Tag: Polícia

  • FAN Baixada 2023: Festival Audiovisual Negritude celebra 5 anos de luta e resistência

    FAN Baixada 2023: Festival Audiovisual Negritude celebra 5 anos de luta e resistência

    O IDMJRACIAL, Instituto de Desenvolvimento da Juventude Negra da Baixada Fluminense, está completando cinco anos de existência, repletos de lutas e afirmação da existência negra. Em comemoração a essa marca significativa, ao longo de todo o ano de 2023, eles prepararam uma série de atividades, produtos e ações coletivas.

    A primeira atividade para celebrar essa meia década de existência é o lançamento da terceira edição do FAN Baixada – Festival Audiovisual Negritude da Baixada Fluminense, que ocorrerá no Quilombo Enraizados, em Nova Iguaçu, no final de julho.

    O tema central deste ano é “Violência Policial e Memórias de Resistência”, abordando uma questão urgente e crucial na nossa sociedade. O festival contará com quatro categorias de prêmios: Fotografia, Podcast, Melhor Filme Temática Livre e Melhor Filme “Violência Policial e Memórias de Resistência”.

    Os vencedores receberão prêmios em dinheiro: R$800 para a Melhor Fotografia, R$800 para o Melhor Podcast, R$1.000 para o Melhor Filme Temática Livre e R$1.000 para o Melhor Filme “Violência Policial e Memórias de Resistência”.

    As inscrições estão abertas e podem ser feitas através do site dmjracial.com. Acesse o edital para obter mais informações sobre o processo de inscrição, seleção e premiação.

    Não perca a oportunidade de participar desse importante evento que celebra a cultura, a resistência e a arte negra na Baixada Fluminense. Junte-se a nós no FAN Baixada 2023 e faça parte dessa história de transformação!

  • Autodestruição

    Autodestruição

    De um lado, cento e trinta e seis policiais mortos em 2017. Do outro, é cada vez maior o número de autos de resistência, foram 102 em 2016, em 2017, antes mesmo do meado do ano esse número já ultrapassava 200.

    O que quero dizer com isso?

    Os policiais são do povo, pobres, que escolheram essa ocupação como meio de subexistência sua e de seus familiares, semelhantemente aos bandidos, que também são do povo, pobres, e escolheram o lado oposto, entre eles estamos nós, os civis, que igualmente morrem cada vez mais.

    Acima de nós estão os governantes, intocáveis, com cordas de marionetes em mãos.

    E ainda nos culpamos!!!

  • Rapper Mano Brown, do Racionais MCs, é preso em São Paulo

    Rapper Mano Brown, do Racionais MCs, é preso em São Paulo

    Mano Brown foi preso hoje em São Paulo, após ser parado em uma blitz e desacatar os policiais. Segundo informações, ao ser parado, o rapper disse se sentir perseguido pela polícia e após discussão, ofender os policiais.

    Segundo os policiais, o líder do grupo Racionais MCs estava com a habilitação e o documento do carro vencidos.

    A notícia foi veículada na Band, no telejornal Brasil Urgente.

     

  • Serial Killer é o símbolo do descaso do Estado contra a Baixada Fluminense

    Serial Killer é o símbolo do descaso do Estado contra a Baixada Fluminense

    O que você fez nos últimos 09 anos? Sailson José das Graças matou 43 pessoas.

    Será que se aos 17 anos ele cometesse o primeiro assassinato no Leblon (área nobre do Rio de Janeiro), chegaria a essa marca de 43 assassinatos sem ser preso? A resposta é… NÃO!!! CLARO QUE NÃO!!!

    Porque certamente a imprensa cairia em cima, o Governador colocaria toda a polícia do Rio de Janeiro para investigar, invadir, torturar e matar até achar o assassino, mas na Baixada não é bem assim, a realidade aqui é outra. As mortes de conta-gotas não chamam atenção, uma morte aqui e outra lá são apenas mortes do cotidiano, a vida aqui vale menos, pra não dizer que não vale nada.

