Tag: Copa do Mundo

  • Copa das Copas: A Invasão Sul-Americana

    Copa das Copas: A Invasão Sul-Americana

    Nossos vizinhos dos países ao lado estão aqui, fazendo a festa; andando, cantarolando e tirando fotos pelas ruas.

    Esse termo “Copa das Copas”, serve tambem pra se referir que nós, sul-americanos, nunca nos sentimos tão à vontade na torcida durante a competição; e talvez seus jogadores tambem não.

    A supremacia europeia se quebra e as seleções sul-americanas estão mandando todos de ‘volta pra casa’. É isso mesmo! A América do Sul, com nações consideradas de ‘3° mundo’, está mostrando que apesar de todas as desigualdades sociais, inúmeros atletas conseguem se destacar no futebol, e executar um bom trabalho dentro de campo; e deixar todas essas seleções no chinelo.

    Fica muito claro, que se investirmos na educação, na saúde, segurança pública e inúmeros outros setores da mesma forma que se investe no esporte, as nações desfavorecidas não serão mais vistas como símbolos de pobreza e desigualdade.

    Essa é a reflexão de hoje, baseada nessa 1ª rodada da Copa do Mundo.

    E antes que pensem em me questionar, gostar de futebol e torcer por sua seleção e acompanhar a competição, não quer dizer que você concorda com a corrupção e com os gastos excessivos que ocorreram para a realização da Copa.

    @marcaobaixada

  • Por quem tu dobras os joelhos?

    Por quem tu dobras os joelhos?

    Eis que estamos mais uma vez prestes a iniciar mais um mundial da Fifa em Terras Brasilis, pois bem, apesar do sorriso amarelo (literalmente), a coisa parece que embarcou mesmo no cenário nacional.

    As ruas da classe média estão enfeitadas, o comércio está escoando os materiais com as cores do evento, os restaurantes estão tendo que reservar lugar para os jogos, já vi na rua até um cachorro, coitado, pintado de verde e amarelo.

    O exército tomando conta e mantendo a “ordem”, para a alegria dessa mesma classe média que tirava fotos perto dos caveirões, fazendo pose e postando nas redes sociais como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas esses blindados estavam ali para reprimir as manifestações que agora em Junho completam 1 ano.

    Bem, passado esse tempo, a hegemonia da Fifa se estabeleceu, as manifestações se esvaziaram e tudo parece seguir seu curso normal, pelo menos nas regiões onde a renda per capta é bem alta, porque fazendo um comparativo com nossa longínqua Baixada Fluminense parece que faltava aquela última gota d’água para fazer a represa transbordar, e nessa mesma região, tudo de ruim parece ter sido teletransportado para cá, na fronteira com o inferno onde todos os índices de violência deram um salto, a merda é que isso não aparece nos meios oficiais de comunicação.

    Enquanto isso, nosso gestor, o prefeito de Nova Iguaçu, que mora na Barra da Tijuca, certamente estará assistindo as partidas em algum restaurante caro, curtindo com a nossa cara.

    Uma pesquisa mostrou que 55% dos brasileiros são contra a realização da copa nas condições que foram feitas , não contra o esporte, isso demonstra que mais da metade da nação não quer festa, mais sim resolução de problemas básicos, porque temos cidades que parecem estar no século XV, só para ter uma ideia, aqui estão alguns números dos 10 principais gastos:

    1. Estádio do Mineirão: 678 milhões;
    2. Estádio Fonte Nova 689 milhões;
    3. Estádio Itaquerão 820 milhões;
    4. Estádio Maracanã 1,07 bilhões;
    5. Estádio Mané Garrincha 1,4 bilhões;
    6. Transcarioca 1,7 bilhões;
    7. Aeroporto de Brasília 1,10 bilhões;
    8. Aeroporto de Campinas 1,18 bilhões;
    9. Aeroporto de Guarulhos 2,1 bilhões;
    10. VLT Cuiabá 1,5 bilhões.

    Façam as contas amigos, e ainda o Ministério do Turismo faz o papel ridículo de receber os gringos com tapete vermelho, adereços, fazendo a maior presepada. E essa é para quem vai ao estádio do Maraca ver as partidas, saiba que foi construída uma passarela exclusiva para os VIPS, que não precisarão se misturar ao povão, em qual categoria você se enquadra?

