Tag: Copa do Mundo

  • Enraizados arrecada 300kg de alimentos e distribui na periferia

    Enraizados arrecada 300kg de alimentos e distribui na periferia

    Na primeira semana da Copa do Mundo, o Instituto Enraizados iniciou a campanha “Enraizados Solidário”, onde trocava uma blusa da seleção brasileira por dois quilos de alimentos não perecíveis.

    A campanha começou numa quinta-feira, e quando foi no sábado as blusas já haviam esgotado.

    As blusas foram doadas pela AMBEV em 2016, mas não tinham saída, provavelmente por causa da política, onde parte da sociedade, de direita, utilizava a blusa do Brasil em passeatas.

    Então os diretores do Instituto Enraizados decidiram esperar pela copa do mundo, pois acreditaram que nesta época a procura pelas camisas fosse maior.

    Dito e feito. Todas as blusas saíram e foram arrecadados quase 300 quilos de alimentos , que foram distribuídos para familiares de jovens beneficiários do Instituto Enraizados, em Morro Agudo, e para a creche da Dona Vasti, em Parada Angélica.

    No dia 21 de junho de 2018, Dudu de Morro Agudo e Samuca Azevedo, do Instituto Enraizados, foram até Parada Angélica, em Duque de Caxias, para levar os alimentos arrecadados na campanha “Enraizados Solidário”.

    Dona Vasti é uma linda senhorinha, guerreira, que merece nossa ajuda para levar adiante um trabalho muito importante em prol da comunidade dela. Nós do Enraizados estamos dispostos a continuar ajudando.

    Se você quiser ajudar, basta entrar em contato conosco, que passamos as coordenadas.

    SAIBA MAIS

    (21)4123-0102
    enraizados
    @gmail.com www.enraizados.org.br

  • Mais um legado a ser pensado…

    Mais um legado a ser pensado…

    Bom, a Copa do Mundo mal acabou e muitos estão falando do “Legado” que ela deixou para o Brasil, para o Rio de Janeiro e outros estados. E muitos já estão pensando no “próximo” legado que virá: O das Olimpíadas em 2016 na cidade do Rio de Janeiro.
    A turma de 2014 do Rio de Encontros escolheu este tema para ser abordado no encontro do dia 12 de Agosto, na última terça-feira, que aconteceu lá na Casa do Saber. E para isso, foram convidados os atletas olímpicos Flávio Canto e Isabel Salgado; Agusto Ivan, assessor especial da Empresa Olímpica Municipal e Mário Andrada, diretor de comunicação do Comitê Organizador Rio 2016.A mediação do encontro ficou por conta de Pedro Strozenberg, diretor da Associação Casa Fluminense.
    Herança?
    A pergunta inicial foi “Que legado a Copa deixou para o Rio de Janeiro?” O atleta Flávio Canto disse que o legado foi o clima de paz que reinou no Rio de Janeiro durante o período de Copa, mas tive que lembrá-lo que durante a Copa, inúmeras operações policiais ocorreram, muitas delas no Morro do Chapadão, em Costa Barros, perto da onde moro por sinal. E que essas operações resultaram em baixas civis, mais uma vez. O jovem Igor, morador do Borel também relatou que houveram confrontos entre bandidos e policiais da UPP situada na favela.
    E essa é uma herança que não veio da Copa, mas que está aí há anos e que deixa a população assolada por não parecer ter solução.

    Equipamentos
    Muitas pessoas presentes se mostraram preocupadas em relação aos equipamentos que serão utilizados nas Olimpíadas e disseram que a Barra seria o local mais beneficiado com as Olimpíadas devido ao fato de boa parte dos eventos acontecerem lá; mas Augusto Ivan rebateu dizendo que serão 16 modalidades na Barra e 15 em Deodoro, além de outros locais. Mas já há inúmeros boatos a respeito da especulação imobiliária na Barra.
    Um dos jovens presentes questionou o fato de que o Maracanã foi reformado para a Copa e que vai ser reformado novamente para as Olimpíadas e por que já não pensaram em uma reforma que beneficiasse ambas as competições.

