Não é de hoje que a gente acompanha o trabalho árduo do casal – ou melhor, da dupla – de empreendedores Petter MC e Cristiane Oliveira, ou Cristiane de Oliveira e Petter MC, como devem preferir as(os) feministas, mas o mais importante é que o sonho virou realidade como disse o Petter hoje em seu perfil na rede social: “Era um sonho, virou desejo e hoje toma forma… Porque a gente sonha, trabalha muuuiitooo e realiza. E alguns ainda vão dizer que é sorte!”
De sorte a gente que acompanha de perto sabe que não tem nada, mas anos de trabalho e perseverança.
Petter já anunciou que o próximo trabalho da Agência será o videoclipe do rapper “baiano/paulistano” Sensato, que é a nova sensação do momento, inclusive tem uma entrevista com ele aqui no Portal Enraizados.
Tenho certeza que esse clipe vai bombar. E como diz Petter MC: – “E que não venham dizer que foi sorte. Foram noites sem dormir, “Japeris” lotados e muito suor. #TudoNosso”
Salve, galera! Tudo bem? Estamos nós, aqui, em mais uma humilde coluna. Esta semana eu venho falar de algo que tenho idealizado junto à Cristiane de Oliveira, na Agência #TudoNosso. Tem tudo a ver com a coluna, que mescla comunicação e tecnologia.
No próximo sábado, 9 de agosto, a Agência #TudoNosso lançará o #SmartClipe, projeto audiovisual que prevê uma série de videoclipes musicais gravados a partir de câmeras de smartphones, sob o olhar colaborativo de videomakers e aspirantes à produção de vídeo.
Na primeira temporada, serão dez videoclipes, dez artistas/grupos e até 30 videomakers de Nova Iguaçu, selecionados entre os dias 9 de agosto e 15 de setembro. O processo será democrático e permitirá que músicos independentes se inscrevam gratuitamente para concorrer a um #SmartClipe de sua música de trabalho.
O episódio “00” é o piloto e inspirador vídeo da música “Us Muleki é Zika”, captado no ano passado, sem maiores pretensões, no estúdio da Ibotirama Records, em São Paulo-SP. Conta com a participação dos rappers João Bazilio, Xando Official, Petter MC e Leonardo Barreto (Léo da XIII). As imagens foram captadas por WF Martins e Lii Oliveira. Direção de Petter Oliveira. A música foi gravada no “Dia da Rima 2013” e pode ser escutada no link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=9cKaGvsOZKE&list=UUYHSK7GUfqYzbXFH1WN571w
O projeto também pretende dar aquele “empurrãozinho” aos fãs de audiovisual, que nunca produziram vídeos para a internet e são desencorajados pela escassez de “ferramentas adequadas” ou pouca habilidade para lidar com elas . Serão selecionados até três videomakers por #SmartClipe. Todos os candidatos passarão por um processo seletivo e se comprometerão com o seminário de formação e treinamento.
A linguagem deverá ser livre, abrindo brechas à criatividade e ao imaginário artístico dos participantes. Não haverá roteiro. Tudo precisa ser captado da maneira mais espontânea possível, definindo apenas locais, horários e datas de gravação. Mas claro, as equipes de videomakers definirão entre si uma narrativa para o clipe, com base na música e/ou locação.
A edição receberá um toque bem pessoal, com prevalência de corte seco e pouco – ou nenhum – efeito de pós produção nas imagens. O objetivo é fazer com que a pouca qualidade técnica da captação com smartphones seja conceitual, poética, e não um erro.
Perdoem-me, mas eu não deixaria de escrever sobre a Copa do Mundo às vésperas do evento. Como diriam meus amigos jornalistas, não perderia este gancho por nada, e ainda mais tendo a oportunidade de rechear com as UPPs. Perdoem-me novamente, mas vou pra cima deles.
Como diria Roberto Carlos: – Esse cara – do título – sou eu! E volto a afirmar: – Não sou bandido e amo futebol, mas não sou a favor da UPP e da Copa do Mundo.
