Tag: música

  • Próximo sábado (06) tem Sarau Poetas Compulsivos no Buteco da Juliana

    Próximo sábado (06) tem Sarau Poetas Compulsivos no Buteco da Juliana

    Os saraus ganharam toda a Baixada Fluminense, isso é fato. Somente no Buteco da Juliana, em Morro Agudo, acontecem três saraus: Catando Contos, às primeiras segundas-feiras de cada mês; o Sarau do Meio-Dia, que acontece todos os domingos; e o Sarau Poetas Compulsivos, que acontece sempre aos primeiros sábados de cada mês.

    Cada sarau tem características que os diferenciam dos outros. O Poetas Compulsivos, por exemplo, se propõe inserir as pessoas no mundo da poesia, é um sarau de experimentação, por isso eles mantêm um grupo no facebook, atualmente com 2.126 membros, onde publicam suas poesias durante o mês, e estas são distribuídas durante o evento, para os convidados. Quem recitar a poesia ganha um brinde.

    No geral sempre há música e poetas recitando.

    Nesta edição os convidados são os poetas Victor Escobar, Lu Bastos e Anderson Leite Lima. A música fica por conta da talentosa Taísa Mannon, com seu som cheio de estilo.

    O comando do sarau está com Átomo, enquanto o rapper Dudu de Morro Agudo se aventura pela primeira vez como o VJ da festa e a Fernanda Rocha garante uma incrível sessão de fotos.
    Como de costume muitos livros serão sorteados, haverá a feirinha da Hulle Brasil, e o microfone estará aberto em vários momento, para alegria dos poetas presentes, pois como afirmam os produtores do evento, a única regra é se divertir e conhecer gente nova.

    SERVIÇO:
    Buteco da Juliana – Rua Ângelo Gregório, 145, Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ
    Dia 06 de junho de 2015, a partir das 19 horas.
    ENTRADA GRATUITA
    + Infos: (21)9.6408-1913
    Facebook: https://www.facebook.com/events/1590366711226763

  • “A Nova Cena”, por Kauã Vasconcelos

    “A Nova Cena”, por Kauã Vasconcelos

    Kauã Vasconcelos é estudante de Ciências Sociais da PUC-Rio e membro fundador da Mondé Produções, produtora multicultural fundada no Rio de Janeiro que tem como enfoque principal trabalhos com música, cinema e design; e escreveu esse texto sobre sua experiência na festa TropikAll Vibez, realizada no dia 3 de Abril de 2015. Crédito das imagens: Deu Zebraa.

    Confira o artigo:

    A noite da última Sexta-feira, dia 03 de Abril, foi especial para a cena musical da cidade do Rio de Janeiro, mesmo que grande parte da cidade não tenha ideia disso. No La Paz, casa noturna do bairro da Lapa, um Line Up de quatro shows seguidos superou todas as expectativas que poderia haver sobre a festa TropikAll Vibez. Em nenhum cenário possível, mesmo conhecendo o talento da maioria dos artistas que se apresentaram, poderia vislumbrar a força e a contundência que os shows deixaram no ar.

    Depois de uma interessante, porém crua apresentação do grupo Afrofunk, comandadas no mic pela sempre enérgica Negra Rê, que se seguiu pela morosidade de um dos DJs residentes, o público ficou anestesiado e com a certeza de que seria só mais uma noite comum na repetição da liquidez da noite carioca. Ledo engano.

    tropkallvibes_deuzebraa_lucassa-222A apresentação do grupo Antiéticos, formado por Flávio Santa Rua, Thiago Ultra e o DJ Will-ow, foi a ponta da navalha na curva dos acontecimentos da noite. Donos de um discurso incisivo e hostil, deixando sangrar a questão racial sem pena. Os beats estourando na mente de todos na plateia, a galera mais próxima batendo cabeça e os desavisados frequentadores da casa espantados com o tom agudo da crítica. Flávio intercalava as músicas com discursos contundentes que levaram parte da plateia aos gritos e outros as vaias. Em um ponto do show o MC fez uma crítica direta a dois “estandartes” da música brasileira, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, desqualificando os dois e o movimento da Bossa-Nova. Foi seguido de vaias pelo público que não comprou a ideia do grupo, onde criticar figuras como Vinicius e Tom é uma maneira de expressar algo de forma performática para chocar. Para os que já apontavam um discurso de ódio por parte do grupo, ao fim do show os mesmos ofereceram seus CDs ao público em troca de um abraço. Jogada de mestre, desmontando todos que estavam ali. Coisa de artista.