    Atualmente a região da Baixada Fluminense se encontra mais violenta do que a cidade colombiana de Medelin, que foi classificada pela revista Time, em 1988, como “a cidade mais violenta do mundo”, com uma taxa de 440 homicídios por 100 mil habitantes. Hoje em dia Medelin exibe a marca de 40 homicídios por 100 mil habitantes, uma taxa bastante alta se comparada com a média mundial de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes, contudo bem menor do que a taxa de 52 homicídios por 100 mil habitantes da Baixada Fluminense.

    Para quem está assistindo de fora, isso pode até ser um choque, contudo para quem mora nos municípios da Baixada Fluminense é algo quase normal. Crimes aqui são cometidos e não são investigados, dificilmente alguém vai preso por um homicídio, ainda mais quando a vítima é pobre.

    Sempre tive a desconfiança de que a Baixada nunca esteve nos planos de segurança pública do Estado, porém tive essa certeza ao ouvir a fala do Vinicius George, delegado da polícia civil, durante uma mesa que participamos no Observatório de Favelas no sábado passado (13), onde ele afirmou que a polícia funciona do jeitinho que tem que funcionar e o Estado está presente em todos os lugares, inclusive na Baixada. O problema, segundo ele, é que a polícia e o Estado não funcionam e estão presentes do jeito que nós queremos. A polícia foi criada para atender os interesses da corte (hoje governantes e elites) e controlar o resto (o povo). Afirmou que enquanto a sociedade não mudar, a polícia não muda. As atitudes da polícia só mudam com uma maior pressão popular.

    Segundo dados do Governo Federal, Duque de Caxias e Nova Iguaçu são a segunda e terceira cidade do Estado do Rio de Janeiro mais perigosas para um jovem negro, com idade entre 15 e 29 anos viver. Aqui é onde os jovens mais matam e mais morrem. Aí eu te pergunto: – Quais são as políticas públicas de segurança para a juventude negra na cidade? NENHUMA!!!

    No momento especialistas forenses, psicólogos e psiquiatras estudam o caso para saber se Sailson é ou não um Psicopata. Mas qual diferença isso faz agora? 43 pessoas já morreram e a culpa é do Estado. Um estado omisso. Que entrega toda uma população, cerca de 4 milhões de habitantes, à própria sorte.

    Pra mim, a mensagem surreal que Sailson passa com sua prisão é de que a Baixada Fluminense é “Terra de Malboro”: – Venham matar aqui, não serão presos. A Baixada Fluminense está sitiada e o Estado assiste nossas mortes de camarote.

     

     

  • Coisas que me apavoram

    Coisas que me apavoram

    Algumas coisas têm me deixado apavorado neste mundo às avessas em que vivemos, sequem algumas delas:

    Garotos que limpam parabrisas nas ruas

    Na semana passada, fui ao centro do Rio de Janeiro e vivi uma experiência no mínimo, apavorante. Fiquei prezo num corriqueiro engarrafamento, na descida do elevado em direção à Leopoldina. Foi quando eu percebi que estava cheio de jovens, nitidamente formando bandos que usavam uma técnica sinistra de persuação opressora.

    Eles apareciam do nada, tipo alguém mal encarado com uma garrafa pet cheia d’agua com detergente jogando em meu párabrisas. Eu, é claro, reclamei e disse que não queria que limpasse, até mesmo porque eu jogo água com um fluído especial que mantém opárabrisas mais limpo e sem manchas, ao contrário do detergente que mancha e embaça. Bem, não é preciso ser vidente pra entender que ele nem sequer olhou pra mim.

    Jogou aquele líquido no meu prabrisas com um rodo e só desgrudou dele depois que terminou, se posicionando mal-encaradamente ao lado do carro esperando o resultado (dinheiro). Eu pensei milhares de coisas, inclusive em dizer para ele que, ele fez um serviço que eu não solicitei e que por isso eu não iria pagar nada! Mas ele não me pediu nada, nem um centavo, apenas ficou parado me olhando daquele jeito. Naquele instante, meus olhos fizeram uma varredura no local e percebi algumas coisas no ambiente em que me rodeava.

