Rio de Janeiro – Cidade desespero

Prestes a completar 450 anos em 2015, o Rio de Janeiro lidera o ranking do metro quadrado mais caro do Brasil, segundo o (IPEA), demonstrando o imenso abismo social em que vive nosso estado; se você quiser comprar um imóvel no Leblon, você terá que desembolsar a módica quantia de R$23.613,00 por M², ou em Ipanema R$20.422,00, tá caro? então segundo a pesquisa o metro quadrado mais barato do Rio de Janeiro fica na Pavuna, com média de R$ 2.200.

Complementando esses dados a PUC Rio publicou um estudo profundo sobre as condições do RJ de uma forma bem abrangente; as desigualdades são bem mais profundas quando comparamos dados precisos entre todas as parcelas da população, demonstrando que vivemos em uma cidade dividida entre muros invisíveis mesmo quando achamos que somos uma região homogênea em todos os sentidos.

Temos imensas disparidades entre: Zona Sul, Zona Norte, Baixada Fluminese e interior; as diferenças econômicas, sociais, educacionais e culturais são tão gritantes, que é como se existissem várias nações convivendo dentro de um mesmo espaço. Certas regiões concentram a população com alto rendimento e uma imensa maioria de meros mortais, sobrevivem colhendo do fruto de seu trabalho, sendo que essa pequena parte da população concentra grandes riquezas e são os que tomam decisões que afetam diretamente a vida da região; porém os do primeiro grupo sempre vão estar em primeiro plano.

Na questão eleitoral os candidatos a governador são eleitos nas periferias devido ao número infinitamente superior de eleitores nessas regiões que também são as menos assistidas pelo pode público, mantendo assim sempre uma dependência dessa região do gestor político.

Nesse estudo se descobriu que: Se a Zona Sul é um bairro cercado de favelas, a Zona Norte é uma favela cercada por bairros.

É uma verdadeira hipocrisia vermos candidatos oferecendo soluções rápidas e mirabolantes para problemas que foram se acumulando por décadas; para se ter uma ideia, a região metropolitana teve uma explosão demográfica de 12 milhões de habitantes; isso no último Censo de 2010, seria como se colocássemos toda a população de Belo Horizonte dentro do RJ.

A questão é, as soluções apontadas não resolvem o inchaço e o atraso em que estamos em relação a outras cidades do mundo, que se planejaram por um longo tempo. Por essa razão essa conta oferecida pelos “Salvadores da pátria” simplesmente não fecha”.

No que serefre à violência contra a mulher; os dados apontam: Que só em 2013 foram apurados 5.926 casos de estupro, mas os casos de feminicídio e agressões também aumentaram.

Em Nova Iguaçu vemos uma especulação imobiliária que cresce à passos largos; vários empreendimentos estão construindo imóveis por todo lado e iludindo o trabalhador para que adquira esses imóveis, comprometa sua renda por vários anos, e parece que nossa região é a bola da vez.

Então meu amigo, sempre que um aspirante à político ou mesmo os que sempre aparecem em época de eleição vierem com soluções mágicas, pergunte como ele chegou a essa conclusão, e quais estudos técnicos se baseou essa decisão, e de onde virão os recursos para a sua realização, se ele desconversar, meu amigo caia fora.

Sobre Samuca Azevedo

Ator, estudante de marketing e gerente do Espaço Enraizados.

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