Coloquei um sinal de interrogação, porque as pessoas com as quais converso, seja “cara a cara” ou via redes sociais, sempre me questionam com um sonoro: – Como assim?
Me faltariam argumentos se eu morasse no bairro com o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, tivesse tido uma criação que se resumisse em olhar para o meu próprio umbigo e consequentemente achasse que o Estado se resume ao playground do meu prédio.
Mas não, sou de uma parte do Rio de Janeiro onde o azul está desbotado, da galáxia onde moram os motoristas, empregadas domésticas, garçons, pedreiros e tantos outros que são humilhados diariamente no bairro em questão.
E aí você me pergunta:
– DMA, não estou entendendo. O que tem a ver uma coisa com outra?
Simples caro(a) leitor(a).
O mundo não passa despercebido por mim, pois sinto as pessoas.
Esse ano de 2014 é um ano de amadurecimento, pois tudo fica mais claro, parece final de novela.
Sendo assim é importante esclarecer que quando digo que não sou a favor, não quer dizer que sou contra.
Vamos analisar os fatos.
ESCLARECIMENTO 01
Não sou bandido, mas não sou a favor da UPP. Porque?
Você acha que o governador, quando implantou as UPPs, queria proteger os moradores das comunidades dos bandidos que ali estavam durante décadas? Pense um pouco antes de responder.
Ou será que o governador queria proteger os turistas que chegariam aos montes por causa dos mega eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas? Simplesmente limpar os caminhos e entornos de onde os gringos vão passar.
Mas espere um pouco aí, para onde vão os bandidos depois que instalam as UPPs?
Talvez por estar na Galaxia Baixada Fluminense, eu sinta minha pele queimar a cada bandido novo que chega na região. A cada toque de recolher, a cada pessoa que morre, a cada novo jovem que se entrega para as drogas.
ESCLARECIMENTO 02
Vamos então analisar a outra parte.
Amo futebol, mas não sou a favor da Copa do Mundo.
Como assim?
Simples. O nosso país tem outras prioridades. A Copa do Mundo foi a oportunidade de algumas pessoas ganharem dinheiro que não conseguirão gastar em 3 vidas. Posso estar sendo leviado em afirmar algumas coisas sem ter provas, mas deixei de ser inocente a algum tempo.
Nossa Copa do Mundo custou cerca de R$30 bilhões, é a mais cara que as três últimas Copas do Mundo JUNTAS!!!
Mas como o Ronaldo disse: – Não se faz Copa do Mundo com hospitais.
Então Ronaldo, foda-se a Copa do Mundo, porque eu quero hospital, escola, emprego…
Como eu havia dito, as UPPs não são pra proteger a população de origem popular do Rio de Janeiro, mas proteger os turistas e seu rico dinheiro e evitar que o filme do Governador seja queimado. Sendo assim, o governo instala as UPPs e não prendem ninguém. Depois o policial truculento reprime o povo e tá tudo dominado.
Esse é o nosso legado!!!
A SOLUÇÃO
O que nós podemos fazer para mudar essa situação?
Primeiramente parar de reproduzir tudo o que os outros falam, parar de compartilhar o que é engraçadinho nas redes sociais sem ao menos analisar antes. Como já disse em outras colunas, não é que sejamos plano B, nós da Baixada Fluminense não estamos nos planos, assim como São Gonçalo não está.
Precisamos mostrar nosso próprio ponto de vista sobre o que acontece no Estado, mostrar nossa força juntos.
Na próxima quinta-feira, dia 12 de junho, começa a Copa do Mundo. Um dia antes (quarta-feira, 11 de junho) eulanço o videoclipe da música legado, pois essa é a minha forma de dizer que eu não estou de acordo com o que está acontecendo na minha cidade, no meu estado e no meu país. Minha meta é mostrar isso pro mundo, pois nós já estamos cansados de saber.
Se quiser/puder me ajudar a propagar essa ideia, inscreva-se aqui.
Filmar as injustiças e compartilhar não é só arte, é luta!!!
