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  • 2014: um ano para ficar na história…

    2014: um ano para ficar na história…

    Hoje, quarta feira (09/07), um dia após a vergonhosa derrota da seleção brasileira – em casa –  pela WorldCup 2014, eis a minha coluna.

    Pensei em falar sobre minhas inquietações a respeito dessa derrota. Pensei em escrever sobre o meu medo de uma guerra civil politicamente futebolística na nossa nação. Pensei em escrever sobre como me preocupo em pensar o quanto o povo brasileiro é amável e cruel na mesma medida – se vencer eu amo, se perder eu mato.

    Pensei em muitas coisas sobre essa histórica e vergonhosa derrota. Mas, de repente, pensado bem sobre esses números, me veio à mente toooodo o ano de 2014: As manifestações por melhorias gerais no sistema político nacional; O carnaval; Os Amarildos; As Cláudias; Os DGs; Os Dirceus; Os Boldrinis; Os Santiagos; Os Hospitais; As Escolas; A insegurança pública; Os injusticeiros, etc.

    De repente, os 7×1 me pareceram tão mais leves! Somos humilhados o tempo todo por números bem maiores! Não, eu não torci contra a nossa seleção. E, apesar de ter acreditado de fato que não haveria Copa, de não ter enfeitado a vila onde moro e de não ter comprado cornetas, eu sou sim brasileira com  muito orgulho e com muito amor. Tanto que essa comoção exacerbada por um jogo de futebol me contagiou.

    A gente perde e ganha todos os dias nessa difícil maravilha que é ser brasileiro! Melhoramos muito em dez anos – TVs de LCD, carro zero, viagens, smartphones, entre outras coisas, não são mais ambições pertinentes apenas à classe “AA”. Hoje as classes menos favorecidas incomodam mais aos “coxinhas” do que antes. Ainda temos muita coisa pra arrumar.

    Então, meu povo guerreiro, essa é a hora de: “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, ir embora, porque esperar não é saber, e perceber que apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”. E isso sim, é uma grande e lamentável vergonha.

    Até a próxima!

    Siga-me no Twitter: @TianedeOliveira

  • Avante Brasil! Jogando com o Povo!

    Avante Brasil! Jogando com o Povo!

    Nesta Terça-feira, dia de jogo da Seleção Brasileira de Football, vamos botar alguns pingos nos “Is”!

    1. Tem muito brasileiro confundindo o República Federativa do Brasil com a Seleção Brasileira de Football (O Brasil não é a Seleção):
    – Enquanto a Seleção Brasileira de Football ganha se marcar gols, o Brasil só ganha se melhorarmos a nossa democracia;- Melhorar a Democracia significa: Combater a corrupção e o jeitinho brasileiro, Não votar em qualquer um, parar de acreditar na TV que chama de vândalos os manifestantes que lutam para melhorar o nosso País inclusive pra quem os criticam, não dar arrego aos policiais corrúptos, não ser conivente com a servergonhice dos safados que estão no poder, parar de pensar que tudo é uma merda e assim por diante;

    2. Tem gente achando que ser cidadão é igual a ser torcedor de football, e isso nunca foi verdade, portanto você não é mais cidadão só porque você está se esgoelando em frente da TV na hora do jogo, e nem mais cidadão do que quem não está nem aí pra essa coisa econômica chamada football;

    3. O adversário da seleção brasileira não é necesariamente um inimigo do Brasil, os argentinos, por exemplo, não são anti-brasileiros e muito menos é alguém que devemos sacanear só porque são argentinos, particularmente, todos os argentinos que eu conhecí, foram super solícitos comigo e sempre me respeitaram muito, mesmo eu eu sendo brasileiro;

    4. A solução dos nossos problemas econômicos, estruturais, políticos e sociais passam bem longe do gramado dos estádios e muitas vezes são até antagônicos, portanto, não pense que o Brasil será ou ficará melhor, e nem o brasileiro se tornará mais importante se a Seleção Brasileira de Football ganhar mais um campeonato;

