Categoria: Coluna

  • Politicando sobre o eleitor

    Politicando sobre o eleitor

    Nesse último Sábado (16/08/14), no 2º Fórum Rio, que aconteceu no Circo Crescer e Viver na Praça Onze, eu me lembrei novamente de algo que eu sempre me lembro em toda a eleição – que desde muito criança, eu sempre ví os candidatos na TV prometendo: SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA. O tempo passou, eu fui crescendo, e os políticos continuaram a prometer SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA, eu já estou chegando na idade em que os adolescentes me chamam de tiozinho e os políticos continuam a prometer as mesmas coisas: SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA.

    Vejamos, as possíveis causas disso:

    Causa 1: O tempo não passa, eu é quem envelheço isoladamente independentemente do tempo
    – Essa é uma causa fora de questão, isso porque, mesmo que eu envelheça, isso não acontece de forma isolada, afinal eu reparo que o mundo tem mudado muito ao meu redor e, inclusive, muitas outras pessoas envelhecem junto comigo.

    Causa 2: Os políticos são incompetentes
    – Houve uma época que eu cheguei a pensar nessa hipótese como verdadeira, mas tenho pensado que os politicos são muito competentes, inclusive pra manter o estado de coisas é preciso muita competência! As pessoas tendem a quererem o melhor para sí e por isso não acredito que ninguém gostaria de NÃO viver melhor, ainda mais levando-se em consideração que as pessoas sabem escolher o que é melhor pra sí mesmo, basta que pra isso elas tenham escolhas. Por exemplo: Eu não acredito que um pedreiro não queira colocar o seu filho em uma faculdade de engenharia, por exemplo, ao invés de deixar o garoto repetir a sua profissão, apesar de muito dígna, ir para a faculdade de engenharia, o fará ganhar mais e experimentar coisas que o pai não teve a chance de experimentar. Se depois de ele ser engenheiro, preferir ser pedreiro, aí será a escolha dele, pelo menos ele teve mais uma opção. Sendo assim as coisa não melhoram, não é por culpa da inaptidão do povo em escolher a opção melhor para sí mesmo, e diante de um mundo tão plural e diverso, tem que ser muito competente pra manter o povo preso em uma sociedade sem opção, ou com opções limitadíssimas. Sendo assim, descarto essa possibilidade de causa para o efeito dos políticos não mudarem o discurso ao longo do tempo.

    Causa 3: O Povo precisa assumir o protagonismo político
    – Essa é a causa mais provável, no meu ponto de vista. Tem uma frase de Eistein que diz que “insanidade é querer resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa”, eu creio nisso; muitos reclamam dos políticos, mas não mudam o seu proceder em relação a política: Votam em qualquer um, não escolhem com cautela o seu candidato, e depois, nos quatro anos que se seguem, não acompanham o seu candidato pra saber o que ele anda fazendo e cobrar aquilo que foi prometido durante a eleição, outros, até mesmo se abstém de votar. Depois reclamam da má sorte em ter um político que só pensa em sí mesmo e não trabalha para o povo, ao contrário, trabalha pela hegemonia na dominação do seu voto.

    Quer mudança de verdade? Mude a sí mesmo, a sua forma de ver, agir e pensar também interfere na minha vida. Seja responsável consigo e com a sua comunidade. Vote com decência, coragem e sem preguiça de escolher um candidato que, ainda que não seja o melhor, seja o menos ruim deles. Para o nosso próprio bem e para o bem dos nossos filhos.

    Pense nisso.

  • Quase perdi a mulher por causa de uma maminha

    Quase perdi a mulher por causa de uma maminha

    Olá leitores e leitoras da minha coluna semanal. Apesar de o título ter um certo duplo sentido, vou direto ao assunto: – Quem nunca sofreu por falta de profissionalismo alheio?

    Dizem por aí que existe mal profissional em todas as áreas. Desde o mecânico de fundo de quintal até o astronauta da Nasa. Desde o pedreiro pé de chinelo até os engenheiros civis.

    Eu fui vítima de um mal profissional hoje, dia 18 de agosto de 2014.

    Quem é casado ou tem um relacionamento estável sabe o quanto é complicado quando nossas digníssimas esposas – ou namoradas – nos mandam ir à rua comprar algo, por mais simples que seja a gente sempre compra errado, o que dá início a uma discussão sem fim. Mesmo que você se esforce, você vai comprar errado. Se você compra um sabonete, pode acertar a marca, mas erra o cheirinho e por aí vai.

