Categoria: Coluna

  • Hip Hop – Vamos crescer?

    Hip Hop – Vamos crescer?

    Esse texto é pelo Hip Hop.
    Quem promove eventos sabe que é muito difícil quando o assunto é Hip Hop, as portas se fecham….dificuldades mil.
    Estou passando por um desses problemas, a 12 dias do tradicional “Favela Toma Conta” do Dia das Crianças, 23a edição, sétimo ano nessa data especial. E até agora não tenho confirmação de que terei palco, som, gerador, iluminação.
    Atrações de peso (entre eles Dexter), doces e brinquedos, eu já fiz um corre e consegui…mas a PMSP, via Sub Itaim Paulista, solicitou mais até agora nada de confirmar a estrutura.

    Segurei até a divulgação, o que já está prejudicando o evento.
    Até quando vai ser assim ???
    Porque continuo fazendo ???Eu sei a resposta, faço porque amo o Hip Hop, pra trazer entretenimento saudável pra minha quebrada, mas confesso ter horas que ando desanimado.

    Em meio a tudo isso, recebo todos os dias email e telefonemas de grupos (maioria nem conheço), querendo cantar no evento.
    – Mano, já está fechada a programação. Digo eu de um lado.
    O mano do outro insiste: – Só 2 som.
    Assim fico dizendo um monte de “NÃO”, provavelmente esse mano vai achar que eu tô fazendo pouco caso, mas não é.
    O problema é muito grupo pra pouco evento.
    O que tenho feito ? Respondo pra você.

    Passei a colocar os grupos dos manos que colam nas outras atividades, que fortalecem no Espaço Suburbano do Itaim, frequenta os Saraus, exibições de filme, biblioteca. Que colam na Livraria Suburbano do Bixiga, nos seus eventos.
    Um dia desses ligou um mano que conheço a mil ano na quebrada.
    Fui obrigado a dizer pra ele: – Mano, você num comparece em nenhum evento que eu promovo, porque vou colocar seu grupo e deixar os mano do Família Tramoia do Jd Pantanal de fora, sendo que eles vão em tudo que é atividade que eu promovo.

    Seria até burrice fazer isso, mas os manos não entendem, só querem subir no palco de MIC na mão e rimar.
    Cadê a militancia, nota ZERO.
    Além do mais, já disse o amigo Gilberto Yoshinaga do Site Bocada Forte (www.centralhiphop.com.br) no seu texto: Nem todos serão Mcs
    Concordo plenamente, é muito grupo pra pouco público, porque o cara que deveria fortalecer como público, acha que é MC e quer cantar em vez de prestigiar.

    Dumontt, DMA, Átomo, Buzo, Dico, Lamar e Bruno, essa é a banca do Enraizados RJ, SP e MA

    O Hip Hop precisa bem mais que Mcs para crescer.
    Até porque da velha guarda até os que se destacam atualmente, já são muitos talentos.
    Precisamos também, para crescer…..Djs, Graffiteiro, B.Boys…..além de técnicos de som, assessor de imprensa, Hostes, fotografos, câmeras, Web Desingner, PÚBLICO, mídia do Hip Hop entre outras coisas.
    Você pode ser do Hip Hop sendo um escritor, poeta…quinto elemento: Conhecimento.
    Você pode ser do Hip Hop fazendo um filme, promovendo um evento na quebrada.
    Muitos tão nem ai mais pra militancia, só querem saber de cantar e sair bem nas fotos.
    O público hoje, como disse o Rashid naquele som, não põe mais a mão pra cima, ele levantam suas maquinas digitais. Ok. Parte do progresso, globalização.
    Da ibope uma foto da hora no ORKUT, Twitter, BLOGS, etc….
    Mas precisamos ir mais além, invadir o sistema cantando no centro (mas sem esquecer nossas raízes, de onde viemos), sem esquecer de fazer um bate papo na escola do seu filho.

    Hip Hop é vida.
    Hip Hop salva.
    Hip Hop desaliena.
    Hip Hop é tudo isso.
    Mas se você quer fazer o Hip Hop crescer, quer ver ele fortão.
    Temos que nos unir, porque senão continua como está.
    Até o Funk Carioca toca mais que Hip Hop hoje na favela.
    Grupo de Rap com cara de mal, só falando de problemas sociais, foi da hora nos anos 80.

