Vamos falar sobre produção jornalística e realização de reportagens?
A Rede Globo, em parceria com o Instituto Enraizados e a Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu, realizará o Globo Lab Profissão Repórter, na Casa de Cultura de Nova Iguaçu.
Trata-se de uma iniciativa da Rede Globo para fortalecer o relacionamento com jovens interessados em audiovisual e fomentar a inovação de temáticas, linguagens e narrativas.
O Globo Lab, projeto destinado a estudantes universitários e jovens integrantes de instituições parceiras do projeto, consiste em uma palestra com profissionais da equipe do Profissão Repórter, que compartilham seus conhecimentos sobre jornalismo, explicam a dinâmica de trabalho no Profissão Repórter e as características das reportagens do programa.
Quem participa da palestra pode inscrever uma reportagem audiovisual no Globo Lab. Ao final, 10 reportagens são selecionadas e seus autores passarão uma semana em imersão na redação do programa em São Paulo, reeditando o material com a mentoria de Caco Barcellos e equipe. As matérias são publicadas no site do Profissão Repórter.
Todas as palestras são gratuitas e sujeitas à lotação.
GloboLab
Dúvidas sobre o Globo Lab?
Acesse aqui o FAQ: glo.bo/2I9vcwc
O que? Globo Lab Quando? 16 de março, às 15 horas Onde? Casa de Cultura de Nova Iguaçu (Espaço Cultural Sylvio Monteiro)
Rua Getúlio Vargas, 51, Centro, Nova Iguaçu, RJ
Inscrições: Até 08 de março @ http://bit.ly/globolab2019
Em cerimônia no auditório do câmpus do IM/UFRRJ prevista para a próxima terça-feira, dia 26/6, às 18 horas, a Superintendência do Patrimônio da União no Rio de Janeiro (SPU/RJ)) oficializa a doação do terreno que amplia a área do câmpus Nova Iguaçu da universidade.
O Reitor da UFRRJ, professor Ricardo Berbara, estará presente ao evento, assim como representantes da Prefeitura de Nova Iguaçu (vice-prefeito Carlos Ferreira) e da SPU/RJ.
Com a doação do terreno, o câmpus Nova Iguaçu (Instituto Multidisciplinar) da UFRRJ teve sua área aumentada em duas vezes e meia em relação à atual, que mede 44 mil metros quadrados de extensão.
O termo de doação foi assinado no dia 8/6 último, na sede da Superintendência do Patrimônio da União no Rio de Janeiro (SPU/RJ).
SERVIÇO
O câmpus do IM/UFRRJ fica na Avenida Governador Roberto Silveira, s/nº – Moquetá – Nova Iguaçu
No próximo dia 28 de abril, sábado, acontecerá na UFRRJ-IM a 8ª Conferência de Cultura de Nova Iguaçu.
Artistas e ativistas culturais da cidade estão se mobilizando para orientar outros artistas, principalmente a respeito da importância que há em participar deste tipo de conferência, além de também esclarecer questões ligadas as obrigações do ‘Conselho de Cultura’ e de qual o papel de um conselheiro de cultura.
No último dia 15 de abril, um domingo chuvoso, cerca de 20 pessoas fizeram questão de se reunir no Espaço Enraizados, por volta das 16 horas, para conversar sobre a cultura na cidade e principalmente formas de mobilizar a população artística da cidade para participarem desta conferência.
Podem participar representantes de instituições culturais e profissionais da área de cultura, contudo as vagas são limitadas e que realmente quer participar deste processo deve fazer a inscrição o quanto antes. Os(as) interessados(as) devem comparecer até o dia 25 de abril de 2018, nas sede da Subsecretaria dos Conselhos Municipais, que fica na Av Nilo Peçanha, 476, no Centro de Nova Iguaçu (ao lado do Banco Itaú).
A Conferência acontecerá no dia 28, na UFRRJ das 08 às 18 horas, onde acontecerão debates sobre o Plano Municipal deCultura e a regularização e implementação do Fundo Municipal deCultura, além da eleição para os novos Conselheiros de Cultura da cidade de Nova Iguaçu do biênio 2018/2020 e da eleição que escolherá os 15 delegados que representarão Nova Iguaçu na Conferência Estadual.
