Tag: Literatura

  • Dia 07 de março tem Sarau Poetas Compulsivos em homenagem às mulheres guerreiras

    Dia 07 de março tem Sarau Poetas Compulsivos em homenagem às mulheres guerreiras

    No próximo dia 07 de março acontecerá a primeira edição do Sarau Poetas Compulsivos deste ano.

    Como já é do conhecimento de todos e todas, no dia 08 de março comemora-se o dia Internacional da Mulher, e a forma que a Hulle Brasil e o Movimento Enraizados encontraram de homenagear a todas as guerreiras do Brasil, começando pelas guerreiras de nossa comunidade, foi fazer uma edição do sarau inteiramente dedicada a elas, por isso esta edição se chamará “Poetas Compulsivas” e somente elas se apresentarão.
    Nossa ideia é fugir dos clichês tradicionais como o “rosa” e as “flores” e nos apoiarmos na valorização do mundo feminino partindo do olhar – e da voz – de nossas rainhas.

    Para refletir essa ideia escalamos a ENTRETERE, na pessoa do amigo Wesley Brasil, para fazer a identidade visual desta edição.

    Em um processo de curadoria super difícil, nossa equipe selecionou, 14 guerreiras para compor esta edição, mas esperamos TODAS as mulheres, homens e crianças para integrar essa festa.

    São um total de quatorze mulheres convidadas, de diversas partes da região metropolitana do Rio de Janeiro: Camila Senna, Dóris Barros, Eliane Gonçalves, Ivone Landim, Joana Ribeiro, Letícia Brito, Roberta Gomes Miranda, Solange Maria de Souza, Tássia Di Carvalho e Yasmin Thayná, além da cantora Malena Xavier e das rappers Tequila e Izzy Bey, que farão os pocket shows da noite. Quem comandará a festa será a rapper e poeta Lisa Castro.

    Além dessa linda homenagem, acontecerá a tradicional distribuição de poesias que é a identidade do Sarau Poetas Compulsivos. Também teremos  exibição de videoclipes e escambo literário.

    O fundamento do sarau é a integração de gerações, por isso traga sua família e suas poesias, porque na hora do “microfone aberto” é a hora que o bicho pega.

    Cartaz
    Cartaz do evento

     

    MAIS INFOS:
    Quando: 07 de março, das 19 horas às 22 horas
    Onde: Buteco da Juliana
    Rua Ângelo Gregório, 145 – Morro Agudo – Nova Iguaçu – RJ

    Confirme presença através do facebook: https://www.facebook.com/events/1402045330101676

    (+) Infos:
    hullebrasil@gmail.com
    (21)9.6563-0554

  • Falta de respeito e calote

    Falta de respeito e calote

    No mês de novembro de 2014 recebi o telefonema do Frann, integrante do grupo Tribunal Mcs.
    Frann: – Pô Buzo, faz uns dias que tô tentando falar com você.

    Eu estava indo toda semana pro Litoral Norte, expliquei que estava sem sinal e internet só algumas horas por dia.
    Frann: – Estou organizando um evento aqui em Poá-SP, onde moro, com a Secretaria de Cultura daqui, comemorando o mês da Consciência Negra. Queria saber seu cachê pra fazer uma abertura com palestra antes do show?

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    Flyer do evento com logo da Prefeitura de Poá

    Me falou quem eram as atrações. Conheço o Frann de outros carnavais, sou amigo dele e dos integrantes do Tribunal, sei também que ele é meio enrolado, mas até aí, ele mora em Poá, que bom que está se envolvendo.

    Buzo: – Frann, para o poder público cobro R$ 3.000,00 + transporte, alimentação e hospedagem, mas aí não é o caso de ter hospedagem.
    Frann: – É o melhor preço Buzo ?
    Buzo: – Como é a forma de pagamento? Contrato?
    Frann: – Não Buzo, vou ali numa reunião hoje na prefeitura. É pagamento no dia e em dinheiro.
    Buzo: – Então Frann, nessas condições, R$ 3.000,00 e eu vou com meu carro.
    Frann: – Fechou Buzo, te retorno depois da reunião.