    A gente precisa evoluir, dar um passo a frente.
    A gente precisa se envolver de coração.
    A gente precisa fazer a nossa parte, ninguém disse que seria fácil.
    Somos o movimento mais boicotado pela mídia na história desse país.
    Não fazem uma e quando fazem é para contar mentiras, dizer que estamos em crise.
    Estava esses dias com o Emicida, numa reunião do Manos e Minas na Tv Cultura e ele disse: – O momento é histórico, nunca se produziu tanto.

    Volto a questão, coisa boa pinta toda hora, está mesmo é faltando público consumidor.
    Uma cena recentes mostrou nossa força, o levante contra o fim do Manos e Minas, que fez inclusive a TV Cultura trazer de volta o programa pra grade (estréia em meados de outubro)….foi histórico, nunca o nosso povo usou tão bem o que tinha na mão, internet.

    Mobilizamos e mostramos que somos fortes, quando unidos.
    Porque hoje em dia, todos só querem ser MC e já disse o GilPonés: – Nem todos serão mcs…..
    Está sendo lançado até o final do ano o livro: Hip Hop – Dentro do Movimento de Alessandro Buzo (Aeroplano Editora), foram 70 entrevistas com militantes e artistas da nossa cena, espero que esse livro traga de volta o debate.
    Porque só debatendo nós encontraremos a melhor forma de fazer o Hip Hop crescer, daqui pra frente, o futuro a Deus pertence, mas a gente só vai colher o que a gente plantar.

  • Militância: Como se aplicaria ao Hip Hop? Qual é o papel de um militante?

    Militância: Como se aplicaria ao Hip Hop? Qual é o papel de um militante?

    Início de conversa

    No Hip Hop não existem apenas MC’s, dançarinos(as), grafiteiros(as) e DJ’s. O Hip Hop é muito mais que expressão artística e cultural, acrescenta-se a isso a responsabilidade social. Quando surgiu na década de 70 nos EUA, este movimento propôs através da arte de rua pregar uma ideologia baseada em coisas como: paz, união, amor e diversão.

    No Brasil, o Hip Hop chegou com os mesmos objetivos, embora a realidade brasileira fosse diferente  tudo combinava. O que permaneceu em maior evidência foi o rap com suas letras políticas e de protesto e reivindicação por melhores condições ao povo negro e pobre da periferia. A despeito o rap ser considerado a voz do Hip Hop, isto não significa que ele seja o elemento mais importante desta cultura. Não basta falar numa música ou palestra. Faz-se necessário que o indivíduo pratique as militâncias diárias, sendo realmente o que diz o seu discurso em cima dos palcos. Infelizmente nem todos agem dessa forma. Não basta fazer um show, ganhar seu cachê e sair fora. O Rap é um grande formador de opinião, pois leva informação, conscientização, protesto, reivindicação, etc. Sendo assim, o sujeito tem que ter responsabilidade enquanto estiver com um microfone na mão, pois alguém irá ouvi-lo e tomar o que for dito como verdade em sua vida.

    (mais…)

  • DMA e a banca do Enraizados durante o evento de Diversidade Cultural, no RJ

    DMA e a banca do Enraizados durante o evento de Diversidade Cultural, no RJ

    No dia 04 de setembro fiz uma apresentação durante o I Encontro de Diversidade Cultural, que aconteceu na Lapa, no Rio de Janeiro. A apresentação foi na verdade um pocket show de 15 minutos, mas como eu sabia que a estrutura seria boa – coisa não muito comum para o rap do Rio de Janeiro – convidei meus amigos e parceiros de caminhada no hip hop – Léo da XIII, Lisa Castro, Kall Gomes, Átomo, Fábio ACM, Oxy e Dante – para compartilharem deste momento comigo.