    Não havia policiais, mas, havia pelo menos 30 jovens fazendo aquilo em bando. Percebi as possíveis rotas de fuga muito acessíveis para ele e nada assessíveis pra mim, ou seja, se ele resolvesse me jogar uma pedra, ou pior ainda, se alguns daqueles jovens resolvessem juntos jogarem pedras em direção ao meu carro, eu somente teria que ficar com o meu prejuízo! Sendo assim, eu me senti coagido a pagar por um serviço que eu não solicitei  e até mesmo recusei. Peguei minha carteira, tirei algumas moedas menores do que um real e dei falando que só tinha aquilo.

    O jovem agradeceu e saiu rapidamente da minha vista para sujar o párabrisas de outro carro. Eu, então, acionei a agua com fluído no meu párabrisas para limpá-lo, já que ficou uma bosta aquele pseudo serviço mau prestado que fui coagido a pagar por ele.

    Lixeiro

    Ontem, ao sair do carro (eu estava chegando em casa) quando, de repente, parou o caminhão de lixo do meu lado. Eu rapidamente corri pra dentro de casa e tranquei a porta imediatamente. Tudo isso pra escapar do lixeiro que não pode me ver que me pede dinheiro! Não sei se ele é filho de cego ou se eu pareço rico. Mas ele fica sedento quando me vê, parece um cachorro faminto vendo galetos assando em uma máquina de assar frangos.

    Eu sempre nego, é claro! simplesmente porque eu considero um absurdo eles pedirem dinheiro pra fazer aquilo que eles já são pagos pra fazer. O problema é que isso é endêmico aqui em Nova Iguaçu. O lixeiro passa quando quer e na hora que quer, e quando passa, se vê o morador, pede dinheiro, é um absurdo!

    Técnico da Net

    Um dia o técnico da Net bateu à minha porta me pedindo pra eu retirar o pedido de internet que eu contratei da Net. Eu, logicamente estranhei o fato, mas ele me explicou o motivo. Segundo ele, a minha rua não era totalmente cabeada, ou seja, não tinha cabo até a minha casa. Ele tentou me convencer de que se eu mantivesse o pedido, ele teria que voltar em minha casa, sendo que ele ganhava por comissão, sendo assim, ele deixava de ganhar toda vez que vinha atender pessoas naquela área que eu moro.

    Eu disse pra ele que eu não o conhecia, portanto eu não havia solicitado os serviços da Net para prejudicá-lo. Disse à ele então, que manteria o meu pedido, até mesmo porque foi a Net quem me ligou incessantemente me oferecendo o serviço. Em represália, ele entrou no sistema da Net e colocou um código maudito no sistema deles. A partir daquele dia em diante eu só consigo resolver as coias com a Net através da Anatel, impressionante o poder que esses técnicos tem. Eu sempre fui cliente da Net e nunca tive problemas! Agora, só consigo alguma coisa com eles quando ligo diretamente pra eles através da Anatel. A coisa ficou tão feia que eu nem ligo mais pra eles.

    Quando tem uma demanda aqui em casa, eu entro no site da Anatel logo, coloco o meu telefone em um link para que a operadora entre em contato comigo. Parece mágica: eles me ligam em menos de 1 minuto, e resolvem a minha demanda no dia seguinte, não sem antes, é claro, eu contar uma história longa e explicar porque o meu endereço não consta no sistema deles… e porque que, apesar da restrição, que o técnico deles me impos, eu tenho internet com telefone na minha casa… etc e tal.

    Da minha parte, eu nunca mais falo algo pra um técnico da Net que eles não gostariam de ouvir, pra nunca experimentar algo parecido.

    Paz.

  • Polícia para quem precisa

    Polícia para quem precisa

    As últimas semanas demonstraram bem o tamanho do problema e a falta de informação dos que estão a frente das secretarias que por dever necessitam prover aos cidadãos uma sensação de segurança e paz, só que…. meu parceiro o bagulho tá doido, se liga só nessa surreal pesquisa realizada entre os agentes de segurança.

    Uma pesquisa feita com policiais de todo o país, lançada nesta quarta-feira (30) em São Paulo, revelou que a maioria diz ser a favor da desmilitarização da PM. Ainda segundo o estudo, um terço dos policiais brasileiros pensa em sair da corporação na qual trabalham.

    O estudo foi realizado com 21.101 policiais militares, civis, federais, rodoviários federais, bombeiros e peritos criminais de todos os Estados. Os profissionais foram ouvidos entre os dias 30 de junho e 18 de julho.

