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  • GT-RJ representa e fortalece a cultura em Brasília

    GT-RJ representa e fortalece a cultura em Brasília

    Com rimas afiadas e ideias firmes, representantes do Hip Hop carioca mostram que a cultura Hip Hop é a ponte para a transformação social e política

    Nos dias 29 e 30 de novembro de 2024, Brasília respirou rima, ritmo e resistência com o Seminário Internacional da Construção Nacional do Hip Hop. Representando o Rio de Janeiro, oito vozes marcantes do movimento cultural mais revolucionário do planeta levaram suas histórias, perspectivas e desejos para o futuro do Hip Hop. O evento não foi só um marco, mas um grito de união, organizado para construir políticas públicas e fortalecer uma cultura que há 50 anos transforma vidas.

    As vozes do GT-RJ

    De Cabo Frio à Lapa, da CDD à Baixada Fluminense, do basquete de rua às batalhas de rima, os representantes do GT-RJ têm trajetórias que misturam arte, educação e transformação social. Conheça quem são algumas dessas lideranças e o que pensam sobre o impacto do seminário.

    Taz Mureb – MC e porta-voz da resistência do interior

    Primeira colocada no edital do Ministério da Cultura na região Sudeste, Taz Mureb, de Cabo Frio, é MC, produtora cultural e uma das vozes mais marcantes do GT-RJ. Para ela, o seminário é um divisor de águas para a cultura Hip Hop no Brasil.

    “O seminário é um marco. Estamos institucionalizando o Hip Hop como política pública cultural. É mais que música ou dança, é um movimento sociocultural e político. Aqui, a gente abre diálogo com órgãos do governo, empresas e até frentes internacionais. Sonho com o Hip Hop sendo ferramenta de promoção cultural no Brasil e no exterior. É o começo de algo muito maior.”

    Taz destacou também a importância de criar um legado para as próximas gerações: “Precisamos transformar iniciativas locais em políticas nacionais e mostrar que o Hip Hop pode mudar o Brasil. É isso que estamos construindo aqui.”

    DJ Drika – O coração pulsante da Baixada Fluminense

    Adriane Fernandes Freire, ou DJ Drika, carrega a Baixada Fluminense no peito. Fundadora da Roda Cultural do Centenário, ela e sua equipe levam os quatro elementos do Hip Hop para as favelas de Duque de Caxias há seis anos.
    “Estar aqui no seminário é histórico. É uma vitória da cultura periférica, uma chance de dialogar com o governo e fortalecer o que já fazemos nas comunidades. A cultura Hip Hop precisa de apoio contínuo, e eventos como este abrem caminhos para que nossas vozes sejam ouvidas.”

    Drika enfatizou que o Hip Hop não é só arte, mas também resistência: “Nosso movimento nasceu para transformar. Com a parceria do governo federal, podemos ir mais longe e impactar mais vidas.”

    MC Rafinha – A força da união

    Parceiro de Drika na Roda Cultural do Centenário, Rafael Alves, o MC Rafinha, é um mestre de cerimônias que acredita na força coletiva. Ele vê o seminário como uma plataforma para expandir o trabalho que já realiza com batalhas de rima, grafite e poesia na Baixada Fluminense.

    “Esse evento é sobre união. É a chance de estarmos juntos, trocando ideias e mostrando que o Hip Hop vai além das nossas rodas culturais. Aqui, colocamos nossa luta no mapa e mostramos que estamos prontos para construir juntos.”

    Para Rafinha, o seminário marca o início de um novo capítulo para o movimento. “O Hip Hop é a voz da periferia. Estar aqui é garantir que essa voz ecoe mais alto.”

    Erick CK – Conectando a cena em Niterói

    Com sete anos de atuação nas rodas culturais de Niterói, Erick Silva, o CK, sabe o peso de levar o Hip Hop para os palcos e ruas. No seminário, ele viu uma oportunidade de conectar as demandas dos artistas locais com políticas públicas mais amplas.

    “É muito importante estarmos aqui. Precisamos discutir os problemas reais do Hip Hop, como falta de patrocínio para DJs e grafiteiros, e a valorização dos produtores que estão sempre nos bastidores. O seminário abre essas portas.”

    CK ressaltou a relevância de manter o diálogo aberto para futuras edições: “Que este seja o primeiro de muitos eventos que fortaleçam o movimento em todo o Brasil.”