    Passamos o som às 13 horas, foi quando a minha rapaziada sentiu pela primeira vez a energia do palco, depois voltamos às 19 horas para nos apresentarmos. Entramos no palco aproximadamente às 21 horas e mesmo com todos os problemas na produção – esqueceram de dar o microfone pra mim e para os outros rappers, as tintas dos grafiteiros do meu bonde a produção deu para outro grupo, a segurança deixou uma senhora com deficiência mental entrar conosco no palco semi nua, onde ela permaneceu um bom tempo – a apresentação foi um sucesso.

    Acredito que, assim como eu, todos os outros que participaram conseguiram sentir a energia do público que trocou conosco durante e depois da apresentação. Consegui ver muitos amigos que fizeram vídeos, como o Alexandre de Maio e o TC, enquanto muitos outros tiravam fotografias maravilhosas, como por exemplo a fotógrafa Marilda Borges.

    Abaixo deixo para apreciação parte do material recolhido, espero que comentem, pois é importante tanto pra mim, quanto para os outros participantes.

    GALERIA DE FOTOS

  • Mostra Cultural Enraizados (Setembro)

    Mostra Cultural Enraizados (Setembro)

    Salve, salve meus manos e minhas minas!!

    Amanhã, segunda-feira 06 de Setembro, acontece mais uma edição (mensal) da “Mostra Cultural Enraizados”

    Este mês contará com a presença de enraizados de todo o Brasil, prestigiando o evento. Haverá a apresentação dos “Enraizadinhos” (menores da oficina de rap) e show com Slow Da BF…

    Para ler a matéria completa acesse: www.diario-mc.blogspot.com

    Serviço:
    Mostra Cultural Enraizados
    06 de Setembro 17hs
    Espaço Enraizados – Rua Tomaz Fonseca, 508 – Morro Agudo – Nova Iguaçu, RJ
    Entrada franca

  • Boladão Enraizados: escalando a seleção

    Boladão Enraizados: escalando a seleção

    O Boladão do Movimento Enraizados é um evento que tem como principal objetivo realizar um intercâmbio entre o hip hop e a comunidade para uma total diversão, durante um dia inteiro, por isso o evento é composto de importantes elementos como o hip hop, futebol, churrasco e cerveja bem gelada, além da presença das pessoas mais sangue-bom que existem na face da terra.

    Já aconteceram edições do Boladão em várias partes do Rio de Janeiro, como na Vila Operária, Vila Valqueire, São Gonçalo e Parada Angélica.

    No próximo dia 05 de setembro, domingo, a partir das 12h, vai rolar mais uma edição do Boladão, em Morro Agudo, Nova Iguaçu, terra natal do Movimento Enraizados e contará com a presença já confirmada de lideranças da Rede Enraizados de todo o Brasil, como Lamartine Silva (MA), Gil BV (PI), Augusto (AC), Preto Michel (PA), Alessandro Buzo (SP), entre outros que estarão no Rio de Janeiro para participar do I Encontro de Diversidade Cultural, que acontecerá na Lapa.

    A rapa do Rio de Janeiro também está confirmando a presença como Écio Salles (Secretário de Cultura de Nova Iguaçu), Faustini, Anderáson Barnabé, Junior Perim e a única mulher inscrita até o momento: Janaina Olivira (Re.Fem).

    Tá querendo se inscrever?
    Envie um email para enraizados@gmail.com ou ligue para (21)8774-6778.

    LOCAL DO BOLADÃO:
    GoldenGol
    R. Prof. Heleno Cláudio Fragoso
    Bairro Jardim Iguaçu – Ao lado da Fábrica de Canetas Compactor – Próximo a Dutra
    Veja no mapa como fazer pra chegar
    Horário: Das 12 às 17h.
    Obs 01: As 12 horas começa o churrasco, o futebol começa às 15 horas.
    Obs 02: Os times serão sorteados na hora. Estimamos  Quatro Times participantes, e cada time jogará duas partidas.

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  • Confira como foi a Mostra Cultural Enraizados no mês de Agosto

    Confira como foi a Mostra Cultural Enraizados no mês de Agosto

    Na última quinta-feira, dia 05 de Agosto, como você já deve tá ligado,  rolou a Mostra Cultural Enraizados que agora é mensal, acontecendo em toda primeira quinta-feira do mês. Foi bem louco!