    A solução é encontrar um local com profissionais em quem você confia. Daí chega no local, pede o que quer, o profissional faz o trabalho e você leva a mercadoria pra casa.

    Foi assim durante cinco anos nas Casas Prendas, em Morro Agudo.

    Eu deixava de ir aos Hipermercados mais chiques para comprar ali, no mercadinho próximo de casa, porque ali haviam profissionais que me auxiliaram durante esses cinco longos anos.

    Porém hoje, quando minha digníssima pediu pra eu comprar 01 kg de alcatra para nós almoçarmos, fui vítima do mais cruel dos profissionais, “o açougueiro”.

    Como de costume, entrei no mercado e fui direto ao açougue, mas havia um senhor que eu nunca tinha visto. Um senhor de baixa estatura e com aparência ranzinza. Pedi um quilo de alcatra e ele prontamente passou a faca em uma carne que já estava em cima do balcão, lascando bifes e mais bifes e jogando em um saco plástico.

    Eu, como não sou conhecedor de carne, só observava o mau humor daquele homem, até quando ele foi pesar a carne e deu 1,5 kg. Como eu só tinha dinheiro para comprar 01 kg, pedi “educadamente” para ele me vender um quilo, pois eu não tinha dinheiro o suficiente para pagar 1,5 kg.

    Parecia que eu havia xingado a mãe dele. Ele metia a mão no saco plástico e puxava as carnes e jogava no balcão novamente, até que o peso ficou em 800 gramas. Ele apertou os botões da balança até sair a notinha adesiva, colou no saco plástico, olhou no fundo dos meus olhos e perguntou: – Tá bom 800 gramas?

    Eu, em resposta ao mau humor do profissional, lancei um sorriso e disse: – Apesar de eu ter pedido 01kg, vou levar esses 800 gramas.

    Peguei minha carne, passei no sacolão para comprar uns legumes e verduras e depois parti para casa, ciente que tinha feito um bom trabalho.

    Porém, para meu espanto, assim que eu cheguei em casa e abri o saco da carne, minha digníssima ao bater os olhos na carne, fez aquela cara, como quem diz: – Você fez merda novamente.

    Eu, que já conheço a feição, perguntei se aquela carne não era alcatra. Ela disse que não. Inclusive disse que aquela era a maminha da alcatra, que para churrasco ela até serve, porém para frigideira a carne fica um pouco dura. Cirurgicamente me explicou a diferença entre a Alcatra e a Maminha da Alcatra, fazendo movimentos no ar com as mãos.

    Ela olhou nos meus olhos e eu entendi o recado. Deveria voltar ao mercado para tirar uma satisfação com o açougueiro. Sim, aquele profissional mau humorado.

    Peguei o carro e fui ao mercadinho. Parei o carro na calçada para que todos no mercado vissem eu chegando. Fui direto ao gerente e disse: – Sr, por favor me responda que carne é essa?

    Gerente: – Infelizmente eu não sou conhecedor de carne.

    Eu: Pelo jeito, nem o seu açougueiro.

    Gerente: – Vamos até o açougue para resolvermos isso. O açougueiro pode ter se enganado. Errar é humano.

    Fomos eu e o gerente até o açougue. Antes de chegarmos, o açougueiro já havia nos avistado. Viu o saco de carne nas mãos do gerente e conseguiu fazer uma cara mais feia do que a de costume. Eu, por minha vez, já não estava tão sociável como antes. O embate era inevitável.

    O diálogo triangular que se deu a partir daí foi:

    Gerente: – Que carne é essa?

    Açougueiro: – Alcatra.

    Eu: – Realmente o seu açougueiro não conhece carne.

    Açougueiro: – Sr, você é o cliente, mas eu sou o profissional.

    Eu: – Então quem tem razão?

    Gerente: – Calma gente.

    Eu: – Se você é profissional mesmo, então me diz que carne é essa?

    Açougueiro: – Maminha da Alcatra.

    Eu: – Ahhhhhhhhhhhhhhh!!! E o que eu te pedi?