    Logo em seguida, dando continuidade aos acontecimentos improváveis daquela noite, o grupo d’Os Descolados entrou em cena. Seu vocalista, Espanhol, já começou seguindo a pegada dos discursos pró juventude negra em manifesto contra os acontecimentos recentes no Complexo do Alemão (crítica já iniciada no show dos Antiéticos). Depois o que se seguiu foi pura festa, com os dançarinos Salsa e Kipula convocando o público pra dançar. “Vai” e “Festa na Favela” colocaram a casa a baixo e depois se seguiu um coro com a plateia no ritmo do batidão do funk.

    O duo de rap Carta na Manga veio logo em seguida, e o clima no ar já era o de êxtase. Com a batida cravando nos ouvidos, Mau e MG convocaram o público já no começo para o coro de “Rio Pra Quem?”. Com muita energia e seu som de crônica da cidade, o Carta na Manga colocou a galera pra pular, cantar e dançar. Destaque para a participação de Marcão Baixada na pedrada “Rolezinho”, da dançante e hipnótica “Sandália” e do final eufórico ao som de “Calor no Baile”, celebrando a desobediência com todos os artistas presentes em uma desordem coletiva de alegria. Nesse momento, a galera de fora já tava de cara querendo saber de onde vinha aquela musicalidade nova e que força era aquela, querendo participar também da festa. Já era o sinal da consolidação de uma noite importantíssima para os rumos da música na cidade.

    tropkallvibes_deuzebraa_lucassa-299Por fim, o sempre carismático e imagético Marcão Baixada colocou o que sobrou da casa no chão. Com sua levada única, Marcão estourou o som da Baixada no ouvido dos que sobreviveram ao fim da noite no La Paz, que não eram poucos. Seus beats enérgicos fizeram até os transeuntes descompromissados (aquela galerinha que perdeu a história acontecendo na cara deles e tava na casa só de rolé ou ouvindo DJ no primeiro andar) pararem para entender o que era aquilo… “Esse neguinho de cabelo loiro e blusão estampado está realmente cantando em cima dessa batida?”. É ele tava sim. E ao som de “Bang Bang” e do já clássico “Danny Glover” chamou o bonde firme pra cantar e pular. Antes de fechar a noite, Marcão colocou em palavras, sabiamente, o que tava rolando no local. Esse espaço não podia mais ser negado àqueles artistas, pois eles haviam acabado de conquista-lo. Não há motivos para repetir atrações e virar as costas para tanto talento. Não dá pra calar a reação do público com o que esses artistas fizeram nessa última noite de sexta, numa despretensiosa balada de feriado na Lapa. Eles foram além, eles fizeram muito mais que cumprir o combinado, superando todas as expectativas. Eles fizeram a nova cena acontecer*.

    *Kauã também é autor dos artigos “Desdobrando a Distopia” e “Do rolezinho ao isoporzinho: A apropriação invertida“.

  • Som de preto?

    Som de preto?

    Metade da minha família é branca, tenho influências e parceiros musicais brancos, não acho que o Rap deva ser feito apenas por pretos, mas estou cansado de ver esse rap representado apenas por “não pretos”.

    Desde que o mundo é mundo a indústria se apropria dos gêneros musicais criados pelos pretos e os embranquecem. Assim foi, e é, com o rock, com o samba com o funk, etc. Os maiores ícones do rock mundial são Elvis Presley, Beatles. O que falar do rock nacional? Dá pra contar nos dedos de uma mão, Derrick Green, do Sepultura, Clemente, do Inocentes, e Renato Rocha, da Legião Urbana, que por sinal nem foi mencionado no filme “Somos Tão Jovens”, que fala da banda.

