Categoria: Coluna

  • O Ebola e o mercado farmacêutico

    O Ebola e o mercado farmacêutico

    Segundo a BBC NEWS (http://www.bbc.com/news/world-africa-28754160), a Organização Mundial da Saúde – OMS  considerou ético o uso de drogas não testadas em humanos para tentar deter o avanço no atual surto de Ebola iniciado em Fevereiro na Guiné. infectando 1779 pessoas. Segundo a OMS, a gravidade atípica da situação torna a ação ética, o que não acontece em circunstâncias normais. O Governo da Liberia já encomendou um carregamento de uma droga denominda Zmapp, mas existem outras, inclusive uma chamada TKM- Ebola que tenta destruir o DNA do vírus.

    O Ebola que está atacando a África atualmente não tem cura e já matou mais de 1.000 pessoas desde o seu aparecimento. A principal alegação dos governos é que a única opção ao uso das drogas ainda não testadas em seres humanos é a morte, e diante disso, muita gente preferirá usar as drogas.

    Segundo um estudo do Professor Pedro Rolim da Universidade de Pernambuco (http://200.17.141.110/pos/farmacia/especializacao/modulo6/Panorama_da_Industria_Farmaceutica.pdf), um medicamento demora de 12 a 15 anos para ser desenvolvido, gasta aproximadamente 1,5 bilhões de dólares e somente 3 em cada 10 medicamentos dão resultado financeiro considerado satisfatório.

    Diante dessas duas informações, acredito que cabe pensar em como é apropriado um surto repentino de Ebola na África com tantas drogas em desenvolvimento na indústria farmacêutica que ainda não foram testadas, isso certamente vai diminuir drasticamente tanto o tempo de desenvimento quanto o tempo estimado para que uma droga chegue ao mercado, além de dividir os custos dos testes com os governos africanos.

    Será obra do acaso um surto como esse? será culpa de Deus? Ou será que existe caroço embaixo desse angú? Eu não duvido de nada.

    Pronto, será que temos mais uma teoria da conspiração formada?

    São só reflexões sobre esse mundão louco e sem fronteiras da chamada globalização, onde se globaliza só o que é conveniente, enquanto os benefícios continuam muito bem regionalizados e os malefícios, mais que guetizados.

    Vai vendo!

  • Secret: Novo app para fofoqueiros(as) está causando na internet

    Secret: Novo app para fofoqueiros(as) está causando na internet

    Apesar de eu ser um cara super antenado nas novas tecnologias, fiquei me sentindo mal quando ouvir falar, apenas ontem, dia 10 de agosto, do mais novo fenômeno da internet: o APP Secret.

    Me senti mal porque o aplicativo foi lançado no Brasil em maio e até então eu nunca tinha ouvido falar nele. Mas se você leitor também nunca ouviu falar, isso me conforta e faz a minha coluna de hoje ter um pouco de sentido.

    O Secret é um aplicativo gratuito para smartphones que traz como proposta que você “compartilhe com seus amigos, secretamente”, resumindo, permite que você faça fofoca sem ser identificado(a).

    Confesso que já tenho meu perfil lá. Baixei ontem assim que ouvi um burburinho a respeito.

    Instalei na máquina e comecei a ler as postagens.

    Eram algumas coisas sem sentido, postei coisas sem sentido também, até que aprendi a ver as coisas que meus “amigos” virtuais mais próximos estavam postando. Aí é que o bicho pegou e eu entendi a gravidade desse APP. Tinha gente dizendo que “comeria” fulana de tal se ela desse mole, mas tinha gente que diz já ter comido e contando detalhes, mas o pior é que a galera postava a foto da mina, que por sua vez não tinha como identificar quem havia postado, afinal essa é a finalidade do aplicativo, garantir o anonimato.

    Depois li coisas a respeito de pessoas ainda mais próximas, amigos de trampo, indiretas que eu imaginava quem havia escrito, até que li coisas a respeito do Movimento Enraizados, porém nada muito sério, mas o nosso nome já está circulando por lá.

    A partir daí comecei a ler artigos sobre o APP para poder me situar melhor e li no site da revista Capricho (não vale zoar, é pesquisa) que o aplicativo não é tão seguro assim como todos pensam.

    secret-app-whisper-social-network“Primeiro, porque você não está 100% protegido pelo anonimato. Em segundo lugar, de acordo com os termos de uso (que quase ninguém lê), o usuário é completamente responsável pelo que posta, sendo que a empresa Secret Inc. detém todos os seus dados e, caso alguém te denuncie por se sentir ofendido com a postagem, promete revelar rapidinho seu anonimato para Justiça. É preciso ficar ligado, principalmente porque alguns segredos podem acabar facilmente entregando a sua identidade.”

