Categoria: Coluna

  • A volta!

    A volta!

    Que alegria, hoje, 07 de Outubro de 2014, marca a minha volta como colunista do Portal Enraizados.

    Fui colunista por volta de 2002, 2003, no meu início de carreira, escrevi muito tempo nesse site e agora, feliz e um pouco mais conhecido, estou de volta.

    De lá pra cá muita coisa mudou, eu tinha um livro publicado, agora tenho 11.
    Virei cineasta com o filme Profissão MC que realizei sem captar um único real.

    Trabalhei por 6 anos com cultura da periferia na TV, três anos no Manos e Minas da TV Cultura e 3 anos no telejornal SPTV da Globo, em SP.
    Criei em 2004 o evento FAVELA TOMA CONTA e essa semana comemoramos 10 anos com a 28a edição.

    Inaugurei em 2007 a Livraria Suburbano Convicto, até hoje a única do país especializada em Literatura Marginal, nela realizo desde 2010 o consagrado Sarau Suburbano que acontece toda terça-feira no local.

    Enfim, fiquei mais popular e experiente e agora volto aqui, com uma coluna semanal, nas mesmas terças-feira de Sarau Suburbano, feliz…. uma vez Enraizados, sempre Enraizados.

    O que não mudou nesse tempo todo foi nossa relação, vim várias vezes nesse período a Morro Agudo, ao Espaço Enraizados, onde tenho grandes amigos e faço parte do time.

    O Dudu de Morro Agudo e a trupe do Enraizados também estiveram em SP algumas vezes, o DMA cantou umas três vezes no Favela Toma Conta.

    Com o DMA tenho uma relação de amizade pessoal, fico na casa dele na Baixada, ele fica na minha em São Paulo.
    Uma relação de evolução artística e pessoal, que assim permaneça.

    Vou utilizar minha coluna com CONTOS, CRÔNICAS e POESIAS.

    Espero que vocês acompanhem….
    Tamo junto e não é só um modo de dizer, é isso mesmo.
    Abaixo a primeira poesia….


     

    “EU”

    Peguei tudo que a sociedade me ofereceu.
    Escola pública, saúde pública.
    Transporte coletivo…
    Esgoto a céu aberto na infância.
    Roupas que a minha mãe ganhava das patroa.
    Peguei tudo, bati no liquidificador e sobrou….. “EU”


     

  • Sobre Fliperamas

    Sobre Fliperamas

    Antes do barateamento tecnológico que gerou as Lan Houses nos inícios dos anos 2000, existiam os Fliperamas.

    Eram espaços próprios, bares ou padarias considerados quase como templo religioso pela molecada e que geralmente eram próximos a escolas, praças e outros locais de grande circulação da juventude (logicamente!).

    Grande parte dos meninos dos anos 90 ficavam com os olhos brilhando com ou via o barulho de porradas nos botões em jogos como King of Fighters e o lendário Street Fighter. Por apenas R$0,25 (ou R$ 0,35 dependendo de qual cidade do RJ você é), um mundo de 16 bits se abria para ti e você poderia passear por cada canto da tela, na maioria das vezes pelos eixos X e Y .

    Dentro desse convívio do fliperama, acompanhado por um primo ou brother da escola, haviam alguns momentos decisivos e que mostravam muito da sua personalidade e da sua relação com a vida. Um desses momentos é o “contra”! Quando aparace um cara desconhecido, chega do seu lado, insere a ficha na máquina e boom! “Here Comes a New Challenger”! Agora é cada um por si, se levando ao extremo para provar que é o Rei do Camarote  Fliperama! E quem perder, tem que aceitar a zoação sem pedir arrego! Esse tipo de situação forma o caráter! É o primeiro tipo de pressão que o mundo pode dar pra um moleque! E a primeira oportunidade de ser respeitado nas ruas por algo que tenha realizado. Assim, o famoso convite “vamo bater um contra?” visto de um adulto de fora, pode ser percebido apenas como diversão, mas pra quem tá dentro é questão de se auto representação, superação, crescimento ou seja vida ou morte!

    Hoje em dia o panorama dos fliperamas é outro. Pouquíssimos lugares possuem tal máquinas e esse universo fica apenas preso à mentes nostálgicas como a de quem vos escreve. Mas o video game continua presente nos gráficos assombrosos de consoles como Xbox ou em aplicativos para smartphone. A questão da competitividade continua, e continua até num formato profissional. Existem diversos jovens pelo mundo hoje que ganham grana para jogar video game (e vencer!).