    Entre os sambistas temos a “madrinha” Beth Carvalho, Clara Nunes, Noel Rosa e Adoniran Barbosa. A nova cara é a do Diogo Nogueira e a do Sambô. A cara do funk foi a do Ademir Lemos e a do Cidinho Cambalhota, num passado recente foi a cara da Kelly Key e da Perla, hoje é a cara da Anita, da Valesca Popozuda e a do latino.

    O rap? O rap do Gabriel o Pensador, do Cabal, do Criolo, da Flora Mattos, etc. Sem falar dos “menos pigmentados” de projeção nacional como Emicida, Rashid e Projota. Essa indústria age do mesmo modo que o governo da Bélgica, quando pôs os tutsis “menos pigmentados” no comando de Ruanda, em detrimento dos hutus, os “mais pigmentados”.

    Eu não estou questionando a qualidade do trabalho desses artistas, e sim o fato de não termos outros artistas de qualidade igual ou superior em destaque por conta de seus traços ou cor de suas peles. Por mais destaque que um preto venha ter, ele nunca supera o destaque de um branco, ou melhor, “não preto”.

  • Rede Escuta Baixada – As Vozes da Música na Baixada

    Rede Escuta Baixada – As Vozes da Música na Baixada

    Nos últimos 2 anos da minha vida tive a honra de trabalhar num projeto que conecta duas coisas que sempre são pautas aqui no Portal Enraizados: Música e Baixada Fluminense.

    Esse projeto é o Rede Escuta Baixada, você pode ter ouvido falar pouco dele ou até mesmo nunca ter ouvido falar. Mas o REB já ouviu muita gente por ai e tá disposto a compartilhar tudo!

    Esse projeto é uma pesquisa-extensão que tem como objetivo estudar a música da Baixada e suas implicações sociais. Em resumo, estudar antropologicamente a BF através de sua música. Um dos métodos usados são as entrevistas. Nesses momentos pude conhecer melhor alguns artistas que já era fã e outros que nunca tive a oportunidade de trocar ideia.

    Pra quem trabalha com música na Baixada Fluminense, esse é um material indispensável!

    Você pode ter acesso a todas as entrevistas pelo Youtube clicando aqui !

     

     

  • A importância do diálogo com outros segmentos culturais

    A importância do diálogo com outros segmentos culturais

    Tenho trocado idéia com muitos amigos, colegas de trabalho e parceiros da mundo da música e das artes; o que cada vez mais reforça minha crença de que enquanto artista, MC, rapper, representante da cultura Hip-Hop, eu preciso dialogar com outros segmentos culturais. É muito legal tocar pra pessoas que já conhecem o Hip-Hop, elas são as que nos transmitem energia e dão suporte dentro da nossa cultura, mas também acho muito importante apresentar nossa cultura pra outras pessoas que não a conhecem.

    Temos que invadir os cineclubes, festivais de artes, o cinema, o teatro, enfim. Sou filiado a União Brasileira dos Compositores e tenho lido sobre artistas que recebem ECAD de filmes que tem sua música na trilha sonora; e por que não, fazer contato com produtoras cinematográficas para mostrar nosso trabalho? Entende o que estou falando. Temos fazer com que nossas ações cheguem à todos não só pra que conheçam e reconheçam a importância da nossa cultura, mas também para que surjam novas oportunidades e novos horizontes.

    Recentemente, entrei em estúdio para interpretar a música-tema da edição de 2014 do EncontrArte, um dos maiores festivais de teatro da Baixada Fluminense. A música toca antes de todos os espetáculos começarem. Imagina quantas pessoas estarão ouvindo música Rap pela primeira vez? E curtindo? Adultos, crianças, enfim…

    A meta é que buscar alcançar cada vez mais essas pessoas, dialogar com nossos colegas que atuam em outros campos das artes e claro, nos reconhecer como artistas. VamoQVamo!

    Boa sexta,

    @marcaobaixada

  • ArtRua chega à 3ª edição com sete murais gigantes e venda de obras de arte

    ArtRua chega à 3ª edição com sete murais gigantes e venda de obras de arte

    O Centro Cultural Ação da Cidadania, na Gamboa recebe a terceira edição do ArtRua, evento  que acontece paralelamente à ArtRio e funciona como um grande encontro de Cultura Urbana, onde ocorre, palestras, exposições e apresentações artísticas.