    Primeiro, rolou a exibição de um filme feito pelas crianças do Enraizados na Arte. O filme trata da realidade de crianças e adolescentes que vivem nas ruas. Ao término, as crianças explicaram o porquê da iniciativa e deixaram sua mensagem aos manos e minas presentes.

    A noite prosseguiu com a apresentação de Ivan Cláudio, que trouxe a peça “Menino de rua”. Uma mensagem séria passada de uma maneira bem irreverente pelo ator, que tirou risos do público presente.

    Não posso e nem vou esquecer da molecada do pontinho, que mandou rap lá melhor do que eu há algum tempo atrás. Os menores são sinistros!! Subiram ao palco e representaram sem timidez no microfone. Pelas imagens vocês terão uma noção que eles chegaram com atitude no palco. Depois ainda rolou o Sarau Enraizados com declamações, freestyles e MC’s que mandaram seus sons. Fizeram parte desse agito: Peter MC, Léo Da XIII, Ualax MC, MC Deco, De Mauá, Kadu e muitos outros manos que representaram no mic.

    Pra fechar, rolou pocket show com a Re.Fem (representando de ponta as minas), Bob X e MC Faísca que vieram de Duque de Caxias pra representar no Enraizados, aqui em Nova Iguaçu. Baixada Fluminense tem cultura!

    Em Setembro tem mais Mostra Cultural Enraizados no dia 1º, cola com a gente!!

    Fotos: Peter MC e  Léo Da XIII

    Leia mais em : www.diario-mc.blogspot.com

  • Entrevista exclusiva com o rapper mineiro Lindomar 3L

    Entrevista exclusiva com o rapper mineiro Lindomar 3L

    Lindomar 3L é um dos mc’s mais famosos de Minas Gerais, considerado por muitos, como uma das maiores revelações do rap brasileiro desses últimos anos. Com o seu “jeito mineiro” de cantar, influenciado pela música sertaneja de raiz, o jovem Art’vista (artista e ativista), se tornou a maior referência do rap do interior de Minas.

    Entre 2006 e 2007, Lindomar 3L foi apresentado ao cenário nacional do rap ao participar do premiado CD “Aviso às Gerações”, do rapper brasiliense GOG, com quem fez shows por várias cidades brasileiras e participou da gravação do CD e DVD ao vivo “Cartal Bomba Postal”, ao lado de grandes artistas, como: Lenine, Maria Rita, Gerson King Combo, Paulo Diniz, entre outros.

    Em 2009, Lindomar 3L lança o seu site oficial www.lindomar3l.com.br em parceria com o carioca Fábio Araújo, que é um dos membros de sua equipe “3L Produções”, e também volta atuar como “Educador Popular”, desenvolvendo uma oficina de rap (algo que não fazia desde 2006), em sua comunidade “Vila Esperança”, através do Programa de Controle de Homicídios do Governo de Minas Gerais “Fica Vivo!”

    Além de tudo isso, Lindomar 3L é escritor e poeta, e foi convidado para participar e representar o seu estado, com duas obras de sua autoria (um conto e uma poesia), na coletânea literária “Pelas Periferias do Brasil Volume 3”, lançada pelo renomado escritor Alessandro Buzo.

    Salve Lindomar, é uma grande satisfação para nós do Portal Enraizados estarmos realizando essa entrevista, que na verdade é uma troca de ideia entre irmãos, sem maiores formalidades. Então vamos que vamos, meu parceiro!
    3L:
    Salve, salve meu povo “bão”! A satisfação é toda minha!Vamos que vamos uai!

    Mano, você como um dos rappers mais famosos de MG,  reconhecido em todo o Brasil com sua regionalidade e identidade caipira, sente o peso da reponsabilidade em representar os seus conterrâneos diante do microfone? Como você lida com isso?
    3L:
    Com certeza, afinal de contas as ruas mineiras estão olhando e eu não posso vacilar. Mas eu acredito que eu consegui conquistar a credibilidade e o respeito das ruas que eu represento, portanto eu lido tranquilamente com esta responsabilidade, apesar de que eu ainda acho que é muito compromisso pra um caipira só!