    Açougueiro: – Alcatra. Mas a maminha vem junto, por isso a gente sempre serve esta parte primeiro. O que o senhor quer que eu faça com a maminha?

    Eu: – Eu não acredito que o Sr está me fazendo essa pergunta no meio de uma discussão. Mas se o Sr insistir eu vou lhe dizer onde o Sr poderá enfiar a maminha.

    Gerente: – Calma gente.

    Eu: – Vocês acabam de perder um cliente fiel à cinco anos, simplesmente por querer me enfiar uma maminha goela abaixo.

    Gerente lança um olhar para o açougueiro, que faz cara de… sei lá o que.

    Eu continuo: – Se eu pedi Alcatra, me venda Alcatra e me cobre Alcatra. Se sobrar a Maminha de Alcatra, venda Maminha e cobre pela Maminha.

    Gerente: – Atenda esse senhor, sirva-lhe Alcatra.

    Açougueiro: (Resmungou coisas sem sentido, ou com sentido, mas eu não ouvi).

    Açougueiro 02: – Deixa eu que sirvo cliente.

    Eu: – Vocês quase acabaram com o meu relacionamento. Espero que me sirvam uma carne de qualidade dessa vez, para eu poder me desculpar com minha digníssima.

    Levei pra casa 01 kg, redondo, da mais bela Alcatra que havia nas Casas Prendas. Fiz o meu papel de “macho” e resolvi o problema. Cheguei em casa e ouvi minha digníssima me elogiar, dizendo que enfim eu havia feito um bom trabalho.


     

    CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

    INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

  • Cultura da Baixada: a internet como aliada ou “agora entrou a cabecinha…”

    Cultura da Baixada: a internet como aliada ou “agora entrou a cabecinha…”

    Quando digo que mantenho um altarzinho em casa dedicado à Internet, pode parecer um exagero, uma figura de estilo, e quando digo que a Baixada sempre produziu uma arte bastante contemporânea muitas vezes fica soando como uma frase populista, dessas de se jogar pra plateia.

    Mas, não; é isso mesmo. Vivo rendendo orações de gratidão no mínimo ao São Tim Bernes-Lee, inventor da web. E cada vez mais me convenço de que não é coincidência o momento de explosão criativa que a região aqui está vivendo e que pode ser conferido facilmente pelas redes. Aliás, essa análise se aplica às periferias de um modo geral, mas concentro o papo na Baixada por ver de perto como o caldo aqui é grosso e nutritivo à vera.

    Não é à toa que quando a Internet começou a se popularizar no país foram as periferias que começaram a se apropriar das possibilidades da rede com maior força e ousadia. É como se naturalmente a ficha caísse de que essa janela era a entrada de ar que faltava no cenário em geral sufocante e sufocado do cotidiano de quem nunca deixou a peteca da cultura cair.

    Provavelmente, essa apropriação tem a ver com alguns aspectos da própria natureza que as ferramentas da tecnologia digital nos possibilitou.

    Por exemplo: a cultura aqui sempre foi multimídia.

    Via de regra, os saraus, shows, intervenções artísticas sempre reuniram as linguagens artísticas no mesmo espaço: música, poesia, esquetes teatrais, zine, fotografia… Tudo juntomisturadex. E essas produções sempre foram colaborativas, muito antes dessa palavra invadir o dia a dia de todos.

    O som de um, com o microfone e a caixa de baixo do outro, a arte gráfica do amigo, as luminárias de fulana, a comida da mãe do sicrano, o trabalho de elétrica do cara da rua, os instrumentos do parceiro musical, a xerox tirada no trabalho do camarada… Colaboração sempre foi próprio da natureza de tudo o que foi feito, provavelmente uma adaptação dos eventos culturais às tecnologias pedagógicas do mutirão e da viração de laje.

    Também a arte produzida aqui sempre flertou com a interatividade, em maior ou menor grau, dependendo de quais eventos; na poesia e no vídeo dos anos 1980 isso era uma característica muito comum, por exemplo.

    Esses são alguns dos aspectos que podem elucidar porque a invasão ao universo virtual foi tão forte e marcante para a região. E certamente contribuíram para que as redes sociais refletissem posteriormente essas características.

    O que parece ficar claro é que a questão complicadora toda era mesmo de narrativa, de meios de difusão das cenas pulsantes que surgiram em vários momentos e em vários cantos.