    5. Árbitro de football não é Juíz, portanto ele não julga nada e nem dá sentenças, e a propósito, o pênalti não marcado não é mais importante do que o nosso voto e o superfaturamento nas obras do Maracanã e nem nas maracutáias das concessões dos estádios para grandes empreiteiras ganharem muito mais dinheiro do que já ganharam com as superfaturadas construções;

    Eu sei que infelizmente esses alertas provavelmente não irão adiantar de nada, porque os brasileiros não estão nem aí pra política que decide o seu salário, os trens superlotados que eles andam suados e se acotovelando, a rua sem esgoto e sem calçamento, a rua esburacada e os bueiracos que as prefeituras constroem igual as caras de pau dos prefeitos incompetentes que botamos no poder, a nossa polícia nos achacando até o que não temos, enquanto grupos armados revendem a segurança pública e os bandidos migram pra outras regiões indicadas pelas autoridades em negociatas pra uma segurança fajuta de uma copa do mundo feita exclusivamente para os turistas estrangeiros. Apesar disso tudo, eu preciso alertar, mas eu sei que não vai adiantar de nada mesmo, porque esse tipo de notícia não passa no jornal nacional da globo e por isso o brasileiro não acredita, porque se fosse verdade mesmo, passaria até no fantástico, mas como é apenas uma bobagem de um militante exausto de dar murros em pontas de facas, isso não tem importância alguma pra nossa população.

    Seja como for. Beba bastante, grite muito, solte bastante fogos. Sorriam o quanto puderem. Porque quando a FIFA for embora pra Europa com os seus bilhões de dólares isentos de impostos, vamos continuar pagando a nossa taxa tributária exorbitante pra manter esse adorável podre sistema de bosta de chamamos de pátria amada Brasil com os seus mamadores do poder sugando a todo vapor essas tetas leiteiras, de leite alvo, feito com o sangue bom e suado dos trabalhadores brasileiros.

    Avante Brasil!

    Vai que é tuuuuuuuaaaaaaa Blaaaaateeeeerrrrrr!!!!!!……..

  • Black… Tendência ou afirmação?

    Black… Tendência ou afirmação?

    Não, não me refiro à tática Black bloc, empregada em inúmeras manifestações urbanas ao redor do globo. Me refiro ao “Black Power”, ou melhor, penteado afro, que vem sido usado por vários jogadores da seleção brasileira; e quem vem sendo enfatizado pelos grandes veículos midiáticos.

    Pra quem não sabe, o termo “Black Power” refere-se ao movimento que se iniciou na década de  60, espalhando um “renascimento” cultural da comunidade negra dos EUA. Considerado por muitos como movimento de “consciência negra”, o Black Power estimulou a criação de instituições culturais e educacionais independentes para a comunidade negra que duraram até aos anos 70.
    Os penteados afro eram a marca de muitos representantes desse movimento, e o termo Black Power acabou que sendo associado ao estilo de penteado.

    A Copa das copas, está rolando aí, você sabe; e o que vejo são matérias de grandes tabloides e programas de TV enaltecendo os penteados afro, dos jogadores da seleção brasileira e de outras seleções. Mas parando pra pensar, não é comum vermos tantas pessoas adeptas do penteado afro sendo representadas e vistas nesses veículos de comunicação.

    O penteado afro ainda é visto com negatividade por boa parte da população, tendo em muitas das vezes, sua imagem vinculada à moradores de rua, usuários de drogas e bandidos.

    Quem não se lembra do caso do ator Vinícius Romão, que foi preso ao ser confundido com um ladrão que usava penteado afro? Quantos casos de preconceito com o penteado afro você já presenciou?

    A grande mídia e as classes mais altas querem falar da cultura dos pretos quando é conveniente pra elas falar; para que as classes mais baixas que servem de mão-de-obra e consomem seus produtos possam se sentir representadas e lhes render audiência e homenagem.

    Estilo? Beleza? Tendência? Isso é muito bacana, é muito legal ter seu estilo representado.