    No videoclipe da música “Tem que ser humilde”, do seu disco “Das ruas mineiras” é possível ver a sua forte ligação com a comunidade onde cresceu (Vila Esperança – Uberaba). O que isso representou para sua comunidade, você se vê como um forte referencial dentro  dela?
    3L:
    Já tem quase um ano que o clipe foi lançado e até hoje a minha comunidade comenta sobre o vídeo, quase toda semana acontece de uma criança, um jovem ou até mesmo um idoso me parabenizar pelo clipe que apresenta ao mundo a minha humilde Vila Esperança. Realmente o vídeo clipe foi muito significativo para minha comunidade, que graças ao meu trabalho, me vê sim como uma boa referência.

    Como funciona o projeto socioeducativo, no qual você desenvolve uma oficina de rap em sua comunidade?
    3L:
    O projeto se chama “Fica Vivo!”, um programa de controle de homicídios do Governo de Minas, que atua em áreas de risco, com jovens de 12 a 24 anos. Eu atuo no programa como Educador Popular, desenvolvendo uma oficina de rap e um sarau de poesias, trabalhando principalmente com temas relacionados com a prevenção à criminalidade e segurança pública.

    Como você concilia a vida de artista com a de ativista?
    3L:
    Eu me considero um Art’vista (artista e ativista). E sendo um Art’vista não preciso conciliar a vida de artista com a de ativista, pois as duas se tornam uma só e com os mesmos objetivos.

    Falando de seu disco “Das ruas mineiras” lançado em 2008, como surgiu e como se deu a realização desse projeto?
    3L:
    Tudo começou em 2004, quando tive a oportunidade de mostrar o meu som ao GOG e assinar um contrato com a gravadora “Só Balanço”. Em 2006 fui convidado para participar do cd “Aviso às Gerações” e comecei a produção do meu disco com o Ariel “Haller” Feitosa. Em 2007 me tornei MC de Apoio do GOG e prossegui com as produções do meu cd, que foi gravado em fevereiro de 2008 e lançado em julho de 2008. Um grande sonho realizado!

    Rapper, palestrante, ativista, poeta e escritor. Dizem que você é um artista completo. E você como se define?
    3L:
    Definir-se é limitar-se! Sou apenas um art’vista (artista e ativista) sem limitações e um eterno aprendiz em construção.

    Levadas diferentes e letras que tratam de diversos temas pessoais, fazem de seus raps um estilo próprio e impossível de ser taxado como gangsta, underground, gospel, etc… Fale um pouco sobre isso.
    3L:
    Minhas letras apenas registram as coisas que eu vivencio e as minhas levadas se criam conforme o sentimento de cada música. Sou um franco rimador, por isso curto ser autobiográfico em minhas composições, para que soem com sinceridade e para eu não ser sujeitado a rótulos, como esses que você citou por exemplo.

    Mano, eu tenho acompanhado seu twitter e você anda publicando sobre o “Boêmio Vagabundo”, nova música onde você irá assumir um personagem. Você pode nos adiantar um pouco sobre o que será o “Boêmio Vagabundo”?
    3L:
    Como eu já disse, eu curto registrar as coisas que eu passo na vida, e num passado recente, eu passei por uma fase de muita boemia e acabei me tornando literalmente um “Boêmio Vagabundo”.  Foi uma fase difícil, mas que também foi repleta de novas experiências, às quais eu quero compartilhar com o mundo, e para que isso seja feito com naturalidade, decidi criar o personagem “Boêmio Vagabundo”, que é completamente diferente do Lindomar 3L.  Em breve todos saberão melhor o que eu estou querendo dizer, aguardem!

    Quais projetos você desenvolve hoje?
    3L:
    No momento estou apenas desenvolvendo uma oficina de rap e um sarau de poesias em minha comunidade, além do meu trabalho musical é claro.

    Quais são suas projeções pro futuro?
    3L:
    Quero me mudar para São Paulo com a minha esposa para expandir o meu trabalho por lá, lançar o primeiro disco do meu personagem “Boêmio Vagabundo” e o segundo disco do 3L, que já estão em fase de criação e produção. Quero também lançar através da minha equipe 3L Produções, os trabalhos musicais dos novos talentos de Minas Gerais, como o Paulo MC, por exemplo, que é o meu MC de Apoio. E quero também poder aposentar o meu pai, que aos 60 anos, ainda trabalha praticamente de segunda a segunda como pedreiro.

