quinta-feira, 30 maio, 2024

Movimento Enraizados libera o documentário Mães do Hip Hop no youtube

O Movimento Enraizados gravou o documentário “Mães do Hip Hop” no ano de 2010, após eu ter tido um sonho com a história do filme e propor a gravação para toda a equipe (Bruno Thomassim, Dumontt, Re.Fem, Felipe e Cacau Amaral), que aceitou de imediato, mesmo sem termos dinheiro para arcar com os custos mínimos.

Este filme está legendado em inglês, francês e espanhol, foi exibido na França, no Congo e no Chile, além de dezenas de estados brasileiros, em cineclubes, mas para minha surpresa, após disponibilizarmos na internet percebi que muitas pessoas próximas a mim ainda não haviam visto o filme. Contudo os feedbacks tem sido muito bons, mesmo dois anos após o lançamento, pois o tema abordado continua muito atual.

“Mães do Hip Hop” é um filme que aborda vários eixos, como educação, saúde, etnia, violência e é claro hip hop, e é o primeiro filme de hip hop onde os protagonistas não praticam nenhum dos elementos, as protagonistas são as mães dos MCs Dudu de Morro Agudo (eu), Léo da XIII, Átomo, Lisa Castro e Kall Gomes, que traçam o perfil dessa galera, e através de uma outra ótica nos permite ter idéia de como é o dia a dia da juventude na Baixada Fluminense.

Como se já não bastasse toda essa energia que envolve o filme, ainda participaram com depoimentos muito emocionantes Jana Guinond, Dedé Barbosa e Luiz Eduardo Soares.

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Sobre Dudu de Morro Agudo

Rapper, educador popular, produtor cultural, escritor, mestre e doutorando em Educação (UFF). Dudu de Morro Agudo lançou os discos "Rolo Compressor" (2010) e "O Dever Me Chama" (2018); é autor do livro "Enraizados: Os Híbridos Glocais"; Diretor dos documentários "Mães do Hip Hop" (2010) e "O Custo da Oportunidade" (2017). Atualmente atua como diretor geral do Instituto Enraizados; CEO da Hulle Brasil; coordenador do Curso Popular Enraizados.

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O papel da educação clandestina na formação Política

Este texto reflete sobre o conceito de "Educação Clandestina", destacando sua abordagem contrária ao ensino formal. Explora as lacunas do sistema educacional brasileiro, particularmente em relação à alfabetização e ao letramento nas escolas periféricas. Descreve como movimentos sociais reúnem conhecimentos diversos, ausentes das instituições formais, promovendo uma troca que desafia o status quo. Aponta a importância da conscientização política e da ação crítica na transformação da realidade. Destaca a educação clandestina como um processo contínuo de formação política, capaz de despertar indivíduos para a realidade e capacitá-los a questionar, refletir e agir em prol da mudança social.

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