    A pesquisa “Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização da Segurança Pública” foi promovida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pelo Centro de Pesquisas Jurídicas Aplicadas da Fundação Getúlio Vargas e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

    Perguntados sobre a hierarquia policial, 77,2% dos entrevistados disseram não concordar que as polícias militares e os corpos de bombeiros militares sejam subordinados ao Exército, como forças auxiliares, demonstrando que são a favor da desmilitarização da PM.

    Se considerarmos apenas os policiais militares, 76,1% defendem o fim do vínculo com o Exército. O que é um sinal claro de que o Brasil precisa avançar na agenda da desmilitarização e reforma das forças de segurança”, afirma Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Conselho de Segurança do fórum e pesquisador da FGV.

    De acordo com a pesquisa, 53,4% discordam que os policiais militares sejam julgados pela Justiça Militar. Para 80,1% dos policiais, há muito rigor em questões internas e pouco rigor em assuntos que afetam a segurança pública.

    As polícias deveriam ser organizadas no Brasil em carreira única, integrada e de natureza civil. É o que aponta pesquisa feita pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas de São Paulo e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), divulgada na última quarta-feira (30/7). O levantamento ouviu 21,1 mil agentes de segurança pública de todo o país entre 30 de junho e 18 de julho.

    A grande maioria respondeu a um questionário eletrônico porque já tinha cadastro na rede de ensino à distância da Senasp, e outros 1.800 entrevistados manifestaram interesse em participar. Entre os que responderam, 94% defendem a modernização dos regimentos e dos códigos disciplinares e 64% querem o fim da Justiça militar.

    Como obstáculos para a eficiência da segurança pública, foram apontados baixos salários (99%), formação e treinamento deficientes (98%), contingente policial insuficiente (97%), falta de verba para equipamentos e armas (97%), leis penais inadequadas (95%) e corrupção (94%). Segundo 86% dos participantes, falta foco em resultado e sobra burocracia.

    Para mais da metade dos entrevistados (51%), o Ministério Público não considera as dificuldades inerentes ao trabalho policial e cobra demais sem colaborar para gerar melhorias. Praticamente o mesmo percentual (50%) pensa o mesmo em relação ao Judiciário.

    Arrependimento

    Quase 35% dos respondentes afirmam que pretendem sair da corporação assim que houver uma oportunidade profissional e 39% afirmam que, se pudessem voltar no tempo, teriam escolhido outra carreira. Cerca de 60% disseram que já foram humilhados ou desrespeitados por superiores hierárquicos.
    Enquanto 84% dos entrevistados digam que um policial que mata um suspeito deve ser investigado e julgado, 43% afirmam que esse mesmo agente deveria ser inocentado. É o mesmo índice atingido por quem acha que um policial que mata um criminoso deve ser premiado pela corporação.

    Dos 21,1 mil agentes de segurança pública que integraram a amostra, 53% compõem a Polícia Militar, 22% a Polícia Civil, 10% a Polícia Federal, 8% o Corpo de Bombeiros, 4% a Polícia Rodoviária Federal e 3% a Polícia Cientifica/Perícia.

    Veja a pesquisa na íntegra

  • O pior cego, é o que não quer ver

    O pior cego, é o que não quer ver

    Não é novidade que sempre botamos o dedo na ferida, apontamos erros e denunciamos quem quer que seja, mas também precisamos mostrar experiências exitosas, como o caso da Colômbia, que chegou a ser considerada como extremamente perigosa, principalmente na época em que reinavam traficantes do calibre de Pablo Escobar (80/90), entre outros, na América do Sul.

    Porta de saída de grande parte da cocaína exportada para a Europa e os EUA, esse país tinha uma posição estratégica no escoamento da produção da coca, produto esse muito valorizado devido a sua pureza em relação a outros países produtores e a facilidade de ser transportada e produzida.

    A quantidade era tão extensa, que havia coca suficiente para cada habitante sul-americano cheirar, tanto que as negociações com os distribuidores eram feitas em toneladas devido as fronteiras com pouca fiscalização, densas florestas e altas taxas de corrupção dos agentes envolvidos.

