei a ver a divulgação do “B_eco”, mas me confundi, achando que era tudo a mesma coisa. No fundo até era, mas não era. Entende?
Outro dia o Rodrigo Caetano me ligou pedindo uma orientação a respeito de equipamentos pra festa, foi então que eu vi que realmente uma festa não tinha a ver com a outra… mas tinha.
Quando aprofundei mais pra saber do que se tratava, soube que o Wesley Brasil também estava na jogada, bem ali na linha de frente. Depois soube que a Karina Vasconcelos também estava. E por fim entendi que o festival era uma união das festas (e figuras) mais tops do pedaço: Musicação na Pista– a festa de rap mais badalada de Nova Iguaçu, do meu “novamente” parceiro DMT, Laranja Mecânica– conhecida no meio indie iguaçuano, Bang Bang– o tiroteio musical do Marcão Baixada,Wobble – que recebeu o título de melhor festa pelo Prêmio Noite Rio, Guetho– difusora da musica eletrônica criada nas periferias – e Bazinga– que faz uma mistura indie e pop sob festas temáticas do universo da série americana “The Big Bang Theory”.
Semanas atrás, entre uma mensagem e outra, recebi o convite do Marcão Baixada para fazer duas músicas com ele durante a festa, a ideia era o bonde do #ComboIO (DMA, Marcão Baixada, Léo da XIII e DJ Léo Ribeiro) se apresentar.
Nessa altura do campeonato, 10 em cada 10 posts nas redes sociais tinha algo sobre o #B_eco, todo mundo comentava, e a festa já havia dado certo antes mesmo de acontecer.
No dia da festa, fiz questão de chegar ao meio dia em ponto, pra não perder nem um momento. Fui com o Léo da XIII. Abri mão de almoçar com minha família para conferir a festa desde o começo (essa atitude me custou caro depois).
Ao chegar, já me deparei com Wesley Brasil correndo pra um lado e o Rodrigo Caetano correndo para o outro, num pique frenético. Haviam pouquíssimas pessoas, mas eu tinha certeza que a festa ia bombar. Fui recepcionado por Marcão Baixada e Danielle Seguer. O Samuca Azevedo já estava pronto – e disposto – para fazer as fotos para Hulle Brasil.
DMA, Nyl e Léo da XIII
Bruno, Fernanda, DMA e Ébano
Aos poucos foram chegando alguns manos como Luiz Claudio, Nyl MC, Romildo e tantos outros. O calor infernal nos levava ao bar frequentemente e logo que a cerveja fazia efeito as músicas começavam a soar como conhecidas. Funk, Trap e Rock se misturavam e a galera curtia tudo, enquanto trocava ideia. Eu observava como as pessoas chegavam vestidas e se comportavam, e tenho certeza que estava sendo observado também, mas todo mundo se respeitava e tentava entender a mistura de estilos.
Derrepente o “boom”.
A festa estava LOTADA e eu nem havia percebido de onde tinha vindo tanta gente. Quando eu reparei estava no BackStage trocando altas ideias com o segurança, minutos antes do show do Marcão Baixada. Quando subi ao palco vi uma nuvem de gente. A galera do rap estava com o umbigo colado no palco, cantando junto, fortalecendo (e tem gente que diz que o rap da Baixada não é unido). Quando entrei pra cantar, fiz o meu possível, que naquele momento não era muito, por isso não lembrava da letra, o álcool já estava fazendo o seu trabalho, nem posso colocar a culpa no nervosismo, até poderia culpar a emoção, pois fui muita, em altas doses cavalares.
Público do festival
A sorte é que o #ComboIO já ensaiou tanto, que as músicas já saem de forma orgânica, às vezes usando alguns sinônimos, às vezes alguns trechos de silêncio, mas a parada sempre flui. E fluiu. Como tudo fluía naquele dia. O universo conspirava a favor. Eram duas mil pessoas na mesma sintonia naquele “beco”.
DMA, Léo da XIII, Luiz Claudio e Samuca Azevedo
Mas o ápice da festa foi quando um temporal sem precedentes deu as caras. Árvores se dobravam de forma aterrorizadora por causa do forte vento. A água caía com força do céu, e descia a rua fazendo uma espécie de cachoeira. Foi quando todos, inclusive eu, pensaram que a festa havia chegado ao fim. Por causa da forte chuva o som teve que ser desligado, mas o povo não parava de dançar, pular, gritar, se abraçar, se beijar… eu nunca tinha visto aquilo na minha vida.
Estávamos embaixo da marquise, ao lado da Casa de Cultura. Conversava com o André Viana, com o DMT (que posicionou o seu carro de uma forma que pudéssemos continuar curtindo um som). Acredito que logo depois fui embora, porque as minhas lembranças do “B_eco Festival” terminam aqui.
Só sei que essa festa me aproximou de uma galera aparentemente “muito” diferente e me motivou bastante. Agora vamos aguardar a segunda edição.
Se você quiser conferir tudo o que leu, pode dar uma olhada na cobertura que a Hulle Brasil fez, pelas lentes de Samuca Azevedo e Beatriz Dias:http://bit.ly/EventosHulle