O IDEAL
Porque não sou contra?
Imagine como seria se as UPPs fossem uma política de segurança que visasse os interesses da população, para trazer a paz efetivamente. Como seria se o Brasil fizesse o dever de casa, estivesse com os hospitais em condições de receber a população com um mínimo de dignidade e estando tudo em ordem, recebesse um evento como a Copa do Mundo.
Mas infelizmente o mundo precisa saber, sob a ótica da Baixada Fluminense e de São Gonçalo, o que significa a Copa do Mundo e a política de segurança do Estado para as periferias.
Depois da Copa do Mundo, as coisas tendem a esfriar um pouco, então a hora é essa.
No último dia 28 de dezembro, os rapper DMA, Petter MC e Átomo, receberam no Espaço Enraizados, em Morro Agudo, o rapper caribenho Gigoloko, também conhecido como Johnny Bonaire, que veio ao Brasil para passar o fim de ano e conhecer a rapaziada.
O nome da música é “Não é coisa de momento”, foi escrita e gravada no mesmo dia e agora encontra-se disponível para download aqui. É fácil de baixar, basta clicar no link abaixo e seguir as instruções, o preço é um postagem na sua rede social de preferência.
As notícias sobre o “Dia da Rima” – encontro nacional de MCs e Beatmakers – transbordaram o Brasil e nossa marolinha a fez chegar no Caribe, aos ouvidos do rapper Johnny Bonaire, também conhecido como GigoLoko, que se empolgou com a possibilidade de interagir com rappers e produtores brasileiros.
Johnny é camarada do rapper e repórter, ou rapporter como se intitula, Petter MC, que já troca ideia com o mano caribenho a alguns meses. Foram apresentados por uma amiga em comum e agora estão bolando um som juntos. Petter MC disse que Johnny chega ao Brasil no dia 27 e vai direto do aeroporto para o Espaço Enraizados, onde acontece o encontro.
O rapporter ainda deixou escapar que no próximo ano pretende passar uns dias no Caribe e será recepcionado por Bonnaire, que pretende passar o Reveillon em terras brasileiras.
Só posso dizer uma coisa: – O Dia da Rima agora é internacional!
Ontem foi um dia diferente de todos os dias que eu vivi nesses longos 34 anos de vida. Escrevi este longo texto descrente de que alguém leia até o final, mas com a certeza da obrigação de registrar cada fato ocorrido para lembrar futuramente deste dia que foi tão importante na minha vida.
Cestas Básica sendo montadas no Enraizados
Tudo começou no dia 11 de dezembro de 2013, com uma chuva forte, estilo temporal sinistro, que eu via caindo pela janela da minha cozinha e tinha a certeza de que alguém próximo a mim estava sofrendo com aquilo. Depois, no dia 12, o Anderson Leite – sempre ele – me ligou pedindo para usar o Espaço Enraizados para receber mantimentos e roupas para as vítimas da enchente. Logo em seguida lia e compartilhava os posts do Petter MC, que andava pelo bairro, informando ao mundo o que acontecia em Morro Agudo, através de fotografias e entrevistas com moradores, alguns solidários às vítimas e outros a própria vítima.
No mesmo dia recebi uma ligação do Marcelo Peregrino, pedindo para eu abrir o Espaço Enraizados, às 21:30, pois ele estava em frente, em uma Kombi, com o Flávio Maravilha, que havia vindo de Duque de Caxias com 400 quilos de alimentos. Por último, assim que cheguei em casa, o amigo Eduardo Alves (Edu) me enviou uma mensagem via Hangout, dizendo estar disposto a ajudar, porém não ter tempo de vir a Morro Agudo. Pediu-me o número de uma conta-corrente e depositou R$150 para comprar o que eu achasse que era preciso.
Nosso povo de coração grande.
Ontem, sexta-feira 13, cheguei ao Espaço Enraizados cedo, o Petter MC e a Cristiane Oliveira já estavam. Logo liguei para o Marcelo Peregrino para saber a hora que o André Alasf chegaria. Comecei a montar as cestas básicas. Minutos depois o Petter e à Cristiane Oliveira foram para campo verificar quais as famílias precisavam de nossa ajuda e quais realmente poderíamos ajudar.