    E na Baixada?
    Augusto foi bem direto quando perguntei quais seriam os impactos das Olimpíadas da Baixada Fluminense: “O BRT está funcionando. Empregos serão gerados além dos que forem trabalhar como voluntários. O impacto não será direto, mas haverá. Competições que vão acontecer em Deodoro, a gente pode chegar perto mas não passar do limite”. Me mostrei compreensivo pois sei que as Olimpíadas acontecerão no município do Rio. Mas me questiono se o Estado tem algum plano de ação esportiva pra ser aplicado na nossa região. Como muitos sabem, as Vilas Olímpicas em nossa região estão sucateadas, algumas estão em obras que não terminam e outras funcionam mesmo sem as obras terem terminado. Não são todos os CIEPs que funcionam em período integral e isso impede a prática de atividades extra-curriculares como prática de esportes específicos. Mas isso é assunto pra outra coluna… Daqui a 2 anos a gente tira as conclusões.

    Mas e pra você? Qual vai ser o legado das Olimpíadas?

    Boa sexta,

    @marcaobaixada

  • Feliz ano novo!

    Feliz ano novo!

    Até que enfim depois de um mês vivendo na maior expectativa, acompanhando quais seriam os movimentos adotados pelas organizações, que táticas iriam usar para atrair a imprensa mundial, afinal o quadro que se estava imaginando seria de uma zona de conflito generalizada, mas teve início a competição, e como previ em outras colunas, tudo foi amenizado pelo espírito de festa do brasileiro e pela cerveja gelada.

    Começou então a peleja, as instituições e o comércio foram funcionando meia boca e quando você se programava para resolver algo, ou você esperava para um dia que não fosse jogo no maracanã e muito menos da seleção, nesse caso até a Terra parava de girar.

    Os episódios esporádicos de violência contra o cidadão não ganharam repercussão na mídia, os assassinatos aqui em Nova Iguaçu, muito menos, mas o povo tinha algo para se alegrar não é mesmo? Big engano meu caro, tivemos a mais pífia das campanhas, que aos trancos e barrancos ia se classificando, e os mais realistas já apontavam que do jeito que está, vai morrer na praia.

    20140717-01-samuca

    Não deu outra, tivemos que assistir atônitos esse bando de pernas de pau que pareciam jogar futebol de várzea, porém o brasileiro se revelou um grande crítico, e nunca curtimos tanto com a desgraça futebolística, nas redes sociais eram postagens umas mais criativas que outras.

    Mas voltando à realidade fique sabendo que toda essa onda de transmitir esse otimismo, é tudo feito para trouxa assistir, afinal onde esses 4,4 bilhão deixados só aqui no RJ vão parar?

    Claro que para a população é que não será, muito menos para nós da tão, tão, tão distante Baixada Fluminense, e então só nos resta continuar trabalhar para pagar as faturas que vão chegar, e nós da cultura ainda estamos com o pires na mão, rezando que os olhares da gestão pública e dos investidores, passem por nossa região, e enquanto isso já estão pendurando placas com a carranca dos candidatos para as próximas eleições, e aí será que a galera vai demonstrar a mesma disposição?

    Vamos começar 2014 galera!!

  • #Legado: mais do que um clipe, um choque de realidade

    #Legado: mais do que um clipe, um choque de realidade

    Em primeiro lugar queremos agradecer a todos e todas que assistiram ao videoclipe #Legado, que compartilharam, exibiram e deram sua opinião, seja concordando ou não.

    Dudu de Morro Agudo, como sempre faz, colocou a cara a tapa e fez a música, indo na contra-mão, enquanto muitos artistas fizeram “belas” músicas, ele a utilizou como ferramenta de protesto, recebendo muitas elogios, mas também muitas críticas.

    Nossa meta com esse vídeo era atingir 3.000 views no youtube até o final da copa. Nossa missão termina aqui, com quase 2.500 views, e acreditando que até o fim do dia cheguemos ao nosso objetivo.

    É certo de que conseguimos muito mais do que simplesmente views, conseguimos mostrar um outro olhar, o nosso olhar, e dar ao mundo um choque de realidade.

    Pra nós a Copa do Mundo no Brasil não poderia ter sido melhor, as máscaras caíram.

    #EquipeHulleBrasil

     

  • 21 polegadas

    21 polegadas

    No dia do jogo do Brasil contra o Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, eu tive um compromisso. Apesar de estar muito contrariado com esse evento aqui no Brasil, sou fã de futebol, e intentava voltar pra casa a tempo de assistir a partida.