Não é novidade que as Rodas Culturais– ou também conhecidas como Rodas de Rima – são um fenômeno em todo o estado do Rio de Janeiro, principalmente para as juventudes das periferias. Um fenômeno que surge a partir da necessidade de a juventude se expressar, se divertir e driblar a miséria social.
Nota-se que com o sucesso da atividade vieram também uma série de problemas que nem sempre está ao alcance de quem produz, resolver.
Lembro-me que há um ano, ou um pouco mais, tentei iniciar uma discussão cujo a finalidade era enumerar as diversas demandas do hip hop local, culminando num Fórum de Hip Hop da Baixada Fluminense, pontuando nossas fraquezas, mas também nossas forças, pois acreditava – e ainda acredito – que na Baixada existe um mercado de cultura urbana auto-suficiente que ainda não foi explorado.
Juntos percebemos que em algumas rodas havia um consumo excessivo de drogas; a estrutura do local não era adequada; havia uma resistência do poder público em conceder as autorizações para ocupação do espaço; a segurança era nula; entre outros problemas. Por outro lado estávamos mais profissionais, mais organizados, o diálogo entre os produtores e artistas estava satisfatório e o público estava satisfeito com os eventos.
Nossos encontros que começaram com cerca de 50 pessoas foi definhando até o ponto onde só haviam pessoas ligadas ao Enraizados, então joguei a toalha, pois acreditei que as pessoas não queriam fazer a parte chata do dever de casa e pra mim não fazia nexo criar um Fórum de Hip Hop da Baixada Fluminense somente com integrantes do Enraizados, seria mais fácil criar um Fórum de Hip Hop do Enraizados. O que estou muito tentado a fazer.
Roda de conversa na Casa de Cultura de Nova Iguaçu
Contudo, no dia 29 de julho, sábado, surgiu uma luz no fim do túnel. Aconteceu uma reunião com as Rodas de Rima de Nova Iguaçu, convocada pela Secretaria de Cultura da Cidade. Compareceram representantes de 05, das cerca de 15 rodas, e também representantes de Rodas de Rimas de outras regiões, além do Capitão Pacífico, da Polícia Militar.
Após uma roda de apresentação, foi colocado em pauta as fragilidades das Rodas de Rima da cidade, que nada se diferenciavam das identificadas nas reuniões anteriores, contudo desta vez parecia que parte da solução estava presente, pois a Secretaria de Cultura se comprometeu em, junto com os produtores, criar um Circuito de Rodas de Rima, com uma agenda única, para facilitar a liberação dos locais por parte do poder público (essa liberação será solicitada pela própria Secretaria de Cultura) e também um mapeamento dos locais que precisam de reparos, pois através do projeto Praça Viva, da própria Secretaria de Cultura, é possível revitalizar as praças para que receba melhor os eventos.
O capitão Pacífico por sua vez disse que o diálogo com os produtores fica mais fácil quando os mesmos estão organizados e que a polícia atualmente chega reprimindo as rodas de rima porque sempre há denúncias relacionadas ao uso e venda de drogas nos eventos, mas se a conversa partir de forma organizada e com a prefeitura como parceiro, o policiamento será preventivo.
Eu, Dudu de Morro Agudo, saí bastante animado da reunião, e disposto a colaborar com a Roda Cultural de Morro Agudo, com a Batalha do Federa, com a Roda Cultura de Rima de Santa Eugênia e tantas outras. E ainda convenci a galera do Portal Enraizados a criar um mapa com todas as Rodas de Rima da Baixada Fluminense, para que fique mais fácil para nós agendarmos a nossa diversão da semana.
Certamente que com os produtores, os artistas e o poder público jogando no mesmo time, as Rodas de Rima da cidade saem fortalecidas.
Nesse sábado (29) será exibido, no CIEP 188 – Mariano Flor Cavalcante, em Lagoinha, Nova Iguaçu, a partir das 09h da manhã, o documentário “O Custo da Oportunidade”, dirigido por Dudu de Morro Agudo e Stephanie Reist, que retrata histórias de universitários da Baixada Fluminense e todas as dificuldades e transformações pelas quais passam quando decidem cursar o nível superior.
O filme de 30 minutos é fruto de um projeto multidisciplinar que estuda o impacto da expansão do acesso ao ensino superior na Baixada, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Multidisciplinar da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), do campus Nova Iguaçu.