    No cenário desolador de antes da web como se construíam as míticas? Como se entrava em contato com a cena musical da Baixada? Só existiram bares e points culturais fodas no Baixo Gávea? Quem escrevia sobre o quê de onde? Como se chancelava o que era descolado, cult, contemporâneo? Quem aparecia no cadernos culturais dos jornais?

    O esforço no meio cultural exigia um trabalho extra de deslocamento físico e poucos casos conseguiam furar barreiras e contar a história que estava sendo feito ao mesmo tempo em que acontecia. Dois casos emblemáticos são o da cena poética marginal de Nova Iguaçu que a professora Heloísa Buarque de Hollanda detectou e acabou meio que apresentando essa movimentação para o ambiente da classe média do Rio na época.

    E o fluxo Rio de Janeiro-Belford Roxo que foi forte o suficiente para apresentar para o mundo a cena do reggae que estava sendo feita naquele momento da meiúca dos oitenta no Centro Cultural Donana. Mas muita, muuita mesmo, história só começou a ficar conhecida depois, sobretudo depois do advento da Internet e principalmente, depois das mídias sociais.

    E agora lascou.

    Bastou despontar um comecinho de superação da barreira midiática e pronto, a cultura produzida na Baixada vem aí saltando para um pujante protagonismo no Estado e no país. Momento que ainda é visto com certa desconfiança na própria terra, principalmente pelos grupos detentores do poder local; mas que já mostra frutos e aponta caminhos arejados para região.

    ‘té+

  • Pela necessidade ou pela vaidade?

    Pela necessidade ou pela vaidade?

    Quarta feira, 20:30 da noite e essa rapaziada responsa até essas horas vendendo uns lances aqui no Japeri lotado. Gente negra, gente branca, gente jovem, gente velha, homens, mulheres e até crianças.

    Criado na periferia, aqui nos prédios da CHEAB, conhecido como Pombal do IBC para os íntimos, sem a figura paterna como referencial, tendo o rap como paradigma de masculinidade e o esquerdismo como tutor político ideológico, logicamente que meu discurso sobre a criminalidade entre os pobres periféricos que convivem com o tráfico era tão previsível como de qualquer outro garoto na minha condição:
    A culpa é da necessidade.

    Será? A resposta não é tão simplista assim. Não é mesmo!

    Acontece que depois de 34 carnavais, com a responsabilidade de ser um chefe de família e com a mente muito mais arejada e liberta dos guetos ideológicos, abre-se espaço de sobra para questionamentos sinceros que são impulsionados pela realidade, sem medo das pedradas dos radicais.

    O fato é que essa Gente toda do Japeri lotado com quem convivo todos os dias, arrebenta com um monte de argumento de neguim de esquerda que paga pau e passa a mão na cabeça de quem se entrega ao crime por causa da pobreza.

    Na maioria dos casos não é a necessidade que fisga essa moleca das favelas, é a vaidade, a mãe de todos os males.

    Como cantava o MV Bill: “O Nike é armadilha pra pegar negão”.

    Não vou entrar no mérito da cultura, lazer, saúde e educação porque é chover no molhado. Todo mundo já sabe que o Estado é omisso e corrupto e que a privação desses direitos fragiliza ainda mais as pessoas em extrema pobreza, que tem a criminalidade como vizinha e aliciadora.

    Hoje, em um dia, vemos mais propaganda do que uma pessoa via em toda sua vida na década de 40. O conceito diabólico de que somos o que temos, e que o que temos é o que nos traz respeito, seduz e sequestra para o crime muito mais do que uma barriga vazia.

    Além de todos os direitos básicos que devem ser garantidos no combate a marginalidade, é preciso urgentemente à subversão do pensamento pós moderno sobre os valores.
    Pessoas valem mais do que as coisas.

  • Bunda

    Bunda

    Acusam-me de querer ter sempre razão, de querer mudar a opinião alheia. No entanto falam isso por eu não lhes dar razão e nem mudar de opinião facilmente por conta deles.

    Afinal, quem não acredita ter razão quando defende um ponto de vista? E se o defende, não seria também no intuito de convencer alguém?

    Nunca me posiciono com o intuito de afrontar alguém, o que quero é emitir a minha opinião, trocar ideias, etc. Toda a questão que desenvolvo está ligada a minha visão de vida, logo faz parte de mim, só que aprendemos a ter medo ou vergonha de opinar, quem assim o faz é tido por arrogante.