    No entanto, a reunião demorou mais que o esperado e perdi o tempo regulamentar e a prorrogação.

    A caminho de casa vi um grupo de torcedores que estava em frente a uma lanchonete para assistir a disputa de pênaltis, e me uni a eles. O que me chamou atenção foi que nesse grupo havia todo tipo de gente: morador de rua, executivo, jovens, velhos, mulheres e até policiais militares.

    Naquele momento não havia nenhum tipo de discriminação, divisão ou preconceito, ninguém olhava para os lados, o foco era a pequena televisão de 21 polegadas que estava à frente.

    Todos tinham um único objetivo, torcer pela seleção brasileira. Gostaria que esse senso de comunidade, respeito e igualdade não se limitasse somente ao futebol.

  • Males que vem para o bem

    Males que vem para o bem

    Chegamos ao fim!

    Segunda feira o país volta a sua normalidade. Sem título de campeão do mundo em casa e sem grandes legados. A Copa das Copas só foi grande mesmo em sua festa, diversidade cultural e ótimos jogos de futebol.

    Como já compartilhei nesse blog, carreguei uma mágoa e frustração por ter perdido a minha inocência para vibrar com a seleção brasileira depois de todos os super faturamentos para a construção da Copa do Mundo da FIFA em meu país.

    Na verdade, na verdade, minha maior torcida foi pelos feriados. Sendo assim, a seleção canarinha, a meu ver, cumpriu o seu papel. Deu descanso para o proletariado sofrido, e agora, na reta final, deu um vexame digno de todas as vergonhas imposta pelo Estado ao povo brasileiro, para a realização das Copas das Copas.

    A surra dada pela Alemanha virou piada: “enquanto eu “escrevo” esse texto a Alemanha faz mais um gol”.

    Mas agora, acabou a comédia, porque na festa há o entorpecimento, porém, no luto, a meditação, a indignação que bem canalizada pode gerar mudanças construtivas.

    Então, quero te lembrar de algo realmente importante; enquanto eu escrevo texto, mais um míssil caiu na Faixa de Gaza. As crianças de lá estão chorando porque perderam pais, irmãos e irmãs, não porque seu time perdeu. Maldita mídia que potencializa banalidades e ameniza prioridades.

    Voltemos à luta, porque as batalhas não dão trégua.

  • Retrato de uma nação anestesiada

    Retrato de uma nação anestesiada

    Pois é galerinha, a fumaça se dissipou e tomamos um choque de realidade lá onde o sol não bate, e por mais que neguemos, era necessário, isso porque várias atrocidades assolam a nação e parece que tudo foi deixado de lado por uma torcida no mínimo tola, já que muitos se endividaram, deixaram compromissos importantes em segundo plano, parece que o inconsciente coletivo difundido por Jung, nunca foi tão determinante e manipulado.

    Toda vez que via gente discutindo sobre os jogos e como iria se preparar para o jogo seguinte da seleção, eu pensava: “É, quando vamos acordar?”.

    Nem Shakespeare nos seus dias mais inspirados, pensaria numa tragédia assim, mas como dizem os antigos: “Castigo vem à cavalo”, e em minutos toda essa histeria coletiva se diluiu, e agora acham que o fim do mundo começou.

    20140709-01-samucaE pensar que a Alemanha até agora fez uma campanha no mínimo morna, basta ver seu jogo contra os EUA e Gana, mas uma coisa que eles sempre fazem é aplicar um conceito de adaptação e reação, avaliando o que não está muito bem e buscar insistentemente o resultado, coisa que nossa seleção não se preocupou em momento algum.

    É importante lembrar que o jogador da Colômbia, Zuñiga, que entrou numa disputa de bola normal, e acarretou em tirar do mundial a última esperança de vitória do time brasileiro, está sendo perseguido nas redes sociais, e muitos torcedores imbecis queriam somente um motivo para destilar todo seu ódio e hipocrisia, comentários racistas, violentos, e até com ameaças à sua esposa e filha de apenas dois anos, é esse o nível de torcedor que temos.