    Sou muito grato a cultura de rato de fliperama. Fiz muitos amigos, aprendi que nem sempre se ganha mas que pode ter algum macete. E também que o modo cooperativo é bem melhor do que o “vs mode” e o “arcede mode”.

     

     

  • E aí? Sou ‘vipinho’ ou ‘vipão’?

    E aí? Sou ‘vipinho’ ou ‘vipão’?

    Olá, meu povo e minha pova!

    Keep Calm, eu não vou escrever sobre eleições 2014. Acho que seria feio, de minha parte, usar esse espaço para colocar minhas intenções políticas. Considerando que eu já faço isso abertamente em todas as minhas redes sociais, prefiro fazer um melhor aproveitamento deste espaço, generosamente, a mim concedido.

    Hoje, caro leitor dessa que vos escreve, eu quero mesmo é cutucar você, morador de periferia que acha que ter acesso a cultura é ir ao “Pagode do Seu Zé”, ou ao “Baile do Seu João”, ou, no caso dos mais “intelectuais”, ao cinema na segunda-feira.

    Hoje meu papo é com você que acredita que pagar cinco “conto” pro seu filho assistir “Patati Patatá Cover” na escola é o auge da acessibilidade cultural na sua classe social. Não estou dizendo que não são válidas as diversas formas de manifestações culturais. Não quer dizer que não seja bacana o pai deixar de beber um suco na hora do almoço no trabalho pra deixar os “cinco conto” pro filho assistir uma peça teatral na escola. O problema, “cumpadi”, é que eu te pergunto: é só isso?!

    Há duas semanas eu estou tentando comprar um ingresso pra uma peça no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Sem sucesso! “De cara”,  as vendas são abertas — primeiramente — a um público seleto de clientes do banco. Depois, o que sobra, meu bem, é só sobra mesmo. Enfim.

    Não consegui comprar os ingressos e ainda tomei uma certa repulsa pelo artista e sua produção. Ok! Sei que “o cara” não tem lá muita culpa. Ou será que tem?! A questão é que o fato arrastou pelos cabelos a minha atenção para essa realidade: a cultura de que a cultura não é para pobre continua!

    Salvem os nosso produtores locais, criadores de um imaginário cultural na periferia, porque graças a eles, nem só de  pão e água, viverá o homem. Mas, se além da água, pão com manteiga, geléia, iogurte, cereal e  café com leite, você também quiser o caviar cultural da sua cidade, meu bem… Tá difícil.

    Nesse desjejum cultural, me pergunto: a quem se destina a cultura, considerando que cultura são os hábitos e costumes de um povo?  Se considerarmos a cultura como algo implícito a nós, a quem se destina a cultura? Será que essa cultura da “culturinha” e do “culturão” nos basta?! Eu, particularmente, gosto de roda de samba, roda de rima, baile de passinho, baile charme, Encontrão, EncontrArte, showzinho e showzão… E aí? Eu sou “vipinho” ou “vipão”?!

    Na boa… É por essas e por outras que eu não “pago pau” pra ninguém.

    E se você, assim como eu entende que a cultura é algo que nos pertence, e o acesso à ela deve ser feito com equidade, vote em mim… kkkkkkkk! Mentira!  Não é nada disso. O que eu quero, “parceragem”, é te convocar a refletir sobre esses absurdos, que continuam acontecendo por aí. O que eu quero, é que a gente pare de se contentar com sobras. Que a gente deixe de ver e de promover a nossa cultura de modo segmentado, por nichos sociais.

    E aí, como é que vai ser?!

    Grandes produtoras do “culturão” continuam pegando a grana dos editais e promovendo pros “vipão” mais do mesmo para os mesmos. E aí, produção? Oode isso?! Tu vai ficar aí com essa cara de conformado?! Nossos filhos estão assistindo cover na escola, enquanto o Cirque du Soleil faz um banquete de caviar cultural com dinheiro público. Pra quem?! Pra mim?! Pra você?! Por enquanto, a cultura que melhor nos cabe é aquela de ser feitos de palhaços…

    E pra fechar, deixo aqui meus agradecimentos, aos loucos, que assim como eu, se percebem na citação do parceiro Alessandro Buzo: “Salve, todos os loucos, revolucionários que levam a cultura pras periferias, e transformam vidas”.