    Daí vem aquele termo: “Na minha humilde opinião!”.

    Minha opinião não é humilde, muito menos prepotente, é “simplesmente” minha opinião.
    Isso não faz de mim alguém inflexível, justamente por estar disposto a mudá-la ante algo ou alguém que me convença do contrário. Como bem filosofou Blaise Pascal: Não tenho vergonha de mudar de ideia, porque não tenho vergonha de pensar. O que nunca farei, é mudá-la por conveniência ou convenções.

    Como bem filosofou os populares: Opinião é igual a bunda, cada um tem a sua, deveria eu me achar arrogante por ter uma?

  • Super Via Sound & Business

    Super Via Sound & Business

    Começou no dia 12 e vai até o dia 16 de Agosto o “Red Bull Soundground” que é um festival internacional de músicos de Metrô. Ainda não tive tempo de ir lá assistir nenhum show (“mas minha filha viu, achou muito legal!”). A partir disso eu fiquei pensando: Imagina uma coisa dessas na Super Via?

    Imaginar o caos de uma estação de trem (não muito diferente do metrô, nos dias de hoje) juntamente com um artista tocando parece um pouco inconcebível. Mas se você olhar bem, existe música todo o tempo sendo executada nos vagões! Digo isso a partir de algumas observações que uma viagem Belford Roxo-Maracanã pode mostrar. Os métodos utilizados pelos vendedores ambulantes é totalmente musical. Cada um tem a sua maneira de berrar quais produtos estão fazendo e os valores de forma melódica, contínua e fácil de lembrar.

    Não preciso citar muitos exemplos, mas acho que nesse momento você deve estar lembrando de algum desses vendedores, sejam aqueles que fazem contação de história, cantam algum jingle que causa inveja em muita agência de publicidade o até mesmo aqueles que vem com alguma aparato tecnológico como microfone, luz, caixa de som e etc.

    Fazendo uma pesquisa rápida pelo Youtube, os primeiros videos que apareceram foi o ilustríssimo Gordo do Trem. Se você não conhece, vale a pena conhecer no video abaixo. Mas antes, uma música que Léo Peixe fez em homenagem a esse vendedor que alegra a viagem da galera.

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  • Mais um legado a ser pensado…

    Mais um legado a ser pensado…

    Bom, a Copa do Mundo mal acabou e muitos estão falando do “Legado” que ela deixou para o Brasil, para o Rio de Janeiro e outros estados. E muitos já estão pensando no “próximo” legado que virá: O das Olimpíadas em 2016 na cidade do Rio de Janeiro.
    A turma de 2014 do Rio de Encontros escolheu este tema para ser abordado no encontro do dia 12 de Agosto, na última terça-feira, que aconteceu lá na Casa do Saber. E para isso, foram convidados os atletas olímpicos Flávio Canto e Isabel Salgado; Agusto Ivan, assessor especial da Empresa Olímpica Municipal e Mário Andrada, diretor de comunicação do Comitê Organizador Rio 2016.A mediação do encontro ficou por conta de Pedro Strozenberg, diretor da Associação Casa Fluminense.
    Herança?
    A pergunta inicial foi “Que legado a Copa deixou para o Rio de Janeiro?” O atleta Flávio Canto disse que o legado foi o clima de paz que reinou no Rio de Janeiro durante o período de Copa, mas tive que lembrá-lo que durante a Copa, inúmeras operações policiais ocorreram, muitas delas no Morro do Chapadão, em Costa Barros, perto da onde moro por sinal. E que essas operações resultaram em baixas civis, mais uma vez. O jovem Igor, morador do Borel também relatou que houveram confrontos entre bandidos e policiais da UPP situada na favela.
    E essa é uma herança que não veio da Copa, mas que está aí há anos e que deixa a população assolada por não parecer ter solução.

    Equipamentos
    Muitas pessoas presentes se mostraram preocupadas em relação aos equipamentos que serão utilizados nas Olimpíadas e disseram que a Barra seria o local mais beneficiado com as Olimpíadas devido ao fato de boa parte dos eventos acontecerem lá; mas Augusto Ivan rebateu dizendo que serão 16 modalidades na Barra e 15 em Deodoro, além de outros locais. Mas já há inúmeros boatos a respeito da especulação imobiliária na Barra.
    Um dos jovens presentes questionou o fato de que o Maracanã foi reformado para a Copa e que vai ser reformado novamente para as Olimpíadas e por que já não pensaram em uma reforma que beneficiasse ambas as competições.