    Anderson Reef – Transformação social em Madureira

    Palestrante no painel “Retratos do Brasil: Narrativas Regionais e Potência Construtiva”, Reef é produtor cultural, responsável pela Batalha Marginow, evento semanal, que acontece todas as segundas e tem uma década de trabalho embaixo do Viaduto Madureira, zona norte do Rio. Ele usa o Hip Hop para revitalizar espaços e gerar economia criativa.

    “O Hip Hop salva vidas. Aqui em Brasília, mostramos ao governo que nosso movimento vai além da música. Trabalhamos com saúde, educação, teatro e dança. Precisamos de mais estrutura para continuar impactando nossas comunidades.”

    Para Reef, o seminário também é um espaço para pensar grande: “Quero ver o próximo evento num lugar maior, com mais gente. O Hip Hop merece ser tratado como prioridade nacional.”

    Anderson Reef

    Rafa Guze – Uma cineasta na linha de frente

    Educadora social e diretora do Instituto BR-55, Rafa Guze acredita no poder do Hip Hop para transformar vulnerabilidades sociais. Para ela, o seminário é uma chance de estruturar
    políticas que atendam as bases do movimento.

    “O Hip Hop é uma potência global, mas nossas comunidades ainda enfrentam muitas dificuldades. Este evento é sobre construir soluções, criar políticas que combatam fome, genocídio, feminicídio e outras desigualdades. É sobre usar nossa cultura para transformar realidades.”

    Rafa destacou a importância de trabalhar em parceria com o governo: “Sabemos como resolver os problemas. Só precisamos de apoio para fazer isso acontecer.”

    Lebron – Formando novas gerações

    Victor, ou Lebron, é um veterano do basquete de rua e do Hip Hop em Campos dos Goytacazes. Fundador de uma ONG que atua há 18 anos, ele vê o seminário como uma oportunidade de renovar o movimento.

    “O Hip Hop me ensinou tudo que sei. Agora, quero retribuir, formando novas gerações de artistas, DJs e produtores culturais. Precisamos de mais eventos assim, que conectem pessoas e ideias para planejar o futuro.”

    Para Lebron, o maior desafio é garantir que o movimento continue crescendo de forma sustentável: “Estamos retomando espaços e precisamos de articulação para avançar.”

    Bruno Rafael

    Bruno Rafael – Liderança que inspira

    Com 27 anos de trajetória, Bruno Rafael é uma figura central do Hip Hop carioca. Palestrante no painel “Retratos do Brasil: Narrativas Regionais e Potência Construtiva”, ele destacou o amadurecimento do movimento.

    “Esse seminário é fruto de trabalho coletivo. Mostramos que o Hip Hop está politizado e organizado. Hoje, conseguimos dialogar diretamente com ministros e secretários, algo que
    nunca foi possível antes.”

    Para Bruno, o evento é um reflexo da força do movimento: “O Hip Hop tem o poder de transformar vidas. Estamos só começando a mostrar do que somos capazes.”

    O impacto do seminário

    Entre as falas, há um consenso: o Hip Hop precisa ser reconhecido como política pública prioritária. Os representantes do GT-RJ destacaram que o movimento não é apenas arte, mas uma ferramenta para combater desigualdades, gerar renda e formar futuros líderes culturais. Para os representantes do GT-RJ, dois nomes de peso tiveram grande importância para a realização deste seminário: Claudia Maciel e Rafa Rafuagi.

    “A Claudia é pura visão estratégica”, disse Taz Mureb.

    Já Rafa Rafuagi, é a ponte que liga cultura e política: “Ele é aquele cara que transforma discurso em ação. Além de ser referência no rap do Sul, ele trouxe a ideia de que o Hip Hop pode e deve dialogar diretamente com o governo, sem perder nossa essência de resistência.”

    Para o grupo, Cláudia e Rafa não foram apenas organizadores, mas exemplos vivos de que o Hip Hop é articulação, união e transformação.

    Caminhos para o futuro

    O Seminário Internacional da Construção Nacional do Hip Hop foi mais do que um evento. Foi um passo firme em direção a um Brasil mais justo e diverso, onde a cultura Hip Hop ocupa o lugar que merece: o de protagonista na transformação social.

    Com vozes como as do GT-RJ, o futuro do Hip Hop promete ser brilhante – e revolucionário.

    No corre da favela e do asfalto, na batida da vida, todo mundo mandou o papo reto: “O Hip Hop salva vidas!”

  • Governar pra quem?

    Governar pra quem?