    Tem gente destilando o seu veneno sem dó, se garantindo no tal anonimato. Tem gente brincando. Contudo tem uma galera pegando pesaaaaaaado, como foi o caso que trouxe como vítima o consultor de marketing Bruno Machado, de 25 anos, que descobriu que havia sido alvo de três dessas publicações, que traziam fotos dele nu, dizendo que ele era portador do vírus HIV e participava de orgias com seus amigos.

    Seus advogados entraram com um ação civil na Justiça para bloquear o app no Brasil por acreditarem que ele viola a Constituição Federal, o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet.

    Então galera muito cuidado porque o que parece brincadeira hoje, pode causar muita dor em outras pessoas, e quem é o caçador, pode virar a caça.

  • Hip Hop sem escapatória

    Hip Hop sem escapatória

    É isso, gente amiga: passo agora a ser um dos colunistas do Portal Enraizados a convite dos amigos desse movimento que acompanho há mais de uma década e do qual sou fã desde que eu dirigia o portal Baixada On, lá no comecinho dos anos 2000.

    Pretendo aqui compartilhar experiências e observações que venho construindo nas aŕeas de arte, cultura e política sobretudo nesse pedaço maluco do planeta que é a Baixada Fluminense.

    Pra começo de conversa, achei razoável começar falando sobre minha relação com hip hop, eu que não sou da área, mas que venho embolado já um tempo com uma malucada desse universo. E porque hip hop circula nas veias da rapaziada aqui com muita força e vibração.

    A primeira menção que me recordo do hip hop me veio via televisão aberta, quando começaram a aparecer os primeiros grupos de break no país, sendo um deles uns caras moleques dançando de um jeito engraçado num clip do Fantástico e depois nos Trapalhões, e que só vim a lembrar o nome deles graças à Internet muitos anos depois. Eram os Black Juniors e era uma parada só de dança mesmo, o break que também viria a rolar na abertura de uma novela da Globo.

    Alguns filmes blockbusters da época também começavam a apresentar paras as massas as primeiras ideias sobre vestimenta, gírias, músicas, já apontando que algo muito forte ia sacudir o universo pop. Comecei a ouvir falar em Run DMC nessa época com seus tênis Adidas.

    Depois já adolescente é que o rap começou a chegar em algumas outras referências.

    Uns exemplos: por conta da Fluminense FM veio a banda Gueto com a música G.U.E.T.O, que era muuito foda; e Thaíde e DJ Hum, com uma música que incrivelmente tocava em alguns programas da rádio rock. Depois lembro de uma coisa engraçada que rolou com a banda Antrax, respeitadíssima no meio do metal, um som porradeiro que tinha fãs à pampa, entre eles vários amigos. Os caras vão e gravam um disco unindo rock e rap e foi um fracasso retumbante…

    Já no início dos 90 teve o fenômeno dos Racionais, mas aí já é outra parada; prentendo escrever um texto só sobre os Racionais em breve. Na minha opinião ainda não se mediu o impacto avassalador que os Racionais Mcs tiveram na juventude das áreas urbanas de vários cantos do país.

    E ainda nos 90 tiveram as bandas que flertavam com a estética e com a pegada do rap, como o Funk Fuckers, o Planet Hemp, o Rage Against The Machine entre outras que não recordo de pronto assim. Mas ainda não era rap no sentido mais estrito mesmo. Isso pra mim só rolou já no comecinho dos 2000, principalmente depois que fui fazer uma matéria pra o Baixada On com um cara que tinha ganho uma batalha nacional de MCs. Eu sempre fui fã de repente e embolada e foi esse cara, Slow DaBF, que me apresentou o freestyle, que chapei na hora.

    Depois, já no início do cineclube Mate Com Angu foi que adentrei de fato no meio do hip hop por conta de Cacau Amaral e DJ DMC, que na época formavam o Baixada Brothers. E daí foi direto e na veia: conheci a ReFem, o P,10, o Kajá Man e Posse 471, o João Xavi; comecei a conhecer as músicas e letras do Dudu de Morro Agudo; festival Hutuz; bordejos na CDD com a Cufa; fui apresentado a um monte de DJs; chapei com Sabotage; comecei a frequentar festas e a ler o que estava sendo escrito. O Cacau, por exemplo, naquele momento escrevia aqui no Enraizados e no portal Real Hip Hop, na época um ótimo site também.

