Tag: cultura

  • Instituto Enraizados e UFRRJ Celebram Intercâmbio Cultural com Delegação de Doutorandos do IFGoiano

    Instituto Enraizados e UFRRJ Celebram Intercâmbio Cultural com Delegação de Doutorandos do IFGoiano

    Nova Iguaçu, 07 de dezembro de 2023

    Na última quarta-feira (06/12/23), o Instituto Enraizados, em colaboração contínua com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), recebeu uma delegação de aproximadamente 30 estudantes de doutorado do interior de Goiás. Estes doutorandos, que também são técnicos e professores do Instituto Federal Goiano (IFGoiano), tiveram a oportunidade de explorar o Rio de Janeiro pela primeira vez, graças a mais uma parceria entre o IFGoiano e a UFRRJ.

    A iniciativa para visitar o Quilombo Enraizados surgiu da professora Adriana Lopes, da UFRRJ, após uma aula virtual ministrada por Dudu de Morro Agudo, membro do Instituto Enraizados, que compartilhou sua pesquisa de doutorado com a mesma turma meses atrás. A proposta visava aprofundar a compreensão dos doutorandos sobre o contexto e as práticas culturais do Quilombo Enraizados.

    Durante a visita, os anfitriões do Enraizados, incluindo Samuel Azevedo, Welton Cordeiro, Iuri, Gabrielle, Dorgo, Aclor e o próprio Dudu de Morro Agudo, calorosamente receberam a delegação. Após uma rodada de apresentações, os membros do Enraizados compartilharam informações sobre as diretrizes da instituição e apresentaram a rica história do Instituto, destacando suas realizações ao longo dos anos.

    Dudu de Morro Agudo conduziu uma apresentação especial na sala multiuso, proporcionando uma visão abrangente dos 25 anos de história e contribuições significativas do Instituto Enraizados para a comunidade. A sessão ofereceu aos doutorandos uma compreensão mais profunda do impacto positivo que o Instituto teve ao longo de suas duas décadas e meia de existência.

    O ponto culminante da visita foi uma mini edição do Sarau Poetas Compulsivos, promovido pelos Enraizados. Doutorandos visitantes tiveram a oportunidade de recitar suas próprias poesias, enquanto membros do Instituto, como Aclor, Dudu de Morro Agudo, Welton Cordeiro e Dorgo, proporcionaram intervenções artísticas memoráveis.

    O dia foi marcado por intensa troca de conhecimento e experiências enriquecedoras, solidificando os laços entre as instituições e fortalecendo o compromisso conjunto com a promoção da educação, cultura e arte. O Instituto Enraizados e a UFRRJ reiteram seu compromisso em facilitar iniciativas que estimulem o diálogo intercultural e enriqueçam a formação acadêmica dos participantes.

     

  • Lançamento do Filme “Fé e Luta: Igreja Católica e Ditadura Militar em Nova Iguaçu” e do projeto “Arquivos Históricos Comunitários na Baixada Fluminense” com a presença da Diretora Geral do Arquivo Nacional, professora Ana Flávia Magalhães Pinto

    Lançamento do Filme “Fé e Luta: Igreja Católica e Ditadura Militar em Nova Iguaçu” e do projeto “Arquivos Históricos Comunitários na Baixada Fluminense” com a presença da Diretora Geral do Arquivo Nacional, professora Ana Flávia Magalhães Pinto

    Nova Iguaçu, dia 05 de dezembro de 2023.

    O Instituto Enraizados tem a honra de anunciar o lançamento do aguardado documentário “Fé e Luta: Igreja Católica e Ditadura Militar em Nova Iguaçu”, resultado de uma parceria entre o Enraizados e o Centro de Documentação e Imagem da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CEDIM-UFRRJ). Este projeto mergulha nas páginas da história da Diocese de Nova Iguaçu durante a Ditadura Militar, revelando a coragem e a resistência lideradas por Dom Adriano Hypólito.