    Uma profunda reforma precisou acontecer na estrutura da polícia para que os resultados começassem a aparecer, pois todos os comandantes tinham ligações diretas com os narcotraficantes.

    A crise chegou a tal ponto que os EUA chegaram a negar o visto de entrada para o presidente Ernesto Samper, na época, acusado de receber dinheiro do tráfico.

    Após essa crise, 6 anos se passaram para que as mudanças surgissem, lideradas pelo General Serrano, após as ações, a confiança da população na polícia saltou de 11% para 80%.

    Foi feito um intenso trabalho para restaurar a confiança na polícia, isso incluiu a formação dos policiais que tiveram uma nova rotina e preparação, e imersão nos problemas crônicos que viviam.

    Muitas dessas formações eram feitas nas universidades, para aproximá-los da juventude.

    Várias ações foram implantadas, como: Ações educativas nas escolas, criação de escolas de segurança cidadã, frentes de segurança comunitárias que capacitavam as populações em maior risco social, guarda comunitária.

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    O tráfico também tinha seus métodos pedagógicos, eles aliciavam jovens sem perspectivas, os treinava e os tornava criminosos perigosos, a cada policial morto era pago uma recompensa, ainda haviam os assassinos de aluguel denominados “Sicários”, e com toda essa problemática a segurança tinha que combater traficantes, gangues e grupos paramilitares como: FARC, ELN, AUC, M-19; e conviver com a COMUNA 13, um conglomerado de 25 favelas gigantes que parecia um país independente dentro da Colômbia.

    O exército precisou tomar uma medida extrema, ocupou essas favelas criando bases próprias e se instalando permanentemente.

    Somente as ações de força causaria uma guerra civil, então várias decisões complementares foram adotadas como: nos eventos com jovens não poderiam haver bebida alcoólica, as casas noturnas tinham que fechar a 01:00 da manhã, a lei seca foi implantada, os shows eram controlados e a circulação a noite era monitorada, as casas de jogos, bares e prostíbulos eram controlados com mão de ferro.

    Mas o que mais impactou e foi fundamental para mudar aquela realidade, foram ações que motivavam e mostraram às crianças e jovens, que uma mudança era possível, então o foco foi na base do povo, as estruturas e as bases de conhecimento foram orientadas a trilhar um caminho voltado à paz e a cultura, com esse foco as ações educativas eram absorvidas mais facilmente sem medo e de uma forma saudável sem imposição, a convivência se fortaleceu dentro dos guetos devidos as atividades nos centros culturais, e as comunidades se sentiam donas dos espaços, pois lá recebiam também, assistência médica, social, praticando esportes e entendendo que não é pela punição severa ou o colocando em um depósito de criminosos que se vai reeducar um jovem infrator, basta querer fazer que as coisas acontecem, tanto que o que realmente surtiu efeito foram as ações que aumentaram a auto estima do povo, não o extermínio por si só, não é uma fórmula mágica, mas são coisas simples e objetivas que surtem os melhores resultados.

    Se os gestores das capitais e da Baixada Fluminense pensassem um pouquinho em realmente mudar a realidade da população, isso já teria começado, mas a única coisa que eles pensam é em fortalecer suas contas bancárias, exemplos existem, muita gente boa com ótimos projetos a serem desenvolvidos podem contribuir nesse processo, então senhor gestor, basta querer enxergar!!

  • Meu Depoimento pra Revista Européia

    Meu Depoimento pra Revista Européia

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    A Eurocom Magazine,  é uma edição especial da Objectif Grand Paris Nouveau Magazine, foi lançada na MIPIM 2014 (Le marché international des professionnels de l’immobilier), um evento de investidores do mercado imobiliário que acontece todo a ano e atrai empresários de todo o mundo. A Eurocom Magazine trouxe uma série de matérias especiais sobre as 25 maiores cidades do mundo, incluindo o Rio de Janeiro, onde eu dou um depoimento sobre a Cidade Maravilhosa na página 33. Apesar da revista ser bastante técnica, tem sempre um depoimento de algum morador que eles consideram interessante sobre a sua Cidade.

    Quem quiser curtir o documento original, que infelizmente não foi vendido no Brasil, clipei a parte do Rio de Janeiro no meu Blog (http://dumontt.com/clipping/), é só ir lá e conferir.