    Mas muito mais que tendência, o penteado afro é uma afirmação. Os cabelos duros, crespos, cacheados, encaracolados, não são bombril, não são ‘ruins’. E enquanto pretos, que lutam contra o racismo, precisamos assumir essa postura e dizer isso ao mundo. Nós não queremos apenas mostrar o quanto somos belos, o quanto nosso cabelo é style, mas queremos sim que igualdade entre as etnias seja real, nas práticas diárias e não algo que apareça nas TVs e nos jornais pra nos satisfazer por um período de tempo e, depois, tudo voltar a ser como era antes.

    Boa sexta,

    @marcaobaixada

  • O desabafo de um torcedor frustrado. Não vos perdôo!

    O desabafo de um torcedor frustrado. Não vos perdôo!

    A cada novo jogo da seleção brasileira é a mesma coisa. Eu sento no sofá, abro uma cerveja e me esforço para torcer pelo Brasil. Não consigo.

    Lembro-me quando o Brasil conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo. Lembro-me das expectativas, da euforia, dos planos de assistir alguns jogos nos estádios, da interação cultural com os gringos e do tão esperado legado para o povo.

    Sete anos depois e estamos aqui, no meio das “Copas das Copas”, e esse pequeno iguaçuano tem a sensação de estar sambando sobre uma sepultura. Esse é um dilema pessoal, de um homem frustrado e decepcionado que não consegue se empolgar com a seleção do seu país depois dos milhões de reais roubados para construção de estádios, das remoções brutais, das ações covardes da polícia nas manifestações, das mortes, do estado de exceção para FIFA – que teve o maior incentivo fiscal da história desse país: Isenção do pagamento de impostos para ela e seus associados.

    Pelos contrastes entre luxuosos estádios e nossos deploráveis hospitais. E isso, é só para citar algumas coisas.

    Tiram-me a empolgação dos churrascos com os amigos para ver a seleção, a alegria do esporte.

    Hoje, dia 28/06/20104 é o primeiro jogo mata-mata da Copa. Brasil VS. Chile. Não torço contra o nosso time, mas também não consigo mais me alegrar como antes. Não consigo fazer parte da festa. Hoje vou tentar mais uma vez. As cervejas já estão estalando na geladeira. Os petiscos já estão prontos. Que vença o melhor!

    Mas a verdade é que tenho me empolgado mais com as seleções dos nossos vizinhos latinos do que com a nossa. Afinal, nós somos os menos latinos de todos. Por isso carrego o rancor de quem não consegue perdoar.

    Estado, políticos, empreiteiros, FIFA e todos envolvidos na realização do Mundial no Brasil: Não vos perdôo! Não vos perdôo por terem tirado de mim, a alegria de torcer pela seleção de futebol do meu país!

    Alguns dirão que isso tudo é síndrome de vira lata. Bom, só sei que eu nunca tive mesmo pedigree.

  • Meu Depoimento pra Revista Européia

    Meu Depoimento pra Revista Européia

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    A Eurocom Magazine,  é uma edição especial da Objectif Grand Paris Nouveau Magazine, foi lançada na MIPIM 2014 (Le marché international des professionnels de l’immobilier), um evento de investidores do mercado imobiliário que acontece todo a ano e atrai empresários de todo o mundo. A Eurocom Magazine trouxe uma série de matérias especiais sobre as 25 maiores cidades do mundo, incluindo o Rio de Janeiro, onde eu dou um depoimento sobre a Cidade Maravilhosa na página 33. Apesar da revista ser bastante técnica, tem sempre um depoimento de algum morador que eles consideram interessante sobre a sua Cidade.

    Quem quiser curtir o documento original, que infelizmente não foi vendido no Brasil, clipei a parte do Rio de Janeiro no meu Blog (http://dumontt.com/clipping/), é só ir lá e conferir.

    Abaixo segue uma versão quase original em português:

    Grande abraço.

    —x—

    O Rio de Janeiro, continua sendo uma Cidade Maravilhosa, cidade que já foi descrita de várias formas, pra vários gostos distintos, retratada e escrita em versos e prosas, mas o que me chama mais atenção sobre essa bela cidade são suas contradições, e é disso que trata essas linhas.