    Durante esse sombrio período da história brasileira, a Diocese de Nova Iguaçu emergiu como um bastião corajoso na defesa dos direitos humanos, além de ser um farol de apoio à luta da população por melhores condições de vida e trabalho. A Baixada Fluminense, por sua vez, tornou-se um epicentro de atividades, atraindo padres europeus inspirados pela doutrina social do Concílio Vaticano II, assim como militantes de esquerda em busca de espaço para realizar trabalho de base junto às classes populares.

    A repressão, entretanto, não tardou a se abater sobre a diocese, culminando em atentados a bomba e no sequestro do bispo Dom Adriano Hypólito. O documentário “Fé e Luta” é uma narrativa poderosa e emocionante que lança luz sobre essa parte crucial da nossa história, destacando a resiliência da comunidade e a busca incansável pela justiça.

    O lançamento está marcado para o dia 11 de dezembro de 2023, a partir das 15h, no Auditório do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ. Para enriquecer ainda mais o evento, contaremos com a ilustre presença da Diretora Geral do Arquivo Nacional, Professora Ana Flávia Magalhães Pinto, uma destacada estudiosa e defensora do patrimônio histórico brasileiro.

    A entrada é gratuita, e todos estão convidados a se juntarem a nós nesta celebração da história e da resistência. Este evento também marca o lançamento do projeto “Arquivos Históricos Comunitários na Baixada Fluminense”, uma iniciativa que visa preservar e compartilhar as ricas narrativas da região.

    Sua presença é fundamental para a construção de um futuro baseado no entendimento do passado.

     

    SERVIÇO

    11 de dezembro de 2023
    A partir das 15h
    Auditório do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ

  • O desafio dos trabalhadores da arte na Baixada Fluminense no pós pandemia

    O desafio dos trabalhadores da arte na Baixada Fluminense no pós pandemia

    Após um longo processo de descaso, a Baixada Fluminense toma fôlego e tenta se reestruturar apesar das sucessivas tentativas de desmonte do setor, capitaneado por várias frentes que enxergam a produção e disseminação cultural periférica como inimigas.

    Para complicar ainda mais a situação, a pandemia empoderou uma vertente anticultural inflamada, incendiando o discurso de ódio que só esperava a oportunidade de sair das sombras. Iniciou-se então uma caça às bruxas e assim se deu início a uma investida contra o setor, só vista anteriormente no regime ditatorial de 64.

    Sendo morador da região e ativista em contato direto com as bases, vi situações e ouvi relatos que realmente nos mostrou quão séria era a situação.

    Muitos artistas que estavam fora do eixo do mercado convencional, mesmo apesar de todos os contratempos conseguiam se manter, contudo a ideia e objetivo era: – “Extinguir os que eram considerados elementos de manipulação pela então esquerda comunista que só absorviam recursos da Lei Rouanet e nada produziam”.

    Constatamos de perto a dura batalha desses resilientes que sempre estiveram no front e de cabeça erguida, em muitos casos alguns tiveram que se desfazer de seus equipamentos ou até mesmo instrumentos musicais que eram utilizados como ferramenta de trabalho.

    Durante esse período conturbado nós, no Instituto Enraizados, conseguimos repassar uma grande quantidade de cestas básicas e vários tipos de doações como roupas, material didático, material de higiene, incluindo álcool gel e máscaras descartáveis.  Criamos um canal (Emergencial Bxd ) de interlocução com os artistas, produtores e trabalhadores da cultura que estavam em dificuldades e compartilhamos com eles não só as doações, mas também as informações a respeito de como acessar os recursos e os editais que estariam por acontecer.

    Distribuição de cestas básicas no Enraizados
    Distribuição de cestas básicas no Enraizados

     

    A situação realmente era séria, já que nem acesso aos transportes públicos as pessoas estavam tendo, então muitos optaram por realizar outras atividades remuneradas como: motorista de aplicativo, entregador de produtos vendidos pela internet, entregador de lanche ou venda de produtos alimentícios na própria residência. Outra problemática foi como fazer toda essa logística funcionar de uma maneira que não colocasse os voluntários em risco e que chegasse de maneira eficiente às pessoas que realmente necessitavam.