O Petter me mandou algumas mensagens via WhatsApp, informando que uma Secretária do Governo do Estado ordenou aos funcionários do CIEP 113 a não deixar os moradores fazerem comida para distribuir aos atingidos pela enchente. Ele me enviou algumas fotografias e eu fiz uma matéria e publique aqui no Portal Enraizados.
Aos poucos as pessoas foram chegando para ajudar. Chegou o André Alasf com o César, em uma pickup, cheia de colchões, roupas e garrafas de água mineral. Depois o Anderson Leite e sua esposa Gisela Barros chegaram com mais mantimentos e roupas.
Alasf foi até um comércio local comprar sacos plásticos para organizar as roupas, enquanto isso eu estava no Supermercados Novo Mundo pedindo sacolas para colocar as cestas básicas. Ao montarmos, percebemos que não havia doação de óleo. E aí, fazer o que?
Lembramos então dos R$150 reais que o Edu havia depositado. Fomos eu e a Cristiane Oliveira ao supermercados e compramos cerca de 30 garrafas de óleo. A Cristiane lembrou de comprar alho, então compramos mais 30 cabeças de alho.
Voltamos para o Espaço Enraizados e adicionamos o óleo e o alho à cesta básica. Colocamos tudo dentro do carro e fomos aos endereços que eles haviam constatado que poderíamos ajudar.
Minha coluna poderia começar aqui.
Petter MC doando as cestas básica.
Eu achei que estava preparado para o que eu veria e sentiria nas próximas horas. Mas não estava. Fomos a uma casa, que eu não sei o nome da rua, mas havia muitas crianças. Uma menina veio nos atender, lembro que a Cristiane perguntou por uma mulher, mãe de uma criança de colo. A menina disse que era ela a mãe da criança e nos convidou a conhecer sua casa. Pegamos algumas roupas e cestas básicas e entramos. Ela dizia que perdeu tudo. Pudemos realmente constatar o que havia acontecido sem ela precisar falar uma só palavra. Tudo estava nítido.
Mas ela não tinha muita coisa, a casa era muito pequena, havia uma geladeira e um fogão, ela disse que nem conseguiu tirá-los na hora da chuva. Ela nos mostrou até onde a água havia chegado. Fiquei chocado. O nível da água havia ultrapassado a cama. O Petter perguntou como ela fez pra dormir. Ela então disse: – Não dormimos.
Derrepente vizinhos começaram a aparecer pedindo cestas básica e roupas. Eram parentes e vizinhos dela. Fomos ajudando algumas pessoas e fomos para outra parte do bairro, também muito castigada pelo temporal.
Petter MC e Cristiane Oliveira partindo para a próxima casa.
O Petter em sua moto ia na frente, com a Cristiane na garupa, e eu os seguia de carro. A Cristiane levava uma lista com os endereços e os nomes das pessoas. Chegamos em nosso destino e me deparei com um terreno baldio cheio de móveis que as pessoas jogaram fora após a enchente. É uma cena forte. Procuramos a casa e não conseguíamos achar. Perguntamos a alguns moradores e ninguém dava uma informação precisa.
Caçadores de rã.
Neste instante passaram alguns adolescentes com umas varas na mão e uma linha. Reparei que haviam duas rãs amarradas pela cintura. Chamei eles pra conversar e perguntei o que eles fariam com os animais. Eles disseram em coro: – Vamos comer ué!!! Eram duas rãs pequenas e cinco adolescentes.
A Cristiane finalmente encontrou as pessoas que procurávamos. Novamente haviam algumas crianças presentes. Uma senhora perguntava pelo colchão que a Cristiane havia prometido. Quando a Cristiane confirmou que havia trazido o colchão para a neta dela, o sorriso foi instantâneo. Fui contagiado e sorri também. Quando a Cristiane mostrou o colchão, vi os olhos da senhora lacrimejarem. Olhei novamente para o colchão. Era um colchão velho, que já havia proporcionado muitas boas horas de sono. Mesmo velho ele era muito importante para ela. Passei a entender melhor o tamanho da necessidade das pessoas.