    Mas muitos também não estão nem aí, o negócio é festejar e comemorar, e se o oponente se mostrar difícil, vale a pena até colocar os joelhos no chão e fazer uma prece pela vitória, né não?

  • DMA lança clipe sobre a Copa e chama a atenção do mundo

    DMA lança clipe sobre a Copa e chama a atenção do mundo

    Na véspera do início da Copa do Mundo, em meio a possibilidade de protestos e uma tensão total sob o olhar do mundo, eis que um rapper de Morro Agudo, bairro de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, lança o seu videoclipe para justamente… chamar a atenção.

    O ritmo é rap. O assunto Copa do Mundo. Porém o tema passa longe da alegria abordada por outros artistas que fizeram músicas para copa, como os MCs Guimê e Emicida, Marcelo D2, Arlindo Cruz, Alexandre Pires, Carlinhos Brown, Claudia Leite e Olodum, isto é, sem contar os gringos.

    Dudu de Morro Agudo (35), também conhecido como DMA, é rapper desde os 14 anos de idade, com centenas de músicas gravadas, e no currículo a produção de oito discos, coleciona shows pelo Brasil inteiro e turnês na França e no Chile. No auge das manifestações que aconteceram no Brasil, participou de audiências com a Presidenta Dilma Roussef e com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral.

    Quando questionado sobre o porque de não fazer uma música com um tema mais alegre como os outros artistas, DMA rebate: – “Nada contra quem faz, mas no momento não tenho motivos pra isso. Tem gente morrendo aqui, eu tô vendo, mas ninguém na minha cidade e no meu estado ouve meus gritos de socorro. Talvez se a pressão vier de fora e solução chegue mais rápido.”

    Segundo o rapper, o objetivo do clipe é chamar a atenção do mundo e mostrar qual é o “legado” que a copa do mundo deixará para as periferias do país e a partir daí fomentar uma discussão sobre as implicações do evento, mas teme que o vídeo seja tirado do ar.
    “As imagens são reais. Todo mundo que vê, entende. Contudo o clipe está legendado em inglês, e em breve estará em francês e espanhol também, pois considero a letra fundamental”, completa.

    A equipe que produziu o clipe afirma que o video é uma coletânea de registros importantíssimos para a época, que servirá ao mesmo tempo para mostrar o Brasil sob uma perspectiva diferente para quem está fora do país; e para refrescar a memória de quem está aqui dentro, pois a copa vai anestesiar os ânimos.

    “Enquanto a bola rola, o sangue escorre e quem não concorda com isso tem que ver o clipe quantas vezes for necessário”, finaliza DMA.

    BAIXAR A MÚSICA

  • Já que estamos falando de ‘Copa’, que tal uma passadinha na cozinha?

    Já que estamos falando de ‘Copa’, que tal uma passadinha na cozinha?

    Já sei! Você leu o título da coluna de hoje e pensou: não falei? Mulher escrevendo coluna no Portal Enraizados… Lá vem receitinha… Também!
    No final do texto haverá uma receitinha de petisco para acompanhar a cervejinha nos dias de jogos do “Braseu”. Porém, a parada agora é outra.

    Amanhã começa a Copa do Mundo de futebol POR AQUI e nosso país está cheio, ou melhor, lotado de visitantes. Mais ou menos como nos dias que sua “cria” diz que uns amigos vêm pro almoço no final de semana e, de repente, chega um bonde pesadão com uma dezena de jovens. Quem nunca mandou essa pros pais?! Nesse momento bate o desespero.

    Aquele papo de pôr mais água no feijão já não resolve. Esse truque já está sendo usado no dia a dia, né?  Encrementar com uma saladinha de tomates, nem se fala. Está tudo “pela hora da morte” como diz minha mãe. O arroz, o feijão, o leite… Dentre outros itens do nosso cardápio, tiveram reajuste em mais de cem por cento em um ano. E não digo isso me baseando em nenhuma pesquisa desse ou daquele órgão, ou na fala de nenhum economista renomado. Minha afirmação está pautada no cotidiano. Daí eu penso: será que até pra isso houve um plano?!

    O aumento no valor dos alimentos essenciais à mesa de todo e qualquer brasileiro também foi pensado para o período de copa?! Me responda você: O que os gringos vão comer no período da Copa em nosso país senão o nosso bom e velho arroz e feijão? Os visitantes, ao pedirem uma típica feijoada regada a caipirinha, sabem lá quanto está custando o quilo do nosso feijão?!  E o empresariado? Donos das grandes redes de hóteis e restaurantes de luxo, sabem?! Mas nós sabemos. Eu e você, homem ou mulher, provedores em nossos lares, sabemos o quão difícil está sobreviver nesses tempos.