  • Um mês sem curtir, e aí?

    Um mês sem curtir, e aí?

    Quem lembra da minha coluna do dia 3 de setembro? Na ocasião eu estava há dez dias sem apertar o botão “curtir” do Facebook e fiz a promessa de que ficaria um mês inteiro sem curtir nada na rede social do Zuckeberg. Em experimento bem ousado feat. vida loka.

    O objetivo era saber se algo mudaria no meu newsfeed ao optar por não curtir sequer um post dos meus amigos e das páginas que sigo.

    A motivação veio a partir da minha decepção, ao perceber que as novidades interessantes estavam “passando batidas”, enquanto imagens de pessoas e animais sendo torturados apareciam aos montes, mesmo que eu as denunciasse ou as ocultasse. Até agora não entendi bem a razão para tais publicações terem aparecido por tanto tempo em minha timeline.

    Não seria nada fácil ficar um mês sem curtir nada no Facebook. E as coisas superbacanas dos amigos ou das páginas que eu sigo?

    Criei a seguinte estratégia: interagir através de comentários nos posts mais legais e/ou interessantes. Além de ajudar aos algoritmos do Facebook no entendimento do que é ou não relevante para a minha pessoa. tornei a vida na rede social mais humana e menos mecânica.

    Um “curtir” aqui e outro ali, não expressa muita coisa, mesmo para um bom “entendededor” de meias palavras, ou melhor, de meios likes. Ao comentar e opinar sobre as publicações as quais eu julguei relevantes para myself (não confunda com selfie rs), as possibilidades do meu netwroking aumentaram.

    Mostrar-se interessado por um post pode fazer com que o autor demonstre interesse por seus posts. Pode render uma visita ao seu perfil. E o melhor, pode ensinar ao espertalhão – não tão esperto assim – do Facebook a identificar o que realmente te interessa naquela bagaça.

    Outra coisa importante que me ajudou neste processo: passei a enviar mais mensagens aos meus contatos. E não estou falando daquelas mensagens “acesse isso”, “curta aquilo”, “assista ao vídeo” etc. Falo de conversas mesmo, de aproximação, de humanização. E que fique claro mais um ponto:  aproximação e humanização, no meu caso,  não possuem nenhum relacionamento com autoajuda ou carência de atenção social “like “as pessoas que trocam likes e seguem de volta (SDV), ok?

    Os resultados? Surgiram a partir da segunda semana. Não mais gente mutilada. Não mais gatinhos sendo maltratados. Não mais acidentes fatais envolvendo motociclistas – o que me perturba muito!

    E o que de bom começou a aparecer na minha timeline ou newsfeed, como preferem alguns? Sabe as pessoas e páginas com as quais iniciei uma interação mais profunda? Então, suas publicações aparecem com mais frequência na minha tela. Podia ser melhor, mas tem a coisa dos anúncios de página e coisa e tal, porém, é assunto para uma outra coluna.

    Se a experiência daria certo com você? Quem é que sabe? Tu toparia arriscar? Me invista um bom dinheiro na casa dos seis dígitos e eu “trago a resposta amada em três meses”.

    Obrigado e até a próxima!

    Ah, me segue no Twitter? Não troco likes e nem sigo de volta. Só se eu gostar do teu perfil. 😉

    @PetterMC

  • Coisas que me apavoram

    Coisas que me apavoram

    Algumas coisas têm me deixado apavorado neste mundo às avessas em que vivemos, sequem algumas delas:

    Garotos que limpam parabrisas nas ruas

    Na semana passada, fui ao centro do Rio de Janeiro e vivi uma experiência no mínimo, apavorante. Fiquei prezo num corriqueiro engarrafamento, na descida do elevado em direção à Leopoldina. Foi quando eu percebi que estava cheio de jovens, nitidamente formando bandos que usavam uma técnica sinistra de persuação opressora.

    Eles apareciam do nada, tipo alguém mal encarado com uma garrafa pet cheia d’agua com detergente jogando em meu párabrisas. Eu, é claro, reclamei e disse que não queria que limpasse, até mesmo porque eu jogo água com um fluído especial que mantém opárabrisas mais limpo e sem manchas, ao contrário do detergente que mancha e embaça. Bem, não é preciso ser vidente pra entender que ele nem sequer olhou pra mim.