Senhora conversando com o Petter sobre a situação na beira do rio.
Em frente a casa em que estávamos, havia uma senhora olhando pela grade de um portão. Ela estava esperando o momento de dizer algo. Quando nós olhamos para ela simultaneamente, ela disse: – Vocês podem me dar uma cesta dessas?
Antes que pudéssemos responder, ela completou: – Eu não moro aqui. Moro na beira do rio. Moro sozinha. Perdi tudo. Estou aqui passando roupa para arrumar um dinheiro para comprar comida.
Travei novamente. Pensei com meus botões. Como assim mora sozinha? Ela é uma senhora. Cadê os parentes dela?
Ela nos orientou para que fossemos a beira do rio, pois lá haviam muitas outras famílias que precisavam de um auxilio com urgência. Neste mesmo momento mais pessoas chegavam pedindo cestas básica. Pessoas indicavam outras pessoas, que indicavam outras pessoas. Decidimos ir até a beira do rio para ver como estava a situação por lá.
Casa mostra até onde o nível da água subiu
Quando chegamos a primeira cena que vi foi uma casa que ficava do outro lado do rio e tinha uma parede ainda úmida que indicava a altura que o nível da água atingiu. Inacreditavelmente triste.
Procuramos algumas pessoas para entregar as cestas. A Cristiane foi visitar algumas casas que ficavam na beira do rio. Encontrou um rapaz que contou que a casa dele encheu muito, mas que ele não poderia aceitar a cesta básica porque já havia pego no CIEP. Nos indicou uma outra família que estava sem alimento. Atitude louvável, concluímos.
Enquanto íamos na família indicada, encontramos uma moça lavando a calçada em frente sua casa. Ela nos olhava, mas nada dizia. Puxamos assunto e ela disse que queria sim a cesta básica. Disse que estava precisando, mas indicou uma vila com muitas pessoas que também haviam perdido tudo. Fomos. Lá haviam crianças e idosos. Quando nos viram os olhos deles brilharam, mesmo sem saber quem nós éramos e o que fomos fazer lá. As pessoas perguntavam se tinham que nos dar o nome e os documentos ou fazer algum cadastro para pegar a cesta básica. A Cristiane respondia que não, somente tinham que realmente estar precisando e/ou indicar quem estava.
Um jovem nos contou que sua sogra perdeu todo o alimento de casa porque estava trabalhando, quando chegou em casa toda a comida estava boiando.
Colchões levados pela enchente ficaram presos embaixo da ponte
Ao olhar para o rio, vi muitos colchões agarrados embaixo da ponte, provavelmente vieram com a correnteza.
Voltamos para o Espaço Enraizados. Lá encontramos um outro carro estacionado. Minha filha estava conversando com duas moças. Uma delas – a Andressa – quando me viu falou meu nome, disse que havia falado comigo no telefone mais cedo, eu estava meio anestesiado e não lembrava. Eu estava em transi. A outra se apresentou como Mariana. Algum tempo depois chegou mais um carro. Quando reparei, vi que era a minha professora de inglês da época em que eu estava na oitava série, no Colégio Luiz Silva. Acho que ela nem lembrou de mim, mesmo quando eu a chamei de professora e forcei uma conversa. O importante é que nós nos encontramos quase vinte anos depois, doando nosso tempo e mostrando nossa solidariedade com nossos semelhantes.
Muitas pessoas chegaram no Espaço Enraizados com mantimentos, ligaram, mandaram mensagem nas redes sociais, etc.
Alasf entregando mais cestas básica.
Por volta das 16 horas, todos foram novamente para a beira do rio, levar mais cestas básica que foram montadas. Eu tive que honrar um compromisso que assumi em Madureira semana atrás e por isso não pude acompanhá-los.