SERVIÇO
Cine Debate – Exibição do filme O Custo da Oportunidade
CIEP 188 – Mariano Flor Cavalcante
Rua Sibipiruna, Lagoinha, Nova Iguaçu
29 de julho – 09 horas da manhã
É possível realizar uma uma transformação cultural num bairro decadente e abandonado pelo poder público e torná-lo uma das áreas mais promissoras e visitadas da sua cidade?
A primeira vez que falei que faria algo do tipo em Morro Agudo algumas pessoas riram de mim, imagino que quando Tony Goldman, empresário americano, falou que faria o mesmo em Little San Juan, conhecida atualmente como o distrito de Wynwood, em Miami, nos Estados Unidos, as pessoas também riram dele.
O bairro era até pouco tempo atrás um território bastante hostil. Violência, drogas, armas, prostituição e gangues se sentiam confortáveis em um enclave não muito distante do centro de uma cidade que ainda tem na memória o estigma do crime e da corrupção, que a marcou na década de oitenta. Cinco anos atrás, Wynwood ainda era um desses lugares onde é melhor não entrar por engano.
Hoje, mal restam vestígios desse passado sinistro, e a região está vivendo uma efervescência cultural, social e econômica quase sem comparação nos Estados Unidos. O milagre foi da obra da arte de rua, das centenas de artistas que transformaram, e continuam transformando diariamente, a fisionomia antes deprimente de suas ruas, que se tornaram uma gigantesca pintura que salpica de cores vivas de cada casa, cada loja e cada esquina.
Marcão Baixada em Wynwood, Miami
Em 2015, o Wynwood Art District foi nomeado como um dos 4 melhores bairros dos Estados Unidos pela American Planning Association (APA).
Eu, por outro lado cresci longe de Miami, mas num bairro tão zoado quanto Wynwood. Em Morro Agudo, bairro da cidade de Nova Iguaçu, área onde inicialmente era a Fazenda Japeaçaba, de propriedade do Conde de Iguaçu, e que tempos depois passou a receber o nome de Bonfim de Riachão, e posteriormente, Morro Agudo, em homenagem à Fazenda Morro Agudo. Hoje em dia o bairro também é conhecido como Comendador Soares, graças ao comendador Francisco José Soares, dono da fazenda. Mas a população prefere Morro Agudo.
Durante todo o esse tempo o bairro teve pouco progresso e as melhorias urbanas mais relevantes iniciaram-se no ano de 1931, quando foi aberta a Rua Tomás Fonseca, principal rua do bairro, ligando até a estação de trem, que foi pavimentada em 1951.
Eu ouvi muitas vezes que nada de bom havia no local. Cansei de ouvir também que quem melhorasse de vida financeiramente deveria sair do bairro, e vi muitos irem embora.
Na minha infância muitos dos meus amigos foram assassinados, quase sempre um matava o outro por conta de brigas sem sentido, crimes menores e drogas. Nunca um crime foi investigado. Não havia policiamento. O esgoto era a céu aberto na maioria das ruas. Não haviam atividades culturais para os jovens. A única coisa que havia era um total descaso por parte do poder público. Estávamos literalmente entregues a nossa própria sorte.
Contudo, sempre enxerguei em Morro Agudo um grande potencial, pois além de atualmente ser um dos bairros mais importantes da cidade de Nova Iguaçu, há uma grande concentração de artistas – muito bons – e está localizado estrategicamente entre a rodovia Presidente Dutra e a linha férrea, possibilitando diversas formas de entrar e sair do bairro.
Comecei a viajar para alguns lugares do mundo e conheci alguns bem legais, e sempre imaginei que algumas coisas poderiam ser replicadas em Morro Agudo, meu objetivo sempre foi criar algo para ‘enriquecer’ a comunidade, impactar positivamente na economia local, na educação, aumentar a auto-estima dos moradores e inspirar iniciativas semelhantes ao redor do país e quem sabe do mundo.
Dudu de Morro Agudo em Wynwood, Miami
De todos os locais que conheci, Wynwood foi o que mais me chamou atenção, pois lá o graffiti fez toda a diferença e eu tenho certeza que o graffiti também será o carro chefe que realizará essas transformações no meu bairro e consequentemente na minha cidade.