    E hoje vejo os elementos da cultura hip hop como fundamentais em tudo o que a gente vem fazendo na periferia, fechamentos com aliados de primeira hora no nosso front cultural. Com prazer, com alegria e também com muita admiração.

    Fico por aqui deixando o registro e a homenagem ao Nino Rap, que nos deixou há um pouco mais de um mês, moleque talentosíssimo que trazia o rap no próprio nome, com orgulho. Me lembro dele na dupla com o Eddi MC, lá no Centro Cultural Donana; todo mundo moleque ainda, estrutura precária, sem nem bases gravadas nem nada, mas já dando pra sacar que o moleque era foda.

    Depois com o Blecaute, que virou Nocaute, o talento dele rodou o mundo. Pena que a vida tem dessas tramas e dramas que às vezes por um fio mexem com o chão das certezas e cada um lida como isso do jeito que dá. Alguns tem mais dificuldade de segurar as ondas loucas da vida e não cabe a ninguém julgar ninguém.

    Viva o Nino, viva o rap, viva o #Comboio e o Enraizados. E é isso: estarei aí na aŕea oferecendo perigo de gol.

    ‘té+
    heraldo hb

  • A ocasião faz o ladrão

    A ocasião faz o ladrão

    Faça um comparativo entre nossa postura e a postura reprovável dos nossos políticos, e veja que temos muito em comum. Fazemos exatamente igual ao que criticamos neles: Roubamos, fraudamos, subornamos, ludibriamos etc.

    Pegamos no colo a criança que já anda, para termos o direito de utilizar os caixas preferenciais, furamos fila, etc.

    Estacionamos em local proibido, andamos pelo acostamento, fazemos bandalhas, avançamos sinais, subornamos o guarda, etc.

    Pegamos emprestado e não pagamos, fazemos gato, não devolvemos o troco quando recebemos a mais, etc.

    A justificativa é que todo mundo faz, de fato, todo mundo faz, inclusive os políticos.

    Quantos entre nós não faria o mesmo nessa posição? Como diz o ditado popular: “A ocasião faz o ladrão!”.

  • Os reféns da Babilônia e o plano de fuga

    Os reféns da Babilônia e o plano de fuga

    Mais uma sexta feira de trabalho que se finda – mais uma semana vencida. Às 18:00 eu pego o elevador junto com a rapaziada da repartição e vamos para a fase final, o último round de quem enfrentou um dia inteiro do trabalho a 40km de casa – Centro do Rio – Nova Iguaçu Baixada.

    Cara a cara com o amigo dentro do metrô abarrotado, eu nunca me sinto confortável em ficar tão próximo do rosto desse negão maior do que eu, por mais gente boa que ele seja.

    Muitas vezes o comentário é redundante: “Situação medíocre hein?!”. De fato, mas pior que a mediocridade dessa nossa rotina de gado proletariado, é o conformismo estampado no rosto de muitos. Os comentários indignados que não causam nada. Apenas um desabafo de quem parece estar sentado na janela vendo a vida passar. Vitimas do lugar comum. Reféns da cobrança da sociedade em ter que ser alguém, que suplanta o que realmente deveria ser a prioridade na vida: Ser quem você quer ser!

    Nos últimos dias, quando entramos no metrô abarrotado, eu tenho disparado a mesma pergunta: Dá pra suportar isso durante mais 30 anos?

    Talvez até dê. Todo dia eu vejo as rugas de quem suportou e ainda suporta. Gente que sacrifica os melhores anos da sua existência esperando a aposentadoria chegar para enfim descansar e aproveitar. Essa é a piada mais sem graça da vida.

    Contudo, eu decidi que não vai ser assim comigo. Essa semana eu recebi a tão batalhada e esperada promoção. Apesar da minha sincera gratidão a Deus pela força que meu deu para correr atrás, minha euforia durou apenas um dia. Hoje, quando acordei e enfrentei a realidade do translado Baixada/Centro do Rio , quando vi o rosto das pessoas nos trens da SuperVia, eu pensei: A Babylon tem suas artimanhas para nos manter conformados reféns.

    Use o sistema e não deixe o sistema usar você. Estude, investigue as brechas e seja tudo que fostes vocacionado para ser. Liberte-se!
    Correria e fé em Deus.

  • A Clássica Depressão em Transportes Públicos

    A Clássica Depressão em Transportes Públicos

    De segunda a sexta (ou de domingo a domingo para muitos) a rotina de acordar cedo, café rápido e correr pro ponto de ônibus é uma constante.