Ao mesmo tempo em que eu estava feliz por ter podido ajudar algumas pessoas, me sentia impotente por saber que por mais que eu ajudasse, dificilmente chegaria a todos os que precisavam. Revoltante ligar a TV e ver políticos mentindo descaradamente para manter a pose. Triste passar na rua e ver pessoa sentadas no bar, bebendo como se nada estivesse acontecendo ao seu redor.
Neste momento são exatamente 03:07 da manhã, estou conversando com o Petter pelo facebook e ele está renderizando um vídeo para postar quase que simultaneamente com este texto. Certamente este vídeo estará no fim deste post. Já nos comprometemos em estar amanhã no Espaço Enraizados amanhã às nova horas da manhã.
Pude acompanhar durante todo o dia as postagens de textos e fotografais do rapporter Petter MC, que esteve empenhado em mostrar para o mundo as condições que ficaram as ruas da cidade de Nova Iguaçu, mas precisamente o bairro de Morro Agudo, logo após o temporal.
No final da noite Petter MC postou um video no youtube, e compartilhou nas redes sociais, mostrando o depoimentos de alguns moradores que perderam tudo durante a enchente e de outros moradores que não foram atingidos, mas que abriram suas casas com a finalidade de ajudar seus semelhantes.
É um vídeo comovente!!!
Leia uma das postagens de Petter MC no facebook:
Na quarta-feira, 11/12/2013, a Baixada Fluminense foi atingida por fortes chuvas durante toda a madrugada, seguindo pela manhã. O resultado disso foi um número altíssimo de desabrigados, feridos e desabamentos por toda a região. Eu e Cristiane de Oliveira percorremos o bairro de Morro Agudo (Comendador Soares), em Nova Iguaçu e registramos alguns estragos causados pelas chuvas. Além disso, um grupo de pessoas se mobilizou para ajudar aos desabrigados, cedendo a casa e servindo refeições quentinhas.
AS PESSOAS PRECISAM DA SUA AJUDA:
São tantos os desabrigados que toda a ajuda possível é pouca. As pessoas precisam de quase tudo, desde comida a produtos de higiene pessoal. São crianças, mulheres, idosos, homens, deficientes.
Que o coletivo #ComboIO esteve na França em junho já não é mais segredo para ninguém, mas o que poucos sabem é que eles gravaram vários videoclipes por lá. O terceiro deles está quase pronto, é o Al Askar, feito em parceria entre o Movimento Enraizados, a produtora La Casa Loca e a MJC. O rapper Uzy-Down é quem está finalizando o video que conta com a participação de diversos rappers franceses como Ricky B, Timal Still, Buldo Tazer e o próprio Uzy-Down.
Parte do videoclipe foi gravado na França, no bairro Haut Du Liévre, e uma parte também foi gravada no Brasil, em Morro Agudo, com a participação dos rappers brasileiros Petter MC, Kall Fator Baixada, Lisa Castro, Dupla Alma, Átomo, CS, entre outros.
Pra quem não tá ligado(a), o #ComboIO é formado por Dudu de Morro Agudo (DMA), Léo da XIII, Marcão Baixada e DJ Leonardo Ribeiro.
O rapporter Petter MC encarou mais uma grande batalha na volta para casa, junto com dezenas de outras pessoas, dentro de um trem da empresa SuperVia. Ficaram mais de quarenta minutos dentro de um trem parado, no escuro, sem nenhuma orientação da empresa.
Aproveitando a nova empreitada do rapper Léo da XIII com o lançamento do disco RIO SUMMER, Petter MC lança também sua nova empreitada, o programa de entrevistas o #RapporterEntrevista, para o seu canal no youtube, onde faz um bate papo bem descontraído com o rapper Léo da XIII.
Instalados no Estúdio Enraizados, eles falam de tudo, mas principalmente do novo disco do Léo, dando a dica de três faixas e de como será o processo de venda. Petter consegue encaminhar muito bem a entrevista, e você nem sente os nove minutos passarem, fica um gostinho de quero mais.