    Jogou aquele líquido no meu prabrisas com um rodo e só desgrudou dele depois que terminou, se posicionando mal-encaradamente ao lado do carro esperando o resultado (dinheiro). Eu pensei milhares de coisas, inclusive em dizer para ele que, ele fez um serviço que eu não solicitei e que por isso eu não iria pagar nada! Mas ele não me pediu nada, nem um centavo, apenas ficou parado me olhando daquele jeito. Naquele instante, meus olhos fizeram uma varredura no local e percebi algumas coisas no ambiente em que me rodeava.

    Não havia policiais, mas, havia pelo menos 30 jovens fazendo aquilo em bando. Percebi as possíveis rotas de fuga muito acessíveis para ele e nada assessíveis pra mim, ou seja, se ele resolvesse me jogar uma pedra, ou pior ainda, se alguns daqueles jovens resolvessem juntos jogarem pedras em direção ao meu carro, eu somente teria que ficar com o meu prejuízo! Sendo assim, eu me senti coagido a pagar por um serviço que eu não solicitei  e até mesmo recusei. Peguei minha carteira, tirei algumas moedas menores do que um real e dei falando que só tinha aquilo.

    O jovem agradeceu e saiu rapidamente da minha vista para sujar o párabrisas de outro carro. Eu, então, acionei a agua com fluído no meu párabrisas para limpá-lo, já que ficou uma bosta aquele pseudo serviço mau prestado que fui coagido a pagar por ele.

    Lixeiro

    Ontem, ao sair do carro (eu estava chegando em casa) quando, de repente, parou o caminhão de lixo do meu lado. Eu rapidamente corri pra dentro de casa e tranquei a porta imediatamente. Tudo isso pra escapar do lixeiro que não pode me ver que me pede dinheiro! Não sei se ele é filho de cego ou se eu pareço rico. Mas ele fica sedento quando me vê, parece um cachorro faminto vendo galetos assando em uma máquina de assar frangos.

    Eu sempre nego, é claro! simplesmente porque eu considero um absurdo eles pedirem dinheiro pra fazer aquilo que eles já são pagos pra fazer. O problema é que isso é endêmico aqui em Nova Iguaçu. O lixeiro passa quando quer e na hora que quer, e quando passa, se vê o morador, pede dinheiro, é um absurdo!

    Técnico da Net

    Um dia o técnico da Net bateu à minha porta me pedindo pra eu retirar o pedido de internet que eu contratei da Net. Eu, logicamente estranhei o fato, mas ele me explicou o motivo. Segundo ele, a minha rua não era totalmente cabeada, ou seja, não tinha cabo até a minha casa. Ele tentou me convencer de que se eu mantivesse o pedido, ele teria que voltar em minha casa, sendo que ele ganhava por comissão, sendo assim, ele deixava de ganhar toda vez que vinha atender pessoas naquela área que eu moro.

    Eu disse pra ele que eu não o conhecia, portanto eu não havia solicitado os serviços da Net para prejudicá-lo. Disse à ele então, que manteria o meu pedido, até mesmo porque foi a Net quem me ligou incessantemente me oferecendo o serviço. Em represália, ele entrou no sistema da Net e colocou um código maudito no sistema deles. A partir daquele dia em diante eu só consigo resolver as coias com a Net através da Anatel, impressionante o poder que esses técnicos tem. Eu sempre fui cliente da Net e nunca tive problemas! Agora, só consigo alguma coisa com eles quando ligo diretamente pra eles através da Anatel. A coisa ficou tão feia que eu nem ligo mais pra eles.

    Quando tem uma demanda aqui em casa, eu entro no site da Anatel logo, coloco o meu telefone em um link para que a operadora entre em contato comigo. Parece mágica: eles me ligam em menos de 1 minuto, e resolvem a minha demanda no dia seguinte, não sem antes, é claro, eu contar uma história longa e explicar porque o meu endereço não consta no sistema deles… e porque que, apesar da restrição, que o técnico deles me impos, eu tenho internet com telefone na minha casa… etc e tal.

    Da minha parte, eu nunca mais falo algo pra um técnico da Net que eles não gostariam de ouvir, pra nunca experimentar algo parecido.

    Paz.

  • O que você faria se só tivesse um mês de vida?

    O que você faria se só tivesse um mês de vida?

    Olá a todos e todas que acompanham minha coluna semanal aqui no Portal Enraizados.