    Para driblar o tempo de viagem, que com o trânsito complicadíssimo se convertem em horas parados, existem as clássicas leitura de livro ou jornal, papo sobre meteorologia ou futebol com quem tá ao lado, celular com internet e fone de ouvido perto do volume máximo para se afastar ao máximo dessa realidade (essa ultima muito usada por mim). Mas mesmo com todos esses apetrechos tecnológicos ou sociais, as viagens de ônibus, metrô ou trem são uma espécie de sofrimento contínuo em que você ainda paga muito caro por ele.

    Vejo uma tortura, para além da social, a rotina nos transportes coletivos da grande rio. Vejo nos olhos dos passageiros uma melancolia que se confunde com cansaço que me entristece muito. As longas viagens são resultados de várias coisas que não funcionam. A vida não funciona bem. Tem que tomar o remédio, hérnia de disco, cortar o glútem.
    A pausa para a subida do deficiente físico causa a reflexão. Não consigo emprego, sou velho demais. Não consigo emprego, sou jovem não tenho experiência.

    Pense bem em quem votar! É simplista colocar a “culpa” (a la católica) em poder público, mas sempre pense bem em quem vai votar ou não votar.

    Mesmo com toda essa depressão, você sabe que num dia “x” do mês a sua conta bancária vai sorrir pra ti. Você dirá que tá tudo bem, que valeu a pena e que o trabalho dignifica o homem.

  • Tênis x Hip-Hop

    Tênis x Hip-Hop

    A relação Tênis x Hip-Hop é longa e -permanecerá- duradoura. Não é de hoje que diversas figuras do Hip-Hop são vistas ovacionando e prestando reverência à modelos e marcas de tênis. Alguns se arriscam até mesmo à desenhar modelos para algumas marcas, como é o caso dos rappers Kanye West e 2 Chainz e o famoso sneakerhead DJ Clark Kent, que está no Top 10  mundial dos maiores colecionadores de tênis. A cultura sneakerhead tem seu nascimento fortemente atribuído ao Hip-Hop e para a coluna de hoje, reservei vídeos clássicos e outros nem tanto, onde alguns rappers abordam sobre os ‘papatos’ nas letras.

    RUN DMC – “My Adidas”

    O grande BOOM da cultura sneaker provavelmente tenha se dado após o lançamento de “My Adidas”, do RUN DMC. Numa época em que a Adidas nem era tão famosa, a música eternizou o modelo “Superstar” e a marca ainda fechou um contrato de US$ 1 milhão com os caras.

     

    Nelly – “Air Force Ones”

    A galera que não é tão antenada e que conhece o Nelly só pela música “Dilemma”, com a Kelly Rowland, não deve nem imaginar que ele fez uma música homenageando o tênis Air Force 1, da Nike. Um dos meus tênis favoritos da cultura sneakerhead, por sinal.

    [yframe url=’https://www.youtube.com/watch?v=BfzsMQGqrt0′]

     

    Mac Miller – Nikes On My Feet

    Com a voz do NAS no refrão, o jovem Mac Miller também fez um som falando de Nikes.

    [yframe url=’https://www.youtube.com/watch?v=a-rqu-hjobc’]

     

    E no Brasil?

    O rapper ORIgame de SP, fez o som “De Nike, Nike, Nike”; onde o rapper fala sobre seu amor sobre os tênis e os modelos que ele lança no rolê.

    [yframe url=’https://www.youtube.com/watch?v=YLb9_txLjAc’]

     

    E como hoje é sexta-feira, é dia de limpar seu papato mais da hora pra partir pra pista.

    @marcabaixada

  • Série de videoclipes dará visibilidade a artistas e videomakers de Nova Iguaçu

    Série de videoclipes dará visibilidade a artistas e videomakers de Nova Iguaçu

    Salve, galera! Tudo bem? Estamos nós, aqui, em mais uma humilde coluna. Esta semana eu venho falar de algo que tenho idealizado junto à Cristiane de Oliveira, na Agência #TudoNosso. Tem tudo a ver com a coluna, que mescla comunicação e tecnologia.

    No próximo sábado, 9 de agosto, a Agência #TudoNosso lançará o #SmartClipe, projeto audiovisual que prevê uma série de videoclipes musicais gravados a partir de câmeras de smartphones, sob o olhar colaborativo de videomakers e aspirantes à produção de vídeo.