    No próximo domingo, dia 26/10/2014 haverá o maior acontecimento da história do planeta, é verdade, também haverá eleição, mas nesse caso eu falo do meu aniversário.

    E nada mais extraordinário do que comemorar um aniversário exercendo o meu papel de cidadão votando em alguém que vai MANDAR no meu bairro, na minha rua com e sem buracos, na minha cidade, no meu bolso, nos hospitais que eu usarei, na escola que o meu filho vai frequentar, na universidade que eu estudo, na polícia que me achaca na rua, no controle da bandidagem que invadiu o meu bairro, no poste que fica em frente a minha casa sem iluminação pública enquanto eu pago 14 reais por mês pra ter direito a essa iluminação, na minha conta de água, de luz, de internet, no gás de cozinha, no combustível do meu carro, em fim, em tudo que se relaciona com a minha vida, porque na minha vida mesmo, quem governa é Deus.

    Eu fiz essa pequena explanação para que as pessoas que votam em qualquer um tentem imaginar o quanto é importante o voto. E para finalizar essa sacodidela, ainda me resta dizer que nas eleições é um dos 2 momentos em que o pobre e o rico se equiparam em valor, todos os dois valem a mesma coisa (um voto), a outra forma do pobre se equiparar ao rico é quando estamos no banheiro e escutamos alguém bater na porta, ambos falamos: “Tem gente!”. Fora isso, somos bem diferentes e é por isso que precisamos prestar muita atenção em quem votamos, porque podemos estar votando justamente na pessoa que vai governar para o outro lado e desfavorecer o nosso, ou melhor, puxar a brasa pra outra sardinha e deixar a gente na mão.

    Eu já escolhi os meus candidatos e usei os seguintes critérios:

    – Não votarei em candidato barulhento que me tiram a paz e sossego do meu silêncio, principalmente se eu estiver na minha casa, o que significa dizer que pode ser o melhor candidato do mundo se passou o seu carrinho de som na porta da minha casa ligado, perde o meu voto.

    – Não votarei em candidato que tornou a minha vida mais perigosa, o que significa dizer que aquele candidato do governo que implantou as UPPs na capital e que por isso os bandidos armados até os dentes, alguns com armas que são maiores que eles, vieram pro meu bairro ou proximo a ele, perdeu o meu voto.

    – Não votarei em candidato que trabalha para uma pequena parcela da sociedade e deixa os pobres morrendo a mingua e fingem com o maior descaramento que trabalha para a “integração nacional”.

    – Não voto em candidato que não respeita a autoridade, porque se ele não respeita a autoridade agora que ele é apenas candidato, quem ele vai respeitar quando estiver no poder?

    – E por último, mas não menos importante, não votarei em candidato que não respeita as mulheres, eu fui criado por minha avó que me ensinou a respeitar as mulheres simplesmente pelo que elas são, criaturas mais frágeis fisicamente que os homens, mas com grande força moral, intelectual e sensibilidade, além de ter o dom divino da maternidade que é o veículo pelo qual todos nós, bons ou ruins, baixos e altos, ricos e pobres, independentemente de credo, raça ou costume, viemos ao mundo. Isso inclui, agressão verbal, moral e física, e no caso da física, o meu asco é particularmente maior.

    Desta forma acho que me sobraram raríssimas opções. Mas, mesmo assim eu consegui escolher as minhas opções e só não vou falar aqui nessa coluna porque não é o veículo apropriado para isso.

    Grande abraço.

    Boas eleições.

    E não se esqueça do meu presente… 😮

  • De quem é o problema mesmo?

    De quem é o problema mesmo?

    Nessa época de campanha eleitoral, muitas vezes me pego me questionando sobre muitas perguntas que só me vem à cabeça nessa hora fatídica.

    Uma delas é sobre o comportamento viciado de muitos dos políticos que estão disputando as eleições. Vejamos alguns desses vícios:

    1. Uso da máquina pública para fazer campanha – é uma das coisas mais desonrosas e desonestas que eu vejo os políticos fazerem, nesse época eles inauguram coisas, colocam placas de obras em locais onde nunca existiu canteiro de obras algum, além de, é claro, daquilo que eles chamam de ação social e cadastramentos que na verdade são fachadas para a safadeza generalizada de usar a máquina pública em favor próprio. Um outro mecanismo muito comum, em épocas fora de período eleitoral, é o prefeito sitiar determinadas áreas e setores da cidade para os seus apoiadores, é o caso de hospitais, escolas e postos de saúde que você só consegue atendimento decente ou vagas se falar com fulano ou cicrano, seja ele vereador ou não. Esses são os crimes mais comuns dessas pessoas. Não se enganem, quem faz isso não é bonzinho, na verdade eles estão a serviço do mau. São criminosos políticos e o fato deles sempre escaparem ilesos é porque eles pagam enormes propinas para policiais, juízes e desembargadores desse sistema viciado e corrupto que se chama democracia brasileira.