    Terra de rara beleza, cartão postal do Brasil, capital cultural da América Latina, hoje também é a terra dos grandes eventos esportivos e das Manifestações Juvenis. Onde uma das maiores florestas urbanas do Mundo convive pacificamente com a Rocinha, a maior favela da América Latina.

    É hoje uma das Cidades mais caras para se viver, morar e passear, mas que também tem uma rede hoteleira com uma altíssima taxa de ocupação. Onde o Governo promove construções gigantescas para esconder as favelas que estão entre o Aeroporto Internacional do Galeão e o Centro da Cidade, Favelas essas ocupadas constantemente pelas Polícias Militar e Civil do Estado, umas das polícias mais letais do mundo, a PMERJ e a Civil, como são chamadas, por ano, matam mais do que o somatório de todas as polícias de todos os Estados dos USA juntas. Mas a maquiagem do Rio é boa e consegue passar uma imagem de segurança e tranqüilidade para os turistas, graças as Unidades de Polícia Pacificadoras, as chamadas UPPs que empurrou o tráfico de drogas para as periferias, dando ao Rio um ar de limpa e higienizada em relação a segurança pública, a ponto de transformar a favela em atração turística – hoje tem teleférico no Pão de Açucar e na Favela do Alemão, tem visita guiada no morro com direito a baile funk pra turistas.

    A Cidade do Rio de Janeiro consegue assumir um papel singular no imaginário e no coração de cada visitante, cada morador e de cada pessoa que interaja com ela, seja pelo motivo que for: trabalho, lazer, turismo, esporte; Onde o feio e o belo se misturam, com passeatas, ruas históricas e monumentos. Cidade da música, da boemia, do samba e da maior festa popular do mundo, o carnaval. Onde o maior reveillon do mundo é feito nas ruas, na praia, no encontro de todas as raças, todos os credos, todas as cores, todas as riquezas, todas as culturas que se aliam para formar uma outra cultura, uma cultura carioca, com swing e sotaques próprios, de fala chiada e gingado no corpo suado e avermelhado do sol.

    O Rio tem vocação para ser amada, com todas as suas contradições, pois consegue ser cosmopolita sem perder o que tem de mais local, ser grande, conservando as suas diversas culturas, seus grupos informais, seu ar de feriado, mesmo em dia de trabalho. Seu povo contente, risonho, barulhento e feliz, sim, feliz por morar em uma das mais belas cidades do mundo.

  • Copa das Copas: A Invasão Sul-Americana

    Copa das Copas: A Invasão Sul-Americana

    Nossos vizinhos dos países ao lado estão aqui, fazendo a festa; andando, cantarolando e tirando fotos pelas ruas.

    Esse termo “Copa das Copas”, serve tambem pra se referir que nós, sul-americanos, nunca nos sentimos tão à vontade na torcida durante a competição; e talvez seus jogadores tambem não.

    A supremacia europeia se quebra e as seleções sul-americanas estão mandando todos de ‘volta pra casa’. É isso mesmo! A América do Sul, com nações consideradas de ‘3° mundo’, está mostrando que apesar de todas as desigualdades sociais, inúmeros atletas conseguem se destacar no futebol, e executar um bom trabalho dentro de campo; e deixar todas essas seleções no chinelo.

    Fica muito claro, que se investirmos na educação, na saúde, segurança pública e inúmeros outros setores da mesma forma que se investe no esporte, as nações desfavorecidas não serão mais vistas como símbolos de pobreza e desigualdade.

    Essa é a reflexão de hoje, baseada nessa 1ª rodada da Copa do Mundo.

    E antes que pensem em me questionar, gostar de futebol e torcer por sua seleção e acompanhar a competição, não quer dizer que você concorda com a corrupção e com os gastos excessivos que ocorreram para a realização da Copa.

    @marcaobaixada

  • Por quem tu dobras os joelhos?

    Por quem tu dobras os joelhos?

    Eis que estamos mais uma vez prestes a iniciar mais um mundial da Fifa em Terras Brasilis, pois bem, apesar do sorriso amarelo (literalmente), a coisa parece que embarcou mesmo no cenário nacional.