    Se já não bastasse a ausência de todos os outros fatores e serviços necessários e de direito à vida e à existência de nós cidadãos brasileiros, agora comer também é um desafio. Não que antes não fosse. A miséria e a fome da maioria de nossa população sempre nos assombrou, mas agora, apesar de famintos, esperam que sejamos sorridentes, corteses.

    Ok. Estou tendenciando para uma teoria de conspiração contra a classe C, admito.

    Mas se não houve um plano para que nossas vidas se tornassem mais difíceis nesses dias, foi uma coincidência bem a calhar, não acha? Porque, meus queridos, se de alguma maneira você planejou passar por esses dias com um mínimo de dignidade, alguém parece estar trabalhando para que o contrário aconteça. Ou será que não? Sei lá!

    Pode ser que seja apenas recalque da minha parte, porque não vou estar com minha grande família nos estádios nos dias de jogos. Pode ser também que, seja porque a mim caberá apenas estar na cozinha em dias de “Copa”, preparando petiscos deliciosamente práticos e econômicos para acompanhar a cervejinha gelada, enquanto na tela a bola rola e o mundo gira no país do futebol.

    Sejamos francos: em tempos de Copa, quanto mais econômicos, mais saborosos serão os petiscos. Ah, falando nisso, abaixo segue aquela receitinha, como prometido.

    Ovos cozidos coloridos:

    Utilize corante alimentício artificial na cor desejada (verde e amarelo). A proporção é de cerca de 20 gotas por 2 litros de água. Deixe a água ferver com o corante e, então, coloque os ovos por 15 minutos para cozinhar e pegar cor. Sirva a seguir ou deixe esfriar. Para a clara dos ovo ficar “manchada”, é preciso que a casca esteja rachada durante o cozimento do ovo.

    Ué, esperava o quê? Bolinho de feijoada? Com o preço do feijão? Há!

     

  • Como assim não é bandido, ama futebol, mas não é a favor da UPP e da Copa do Mundo?

    Como assim não é bandido, ama futebol, mas não é a favor da UPP e da Copa do Mundo?

    Olá amigos(as) leitores(as)!!! Estou de volta!!!

    Perdoem-me, mas eu não deixaria de escrever sobre a Copa do Mundo às vésperas do evento. Como diriam meus amigos jornalistas, não perderia este gancho por nada, e ainda mais tendo a oportunidade de rechear com as UPPs. Perdoem-me novamente, mas vou pra cima deles.


    Como diria Roberto Carlos: – Esse cara – do título – sou eu!
    E volto a afirmar: – Não sou bandido e amo futebol, mas não sou a favor da UPP e da Copa do Mundo. 

    Coloquei um sinal de interrogação, porque as pessoas com as quais converso, seja “cara a cara” ou via redes sociais, sempre me questionam com um sonoro: – Como assim?

    Me faltariam argumentos se eu morasse no bairro com o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, tivesse tido uma criação que se resumisse em olhar para o meu próprio umbigo e consequentemente achasse que o Estado se resume ao playground do meu prédio.

    Mas não, sou de uma parte do Rio de Janeiro onde o azul está desbotado, da galáxia onde moram os motoristas, empregadas domésticas, garçons, pedreiros e tantos outros que são humilhados diariamente no bairro em questão.

    E aí você me pergunta:

    – DMA, não estou entendendo. O que tem a ver uma coisa com outra?

    Simples caro(a) leitor(a).
    O mundo não passa despercebido por mim, pois sinto as pessoas.

    Esse ano de 2014 é um ano de amadurecimento, pois tudo fica mais claro, parece final de novela.
    Sendo assim é importante esclarecer que quando digo que não sou a favor, não quer dizer que sou contra.
    Vamos analisar os fatos.

    ESCLARECIMENTO 01

    Não sou bandido, mas não sou a favor da UPP. Porque?

    Você acha que o governador, quando implantou as UPPs, queria proteger os moradores das comunidades dos bandidos que ali estavam durante décadas? Pense um pouco antes de responder.