    2. O abuso do poder financeiro – Não se engane, um político que faz uma campanha milionária, pra ganhar um cargo público cujo somatório dos salários dele durante todo o seu mandato não vai pagar a sua campanha, com certeza não está agindo honestamente com o seu eleitor. Ele, no mínimo, não vai representar o seu eleitor em coisa alguma, ele deve estar a serviço de outra pessoa ou grupo com interesses muito escusos para que não apareçam e digam para quem quiser que são eles os reais donos dessa candidatura. Muito cuidado com esse tipo de crápula, ele esconde uma sombra malígina que se apropria de sua imagem e da sua habilidade de movimentar as multidões. Com certeza ele não está sendo usado injustamente, ou inocentemente. Ele também é um crápula tanto quanto o é o seu patrão maldito.

    3. O descompromisso com o eleitor – Muitos desses farsantes que se escondem em um mandato, simplesmente te repudiam, e não conversariam contigo se te encontrasse, por exemplo, na rua, até mesmo porque eles não andam nas ruas que o cidadão costumam andar, será por pura coincidência que eles só aparecem em época de campanha política? Se liga. Se o candidato já teve um mandato e nunca se preocupou em prestar contas de eu mandato, é porque ele não tem o menor respeito e consideração pelo seu eleitor, seja ele quem for. Um político que se prese, deveria ao menos ir as sessões da casa legislativa a que ganhou o seu mandato e no mínimo prestar contas de TUDO o que realizou com o seu voto. Isso mesmo, com o seu voto, porque ele te representa porque você dá a ele o seu voto que serve como um talão de cheques em branco para que ele faça a gestão dos recursos públicos que é propriedade de todos nós. Acontece que alguns malandros usam esses cheques em benefício próprio. Tenha muito cuidado com quem foi lá, mamou nas tetas do poder por 4 anos e não fez nada ou não se preocupou em prestar contas de nada. Esse cara, no mínimo, continuará fazendo mal uso desse benefício se você o der a ele novamente.

    4. Isolamento do povo – Ninguém consegue ficar longe de quem ama. Muitos políticos dizem amar o povo, sua gente, ou seus eleitores, mas de fato não demonstram isso de verdade na prática. Eles se isolam depois que ganham as eleições e só retornam a falar com o povo novamente na próxima campanha eleitoral. Preste muita antenção nesses covardes. Imagene se você tem um parente que só te visita quando precisa de alguma coisa de você, o que você faria com ele? Você deveria fazer a mesma coisa com esses tipos de políticos que só procuram o povo quando precisam de voto.

    Não se esqueça de que o seu voto interferem na minha vida.

    “O problrema é seu. O mundo é nosso. Então o que nós vai fazer sócio?” (Costa a Costa)

    Se você escolhe mal o seu candidato, com certeza, eu também sofrerei as conseqüências dessa sua má escolha.

    Pense nisso.

  • Cidadania Tupiniquim

    Cidadania Tupiniquim

    A maioria dos brasileiros associa diretamente a cidadania a torcer pela seleção brasileira, mas se esquecem de que cidadania está intimamente ligado a ação de fazer e não de ficar de longe torcendo pra alguma coisa dar certo. Muitos até criticaram e me olham torto porque eu não consegui torcer pela seleção nessa copa, como se eu fosse menos cidadão por causa disso.

    Mas será que ser cidadão se resume a torcer por uma seleção brasileira que ganha milhões de reais por jogo e não faz nenhuma caridade pra ninguém? Porque eu tenho que torcer pra fulano fazer um gol, se a cada jogo ele fica mais milionário enquanto o tiozinho da esquina passa fome e nenhum jogador oferece um prato de sopa pra ele? Não estou dizendo de obrigações, ou seja, eu não estou dizendo que os jogadores ou as seleções tem o dever de fazer isso, mas eu também não me sinto devedor de nada nem de ninguém por não torcer por seleções alguma, nem sou menos cidadão por isso. Simplesmente não fico feliz de ter tantos gastos estrondosos e superfaturados com obras de estádios infraestruturas de jogos que não servem na prática para atender o cidadão enquanto que várias prioridades estão sendo jogados no lixo.