    Muitas artesãs tinham como fonte principal de subsistência a venda de seus produtos, e muitas eram senhoras com idade avançada e sem permissão para expor suas mercadorias. Pudemos fazer um paralelo entre os empresários/exploradores que conseguiam por meio de decisões judiciais, permissão para se manter obtendo lucros às custas da saúde e segurança de seus empregados, e essas senhoras que sequer puderam ocupar as calçadas e praças das cidades.

    Mas nesse furacão que parecia não apresentar melhoras, a Lei 14.017/2020, conhecida popularmente como Lei Aldir Blanc, foi sancionada à base de muito custo e disputas.

    Começou então outra via crucis, que foi a elaboração das propostas por parte dos artistas e o entendimento por parte dos gestores municipais estarem aptos a receberem e implementarem esses recursos, foi uma maratona dolorosa perceber que nem todos os artistas tinham sequer a compreensão de como colocar suas ideias no papel de forma clara, e que nem todos os legisladores públicos municipais tinham a expertise para fazer esse recurso tão urgente estar disponível. Tentamos dar suporte a grupos e artistas que nunca haviam sequer pensado em escrever um projeto. Essa deficiência ficou evidente durante esse período e ainda hoje precisamos pensar formas de sanar essa questão o quanto antes, mas esse será um assunto que pretendo abordar em outra coluna.

    Samuca Azevedo
    Samuca Azevedo

    Por fim, os valores foram disponibilizados e muitos artistas (e coletivos) conseguiram acessar, e então uma situação mais crítica pôde ser evitada.

    Cabe agora a nós que temos um pouco mais de lucidez (se é que temos), tentarmos equalizar essa situação e dar suporte a quem precisa para as próximas oportunidades que estão se alinhando no horizonte.

    Estamos em um momento pós pandemia, onde apesar das mais de 700 mil mortes (que poderiam ter sido evitadas), estamos ensaiando um momento de normalidade. Nossa classe (artística cultural periférica) está convalescente e emergindo das profundezas para retomar o fôlego e tentar retornar a realidade, apesar da tentativa de massacre que sofremos durante 04 anos, vamos tentar compreender o cenário que nos deixaram, e como fênix tentar ressurgir dessas cinzas que ficaram como legado, mas apesar de feridos, saímos mais sábios e mais calejados.

    Sarau Poetas Compulsivos no Buteco da Juliana, em Morro Agudo
    Sarau Poetas Compulsivos no Buteco da Juliana, em Morro Agudo

    Muitos elos se fortaleceram e vários sonhos foram criados, muitas pontes estão sendo construídas, morremos um pouco com nosso passado recente, mas a decisão de ficar no caixão é individual.

    A Baixada Fluminense sempre foi e sempre será resiliente em todas as áreas, novas oportunidades estão por chegar, ao menos agora temos um vislumbre de que algo muito bom nascerá depois de todo esse caos.

    Sigamos em frente.

  • Sarau Poetas Compulsivos marcará o retorno das atividades no Quilombo Enraizados, em Morro Agudo.

    Sarau Poetas Compulsivos marcará o retorno das atividades no Quilombo Enraizados, em Morro Agudo.

    No primeiro sábado do mês de maio o Sarau Poetas Compulsivos celebrará a volta das atividades presenciais no Quilombo Enraizados, em Morro Agudo.

    O Sarau Poetas Compulsivos é um encontro de gerações que começou modestamente no ano de 2010, com o objetivo de criar um espaço onde as pessoas pudessem se descobrir e se reconhecer enquanto poetas/artistas, como por exemplo trabalhadoras e trabalhadores que produziam muitos escritos durante a vida, mas nunca mostravam para o público suas criações.

    Assim nasceu o sarau, na antiga sede do Enraizados, em Morro Agudo. Nesses 12 anos de existência a atividade se reinventou diversas vezes e amadureceu. Durante o período que o Enraizados esteve sem sede, em 2014, o sarau migrou para a praça Armando Pires, no centro do bairro, logo depois foi para o Buteco da Juliana, onde ficou até o ano de 2019.