    Ou será que o governador queria proteger os turistas que chegariam aos montes por causa dos mega eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas? Simplesmente limpar os caminhos e entornos de onde os gringos vão passar.

    Mas espere um pouco aí, para onde vão os bandidos depois que instalam as UPPs? 

    Talvez por estar na Galaxia Baixada Fluminense, eu sinta minha pele queimar a cada bandido novo que chega na região. A cada toque de recolher, a cada pessoa que morre, a cada novo jovem que se entrega para as drogas.

    ESCLARECIMENTO 02

    Vamos então analisar a outra parte.
    Amo futebol, mas não sou a favor da Copa do Mundo.
    Como assim?

    Simples. O nosso país tem outras prioridades. A Copa do Mundo foi a oportunidade de algumas pessoas ganharem dinheiro que não conseguirão gastar em 3 vidas. Posso estar sendo leviado em afirmar algumas coisas sem ter provas, mas deixei de ser inocente a algum tempo.

    Nossa Copa do Mundo custou cerca de R$30 bilhões, é a mais cara que as três últimas Copas do Mundo JUNTAS!!!

    Mas como o Ronaldo disse: – Não se faz Copa do Mundo com hospitais.

    Então Ronaldo, foda-se a Copa do Mundo, porque eu quero hospital, escola, emprego…

    Como eu havia dito, as UPPs não são pra proteger a população de origem popular do Rio de Janeiro, mas proteger os turistas e seu rico dinheiro e evitar que o filme do Governador seja queimado. Sendo assim, o governo instala as UPPs e não prendem ninguém. Depois o policial truculento reprime o povo e tá tudo dominado.

    Esse é o nosso legado!!!

    A SOLUÇÃO

    O que nós podemos fazer para mudar essa situação?

    Primeiramente parar de reproduzir tudo o que os outros falam, parar de compartilhar o que é engraçadinho nas redes sociais sem ao menos analisar antes. Como já disse em outras colunas, não é que sejamos plano B, nós da Baixada Fluminense não estamos nos planos, assim como São Gonçalo não está.

    Precisamos mostrar nosso próprio ponto de vista sobre o que acontece no Estado, mostrar nossa força juntos.

    Na próxima quinta-feira, dia 12 de junho, começa a Copa do Mundo. Um dia antes (quarta-feira, 11 de junho) eu lanço o videoclipe da música legado, pois essa é a minha forma de dizer que eu não estou de acordo com o que está acontecendo na minha cidade, no meu estado e no meu país. Minha meta é mostrar isso pro mundo, pois nós já estamos cansados de saber.

    Se quiser/puder me ajudar a propagar essa ideia, inscreva-se aqui.

    Filmar as injustiças e compartilhar não é só arte, é luta!!!

    O IDEAL

    Porque não sou contra?

    Imagine como seria se as UPPs fossem uma política de segurança que visasse os interesses da população, para trazer a paz efetivamente. Como seria se o Brasil fizesse o dever de casa, estivesse com os hospitais em condições de receber a população com um mínimo de dignidade e estando tudo em ordem, recebesse um evento como a Copa do Mundo.

    Mas infelizmente o mundo precisa saber, sob a ótica da Baixada Fluminense e de São Gonçalo, o que significa a Copa do Mundo e a política de segurança do Estado para as periferias.

    Depois da Copa do Mundo, as coisas tendem a esfriar um pouco, então a hora é essa.

    SUGESTÕES PARA COMPARTILHAR:

    Agência Papagoiaba – Romário Régis e o bonde
    Lurdinha – Heraldo HB e o bonde
    Agência #TudoNosso – Petter MC e o bonde

     

     

  • Está aberta a temporada de caça!!!

    Está aberta a temporada de caça!!!

    Enquanto alguns contam as horas para assistir mais um evento populesco criado para derreter e anestesiar cérebros, outros já estão se articulando, promovendo encontros, reuniões, jantares e… porque não, festas; afinal estamos em Junho, época de grandes festas de rua com forte apelo popular.