    E na Baixada?
    Augusto foi bem direto quando perguntei quais seriam os impactos das Olimpíadas da Baixada Fluminense: “O BRT está funcionando. Empregos serão gerados além dos que forem trabalhar como voluntários. O impacto não será direto, mas haverá. Competições que vão acontecer em Deodoro, a gente pode chegar perto mas não passar do limite”. Me mostrei compreensivo pois sei que as Olimpíadas acontecerão no município do Rio. Mas me questiono se o Estado tem algum plano de ação esportiva pra ser aplicado na nossa região. Como muitos sabem, as Vilas Olímpicas em nossa região estão sucateadas, algumas estão em obras que não terminam e outras funcionam mesmo sem as obras terem terminado. Não são todos os CIEPs que funcionam em período integral e isso impede a prática de atividades extra-curriculares como prática de esportes específicos. Mas isso é assunto pra outra coluna… Daqui a 2 anos a gente tira as conclusões.

    Mas e pra você? Qual vai ser o legado das Olimpíadas?

    Boa sexta,

    @marcaobaixada

  • Polícia brasileira: ou muda, ou afunda de vez

    Polícia brasileira: ou muda, ou afunda de vez

    Já que o assunto segurança está em voga mais uma vez, tive a curiosidade de verificar como se estruturam as polícias pelo mundo, muitas conseguiram reverter índices alarmantes , mas deixemos de conversa e saca só esses exemplos.

    FRANÇA – O sistema de Segurança Pública no país é composto por duas polícias: a Nacional e a Guarda Nacional, também conhecida como Gendarmerie. A Polícia Nacional é civil e atua nas cidades com mais de 10 mil habitantes. Já a Gendarmerie tem caráter militar e trabalha em cidades com menos de 10 mil moradores, integrando as Forças Armadas. Segundo José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM de São Paulo e professor do “Centro de Altos Estudos de Segurança da PM-SP”, existem projetos de lei na França para unificar as duas polícias.

    ARGENTINA – O país possui essencialmente dois tipos de polícia, uma de âmbito nacional, aos moldes da Polícia Federal no Brasil, e as polícias provinciais. Elas são uniformizadas, possuem formação militarizada, mas gestão civil e realizam tanto o trabalho de policiamento nas ruas como de investigação de crimes, explica José Vicente da Silva Filho.

    EUA – Com uma hierarquia mais enxuta que a brasileira, a polícia norte-americana tem caráter civil e sua área de atuação é municipal. De acordo com José Vicente da Silva Filho, é comum pequenas cidades formarem uma espécie de consórcio com o objetivo de diminuir os gastos com policiamento.

    PORTUGAL – O policiamento ostensivo nas grandes cidades é realizado pela Polícia de Segurança Pública, de caráter civil. No resto do país, essa função cabe à Guarda Nacional Republicana, de natureza e organização militares. Já as investigações são feitas pela Polícia Judiciária.

    CANADÁ – Uma das polícias mais respeitadas do mundo é a Real Polícia Montada do Canadá. Ela atua nos âmbitos municipal, estadual e nacional, tanto realizando policiamento ostensivo como investigação, entre outras ações.

    ESPANHA – O país possui dois tipos de polícia: o Corpo Nacional de Polícia, de natureza civil e atuação nacional, e a Guarda Civil, que tem formação e gestão militarizadas e é responsável pelo policiamento ostensivo. Ambas realizam investigações, por meio de suas unidades de Polícia Judiciária.

    COLÔMBIA – A Polícia Nacional da Colômbia é ligada ao Comando Geral das Forças Armadas do país e responsável tanto pelo policiamento nas ruas como pela investigação de crimes. Com formação e gestão militarizadas, é comum encontrar nas ruas policiais armados com fuzis, em resposta à atuação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias), afirma José Vicente da Silva Filho.