    Lindomar, muito obrigado por sua atenção. Você quer deixar alguma mensagem pro mano ou mina que está lendo a matéria?
    3L:
    Eu que agradeço e em prova do meu agradecimento queria deixar uma mensagem de Nelson Mandela para todos vocês, meus amados:

    “Eu não sou amado porque eu sou bom, eu sou bom porque eu sou amado”

    “Tamo junto uai!’

    Lindomar 3L

    Quer saber mais sobre o rapper Lindomar 3L?
    Acesse: www.lindomar3l.com.br
    @Lindomar3L

  • Movimento Musa Negra homenageia Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

    Definido em 1992 como o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, 25 de Julho será a data de um importante evento em homenagem a essas mulheres em Belford Roxo – Baixada Fluminense. Trata-se do concurso cultural Musa Negra realizado pelo movimento cultural que leva o mesmo nome.
    O Movimento Cultural Musa Negra foi uma iniciativa de Adriana Miguel, militante do movimento negro há bastante tempo, viu a necessidade da valorização da beleza feminina negra e foi aí que surgiu a ideia de promover um concurso de beleza especialmente para as mulheres negras.
    No evento, que já está em sua terceira edição, haverá um desfile que elegerá as musas infantis, adultas e da terceira idade. Mostrando sua capacidade articular com outros segmentos da cultura, a idealizadora do evento, Adriana Miguel decidiu por inserir elementos do hip hop em seu evento. B.boys, b.girls e MC’s estarão marcando presença e animando o evento.
    Entre os rappers confirmados para o evento estão: Tiago Soul – que fará uma homenagem em Rap para a Musa Negra de 2009, Peter MC e Léo Da XIII.

    Serviço:
    Concurso Musa Negra
    Dia 25 de Julho de 2010, a partir das 18h
    Local: Heliópolis Atlético Clube
    Rua João Alves Farias, s/n – Heliópolis – Belford Roxo/RJ
    Info: +55 (21) 87670203 / drikames@gmail.com

  • Um Brasil e França divertido no Espaço Enraizados

    Um Brasil e França divertido no Espaço Enraizados

    Dia 15 de junho de 2010 foi um dia muito esperado por alguns, pois era o dia do jogo de estreia da seleção brasileira na copa do mundo e o dia do aniversário do amigo cineasta francês Bruno Thomassin.

    A uma semana atrás, em uma das reuniões do Movimento Enraizados, os presentes já faziam planos de fazer um churrasco no dia do jogo e o Bruno planejava comemorar seu aniversário com a rapaziada.

    Eu particularmente não fiz muito alarde. Acordei cedo, às 07 da manhã, levei minha filha para escola e mesmo com uma dor que muito me incomodava fui para academia com minha namorada. As ruas estavam verdes e amarelas. Blusas com as cores do Brasil preenchiam corpos de crianças a idosos.

    Por outro lado a Simone e a Eliza comandavam de maneira eufórica a produção da festa. Outras pessoas também estavam envolvidas, como Léo da XIII, Ivan, Samuel, Ricardo e para minha surpresa lá estava o Dumontt, com bandeiras do Brasil, e duas cornetas, inclusive me presenteou com uma.

    Fui pra casa almoçar porque não sou muito fã de churrasco, mas cheguei no Enraizados a tempo de ver os jogadores entrando em campo e me deparei com o Ivan na churrasqueira – o churrasco que ele faz é bom e até eu que não gosto, me esbaldo. Alguns estavam tensos, outros não estavam nem aí. Minha filha estava devidamente fantasiada para torcer pelo Brasil.

    Como diria o Galvão Bueno: – Comééééééééééééça o jogo.

    E como diriam os torcedores: – CALA A BOCA GALVÃO!!!

    A gente até que começou a ver o jogo, mas a partida não esquentava, então começamos a direcionar nossa energia para a zoação. O Dumontt comandava com sua corneta que emitia um som muito alto e um cheiro insuportavel de gás. O Bruno com sua cornetinha aparentemente humilde, dava uma sopradinha que deixava a do Dumontt no chinelo. O Fabricio e o Léo da XIII comandavam a vuvuzela, mas não conseguiram incomodar ninguém.