    A atividade ganhou uma versão itinerante, onde os poetas residentes visitavam escolas e organizações culturais de todo o Rio de Janeiro, passaram pelo Quiosque da Globo, em Copacabana, por vários unidades do SESC e em muitos CIEPs; integrou de forma permanente o Festival Caleidoscópio, até que aportou de vez na nova sede do Instituto Enraizados, o Quilombo Enraizados, em março de 2020, mas foi abruptamente interrompido pela pandemia do Coronavírus.

    O retorno das atividades

    Foram longos dois anos de espera até que as atividades pudessem voltar, após algumas tentativas (sem sucesso) de retorno durante o período pandêmico. Somente agora, neste próximo dia 07 de maio, foi possível trazer de volta o sarau em sua essência, com todos e todas em segurança.

    Certamente será um dia especial e cheio de significados, pois também é o dia da aula inaugural do pré vestibular comunitário que acontecerá também no Quilombo Enraizados durante o ano de 2022, fruto de uma parceria entre um grupo de professoras, o movimento negro Perifa Zumbi e o próprio Instituto Enraizados. O curso, que homenageia a Ialorixá Mãe Beata de Iemanjá, será um espaço de formação crítica, segundo Dudu de Morro Agudo, um dos coordenadores: – “Foram muitos meses pensando esse curso, e chegamos a conclusão que ele não pode se limitar em preparar o estudante para passar no ENEM, ele precisa ser um espaço de formação cidadã, de pensamento crítico”.

    Coordenadoras(es) e docentes do Curso Popular Mãe Beata de Iemanjá.
    Coordenadoras(es) e docentes do Curso Popular Mãe Beata de Iemanjá.

    No último sábado, dia 30 de abril, dia em que se comemorou o Dia da Baixada Fluminense, aconteceu o primeiro encontro entre os coordenadores e os docentes do curso, foi um dia cheio de emoções, pois todos puderam se conhecer, além de conhecer de forma mais profunda a proposta do curso e das instituições que o promovem.

    Nesta aula inaugural, será a primeira vez que todos estarão juntos, coordenadores, docentes e discentes. Para este dia está previsto uma oficina com a atriz Luiza Reis, do coletivo Nômade, além de exibição dos documentários A Revolução do Livro e o Custo de Oportunidade, que contam a história dos PVNC na Baixada Fluminense e da política de expansão do acesso ao ensino superior, respectivamente.

    As atrações inéditas do sarau

    A festa, que começa às 19 horas, tem apresentação de Lisa Castro e intervenções de Átomo Pseudopoeta, além de discotecagem com DJ Dorgo, todos residentes do sarau.

    Nessa volta, os produtores e curadores escolheram a dedo um grupo seleto de convidados são inéditos, começando pela “Rainha do Verso”, como é conhecida Rejane Barcelos, a atriz com 27 anos de carreira, moradora da favela da Maré e estudante de letras da UFRJ, organizadora do SLAM Maré cheia e integrante do coletivo SLAM das minas.

    Seguindo com Marcos Serra, que além de de ator é diretor teatral e professor de Artes Cênicas da educação básica, na Secretaria Municipal de Educação do RJ e na Secretaria de Estado de Educação do RJ, bem como docente universitário, onde lecionou na pós-graduação do LEAFRO-UFRRJ (Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Campus Nova Iguaçu) e na pós-graduação em Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) da UCB (Universidade Castelo Branco – Campus Realengo/RJ).

    Também estará presente o rapper AJANI, de 24 anos, nascido na Vila Cruzeiro e criado em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, cujo a musicalidade atravessa vários gêneros e linguagens que vão desde o R&B, passando pelo trap/rap até chegar ao afrobeat. Em seu trabalho, a territorialidade, a ancestralidade e a cultura periférica estão sempre presentes.

    O dia tem tudo pra ser inesquecível.