    CHILE – Os Carabineiros do Chile são a polícia mais bem avaliada e respeitada das Américas, segundo José Vicente da Silva Filho. Os carabineiros militares são responsáveis pelo policiamento ostensivo e também pela defesa civil. A corporação possui uma divisão de polícia judiciária chamada de Polícia de Investigações.

    REINO UNIDO – A polícia tem atuação regional no Reino Unido. A mais conhecida é a Polícia Metropolitana de Londres, também conhecida como Scotland Yard, responsável pelo policiamento ostensivo e investigação de toda a Grande Londres.

    ITÁLIA – O país possui cinco tipos de polícia: os Carabineiros, a Polícia do Estado, a Guarda de Finanças, o Corpo Florestal do Estado e o Corpo da Polícia Penitenciária. Os Carabineiros integram as Forças Armadas, têm natureza militar e atuam em todo o país no policiamento e também como polícia judiciária. A Polícia do Estado também é de âmbito nacional, formação militarizada, mas gestão civil.

    BRASIL – A polícia brasileira é dividida entre a militar, que é responsável pelo policiamento ostensivo, e a civil, que se encarrega das investigações dos crimes. As duas atuam nos Estados. O país também possui a Polícia Federal, de caráter civil e atuação nacional.

    Acho que estamos no limiar de uma ruptura sem precedentes nas questões que tangem a segurança do brasileiro, caso contrário voltaremos aos tempos em que cada um toma a justiça para si, então teremos toda a estrutura e democracia mergulhadas em um verdadeiro caos.

  • Produtivos ou distrativos?

    Produtivos ou distrativos?

    Quantas horas por semana você passa em frente ao computador? Quantas delas são produtivas ou distrativas? Há uma ferramenta que responde a estas e outras perguntas que afligem aos que passam dezenas de horas na frente de uma tela, seja no computador, tablet ou  smartphone.

    Estou há três semanas testando uma ferramenta chamada “Rescue Time” e tenho encontrado algumas respostas bacanas e outras nem tão bacanas assim. O que faz o Rescue Time? Você cria uma conta – e concorda com termos de privacidade bem mirabolantes – e faz login uma única vez. Pronto! É como se você estivesse sendo vigiado por um supervisor, só que, sem bronca, sem bafo no cangote, e sem encheção de saco.

    A bronca vem nos finais de período. Há relatórios diários, semanais e mensais. Eu gosto dos semanais. Sinceramente, eu tenho recebido boas surpresas ao ler os relatórios. Maior parte do meu tempo está sendo produtivo, embora eu tenha perdido mais tempo que deveria em tarefas fúteis.

    Prós:

    – Avalia todo o tempo de atividade no computador, tablet ou smartphone, seja na internet ou não.
    – Detalha o tempo gasto em cada site ou aplicativo.
    – Te propõe metas diárias de produtividade.
    – Tem um recurso bem bacana que bloqueia páginas pré-definidas por você durante a execução de uma tarefa importante, mas só na versão paga.

    Contras:

    – Entende qualquer rede social como tempo muito distrativo e inútil, mesmo que você seja um social media manager e precise trabalhar no Facebook, por exemplo. Cabe a você interpretar aquele tempo como produtivo ou não.
     Se você possuir um site e trabalhar nele, esse tempo não será categorizado. É considerado neutro pela ferramenta.
    – Não há versão em português.

    Abaixo, os screenshots do meu relatório semanal para você ter uma ideia. Para saber mais, acesse o link www.rescuetime.com.

    Até a próxima – e vê se não perde tempo no “feice”!

    cats

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  • De galocha, aos 34

    De galocha, aos 34

    Há algumas semanas, ao fazer uma busca pela internet sobre “moda” para mulheres acima dos trinta, me deparei com uma curiosa situação: não “existe moda” para mulheres acima dos trinta!

    Fiquem calmas, “coroas”, eu vou explicar. Primeiro, eu gostaria de demonstrar minha insatisfação com mais essa desigualdade relacionada aos gêneros feminino e masculino.

    Meninos se vestem de igual modo dos seis primeiros meses de vida até a morte, sem problema algum. No máximo, trocam as estampas das t-shirts, que vão de temas de desenho animado até bandas de rock, voltam para os desenhos animados e terminam com números…

    Calças e bermudas que variam de jeans a tactel, despreocupadamente…

    Tênis e chinelos que só variam para sapato “pretinho” básico quando existe a nessecidade de uma vestimenta mais social. Claro, estou falando dos meninos de estilo básico, casual e pouco moderninhos.