    Mas o que venho compartilhar com vocês, só reforça uma tese que já venho acompanhando a cada eleição: “Ache quem tem um público alvo fiel e direcione seu discurso a essa massa”, isso funciona muito bem com, com artistas, atletas,pessoas populares e formadores de opinião.

    imagesPois bem, depois de declarar o #legado da copa de: “Muito escroto, muito pequeno, nada a ver”, Marcelo Falcão, vocalista do Rappa, diante de um público de 40 mil pessoas em SP diz: “Só tem dois tipos de copa, a que vencer a eleição e a que vem logo depois. A gente não pode esquecer isso, nós amamos futebol, mas temos que ser honestos, mesmo se ganharmos o mundial, vou continuar pensando desse jeito. Estou fechado com a nação inteira, que queria uma coisa legal, maneira, show, e que não é show, e se não é show, eu não vou bater palmas”.

    Logo após a multidão inflamada começa a desferir palavras contra a atual presidenta, após as vaias e palavrões, Marcelo conclui: “O desabafo é de vocês, nosso, de todo mundo”.

    Até aí tudo bem, afinal opinião e bunda cada um tem a sua, mas o que soa estranho é que a empresa de cosméticos Natura, do empresário Guilherme Leal, contratou a banda para o lançamento de uma nova linha de perfumes em SP. A questão que coloco é, Leal foi vice de Marina Silva em 2010, com quem formou chapa como vice.

    images (1)Então senhores, temos que ter a lupa muito bem ajustada para não se deixar levar por questões que possuem muitas entrelinhas, só penso que: Como pessoa pública ou não, qualquer decisão que venha a ter, vai ter um peso e que mais tarde a conta vai chegar, por isso prudência nas escolhas e faro fino.

    Em nota, a empresa Natura se justifica: ” A Natura contratou o Rappa por seu talento artístico e identificação da banda com a urbanidade, conceito utilizado na nova linha de fragrância, chamada #Urbano. A empresa Natura é apartidária e não há correlação entre a contratação da banda, e o fato ocorrido na apresentação citada”.

    A roleta tá girando, as apostas já começaram, os candidatos movimentam as pedras desse complexo xadrez, e a artilharia a ser usada vai ser pesada, então… façam a leitura senhores !!

  • Dilma quer sua torcida na Copa, só porque esteve na prisão, em 1970

    Dilma quer sua torcida na Copa, só porque esteve na prisão, em 1970

    Em entrevista concedida ontem ao jornal americano The New York Times, a nossa Presidente da República disse que “não teve dilemas” ao torcer pelo tricampeonato da seleção brasileira, enquanto estava presa.

    A minha coluna de hoje será curtíssima, mas não menos “bombástica”. Não queria ser tão chato e parcial, mas preciso deixar clara a minha indignação em relação às declarações – cômicas para não dizer trágicas – da nossa presidente Dilma Rousseff.

    Ao meu entendimento, ela pretende me convencer a torcer pela seleção brasileira apenas pelo fato de que, em 1970, ela era presa política durante a Copa do Mundo (México), e que os presos políticos dividiam-se entre os que não queriam torcer pela seleção brasileira – para não apoiar a ditadura – e os que não tiveram dilemas, como diz Dilma ao jornalista Simon Romero, na entrevista. Na ocasião, o Brasil se consagrou como a primeira seleção de futebol a conquistar o tricampeonato mundial.

    E o que isso me importa? Hello, Ms. President, estamos em 2014, ora! Ninguém é preso político de qualquer ditadura no país. Nem acredito que quem torcer pela seleção esteja torcendo pelo seu governo, muito menos que quem torça contra, esteja torcendo contra o seu governo.

    Eu quero mais é que a seleção brasileira se lasque em campo! Estou correndo atrás de uma grande bandeira da Argentina para pendurar na laje da minha casa. No momento, não tenho motivos para me orgulhar em ser brasileiro, muito menos patriota torcedor da Copa do Mundo. Se bem que… Eu não gosto de futebol mesmo! Só as Copas me faziam parar para assistir a um jogo, o que não acontecerá este ano. Pode apostar.

    Vou torcer contra a Copa, sim! Com todas as minhas forças. E isso não significa torcer contra o Brasil. Enfim. Segue o link para a entrevista da presidente Dilma Rousseff ao jornal The New York Times. Está em inglês, mas se você usa o navegador Chrome, mobile ou PC, há a opção de traduzir a página inteira para português.

    Brazilian President Rejects Criticism Over World Cup
    http://www.nytimes.com/2014/06/04/world/americas/brazilian-president-hits-back-at-critics-in-interview.html?_r=0
    Até quarta que vem!

  • Como o Rio de Janeiro vai votar?

    Como o Rio de Janeiro vai votar?