    SERVIÇO

    Sarau Poetas Compulsivos
    Quando 07 de maio de 2022
    Hora: 19 horas
    Onde: Quilombo Enraizados – Rua Presidente Kennedy, 41, Morro Agudo, Nova Iguaçu, RJ
    Preço: A entrada é gratuita

     

  • Oficina gratuita de rap do Enraizados acontece todas as quartas na Arena Jovelina, na Pavuna.

    Oficina gratuita de rap do Enraizados acontece todas as quartas na Arena Jovelina, na Pavuna.

    Pelo quarto ano consecutivo, uma vez por semana, Dudu de Morro Agudo sai Morro Agudo em direção à zona norte, mais precisamente para a Arena Jovelina para aplicar uma metodologia que permite que qualquer pessoa, que nunca teve contato com o rap, experimente o processo de composição coletiva e gravação de uma música, tudo através de muita conversa e diversão, o qual deu o nome de #RapLAB, isto é, o laboratório de rap.

    Se não for divertido não tem graça.

    As composições e gravações que foram feitas durante a oficina vão desde de músicas de prevenção a dengue até trilhas para peça teatral de Romeu e Julieta.

    No ano passado compuseram uma música onde questionavam o real valor do ‘dinheiro’ e também produziram um videoclipe em plano sequência.

    Este ano, estão preparando uma música sobre o “Brasil que vivemos atualmente” veja abaixo a letra que ainda está em processo de composição.

    Se você quiser participar, basta se inscrever na própria Arena Jovelina e já entrar na sala para participar. As oficinas são gratuitas e acontecem todas as quartas, das 18:30 às 20:00.

    SAIBA MAIS
    O que é: #RapLAB
    Onde: Arena Jovelina Pérola Negra, na Pavuna
    Quanto: De graça
    Quando: Todas as quartas, das 18:30 às 20:00

    Curta a página: https://www.facebook.com/pg/projetoraplab

     

  • Programa de Ocupação Cultural do Estado do RJ

    Programa de Ocupação Cultural do Estado do RJ

    A Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro visita as dez Regionais Fluminense para mais esclarecimentos sobre o inédito Programa de Ocupação Cultural do Estado do RJ – POC RJ.​ O programa se caracteriza pela expansão das ações culturais a partir da localização de imóveis fora de uso, de propriedade do estado, com cessão para SEC/RJ, para que sejam utilizados sob gestão compartilhada com prefeituras, sociedade civil e iniciativa privada.

    A reunião no Espaço Cultural Silvio Monteiro / Nova Iguaçu no dia 06/12, de 19 às 21h, destaca a importância da composição das parcerias com a sociedade civil, a iniciativa privada, ou instituições de economia mista, e artistas, animadores e produtores culturais. As parcerias são o caminho fundamental para efetivar ações possíveis nos imóveis que serão selecionados, com trocas e reflexões em conjunto. Até dia 15 de dezembro, a SEC RJ recebe sugestões de imóveis para serem inseridos no POC RJ. Finalizado o mapeamento, os imóveis serão selecionados. Na sequencia, será aberto edital de chamada púbica em todo o estado, para ocupação cultural dos imóveis.

    Reunião Região Metro II​ Baixada Fluminense – ​Município de Nova Iguaçu
    Dia 6 de DEZEMBRO, Quarta Feira – 19 às 21hs

    Local: ESPAÇO CULTURAL SÍLVIO MONTEIRO
    Endereço: Rua Getúlio Vargas, 51 – Centro de Nova Iguaçu.

  • Baixada Fluminense é o Epicentro da Cultura no Rio De Janeiro

    Baixada Fluminense é o Epicentro da Cultura no Rio De Janeiro

    A Baixada Fluminense é o epicentro da cultura no Rio de Janeiro, a região que é marginalizada gera conteúdos incríveis, como: poesias, músicas, livros, entre outros.

    A cultura na Baixada sempre foi muito rica, apesar da falta de atenção e verbas destinadas a mesma.

    Na última coluna falei do transporte público, ou melhor dizendo da falta dele, também citei alguns outros problemas que podem afetar drasticamente a cultura na região, porém mesmo com tantos fatores contra, vemos uma explosão cultural na Baixada Fluminense.