Há um ano idealizei o Galeria 20-26, projeto que tem como objetivo criar painéis grafitados nas principais ruas do bairro, principalmente nas ruas por onde passam os ônibus intermunicipais, criando uma galeria de arte urbana a céu aberto. A ideia é iniciar uma relação com os moradores para que cedam seus muros para a arte, e também um intercâmbio entre grafiteiros do bairro com grafiteiros de outras regiões.
Com isso pretendo deixar a arte do graffiti em mais evidência na região, assim como os artistas, e consequentemente aumentar a procura pela arte, principalmente pela juventude local, pois assim formaremos novos artistas e haverá uma expansão natural do projeto. O intuito é deixar o local mais bonito e fazer com que cada vez mais pessoas circulem pelo bairro, para pintar ou somente para apreciar os graffitis.
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É claro que tudo isso orbita em torno do Instituto Enraizados, organização de hip hop que criei há 18 anos e cujo a sede é o bairro de Morro Agudo. Veja bem que eu não disse que a sede é “em” Morro Agudo, mas “o” bairro de Morro Agudo, pois acredito que vamos impactar todo o bairro através da cultura hip hop, e quando eu digo impactar, quero dizer nas escolas, na economia, na segurança pública, no transporte, na política, resumindo, impactar a sociedade de diversas formas diferentes, porém conectadas.
Durante esses 18 anos, os quais 10 anos foram dedicados quase que exclusivamente ao bairro, já tivemos um grande progresso, pois centenas de pessoas de diversos países como Estados Unidos, França, Alemanha, México, Curaçao, Chile, Cuba, Portugal, Etiópia, Irlanda, Itália, Uruguai, Colômbia, Canadá, entre outros, já estiveram no bairro para colaborar com o Enraizados, praticar suas artes e/ou interagir com outros artistas, tudo de forma bem orgânica, contudo nos próximos dez anos, pretendo intensificar e focar em atividades que tragam cada vez mais pessoas para o bairro.
Nossas atividades de intercâmbio são eventos como o Caleidoscópio e o Sarau Poetas Compulsivos que tem a missão de conectar o bairro com outros locais, assim como os artistas. E anualmente atingimos diretamente 2.000 pessoas, trazendo muita gente de fora para o bairro.
No próximo ano inauguraremos o Espaço Enraizados, um centro cultural para prática e promoção da cultura urbana, e tenho certeza que terá um impacto muito positivo no bairro e e será muito importante para o hip hop na região. Será um espaço com biblioteca, estúdio de gravação, núcleo de comunicação (rádio, TV e revista), espaço multi-uso para cursos, seminários, ensaios e co-working e um dormitório para que artistas de outros locais possam passar a noite no bairro.
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Com um ano e meio do projeto Galeria 20-26 conseguimos realizar cerca de 07 painéis no bairro, com 26 grafiteiros, da Baixada, do Leste Fluminense, da Zona Oeste e da Zona Norte. Nossa expectativa era que somente a partir de 2019 os turistas começassem a circular pelo bairro, contudo em 2016 a Casa Fluminense e os parceiros da Campanha #Rio2017, que estavam num projeto que previa pedalar de Japeri a São Gonçalo, fizeram uma parada em Morro Agudo para conhecer a Galeria 20-26 e ainda almoçaram no Buteco da Juliana, um bar onde acontecem muitas atividades culturais no bairro.
Em 2017 aconteceram 03 intercâmbios internacionais no Espaço Enraizados, trazendo pessoas dos Estados Unidos e da França para Morro Agudo.
Esses fatos me faz acreditar que em 2018, quando o Espaço Enraizados será inaugurado, poderemos trazer cerca 120 grafiteiros de diversas partes do mundo para o bairro para pintar pelo menos 12 painéis durante o ano, contudo acreditamos também que outros painéis serão criados por iniciativa dos próprios artistas e moradores. Além destas atividades, o Instituto Enraizados realizará também muitas outras com os outros elementos da cultura hip hop, tudo isso sendo divulgado e documentado pela nossa equipe de mídia alternativa, criando um ecossistema de inovação.
A referência a “ecossistemas de inovação” remete claramente para a analogia aos ecossistemas biológicos pondo em evidência a multiplicidade, a interdependência e o fenômeno de co-evolução entre os atores que o compõem, todos irmanados num objetivo comum, a evolução dos participantes.