    ​E enquanto a galera torcia, na faixa de Gaza ocorria mais um capítulo da guerra entre Palestinos e Israelenses, onde os civis sempre são as maiores vítimas, e entre essas estavam na sua maioria, mulheres e crianças, e enquanto isso o chefe da quadrilha dos ingressos, após ficar apenas algumas horas preso, voltou para seu hotel cinco estrelas para conferir sua conta bancária e rir de nós meros mortais.

    Como dizia o filósofo Bezerra da Silva: ” Malandro é malandro e mané é mané.”.

    Agora acho que podemos voltar à realidade e tentar realmente levantar esse país, lamber as feridas, e quem sabe utilizar essa mesma garra que temos para torcer e vibrar, e usar para alcançar nossos objetivos. Só lembrando que teremos um pleito em outubro, que dependendo do resultado, vai impactar muito nossas vidas. Vou te mostrar outro placar interessante: 20140709-02-samuca

  • Black… Tendência ou afirmação?

    Black… Tendência ou afirmação?

    Não, não me refiro à tática Black bloc, empregada em inúmeras manifestações urbanas ao redor do globo. Me refiro ao “Black Power”, ou melhor, penteado afro, que vem sido usado por vários jogadores da seleção brasileira; e quem vem sendo enfatizado pelos grandes veículos midiáticos.

    Pra quem não sabe, o termo “Black Power” refere-se ao movimento que se iniciou na década de  60, espalhando um “renascimento” cultural da comunidade negra dos EUA. Considerado por muitos como movimento de “consciência negra”, o Black Power estimulou a criação de instituições culturais e educacionais independentes para a comunidade negra que duraram até aos anos 70.
    Os penteados afro eram a marca de muitos representantes desse movimento, e o termo Black Power acabou que sendo associado ao estilo de penteado.

    A Copa das copas, está rolando aí, você sabe; e o que vejo são matérias de grandes tabloides e programas de TV enaltecendo os penteados afro, dos jogadores da seleção brasileira e de outras seleções. Mas parando pra pensar, não é comum vermos tantas pessoas adeptas do penteado afro sendo representadas e vistas nesses veículos de comunicação.

    O penteado afro ainda é visto com negatividade por boa parte da população, tendo em muitas das vezes, sua imagem vinculada à moradores de rua, usuários de drogas e bandidos.

    Quem não se lembra do caso do ator Vinícius Romão, que foi preso ao ser confundido com um ladrão que usava penteado afro? Quantos casos de preconceito com o penteado afro você já presenciou?

    A grande mídia e as classes mais altas querem falar da cultura dos pretos quando é conveniente pra elas falar; para que as classes mais baixas que servem de mão-de-obra e consomem seus produtos possam se sentir representadas e lhes render audiência e homenagem.

    Estilo? Beleza? Tendência? Isso é muito bacana, é muito legal ter seu estilo representado.

    Mas muito mais que tendência, o penteado afro é uma afirmação. Os cabelos duros, crespos, cacheados, encaracolados, não são bombril, não são ‘ruins’. E enquanto pretos, que lutam contra o racismo, precisamos assumir essa postura e dizer isso ao mundo. Nós não queremos apenas mostrar o quanto somos belos, o quanto nosso cabelo é style, mas queremos sim que igualdade entre as etnias seja real, nas práticas diárias e não algo que apareça nas TVs e nos jornais pra nos satisfazer por um período de tempo e, depois, tudo voltar a ser como era antes.

    Boa sexta,

    @marcaobaixada

  • O desabafo de um torcedor frustrado. Não vos perdôo!

    O desabafo de um torcedor frustrado. Não vos perdôo!

    A cada novo jogo da seleção brasileira é a mesma coisa. Eu sento no sofá, abro uma cerveja e me esforço para torcer pelo Brasil. Não consigo.

    Lembro-me quando o Brasil conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo. Lembro-me das expectativas, da euforia, dos planos de assistir alguns jogos nos estádios, da interação cultural com os gringos e do tão esperado legado para o povo.

    Sete anos depois e estamos aqui, no meio das “Copas das Copas”, e esse pequeno iguaçuano tem a sensação de estar sambando sobre uma sepultura. Esse é um dilema pessoal, de um homem frustrado e decepcionado que não consegue se empolgar com a seleção do seu país depois dos milhões de reais roubados para construção de estádios, das remoções brutais, das ações covardes da polícia nas manifestações, das mortes, do estado de exceção para FIFA – que teve o maior incentivo fiscal da história desse país: Isenção do pagamento de impostos para ela e seus associados.

