Os reféns da Babilônia e o plano de fuga

Mais uma sexta feira de trabalho que se finda – mais uma semana vencida. Às 18:00 eu pego o elevador junto com a rapaziada da repartição e vamos para a fase final, o último round de quem enfrentou um dia inteiro do trabalho a 40km de casa – Centro do Rio – Nova Iguaçu Baixada.

Cara a cara com o amigo dentro do metrô abarrotado, eu nunca me sinto confortável em ficar tão próximo do rosto desse negão maior do que eu, por mais gente boa que ele seja.

Muitas vezes o comentário é redundante: “Situação medíocre hein?!”. De fato, mas pior que a mediocridade dessa nossa rotina de gado proletariado, é o conformismo estampado no rosto de muitos. Os comentários indignados que não causam nada. Apenas um desabafo de quem parece estar sentado na janela vendo a vida passar. Vitimas do lugar comum. Reféns da cobrança da sociedade em ter que ser alguém, que suplanta o que realmente deveria ser a prioridade na vida: Ser quem você quer ser!

Nos últimos dias, quando entramos no metrô abarrotado, eu tenho disparado a mesma pergunta: Dá pra suportar isso durante mais 30 anos?

Talvez até dê. Todo dia eu vejo as rugas de quem suportou e ainda suporta. Gente que sacrifica os melhores anos da sua existência esperando a aposentadoria chegar para enfim descansar e aproveitar. Essa é a piada mais sem graça da vida.

Contudo, eu decidi que não vai ser assim comigo. Essa semana eu recebi a tão batalhada e esperada promoção. Apesar da minha sincera gratidão a Deus pela força que meu deu para correr atrás, minha euforia durou apenas um dia. Hoje, quando acordei e enfrentei a realidade do translado Baixada/Centro do Rio , quando vi o rosto das pessoas nos trens da SuperVia, eu pensei: A Babylon tem suas artimanhas para nos manter conformados reféns.

Use o sistema e não deixe o sistema usar você. Estude, investigue as brechas e seja tudo que fostes vocacionado para ser. Liberte-se!
Correria e fé em Deus.

Sobre Marcello Comuna

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Acho mais do que legítimo o debate entre eleitores sobre seus candidatos. O que acho chato, infantil e incoerente é acusar o partido A de corrupto como se o partido B também não fosse.

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