    Grande parte disso é devido a ocupação dos espaços públicos, a juventude vem produzindo saraus de poesia, rodas culturais e feiras criativasreunindo centenas de jovens nesses espaços, com intuito de revitalizar os espaços ocupados, valorizar a arte e os artistas locais e enaltecer o poder que os cidadãos têm, fazendo pressão política e pedindo por melhorias.

    Morro agudo lugar onde cresci e aprendi tudo que sei hoje, é um ótimo exemplo, temos artistas excepcionais, que realmente fizeram a diferença na região, Dudu de Morro Agudo, Lisa Castro, Átomo e Antonio Feitosa são alguns deles que através da arte e da cultura tem trazido melhorias não só pra Morro Agudo e sim pra todo território Fluminense.

    Muitos nomes não foram citados aqui, mas o intuito é mostrar a você um pouco do que a Baixada tem e faz em relação a cultura, a terra de Serginho Meriti, Robson Gabiru e Jota Rodrigues está muito bem representada.

     

     

  • Suavizando: Enraizados promove o intercâmbio entre artistas e empreendedores da cultura urbana

    Suavizando: Enraizados promove o intercâmbio entre artistas e empreendedores da cultura urbana

    A ideia é, como o nome do evento já sugere, criar um ambiente agradável para troca de ideias, um local ideal para conhecer gente interessante, trocar conhecimento e ainda fazer negócios. Um lugar de experimentações, principalmente para os jovens moradores de periferia, que já têm a veia empreendedora.

    Nesta edição, que acontecerá no Espaço Enraizados, no próximo sábado, dia 19 de agosto, haverá um intercâmbio entre estudantes da Duke University, dos Estados Unidos, com adolescentes da primeira escola pública bilingue do Brasil, Carlos Drummond de Andrade, que fica em Morro Agudo, Nova Iguaçu.

    Haverá também um encontro com os Produtores das Rodas de Rima de Nova Iguaçu, que lançarão o Calendário de Rodas de Rima, em parceria com a Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu; além da presença de jovens empreendedores da gastronomia e da moda, que colocarão em exposição seus produtos durante o evento.

    Na programação cultural haverá Batalha de MCs, discotecagem com DJ Dorgo, shows com os rappers Gabriel Montsho, Einstein NRC e Passarinho, painel de graffiti, sarau de poesias e muitas atividades interativas com o público.

    “Estamos apresentando as pessoas umas às outras, incentivando conversas que podem virar negócios”, diz Dudu de Morro Agudo, idealizador do projeto.

    PROGRAMAÇÃO
    15:00 – DJ Dorgo (até o final, entrando boladão entre a programação)
    16:00 – Sarau Poetas Compulsivos + Open Mic
    16:30 – Intercâmbio Brasil-Estados Unidos (Apresentação e bate papo)
    17:00 – Sarau Poetas Compulsivos + Open Mic
    17:15 – Lançamento do Mapa de Rodas de Rima de Nova Iguaçu
    18:00 – (SPCOM)
    18:15 – Pocket Show Passarinho
    18:30 – Pocket Show Gabriel Montsho
    19:00 – (SPCOM) + Malabares de Fogo com Luiz Henrique
    19:15 – Bate papo com Kall sobre o KZrão (exibição de videoclipes)
    19:30 – Bate papo com Higor Cabral sobre a Rolo B (exibição de videoclipes)
    19:45 – Pocket Show com Einstein NRC
    FULL TIME
    Graffiti
    Gastronomia das Ruas (Comes e bebes a preços populares)
    Brechós (Roupas lindas a preços populares)
    Biblioteca Literatura das Ruas  (Livros grátis)

    Serviço
    Data: Sábado, 19 de agosto, às 15 horas
    Onde: Espaço Enraizados – Rua Presidente Kennedy, 41, Morro Agudo, Nova Iguaçu
    Informações: (21)4123-0102
    https://www.facebook.com/events/1896200573966452

  • Conheça o projeto Literatura da Ruas

    Conheça o projeto Literatura da Ruas

    O Literatura das ruas é um projeto que tem como objetivo mesclar a literatura com as artes das ruas, através de intervenções literárias em eventos de cultura urbana como: rodas culturais, saraus de poesia, entre outros.