    A minha coluna de hoje é uma provocação daquelas, mas tenho certeza que se você aceitar o desafio irá perceber que não dá tanto valor quanto deveria às sagradas 24 horas do seu dia.

    Os últimos meses estão me servindo de palco para uma análise profunda sobre minha existência. Quando eu era criança tinha muito medo de morrer – hoje não tenho tanto. Meu medo nem era de morrer, mas de não saber pra onde eu iria ou quem eu encontraria lá do outro lado. Eu nem sabia se havia um outro lado – e ainda não sei, mas espero que exista.

    No fundo eu acho que meu medo era de me afastar daqueles que eu amava e que estavam aqui. Eu não queria deixar meus amores aqui.

    Eu fui crescendo e esse meu pavor da morte foi se afastando de mim, me tornando um ser quase imortal. A morte já não me incomodava tanto. Apesar de toda hora morrer um ou outro assassinado aqui no bairro, ainda assim era algo distante de mim, até o dia que eu perdi uma pessoa que amo muito. Minha avó.

    A morte bateu aqui no portão e levou um bem precioso.

    Todos os meus fantasmas me assombraram novamente, mas dessa vez eles fizeram um upgrade e vieram mais potentes. Meu medo de morrer havia voltado, mas de uma forma diferente.

    Tantas coisas que eu queria ter dito pra minha avó e eu não disse, tive tantas oportunidades e não disse. Sempre achava que haveria uma nova oportunidade amanhã, até que um dia não houve amanhã.

    A partir daí eu comecei a valorizar mais as pessoas e os momentos, mas às vezes eu ainda me surpreendo como as responsabilidades do dia a dia me afastam daquilo que realmente importa.

    Nessa hora me faço a pergunta: O que eu faria se me restasse apenas um mês de vida?

    • Faço aquela música que está em Stand By à meses;
    • Ligo pra minha namorada, filha, mãe e digo o quanto as amo;
    • Faço aquela viagem que nunca dá;
    • Visito um amigo de infância.

    Outro dia eu estava no supermercado, contando as moedas para comprar somente o necessário, economizando de tudo o que é lado, quando me deparei com uma caixa de bombom e me deu vontade de levar para minha filha, minha mãe e minha namorada. Não tinha dinheiro, mas e daí?

    Talvez não houvesse outro dia.

    E você, o que faria se só te restasse um mês de vida?

  • Natimorto

    Natimorto

    Hoje queria trazer em primeira mão, a letra que fiz baseada no depoimento da minha mãe no documentário “Mães do Hip Hop”, no qual o médico afirmou que eu era um mioma.

    Tecla “Esc”.
    Excretado no pileque… Daquele escroto.
    Sou eu aquele mioma,
    A suma, a soma… De todos os zeros canhotos?

    Tecla “Enter”.
    Maldito o fruto do teu ventre… Pau que nasceu torto?
    Sou eu aquele mioma,
    Mas meu cérebro funciona… Ziguezagueia entre a zaga o zigoto.

    Tecla “Shift”.
    Compus eu um novo script… Para vosso total desconforto.
    Sou eu aquele mioma,
    Nasci com boca fui a Roma… Mesmo com o pessimismo do piloto.

    Tecla “Del”.
    Pra dedéu… Fito o feto feito arroto.
    Sou eu aquele mioma,
    Mas vim à tona, toma! Quem disse natimorto?

    Pra quem ainda não viu o documentário:

  • Fé, Ideologia e Revolucionários até a página 2

    Fé, Ideologia e Revolucionários até a página 2

    Na minha vida, o socialismo foi um arquétipo do Evangelho de Cristo.

    Quando Ele (o Evangelho) tomou o seu lugar na minha consciência, Che virou a arca da aliança e Marx o véu que foi rasgado ao meio. Ou seja, meu envolvimento ideológico com o socialismo, na verdade, foi um apontamento para aquilo que estava por vir – a crença absoluta no Reino de Deus, onde todas as demandas das causas dos pobres e injustiçados são atendidas.

    Onde a justiça prevalece. Não há vingança.

    Estar no jogo do debate político desde 1996 (iniciado pelo rap) me deu uma mente suficientemente arejada para dialogar com todos e, empiricamente convicta para não arregar para a retórica da nova ou velha escola socialista, esse fenômeno que percebemos nas redes sociais. (não pensem que virei à direita, boyzinhos. Eca!).