    Nesta edição de 2014, o evento também funcionará como uma feira, onde os artistas poderão vender suas obras e projetos.
    Ao todo, estão instaladas 20 galerias nacionais e internacionais, entre elas, a “Itinerrance”, uma das mais conceituadas da França, além de  7 murais gigantes assinados por artistas de diversas cidades do Brasil e do mundo.

    E aí, vai ficar de fora dessa?
    É de graça!

    +Info:

    ArtRua 2014
    11 a 14/09 das 12 às 20h

    Local:
    Centro Cultural Ação da Cidadania
    Avenida Barão de Tefé, 75
    Saúde – Centro
    Rio de Janeiro
    Entrada Franca

     

  • É pegar e fazer

    É pegar e fazer

    Há tempos que falamos aqui neste portal da autonomia que o cenário do Rap na Baixada Fluminense vem adquirindo. Dávamos muita ênfase aos eventos, festas, rodas culturais, batalhas de MCs.

    A galera se junta, se organiza, junta uma grana pra alugar um som ou pega emprestado com alguém e faz acontecer. Na 1ª edição vão 10, na 2ª 20, e por aí vai… até o evento conquistar espaço e público. A Banca de Freestyle Enraizados, o MusicAção na Pista, o Baixada Under Fest, o Batidas & Rimas… São alguns dos eventos que vem se firmando como agregadores do público do Hip-Hop na Baixada Fluminense.

    Tem gente que acha que selo é coisa de EUA, coisa de quem tem MUITO dinheiro pra investir, e ás vezes é algo que é só pegar e fazer.
    Em Nova Iguaçu, acompanho as atividades da D-Club Music, que vem lançando alguns artistas no cenário musical e agora está se organizando para cair pra dentro das produções audiovisuais.

    Nith é um dos artistas que lançou recentemente um trabalho pelo selo e se prepara para as filmagens do clipe.

    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=I1IXmCUhgc0′]

    Em Nilópolis, a gente tem o trabalho da Umdergrau Records, que já trampa com música e audiovisual, vem produzindo alguns dos novos artistas do Rap na Baixada Fluminense, além de organizar coletâneas com artistas da região.

    Escute diversas músicas no SoundCloud da Umdergrau Records.

    [soundcloud params=”auto_play=false&show_comments=true&color=0ac4ff”]https://soundcloud.com/umdergraurecordsselo[/soundcloud]

    DIY

  • SARAU reunirá gerações de poetas em Morro Agudo

    SARAU reunirá gerações de poetas em Morro Agudo

    O Sarau Poetas Compulsivos tem um papel importante por iniciar as pessoas à poesia e por valorizar os poetas, principalmente os da região da Baixada Fluminense.

    Idealizado pelo rapper Dudu de Morro Agudo, após sua última viagem à França, em meados de 2013, onde participou de um Slam Poetry no Le Royal, o Sarau Poetas Compulsivos tem sido realizado mensalmente, em um formato harmônico, dinâmico e agregador, e pela primeira vez acontecerá em um espaço público, a Praça de Morro Agudo.

    Na próxima edição, dia 06 de setembro, a programação conta com o lançamento do livro “De lá pra cá”, da poetiza Liriam Tabosa; intervenção poética com Antônio Feitoza, Eliane Gonçalvess e Luiz Coelho Medina; Pocket show com Inbute Poeta & Zoe Backbird; e a atividade Poesia da Hora, onde acontecem sorteios e premiações para quem recitar poesias para o público presente.

    Dudu conta que o fator que torna o Sarau Poetas Compulsivos único, é que eles mantêm um grupo na internet com cerca de 2.100 membros, e durante o evento distribuem para o público as poesias que são publicadas no grupo durante o mês.

    Uma novidade para esta edição é a intervenção permanente dos Jovens de Responsa do Movimento Enraizados, que farão Quiz durante o evento com o intuito de alertar para o consumo consciente de bebida alcóolica.

