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  • Setor Bronx vai direto do ‘Rock In Rio’ para o ‘Festival Enraizados’, que acontecerá em Nilópolis

    Setor Bronx vai direto do ‘Rock In Rio’ para o ‘Festival Enraizados’, que acontecerá em Nilópolis

    O “Festival Enraizados” é um festival de música que está sendo produzido pelo Instituto Enraizados em parceria com o Galpão 252 com o intuito de juntar diferentes tribos, música orgânica com a eletrônica, bandas de rock com a galera do rap, DJs com poetas… a ideia é criar um ambiente múltiplo de entretenimento onde o público também seja diverso.

    Contudo o pano de fundo deste festival é o mais interessante, pois projeto nasce a partir de uma causa: A Campanha do Quilombo Enraizados.

    O Instituto Enraizados é uma instituição com 20 anos de atuação na Baixada Fluminense, já formou centenas de jovens artistas, realizou parcerias com artistas e instituições de diversas parte do mundo, trazendo assim uma visibilidade positiva para a região, mas diante da atual crise, a instituição está precisando de ajuda para não fechar as portas.

    Sendo assim esse festival surge na perspectiva de fortalecer uma instituição que fortaleceu uma infinidade de jovens nos últimos anos, onde todo o dinheiro arrecadado com a venda dos ingressos será revertido para a campanha.

    A ideia do festival surgiu após um encontro entre Dudu de Morro Agudo e Samuca Azevedo, do Instituto Enraizados, e Ricardo Jardim, do Galpão 252, como nos conta Dudu: – “A gente foi lá pra agradecer a colaboração do Ricardo na campanha do Quilombo, então ele imediatamente disponibilizou o Galpão 252 para alguma atividade com o intuito de ajudar mais na campanha, então a gente começou a desenhar a ideia de um festival de música”.

    Banda T-Remotto, de Nova Iguaçu
    Banda T-Remotto, de Nova Iguaçu

    Estão confirmados no line up do evento a banda T-Remotto, de Nova Iguaçu, a banda Setor Bronx, de Padre Miguel, Zona Oeste do Rio de Janeiro, além do próprio Dudu de Morro Agudo, que apresentará o mesmo show que fez no Rock In Rio, no último dia 29 de setembro.

    A banda Setor Bronx, que também se apresentou no Espaço Favela, do Rock In Rio, são parceiros do rapper Dudu de Morro Agudo, que já participou de duas músicas da banda, e ainda fizeram uma dobradinha durante o maior festival do mundo, onde DMA se apresentou no dia 28 com o Setor Bronx, e a banda participou do show do rapper no dia 29.

    Certamente haverá uma participação também no dia 25 de outubro, quem estiver por lá poderá conferir as músicas “Os 03 MCs Bolados” e a “Fogo Cruzado” que está com um clipe recém lançado no canal da banda no youtube.

    DJ Dorgo, além de ser o apresentador da festa, será o DJ residente; o bonde da Nuvem Rec abrirá a noite com um show que conta com a participação de diversos MCs do selo; mas além dos shows e diversas intervenções artísticas, o que promete ser o ponto alto da festa é o bailão de encerramento, comandado pelxs DJs Imperatriz, Tikana, Moonjay e TK.

    O festival tem tudo pra proporcionar uma noite bem agradável e os produtores esperam que o público apareça não somente pela música – o que já seria mais do que justo, mas também pra fortalecer na causa do Quilombo Enraizados, e além de tudo o valor é super acessível, apenas 10 reais.

    SERVIÇO
    O que? Festival Enraizados
    Quando? 25 de outubro
    Onde? Galpão 252 – Olinda – Estr. Sen. Salgado Filho, 252 – Olinda, Nilópolis – RJ, 26510-110
    Quanto? Entrada R$10 (Dez Reais)
    Informações: (21)4123-0102 ou enraizados@gmail.com

    Evento no facebook: https://web.facebook.com/events/437403386900630/

    Link para a Vaquinha (Financiamento Coletivo): https://benfeitoria.com/QuilomboEnraizados

  • Afinal, o rap da Baixada “é ou não é” unido?

    Afinal, o rap da Baixada “é ou não é” unido?

    Após um post – no facebook – um tanto quanto polêmico do rapper Ualax MC, questionando amigos e fãs sobre a união do rap na Baixada Fluminense, decidi escrever esta coluna tentando aprofundar e problematizar ainda mais o tema.

    O post já rendeu cerca de 134 comentários e 69 curtidas até o momento, por isso resolvi fazer minha coluna sobre esse tema me baseando nos comentários mais interessantes que li.