    Esse foi o tema discutido no Rio de Encontros, na última terça-feira (27). A equipe conseguiu reunir três convidados distintos para discutir com os jovens sobre “Como o Rio vota? Política, representação e redes sociais”. Como provocadores do debate, o cientista político José Eisenberg, o antropólogo Cláudio Gama, diretor do Instituto Mapear, e o jornalista político Alexandre Rodrigues, do jornal O Globo foram essenciais para esquentar essa troca de ideias numa terça-feira fria.

    A princípio de conversa, cá entre nós, me diga quantos jovens estão realmente interessados em falar sobre política neste atual momento que o Brasil passa? Estamos prestes à completar 1 ano dos protestos de Junho de 2013, um fenômeno que ainda não consegue ser entendido por boa parte dos cientistas sociais; e, às vésperas da Copa do Mundo, grande evento que acontecerá em nosso país, com ou sem protestos, onde os olhos de todo o mundo estão voltados para cá.

    Curtindo e compartilhando

    Alexandre Rodrigues abriu o bate-papo falando sobre a necessidade da sociedade em se comunicar com os candidatos, incentivar a participação e a interação; e que redes sociais como o Facebook são são ótimas para tal coisa, mas fica claro de que ainda existe a falta de entendimento de boa parte dos políticos para com essa questão.

    “As pessoas confiam no amigo do Facebook, o que abre a possibilidade de credibilidade. Por outro lado, há o risco da informação errada compartilhada desordenadamente”, afirma.

    Um bom exemplo dessa informação errada e ‘desordenada’ é o fato de muitas vezes, os políticos terem uma equipe que fica responsável por suas publicações nas redes e por falta de conhecimento de determinada coisa, acabam reduzindo essa credibilidade à zero. Isso me faz lembrar de uma foto compartilhada na página do Senador Lindberg Farias, em comemoração ao dia da Baixada Fluminense (30 de Abril), sendo que a foto em questão, tinha a igreja da Penha como plano de fundo… What a fuck? Após algumas pessoas que acompanham a página do Senador terem informado sobre o erro, o post foi deletado, mas você pode vê-lo clicando aqui, porque a zoeira não tem limites.

    Mudança de perfis

    Cláudio Gama se preocupa com o vazio dentro das discussões políticas entre a classe média que reside na Zona Sul, e ressalta que ainda não há interesse em saber o que está sendo feito e o que não está; mas na hora de criticar algo, há apenas uma retórica em criticar por criticar. Cláudio afirma com convicção de que essa ideia de que ‘formador de opinião’ é um grupo formado apenas por intelectuais de classes mais altas já foi por água abaixo. A prova viva é que os jovens que participam do Rio de Encontros, são formadores de opinião e, em sua grande maioria, são moradores da periferia do Rio de Janeiro.

    Papo reto

    Se tinha alguém dormindo durante o debate, tenho certeza de que acordou ao escutar José Eisenberg falar. Foi um choque de realidade em todos que participavam do encontro. Fazendo menção à Junho de 2013, José deixa claro, que o perfil das pessoas que participaram daquelas manifestações é formado por jovens universitários, em sua maioria; ficou claro que hoje o ensino superior está muito mais acessível do que há anos atrás para as classes não altas; mas no Brasil, maior grau de escolaridade ainda não é sinônimo de aumento de renda:
    “O prêmio salarial vem caindo e o acesso à educação não leva à mobilidade social através do mercado de trabalho Assim, de um lado, há a expectativa frustrada dos pais. Do outro, a frustração dos filhos”, afirma o cientista político.


    Beijinho no ombro

    José ainda afirma que o “Rio é recalcado”; e trás consigo um sentimento de que foi ‘abandonado’ quando deixou de ser a capital do país; e que não há uma ‘grande maioria’ que gosta de partidos no Rio, as pessoas se identificam com este ou aquele candidato; e José também ressalta as manifestações pelas ruas. Será que elas têm a função de distanciar a sociedade da política ou de distanciar a sociedade do modelo político vigente? Fica essa dúvida no ar.

    riodeencontros
    Eu tirando uma fotinho da hora pra postar no Insta.

    Mas e a Baixada?