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    Serviço:
    Sarau Poetas Compulsivos
    Data: 06 de setembro de 2014
    Horário: 19 horas
    Onde: Praça de Morro Agudo, Rua Angelo Gregório

  • Super Via Sound & Business

    Super Via Sound & Business

    Começou no dia 12 e vai até o dia 16 de Agosto o “Red Bull Soundground” que é um festival internacional de músicos de Metrô. Ainda não tive tempo de ir lá assistir nenhum show (“mas minha filha viu, achou muito legal!”). A partir disso eu fiquei pensando: Imagina uma coisa dessas na Super Via?

    Imaginar o caos de uma estação de trem (não muito diferente do metrô, nos dias de hoje) juntamente com um artista tocando parece um pouco inconcebível. Mas se você olhar bem, existe música todo o tempo sendo executada nos vagões! Digo isso a partir de algumas observações que uma viagem Belford Roxo-Maracanã pode mostrar. Os métodos utilizados pelos vendedores ambulantes é totalmente musical. Cada um tem a sua maneira de berrar quais produtos estão fazendo e os valores de forma melódica, contínua e fácil de lembrar.

    Não preciso citar muitos exemplos, mas acho que nesse momento você deve estar lembrando de algum desses vendedores, sejam aqueles que fazem contação de história, cantam algum jingle que causa inveja em muita agência de publicidade o até mesmo aqueles que vem com alguma aparato tecnológico como microfone, luz, caixa de som e etc.

    Fazendo uma pesquisa rápida pelo Youtube, os primeiros videos que apareceram foi o ilustríssimo Gordo do Trem. Se você não conhece, vale a pena conhecer no video abaixo. Mas antes, uma música que Léo Peixe fez em homenagem a esse vendedor que alegra a viagem da galera.

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  • O rap nas nuvens…

    O rap nas nuvens…

    A galera da internet A-D-O-R-A rotular novos estilos musicais e classificar subgêneros, não que eu ache legal, ficar rotulando uma porrada de coisa, mas me ajuda na hora de pesquisar e conhecer novos artistas e novos sons. Há males que vem para o bem. Escolhi falar sobre um deles na minha coluna de hoje: O “Cloud Rap”. Juntei algumas informações da gringa traduzidas, além das minhas opiniões pessoais à respeito e vou indicar alguns artistas que eu gosto muito que vem se apropriando do gênero.

    O termo Cloud Rap é usado para se referir à uma música rap onde suas batidas remetem à sonhos ou nuvens, literalmente. As batidas geralmente usam samples de voz onde são pronunciadas palavras, ou apenas harmonias vocais em notas mais longas. Na real, os instrumentais beiram o abstrato. Os produtores que atuam nesse estilo acabam tendo que fugir do padrão de samplear Jazz, Blues, Funk e Soul e passam à garimpar coisas que beiram o Indie passando pela música experimental e até mesma música ambiente, além de criar suas próprias trilhas com sintetizadores, é claro.

    Um dos produtores que mais se destaca no estilo é o Clams Casino e o rapper Lil B foi o primeiro à entrar nessa vibe.

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    Na real, nem sou tão fã do Lil B. E convenhamos que quem realmente fez sucesso com o subgênero foi o Sr. A$AP Rocky. Sua mixtape “Live, Love, A$AP”, lançada em 2012, veio recheada de beats do Clams Casino. O sucesso da mixtape foi tão grande que lhe rendeu um contrato milionário com a RCA num momento em que o mercado fonográfico vai mal das pernas.

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    Dos E.U.A. pra Suécia

    O Cloud Rap tá fazendo a cabeça da galera na Suécia. O cara do momento por lá é o Yung Lean e sua banca dos “Sadboys”. Um bando de moleque de 16 anos, mas que já tá fazendo música bacana. Os primeiros shows do cara na América aconteceram semana passada em Nova York e Los Angeles; e teve gente que não conseguiu entrar porque tava cheio.
    O hit de Lean é “Yoshi City”, que tem beat produzido pelo Yung Gud, que já está despontando como um grande produtor no estilo, também.

    [yframe url=’https://www.youtube.com/watch?v=iX1a3JngmpI’]
    Aproveitem a sexta pra ficar nas nuvens ouvindo as dicas musicais.
    @marcaobaixada