    Minha opinião é uma só, e já deixei claro em meus comentários. Considero o rap da Baixada unido, talvez não considere o rap do Estado do Rio de Janeiro unido, muito menos o nacional, porque sempre vejo uma nota ou outra falando mal do Filipe Ret, da Cone Crew, Emicida, Projota e até do Racionais, mas nunca vi uma treta entre rappers da Baixada Fluminense. Sempre que acontece algo do tipo é apontando pra alguém que já tem uma projeção maior.

    Considero o rap da Baixada Fluminense unido porque sempre vejo os eventos cheios de MCs, bebendo, trocando ideia, participando um da música do outro, entre outras coisas, contudo algumas pessoas, assim como o Ualax, consideram o rap da região desunido. Vamos tentar entender o porque.

    Bhaman Melo, levanta uma questão instigante em seu cometário: – O que é união no rap (na visão do autor do post)?
    (Como eu disse acima, na minha visão união é não ter treta, e não tem treta, pelo menos eu não vejo, o que me é passado superficialmente é que tá todo mundo no mesmo barco e pro que der e vier).

    O MC Mateus Amoeba, levanta outra questão importante, quando objetiva ainda mais a pergunta: – Se unir em que ponto Ualax ??? musicalmente, financeiramente???
    ( É muito interessante quando o Amoeba faz esse questionamento, pois ele afunila o problema e nos coloca em uma bifurcação que nos leva a lugares totalmente distintos, pois se a união citada pelo autor do post é musical, a conversa não segue seu curso normal, pois as parcerias são diversas, desde sempre, o evento Dia da Rima, organizado pelo Movimento Enraizados, pro exemplo, proporcionou diversas destas parcerias musicais entre artistas da região. Porém se a pergunta nos leva para uma “união financeira”, a palavra união pode ser mudada para investimento ou patrocínio, e isso não acontece – pelo menos eu nunca vi – entre MCs de lugar nenhum do mundo, a não ser que os MCs sejam também empresários).

    O Marral Vasconcelos também vai por essa linha do investimento, mas de uma forma bem mais realista: – Não vinga porque a maioria não tem foco, não quer investir e acha que rap é brincadeira. Simples. O problema não é união, é falta de foco e profissionalidade. Se o cara mora na savana da Africa do Norte, tem talento e corre atrás do sonho, ele “explode”.
    (Concordo com ele, qualquer pessoa que invista em seu trabalho com mais seriedade certamente alcançará um resultado melhor do que os que não trabalham com profissionalismo).

    O Ualax Mc já acreditou que o rap da região poderia ser uma grande coorperativa, como ele deixa claro em seu post: – Já acreditei que fosse possível, mas hoje eu acho que a união geral é utopia.
    (Ele mesmo se corrige e diz que isso é utopia, essa também é minha opinião).

    E o Frávio SantoRua Antiéticos vai além e explica essa questão utópica comentada acima: – Se une quem possui os mesmos interesses. “União geral” é utopia. Mas, enquanto isso, para alcançarmos nossos objetivos, e para que não aja fragmentação em quem deseja estar junto, vamos todos na velocidade do mais lento!!
    (Aí sim, um vai ajudando o outro “na medida do possível”, sem onerar nenhum dos lados, contudo sempre estarão mais juntos os que têm algo em comum, os que tem uma proximidade natural maior, ou seja, interesses em comum).

    Pra finalizar, o  João Otávio faz um comentário que eu entendo como “quem está trabalhando tá unido” e quem não tá, tá falando: – Os de verdade, os verdadeiros, tão unido sim mano. Quem vem com essas fitas de intriga e desunião nem merecem fazer parte do movimento. O rap de verdade da Baixada, está unido sim e crescendo cada vez mais com novas uniões.
    (Eu não sou a favor desse negócio de rap de verdade, mc que representa, etc, porém eu consigo entender que há quase uma unidade de MCs trabalhando com vontade, produzindo. Os objetivos não são os mesmos, o investimento não é o mesmo e o talento não é o mesmo, mas estão quase sempre juntos no que eles tem de fundamental, o rap).

    O que fica para reflexão é o que cada um de nós está fazendo verdadeiramente para a evolução do rap na região? Quase sempre cobramos o que queremos que os outros façam por nós. A Baixada Fluminense é formada por 13 municípios, mas quando falamos de #RapBXD, quase sempre estamos nos referindo a Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Mesquita, Belford Roxo, Queimados e São João de Meriti. Mas e Nilópolis, Magé, Paracambi, Seropédica, Itaguaí, Japeri e Guapimirim? Quem tá fortalecendo esses MCs que tão na sombra da Baixada Fluminense?