    Mas pra mim, “revolts” que não se sustenta não tem minha atenção e meu respeito.

    A esses digo: Vão fumar sua maconhazinha e curtir seus quinze minutos de sexo livre endossado por seus discursos decorados, previsíveis e pirracentos, típico dos revolucionários que fazem severas afirmações sobre a vida, enquanto ainda tomam o Nescau capitalista na casa dos pais.

    Assim como vingança não é justiça, desconstrução pura e simples não é liberdade nem evolução.

  • Quem lucra com a violência?

    Quem lucra com a violência?

    Ocupando o 18º lugar na lista dos países mais violentos do mundo, o Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo, esse é o levantamento do Escritório de drogas e crimes das Nações Unidas.

    Nessa lista estão Maceió (AL), que aparece na 5ª posição em homicídios por 100 mil habitantes, Fortaleza (CE) em 7ª posição e João Pessoa (PB) em 9º lugar.

    No topo da lista temos Honduras, Venezuela e El Salvador.

    A América Central e Latina tomou o lugar de muitos países da África. Muitos crimes foram cometidos pelo narcotráfico e a instabilidade urbana.

    Mesmo ocupando a 7ª economia do mundo, nosso país enfrenta questões que estão entranhadas há décadas e que não mostram sinais de melhora.

    Os Estados vem empurrando com a barriga a criminalidade que cresce a passos largos, mas muitas vezes o que falta são ações voltadas à juventude, pois nem mesmo escolas decentes são oferecidas, e quando essa oferta aparece não consegue atrair e reter esse público.

    Mas a questão é bem mais profunda, a demanda pela violência realmente existe sim, sabe porque?

    Esse é um mercado altamente lucrativo que gera dividendos de forma vertical, e quem tem o poder de decisão sobre essas questões procura emperrar os mecanismos de evolução e sempre procura resoluções maquiadas de bolso, com uma argamassa fajuta que pode trincar ao menor abalo.

    Essa indústria alimenta empresas de segurança, secretarias, órgãos ligados à justiça, a máquina pública e eleitoral.
    Se tivermos índices de violência como a Dinamarca por exemplo, certamente muita gente perderia muita grana, isso galera porque a roda precisa girar e há muito mais coisa envolvida nisso.

    Comece analisando seu bairro, sua rua, sua cidade. Existe uma lei de mercado bem clara: Se não há oferta, não há demanda.
    Se a criminalidade for combatida na origem, quem da classe trabalhadora vai virar criminoso, e que receberá os recursos para combater esses meliantes?

    Pois é, por aqui em nossa Baixada Fluminense a violência em todos os sentidos mostra sua face em todos seus aspectos, mas lembre-se, sempre será o filho do pobre, preto, favelado “sementinha do mal” que terá a culpa, e para amenizar o calor do momento em que alguma notícia repercute na mídia, sempre aparece algum porta voz do povo, pedindo por “justiça” agindo como na inquisição colocando logo na fogueira.

    Nossa justiça não é só cega, mas também surda, muda e destrambelhada!

  • 9th Wonder e Jazzy Jeff aterrissam no Rio amanhã

    9th Wonder e Jazzy Jeff aterrissam no Rio amanhã

    Depois do show histórico do De La Soul no Circo Voador, o Rio de Janeiro se prepará para receber mais duas lindas do Hip-Hop mundial no mesmo dia: 27 de Setembro.

    9th Wonder –que fez história com o grupo Little Brother- carrega consigo uma patente alta, já gahnhou um Grammy e esteve no Rio em 2012, ao lado do rapper Phonte para uma apresentação no Viaduto de Madureira. Dessa vez, Wonder vai marcar presença na festa FLIRT, na Mansão Imperial, que fica no Alto da Boa Vista.

    +Info aqui: facebook.com/events/632678516830406

    Jazzy Jeff, o eterno “Jazz” de Um Maluco no Pedaço, que já fez duo com Will Smith no início da carreira e foram figuras fáceis nas paradas de sucesso da Billboard. Amanhã ele vai colar na festa DOOM na Casa Imperatriz, no Centro do Rio e mostrar porque é um dos mais renomados DJs do mundo.

    +Info aqui: facebook.com/events/632678516830406

    E agora a dúvida é: Em qual evento ir? Pensa aí e se decide!

    Boa sexta,

    @marcaobaixada