    Construiu-se BRTs que levam o torcedor ao estádio, mas não melhoraram a infraestrutura de trens que levam e trazem o trabalhador todos os dias no eterno trajeto de casa para o trabalho e vice e versa. Ruas esburacadas, micro e pequenas empresas, que são quem mais empregam pessoas e por conseguinte, mais distribuem renda, não são prioridades pelos governos, os bairros operários, são esquecidos enquanto que se embeleza mais ainda o que já é belo e atrai turistas do mundo inteiro.

    Porque eu vou torcer pra ganharmos os jogos nos esportes enquanto que no jogo democrático nós perdemos de goleada pra dobradinha antidemocrática (Empreiteiros vs políticos), que nos fazem de IDIOTAS com letras bem grandes e garrafais?

    Porque durante as eleições eu não consigo tirar um cochilo de tarde na minha casa com o barulho ensurdecedor dos carros de som dos políticos que ficam azucrinando a minha vida e da minha família com seus dingos, muitas vezes roubados ou plageados de músicas conhecidas do grande público? Porque o TRE fecha os olhos para isso tudo? Porque o cidadão não quebra essa merda toda e recomeçamos novamente uma nova democracia? Por que, por que, por que…. por que eu me pergunto tantos porquês, se de fato o cidadão não consegue diferenciar cidadania de torcida organizada, se o que realmente interessa é acreditar no jornal nacional e imitar a novela das oito?

    E porque eu continuo escrevendo posts como esse se de fato eu não vejo no meu cotidiano resultados práticos de mudanças nessa estrutura democrática viciada?

    Não tenho nenhuma resposta que venha de mim, apenas imagino que um dia, o gigante vai acordar de verdade e então seremos capazes, não de lutar pondo as nossas vidas e nosa saúde em risco, mas de escolher melhor os nossos candidatos, votar, vigiá-lo e cobrá-lo para que ele realmente cumpra o que prometeu e nos represente de verdade sem fingir que está do nosso lado.

    Enquanto votarmos em qualquer um, e nos omitirmos do jogo democrático, NUNCA mudaremos nada em nosso país. Os Robin Hoods às avessas que sugam o Estado continuarão roubando dos pobres e entregando aos ricos.

    Não se engane, ninguém se isenta de culpa por não votar, nem votar em branco ou anular o voto. Escolha um lado, se não conseguir escolher o melhor, escolha o menos ruim, VOTE E VIGIE o seu candidato pra ele não fazer merda depois de eleito, ou pelo menos ter medo de fazer merda pois sabe que será punido, pelo menos na próxima eleição. Chega de ingenuidade política.

    Me despeço com uma frase super conhecida de Albert Einstein, um dos mais célebres cientistas que o mundo teve o prazer de receber:

    “Insanidade é fazer a mesma coisa diversas vezes esperando resultados diferentes”

    Não seja insano, não deixe a decisão nas mãos de pessoas inescrupulosas participe do processo democrático, pois não existe lugar no mundo que não tenha um Estado sobrerano naquele terrítório, ou seja, sempre estaremos sujeitos a um processo de governo. A democrácia é um deles e é o que vigora nessa terra de cidadania tupiniquim que moramos. A sua decisão interfere diretamente na minha vida, lembre-se disso antes de fazer merda na urna!

    Reflita no refrão da música do Costa a Costa: O problema é seu. O mundo é nosso. Então, o que nós vai fazer sócio?

    Sorte sempre!

  • Avante Brasil! Jogando com o Povo!

    Avante Brasil! Jogando com o Povo!

    Nesta Terça-feira, dia de jogo da Seleção Brasileira de Football, vamos botar alguns pingos nos “Is”!