    Abaixo segue uma versão quase original em português:

    Grande abraço.

    —x—

    O Rio de Janeiro, continua sendo uma Cidade Maravilhosa, cidade que já foi descrita de várias formas, pra vários gostos distintos, retratada e escrita em versos e prosas, mas o que me chama mais atenção sobre essa bela cidade são suas contradições, e é disso que trata essas linhas.

    Terra de rara beleza, cartão postal do Brasil, capital cultural da América Latina, hoje também é a terra dos grandes eventos esportivos e das Manifestações Juvenis. Onde uma das maiores florestas urbanas do Mundo convive pacificamente com a Rocinha, a maior favela da América Latina.

    É hoje uma das Cidades mais caras para se viver, morar e passear, mas que também tem uma rede hoteleira com uma altíssima taxa de ocupação. Onde o Governo promove construções gigantescas para esconder as favelas que estão entre o Aeroporto Internacional do Galeão e o Centro da Cidade, Favelas essas ocupadas constantemente pelas Polícias Militar e Civil do Estado, umas das polícias mais letais do mundo, a PMERJ e a Civil, como são chamadas, por ano, matam mais do que o somatório de todas as polícias de todos os Estados dos USA juntas. Mas a maquiagem do Rio é boa e consegue passar uma imagem de segurança e tranqüilidade para os turistas, graças as Unidades de Polícia Pacificadoras, as chamadas UPPs que empurrou o tráfico de drogas para as periferias, dando ao Rio um ar de limpa e higienizada em relação a segurança pública, a ponto de transformar a favela em atração turística – hoje tem teleférico no Pão de Açucar e na Favela do Alemão, tem visita guiada no morro com direito a baile funk pra turistas.

    A Cidade do Rio de Janeiro consegue assumir um papel singular no imaginário e no coração de cada visitante, cada morador e de cada pessoa que interaja com ela, seja pelo motivo que for: trabalho, lazer, turismo, esporte; Onde o feio e o belo se misturam, com passeatas, ruas históricas e monumentos. Cidade da música, da boemia, do samba e da maior festa popular do mundo, o carnaval. Onde o maior reveillon do mundo é feito nas ruas, na praia, no encontro de todas as raças, todos os credos, todas as cores, todas as riquezas, todas as culturas que se aliam para formar uma outra cultura, uma cultura carioca, com swing e sotaques próprios, de fala chiada e gingado no corpo suado e avermelhado do sol.

    O Rio tem vocação para ser amada, com todas as suas contradições, pois consegue ser cosmopolita sem perder o que tem de mais local, ser grande, conservando as suas diversas culturas, seus grupos informais, seu ar de feriado, mesmo em dia de trabalho. Seu povo contente, risonho, barulhento e feliz, sim, feliz por morar em uma das mais belas cidades do mundo.

  • A sujeira debaixo do tapete!!!

    A sujeira debaixo do tapete!!!

    Não é novidade que as ações na área da segurança na capital do RJ, mesmo que sejam paliativas, estão criando um êxodo na criminalidade, que está procurando expandir seu espaço de atuação e por consequência aportando em nossa já sofrida e desmantelada Baixada Fluminense.

    A violência desenfreada tomou conta de nossa região em todos os níveis, mas nem mesmo esses números assombrosos parecem sensibilizar nossas “autoridades”, no sentido de solucionar o problema.

    A chapa tá quente em todos os bairros, e a merda acabou respingando nos bairros classe média alta de Nova Iguaçu, que até agora estava quietinha porque a pimenta não tinha ardido no fiofó deles, então foi uma choradeira generalizada, já que eles estavam em pânico.

    ScreenShot083A incidência de crimes como: Homicídios, latrocínios, roubo a veículos, assalto a pedestres, mais uma porrada de desgraças, teve uma escalada sem precedentes.

    As ações criminosas tem alterado a rotina dosa moradores de vários bairros que tem evitado circular a noite, afim de evitar problemas.