    Chegou a hora de um MC parar de cobrar do outro e ambos cobrarem do poder público políticas públicas para a juventude. Alguém pode me explicar porque em Nova Iguaçu a “Semana do Hip Hop” não é lei? Alguém sabe me dizer em quais municípios da Baixada já existe essa lei? Alguem sabe como conseguiram?

    Talvez seja hora de parar de falar um pouco de maconha e buceta nas letras de rap e começarmos a entender o rap como ferramenta de exibilidade de direitos. Vamos na Câmara de Vereadores trocar essa ideia com os vereadores da cidade?

    Quem quiser entrar na debate pode comentar abaixo e quem quiser conferir o post original com outros comentários, basta clicar aqui http://on.fb.me/17HtNFP

  • É pegar e fazer

    É pegar e fazer

    Há tempos que falamos aqui neste portal da autonomia que o cenário do Rap na Baixada Fluminense vem adquirindo. Dávamos muita ênfase aos eventos, festas, rodas culturais, batalhas de MCs.

    A galera se junta, se organiza, junta uma grana pra alugar um som ou pega emprestado com alguém e faz acontecer. Na 1ª edição vão 10, na 2ª 20, e por aí vai… até o evento conquistar espaço e público. A Banca de Freestyle Enraizados, o MusicAção na Pista, o Baixada Under Fest, o Batidas & Rimas… São alguns dos eventos que vem se firmando como agregadores do público do Hip-Hop na Baixada Fluminense.

    Tem gente que acha que selo é coisa de EUA, coisa de quem tem MUITO dinheiro pra investir, e ás vezes é algo que é só pegar e fazer.
    Em Nova Iguaçu, acompanho as atividades da D-Club Music, que vem lançando alguns artistas no cenário musical e agora está se organizando para cair pra dentro das produções audiovisuais.

    Nith é um dos artistas que lançou recentemente um trabalho pelo selo e se prepara para as filmagens do clipe.

    [yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=I1IXmCUhgc0′]

    Em Nilópolis, a gente tem o trabalho da Umdergrau Records, que já trampa com música e audiovisual, vem produzindo alguns dos novos artistas do Rap na Baixada Fluminense, além de organizar coletâneas com artistas da região.

    Escute diversas músicas no SoundCloud da Umdergrau Records.

    [soundcloud params=”auto_play=false&show_comments=true&color=0ac4ff”]https://soundcloud.com/umdergraurecordsselo[/soundcloud]

    DIY

  • Escritor Pedro Ferreira: um exemplo a ser seguido…

    Escritor Pedro Ferreira: um exemplo a ser seguido…

    A vontade e a possibilidade de poder incentivar o desenvolvimento de projetos culturais, que tenham como principal objetivo a educação deveria estar implícito em todos os cidadãos e governantes do nosso país. Pedro Ferreira teve essa iniciativa. Nascido e criado em Mesquita, município da Baixada Fluminense ele vêm desde 2005 se dividindo entre duas funções em seu do dia-a-dia. Formado em Administração de empresas e pós-graduado em Marketing, o comerciante divide suas atividades de empresário de oficina mecânica com o talento em literatura já há praticamente cinco anos.

    O que a princípio era hobby, se tornou mais que sério com quatro livros publicados no currículo eclético do escritor, que também desenvolve requisitadas palestras de responsabilidade social. O primeiro foi “Desabafo sem demagogia” de 2006, que trata assuntos atuais como segurança, política e ética. Logo em seguida, Em 2007, Pedro escreveu o segundo, chamado “Jornada de responsabilidade social”, voltado para meio empresarial, já que ele também faz parte dessa parcela da população. Em 2008, sem descanso, o bem aceito “Solidariedade e Idealismo” foi publicado. Em 2009, foi a vez de “Um conto com encanto”, que relata a história de um jovem casal que sofre com as desigualdades social de suas famílias e lutam para ficar junto.

    Diverso nos temas que aborda, Pedro pode considerar que escreveu quase um livro por ano, já que junho de 2010 será marcado pelo lançamento de “Família em Foco”. A quinta obra do autor debaterá assuntos como filhos, divórcio, abusos contra crianças e temas cotidianos relacionados à família como um todo.

    Sem dúvidas, Pedro Ferreira é um exemplo que deveria ser seguido, pois sem apoio de instituições, nem financiamento governamental ele tem conseguido levar sua literatura a sociedade Fluminense. Quem lê os livros de Pedro Ferreira não fica imune a refletir. E é assim, divulgando seu trabalho com muito esforço e dedicação, que Pedro vai conquistando cada vez mais leitores na Baixada Fluminense, e chamando atenção de quem tem o prazer de descobrir seu trabalho e talento.

    Saiba mais:
    Monique Oliveira
    Purim Comunicação
    (21)88407359
    purimcomunicacao@gmail.com
    monique.jales@gmail.com