    1. Tem muito brasileiro confundindo o República Federativa do Brasil com a Seleção Brasileira de Football (O Brasil não é a Seleção):
    – Enquanto a Seleção Brasileira de Football ganha se marcar gols, o Brasil só ganha se melhorarmos a nossa democracia;- Melhorar a Democracia significa: Combater a corrupção e o jeitinho brasileiro, Não votar em qualquer um, parar de acreditar na TV que chama de vândalos os manifestantes que lutam para melhorar o nosso País inclusive pra quem os criticam, não dar arrego aos policiais corrúptos, não ser conivente com a servergonhice dos safados que estão no poder, parar de pensar que tudo é uma merda e assim por diante;

    2. Tem gente achando que ser cidadão é igual a ser torcedor de football, e isso nunca foi verdade, portanto você não é mais cidadão só porque você está se esgoelando em frente da TV na hora do jogo, e nem mais cidadão do que quem não está nem aí pra essa coisa econômica chamada football;

    3. O adversário da seleção brasileira não é necesariamente um inimigo do Brasil, os argentinos, por exemplo, não são anti-brasileiros e muito menos é alguém que devemos sacanear só porque são argentinos, particularmente, todos os argentinos que eu conhecí, foram super solícitos comigo e sempre me respeitaram muito, mesmo eu eu sendo brasileiro;

    4. A solução dos nossos problemas econômicos, estruturais, políticos e sociais passam bem longe do gramado dos estádios e muitas vezes são até antagônicos, portanto, não pense que o Brasil será ou ficará melhor, e nem o brasileiro se tornará mais importante se a Seleção Brasileira de Football ganhar mais um campeonato;

    5. Árbitro de football não é Juíz, portanto ele não julga nada e nem dá sentenças, e a propósito, o pênalti não marcado não é mais importante do que o nosso voto e o superfaturamento nas obras do Maracanã e nem nas maracutáias das concessões dos estádios para grandes empreiteiras ganharem muito mais dinheiro do que já ganharam com as superfaturadas construções;

    Eu sei que infelizmente esses alertas provavelmente não irão adiantar de nada, porque os brasileiros não estão nem aí pra política que decide o seu salário, os trens superlotados que eles andam suados e se acotovelando, a rua sem esgoto e sem calçamento, a rua esburacada e os bueiracos que as prefeituras constroem igual as caras de pau dos prefeitos incompetentes que botamos no poder, a nossa polícia nos achacando até o que não temos, enquanto grupos armados revendem a segurança pública e os bandidos migram pra outras regiões indicadas pelas autoridades em negociatas pra uma segurança fajuta de uma copa do mundo feita exclusivamente para os turistas estrangeiros. Apesar disso tudo, eu preciso alertar, mas eu sei que não vai adiantar de nada mesmo, porque esse tipo de notícia não passa no jornal nacional da globo e por isso o brasileiro não acredita, porque se fosse verdade mesmo, passaria até no fantástico, mas como é apenas uma bobagem de um militante exausto de dar murros em pontas de facas, isso não tem importância alguma pra nossa população.

    Seja como for. Beba bastante, grite muito, solte bastante fogos. Sorriam o quanto puderem. Porque quando a FIFA for embora pra Europa com os seus bilhões de dólares isentos de impostos, vamos continuar pagando a nossa taxa tributária exorbitante pra manter esse adorável podre sistema de bosta de chamamos de pátria amada Brasil com os seus mamadores do poder sugando a todo vapor essas tetas leiteiras, de leite alvo, feito com o sangue bom e suado dos trabalhadores brasileiros.

    Avante Brasil!

    Vai que é tuuuuuuuaaaaaaa Blaaaaateeeeerrrrrr!!!!!!……..

  • Reclamando de Barriga Cheia

    Reclamando de Barriga Cheia

    O Rio de Janeiro continua lindo, apesar dos pesares, apesar dos políticos, apesar da corrupção, apesar dos bandidos que migraram pra Baixada Fluminense com seus fuzis e suas drogas pesadas, apesar da Copa do Mundo que ninguém está comemorando nas ruas porque estamos PT da vida com os gastos abusivos do Governo, apesar da polícia que extorque o cidadão na rua, apesar do pensamento hegemônico estar se organizando ainda mais pra enfiar goela abaixo alguns formatos de vida via Leis Federais com a ajuda da Igreja… apesar de… apesar de… apesar…

    Mas, como eu nunca me propus a ficar reclamando da vida sem lutar, então, eu resolvi falar de um assunto novo, pelo menos pra mim, vamos deixar a política um pouco de lado pra falar a respeito de um mercado que vem crescendo a passos largos no Brasil, o mercado de Coaching.

    Coaching é um processo definido com um acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente) para atingir a um objetivo desejado pelo cliente.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Coaching).

    Em outras palavras, se você resolveu empreender a você ou a seu negócio, e deseja alcançar mais rapidamente o sucesso, provavelmente você precisará de um profissional especializado que lhe oriente e lhe diga o que fazer para o seu negócio dar certo.