    Isso tem trazido à tona uma questão preocupante, muitas pessoas dizem sentir falta das milícias, porque segundo elas, se sentiam mais seguras, como fala uma moradora, dona Maria (nome fictício), do bairro Austin, em Nova Iguaçu: – “Quando a milícia tava aqui, num tinha bagunça não senhor, quem roubava na comunidade morria na mesma hora”.

    Tá achando pouco? Várias execuções estão acontecendo em plena luz do dia, enquanto o tráfico prolifera como baratas.
    Outra modalidade que vem assustando é o estupro. Nova Iguaçu está em 2º lugar, perdendo apenas para a capital do RJ, isso envolvendo adolescentes e crianças.

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    A prefeitura local diz que o conselho de segurança da cidade se reúne constantemente para resolver o problema, bom, só se for para tomar cafezinho e falar asneiras. Informam ainda que o Estado prometeu a instalação de um batalhão em Nova Iguaçu, e que segundo o prefeito, será instalado na estrada de madureira, numa área de 20.000m², já que o 20º batalhão, acreditem, com um efetivo de 650 policiais, precisa fazer a ronda ostensiva de: Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis. Em Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São João de Meriti, falam em monitoramento por câmeras.

    Dados do Ministério da Justiça apontam que o 20º batalhão vive a pior situação do estado em relação a seu efetivo, enquanto a média nacional é 431 habitantes por PM, esse batalhão apresenta uma média de 1.659 habitantes por PM, isso reflete mais de 284% da marca nacional, e se se fosse na zona sul do RJ?

    No Leblon são 157 habitantes por PM, Botafogo 451.

    Na Baixada Fluminense o número de vítimas é 13 vezes maior que na zona sul do RJ.

    O Estado se justifica dizendo que em todos os grandes centros urbanos é normal que haja mais segurança nas áreas turísticas. Então manda a família do governador vir morar aqui na periferia e depois me fale a repeito, e aquele discurso que todos são iguais perante a lei?

    Ah, tá, esqueci que nós da Baixada Fluminense, ainda não fomos incluídos no mapa oficial do RJ.
    Como este é um ano de eleições, vão tentar de todas as formas nos ludibriar, dizer que a mídia é tendenciosa e tal, mas a verdade está aí batendo em nossa porta, não tem meio termo, ou resolve efetivamente o continuarão a fazer o que são especialistas, ocultar a imundície.

  • Esperar é Caminhar

    Esperar é Caminhar

    Toc! Toc! Toc! Dá licença meus senhores, sei que esse solo é sagrado, por isso chego com o devido respeito e pisando suave. Agradeço a oportunidade e a confiança do Sr. Dudu e do comparsa Átomo. Espero não decepcioná-los.


    Bom, eu fiquei tentado a escrever sobre a Copa, FiFa, Dilma, PT, Black Blocs, manifestações e todos esses temas pertinentes no nosso contexto atual, mas pelo o que vi por aqui, tenho colegas mais competentes do que eu para escrever sobre essas demandas. Passo a vez.

    Então, minha primeira crônica é uma pequena provocação para mim e para você.

    Lembro-me sempre dos versos do B.Negão que diz: “a maioria se trocasse de lugar, faria o mesmo, mesmo que em escala menor”.

    A polícia é corrupta e nós a odiamos por isso. Porém, nenhum maconheiro quer um policial honesto quando for pego com um baseado. É melhor perder R$ 50 conto, do que assinar o artigo 16 (usuário) ou quem sabe, até o 12 (tráfico), do código penal.

    São as contradições das ideologias humanas, sempre com dois pesos e duas medidas.

    Se eu não caibo no cristianismo e na direita por conta de suas corrupções conservadoras e coronelistas, quem dirá nessa esquerda caviar, escrota, contraditória e que usa o nome do povo para a luta, mas no fundo, luta pelo poder.

    Triste coisa é ver as legitimas causas serem lutadas por gente de interesses inescrupulosos. Clamam por justiça, mas lutam por vingança! Clamam por liberdade, mas lutam apenas para que sejam feitas as vontades libertárias de seus umbigos.

    Nossos heróis morreram de overdose, outros apertaram as mãos de ladrões por alguns minutos a mais na propaganda eleitoral. O que restou?

    Restou à liberdade de quem não cabe mais em rótulos, em títulos e quintais. Restou apenas o caminho para caminhar.