    Mesmo após muitos PÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕÕs, o jogo da seleção não nos dava nenhuma emoção e derrepente acaba, para nossa alegria – e preocupação – um 02×01 vergonhoso em cima da Coréia.

    Mas a festa já tava formada no Espaço Enraizados e automaticamente começa a festa do Bruno.

    Cantamos parabéns daquele jeito: A ha, U hu… A chuva cai, a rua inunda…

    O aniversariante assume o som e lança seu primeiro set encabeçado por James Brown o que deixa os presentes descontrolados. Eu mesmo, esqueci da dor que sentia e parti pra dança e quando olhei para o lado estavam todos dançando. DJ Bruno mandou também muito samba da antiga e foi substituído pela DJ Simone que lançou Tim Maia na caixa amplificada e depois muito rap nacional.

    Festa pro Brasil, festa pra França e festa pros Enraizados!!!

    VEJA A GALERIA COM AS MELHORES FOTORAFIAS
    By DMA

  • O enfrentamento ao grande touro

    No dia 22 para o dia 23 tive um sonho muito estranho, e que, de certa forma, me deixou preocupada. No sonho, eu e a mãe morávamos em uma cidade pequena, e as pessoas dessa cidadezinha começavam a falar: “Vamos nos esconder, o touro está chegando”, e eu, com medo, disse pra mãe: “Mãe, vamos, o pessoal disse que ele está vindo e olha lá, atrás de você, ele vem vindo em nossa direção”.
    Minha mãe, calmamente, respondeu: “Ele não fará mal, acredite em mim.” E eu: “Mãe, vamos!!!”. Ela se manteve firme ao que havia dito.

    O sonho acabou, mas o que veio depois era muito maior…
    Conversando com uma amiga no domingo ela me disse que o sonho era bom, pois touro significava pé no chão e que, significava que eu ia enfrentar algo muito importante pra mim.
    Na segunda-feira, dia 24.05.10, haveria nossa apresentação na Mostra de Iniciação Científica – Unisinos, tendo um valor inestimável para mim, em razão do extenso trabalho desprendido em cima de pesquisas no Programa de Pós Graduação em Direito (PPG/D).

    Falei com a mãe, ainda no domingo, narrando o sonho, e assim como minha amiga, ela entendeu que o sonho era bom, pois na concepção dela mãe significa proteção e que, se ela estava dizendo que o touro não faria mal, estava dito. Me deixando meio encabulada, disse: “O touro é essa oportunidade que está na tua frente. Enfrente o teu medo, fisicamente ou não, eu estarei com você.”

    A presença dela era sentida por mim naquela sala, em que fizemos a apresentação, e QUE ESPETÁCULO de apresentação!
    A banca, formada pelos professores Marcelo Veiga Beckhausen e Leandro de Mello Schmitt vibrou muito. Entenderam que o trabalho estava perfeito, de forma que, inexistiram perguntas sobre o assunto por parte deles.
    O público nos questionou e respondemos com altivez, mantendo sempre a postura e humildade.
    Foi um sucesso, e a menção honrosa foi concedida ao nosso trabalho no dia 27.05.2010, data do encerramento da Mostra de Iniciação Científica.

    Analisando o episódio com o touro, e a sua conseqüente aplicação no plano concreto, qual seja, na Mostra de Iniciação Científica, notei que, no fundo, todos nós temos o nosso grande touro interior.
    No alto de sua grandeza, o touro aparenta ser desafiador e parece ser um oponente muito forte, tamanha é a sua valentia, e a firmeza com que se apresenta em público.
    Esse touro interior se reflete na nossa força rumo à persecução de nossas metas, pois o que nosso é, jamais de nós será retirado.

    Por isso, não tenham medo, pois o touro significa desafio, é enfrentar aquela situação que cada um de nós considera como importante.
    É enfrentar nossos próprios medos, e, mais do que isso, é superar os obstáculos que estão à nossa frente de cabeça erguida e com a firmeza de um touro destemido.