    As Intervenções literárias contam com:

    • Uma biblioteca comunitária que incentiva a troca de livros e o consumo da literatura marginal produzida nas periferias do Brasil.
    • Distribuição de poesias e letras de rap, de artistas da Baixada Fluminense.
    • Apresentação de um(a) DJ e um Pocket Show.

    Em sua primeira edição terão 6 intervenções em diferentes cidades da Baixada Fluminense, que culminarão em um grande evento na praça Zumbi dos Palmares; onde haverá shows, batalha de mc’s, slam de poesia, DJs, entre outras atrações. O line será composto pelos artistas das cidades visitadas, visando fazer um intercâmbio artístico e cultural.

    Antes de ser Literatura das Ruas o projeto se chamava “Banca Ohana Livros, uma biblioteca comunitária dentro do Festival Caleidoscópio, foi idealizado por Carol Tavares aka DJ Moonjay e criado com a ajuda de Marlon Gonçalves aka DorgoDJ.

    Moonjay sempre sonhou em ver uma biblioteca comunitária em seu bairro e através do Enraizados esse sonho se tornou real. Na primeira edição os livros foram levados e organizados em caixotes de madeira, cerca de 80 livros conseguidos em doações; no final do festival havia cerca de 80 livros como no início, porém eram outros livros, o público abraçou a ideia da biblioteca de “trocar livros”, além de consumirem literatura, eles contribuíram para que outras pessoas também pudessem consumir.

    Dorgo DJ conta um pouco sobre o know-how de ter uma biblioteca itinerante:

    “Nossa experiência nos faz crer que a juventude gosta de ler, ao contrário do que algumas pessoas acreditam; contudo, o difícil acesso a um conteúdo específico, que seja realmente interessante para estes jovens, faz com que os mesmos acabem buscando satisfação em outras formas de cultura.

    Acreditamos que proporcionar um espaço onde livros escritos por pessoas com histórias de vida parecidas com a nossa realidade, com temas interessantes, estejam disponíveis nos locais onde a juventude já ocupa, sem custo, apenas com o compromisso de devolver ou passar adiante em outra biblioteca móvel, pode transformar a relação entre os jovens e os livros. Além de incentivar a leitura, valorizar os escritores marginais e incentivar a criação de uma rede de bibliotecas móveis, sabemos que o hábito de ler trará benefícios para a juventude, como o desenvolvimento de um pensamento crítico e estímulo da criatividade.

    A primeira intervenção do Literatura das Ruas foi no Festival Caleidoscópio e novamente foi um sucesso, a próxima será no Rap Free Jazz em Duque de Caxias, no dia 16 de Setembro, com muitas novidades. Se você quer saber mais ou contribuir de alguma forma para o projeto, fique atento nas redes sociais.”

  • Rodas Culturais: Expressões artísticas ocupando espaço público

    Rodas Culturais: Expressões artísticas ocupando espaço público

    Vários jovens se reúnem diariamente a fim de propagar cultura, arte e ativismo. Daí nasceram as Rodas Culturais: manifestações gratuitas e em locais abertos, com a participação do público e de fácil acesso. Intervenções de músicos, DJs, b-boys, MCs, fotógrafos, grafiteiros, poetas e diversos outros artistas, continuam a se espalhar pelos municípios do Rio de Janeiro criando um intercâmbio cultural entre os jovens.

    Pra você que quer curtir, conhecer e marcar presença nessas Rodas Culturais, aqui tá uma lista das próximas que acontecerão no RJ. Bora lá!

     

    E pra quem tá perdido e não é de uma dessas áreas dos eventos acima, indico o site Arte de Rua e Resistência, que mapeou diversas rodas culturais que acontecem no Rio de Janeiro.