    Senti que o debate focou muito no município do Rio; e a Baixada Fluminense traz consigo uma forte expressão eleitoral; e que na maioria das vezes é uma das regiões, que decide boa parte das eleições. Tive a oportunidade de falar e afirmei que existe sim uma política de comabate ao tráfico de drogas nas comunidades, mas não existe uma pauta de políticas de segurança pública para o combate às milícias.
    Hoje milícias atuam em diversas regiões da Baixada Fluminense, trazendo consigo o retorno do ‘voto de cabresto’ e que, infelizmente o Estado parece não se preocupar e/ou não se importar; a não ser quando começa a doer no calo de alguém que esteja no poder, ponto.

    Em minha humilde opinião o debate foi esclarecedor e de extrema importância para refletir acerca do meu exercício de cidadania; além de me ajudar a pensar em quem irei votar.

    Concorda, discorda, ou disconcorda? Não deixe de comentar!

    Boa sexta,

    @marcaobaixada

  • Essa será a Copa do Caos!!!

    Essa será a Copa do Caos!!!

    É meu povo, tudo começa a caminhar para a normalidade, seleção já na concentração, o comércio que já amargava um fiasco nas vendas de produtos relacionados aos jogos, já vislumbram uma melhora, a maquiagem das obras nas arenas que vão sediar o mundial e aeroportos vai se alinhando, e pelo andar da carruagem, vai terminar em pizza.

    Mas como desgraça pouca é bobagem, eis que surge mais uma publicação de uma revista francesa France Football, renomada e respeitada pelo mundo nesse quesito, diga-se de passagem, então vamos lá moçada:

    Ela nos presenteia com uma edição de luto que pode ser entendida como “O MUNDIAL DO MEDO”.

    20140529-01-samucaPara melhorar a estampa, está a bandeira do Brasil, e onde se lê, “ordem e progresso”, está uma tarja preta, legal isso, não? E completa: O país está atravessando uma grave crise econômica e está longe de ser o país imaginado pela FIFA para sediar o mundial. E para a cúpula dos mafiosos do futebol que acharam que tudo iria acabar em festa está se tornando uma grande dor de cabeça, já que quanto mais se aproxima o início, mais problemas aparecem.

    A revista pode ser acessada pelo site: www.francefootball.com, mas incrivelmente o conteúdo da reportagem com 12 páginas, não pode ser acessada do Brasil, porque será?

    Aqui uma amostra da reportagem publicada na revista, conteúdo cedido por correspondentes internacionais:

    • A desordem é generalizada nesse país, a corrupção é endêmica do povo ao governo, a burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado gerando altos ganhos aos cartórios;
    • Quase todas as negociações são resolvidas a base do suborno, dão mais importância as festas e feriados do que a política, elegem jogadores e figuras populares toscas como seus representantes, o deputado mais votado é um palhaço semi analfabeto que se elegeu com o slogan “Pior que tá não pode ficar”;
    • A carga tributária é maior que a da França, mas os serviços públicos são comparáveis aos do Congo, a internet é a mais cara do mundo e de péssima qualidade, chega a ser pior que a do Iraque;
    • No país há mais assassinatos que na Palestina, Síria e Afeganistão juntos, a guerra do Vietnã matou 50.000 pessoas em 7 anos, nesse país se mata a mesma quantidade em 1 ano.

    Bom, até aqui você percebeu que estamos bem na foto, mas eles não param por aqui, saca só:

    • Esse país tem menos universitários do que o Paraguai, só 3% dos habitantes são bilingües, ranking de prêmios Nobel: Argentina 5, Colômbia 4, Chile 3, Venezuela 1, Brasil 0.

    20140529-02-samuca

    Mas voltando a nossa bela realidade, uma revista inglesa publica uma singela capa, referindo-se como enxergam o país sem nenhum sentimento de culpa saca só.

    E por aqui vamos com as coisas de rotina como:

    • Os hotéis que vão receber as seleções da Itália e Inglaterra, sendo autuados por servir alimentos vencidos;
    • A diretora do comitê organizador local da copa (Col) Joana Havelange, filha do Ricardo Teixeira e neta do João Havelange, declarando no Instagram: “O que tinha que ser roubado já foi”;
    • A FIFA atochando a mão no torcedor com sua justa tabela nos jogos, sente o peso da porrada: hot dog (pão,salsicha, catchup), não é piada, R$ 10,00; batata chips R$ 8,00; amendoim R$ 8,00; chocolate R$ 8,00; biscoito polvilho R$ 5,00; refrigerante R$ 8,00; mate R$ 8,00; água só R$ 6,00; cerveja R$ 13,00; pipoca R$ 10,00; sorvete R$ 10,00.

