quinta-feira, 18 julho, 2024

Enraizados+20, a cúpula dos loucos

No último dia 19, terça-feira, vários parceiros de Porto Velho, Rondônia, estiveram em Morro Agudo para conhecer o Espaço Enraizados, vieram trazidos pelo meu camarada Edjales Fama, liderança do MHF (Movimento Hip Hop da Floresta). A cerca de 15 dias o Fama me ligou dizendo que estaria no Rio de Janeiro para participar da Rio+20, ele e mais uma galera, inclusive os manos do grupo Comunidade Manoa, e gostaria de trazê-los para conhecer nosso Quilombo.

Fama disse que viria no Espaço Enraizados com mais 20 amigos, por isso nomeei o evento Enraizados+20. mas na hora só chegaram 10, por questões de logística. Chamei o Samuca Azevedo (braço fiel) para comprar o material do churras, a cerva e o gelo. Liguei para o Kall Gomes e para o Átomo para se juntarem a nós, pois já estávamos eu, Lisa Castro, Dumontt, Samuca Azevedo, Marcão Baixada, Diamante MC, DJ Machintal, Dj Léo e Léo da XIII. Pronto, o evento começou.

Fizemos uma roda de conversa muito interessante, onde o Edjales Fama fez uma panorâmica de como anda o MHF, a galera  curtiu a idéia e foi bem participativa, falei um pouco dos princípios do Movimento Enraizados e como conquistamos tanta coisa em tão pouco tempo. Conheci um pouco da realidade da galera do Fora do Eixo também. Foi uma conversa engrandecedora para todos e todas.

Depois da da conversa veio a parte cultural, que intitulei cúpula dos loucos, foi quando conversei com o cacique Adriano, que me contou um pouco da cultura indígena e seus costumes, foi bem interessante. Depois o #ComboIO fez uma rápida apresentação para abrir os caminhos para o grupo Comunidade Manoa. Sinceramente os caras me surpreenderam!!!

Foi um dia bem cheio e agradável, inclusive já iniciamos as conversas para levar o #ComboIO para Porto Velho e trazer o Comunidade Manoa para o Rio de Janeiro. Com certeza será uma bateria de shows para os caras, mas para isso dependo dos manos Pêvirguladez, Slow da BF, Barnabé, Mate com Angú e todos os amigos que produzem eventos independente do poder público.

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GALERIA

 

Sobre Dudu de Morro Agudo

Rapper, educador popular, produtor cultural, escritor, mestre e doutorando em Educação (UFF). Dudu de Morro Agudo lançou os discos "Rolo Compressor" (2010) e "O Dever Me Chama" (2018); é autor do livro "Enraizados: Os Híbridos Glocais"; Diretor dos documentários "Mães do Hip Hop" (2010) e "O Custo da Oportunidade" (2017). Atualmente atua como diretor geral do Instituto Enraizados; CEO da Hulle Brasil; coordenador do Curso Popular Enraizados.

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Este texto reflete sobre o conceito de "Educação Clandestina", destacando sua abordagem contrária ao ensino formal. Explora as lacunas do sistema educacional brasileiro, particularmente em relação à alfabetização e ao letramento nas escolas periféricas. Descreve como movimentos sociais reúnem conhecimentos diversos, ausentes das instituições formais, promovendo uma troca que desafia o status quo. Aponta a importância da conscientização política e da ação crítica na transformação da realidade. Destaca a educação clandestina como um processo contínuo de formação política, capaz de despertar indivíduos para a realidade e capacitá-los a questionar, refletir e agir em prol da mudança social.

01 comentário

  1. É sempre importante essa troca de culturas, mas com o mesmo pensamento. Eles serão sempre muito bem vindos a nossa casa.

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