    As ruas da classe média estão enfeitadas, o comércio está escoando os materiais com as cores do evento, os restaurantes estão tendo que reservar lugar para os jogos, já vi na rua até um cachorro, coitado, pintado de verde e amarelo.

    O exército tomando conta e mantendo a “ordem”, para a alegria dessa mesma classe média que tirava fotos perto dos caveirões, fazendo pose e postando nas redes sociais como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas esses blindados estavam ali para reprimir as manifestações que agora em Junho completam 1 ano.

    Bem, passado esse tempo, a hegemonia da Fifa se estabeleceu, as manifestações se esvaziaram e tudo parece seguir seu curso normal, pelo menos nas regiões onde a renda per capta é bem alta, porque fazendo um comparativo com nossa longínqua Baixada Fluminense parece que faltava aquela última gota d’água para fazer a represa transbordar, e nessa mesma região, tudo de ruim parece ter sido teletransportado para cá, na fronteira com o inferno onde todos os índices de violência deram um salto, a merda é que isso não aparece nos meios oficiais de comunicação.

    Enquanto isso, nosso gestor, o prefeito de Nova Iguaçu, que mora na Barra da Tijuca, certamente estará assistindo as partidas em algum restaurante caro, curtindo com a nossa cara.

    Uma pesquisa mostrou que 55% dos brasileiros são contra a realização da copa nas condições que foram feitas , não contra o esporte, isso demonstra que mais da metade da nação não quer festa, mais sim resolução de problemas básicos, porque temos cidades que parecem estar no século XV, só para ter uma ideia, aqui estão alguns números dos 10 principais gastos:

    1. Estádio do Mineirão: 678 milhões;
    2. Estádio Fonte Nova 689 milhões;
    3. Estádio Itaquerão 820 milhões;
    4. Estádio Maracanã 1,07 bilhões;
    5. Estádio Mané Garrincha 1,4 bilhões;
    6. Transcarioca 1,7 bilhões;
    7. Aeroporto de Brasília 1,10 bilhões;
    8. Aeroporto de Campinas 1,18 bilhões;
    9. Aeroporto de Guarulhos 2,1 bilhões;
    10. VLT Cuiabá 1,5 bilhões.

    Façam as contas amigos, e ainda o Ministério do Turismo faz o papel ridículo de receber os gringos com tapete vermelho, adereços, fazendo a maior presepada. E essa é para quem vai ao estádio do Maraca ver as partidas, saiba que foi construída uma passarela exclusiva para os VIPS, que não precisarão se misturar ao povão, em qual categoria você se enquadra?

    Mas muitos também não estão nem aí, o negócio é festejar e comemorar, e se o oponente se mostrar difícil, vale a pena até colocar os joelhos no chão e fazer uma prece pela vitória, né não?

  • Já que estamos falando de ‘Copa’, que tal uma passadinha na cozinha?

    Já que estamos falando de ‘Copa’, que tal uma passadinha na cozinha?

    Já sei! Você leu o título da coluna de hoje e pensou: não falei? Mulher escrevendo coluna no Portal Enraizados… Lá vem receitinha… Também!
    No final do texto haverá uma receitinha de petisco para acompanhar a cervejinha nos dias de jogos do “Braseu”. Porém, a parada agora é outra.

    Amanhã começa a Copa do Mundo de futebol POR AQUI e nosso país está cheio, ou melhor, lotado de visitantes. Mais ou menos como nos dias que sua “cria” diz que uns amigos vêm pro almoço no final de semana e, de repente, chega um bonde pesadão com uma dezena de jovens. Quem nunca mandou essa pros pais?! Nesse momento bate o desespero.

    Aquele papo de pôr mais água no feijão já não resolve. Esse truque já está sendo usado no dia a dia, né?  Encrementar com uma saladinha de tomates, nem se fala. Está tudo “pela hora da morte” como diz minha mãe. O arroz, o feijão, o leite… Dentre outros itens do nosso cardápio, tiveram reajuste em mais de cem por cento em um ano. E não digo isso me baseando em nenhuma pesquisa desse ou daquele órgão, ou na fala de nenhum economista renomado. Minha afirmação está pautada no cotidiano. Daí eu penso: será que até pra isso houve um plano?!