    Fiquei mais atento ao telefone, ele me ligou da Prefeitura de Poá-SP.

    Frann: – Buzo, a gente tem um valor pra dividir entre as atrações, tem como você fazer a palestra por R$ 1.200,00?

    Como disse estava no Litoral Norte, Poá fica no meio do caminho pra São Paulo, mas eu só voltaria dois dias depois do evento.

    Buzo: – Frann, se for nessas condições, dinheiro no mão, na hora. Vamos fazer.

    No dia minha esposa disse: – A gente tem um monte de coisa pra resolver aqui na praia (estava construindo). Não acha melhor ligar e confirmar se é dinheiro na mão mesmo, senão a gente nem ia.
    Falei pra ela ligar…

    Marilda: – Frann, o Buzo quer saber se está tudo certo pra hoje, as condições combinadas?
    Frann: – Marilda, está tudo certo, tô aqui na prefeitura acertando os detalhes, mas está tudo certo.

    Saímos de São Sebastião e chegamos em Poá-SP às 18h, uma hora antes do meu horário.
    Estava o Frann e sua equipe, arrumando o palco, etc…
    Em nenhum momento o Frann me chamou pra me pagar. Só me apresentou o rapaz da foto dizendo: – Esse é o Honório Costa, da Prefeitura de Poá-SP. Quase chegando a hora do debate, comecei a procurar o Frann pra falar do meu pagamento, mas ele tinha ido aqui, ali, buscar uma atração…

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    Palestra de Alessandro Buzo

    Quando ele chegou, já estava em cima da hora, tinha uma galera, não podia atrasar a palestra pra não atrasar os shows. Fiz uma hora e pouco de palestra, falando da minha trajetória.

    No final, cheguei no Frann: – E aí Frann, vamos acertar?
    Frann: – Pô Buzo, olha minha cabeça… não te falei ? Os caras pediram 10 dias pra pagar.
    Buzo: – Frann, não foi isso que a gente combinou.
    Frann: – Eu sei Buzo, mas 10 dias o dinheiro está na mão.

    Minha esposa, claro, olhou pra mim como quem diz: – Eu te avisei.

    Deixar bem claro que não trabalho nessas condições, ou é deposito antes ou contrato, mas fui pela amizade. Dar um crédito de confiança.
    Fui embora, nem fiquei pra ver os primeiros shows, como quem sabia que tinha caído numa furada.

    Passaram-se 10 dias, um mês… e NADA.

    Agora, a quase 3 meses do evento, não só não recebi, como ninguém me ligou, nem pra dar uma satisfação. Quando falo ninguém, não é só da prefeitura local, nem o Frann teve coragem de fazer um telefonema.

    Pois bem, venho a público não cobrar, só expor o problema, porque posso até não receber, mas queria deixar um aviso: – Não vá a POÁ-SP fazer palestra, nem show. Eles não pagam, nem respeitam ninguém.

    O evento era num espaço público, no cartaz tem logo da prefeitura.
    Depois que a gente exige contrato, pagamento adiantado e cachê completo (no caso R$ 3.000,00), tem contratante que pensa que é marra. Eu queria deixar bem claro que se não fosse a amizade que eu “tinha” com o Frann, não teria ido.

    Quando digo “tinha” não quer dizer que nossa amizade valia só R$ 1.200,00. O que mais me chateia é ele não ter me dado um único telefonema depois de quase 3 meses do evento. Que esse seja o último calote, porque não vou mais em nenhum lugar por amizade.

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    Prefeitura de Poá-SP

    Aliás, que fique claro, prefiro ir de graça numa comunidade, do que pra uma Prefeitura desorganizada como Poá-SP.

    O “representante” Honório Costa, em meia hora de conversa me falou o podre do prefeito afastado, que isso, que aquilo. Ali já vi que Poá-SP era perda de tempo, devia ter ido embora sem fazer a palestra. Mas como já estava lá, fiz em respeito ao público presente.

    Que não me paguem, mas deixo o aviso.
    – ARTISTA, NÃO VÁ A POÁ-SP.