    A questão é: alguém aí conhece uma mulher de estilo verdadeiramente básico?! Como ser básica, minha gente?! São tantas as possibilidades, as cores, modelos e tamanhos de tudo o que a gente veste…Mulheres são de natureza exagerada, mesmo a mais casual e menos moderninha possível.

    foto: Cristiane de Oliveira

    Isso não é coisa pra sua idade”, diziam umas…

    Na semana passada eu comprei mais um par de galochas! Oi?! Não sabe o que são galochas?! Galocha é o termo atualmente utilizado para designar qualquer tipo de calçado, mais precisamente bota, feito de borracha ou outro material impermeável e sem cadarços, para proteger da chuva ou da umidade. Comumente chamadas de botas de açougueiro, as galochas fizeram muito sucesso nos pés da meninada nas décadas de 80 e 90, principalmente nas escolas. Mamães mais cautelosas se utilizavam delas para proteger os pézinhos de suas crias nas épocas de chuva.

    Tá parecendo uma paquita preta”, disseram outras…

    Hoje, num momento em que cuidar dos filhotes não está na moda, as galochas caíram em desuso para meninos. Para minha alegria, embora não fosse item corriqueiro, as galochas nunca desapareceram do planeta. Mas não se engane, “parcêro”. Nem todos vão olhar para você com bom olhos, se você passar calçando galochas em dias de chuva por aí…

    Você vai pra onde com isso?!”, me questionaram…

    Hoje existem modelos mega descolados e cores incríveis, tanto para meninos quanto para meninas! Maaaaasssss… Parece que o barato mesmo é molhar os pés de água de chuva em ruas alagadas… E se você tiver mais de trinta anos, então… Hahahaha.

    Nossa, seu estilo é bem alternativo”, resumiram todos.

    Partindo daí, comecei a pensar o que seriam vestimentas apropriadas para mulheres da minha idade. Não posso usar galochas. Não posso usar All Star. Não posso abusar das cores. Não posso arriscar muito no estilo do cabelo. Não posso usar saias assim nem shorts “assados”. Não posso isso ou aquilo. Affs! O que restou?! Terninho preto básico?!

    Partindo dessas críticas decidi verificar o que seria adequado aos meus trinta e quatro anos. Então vamos lá! Vou passar algumas informações que eu apurei nessa minha pesquisa:

    • Mulheres de trinta não devem usar tênis, a não ser que estejam indo pra academia. Devem usar salto, quase sempre, em suas variadas formas. Homens podem e devem, pois são confortáveis.
    • Mulheres de trinta devem optar por cores sóbrias. Por isso meninas, nada de embebedar suas roupas antes de sair de casa….
    • Mulheres de trinta devem estar atentas ao tamanho de shorts e saias para não passarem a informação errada, isto é, meninas, apurem a pauta antes de sair por aí espalhando boatos. Oh, wait
    • Mulheres de trinta devem estar atentas ao tamanho de seus cabelos: muito longos envelhecem e muito curtos passam a impressão de que querem esconder a idade. Sem comentários.
    • Mulheres de trinta não devem deixar fios de cabelos brancos à mostra. Homens, não precisam se preocupar com coloração e descoloração dos fios, pois segundo as regras, ficam charmosos de cabelos grisalhos…
    • Mulheres de trinta que se prezem devem ter corpo de menina de quinze e guarda roupas de senhoras de sessenta.
    • Mulheres de trinta que não se casaram estão encalhadas… Homens são espertos!

    Claro que isso é só um resuminho básico das principais regras pra essa idade…Isso sem falar de tatuagens, piercings, esmaltes para as unhas, acessórios, gosto musical, etc. É, eu sei. Também fiquei chocada com tantos absurdos.

    Nessa onda de modismos, mulheres com mais de trinta não têm estilo, têm regras. Mas se você, assim como eu, não aceita pra sua vida essa moda, que marginaliza e descrimina sem dó ou piedade o “mulheríu” desse mundão, se liga:

    Moda também é questão de atitude. Por isso, não permita que te digam – principalmente os filhos – o quê e como vestir. Não se sinta obrigada a seguir padrões. Seja você mesma e seja livre nas suas escolhas.