    O aumento no valor dos alimentos essenciais à mesa de todo e qualquer brasileiro também foi pensado para o período de copa?! Me responda você: O que os gringos vão comer no período da Copa em nosso país senão o nosso bom e velho arroz e feijão? Os visitantes, ao pedirem uma típica feijoada regada a caipirinha, sabem lá quanto está custando o quilo do nosso feijão?!  E o empresariado? Donos das grandes redes de hóteis e restaurantes de luxo, sabem?! Mas nós sabemos. Eu e você, homem ou mulher, provedores em nossos lares, sabemos o quão difícil está sobreviver nesses tempos.

    Se já não bastasse a ausência de todos os outros fatores e serviços necessários e de direito à vida e à existência de nós cidadãos brasileiros, agora comer também é um desafio. Não que antes não fosse. A miséria e a fome da maioria de nossa população sempre nos assombrou, mas agora, apesar de famintos, esperam que sejamos sorridentes, corteses.

    Ok. Estou tendenciando para uma teoria de conspiração contra a classe C, admito.

    Mas se não houve um plano para que nossas vidas se tornassem mais difíceis nesses dias, foi uma coincidência bem a calhar, não acha? Porque, meus queridos, se de alguma maneira você planejou passar por esses dias com um mínimo de dignidade, alguém parece estar trabalhando para que o contrário aconteça. Ou será que não? Sei lá!

    Pode ser que seja apenas recalque da minha parte, porque não vou estar com minha grande família nos estádios nos dias de jogos. Pode ser também que, seja porque a mim caberá apenas estar na cozinha em dias de “Copa”, preparando petiscos deliciosamente práticos e econômicos para acompanhar a cervejinha gelada, enquanto na tela a bola rola e o mundo gira no país do futebol.

    Sejamos francos: em tempos de Copa, quanto mais econômicos, mais saborosos serão os petiscos. Ah, falando nisso, abaixo segue aquela receitinha, como prometido.

    Ovos cozidos coloridos:

    Utilize corante alimentício artificial na cor desejada (verde e amarelo). A proporção é de cerca de 20 gotas por 2 litros de água. Deixe a água ferver com o corante e, então, coloque os ovos por 15 minutos para cozinhar e pegar cor. Sirva a seguir ou deixe esfriar. Para a clara dos ovo ficar “manchada”, é preciso que a casca esteja rachada durante o cozimento do ovo.

    Ué, esperava o quê? Bolinho de feijoada? Com o preço do feijão? Há!

     

  • Essa será a Copa do Caos!!!

    Essa será a Copa do Caos!!!

    É meu povo, tudo começa a caminhar para a normalidade, seleção já na concentração, o comércio que já amargava um fiasco nas vendas de produtos relacionados aos jogos, já vislumbram uma melhora, a maquiagem das obras nas arenas que vão sediar o mundial e aeroportos vai se alinhando, e pelo andar da carruagem, vai terminar em pizza.

    Mas como desgraça pouca é bobagem, eis que surge mais uma publicação de uma revista francesa France Football, renomada e respeitada pelo mundo nesse quesito, diga-se de passagem, então vamos lá moçada:

    Ela nos presenteia com uma edição de luto que pode ser entendida como “O MUNDIAL DO MEDO”.

    20140529-01-samucaPara melhorar a estampa, está a bandeira do Brasil, e onde se lê, “ordem e progresso”, está uma tarja preta, legal isso, não? E completa: O país está atravessando uma grave crise econômica e está longe de ser o país imaginado pela FIFA para sediar o mundial. E para a cúpula dos mafiosos do futebol que acharam que tudo iria acabar em festa está se tornando uma grande dor de cabeça, já que quanto mais se aproxima o início, mais problemas aparecem.

    A revista pode ser acessada pelo site: www.francefootball.com, mas incrivelmente o conteúdo da reportagem com 12 páginas, não pode ser acessada do Brasil, porque será?