    Atualmente eu estou muito envolvido com isso e estou testando vários processos, alguns estão dando frutos bem interessantes, o que tem aumentado ainda mais o meu interesse no assunto, principalmente porque esse assunto quase não é falado em relação ao mercado cultural.

    Nunca ouvi falar de profissionais que dão suporte ao empreendedor cultural. Existem algumas assessorias especializadas em capitação de recursos e/ou execução de projetos e prestação de contas, mas, não passa disso.

    Particularmente, estou preparando uma série de perguntas a ser levantadas que vão me ajudar a desvendar alguns mistérios nesse campo, e estou disposto a compartilhar com tod@s que tenham interesse nesse assunto, aqui pelo canal do Enraizados. Algumas coisas eu já publiquei no Jornal Extra uma vez e pretendo fazer mais ainda.

    Pra começar, vou fazer algumas perguntas sobre:

    – Como estruturar o seu negócio cultural: Como abrir a sua empresa, grupo cultural, associação, Instituto, ONG, Oscip, OS. Quais são os formatos a serem adotados, onde buscar esse conhecimento;

    – Como pensar o seu negócio, como realizar o seu sonho;

    – Quem são os possíveis apoiadores, onde tem esse conhecimento;

    – Como fazer um projeto, captar por editais e prestação de contas;

    – Quais são as empresas mais tchan do mercado para você se capacitar pro seu empreendimento;

    – Que tipo de profissional você deve buscar e porque;

    Talvez não seja novidade esses tópicos para muitos de vocês, mas com certeza, se você estiver começando o seu negócio, vai precisar de alguns toques importantes de alguém que já penou bastante a procura desse conhecimento que ninguém dá de graça.

    Depois a gente volta a falar da política e da cretinice do sistema, mas agora, cuidemos um pouco mais das nossas necessidades básicas, para que não morramos de inanição e sede por não conseguirmos o sustento de cada dia pra nossas casas e nossos projetos.

    Um grande abraço.

    Paz.

  • Sobre o bolsa família e a queda da Globo (G1)

    Sobre o bolsa família e a queda da Globo (G1)

    Neste domingo (19) eu passei em frente a agência da Caixa Econômica de Morro Agudo, onde tinha uma pá de gente lotando os caixas automáticos e a rua. Em uma rápida vasculhada de olhar levantei diversas hipóteses:

    Hipótese 1: Assaltaram a agência: Descartei essa hipótese porque percebi que as pessoas que lá estavam não tinham aquele olhar de curiosidade, nem ficavam comentando a meia boca como se fosse alguma espécie de segredo, que é o padrão de comportamento utilizado por nós quando acontece uma merda federal daquelas que queremos falar, mas, ainda temos aquele medinho herdado dos nossos pais, por causa da ditadura, de falar alguma coisa que envolve o governo e os poderosos locais [político, polícia, matador, bandido, juíz etc].

    Hipótese 2: Mataram alguém na agência: Desistí dessa hipótese também quando percebi que não tinha aquela correria e aquela cara de “deu merda geral” de curiosos, típicos de quando acontece alguma coisa envolvendo morte, tragédia, tsuname, cataclismos etc. [desculpe, estou tentando não escrever palavrão no post, mas, as vezes não fica bom, foi o caso deste parágrafo, se preferir onde eu escrevi “deu merda geral”, substitua por um palavrão que você achar mais adequado, use a criatividade que o post fica mais interessante]

    Hipótese 3: Estão dando uma festa na agência: Essa é a hipótese mais, digamos, “bacana” [gíria de velho!], que eu pensei, ou alguém invadiu a agência pra dar uma festinha lá dentro, o que eu não duvido, pois em se tratando de Nova Iguaçu e das coisas que acontecem aqui, só pra você ter uma idéia aqui as calçadas não foram feitas para os pedestres se planta jardim, se estacionam carros, fazem extensões de casas e comércios – enfim tudo de ruim, os pedestres disputam as ruas com os carros; o governo chegou a ficar quase um mês sem pegar lixo na cidade; tem carro de som na rua até por volta de meia noite até de políticos, mesmo depois das eleições; enfim é uma sucessão de absurdos que se eu fosse ficar falando aqui, não caberia nessa coluna. Portanto essa hipótese não é tão alucinada assim, mas eu descartei-a também, pois não havia um som bem alto como é de costume aqui em tudo que é tipo de festa de rua.

