Entre quadrinhos e Hip-Hop, com Alexandre de Maio

Ele é um polivalente nato, consegue aliar jornalismo, quadrinhos, Hip-Hop e Design. Iniciou sua carreira publicando a revista “Rap Brasil”, com um misto de matérias sobre cultura hip-hop e Histórias em Quadrinhos. Lançou os quadrinhos “Os inimigos não mandam flores”, com texto do escritor Ferréz. Desenvolveu diversos trabalhos como capas de discos, livros, sites e videoclipes. Ministrou oficinas de quadrinhos. Fez videorreportagens para o portal online da Folha de São Paulo. Em parceria com o Itaú Cultural e ao lado de Alessandro Buzo, lançou o Jornal Boletim do Caos. Ministrou oficinas de videorreportagem no Pontão de Cultura Preto Ghóez, executado pelo Movimento Enraizados. Atualmente trabalha no site “Catraca Livre”, Revista Raça e no projeto Jovens Alconscientes em Heliópolis, SP. Saiba mais sobre Alexandre de Maio, acompanhando a entrevista:

Marcão: Como surgiu o interesse por desenho e HQs?
Alexandre: Foi de forma natural, desde pequeno saía da escola e ia para minha casa ou para casa de algum amigo para passar a tarde desenhando. Com 10 anos já fazia algumas HQs sobre o pessoal da classe.

E o envolvimento com a cultura Hip-Hop? Como se deu a criação da Revista Rap Brasil? E como era feita a distribuição?
Eu já ouvia Racionais, mas o envolvimento maior foi quando eu comecei a fazer HQ de letras de RAP. Mandei pros Racionais sem conhecê-los e o Ice Blue me ligou, me convidou para ir na sua casa. Daí em diante botei fé que poderia fazer uma HQ com algumas paginas de matérias com grupos de RAP. O projeto se desenvolveu e assim, nasceu a revista RAP Brasil em 1999. A revista era distribuída em bancas como todas as revistas para o país inteiro.

Jornalismo, Hip-Hop e Quadrinhos… Qual a importância dessa junção?
Hoje faço no site Catraca Livre, o Jornalismo em Quadrinhos, para fazer matérias sobre cultura. As 3, são linguagens que juntas se potencializam, e tem mais força.

Confira a matéria intitulada HQ da Periferia com Alexandre de Mayo e Marcelo d Salete:
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Como surgiu o Boletim do Kaos?
Eu tinha uma ideia de fazer uma revista sobre Literatura Periférica por ter visto nascer a Cooperifa, O Buzo, e o Ferréz. Aí, me juntei com Buzo, que conseguiu um patrocínio da Itaú Cultural e resgatamos o nome do Fanzine que ele fazia. Mas infelizmente o patrocínio acabou e tivemos que parar com a publicação.

Você é um polivalente nato, como é trabalhar ao lado de outro polivalente, como Alessandro Buzo?
Além da gente trabalhar junto somos vizinhos tambem, mas com essa polivalentia nossa  as vezes ficamos meses sem se ver.
Mas semana passada fizemos um churras nervoso.

Fale um pouco sobre seus trabalhos na Folha, Catraca Livre e Revista Raça…
No Catraca Livre e Folha faço videorreportagem sobre o que tem de gratuito ou a preço popular na cidade de são paulo, incluindo mais a parte de cultura. No Catraca também desenvolvo o Jornalismo em Quadrinhos. Na revista Raça Brasil, faço pautas ligadas a arte urbana, educação e hip hop.

O que é o Projeto Jovens Alconscientes?
É um projeto que faço a coordenação pedagógica em Heliópolis, a maior favela de Sâo Paulo.
A ideia do projeto e levar ao jovem informação sobre o álcool. Desenvolvemos varias atividades e pesquisas sérias já comprovaram que estamos mudando a consciência dos jovens da comunidade. A Atividade mais famosa é Balada Black, uma festa que toca funk, rap e eletrônico, e tem um publico de mais 800 pessoas e não entra álcool, mostrando pros jovens que é possível se divertir sem beber.

Como é a experiência de compartilhar o que você faz, ministrando oficinas?
É bem legal, apesar de não ser uma especialidade minha, mas pra mim sempre foi natural compartilhar o que sei.

Alexandre, valeu mesmo pela entrevista, tamo junto sempre, gostaria que deixasse uma mensagem aos leitores do Portal Enraizados…
Salve os leitores do Portal Enraizados, um dos grandes disseminadores de informação do Rio de Janeiro. Vida a longa a esse projeto que vem capacitando muitos jovens a utilizar as ferramentas de comunicação. “O crescimento do nosso Brasil passa pelo domínio dos jovens dos meios de comunicação. Para poder se expressar, se divertir e reivindicar o que é nosso por direito.”

Sobre Marcão Baixada

Rapper, compositor e produtor. Take Back the Mic’s Hip Hop World Champion (2015). Curador e host do projeto Hip Hop Conhecimento.

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6 comentários

  1. loko ei man tenho quase tds as revista rap brasil que causo revolução no meio da cultura muita informação boletimdo kaos então tenho tds!!! da hora msm man !!!

  2. Ótima entrevista, salve ENRAIZADOS e Alexandre de Maio.
    NÓIS Q TA
    Buzo
    http://www.buzo.com.br

  3. yo!! da hora os trampos desse mano valew

  4. Matéria show cara! Esse Alexandre manda muito nos HQ!

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