  • A história de Alfeu

    A história de Alfeu

    Num município da cidade de Nova Iguaçu chamado Comendador Soares, ou seria Morro Agudo? Eis aí um detalhe que sempre confundiu Alceu Quitério.

    Ele chegou ao mundo por descuido, após uma orgia ocorrida no hotel Acapulco. Na ocasião tinha hétero, homo, bi, transexual e travesti, que por acaso era a condição de seu pai, que nascera Ednéia e mudou o nome para Ednei. Na tal orgia, Ednei foi passivo, ativo, etc. Três meses após a barriga de Ednei começou a crescer, em princípio ele achou que era excesso de cerveja, comida ou quem sabe até uma barriga d’agua. Mas após consulta com um ortopedista, isso mesmo, um ortopedista, na Clínica Médica Santa Terezinha, Ednei soube que se tratava apenas de um mioma, confusão que só foi desfeita quando o tumor completou nove meses e saiu por conta própria do ventre de Ednei, no momento em que ele jogava uma partida de futebol no Campo do Morro Agudo Futebol Clube.

    Ednei que na ocasião estava desempregado viu-se sem meios de criar o bebê, e resolveu investigar quem era o pai do pequeno Alceu. Levando em conta somente a semelhança física do filho que era um misto de Agnaldo Raiol e Elza Soares, Ednei chegou a conclusão que o pai de seu filho só podia ser a Júlia. Júlia era outro travesti que outrora atendia por Juliano, e que também havia participado da orgia no Hotel Acapulco. Ednei conseguiu convencer Júlia da sua paternidade, ideia que muito lhe agradou, já que ela sempre sonhou ser mãe. Júlia disse que escolheria o nome do filho, que sua sensibilidade feminina a tornava mais apta para isso. Ednei por sua vez fez questão de lembrar que se era o caso, a mulher de fato ali era ele, e por isso o nome seria o de sua preferência.

    No dia que foram ao cartório para registrar a criança, discutiram durante todo o caminho, lá chegando, o atendente era um senhor rabugento e meio mouco, que com uma cara “de poucos amigos” aguardava o fim da discussão para saber qual seria a escolha do nome. Foi quando Júlia gritou enfurecida: “Tá bom Ednei, o nome fica ao seu critério!”. Mais que depressa, antes que os pais mudassem de ideia, o antipático escrevente registrou o nome da criança como Alceu Quitério. Alceu Quitério? Foi o que o coitado entendeu quando Júlia gritou: “O nome fica ao seu critério!”. Quando se deram conta da confusão já era tarde.
    No dia do batizado de Alceu na paróquia de São Francisco de Assis, ocorreu outra confusão, padre Astolfo, um filipino que bebia, fumava e fornicava com algumas carolas, se recusou batizar o filho daquele casal estranho, entretanto teve de fazê-lo, quando Ednei e Júlia provaram que apesar da aparência eram um casal hétero.

    Ainda criança, Alceu foi diagnosticado com “licantropia clínica” [raro transtorno psiquiátrico em que o indivíduo acredita ser um animal]. Alceu achava que era um gato e num dos seus passeios noturnos pulou sobre um telhado que não suportou seu peso e caiu, fraturando assim as duas pernas. Levado as pressas ao Hospital da posse, foi vítima de um erro médico, e teve os dois braços engessados ao invés das pernas.

    Alceu era hermafrodita, bipolar e tinha crises de identidade, numa dessas crises ele assumiu o nome de um conhecido ladrão de galinhas chamado Elson Bornier e ficou preso por um mês. Alceu que era mestiço foi confundido com um negro e levou um pau dos Neonazistas Baianos do Cacuia. Apanhou também dos membros da célula Afro-Nórdica da Cerâmica , que acharam que ele era branco.