    Pelos contrastes entre luxuosos estádios e nossos deploráveis hospitais. E isso, é só para citar algumas coisas.

    Tiram-me a empolgação dos churrascos com os amigos para ver a seleção, a alegria do esporte.

    Hoje, dia 28/06/20104 é o primeiro jogo mata-mata da Copa. Brasil VS. Chile. Não torço contra o nosso time, mas também não consigo mais me alegrar como antes. Não consigo fazer parte da festa. Hoje vou tentar mais uma vez. As cervejas já estão estalando na geladeira. Os petiscos já estão prontos. Que vença o melhor!

    Mas a verdade é que tenho me empolgado mais com as seleções dos nossos vizinhos latinos do que com a nossa. Afinal, nós somos os menos latinos de todos. Por isso carrego o rancor de quem não consegue perdoar.

    Estado, políticos, empreiteiros, FIFA e todos envolvidos na realização do Mundial no Brasil: Não vos perdôo! Não vos perdôo por terem tirado de mim, a alegria de torcer pela seleção de futebol do meu país!

    Alguns dirão que isso tudo é síndrome de vira lata. Bom, só sei que eu nunca tive mesmo pedigree.

  • A Baixada tem seu Alzirão, ‘parcêru’!

    A Baixada tem seu Alzirão, ‘parcêru’!

    Tenho acompanhado parte da mega cobertura jornalística que os meios tradicionais de comunicação têm feito sobre a Copa do Mundo. A nível de região metropolitana do Rio de Janeiro, temos a cobertura da Fifa Fan Fest, de gringos nos bares e praias, torcedores no entorno do Maracanã e o tradicional – e importante – Alzirão.

    Tudo isso me fez pensar: pô, será que não há um movimento grande de torcida brasileira na Baixada? Não que eu ligue diretamente pro assunto, já que não sou tão fã de futebol. Mas, sabe aquela tecla em que batemos sempre por aqui? Isso mesmo! A tecla sobre a visibilidade da Baixada Fluminense nos noticiários.

    Se acontece uma chacina, a imprensa da capital vem pra cá como uma revoada de urubus atrás de carniça. É um processo histórico. Sendo um pouco mais ousado, eu diria que esse processo histórico se transformou em cultura jornalística clichê. Enfim.

    Ainda sobre a cobertura da Copa: qualquer suspiro que um torcedor gringo dê, vira matéria pro lado de lá. Se o torcedor estrangeiro toma café na padaria – oh que inédito! – lá está o repórter fazendo entrada ao vivo para cobrir o glorioso momento. Se o gringo toma banho de mar, lá está outro repórter “dando um furo de reportagem”. Se o gringo torce no bar, aí é que os jornalistas acham lindo e vão atrás.

    Tendo isso como base de raciocínio, eu achei que ia arrasar na assessoria de imprensa ao enviar “altos” releases para dezenas de jornalistas na última semana. Nas mensagens, eu alertava aos colegas sobre a vinda de torcedores estrangeiros (França e EUA) para Nova Iguaçu, atraídos pela Banca de Freestyle Enraizados (tradicional evento de rap da Baixada Fluminense). Soube de nada, inocente!

    Dos quase 100 profissionais para quem enviei a nota, apenas um me deu um feedback. Um feedback sincero, dizendo que a pauta dava caldo, mas seria inviável deslocar equipe para a Baixada.

    Pra fechar o assunto e finalmente chegarmos ao ponto que interessa: ontem eu caminhava pelo centro de Queimados, quando reparei uma enorme estrutura na Praça dos Eucaliptos. Telão de LED, super caixas de som, dezenas de barracas montadas e muito verde e amarelo decorando o local.

    Pesquisei no Google e descobri que houve um mega evento para torcer pelo Brasil ali naquele local, com direito a festa e tudo. Cerca de 5 mil pessoas, segundo a Prefeitura de Queimados, estiveram presentes no encontro. Se o Brasil chegar à final, a expectativa é que 20 mil pessoas compareçam ao evento no dia 13 de julho.

    É, “parcêru”… A Baixada tem seu Alzirão, digo, Eucaliptão.
    Onde mais tem gente reunida torcendo pelo Brasil? Nos envie a informação e divulgaremos pela rede!