    Hipótese 4: Coincidência: Na falta de uma hipótese apropriada fiquei com essa mesmo, afinal as pessoas vão ao banco na hora que querem, vai que em um domingo de frio todos resolveram sair de debaixo de seus cobertores em casa para irem até a agência da Caixa sacarem um dinheirinho! Me pareceu que das hipóteses que eu levantei, essa era a mais apropriada.

    Para a minha desilusão me deparei com a notícia de que as pessoas foram até a Caixa porque alguém ou melhor, um grupo político qualquer, espalhou a falsa notícia de que o Programa Bolsa família iria acabar e que o último dia de saques seria nesse domingo. Quanta maldade pode caber no coração de um político que em troca de tentar ferrar com o governo espalha uma notícia dessas para uma população que é manipulada o tempo todo por tudo que é grupo poderoso do nosso País. A chamada Mídia faz esse povo comprar, votar, xingar, amar em quem, o que e no que, os donos das emissoras de TV querem. Os políticos cagam e andam pra essa gente, dão o peixe e não ensinam o povo a pescar pra continuarem a merce de um bolsa isso e aquilo, um leite, um alimento ou uma benece qualquer de um governo que está lá para nos favorecer: pode ser uma vaga pra escola dos filhos, uma consulta médica, um saco de cimento, um churrasco na esquina e até mesmo pra continuar se “sentindo seguro” – Resumindo: Aqui tudo se troca por votos!

    Enfim, depois de eu saber a verdadeira razão pela qual a população de Morro Agudo estava lotando uma agência da Caixa Econômica em pleno domingão, eu fui buscar notícias a respeito na internet [porque eu não assisto esse lixo de televisão que tentam nos empurrar guela abaixo, quando eu quero ver alguma coisa na TV eu mesmo procuro na Internet], e fui surpreendido novamente quando percebi que a página do Portal G1 – da Rede Globo, pelo que tudo indica CAIU, ou seja, foi raqueado e desviada para uma página de administração de projetos (http://pagesinxt.com/), eu não sabia se ria ou se chorava da situação, afinal, estamos falando de um dos grupos políticos mais poderosos do Brasil [se é que me entendem].

    Finalizando o nosso papo, como dizia a minha vovó: “Quem tem a unha maior que suba na parede!” – Ou seja: Em briga de cachorro grande, tentar apartar ou torcer pra um lado, pode ser perigoso!

    Paz, sempre!

  • Religião quer meter o bedelho na vida alheia

    Todo o mundo está sabendo do bate-boca federal que está acontecendo na Câmara sobre essa nova felação parlamentar que é o Entra/Sai Feliciano. Pois bem, enquanto nós simples mortais ficamos aqui sendo fagocitados pela televisão e as notícias “compradas”, [digo], prontas, por debaixo dos panos, lá na Câmara “da Putada”, [digo], dos Deputados, um tal de João Campos (PSDB-GO), está a fim de ferrar de vez com a nossa Demagogia, [ops! errei de novo], Quer dizer, Democracia, pra instituir aquilo que nem teocracia é. Quer dar poderes às instituições religiosas de “DITAR”, [ops! desculpe, quanto erro!], ou melhor, Dizer, o que é, e o que não é constitucional no Brasil. Ou seja ACABAR, DETONAR, ANIQUILAR COM O ESTADO LAICO!

    OBA! A panela está formada! Eu não conheço nenhum líder religioso formado em direito, muito menos, advogado ou juíz, ou desembargador; então porque eles querem o mesmo poder dos Ministros do STF?

    Pra mandar e desmandar, é claro. Em nós, é claro.

    Adivinha o que acontece quando a religião começa a mandar no eXtado?

    Morre todo mundo que não concordar com eles.

    Peraí, os caras já não pagam impostos sobre a renda porque a Constituição dá esse poder, mas isso não é o bastante, eles agora querem mandar na Constituição.

    A merda está fedendo e dessa vez saiu da cabeça de um crente tucano fundamentalista. [caraca, quantos predicados numa única pessoa!]

    Pois é!

    Se você também é contra essa pouca vergonha, assina essa droga dessa petição pública no link aê embaixo, que não é muita coisa, mas no momento é só o que temos.

    Calma, que a bomba é só em último caso, primeiro vamos tentar o diálogo.

    Petição Pública:
    Click aqui e Diga não à PEC 99/11 que da à entidades religiosas o direito de interferir em leis federais.

    Enquanto Jesus disse:

    “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui”. (João 18:36)

    As Igrejas se empenham pelo poder político!!!!…