    Apesar de Alceu ser ogã dum centro espírita, nas horas vagas também era diácono duma igreja evangélica, voltando dum culto, passou em frente a um bar onde ocorria uma confusão, e levou uma garrafada por engano. A tal garrafada o deixou com uma sequela no olho esquerdo, e ele piscava sem parar. Por conta da tal sequela Alceu levou três tiros de um marido ciumento que achou que ele estava flertando com sua mulher, e morreu. Já no IML, no momento exato em que começaria a necropsia Alceu acordou. O que fez com que o médico legista fugisse em disparada achando que se tratava de um morto-vivo. Só horas mais tarde descobriram que Alceu também sofria de catalepsia.

    Enfim amigos, Alceu era de fato o “rei da confusão”, eu falei Alceu? Peço desculpas, mas eu me confundi, na verdade o nome do conto é “A Estória de Alfeu” não de Alceu.

    Vou recomeçar: Num município da cidade de Nova Iguaçu chamado Comendador Soares, ou seria Morro Agudo? Eis aí um detalhe que sempre confundiu Alfeu…

  • “A Coisa Tá Preta”

    “A Coisa Tá Preta”

    No rio que banha a cidadezinha de Paupérrimosa do Norte, Emiguiliácia, dia sim, dia não, lavava roupas. Vinha ela com uma trouxa de aproximadamente cento e trinta quilos, sabe lá Deus como alguém de canelas tão finas quanto varas de goiabeira, conseguia carregar tanto peso!

    Pontual como a fome que assolava os esquálidos moradores de Paupérrimosa do Norte, lá ia ela garantir uns míseros trocados. Vale salientar que trabalhar por míseros trocados, era praxe naquele miserável povoado. Com o IDH de 0,00… Era raro ter alguém que não vivesse, ou melhor, sobrevivesse à custa de um subemprego. Na verdade se contava nos dedos, ou melhor, no dedo, a família que vivia acima dessa linha. Essa era a família do nada simpático Leidionaldo Dai Silva.

    O nome estranho foi fruto de uma ideia infeliz de sua finada mãe Zenaide, que ansiava ter uma filha para dar-lhe o nome de Lady Dai, de quem era uma fã ensandecida. Zenaide, mau caráter que só ela, era natural de Paupérrimosa do Norte, e sonhava com uma vida de princesa, o que era um sonho considerado impossível para realidade local. No entanto, através de meios desonestos, conseguiu engravidar daquele que era o único bom partido da cidade, Fredinaldo.

    Fredinaldo era o proprietário da carvoaria “A Coisa Tá Preta”, com a qual explorou por mais de meio século a população daquela região. Lá trabalhavam por até quinze horas por dia, de domingo a domingo. Troncos de goiabeiras moribundas [que outrora fora a fonte de riqueza da cidadezinha] eram a matéria prima do seu negócio lucrativo. Quando Leidinaldo nasceu, Fredinaldo intentou dar seu nome ao filho, no entanto, Zenaide embebedou Fredinaldo, que era tão ruim quanto ela, porem um pouco menos astuto, e viajou para Mendicantinópolis, a cidade mais próxima, que ficava a oitocentos quilômetros de Paupérrimosa, onde havia um cartório, e lá registrou o filho com o tal xingamento. Mas a fim de fazer uma média, ela bolou um misto do nome do marido Fredinaldo com o da sua adorada Lady Day. Por conta da falta de instrução o “Lady” foi aportuguesado mesmo, já que a triste não conhecia nem a palavra “Love” em inglês. Se bem que aquela família maldita não conhecia a palavra “amor” em nenhuma língua, dialeto ou gíria existente no mundo. Enfim, Fredinaldo morreu junto de Zenaide num acidente muito suspeito, assim Leidionaldo herdou a carvoaria “A Coisa Tá Preta” e perpetuou a exploração e destruição ambiental ali.