Esse conjunto de atividades e atores nos dá força o suficiente para fazer com que 10.000 pessoas se desloquem para vivenciar e contribuir com nossas atividades culturais anualmente.
No último sábado, dia 15 de julho, aconteceu inauguração da praça na comunidade de Campo Belo, em Nova Iguaçu, tão sonhada pela população local.
O Instituto Enraizados foi convidado de última hora pela secretaria de cultura de Nova Iguaçu para produzir um painel de graffiti com o tema “paz”, pois muitos muros do bairro haviam sido pintados de branco.
Dudu de Morro Agudo, coordenador executivo do instituto, consultou o grafiteiro FML – coordenador do Galeria 20-26, o principal projeto de graffiti do Enraizados, sobre a possibilidade de reunir tantos grafiteiros de última hora. FML disse que não seria fácil, mas convocaria alguns dos principais parceiros da instituição, pois apesar de toda a conturbação, a causa era nobre.
Esse momento e essa praça eram realmente muito importantes para a população do bairro.
No sábado pela manhã, por volta das 08 horas, os grafiteiros Solo, Ops, Saicus, Henry e FML, todos integrantes da Crew 400ml, chegaram no Espaço Enraizados e tomaram um café da manhã arregado e logo depois foram rumo a Campo Belo, infelizmente alguns parceiros não puderam comparecer.
Chegando na comunidade todos ficaram de bobeira com o tamanho da praça e a qualidade da obra. Todos os grafiteiros se apresentaram para o Fabinho Cabral, coordenador da ong local e começaram a pintura. O grafiteiro Dante chegou um pouco depois e também deu início a sua parte do mural.
Prefeito Rogério Lisboa com DMA, FML, Solo e Ops……
Muitos secretários municipais estavam presentes, como o Fernando Cid, de meio ambiente; o Juarez Barroso, de cultura; além do Miguel Arcanjo, presidente da FENIG; Elton Cristo, presidente da Emlurb; além da Deputada Federal Rosângela Gomes e do o Prefeito Rogério Lisboa.
Na manhã da quinta-feira (06), os diretores da Rede Social Funk, Priscila Rebeca e Renato Patrão, estiveram na sede do Instituto Enraizados, em Morro Agudo, para firmarem uma parceria que aproximará São Gonçalo de Morro Agudo, e também o Hip Hop e o Funk.
Dudu de Morro Agudo, diretor executivo do Instituto Enraizados, os recebeu por volta das 10:30 para a reunião que tinha como principal objetivo de estabelecer um acordo para produção conjunta de um evento de Miami Bass, que provavelmente será um ‘encontro de viníl’, que reunirá DJs e MCs de todo o Rio de Janeiro.
Priscila, DMA e Patrão na Incubadora do Instituto Enraizados
A Rede Funk Social tem 16 anos de existência e há cerca de dois ano ocupou uma escola estadual que estava abandonada em São Gonçalo, com o aval do Governador do Estado do Rio de Janeiro. Já o Instituto Enraizados, que faz 18 anos de atividades em janeiro do próximo ano, ocupou, como aval da Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu, um espaço que estava abandonado há cerca de 07 anos em Morro Agudo, e atualmente aguarda somente a assinatura do prefeito Rogério Lisboa em um documento para que possam iniciar as obras no local.
Os diretores das instituições se conheceram há 10 anos, durante os encontros de juventude realizados pela FASE e mantém a amizade e a parceria institucional até os dias de hoje, contudo, nesta fase da história das instituições, pretendem estar mais próximos para se fortalecerem institucionalmente.
“Após a reunião fizemos um passeio pelo bairro, onde pudemos conhecer alguns graffitis da Galeria 20-26 e depois almoçamos no famoso Buteco da Juliana”, afirmou Priscila Rebeca.
Alunos do ensino médio, estudantes da primeira escola bilíngue do Brasil, o CIEP 117, que fica situado em Morro Agudo (Nova Iguaçu-RJ), conheceram o Ponto Cine, em Guadalupe, e assistiram ao documentário ‘O custo da oportunidade’, filme dirigido por Dudu de Morro Agudo e Stephanie Reist.