    Acho que vou comprar água em Dubai, tá de sacanagem. Para completar, Dilma e Ronalducho batendo boca, citando até o “inocente”, do Nelson Rodrigues, que se estivesse por aqui já teria comprado um lote na lua com o Edir Macedo e se mandado a muito tempo.

    E sua frase nunca foi tão adequada quanto agora: ” Brasil, a pátria sem chuteiras”.

    Enquanto por aqui na longínqua Baixada Fluminense, o time da bandidagem tá ganhando de goleada, estão matando no atacado, só podemos apelar aos céus, porque da Terra tá difícil aparecer uma solução.

    E agora, quem poderá nos defender ?

  • Cuidado com o Brasil!!

    Cuidado com o Brasil!!

    Essa, por incrível que pareça, tem sido a orientação, em forma de cartilha, que vários países “civilizados” estão disponibilizando a seus “cidadãos de bem” que virão ao mundial de futebol.

    Já que, segundo eles, nossa nação é composta apenas por ladrões, traficantes, cafetões, infectados, drogados, criminosos de toda a espécie, aproveitadores, endemoniados… enfim, toda essa espécie de gente boa que nós estamos carecas de conhecer, mas o que incomoda é que a comunidade internacional está nivelando todos por baixo e aceita numa boa. E quem são eles para julgar alguma nação, já que, quando na posição de colonizadores, foram protagonistas dos mais odiosos absurdos e calamidades.

    A Alemanha, por exemplo, tem a seguinte orientação: Levem dinheiro de sobra pois provavelmente vocês serão assaltados, então separem o dinheiro do assalto.

    Os canadenses orientaram a evitar qualquer contato físico com pessoas, mesmo em locais públicos, e ainda evitar os animais de rua.

    Os americanos orientam: – Máximo cuidado com carteiras e objetos de valor, evite andar sozinho, desconfie de tudo e de todos, pois quando você menos esperar, você sofrerá algum ataque.

    Nossos hermanos argentinos indicam: – Evite andar a noite, estabeleça uma rota confiável, e nunca, NUNCA confie em quem se oferecer para ajudar em algo, caso precise, procure uma autoridade policial.

    O Reino Unido declara: – Consuma água somente mineral engarrafada, coma somente em locais confiáveis como grandes restaurantes ou hotéis e em caso de tiroteio procure se abrigar e tenha em mãos o número do telefone do consulado, e caso tenha alguma emergência médica, procure as clínicas particulares e evitem as públicas, e em hipótese alguma suba em uma favela, principalmente a noite. E vão mais além dizem: – Esse país recentemente está recebendo uma grande quantidade de refugiados Haitianos, isso pode se tornar um perigo, já que podem transmitir, Ebola, HIV e outras doenças perigosas altamente transmissíveis. Procurem demonstrar o mínimo para que não seja reconhecido logo como estrangeiro, já que sempre cobram preços exorbitantes dos turistas estrangeiros, não aceite nada, principalmente se for comida ou bebida, pois eles são alegres e carismáticos, e vão utilizar isso contra você, e se mantenha discreto, se possível, caso esteja em um grupo, solicitar um guia credenciado pela empresa de turismo, ou do próprio hotel, já que esses guias estão familiarizados com o ambiente e com a violência desenfreada principalmente no RJ e SP.

    Acho que podemos dar um nome para essas cartilhas: “Guia de sobrevivência no inferno”; o pior é que o governo não está nem aí para esse absurdo, agem como se fosse a Wonderland, e tudo é possível, infelizmente essas merdas não passam no horário nobre, muito menos nos meios de comunicação oficiais.

    A CBF e os governos, estão mais preocupados em cumprir os prazos que já estão se esgotando, dizem amém a tudo que a FIFA manda, e contam com a aprovação do povo, que é o que fatalmente irá acontecer quando a bola começar a rolar, e então tudo irá se dissipar, a cerveja gelada vai reinar, o país vai entrar em Standby por um mês na base do empurrômetro e quem criticar essa situação será taxado de xiita e antipatriota, já que estamos vivendo num governo desgovernado !!

    Enquanto a pelota vai rolando, a Baixada Fluminense continua agonizando no Hospital da Posse !! E AÍ VAMOS TOMAR A PÍLULA VERMELHA?