    Voltando a falar da lavadeira Emiguliácia, nos dias que não trabalhava, ela tornava ao rio que foi o único meio de diversão num passado distante, e ficava lembrando-se dos bons tempos quando ali se banhava, e fartava-se de comer as graúdas goiabas. Mas as goiabeiras já não conseguiam se desenvolver, por conta da poluição causada pela limpeza dos fornos de carvão da “A Coisa Tá Preta”, que ocorria dia sim, dia não. A água suja desembocava no rio, por esse motivo, que sabiamente, Emiguiliácia ia lavar suas roupas no dia que não havia faxina nos fornos, para assim não encardir as roupas.
    Mas o que está ruim pode piorar, e até o seu meio de subexistência lhe seria tirado, Emiguiliácia recebera a notícia de que a carvoaria “A coisa Tá Preta” estava expandido os negócios, e abriria uma filial. A produção de carvão não ia mais parar por conta da limpeza dos fornos, no dia que uma fábrica limpasse os fornos, a outra estaria produzindo e vice versa. Ou seja, não haveria mais dias de “água limpa” para Emiguiliácia trabalhar. Com a barriga roncando, a boca seca e os olhos úmidos, ela observou as goiabeiras sem folhas e sem frutos, o rio correndo escuro tal café, no entanto sem o aroma e sabor característico do mesmo, e morreu de desgosto!

  • “Sonho, realidade e desabafos”

    “Sonho, realidade e desabafos”

    Li uma vez num livro que: “A vida não é feita apenas de sonhos que se realizam, mas de realidades que se sonham…”.

    Isto é realmente como estou me sentindo, ainda estou sonhando.

    Essas palavras são de Naddo Ferreira, ainda exultante, como uma mãe após dar a luz ao seu primogênito. “Sonho, realidade e desabafos”, eis o nome do primogênito. É um livro de poesias que o autor escreveu entre 1990 e 1994, quando o mesmo ainda era adolescente. Por conta disso, Naddo Ferreira afirma que a obra tem muito mais valor sentimental, que “valor técnico”. Minha singela contribuição nesse trabalho é no poema chamado “Folha em Branco”.

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    Eis o poema: http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4609676

    Naddo Ferreira é um grande amigo e parceiro artístico de longa data, inclusive foi um dos fundadores do U-Sal, lá em 1998. Participou também da faixa “Banho de Chuva”, que integra o meu mais recente álbum “Prótons [Partícula Nº2]”.

    Eis a música: https://www.youtube.com/watch?v=RQI12iBit-0

    Em breve informarei os pontos de venda do livro.

  • [18-22nov] II Festival Literário Internacional da Diáspora Africana de São João de Meriti

    [18-22nov] II Festival Literário Internacional da Diáspora Africana de São João de Meriti

    O II Festival Literário Internacional da Diáspora Africana de São João de Meriti vai receber, de 18 a 22 de novembro, escritores, artistas e pensadores do Brasil e do exterior para um grande painel de debates sobre a cultura afro-brasileira.

    Com a pauta “Violências simbólicas e igualdade racial”, o encontro prevê apresentações e palestras sobre literatura, ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, políticas de promoção da igualdade, racismo, entre outros temas. O FLIDAM é realizado em parceria entre o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), a Prefeitura Municipal de São João de Meriti e a Academia de Letras e Artes de São João de Meriti (ALASJM).

    Entre as participantes do festival, está a artista Toni Blackman, poetisa e ativista da cultura hip hop americana, e dona de voz influente no cenário cultural dos Estados Unidos. Ela foi nomeada pela AOL Black Voices “uma das 10 principais líderes femininas afro-americanas da próxima geração”. No FLIDAM, Toni vai falar sobre poesia e artes literárias no dia 18.

    Do lado de fora da Igreja da Matriz de São João de Meriti, onde acontece o evento, os visitantes poderão circular por uma feira do livro organizada especialmente para o festival. Obras sobre a diáspora africana estarão à venda nos estandes, que também organizarão bate-papos e oficinas de leitura para crianças e jovens. A mostra temática de cinema “Flidamcine” vai exibir, também durante o festival, mais de dez filmes, entre ficções e documentários, sobre personalidades, lugares, símbolos e desafios da cultura afro-brasileira.