    Aqui uma amostra da reportagem publicada na revista, conteúdo cedido por correspondentes internacionais:

    • A desordem é generalizada nesse país, a corrupção é endêmica do povo ao governo, a burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado gerando altos ganhos aos cartórios;
    • Quase todas as negociações são resolvidas a base do suborno, dão mais importância as festas e feriados do que a política, elegem jogadores e figuras populares toscas como seus representantes, o deputado mais votado é um palhaço semi analfabeto que se elegeu com o slogan “Pior que tá não pode ficar”;
    • A carga tributária é maior que a da França, mas os serviços públicos são comparáveis aos do Congo, a internet é a mais cara do mundo e de péssima qualidade, chega a ser pior que a do Iraque;
    • No país há mais assassinatos que na Palestina, Síria e Afeganistão juntos, a guerra do Vietnã matou 50.000 pessoas em 7 anos, nesse país se mata a mesma quantidade em 1 ano.

    Bom, até aqui você percebeu que estamos bem na foto, mas eles não param por aqui, saca só:

    • Esse país tem menos universitários do que o Paraguai, só 3% dos habitantes são bilingües, ranking de prêmios Nobel: Argentina 5, Colômbia 4, Chile 3, Venezuela 1, Brasil 0.

    20140529-02-samuca

    Mas voltando a nossa bela realidade, uma revista inglesa publica uma singela capa, referindo-se como enxergam o país sem nenhum sentimento de culpa saca só.

    E por aqui vamos com as coisas de rotina como:

    • Os hotéis que vão receber as seleções da Itália e Inglaterra, sendo autuados por servir alimentos vencidos;
    • A diretora do comitê organizador local da copa (Col) Joana Havelange, filha do Ricardo Teixeira e neta do João Havelange, declarando no Instagram: “O que tinha que ser roubado já foi”;
    • A FIFA atochando a mão no torcedor com sua justa tabela nos jogos, sente o peso da porrada: hot dog (pão,salsicha, catchup), não é piada, R$ 10,00; batata chips R$ 8,00; amendoim R$ 8,00; chocolate R$ 8,00; biscoito polvilho R$ 5,00; refrigerante R$ 8,00; mate R$ 8,00; água só R$ 6,00; cerveja R$ 13,00; pipoca R$ 10,00; sorvete R$ 10,00.

    Acho que vou comprar água em Dubai, tá de sacanagem. Para completar, Dilma e Ronalducho batendo boca, citando até o “inocente”, do Nelson Rodrigues, que se estivesse por aqui já teria comprado um lote na lua com o Edir Macedo e se mandado a muito tempo.

    E sua frase nunca foi tão adequada quanto agora: ” Brasil, a pátria sem chuteiras”.

    Enquanto por aqui na longínqua Baixada Fluminense, o time da bandidagem tá ganhando de goleada, estão matando no atacado, só podemos apelar aos céus, porque da Terra tá difícil aparecer uma solução.

    E agora, quem poderá nos defender ?

  • Qual será o seu legado?

    Qual será o seu legado?

    Estamos a algumas semanas da Copa do Mundo. Você já parou pra pensar o que ficará de legado pra você, seus filhos e irmãos, seu bairro e/ou sua cidade?

    Você contou quantas desgraças aconteceram nos últimos 12 meses, enquanto o governo abria a torneira do real para a construção dos estádios mais caros do mundo?

    Podemos fazer uma analogia, comparando o país da copa com uma simples casa. O anfitrião está maquiando a sala para receber a visita, enquanto a cozinha tá uma bagunça.

    Quero que entendam o seguinte, eu amo futebol, assim como milhares de milhares de brasileiros, porém não posso me calar diante deste fato. Pra mim a prioridade não é futebol. Antes vem a educação, saúde, segurança, mobilidade, etc…

    Antes de pensar no bem estar do meu vizinho, penso no bem estar da minha família.

    O meu legado desta copa foi a inspiração para fazer a música “legado”.
    Já ouviu? Ela diz mais sobre o que penso.

    Espero que gostem e comentem.