    Na primeira temporada, serão dez videoclipes, dez artistas/grupos e até 30 videomakers de Nova Iguaçu, selecionados entre os dias 9 de agosto e 15 de setembro. O processo será democrático e permitirá que músicos independentes se inscrevam gratuitamente para concorrer a um #SmartClipe de sua música de trabalho.

    O episódio “00” é o piloto e inspirador vídeo da música “Us Muleki é Zika”, captado no ano passado, sem maiores pretensões, no estúdio da Ibotirama Records, em São Paulo-SP. Conta com a participação dos rappers João Bazilio, Xando Official, Petter MC e Leonardo Barreto (Léo da XIII). As imagens foram captadas por WF Martins e Lii Oliveira. Direção de Petter Oliveira. A música foi gravada no “Dia da Rima 2013” e pode ser escutada no link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=9cKaGvsOZKE&list=UUYHSK7GUfqYzbXFH1WN571w

    O projeto também pretende dar aquele “empurrãozinho” aos fãs de audiovisual, que nunca produziram vídeos para a internet e são desencorajados pela escassez de “ferramentas adequadas” ou pouca habilidade para lidar com elas . Serão selecionados até três videomakers por #SmartClipe. Todos os candidatos passarão por um processo seletivo e se comprometerão com o seminário de formação e treinamento.

    A linguagem deverá ser livre, abrindo brechas à criatividade e ao imaginário artístico dos participantes. Não haverá roteiro. Tudo precisa ser captado da maneira mais espontânea possível, definindo apenas locais, horários e datas de gravação. Mas claro, as equipes de videomakers definirão entre si uma narrativa para o clipe, com base na música e/ou locação.

    A edição receberá um toque bem pessoal, com prevalência de corte seco e pouco – ou nenhum – efeito de pós produção nas imagens. O objetivo é fazer com que a pouca qualidade técnica da captação com smartphones seja conceitual, poética, e não um erro.

    Te interessou? Quer ficar por dentro de todos os detalhes? Acesse o link do evento de lançamento no Facebook e não perca uma vírgula sobre: https://www.facebook.com/events/754866661237730/?ref=ts&fref=ts

  • O que realmente importa

    O que realmente importa

    Se perguntar o que realmente importa é a melhor forma de se fazer aquela faxina mental que tanto precisamos de vez enquando em nossas vidas, eu me lembro bem de quando eu era adolescente, tudo me parecia tão claro, simples e fantástico ao mesmo tempo. O mundo se mostrava pra mim como um cavalo xucro que um monte de incompetentes mais velhos não conseguiram domar, e eu, iria mostrar como era fácil fazer isso; para executar esse meu objetivo, eu tinha um plano infalível que eu poderia colocar em pratica assim que eu quisesse, pois já estava tudo bolado e engatilhado.

    Hoje eu me pergunto – o que os novos adolescentes pensam de mim? Tomara que eles não pensem de mim, a metade do que eu pensava dos adultos da minha época. Talvez, só talvez, eu fosse  inocente demais, ou então, quem sabe, eu fui ficando inocente a medida em que o tempo passou. Mas, depois de tantos combates com fantasmas ocultos nos porões do meu coração, eu me pego novamente com a pergunta: _ Mas, o que realmente importa mesmo?

    Depois de tanto tempo eu não me acho incompetente por não conseguir responder com exatidão a essa pergunta que ecoa infinitamente no meu ser. Essa pergunta me faz ver o quanto eu amadureci de lá pra cá ao mesmo tempo em que desvenda a minha inocência diante da complexidade da vida.

    Pra combatê-la, eu criei uma outra pergunta: Realmente importa, saber o que importa?

    Não sei!

    Sei não!

    Sei lá!

  • Nome aos bois

    Nome aos bois

    Não acredito que há alguém que possa resolver nossos problemas básicos como saúde, educação e saneamento por “simplesmente” ser eleito a um cargo público.

    Desde que me entendo por gente vejo esse tipo entrar e sair sem conseguir nenhum resultado efetivo, o pouco que conseguem é através de alianças escusas.

    Um amigo meu se candidatou a uma dessas vagas e pediu meu voto, apesar de eu saber da sua honestidade e acreditar na sua boa intenção, falei que ele não poderia fazer nada, e disse que só votaria nele, se eleito ele desse “nome aos bois” e revelasse quem integra essa “força contrária” que vive os impedindo de fazer isso ou aquilo.

    Senão continua essa velha ladainha, de que se quis fazer algo, mas houve resistência de alguém, quem? Parece até que se trata de algum fantasma.