    II Festival Literário Internacional da Diáspora Africana Africana de São João de Meriti.
    18 a 22 de novembro de 2014.
    Praça da Matriz, São João de Meriti, RJ.
    Veja a programação em www.ifrj.edu.br/flidam

  • Saraus periféricos! Conquistando seu lugar de direito

    Saraus periféricos! Conquistando seu lugar de direito

    Em meio a tantas modinhas que vem tomando conta, principalmente da periferia, existe um movimento, que vem na contramão de tudo isso, que veio galgando seu lugar pouco a pouco, mas sem querer estardalhaço ou arrastar multidões.

    Foi de forma progressiva e consistente, ganhando espaço e se consolidando. Eu falo da manifestação literária denominada de: Sarau.

    Dudu de Morro AgudoMuito utilizado na década de 80 por jovens que protestavam contra a realidade vigente, os saraus reuniam, artistas, professores, pensadores, pesquisadores, religiosos, teólogos, militantes políticos, e todos demonstravam suas idéias e angústias e alegrias, que eram compartilhadas por todos, se manifestando de várias formas diferentes.

    Ivone Landim
    Ivone Landim

    Muitos diretores, músicos, poetas e autores teatrais, passaram por esses movimentos, que durante muito tempo resistiu, entrou nas instituições de ensino, conseguiu uma certa exposição, mas com o passar dos anos foi migrando para grupos menores, cada um com seu tipo de arte específica, mas deixou de ter a força que tinha, e ficou nas sombras por um bom tempo.

    Até que novamente, com as novas ferramentas e com o clamor dos poetas e dos fazedores da cultura, a juventude e outras gerações, estão delimitando um espaço que é seu, afinal as novas gerações precisam e muito ter contato com essas manifestações.

    Aqui na Baixada Fluminense existem várias atividades acontecendo e ganhando fôlego, então esses saraus reúnem o que há de novo no cenário, mas traz também uma galera que produz arte e não tinha espaços e oportunidades de se mostrar.

    Uma dessas experiências, é o Sarau Poetas Compulsivos, fomentada pelo rapper Dudu de Morro Agudo e o Movimento enraizados, que acabou se tornando mais um ponto de encontro de vários realizadores com estilos e vivências diferentes, e se tornou uma grata surpresa devido a mobilização que se criou de forma espontânea, tanto que hoje quando falamos no Sarau, agregamos todos que querem se apresentar, dando espaço para os da cidade e também os de fora, realizando um intercâmbio muito mais amplo e enriquecedor.

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    Solange de Souza, Alessandro Buzo e Roberta Gomes Miranda

    Estamos em processo de formação de platéia, que para nós, quanto mais miscigenado melhor, e temos espaço para todos que querem se apresentar, ou apenas fazer parte de alguma forma, seja escrevendo a respeito, postando nas redes sociais, tirando fotos ou prestigiando os eventos. Essa iniciativa se tornou um point onde os artistas trocam materiais, experiências e compartilham suas idéias de forma plena e sem censura.

    Esse, como tanto outros, são movimentos que precisam se consolidar e fazer parte de nosso calendário cultural, afinal o principal nós temos, que são os produtos, só falta agora as parcerias, principalmente com o poder público, para que isso se espalhe e ganhe mais força ainda.

    Várias gerações e artistas já passaram pelo sarau, mas esses espontâneos movimentos de resistência ainda não possuem o respeito que merecem, vamos fazer valer o que temos assegurado pela constituição, liberdade e poder de escolha.

  • [04OUT] Alessandro Buzo é atração do Sarau Poetas Compulsivos

    [04OUT] Alessandro Buzo é atração do Sarau Poetas Compulsivos

    Dia 04 de outubro vai rolar mais uma edição do Sarau Poetas Compulsivos, com muitos convidados e pocket shows.

    Mais uma vez na Praça de Morro Agudo, disputando a atenção do povo, recitando poesia aos quatro ventos, esse é o novo formato do Sarau Poetas Compulsivos que agora recebe convidados para lançamentos de livros e alguns shows.

    Nesta edição os Poetas convidados(as) são Alessandro Buzo (SP), que fará o lançamento do livro Favela Toma Conta 2, Roberta Gomes Miranda e Marlos Degani; os shows ficam por conta de Ualax MC e Myle.