Esse passeio não foi por acaso, pois o filme, que trata do impacto que a expansão do ensino superior tem na Baixada Fluminense, faz parte de um projeto conjunto e multidisciplinar entre a UFRRJ e a Duke University, que juntas analisam o tema.
Ponto Cine
Cerca de 15 pessoas são entrevistadas no filme, dentre elas pais e filhos, famílias que têm histórias completamente diferentes umas das outras, mas paradoxalmente estão extremamente conectadas, o que acaba refletindo a realidade de muitas famílias da região, que não medem esforços para manter os filhos na universidade.
Para o Instituto Enraizados, é importante iniciar uma discussão com a juventude que está no ensino médio afim de aproximá-los da universidade, principalmente aproximar a juventude pobre e preta da universidade pública, e o filme acaba sendo uma ótima ferramenta.
Inter Brusa
No CIEP 117 existe um grupo de alunos chamado “Inter Brusa“, são jovens pró-ativos que assumiram um papel de liderança na escola e que acaba tendo um reflexo positivo no bairro, o que também foi o impulso necessário pra ocasionar essa multiparceria entre a escola, o Instituto Enraizados, a Duke University, a UFRRJ e o Ponto Cine.
Antes da exibição do filme, foi exibido o videoclipe da música “O aço”, que foi produzido durante o curso de audiovisual do Enraizados e após a exibição do filme houve um bate-papo com o graduando Rodrigo Monteiro, um dos personagens do filme.
SAIBA MAIS O que? Cine Tela Preta – Exibição do filme O Custo da Oportunidade Quando? 18 de maio, às 11 horas Onde? Ponto Cine – Estr. do Camboatá, 2300 – Guadalupe, Rio de Janeiro – RJ
[box type=”info” align=”aligncenter” class=”” width=”200″]“O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.”[/box]
No próximo dia 30 de maio a Casa de Cultura de Nova Iguaçu receberá uma das pílulas da “Agenda Caleidoscópio”. A partir das 18 horas, acontecerá uma roda cultural que se inicia com uma palestra do premiado produtor musical “DJ Raffa Santoro”, que virá diretamente do Distrito Federal para compartilhar conosco sua experiência e vivência de mais de 30 anos na cultura hip hop, e seu conhecimento em produção musical, ministrando um workshop gratuito.
Logo após, o quintal da Casa de Cultura se transformará num lounge com DJs, mcs, feirinha cultural e barzinho, pra todo mundo poder trocar uma ideia numa boa.
A trajetória de Cláudio Raffaello Serzedello Corrêa Santoro, o Raffa, começa em 1982 como B. Boy nas ruas do Distrito Federal. Nos anos que se seguiram, foi dono de equipe de som, DJ em casas noturas e bailes, e técnico de gravação, até que se formou Engenheiro de Som no “Recording Workshop”, em Ohio, nos Estados Unidos, em 1989, ano em que lança o disco DJ Raffa e os Magrellos, pela Kaskatas.
De lá pra cá foram mais de 100 discos produzidos para os principais grupos de rap do Brasil, entre eles Dina Di, GOG, Câmbio Negro, Consciência Humana, Atitude Feminina, MV Bill, Viela 17, entre outros, e quatro de seus discos ganharam disco de ouro, vendendo mais de 100.000 cópias.
DJ Raffa em Berlim
DJ Raffa coleciona prêmios importantes, ganhou três vezes o “Prêmio Hutuz” como melhor produtor musical, e o último foi como melhor produtor musical da década, em 2009; ganhou o “Prêmio Profissionais da Música” como melhor técnico de masterização, em 2015; e o “Prêmio Hip Hop FAC”, pelo conjunto da obra, agora em 2017.
Toda essa trajetória de sucesso dentro do hip hop do Distrito Federal e do Brasil foi narrada no livro “A trajetória de um Guerreiro”, escrito pelo próprio DJ Raffa em 2007 e publicado pela editora Aeroplano.
Certamente, mais de 30 anos dedicados exclusivamente à cultura hip hop proporciona colecionar histórias únicas e incríveis que não cabem em outro lugar que não seja na memória de quem a viveu, contudo parte dessa memória será dividida com o público que assistirá sua palestra e o workshop de produção musical.
[box type=”info” align=”aligncenter” class=”” width=”200″]”O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.”[/box]