    Além disso tudo ainda acontecerá uma Intervenção dos Jovens de Responsa, realizando atividades relacionadas ao consumo consciente de bebida alcoolica e do Coletivo Sinal com uma performance de malabarismo.

    A apresentação do evento fica por conta dos MCs Dudu de Morro Agudo e Átomo.

    Se liga na programação

    PROGRAMAÇÃO

    19:00 – Discotecagem [DJ Trica]
    19:20 – Distribuição de poesias
    19:30 – Intervenção Jovens de Responsa;
    19:40 – Lançamento do livro de Alessandro Buzo com Intervenção Poética;
    20:00 – Poesia da Hora [Átomo]
    20:10 – Pocket Show – Myle MC;
    20:30 – Intervenção Roberta Gomes Miranda;
    20:40 – Pocket Show – Ualax MC;
    21:00 – Poesia da Hora [Átomo]
    21:10 – Intervenção – Marlos Degani;
    21:20 – Intervenção Coletivo Sinal;
    21:30 – Intervenção – Alessandro Buzo.
    21:40 – Sarau Poetas Compulsivos
    22:00 – Teoricamente O Fim

    Serviço:
    Sarau Poetas Compulsivos
    04 de outubro de 2014
    19 horas
    Praça de Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ
    FaceBook: https://www.facebook.com/events/1513348898912058

     

  • [06-SET] Sarau Poetas Compulsivos

    [06-SET] Sarau Poetas Compulsivos

    Dia 06 de setembro vai rolar mais uma edição do Sarau Poetas Compulsivos, com muitos convidados e pocket shows.

    Poetas Convidados(as): Antonio Feitoza, Eliane Gonçalvess e Luiz Coelho Medina;
    Pocket Show: Inbute Poeta & Zoe Backbird.
    Lançamento do livro “De lá pra cá”, da poetiza “Liriam Tabosa”.

    Intervenção dos Jovens de Responsa, realizando atividades relacionadas ao consumo consciente de bebida alcoolica.

    Apresentação: Dudu de Morro Agudo e Átomo U-Sal.

    Serviço:
    Sarau Poetas Compulsivos
    Data: 06 de setembro de 2014
    Horário: 19 horas
    Onde: Praça de Morro Agudo, Rua Angelo Gregório
    Infos: (21)9.6563-0554

    No facebook: https://www.facebook.com/events/1458097421127136/

  • SARAU reunirá gerações de poetas em Morro Agudo

    SARAU reunirá gerações de poetas em Morro Agudo

    O Sarau Poetas Compulsivos tem um papel importante por iniciar as pessoas à poesia e por valorizar os poetas, principalmente os da região da Baixada Fluminense.

    Idealizado pelo rapper Dudu de Morro Agudo, após sua última viagem à França, em meados de 2013, onde participou de um Slam Poetry no Le Royal, o Sarau Poetas Compulsivos tem sido realizado mensalmente, em um formato harmônico, dinâmico e agregador, e pela primeira vez acontecerá em um espaço público, a Praça de Morro Agudo.

    Na próxima edição, dia 06 de setembro, a programação conta com o lançamento do livro “De lá pra cá”, da poetiza Liriam Tabosa; intervenção poética com Antônio Feitoza, Eliane Gonçalvess e Luiz Coelho Medina; Pocket show com Inbute Poeta & Zoe Backbird; e a atividade Poesia da Hora, onde acontecem sorteios e premiações para quem recitar poesias para o público presente.

    Dudu conta que o fator que torna o Sarau Poetas Compulsivos único, é que eles mantêm um grupo na internet com cerca de 2.100 membros, e durante o evento distribuem para o público as poesias que são publicadas no grupo durante o mês.

    Uma novidade para esta edição é a intervenção permanente dos Jovens de Responsa do Movimento Enraizados, que farão Quiz durante o evento com o intuito de alertar para o consumo consciente de bebida alcóolica.

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    Serviço:
    Sarau Poetas Compulsivos
    Data: 06 de setembro de 2014
    Horário: 19 horas
    Onde: Praça de Morro Agudo, Rua Angelo Gregório